Notas iniciais
Espero que gostem, obrigada por acompanhar e não deixem de comentar. Até a próxima. —Beju, Mandy.

Passaram o que pareciam ser horas intermináveis. Mas então, quando já estavam perdendo as esperanças, começou a clarear.

Devagar, uma fraca luz começou a irromper a escuridão. Ansiosos, eles aguardaram, em silêncio, observando tudo o que se projetava ao redor.

[...]

—Olha!- exclamou a menina, agora iluminada pela luz, chamando a atenção de Kol.- Estamos presos por paredes transparentes!

—Vidro?- arriscou Kol, a pequena morena fez que não com a cabeça.

—Não, pois mesmo que o vidro fosse duplo e temperado, teria rachado ou trincado quando o chutei.- falou.

—Você tem razão.- concordou Kol, cada vez mais interessado na esperteza da menina.- Mas então que tipo de material poderia ser?

—Talvez algum tipo de plástico.- comentou ela, pensativa.- Ou talvez não seja uma parede transparente!

—Como assim?-perguntou Kol, intrigado.

—Ora, pense só, e se na verdade for uma parede espelhada ou projetora?- disse a morena, empolgada.- Essas imagens podem ser apenas uma ilusão, como naquelas salas com fundo verde, onde algum projetor cria um falso cenário.

—Você pode ter razão, mas ainda não entendi o objetivo de nada disso. — confessou Kol, frustrado.

A menina apenas deu de ombros, pensativa.

[...]

—Mas que tipo de lugar é este?- perguntou Grace.

—Também gostaria de saber.- falou Tristan, observando tudo o que acontecia ao redor.

—Ao que parece estamos mesmos presos por algo transparente e altamente resistente.- comentou Grace, irritada.

—Será que essa coisa tem um teto?- perguntou Tristan, analisando a barreira e depois encarando Grace, que imediatamente entendeu o recado.

Tristan apoiou-se em um dos lados da barreira e ergueu Grace com cautela. A garota se equilibrou em cima de Tristan e estendeu os braços o mais alto que pode.

—Tristan, você lembra qual sua altura?-perguntou.

—Não, por que?

Grace ficou pensativa por um momento.

—É possível que eles tenham medido nossas alturas para projetar a barreira?-indagou, pensativa.

—Como assim? -perguntou Tristan, confuso.

—Com a ponta dos dedos consigo sentir a borda da barreira. É como se o tamanho dela fosse projetado a partir da soma da nossa altura física. Assim, mesmo quando eu subisse em cima de você, não teria como escapar.- explicou ela.

—Ta bem, desce primeiro e a gente discute sobre isso.-falou Tristan, já desconfortável com o peso extra.

Com cuidado e ajuda, Grace voltou ao solo, só então o observando.

—Terra?- perguntou. Tristan percebeu o que a morena estava falando e abaixou-se para analisar o solo.

Pegando um punhado na mão, Tristan o observou escorrer entre os dedos de sua mão.

—Parece que sim.- afirmou, jogando o resto para longe, formando uma pequena poeira.

—Ótimo, de uma barreira desconhecida a um chão de terra.-reclamou Grace, sentando no chão.

[...]

—Onde será que estamos? -perguntou a menina. Observando atentamente o que acontecia ao redor.

Após o forte clarão, um chão plano de terra se mostrou bem amplo. Logo surgiram árvores e arbustos, até algumas ervas daninhas. De uma hora pra outra, o que parecia ser uma floresta começou a se formar ao redor daquela barreira desconhecida.

Um Sol forte em meio a um céu azul e sem nuvens deixava a temperatura elevada. Também não havia nenhuma brisa para refrescar, e como eles estavam no meio daquela floresta, o Sol os atingia em cheio. Logo ambos começaram a suar.

—Por que as árvores tinham que estar tão longe?- reclamou a menina. -Nós vamos acabar tendo insolação!

—Acho que algo vai acontecer antes que cheguemos a esse ponto.- comentou Kol.

A menina o encarou.

—Você pelo menos pode ficar sem camiseta.-observou ela, Kol olhou pra suas roupas e só então percebeu que usava apenas uma bermuda. O menino ficou um pouco sem graça, mas então encarou a morena a sua frente e sorriu erguendo as sobrancelhas.

—E você está de pijama!-exclamou ele, divertido.

A menina olhou para si e escancarou a boca. Ela estava com uma regata eu um short curto, mas pelo menos

—AHHH, MEU DEUS!- gritou ela, fazendo Kol rir. Além das roupas íntimas, ela usava apenas uma regata cinza e um short curto com desenho de ovelhas.

—Belo pijama.-falou Kol, rindo, a menina o fuzilou com o olhar.-Ei, relaxa, só tem nós dois aqui e eu também não estou dos melhores.

—Você é homem! -reclamou ela.

—E você é gata!- retrucou Kol, a menina o encarou.

—Já esta confiando em mim, é? -provocou. Kol, deu de ombros.

—Talvez.

[...]

Uma luz forte atingiu-lhe os olhos a cegando por um momento. Era um clarão intenso e que parecia vir de todos os lados.

Cobrindo os olhos, a menina esperou até que a luz diminuísse.

—Mas aonde é que...?-perguntou.

Finalmente podia olhar ao redor, e não reconheceu nada do que viu. Aquele não era o acampamento em que dormirá noite passada.