Notas iniciais
OI GENTE, EU SOU BURRA E ESCREVI ERRADO AQUI ANYWAY, EU TAVA ESCREVENDO O CAPÍTULO 12, NÃO 14, MAS TERMINEI O 12 AGORA E TO MUITO FELIZ PORQUE CHEGUEI NUMA PARTE QUE EU TAVA PLANEJANDO FAZ TEMPO ENFIM, BOA LEITURA

Capítulo 11

Mia Jones

Tudo estava bom demais para ser verdade. Primeiro John cedeu e disse que iria me ensinar à dirigir, depois comemos um café da manhã delicioso em um posto de gasolina. E bem, acho que posso dizer que de fato, eu aprendi à dirigir.

Com a bondade de John, paramos um pouco a missão para eu aprender a dirigir. Claro que Josh e Amélia saíram correndo ao ouvir a notícia, com medo de um acidente de carro. Mas eles nem me viram dirigir ainda.

John tentou e ensinar com um resumo. Marcha-ré, freio, como virar o volante... Claro que eu não aprendi de primeira. Nem de segunda, terceira, quarta, quinta, sexta e sétima, mas a paciência é o que importa, não?

Sim, é o que importa. Mas há pessoas impacientes, como por exemplo, eu. Já estava quase farta de tantas tentativas, quando o trailer sacode e tomba para o lado. Com o choque, John caiu em cima de mim, rolamos até a janela quebrada, e como se não bastasse, nos cortamos com os cacos de vidro.

– Ai... – gemi.

– Tudo bem? – ele perguntou.

Assenti. – Temos que achar Josh e Amélia.

Nos levantamos com dificuldade e caminhamos pelo trailer, pulando objetos até acharmos a porta.

– Temos que escalar. – disse John – Para chegar até a porta. Temos que escalar os bancos.

Assenti.

– Vamos lá, então.

Seguramos na lateral do banco mais próximo, nossos pés apoiados na fivela do cinto de segurança. Ficamos em pé, apoiados na lateral do banco. Fizemos a mesma coisa com o outro banco. A fivela para abrir a porta ficava do outro lado do trailer.

– E agora? – perguntei.

– Nos penduramos.

John segurou em uma fivela presa acima da porta, se pendurou e jogou seu corpo para outra, até chegar na porta e abri-la. Tentei fazer o mesmo, sem muita agilidade, claro. Tropecei algumas vezes e caí. Cambaleei até John, que me ajudou.

Abrimos a porta. Observamos a floresta após o acostamento com atenção. Adentramos nela até chegarmos em uma campina. Em um canto da campina, nos deparamos com fogo e água se chocando. Foi algo lindo de se ver. O fogo ia com violência em direção a água, e esta ia com graciosidade em direção ao fogo. Os dois se chocaram enfim, e fogo e água, vermelho e azul, quente e frio, se voltaram contra quem os lançou, porém não causando dano em nenhum dos dois, apenas os fortalecendo. Provavelmente era isso que fazia Amélia, que estava pálida, continuar em pé.

Corremos para ajuda-la, mas/porém/portanto batemos em um tipo de bolha invisível e fomos lançados para longe. Bati a cabeça em uma árvore e levantei, tonta e procurando uma faca.

John estava ajudando um Josh inconsciente a levantar. Ao perceber que nada podia fazer, corri para o trailer e tentei virá-lo com as mãos, sem sucesso. Apelei para o poder da terra e fiz raízes e cipós se erguerem do chão e virarem o trailer, que ficou de pé com um ruído estrondeante.

Corri até John e o ajudei com Josh.

– O que é aquilo? – me referi à bolha.

– Eu não sei, nunca vi nada assim antes. – ele respondeu surpreso.

Carregamos Josh até o trailer, onde o jogamos no banco mais próximo.

Arfei.

– Precisamos sair daqui. – ele disse.

Assenti.

– Mas e Amélia? – perguntei.

Ele me olhou, depois olhou Amélia. Mordeu o lóbulo inferior da boca e finalmente disse:

– Eu dou um jeito.

Ele saiu correndo do trailer, sem me deixar falar. Fui até a porta, o que foi uma péssima ideia. A bolha invisível explodiu, causando um impacto muito forte e uma luz cegante. Fui lançada para trás, batendo contra as paredes. Caí no chão, e com sorte pude ver o que havia acontecido. O fogo invadiu a água, causando a explosão e uma Amélia caída no chão, encharcada. O domador do fogo estava preparado para lançar chamas nela, mas John o atingiu por trás, e o homem vomitou, saindo fogo de sua boca. Foi bizarro, mas surpreendentemente, ele estava vivo. Só parecia mais fraco.

O homem jogou chamas em John que apenas as desviou. Uma luta entre dois domadores do mesmo elemento? Não vai dar certo.

Corri para fora do trailer e arrastei Amélia para lá, a sentei em um banco e coloquei seu cinto de segurança.

– Para que o cinto? – perguntou depois.

Sorri.

– Já vai ver.

Me concentrei com todas as minhas forças e imaginei raízes saindo do chão, envolvendo o domador e o puxando para baixo, enrolando-o completamente.

Abri os olhos me deparando com uma múmia de raízes e um John surpreso.

– Entra no trailer! – gritei, ao ver as raízes voltando ao chão.

Ele correu até o trailer e se jogou ao lado de Amélia. Pulei para o banco do motorista e acelerei.