Waterabout: island in the sun

7 Killing me softly with his song


E assim eu continuei a minha jornada incessante em busca de sair da cidade e agora com o conselho de Erick eu agora estava no caminho certo. Eu corria em direção ao porto da cidade enquanto fazia o possível para evitar patrulhas. Só que uma coisa errada os barulhos de tiros que antes pareciam constantemente está atrás de mim cessaram. Eu não tinha ideia do que era mas por algum motivo eu sentia um mal presságio vindo.

Então de repente a cidade voltou a funcionar. A energia voltou e as luzes se acenderam. Todas as casas prédios semáforo e postes. Ainda faltava mais de vinte quilômetros até o porto e agora todas as minhas vantagens tinham desaparecido.

Foda-se eu não tenho mais nenhuma opção no momento então só me resta seguir com o plano. Eu olho no meu celular e vejo as horas. Faz-se três horas que eu estou nessa correria. Se pelo menos eu soubesse disso tudo antes eu poderia ter economizado duas horas meus tênis e um par de pernas por que elas estão queimando.

De repente ele começa a tocar.

Eu me assustei e acabo derrubando ele minha mão. Ele cai no chão e trinca a tela mas ainda funciona. Eu olho para ver o número que está me ligando e é o da minha mãe.

“Agora você se importa por eu te fugido?”

Eu acabo pensando isso em voz alta e recuso a ligação. Não se passa dez segundos e me ligam de volta. Eu olho quem é e diz “Numero desconhecido” os números estão oculto e então não dá para ter ideia de que é que está me ligando. Só que eu também não me importo.

Eu tomo um ar e continuo com a corrida. Até que eu passo por mais um telão de propaganda política. E no exato momento que eu passo por ele a propaganda muda para uma tela preta que então é preenchida com a frase “Thank you” em vermelho. Isso imediatamente chama minha atenção e então eu dou uma rápida parada para ver.

“But...”

“you died”

—O que?

De repente meu telefone começa a tocar de novo e quando eu olho aparece novamente o numero desconhecido. Eu com muito receio atendo a chamada. Eu engulo seco e coloco o telefone no meu ouvido. E espero alguém fala alguma coisa. Só que o silêncio se perpétua por trinta segundos até que um voz grosseira, sarcástica e muito irritante de um homem quebra o silêncio.

—Ninguém te ensinou a dizer alô? (Tisk) Tanto faz. Sabe Caroline ________ vamos direto ao ponto eu te dou duas opções ou você da meia volta e se entrega ou eu vou agora mesmo puxar o gatilho e cortar o fio da vida da sua mãe.

—Quem é você?

—E em que que isso importa garota? Mas se te serve de consolo eu a gente já se encontrou uma vez mas não sei se você Se lembra.

—Você é um agente da...

—Sim eu sou, mas você ainda não escolheu entre as duas opções e como eu não tô com cabeça para enrolação vou contar até três. Se você dizer ”eu me entrego” eu solto ela, o que você acha?

—Espera! Minha mãe não tem nada a ver com isso!

-Três... Ela tem sim.

—Dois... Vamos diga, “eu me entrego”.

—Paraaaa!

—Um, diga logo que se entrega garota! Você acha que eu estou brincando?

—Não por favor! É que eu eu não posso fazer isso!

—Zero... (Bang)

Eu escuto no fundo da linha o barulho de um tiro. O som da arma disparando atravessar meu coração e então por mais alguns segundos eu não escuto nada. Até que ele quebra o silêncio.

—Oque? Sem nenhum grito? Choro ou ameaça? Parando para pensar você teve quatro oportunidades de se entregar e não fez. Bem no fundo eu sei que você considera sua vida mais importante do que a vida da sua mãe. Escutou isso sua vaca? Você e sua filha foram feitas uma pra outra. Aliás eu não matei a sua mãe eu não estou nem um pouco afim de sujar meu uniforme de sangue.

—Seu desgraçado!

—É talvez eu seja. Bem eu gostaria de dizer que sua mãe também escolheu a vida dela em vez da sua e ela te entregou já faz tempo’ nem pensou duas vezes se me permite dizer.

—...

—Nem preciso dizer o que vem a seguir. Você foi de grande utilidade mas eu parcialmente já consegui o que eu queria então só resta capturar você então eu espero que você esteja pronta para ser caçada. Sugiro que você comece a corre por que tem um transporte a apenas duas quadras da sua posição. Por favor não morra tão rápido eu quero me divertir um pouco. Te vejo mais tarde e câmbio desligo... (Tu, tu, tu,)

Ele desliga o telefone e eu fico desesperada

—Mas que merda! Como caralhos ele sabe onde eu estou?

Eu então olho para o telefone e num pique de raiva eu arranco a capinha, tampa traseira, a bateria e os dois Chips. Logo em seguida eu os mordo e cuspo fora. Eu odeio admitir isso mas eu fui burra em trazer isso comigo mas agora já é tarde. Eu pego os resto desmontados do aparelho e os jogos dentro da mochila. Isso tudo enquanto eu aperto o passo para longe.

Constantemente eu procuro fazer desvios no meu caminho por que algum veículo da U.I.P está se aproximando. Só que em algum momento algum caminhão com vários soldados veio para essa área e então começaram patrulhas por infantaria. Eles provavelmente previram que eu estava indo para o porto e então mandaram vários soldados para lá.

Mas que saco acho que eu vou ter que abandonar esse plano. O que era triste por que eu já conseguia ver o porto de onde eu estava. O problema é para onde eu vou?

Novamente sem ideias eu me sento em um canto escondido em mais algum beco escuro e descanso um pouco. Eu estou começando a sentir os efeitos do cansaço, fome e sede. Eu me lembro de tudo que aquele cara do telefone disse e imediatamente eu começo a querer chorar. Eu cubro meu rosto enquanto sinto me traída.

Mas, então uma luz atravessa o beco e eu imediatamente paraliso de medo. Eu engulo o choro e mordo minha língua para não fazer barulho.

Eu começo a escutar passos se aproximando bem devagar e lixeiras sendo reviradas. Quando eles ficam perigosamente próximos eu seguro minha respiração.

Até o momento cinco segundos se passaram. Meu coração está batendo tão forte que eu consigo ouvir meu sangue correndo pelas minhas veias.

Dez segundos se passaram, eu ouço a voz de um homem se questionando se eu realmente estou aqui e recebendo a resposta de “positivo” pelo rádio.

Quinze segundos se passaram, a Poha de um rato acabou de passar pelas as minhas pernas. Eu faço a maior força do mundo para não surtar mordendo a minha própria língua. mas eu já estou ficando sem ar.

Vinte segundos se passaram e eu sinto minha consciência se esvair eu não consigo mais segurar minha respiração e então por um reflexo do meu corpo eu solto um suspiro e quando eu vou inspirar eu me engasgo no meu próprio desespero fazendo que eu tussa sem controle. Meu sangue gela E sinto um arrepio subir pela espinha.

No segundo seguinte tem uma lanterna acoplada em um cano de uma arma apontada para mim. A luz forte cega meus olhos.

—Saia daí com as mãos onde eu possa ver!- ordena ele.

Eu sem poder questionar tal ordem que é absoluta vagarosamente me levanto aceitando meu destino. Então é assim que acaba? Eu então me lembro do que o Erick me disse e ficou com a mão pronta para usar o canivete no primeiro momento oportuno, porém a pergunta que meu subconsciente faz para mim é: você vai ter a determinação de cometer tal atentado contra a sua própria vida?

Ao me levantar percebo que aquele soldado não está sozinho e que tem ao menos mais três deles, todos apontando suas armas para mim. Eles se reorganizam e ficam em uma posição feita para me escoltar.

—Senhor alvo capturado com sucesso e preparando para transporte câmbio.

Eu começo a chorar tudo que eu quero e pedir por socorro. Mas eu sei que não tem ninguém e que eu estou sozinha.

“Eu não posso morrer, eu não quero morrer.”

E então por um segundo tudo foi clareado por uma luz âmbar e no mesmo segundo os braços do soldado mais próximo de mim foram dilacerados. Antes que eu tivesse qualquer reação uma faixa incandescente avançou contra o próximo cortando sua garganta e contra o seguinte o partindo ao meio. E assim sucessivamente até que todos não passassem de cadáveres sem vida. Uma cena que para mim foi um tanto quanto traumática. O sangue jorrando os gritos de desespero e o cheiro de enxofre misturado com carne humana queimada. E o calor do fogo emitido por ela. Toda aquela ação ficou marcada em meus olhos e cravada em minha mente.

E na frente disso tudo uma silhueta apareceu em meio as sombras ela estava em pé logo a frente de onde o último homem morto estava. Aquela coisa empunhava uma espada flamejante usava roupas pretas e uma espécie de manto da mesma coloração. Ela também usava um chapéu de palha de arroz e seus cabelos eram longos perfeitamente lisos e as pontas deles eram vermelhos carmim. Na verdade era difícil dizer a tonalidade por causa da má iluminação provenientes das lanternas caídas no chão.

O fogo de sua espada apaga revelando uma lâmina um tanto quanto diferente não era como uma espada normal ou uma katana. A lâmina era negra como carvão e toda quebrada e as fendas das rachaduras transformava o fio em algo parecido com um serrote. Era difícil dizer se isso era proposital ou causado por uso constante. Mas eu aposto na segunda opção.

E então ela se virou para mim. Era difícil ver seu rosto mas dava para ver claramente que se tratava de uma garota com quase a mesma idade que a minha. Se fosse para eu chutar ela era um ou dois anos mais velha. E então ela deu um passo em minha direção. Nesse momento mais uma das lanternas caídas no chão iluminou sua face e eu vi seu rosto. Quando isso aconteceu eu tive um sentimento estranho. Tudo que eu posso dizer é que ela era diabolicamente bela. Faço uso dessas palavras por que ela estava sorrindo de uma forma serena enquanto estava coberta de sangue.

Para cada passo que ela dava em minha direção eu (morrendo de medo) intuitivamente dava outro para trás. Até que eu acabo ficando contra a parede. Lentamente ela se aproxima e eu cubro meu rosto e cabeça com o braço apenas esperando minha hora. Não a mais lugar para onde eu ir e então eu acabo cedendo e caio no chão.

Ate que do nada eu ouço um “pop”. Eu lentamente abaixo minha defesa e abro meus olhos.

—Então você tá bem? – dizia ela enquanto estourava mais uma bolha de chiclete. Em sua mão tinha uma pequena chama que ela usava para iluminar o beco.

Minha voz trava em minha garganta e eu não consigo dizer nada então eu aceno com a cabeça dizendo que sim.

—Perfeito isso significa que a missão não foi uma perca total. Mas que saco eu tô toda cheia de sangue.

—O-que t-ta acontecendo?

—Você não é muito inteligente não é mesmo? Eu estou aqui para te salvar desses humanos ué?

—Vo-você os matou...

—Isso aí atrás? São apenas insetos o importante é que você está viva. Agora se levanta e venha comigo se quiser viver.

Apesar dela ter dito isso ela não me deu a opção de escolher. Ela segurou a minha mão e me puxou enquanto me arrastava para fora daquele beco. Sua mão era estranhamente quente quase como se ela estivesse com febre.

Enquanto ela corria radiante pelos cadáveres eu fazia o possível para não olhar para eles por que sentia que ia vomitar a qualquer momento. E quando estávamos chegando na boca do beco a pequena chama que ela carregava em sua mão virou uma massiva e grande bola de fogo e então ela a arremessou para fora do beco atingindo um veículo da união. Que estava vindo para cá. O veículo não explodiu de imediato mas os pneus sim, além de que ele continuava a pegar fogo e as chama não pareciam que iam se apagar tão cedo.

Ela aperta minha mão ainda mais forte.

—E agora vam’ bora!

Ela então começa a correr enquanto me puxa. Ela corre ridiculamente rápido e não parece sentir qualquer cansaço enquanto eu estou quase moendo minhas pernas.

A gente atravessa a rua e vamos a sentido oposto ao Porto.

—Vem cá você poderia pelo menos me dizer seu nome?- questiono a minha “salvadora”.

—E isso importa? (Pop)- Ela respondeu com um tom bem grosseiro enquanto estourava mais uma bolha.

—Um pouco é que eu não sei se posso confiar plenamente em você.

—isso é sério? Eu literalmente acabei de salvar sua vida (pop).

—Desculpa é que eu tô com um certo receio de me envolver com qualquer pessoa.

—Escuta aqui nós duas estamos no mesmo lado. São com os humanos que nós devemos nós preocupar certo? Confia em mim quando tudo isso acabar eu te contarei tudo.

—Tá mais a sua ajuda vai me custar alguma coisa?- digo eu ofegante.

—Por enquanto você fica me devendo um favorzinho.

De repente ela para e saca a espada que estava na bainha em suas costas. Ela coloca a mão na minha frente como sinal para que eu ficasse parada. E logo a frente eu vi dois pares de faróis acenderem.

Mesmo de longe eu sentia a temperatura da espada aumentar gradativamente até ela ficar incandescente e por fim acendendo em brasas. Sem dúvidas era um artefato no mínimo peculiar.

—Escuta aqui tem muitos humanos aqui e eu não sou capaz de lutar e cuidar de você ao mesmo tempo então você vai ter que seguir sozinha por enquanto.

—Oque? E para onde eu devo ir?

—Vá para o sul pela costa pedregosa rumo a praia eu só vou matar esses humanos e te encontro em uns vinte minutos.

—Tá bom, eu acho.

—Tem mais uma coisa eu tenho um parceiro me acompanhando. Ele tem um chapéu igual ao meu e nos dois somos da mesma organização. Não confie em ninguém que não esteja usando um desses. (Pop)

—E que organização é essa?

—E isso importa? Apenas saiba que os humanos estão contra a gente e nos estamos contra os humanos. Agora vai!

Quando ela disse isso ela em um movimento rápido avançou em direção a um caminhão de transporte da união e eu segui com suas ordens. E enquanto eu corria ouvi gritos e sons de tiros e explosões.

“Indo enfrentar um exército inteiro com uma espada essa mulher é tão assustadora quanto maluca”

Eu parei um pouco para pensar nisso e ela é assustadoramente forte, rápida e poderosa. Agora eu entendo por que não escola viviam nós ensinando por que os elementais são monstros perigosos. A questão é que eu nunca acreditei nisso até agora.

É muito estranho pensar nisso. Mas ela é uma Elemental como eu então eu deveria confiar nela apesar de sua agressividade que definitivamente não é algo normal (eu espero). Eu tenho medo de um dia me tornar alguém como ela. Não que eu esteja muito longe disso. Bem não dá pra saber.

Eu corro por mais alguns quarteirões quando de repente eu sou iluminada por um forte farol. A luz veio do meu lado direito de alguma espécie de holofote móvel e imediatamente me cegou. E dai uma voz familiar começou a falar em um megafone.

—Levante suas mãos para o alto agora mesmo e não ouse fazer nenhum movimento brusco!

Eu reconheço a voz da ligação de mais cedo a voz a mesma voz irritante de antes. Como esse cara chegou aqui tão rápido? Na verdade isso não importa seja quem for se é da U.I.P já é um problema. Só que agora eu estou sozinha, a mulher com a espada de fogo não está aqui e não há como eu enfrentar eles. No final minha única opção se volta para o canivete.

—Eu mandei você levantar as mãos!

Eu lentamente sigo suas ordens enquanto tento olhar através da luz. Quando os holofotes se apagam tem três agentes na minha frente. Dois deles estão de capacete apontando suas armas para mim enquanto um está com apenas de colete e uniforme. Esse por sua vez se aproxima de mim sem qualquer medo, receio ou agressividade. Ele não verdade sorri como se estivesse satisfeito.

—Essa aí é inofensiva podem algema-la.

—Então é você o canalha por trás do telefonema!?- Em um breve momento de fúria eu ergo a voz contra ele e imediatamente ele me devolve com um tapa na cara.

—Ai!- eu grito de dor segurando as lágrimas. Ele usava luvas e elas pareciam ser feitas de algum material rígido.

—É queridinha sou eu, e esse tapa foi só pra você aprender me respeitar. Só não te dou outro por que eu sou grato a você.

—E eu deveria me sentir lisonjeada?- Logo em seguida eu tomo mais um tapa.

—Você só fala quando eu disser pra fala e só fala aquilo que eu quiser ouvir entendeu?

Eu não conseguindo falar e soluçando de dor e medo apenas aceno com a cabeça.

—Ótimo você até que aprendeu rápido. Agora leve-a para o centro de pesquisa e os outros para o interrogatório. Essa semana foi bem produtiva.

Ele ficou me encarando por alguns segundos enquanto dava as ordens para os seus subordinados. Nesse meio tempo minha visão voltou e eu olhei o seu uniforme com mais atenção.

“2°Sgt. Stan”

Logo depois de ser algemada sem nem ser quer ter tido a chance de reagir eles começam a me arrastar. Eu tento resistir o máximo que eu consigo mas apanho com coronhadas e socos. Eu me lembro do que o Erick disse e minha dor é abafada pelo medo eu no meu último suspiro de desespero tento alcançar meu canivete mas ele não está mais na minha cintura.