Waterabout: island in the sun
8 Mais um tijolo na parede (parte 3)
“my father crossed the ocean and left me a mere memory”E então eu noto o ar mudar. Todos os soldados pararam o que estavam fazendo e engatilharam suas armas. O sargento está em silêncio e com o revólver em mãos. De repente ele vira para mim sorrindo e aponta sua mira para mim. Meu sangue gela e minhas pernas perdem a força.
E no segundo seguinte por alguma força misteriosa rapidamente uma parede de pedra é erguida do chão bem na minha frente. Ela faz um barulho estrondoso e levanta poeira para todos os lados tanto que um pouco caiu nos meus olhos. Junto a isso em um movimento rápido uma chapa de metal envolve um dos soldados que estavam me escoltando enquanto meu canivete de alguma forma está encravado no braço do outro. Logo em seguida a terra começa a tremer e então o chão se despedaça ao nosso redor. Ou melhor ao meu redor. Eu me pego presa em uma espécie de pequena “ilha” em meio ao chão que se despedaçava e tremia criando um terreno pontiagudo e cortante como se fosse estacas. Os dois homens caiem no meio deles e começam a sangrar.
Antes que eu consiga processar qualquer informação eu escuto o barulho de um único tiro que que atinge alguma coisa metálica. E em seguida o barulho de mais um tiro mas este veio do meu lado e então eu sinto uma aguda dor vindo da minha perna.
A partir dai todos os outros soldados começaram atirar. Eu não conseguia ver o alvo deles por que eu deitei não chão e cobri minha cabeça enquanto usava aquela estranha parede de pedra como cobertura. Enquanto eu esperava e rezava para que tudo isso acabasse eu senti uma bala passar perto da minha cabeça. Logo após alguma coisa explode não muito distante de mim, provavelmente uma granada. O barulho dessa zona de guerra é totalmente diferente do que a gente geralmente vê na tv ou em filmes. Cada disparo e cada explosão machuca meus ouvidos e a cada momento eu sinto como se eu estivesse perto da morte. E além disso tudo eu ainda sinto sangue escorrer pelas minhas pernas.
Até que novamente eu sinto novos tremores e então novas paredes de pedra são levantadas, essas se estendem por toda a largura da rua fechando a passagem. E então aquelas pedras que me cercavam foram cobertas com novas placas de concreto. Dai alguém me agarra e me arrasta por aquele caminho. E enquanto isso seja quem for me cobria com seu próprio corpo. E então eu sinto que fui jogada em cima de alguma coisa metálica como uma mesa. E então eu escuto passos em corrida. Seja quem for correu por uns dois minutos eu acho, é difícil dizer a minha noção de tempo estava meio distorcida. Na verdade eu nem sei dizer se eu estava realmente consciente nesse momento.
Quando eu “voltei” a plena consciência eu vejo que estou deitada e não muito distante de mim tem dois homens relativamente jovens. Eles estavam sentados e pareciam exaustos, mas ao mesmo tempo estavam conversando de forma bem descontraída?
—E quem diria que eles teriam granadas de P.E.M né?
—Isso não é desculpa! Eu tô te falando você tem que parar de arrumar essas confusões pra nós.
—O Zé ruela era só chegar tirar ela de lá e ir embora só que de alguma forma ele já sabia que a gente já tava lá. Eu não sei o que aconteceu o cara com o pistolão apenas mirou no rumo que eu estava escondido e atirou! E o desgraçado ainda acerta!
—Não vem com essa Não, nos dois sabíamos que isso era uma armadilha desde o começo. Sò não vou brigar contigo por que ninguém se machucou.
—fale por você! Eu caí do segundo andar.
—Merecido. Você falhou em proteger ela.
—Eu fui o primeiro a tomar um tiro! E quase tomei mais um na fuga!
—E daí que você só se ferra? Se pá que não é possível alguém ser tão azarado assim!
—E o que eu tô tentando te explicar o seu arrombado...
Eles ficam em silêncio por um tempo e então os dois começam a rir bem alto enquanto eu apenas observo calada aquela inusitada situação.
O cara que está se defendendo das acusações de incompetência tem os cabelos totalmente cinzas e é bem alto. Ele tem um ar de irresponsabilidade acompanhando de um belo rosto, exatamente o tipo de pessoa que a Andréa se apaixonaria.
“Por que eu estou me lembrando daquela vagabunda em um momento como esse?”
Enquanto o outro é um cara moreno mais baixo com os cabelos crespos e castanho. Ambos parecem ter a mesma idade eles apenas tem uma diferença de altura gritante. Eles também compartilham do mesmo tipo de roupa, uma camisa social por baixo de uma espécie de jaqueta. A única diferença está nas calças já que o moreno usa calças brancas em bem largas enquanto o outro usa preto.
Eu me levanto me sento na estranha cama que eu estava deitada. E então percebo que estou em uma espécie de galpão abandonado. O ar é todo empoeirado e a única fonte de iluminação vem de uma velha lâmpada amarelada no teto.
Eu silenciosamente tento sair mas quando meus dois pés tocam o chão eu sinto uma forte dor vindo da minha perna direita. Eu acabo deixando a dor transparecer e isso chama a atenção dos dois. Olhando melhor pra minha perna eu vejo que tem uma mancha de sangue na minha saia. E então eu lembro que tomei um tiro.
—Boa noite cinderela. Dormiu bem?- pergunta o cara de cabelo cinzas.
— O que aconteceu e quem são vocês?
—Você tomou um tiro e desmaiou com o susto.- Dizem os dois ao mesmo tempo.
—Queee?
—Isso mesmo por conta da incompetência do meu parceiro um dos soldados lá conseguiu sacar a arma reserva dele e te dá um tiro. Sorte sua que ele não pegou em nenhuma artéria e por padrão as pistolas serem de baixo calibre.
Ao ouvir o que ele disse eu levanto a borda da saia até ver ataduras enrolando a minha coxa. As mesmas estão manchadas de sangue.
—Em compensação eu tirei a bala e tratei esse ferimento- diz o de cabelos cinza.
—Isso era o mínimo que você tinha que fazer o seu cabeça oca! Tá só vamos sair daqui logo antes que alguém nos encontre já que ela é incapaz ocultismo.- fala o de cabelos castanhos.
“Ocultismo?” penso eu.
—Vocês ainda não me disseram quem são vocês.
—É Verdade. Bem vamos nos apresentar esse mal humorado se chama Victor Stone, e você pode me chamar de Tallon. Nós dois somos de uma espécie de expedição de resgate.
—E eu me chamo...- Eu penso em dizer meu nome mas então eu lembro no que aquela moça disse e então eu me questionei se eu posso confiar neles.
—Eu conheço essa cara e sinto que isso vai ser uma dor de cabeça.- diz o Victor com a mão no queixo enquanto olhava atentamente para mim.- Tallon fala alguma no ouvido de Victor e logo em seguida Victor vai pra porta e fica de vigia.
—Boa sorte.- Essas são as palavras proferidas por ele enquanto se afasta.
—Deixa essa comigo eu tenho um plano.- Ao dizer isso o Tallon retira alguma coisa de um bolso na jaqueta. Eu fico apreensiva com o quer que seja e me surpreendo ao ver que é apenas uma barra de cereal.
—Você fez a transição a apenas uma semana certo? Então você deve estar morrendo de fome já que um dos sintomas é ficar com a boca amarga.- Diz ele balançando o petisco na minha frente enquanto eu o sigo com os olhos.
Eu tento negar por um tempo mas, meu estômago ronca denunciando as minhas verdadeiras vontades. Mas, de fato eu não tenho me alimentando direito nesses últimos Dias e depois disso tudo eu estou morrendo de fome. Ao perceber isso ele tira mais uma do bolso me oferece ela também. Eu acabo cedendo e aceito a chantagem estomacal. E eu não tenho palavras pra descrever o quanto isso foi humilhante. Depois dessa minhas dúvidas se eu tinha ou não virado um guaxinim foram sancionadas.
“É, eu fui comprada com comida “
As barras de cereal eram caseiras e estavam embaladas em algo parecido com papel manteiga. Eu desesperada as desembalo e as como ao mesmo tempo. E elas estavam deliciosas, essas foram facilmente uma das, se não a coisa mais deliciosa que eu já comi na vida. Meus olhos chegaram a lacrimejar era como se um novo mundo tivesse se abrindo pra mim.
—O que tem nisso?- falo eu com a boca cheia.
—Eu não sei direito por que não fui eu que fiz mas, não tem nada de mais só uma mistura de nozes, aveia , granola e uma erva medicinal que resolve o problema com o paladar. Mas e agora? Disposta a colaborar com a gente?
—Tá mas só por quê eu não confio muito nela.
—E quem seria “ela”?- pergunta Victor enquanto se reaproximava em curiosidade mas ainda sim com um ar de apreensão.
—Ela é uma elemental assim como vocês. Ela tinha uma espada flamejante e usava um chapéu de palha.
—Droga isso significa que chegarmos tarde. Mas, e essa aí disse mais alguma coisa.
—Nada de muito relevante eu acho, ela falou que era (estamos) contra os humanos e que isso bastava.- Por precaução eu resolvo ficar quieta em relação a praia.
—Bem isso é um problema seja quem for faz parte de uma organização conhecida como pintores. Eles são de uma facção extremista que quer tomar o mundo para os elementais e “Acabar” com a tirania humana.
—E vocês dois não estão com ela?
—Nem pensar o nosso jeito de resolver as coisas é uma pouco menos violento no geral a gente quer alcançar a paz sem derramamento de sangue.- Explica Victor
—Quando ele diz que somos menos violentos ele quer dizer que genocídio não é a resposta.
—Eu sempre achei que os elementais eram todos unidos.
—Eu nem te conto. Isso tudo muito mais complexo do que você imagina é melhor você nem tentar entender por agora. Mas no geral tem os pacifistas, os Caóticos e os neutros e mais uma cacetada de frações. Alguém vai te explicar isso eventualmente.
Quando eles terminam de falar sobre, nós ouvimos o barulho de tanques, caminhões e sirenes passando lá fora. Rapidamente o Tallon vai até o canto da janela e observa enquanto manda a gente se abaixar. Depois de alguns segundos ele faz sinal de ok e a gente se levanta.
—Essa foi por pouco a gente tem que despachar ela quanto antes. Caso contrário essas patrulhas vão encontrar a gente mais cedo ou mais tarde.
—Que horas são? No meu relógio tá marcado 5:49 PM. Fuso horário é foda.- pergunta Victor enquanto tentava fazer algum cálculo.
—Quanto tempo eu fiquei inconsciente?
—Sei lá umas meia hora?
—Então considerando que eu saí de casa umas sete agora deve ser algo entre meia noite e uma da manhã.
—Ótimo temos bastante tempo antes do sol raiar. Você consegue andar?
—Consigo, na verdade a dor do tiro não dói mais que a dor muscular de eu ter corrido tanto.
—Então pensa rápido!- Tallon rapidamente tira alguma coisa do bolso e joga para mim eu com dificuldade a aparo e então analiso o objeto. E uma moeda de aço sem cara nem corroa com o diâmetro de mais ou menos uma polegada.
—Isso é pra caso a gente se separe. Você tem que chegar até o porto da cidade e procurar por um veleiro de velas verdes. Lá vai ter um véio que vai te levar pra ilha.
—Essa ilha é um Porto seguro?
—Pelo visto você sabe mais do que aparenta.
—É apenas conteúdo superficial. Mas, agora que você falou nisso como é essa ilha?
— É melhor você descobrir quando chegar lá não tô afim de estragar a surpresa. Mas confia você vai gostar lá de casa. Aliás qual é seu nome?
—Caroline.. Caroline de Callmira, mas todos me chamam de Carol.
—Legal esse é o mesmo nome da escola que eu estudei. Mas parando pra pensar... agora você gerou um problema. Victor! Chega aqui.
—Que foi?
—O nome dela é Carol e o sobrenome é de escola.
—Acho que entendi o problema e ai é complicado.
—Como assim problema?
—E que a gente tava pensando em colocar seu apelido de tsunami por que você inundou a escola. Só que como seu nome é Carol também poderíamos chama-la de Coral. Só que como seu sobrenome é de escola eu acho que no final Tsunami encaixa melhor. – explica Tallon com a mão no queixo.
—Também poderia ser Cerol.
—Por que?
—Caroline.
—Pô verdade, mas não vamos complicar mais do que isso não.
—É sério isso!?
—Claro que é. Saiba que é uma tradição colocar apelido em qualquer novato.- diz Victor e Tallon ao mesmo tempo.
—Não é possível que minha vida esteja na mão de dois patetas.
—Relaxa um pouco, ficar com a cabeça quente não vai te ajudar em nada. Inclusive esse é o motivo de se colocar apelidos. – Explica o Tallon.
— tá aí mais uma pessoa que não compreende a importância de se colocar apelido nos outros. Mas agora em diante você se chama tsunami.
—Mas, eu não concordei com isso!- Digo eu intervendo nessa decisão. Mas eu sou completamente ignorada. O ar fica um pesado os dois mudam suas expressões para algo sério então fazem o gesto para eu ficar quieta. De repente o portão do galpão que estamos escondidos se abre.
O que será dessa vez? Será que os soldados da união nos encontraram?
E então eu escuto uma voz feminina bem familiar acompanhando passos leves.
—Olha só como são as coisas, você salva a pessoa, se sacrificar por ela, dá uma luz no meio do desespero e como ela te retribuir?
Os dois tomam dianteira a direção da voz enquanto eu fico logo atrás observando. E então eu reparo em algo interessante. O Victor estica seu braço um pouco para trás e então faz um movimento circular com a mão e então a fecha como se estivesse segurando firmemente algo. Mas não foi isso que me chamou a atenção e sim por que eu senti como se estivesse vendo algo invisível. Não é como se eu pudesse realmente ver mas, eu senti e mesmo sem eu entender eu sabia o que ele tinha feito.
—Me sinto traída.- fala a pessoa misteriosa enquanto gargalha. E então entre as coisas jogadas dentro do galpão ela aparece. Para a surpresa de ninguém é aquela mulher que me ajudou mais cedo. Nós três ficamos apreensivos enquanto ela se aproxima até que finalmente a luz fraca vindo da lâmpada do teto a toca.
Ela está coberta de sangue e cheia de machucados além de estar mancando. Mas mesmo assim ela mantém os passos e a voz firme além do constante sorriso o que deixa ela com um ar sinistro. Conforme ela se aproxima da para sentir a temperatura da sala aumentar.
—Olha eu não vou mentir eu estou com tanta raiva de você que eu cortaria a sua cabeça. Mas eu vou tentar ser um pouco mais compreensiva primeiro.- Diz ela com uma voz assustadoramente serena.- Uma ameaça que eu sei que ela vai cumprir.
—Mas antes gostaria de fazer uma oferta para esses dois a sua frente. Vocês gostariam...
—Desculpa mas não vai rolar.- Victor interrompe a fala dela e com muita seriedade e convicção já nega o que ela ia propor.
—É isso aí seja lá o que você iria nos oferecer só de vim de você já não é coisa boa.- Complementa Tallon.
—É uma pena mas, vocês vão morrer antes do sol raiar. Mas, enquanto a você jovem sombra?
—Oque que tem eu?
—Eu fiz algumas pesquisas e seu nome é Carol certo? Bem eu fiquei sabendo que você foi traída por seus amigos, sua raça, sua mãe. Bem se você se juntar a mim e ao meu grupo eu posso esquecer sua traição e te darei a oportunidade de ficar forte e de se vingar desse mundo. Juntos faremos a justiça e tomaremos de volta o mundo que era nosso. Então? Você vai aceitar?
Me vingar? Até o momento isso não passou pela minha cabeça. Mas, eu não sou esse tipo de pessoa, eu acho? Bem eu olho para Tallon e Victor esperando que eles digam alguma coisa pra me ajudar nessa mas ao perceber minha cara de confusão Victor disse uma frase que piorou tudo.
—Essa é uma escolha que apenas você pode decidir...
Eu em aflição coloco a mão no peito. Até o momento eu apenas ignorei essa ideia de lados e sempre fiquei quieta em relação a isso. Mas agora eu sou forçada a escolher minhas cores. E ainda sim eu não consigo escolher um lado. Não por indecisão mas é como se tivesse uma barreira que me impede de ir pra qualquer lado. De forma inconsciente eu sinto que eu não estou ligando para isso. E eu me pergunto por que? Não é a hora certa para pensar nisso mas eu não consigo deixar pensar.
“Será que apesar de tudo eu ainda amo o mundo humano? “
Bem no final não importa o que eu vou escolher. O mundo que vivi até hoje me odeia. E para mim não faz diferença se ele vai ser destruído ou não. E então eu sigo com a decisão mais simples e ilógica possível.
Eu jogo no uni, duni, tê.
E então por decisão do destino ela acaba escolhendo ir com Victor e Tallon. Apesar que lá no fundo ela torceu para ir com eles mesmo que não saiba disso.
E assim depois de seu silêncio ela declara o resultado.
—De- desculpa mas... Eu não sou como você.
—Sem problema mas, é uma pena a gente até poderia ter tido uma amizade (pop).- Ela levanta a espada e o objeto começa a pegar fogo.
—Mas vocês três morrem essa noite. O que é um saco.- O sorriso dela se desmancha e logo se torna uma cara de raiva. Ela avança contra Tallon que rapidamente levanta com seu magnetismo uma placa de metal que ele usa como escudo.
Mas com um único golpe ela consegue a cortar em duas parte como se não fosse nada. A lâmina da espada era tão quente que deixou o metal atingindo incandescente.
Com um segundo golpe ela empurra o que restou da defesa para o lado e a atravessar preparando uma estocada. Mas antes que ela consiga se aproximar de nós um pedaço do chão é arrancado próximo a nós já sendo arremessado nela.
Ela cancela seu ataque e se esquiva do golpe recuando para o lado e depois para trás. Mas para não perde a pressão de seus ataques ela inspira muito fundo inflando seus pulmões e depois cuspiu fogo na gente.
Tallon rapidamente erguer aquelas duas chapas e usa novamente como escudo. As labaredas atingem o metal por alguns segundos. Um pouco do fogo atravessar por envolta das placas o que faz ficar muito quente. Mas então ela apareceu no nosso lado. Com a espada já iniciando o movimento de corte. Todo aquele bafo não passou de uma distração para que ela tivesse passagem livre para atacar.
Mas então uma parede de pedra se erguer entre nós. Sua espada atinge a parede e isso é capaz de sessar seu ataque. Logo em seguida Tallon usa vários canos de metal como lanças para tentar empalá-la. Mas todos os golpes ou são desviados ou são fatiados. Ela continua com seus ataques combinados. Agora lançando contra nós uma bola de fogo que é interceptada por um bloco de concreto que explode no ar e entre as chamas ela aparece pronta para atacar novamente.
Essa luta não parece tomar rumo nenhum. Ela não consegue atacar a gente e eles não conseguem atacar ela por que tem que me proteger. Até que Victor dá alguns passos para frente. Tallon parece entender o que ele pretende fazer e me agarra cobrindo a minha cabeça.
Ele fica em postura de combate enquanto pedaço do chão flutuam ao redor dele.
—Seu oponente sou eu e apenas eu.- Disse ele com um ar de seriedade e confiança.
Porem ela apenas o ignora e aproveita a abertura entre ele e nós e tenta me atacar com uma estocada. O golpe é direcionado a mim e tudo que eu vejo é o vulto da lâmina se aproximando do meu rosto. Tudo foi tão rápido que nem deu tempo de fechar os olhos.
Mas então o seu golpe é interceptado por uma rocha e logo em seguida um pedaço de concreto a atinge arremessando-a para longe.
—Você escutou o que eu Falei ? Seu oponente sou eu e apenas eu.
—Seu desgraçado!- grita ela em fúria enquanto se levanta.
Os dois entram em posição de combate e começam e realmente lutar. Ela mantém sua estratégia de usar fogo como primeiro ataque e logo depois aproveitar a abertura para atacar. E em contrapartida Victor encheu o ambiente de rocha e pedaço do chão o que dificulta e muito ela se aproximar, e sempre que ele tem oportunidade ele contra ataca arremessando nela em pedaço da parede ou do chão.
Porém eu não consegui acompanhar a luta já que Tallon agarrou me braço e me puxou para fora. Am
—A gente vai deixar ele sozinho?- pergunto eu enquanto tento acompanhar Tallon.
—Não se preocupe se ele perder para alguém como ela, pode largar de mão.
—Que coisa pra se dizer sobre um amigo?
—Deixa disso ele é velho de guerra. Sabe exatamente o que tá fazendo.
—Ele não parece ser muito mais velho do que eu ou você.
—E idade importa? O que importa é a experiência e ele tem anos disso. E também nos temos nossos próprios problemas para resolver.
Quando ele termina de falar isso nós paramos na beira de uma esquina ele olha de canto pela parede e aponta para o uma direção e bem no final da rua da para ver alguns carros com o farol apagado.
—O porto está para lá só que tenho que eles já tenham percebido que a gente quer chegar lá.
—Isso vai ser um problema. Algum plano?
—Bem eu vou na frente passando por cima de tudo e limpando caminho e você vem logo atrás. Depois disso eu distraio eles enquanto você espera escondida. Quando eu der o sinal você vem
Eu aceno com a cabeça concordando com o que ele disse e então a gente começa a se separar e eu crio certa distância dele. Mas então eu ouço um alto barulho de explosão e logo em seguida fortes tremores, enquanto uma nuvem de poeira se erguer aos céus onde nós estávamos anteriormente
—O que aconteceu!?
—Nada demais, isso significa que o Stone ganhou a luta e tá vindo pra cá.
—Mas o prédio que eles estavam desabou!
—Correção o Stone desabou ele.
—Bem se esconde em algum lugar e deixe eu fazer o trabalho pesado.
—Que? Você vai sozinho? Não seria mais sensato esperar pelo Victor?
—Neh, são apenas alguns humanos com armas eu atropelo eles fácil. Mas, você sim pode esperar por ele.
—Se você tá dizendo.
Eu sem perde muito tempo me escondo atrás de algumas latas de lixo.
“de novo!”
Depois de um tempo começa o tiroteio e barulho de metal batendo. Eu penso em olhar mas, o medo de encontrar uma bala perdida fala mais alto.
Bem logo em seguida eu escuto barulhos de passos se aproximando pelas minhas costas vindo da direção que o prédio caiu e logo presumo que é o Victor. Mas quando eu me viro eu recebo uma forte pancada. Eu caio meio desnorteada mais ainda sim tento me levantar mas sem sucesso por causa da dor. Tudo que eu consigo fazer e olha para cima e ver o rosto de quem fez aquilo.
E o rosto era daquele desgraçado.
—Olha só você realmente acho que eu não ia ter um plano “B”.
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