Warmness On The Soul.
40 We Are Sabertooth! Parte 2
Notas iniciais
Boa tarde, pessoas lindas.
Sim, estou postando depois de uma semana terrivelmente boa e ruim comendo bombons e ovos de pascoa.
O que eu vou ganhar postando o penúltimo capitulo de WOTS©?
Bem, esse capitulo vai ser somente com lutas e encerra, praticamente, o torneio, dando-nos os seus ganhadores.
Agradeço desde já todas as pessoas que comentaram e recomendaram a fic.
É por causa de vocês que continuei nessa luta, acidentada e tudo mais.
Aproveitem o quase-ultimo-capitulo-de-Warmnss.
Amy B.
Ps: Agradecimento a Lady Ree e sua paciência ao me ajudar a escrever a parte do Gray.
Pobre dele nas nossas mãos.
Lucy:
É obvio que Lisanna vai vir me enfrentar. Ela não aguentará a chance de tentar lutar contra mim.
—Lisanna, temos certeza que você ganhara. – Diz Erza e Lisanna assenti, para demonstrar a mim, ainda mais, a sua mentira.
—Contamos com você. – Natsu termina, roubando um beijo demorado dos lábios da albina.
Se fosse até uns dias atrás eu poderia até, poderia não minto, ficar levemente sentida. Mas agora estou pouco ligando para eles. Eu tenho o Sting.
O único idiota que me merece.
Acho que ele só fez isso para me provocar.
—NA PRIMEIRA LUTA DA FINAL DE HOJE: LUCY HEARTFILIA VERSUS LISANNA STRAUSS. – A primeira coisa que faço, quando Lisanna se põe em posição de ataque é pegar as chaves negras dentro do meu casaco. Uma chave brilha pela minha atenção. A chave negra que tem o tigre imperial como guardião. – COMECEM!
Lisanna veio em direção a mim primeiro, sem se transformar em nenhum animal. E por isso, tenho de deixar Tyler afastado por mais alguns minutos. Por fim, vejo que vou ter que lutar com as mãos nuas.
—Take Over! – Lisanna se transforma bem na minha frente e antes que ela possa sequer piscar, digo:
—Lancelot! – Por fim ele vira uma lança gigantesca, impedindo a maga de me acertar de qualquer maneira. – Adagas gêmeas, Lancelot. – Abaixo com as duas adagas douradas nas mãos, dando uma rasteira em Lisanna e ficando sobre ela com as armas em seu pescoço. – Quer se render?
—Nunca me renderei. – Fala ela, chutando– me e achando que eu cairia no chão.
—Lancelot: Vire uma lança. – Uma lança gigantesca apareceu e eu me equilibrei no ar com ela. Quando cheguei ao chão Lancelot desapareceu. – Isso é ótimo, Lisanna. Porque eu também não deixarei que você não se renda. – Fios de ouro enrolaram todo o meu braço direito para depois darem lugar a forma de arco de Lancelot.
“A partida esta ganha...” – Sussurra Ty na minha mente com alegria.
— Vamos ver quanto tempo você vai conseguir escapar das minhas flechas. – Puxo a flecha dourada que havia acabado de colocar no fio fino e dourado. O fio ficou rígido por ser tão esticado.
A primeira flecha zuniu e raspou uma das mexas esbranquiçadas da Strauss que mal acreditou na velocidade da minha flecha.
—Esta com medo de usar seus espíritos contra mim?
—Será uma desonra para eles ter que lutar contra você. Sem magia, sou mais que suficiente. – Ela fica enfurecida com isto e vem, transformando– se numa coelha, me atacar. De fato, as transformações dela estavam bem melhores, mas o nosso nível é completamente diferente. Sua velocidade aumenta e consigo acompanhar a sua velocidade com facilidade, graças as longas horas de treinamento com Sting e Rogue ao meu lado.
Mas vacilo um segundo por causa de Alois. Ele esta quase caindo das arquibancadas e no mínimo segundo que paro de prestar atenção em Lisanna para olha– ló, sou atingida por um soco fraco, mas eficaz no meu rosto.
Algo em mim mudou depois desse soco. Pode ter sido pela ira de ter sido ferida pela Lisanna; ou mesmo pelos gritos de alegria da Fairy Tail; ou ainda, pela maneira como ela reagiu ao me acertar. Não sei dizer, realmente, o que foi, mas nesse centésimo de segundo eu decidi usar as chaves perdidas.
—Abra, Portal do Rei do céu: Dragon. – Por um segundo, tudo ficou em silencio. Uma espeça fumaça negra e vermelha– cobre alastra– se sobre todos.
Lisanna tosse vividamente e sinto uma mão sobre o meu ombro, levemente calma.
—Fico deveras honrado por ter sido agraciado pela sua escolha, hime.– Sua voz é deveras calma e sinto– me tranquila.
—Vai lutar de verdade?
—Sei que não poderei lutar no mesmo nível que quando treinamos juntos, princesa, por essa razão... – Num estalo de dedos vejo a fumaça se dissipar – Deixarei que vejam– me primeiro.
A expressão de choque de todos não era normal. Mas nem mesmo eu podia deixar de parecer surpresa ao ver a aparência do meu espirito de dragão. Seus cabelos estavam longos – na altura da cintura– lisos e brilhantes. Estava com uma armadura vermelha cintilante, com a cabeça de um dragão no ombro direito. Suas luvas tinham garras gigantes e toda a armadura era adornada por escamas vermelhas e ornamentos de mesma cor. Noto algo diferente, quase que completamente diferente, seus olhos. Eles estão turquesa acinzentados, profundos e difusos. Sua fiel Katana ficava do lado esquerdo, quase como que em respeito à cabeça de dragão(?). Ah e também usava uma longa capa em decomposição sobre as costas.
Pisco, depois de analisa– lo e vejo que este ergue meu queixo, para ver o pequeno machucado que Lisanna havia feito.
—Um rosto tão esplendido... – Suspira ele. – Oh... Parece que terei de retribuir o que fez a minha mestra, maga das transformações.
—Você é... – Esta não tinha palavras para ao menos nomear o espirito resplendoroso.
—Sou Daniel Stan Browney. – Anuncia, solenemente. – Antigo rei de Sky.
—Dan. – Chamo, notando que sua mão ainda pairava sobre meu queixo, deixando– o erguido. Por fim, ele arrasta sua mão sobre a pele da minha bochecha, fazendo a vermelhidão sumir. – Obrigado.
—Então, mera plebeia, pretendes desafiar– me ou ficaras a endeusar– me pela eternidade? – Perdendo o ar por alguns instantes, Lisanna volta seu olhar a nos antes de se transformar novamente.
Depois de cinco segundos, reconheço a forma que ela toma. E nunca fiquei com tanto medo da expressão que Daniel já havia feito.
Ela havia se transformado em uma carneira, ou melhor, tinha os chifres de uma carneira e o corpo coberto de lã como o da Aries antes. Mas tinha uma lança que estremecia por causa de raios.
—Lucy... Eu irei mata– la. – Quando ele termina seguro seu punho.
—Nada de matar humanos.
—Ela não é humana! É apenas uma repugnante e inútil composição desprezível que vocês consideram um ser humano! Isso não é mais que um lixo! – Primeiramente, eu quase ri dessas palavras.
E o motivo principal dessa raiva não é a Lisanna em si, mas sim no que ela se transformou.
Aries é a companheira espiritual dele.
Pelo que eu sei, ele praticamente criou Aries. Ensinou– a tudo. Disse– me também que ficavam varias horas lendo juntos, desenhando e compondo musicas. Eram como irmãos. Ou melhor, são como irmãos.
—Por favor, eu sei... É enraivecedor, mas você não pode mata– la. Isso me faria perder. – Explico e ele inspira no momento em que Lisanna avança na nossa direção.
—Por você, apenas. – Fala rangendo os dentes. Enquanto a albina corria na nossa direção e girava a sua lança de raios, vejo algo familiar na expressão do moreno ao meu lado.
É uma expressão que Tyler fazia quando lutávamos um contra o outro. Como se ele soubesse meus próximos vinte movimentos.
—Dragon force: Doragon–õ no tsume. – Com a mão direita, ele corta o ar diagonalmente e atinge Lisanna em cheio, que, ao tentar se defender, tem sua lança de raios quebrada em cinco quatro pedacinhos diferentes. Ela volta a sua forma normal, deixando o espirito ao meu lado menos irritado.
—Pelo menos ela não esta mais vestida daquela maneira... – Suspiro a ele, alisando levemente o anel que Sting me dera e chamando a sua atenção para ele:
—Quem é o sortudo que conseguiu vosso coração de ouro, Hime? – Coro com isso e olho para o loiro nas arquibancadas, sem expressão alguma a me ver olha– lo. – Um dragon slayer... Nada menos do que o Dragon Slayer branco.
—Como você sabe...?
—Sou o espirito dos dragões. Posso sentir os dragões á quilômetros de distancia. Somente nesse estádio temos sete dragon slayers presentes. Dois deles são extremamente fortes. Se não me engano...
—Eu... Eu continuarei a lutar... – Resmunga Lisanna se levantando, já que estávamos pouco nos importando com ela. Viramos ao mesmo tempo para olha– la, com certo desdém e suspiro:
—Diga– se de passagem, você é a representação de todos? – Completo sem delongas para vê– lo assentir.
—A luta só começou. – Fala ela tendo dificuldade para se mantes em pé. Novamente ela se transforma em um outro animal e dessa vez fico mais atenta do que antes.
Não vejo, nada mais nada mesmo, que uma fantasia de tigre acinzentada. Com direito até as orelhinhas.
Dan segura o riso.
Aquela fajuta imitação lhe dava uma vaga lembrança de seu pior amigo, Tyler.
—Bem, terei mais que gosto para acabar com este ser, hime. – Compreendi o qual animado ele estava agora. Talvez a ideia de bater em um tigre o agradasse, já que eu havia proibido lutas entre espíritos. Principalmente, por causa deles dois.
—Só não... – Não vejo o que o espirito de dragão faz, mas escuto o som de algo batendo forte contra a parede e depois um grito fino e agudo. – É como falar com Sting... Totalmente inútil... – Gemo a mim mesma, notando que ele prendia Lisanna pelas mãos pela parede. Os braços dela pareciam tão esticados para os lados que pensei que sairiam do lugar de apenas tentasse move– lós. – Lancelot, uma katana, por favor. – A espada de quase um metro aparece nas minhas mãos.
Mas quando estou pronta para ataca– la, esta transforma– se novamente e dessa vez tenho uma súbita onda de medo:
—TAKE OVER! – Grita e Dan não consegue soltar suas mãos que a prendiam a tempo. Quando vejo, Lisanna esta transformada em uma mini dragão fêmea.
—Feche, portal do rei dragão! – Exclamo por fim, vendo– o desaparecer. Se Dan continuasse e a visse, com certeza, a mataria. Por isso é mais garantido trazer outro espirito para lutar em seu lugar e não matar, eu espero, Lisanna.
—Ficou com medo Lucy? – A voz dela é parecia com a do espirito, só que mais feminina e irritante. Lisanna tinha escamas por sobre seu corpo e estas eram negras. Tinha também asas negras e uniformes, que tiravam o seu corpo do chão.
—Se eu deixasse Dan aqui, com certeza ele iria te matar. – Rio da sua expressão e guardo as chaves negras. – Elas não serão mais necessárias, acredite. – Falo quando pego as doze chaves douradas. – Esta na hora do reencontro, Lisanna. – Uma chave me chama, mais que as outras doze. Talvez pelo seu desejo de vingança ou por ódio á maga. – Abra, portal da dama da inocência: ARIES! – Aries estava realmente muito diferente.
Usava um vestido curto vermelho sangue, que era bem rodado e decotado. Seus cabelos estavam presos num cook e algumas mexas caiam desordenadamente sobre seus ombros. Estava com meias ¾ brancas com lacinhos nas coxas e sapatilhas vermelhas também com lacinhos.
—Lucy– nee! – Fala ela, sorrindo muito. A personalidade medrosa havia sumido com a chegada de Dan.
—Vamos lá, Aries! Vamos mostrar a ela do somos capazes! – Nesse instante vejo algo inacreditável a meus olhos. A doce Aries tinha virada uma loba desordeira e sedenta, pois tinha apenas a aparência gentil.
Bradando um bastão gigantesco, correu até a maga da Fairy Tail, enquanto eu acionava novamente Lancelot, que virou novamente meu arco. Enquanto eu mirava calmamente, Aries lutava ferozmente com a albina. Talvez pelo fato de ser tão ligada com Daniel e não querer ver a imagem dele no inimigo.
Eu tive um milésimo de segundo de resistência. Com a flecha em mira, não iria errar, mas eu tive apenas um contra tempo. Talvez Lisanna não tivesse feito aquilo que fez a mim por mal. Ela tinha medo. Eu a ameaçava. Mas...
Não era hora de sentir pena dela.
Puxei um pouco mais a corda e soltei a flecha, que passou ao lado da cintura de Aries e raspou, ou rasgou, as escamas de Lisanna chegando a pele e tirando um pedaço, para depois cravar– se, por fim, na parede.
Lisanna gritava de dor, chorando. Vejo sua mão estendida e aceno para que Aries volte ao meu lado.
—Troca! – Gritou ante um pranto que assustou muita gente.
—Obrigado pela ajuda Aries. – Falo, dando um abraço apertado nela. A mesma retribuiu, desaparecendo em meus braços.
Expiro.
Expiro e respiro.
Olho Sting e vejo sua expressão satisfeita. Agora seria a hora de trocar com Minerva. Mas creio que o que Rufus falou estava errado. A escolha não era de Sting e sim minha. Eu tinha esse poder nesse momento.
Sting não quis me dizer tudo, mas Minerva não está em condições de lutar como antes. Está debilitada pelo acidente, e mesmo que eu também esteja um pouco e não admita, não posso deixa– la se arriscar.
É o meu dever com Hector e Hermione.
Não posso deixar que a vejam ser maltratada por Erza novamente.
Desvio meu olhar deles e noto Alois novamente estribando– se nas arquibancadas perigosas. Será que ele não sabe o qual arrasados ficaríamos se algo acontecesse a ele enquanto estamos longe? Ou não tem noção nenhuma que não pode ficar pulando em cima do muro de proteção?
Bufo a mim mesma, na esperança de repreende– lo no final da tarde.
—Lisanna... – A voz de Erza é carinhosa, ajudando a garota a ser carregada por Gray. – Gray vai leva– la, fique calma... – Eu percebi que Lisanna chorava bastante apenas naquele momento. O mago do gelo a aninhou como pode, sem deixar de me mirar antes de subir. Erza, por fim, mira– me.
Nós nos miramos em silencio. Que acabou apenas com o anuncio do nosso confronto.
—NA SEGUNDA BATALHA, LUCY HEARTFILIA DA SABERTOOTH E ERZA SCARLET DA FAIRY TAIL. – Miro– lhe calmamente, para depois sentir uma gota de agua na minha bochecha. Estico as minhas palmas, imaginando o qual fúnebre era aquele momento. – COMECEM.
Dou um longo passo para trás quando vejo sua espada cortar o ar a minha frente. Sussurro a mim mesma uma praga silenciosa e sinto mais e mais gotas de água sobre mim. Minhas chaves tilintam quando Lancelot vira uma espada grossa e pesada e para a da maga ruiva. Nossos olhos se encontram e sorrio ao ver o brilho motivada dela.
A chuva começa a cair de maneira abundantemente e num segundo de distração dela, pego a primeira chave que vejo:
—Abra, portal do Rei da Terra: Tiger! – O clarão da invocação iluminou todo o estádio e tentei ficar de olhos fechados, mas foi completamente inútil. A luz me cegou por alguns segundos e antes que eu me desse conta, não sentia mais as gotas de água gelada por sobre a minha pele.
—Devia ser mais atenta. – A voz do loiro é suave, apesar da batalha e percebo que ele praticamente nos prendeu entre grossas paredes de terra. Num segundo, abraça– me com saudade, para depois sorrir. – Fico feliz de ter sido chamado. – Não tenho palavras diante dele.
Vestindo– se com seda branca e dourada por sobre a armadura negra e uma coroa de flores por sobre seus cabelos loiros reluzentes, estava mais que imperial. Divino, na verdade.
—De onde veio essa coroa? – É o que consigo dizer.
—Eu ganhei de presente de Rachel. – Vejo um sorriso imaturo em seus lábios e depois a parede a nossa frente explode. Sou acolhida em seus braços, vendo Erza e sua armadura de fogo. Tyler brilha para não se molhar.
—Precisamos derrota– la, Tyler. – Falo, notando que Lancelot urge por seu dono.
—Deixe–me apresentar– me, hime. – Ainda com a aura dourada ao redor de si, ele mira a maga de armadura dourada a nossa frente com a sua melhor expressão cínica. – Sou Tyler, o tigre. – Fala pomposamente, fazendo uma vênia. – Será um prazer ganhar de você. – Completa com autoconfiança:
—Isso não será tão fácil... – Erza responde, seus cabelos balançando enquanto ela corre na nossa direção, mudando de armadura ao mesmo tempo. Agora era a armadura do trovão. Tyler apressa– se e agarra a minha mão, fazendo com que Lancelot ative– se com esse pequeno toque. Não consigo vê–lo depois disso, mas sei que dá um passo para frente e fica entre mim e Erza, parando os seus raios, mesmo estando momentaneamente na chuva. Admito que minhas roupas estavam todas grudadas.
—Lancelot! – Grito, pois os trovões de Erza e a chuva não deixariam a minha voz se propagar normalmente. – Arco! – Vejo o qual difícil é para Tyler ter que lutar na chuva. Mesmo sendo um rei e um dos espíritos mais poderosos que tenho, senão o mais poderoso, água é sua maior fraqueza. Num segundo ajeito a flecha e lanço– a até Erza, que estava á alguns metros de mim.
A armadura se torna vidro quando a flecha a atinge. Quebra em um milhão de pedacinhos, brilhando e caindo na chuva.
—Lucy! – Não noto o que esta para me atingir. Olho para cima no segundo que o clarão esta descendo sobre a minha cabeça e meus músculos congelam. Fecho os olhos com força.
—Tyler! – Grito, angustiada.
Mas nada ocorre. Quando dou por mim, algo barrou a energia que cairia precisamente na minha direção. Noto duas asas negras por sobre o meu corpo e alguém me segurando forte.
Daniel.
—Consegui chegar a tempo... – Sussurrou ele e olho– o desesperada. Ele estava ferido? – Estou bem... Não se preocupe. Esta machucada? – Ele me levanta com cuidado, vendo a luta incessante de Erza e Tyler. – Ele esta no seu limite. Deixe– me ajuda– lo... – Tento andar, mas meu corpo para. Tyler... Ele estava dando tudo de si por mim. Todos eles, todos os meus espíritos e amigos, davam tudo de si por mim. Eu nunca retribui isso.
Nunca consegui restituir – lhes.
—Eu agradeço, Dan... Mas... Ainda não é a hora de vocês dois. – Puxo as duas chaves negras, cortando o ar com elas e fazendo a ambos desaparecerem imediatamente. Noto o qual Erza esta ofegante. – Nos duas, como nos velhos tempos. – Falo, como se as minhas lembranças na Fairy Tail não fossem tristes e sentidas. A ruiva apenas assentiu, ficando com a sua armadura preferida: Sem armadura, que é irônico, com a calça vermelha e faixas cobrindo– lhe os seios, sua fiel katana na cintura.
—Abra, portal do anjo da neve: Peixes! – Digo, vendo que só conseguiria ganhar dela com meus espíritos normais como antes. O nível de Dan e Tyler juntos é forte demais. Não posso arriscar, também, estragar a minha surpresa a Sting, ainda mais.
Pix aparece ao meu lado, na sua forma original da antiguidade. Estava muito bonito e confiante.
—É bom que esteja chovendo... – Fala ele, fincando suas duas espadas gêmeas no chão e congelando o chão de toda arena.
—Vamos ver como você evoluiu Lucy. – A voz da maga da Fairy Tail é densa por causa da chuva e tenho certa dificuldade de ver seu primeiro movimento. Lancelot parece estar no modo automático, que eu não sabia que existia, e vira uma espécie de chicote, o qual, balanço por reflexo e atinjo as pernas da ruiva, que quase cai, mas avança ainda mais rápido na minha direção.
—Deixe comigo Lucy– nee! – Fala Pix, concentrando– se como eu nunca havia visto.
—Certo! – Consigo dizer, mirando– lhe e ao mesmo tempo me defendendo do primeiro ataque de Erza.
Ela faz um corte no meu rosto e ele queima com a chuva:
—PIX! – Praticamente grito, quando sinto as gotas se tornarem mais duras e frias. Por fim, quando pisco para focalizar a visão, vejo que Erza foi congelada pelo meu espirito. Mas sei que aquilo não vai segura– la e ele também não.
—Aqui... – Ele me entrega uma pequena joia azulada. – Aquarius e a vossa majestade da agua precisariam apenas dessa joia para ficarem juntas. – A maga das armas explode, literalmente explode tudo, o gelo que estava sobre o seu corpo, mirando– nos com seus olhos frios e densos.
—Obrigado. – Por fim, vejo finalmente o que ele havia feito. Era quase inacreditável que eu não tivesse percebido aquilo bem na minha frente. Os trovões eram assustadores.
—Vamos fazer isso?
—Claro. – respondo, segurando sua mão.
Pix havia feito um tipo de circulo de gelo e entre os dois círculos estávamos nos dois, de mãos dadas. Estava pronta para convocar Aquarius e Mouse.
—Abra, portal da musa das aguas: Aquarius! – Por um segundo toda a agua da chuva resolveu cair bem em cima de mim e do Pix por causa da Aquarius. Eu engoli um pouco de agua e tossi por isso. – Cof! Abra, portal da rainha suprema das aguas: Mouse! – Pix teve que se ajoelhar com Aquarius.
Era a terceira vez que chamava a Mouselly para uma batalha. Nas duas primeiras ela quase bateu com seu martelo cheio de pregos no Tyler e em seguida correu atrás do Dan e do Loki. Eu fiquei no meio deles e lembro de jurar nunca mais coloca– los juntos.
Ela era uma morena, que poucos diriam, da cor do pecado. Eu teria de ficar um ano no sol para ficar com um bronze da cor dela. Mas sim, ela é linda demais. Tinha cabelos longos e negros, caindo lisos e como uma seda por sobre a sua armadura cinzenta. Sua fiel clava estava ao seu lado de sua perna direita.
—Lucy! – Um sorriso espetacular abre em seus lábios carnudos e sorrio de volta, mas antes que eu possa, até mesmo gritar a ela para virar para trás Pix e Aquarius avançam e impedem as espadas de Erza.
Lancelot esta em punho.
—Arco, Lancelot! – Exclamo, correndo até os três, lançando flechas e mais flechas na maga de cabelos vermelhos.
Erza desviou de quantos pode, mas sei que pelo menos três a acertaram em cheio. Mas em compensação duas espadas me feriram também quando eu salvava o Pix.
Aquarius estava tentando falar para Mouse para que ela não matasse a ruiva e eu gritava em meio a trovões sobre isso também:
—Não posso mata– la?!
—Não! – Gritamos eu e Aquarius, Pix desaparecia.
—Argh! Vai ser do jeito antigo então. – Com pose, Mouse colocou a clave no chão e começou a juntar uma grande quantidade de magia em suas mãos, e tanto a agua da chuva quando das poças ao redor começaram a rodar e rodar nas mãos da morena. Era tão forte que fez as ondas de Aquarius parecerem uma pequena ondulação num lago. Como eu dava trabalho a Erza, esta não teve tempo de desviar ou ver a potencia do ataque.
—Saia dai! – Gritou Rogue das arquibancadas e vi que o ataque vinha com muita força na minha direção, apenas a alguns metros atrás. Olhei as duas e estiquei minhas mãos a elas, pedindo ajuda, mas quando dei por mim Mouse estava de mãos dadas comigo e Erza sofria metade do impacto, continuando em pé.
Eu estava desgastada e queria me jogar no chão, dormir naquele momento. Erza também não estava lá na sua melhor forma. Mas algo me chocou totalmente e fez as minhas pernas ficarem bambas, mesmo eu prevendo o que iria acontecer.
Erza levanta a mão para ser substituída.
Depois que isso acontece começo a sorrir e a chorar ao mesmo tempo. Abraço Mouse com força, percebendo que a chuva esta passando aos poucos.
—Obrigado! Muito obrigado mesmo! – Agradeço a elas, segurando as suas mãos.
—Se cuida, loira. – Aquarius fala, escondendo seu sorriso com a mão. – Tyler– san vai ficar irritado se você se machucar.
—Hum! – Assinto, cansada demais para fazer mais que isso.
—E também, prometa que vai me chamar mais vezes, viu? Fico com saudades suas, hime– chan. – Mouse aperta as minhas bochechas e tenho um muxoxo alegre por isso.
—Se cuidem também. E olhem bem aqueles dois imaturos, entenderam? – Falo dando uma piscadinha, para vê– las sumir.
—INCRIVEL, A TITANIA QUER UM DESCANSO! LUCY HEARTFILIA ENFRENTOU DUAS DAS GRANDES MAGAS DA FAIRY TAIL SOZINHA E AINDA CONTINUA DE PÉ! É INACREDITAVEL O QUE ESSA GAROTA É CAPAZ! A SABERTOOTH TEM MAIS ALGUM SEGREDO?! – Minha postura vai relaxando quando vejo Gray adentrar a arena e parar a alguns passos de mim. Minhas mãos tremem quando ele se aproxima ainda mais. Fica a minha frente, com um olhar baixo e acanhado.
—Quero trocar... – Falo, dando alguns passos para trás. Vejo a expressão chocada dele e toda as arquibancadas. Mira a ala da Sabertooth e vejo que Sting e Rogue já tinham descido para vir me buscar e sentei no chão para espera– los.
—Você vai desistir? – A voz de Gray é estranha. Confusa e estranha.
—Lucy! – Sting e Rogue chamam, correndo na minha direção.
—Sting... Rogue... – Sussurro quando eles se põem ao meu lado.
Sting se ajoelha no chão molhado, beijando– me carinhosamente. Simplesmente o abraço, não acreditando que aquilo estava acontecendo:
—Foi incrível, Lucy. – Diz– me ele, sorrindo e erguendo– me pelas minhas dobras no joelho.
—Você sabe que precisaremos conversar sobre algumas coisas depois, não sabe? – Rogue coloca a sua mão na minha cabeça. – Chaverinho, sei que Sting vai cuidar de você.
—Rogue– kun... – Murmuro, segurando a sua mão e enlaço–a a minha. – Se cuide também, seu bobo.
—Pode deixar, cunhada. – Rio disso com Sting e o moreno se apresenta para a luta. – Eu serei seu adversário, Gray Fullbuster.
— Ganhe logo, Emo. – Fala Sting por fim, ajeitando– me melhor ante seu corpo e dando as costas aos dois competidores.
Seus passos eram rápidos, mas sabia que tínhamos muito o que conversar. Porque, apesar de eu querer fazer uma surpresa para ele, eu menti, sem contar sobre os meus outros espíritos. Miro seu rosto calmo e tranquilo, mas sei que ele esta a ponto de me fuzilar.
Ou fazer algo pior.
—Vou coloca– la no chão e depois você vai me explicar direitinho porque fez aquilo... – Sting vai me descendo nas escadas depois de um lance delas. Sinto meus joelhos ficarem bambos e suas mãos colocarem meus pulsos contra a parede.
—Não posso...
—Pode e vai... – Aos poucos vai mordiscando a minha orelha e vai descendo. Um suspiro estranho sai dos meus lábios, seguido de um puxão que dou nos cabelos dourados dele. Quando sobe aos meus lábios estou quase implorando por mais, desesperada por sua tentação.
Nossos lábios se encontram e não resisto a ideia de que ele sempre seria meu. Parecia bom demais para ser verdade.
Sting era bom demais.
Rogue:
A chuva estava dando uma trégua e estava bem mais fina.
—Pensei que Rufus iria querer uma revanche. – Falou Gray, mas noto que Rufus também pensava naquilo.
—O único motivo de eu estar aqui é por uma coisa bem simples. – Começo, estalando os dedos – Eu estou namorando a irmã daquele retardado. E se eu ganhar de você poderei ganhar dele. – Gray estava mirando– me de maneira estranha. – É bem simples, de fato.
—Não serei derrotado.
—Diga isso a Gazille e a Laxus. – Provoco.
—ENTÃO, NA TERCEIRA LUTA TEREMOS ROGUE CHENEY E GRAY FULLBUSTER! COMECEM! – Por causa da chuva rasteira, o mago do gelo tem uma autoconfiança e pensa que vai ganhar de mim.
—Ice Maker: Lance! – Grita ele, lançando hastes de gelo na minha direção. São bem rápidas por causa das gotículas finas de agua que caem. Quando as “lanças” chegam a um metro de mim estalo os dedos e estas desaparecem ante minhas sombras.
—Só isso?
—Ice Maker: Canion! – Um canhão gigantesco surge em seus ombros, mas antes disso, me transporto pelas sombras e fico atrás de suas costas. Como estou encostado nas costas dele, apenas dou um soco no canhão e ele desaparece em um milhão de pedacinhos.
Quando este me percebe é tarde demais.
Dou– lhe um chute com a perna esquerda e o faço voar contra a parede a minha frente. A fada grunhi de dor na minha frente, mas volta a se levantar. Por fim, convoca a para si mesmo uma espada de gelo.
—Venha. – Chamo e ele parece irritado com isso, pois avança ferozmente na minha direção. Tudo o que faço e convocar as minhas sombras em silencio, para pega– lo de surpresa. Assim o faço e quando ele tenta desferir em mim um golpe de espada já estou pronto para joga– lo contra a parede novamente com uma explosão.
Um “Oh” grosseiro atravessa o estádio ao ver Gray tão debilitado. Mesmo não estando invicto, ele tinha vários fãs na arena.
—Vamos Gray, ainda não terminei de aquecer. – Mexo o pescoço para os lados, ouvindo um estalo. As orbes ônix do mago de criação miram– me de maneira confusa e admirada, mas ainda assim obstinadas.
Gray se põe de pé novamente e decido que já esta na hora de começar a brincar violentamente com ele:
—Ice Maker... – Não o deixo terminar, lançando– lhe um ataque que nem mesmo o próprio Sting teve tempo de desviar.
—Dark Dragon Ultimate Shadows. – Já não há necessidade de ficar fazendo movimentos bruscos. Prendi meus dedos sobre a palma e dali uma onda brusca de poder saiu e atingiu Gray na velocidade das sombras, porque a luz é praticamente minha inimiga. Gray tenta, quando o ataque chega em seu corpo, para– lo de avançar, mas é inútil. Só uma pessoa conseguiria para– lo em andamento e esta pessoa estava bem na frente dele.
Obvio que sou eu.
Nem os raios de luz de Sting poderiam surtir algum efeito tardio.
Apesar de saber, ou não, disso ele continua obstinado com seu frágil escudo de gelo. Tentando parar o ataque sem sucesso.
Gray é arremessado contra o chão por causa do ataque.
Dou–me ao trabalho de caminhar. Vi–o tentar – inutilmente – pôr–se de pé. Permiti a mim mesmo não rir de tal cena patética, enquanto me aproximava.
O silencio era calmante. Podia sentir o sorriso de Rufus. Talvez tivesse sido melhor ter brigado com Sting para enfrentar o Dragnell em vez desse outro.
Me sinto forte demais.
Ou talvez seja o inimigo que seja mesmo um lixo, mas prefiro sentir–me forte.
Dei um curto e irônico sorriso quando já me via frente a ele, que ainda tentava ao menos sentar–se.
Coloquei o pé sobre ele o obrigando a ficar no chão. Afinal, ele não possuia mais forças depois dessa curta batalha.
Tão patético.
—Quem não iria ser derrotado, mesmo? – Falo, colocando mais pressão entre seu peito. Ele cuspiu sangue no meu pé e tirei a minha mortal, porém bela, Katana da bainha. – Quer mesmo fazer isso?
Vi–o arregalar os olhos, descrente. Se ele duvidava mesmo que eu não faria o que pretendia, estava redondamente enganado.
Vi a lamina de minha arma brilhar a luz do sol enquanto minhas sombras rodeavam–na aos poucos. E – sem a minima hesitação – cravei minha bela katana na barriga da fada, fincando–a no chão que havia abaixo do Fullbuster e o prendendo para agonizar ali, torturado por minhas sombras que escorriam para dentro de seu corpo atraves do ferimento.
Vi seu sangue escorrer pelo chão, assim como ele parecia afogar–se no mesmo liquido rubro que escapava por seus labios.
— Você não passa de uma fadinha fraca – resmunguei. – Talvez o Dragneel fosse um desafio mais... Interessante.
—POR FAVOR, SR CHENEY AFASTE–SE DE GRAY FULLBUSTER IMEDIATAMENTE. – Grita o juiz e o faço vagarosamente, com o sangue escorrendo da lamina com certa pausa. Estou tão entediado que estou quase querendo comprar briga com esse juiz ou talvez aceitar a aposta idiota do Sting e seus 500.000.000 ienes de premio.
—Era só o que me faltava. – Resmungo, esperando o anuncio da minha vitória.
—E COM APENAS DOIS MINUTOS DE BATALHA, ROGUE DA SABERTOOTH TEM UMA VITORIA ESPETACULAR SOBRE SEU ADVERSARIO DA FAIRY TAIL! SERÁ QUE A SABERTOOTH PODERÁ SER DERROTADA?
—Eu não esperaria por isso. – O fio de voz que sai dos meus lábios desaparece no alvoroço de gritos de entusiasmo. Por fim, aceno na maior falta de empolgação.
—Vai ficar desfilando ai ou vai subir logo, Emo?! – Grita Sting e grunhi com isso.
—Troca. – Falo levantando a mão. Vejo os magos da Fairy Tail, leia– se Natsu e Erza, vindo buscar o idiota que pensou que iria me derrotar.
Dou as costas para eles e saio da arena, encontrando Rufus no ultimo lance de escadas.
—Eu ganho de você fácil cunhado. – Falo com uma leve malicia e este franzi o cenho, tirando a espada da bainha:
—Não sou o mesmo Rufus de antes, Cheney.
—Mas Nanami é minha noiva, não se esqueça, novo Rufus. – Ele odeia o que digo, e eu sei disso, mas nada diz. Por fim, desce as escadas a passos pesados e irritados e tudo o que faço é controlar o riso que me faz tremer rapidamente.
Talvez ele melhore quando ela for, verdadeiramente, minha.
Ou talvez me odeie mais.
Com certeza, ódio.
Lucy:
Não acredito que ele esta fazendo isso.
—Para... – Gemo, sem querer que ele pare. Mas na frente de todos não dá!
—Não posso... – Confirma, beijando– me a nuca entre mordidas. – Você tem que estar melhor para lutar.
—E isso vai me ajudar como? – Esbravejo, sendo apertada em seus braços.
—Vai deixa– la com tempo para pensar nas maneiras de me contar o que foi aquilo.
—Já disse que não vou contar, Sting.
—Então vai ficar aqui. – Este me gira e me prende ainda mais contra seu corpo. Estou tão perto dele que tenho medo de explicar o que sinto.
Seus labios são as coisas mais deturpadas que já cheguei a conhecer. São selvagens e maliciosos. Ironicos e viciantes. Quando rompem a barreira entre os meus são volumosos e desconcentrados, acordes finos e agudos demais. Quando tocam a minha pele tornam– se pequenos e doces, ainda mais para rasgar a minha pele com seus dentes e lamber–la com a sua travessura que chama de língua com astucia.
—É uma surpresa que estou fazendo para você. – Meu rosto esta corado quando este para de me beijar. Baixo os olhos, pois sinto que Minerva nos observa.
—Eu não sou chegado a surpresas.
—Isso não me interessa. Estou fazendo e pronto. – Sou birrenta e ele morde a minha bochecha não ferida e me solto a força. – Não quero mais falar com você. – Eu sei que não resistirei a isso e este também tem ideia do quanto sou flexível quando o assunto é a nossa relação. Puxa– me e me coloca entre a parede.
—Estarei esperando você querer falar comigo, meu amor. – Sua voz é tão sensual que fico sem reação. Maldito Sting Eucliffe.
Por fim, quando Rogue chega até nos, solta– me e vai até Minerva, com um sorriso imaturo e vencedor.
—Maldito... – Sussurro, mordendo os lábios recém– beijados.
—NA QUARTA LUTA TEREMOS A PEQUENA WENDY DA FAIRY TAIL CONTRA RUFUS LOHR DA SABERTOOTH! POR FAVOR, NADA DE MORTES! – Dou fim a minha tremedeira e avanço até os outros, colocando– me entre Sting e Minerva. Rufus estava pomposamente bonito.
—Rufus sabe como se vestir. – Falo carinhosamente, deixando o loiro ao meu lado morrendo de ciúmes:
—Mas não é ele que você deseja é? – Provoca no meu ouvido.
—Por acaso você sabe? – Ele percebe a minha brincadeira e rouba um beijo.
—Desculpe. Não precisa contar... – Ele me puxa e fico entre ele e a mureta. – Vamos assistir Rufus e seus novos poderes.
—Sim. – Respondo, notando o qual quietos estávamos.
Sting:
__COMECEM! – Exalta– se o locutor e miro por reflexo o loiro da Sabertooth.
“—Qual o seu nome? – Era um garotinho de olhos meio azuis e ao mesmo tempo meio castanhos. Com os cabelos loiros cortados de maneira elegante e serena. Parecia bem inteligente.
—Sou Sting. – Tenho dez anos. Rogue estava quase completando, também, dez e Minerva já os tinha.
Por incrível que pareça, estávamos todos os três juntos, sentados na porta da guilda.
—Quem é você? – Minerva é realmente muito fofa. É pequena e frágil, se escondendo entre mim e Rogue ou entre as pernas do Hector. Ah, Hector adora pega– la no seu colo, mesmo ela tendo dez anos ainda a trata como uma criança de cinco.
—Sou Rufus Lohr. – Rogue franzi os labios, estranhando o menino a nossa frente e suas roupas:
—Que roupas estranhas são essas?
—Ah, meu tio me fazia usar roupas assim... – Ele coça a cabeça meio de lado e deixa uma pequena parte de sua língua de fora.
—Você é da Sabertooth agora? – Minha voz é firme e ele tem o mesmo tom de resposta.
—Sim.
—Minerva você, por acaso, viu... – Hector estava saindo da porta da guilda e parou ao ver o garoto sendo interrogado por nos. – Ah, te achei Rufus–chan. – Sorriu calmamente o moreno, já com dezoito anos.
—Vocês se conheciam? – Minerva se levanta, indo até o maior que se abaixa e beija– lhe a bochecha com ternura.
—Não, mas o mestre pediu que vocês o ajudassem a se adaptar. Ele terá um duro treinamento pela frente.
—Sim, preciso ficar forte por causa da minha irmã. – Responde Rufus, com o olhar baixo.
—Minha irmã morreu. – Falo e este me olha surpreso. – Proteja a sua, Rufus. – Me levanto e saio caminhando, descendo os degraus entre pulinhos.
—Sting! Não vá desse jeito! – Minerva chama, esticando suas pequenas mãozinhas até mim.
—Eu preciso de um tempo sozinho. – Respondo a ela e esta não parece interessada, pois corre até mim e me dá um abraço forte.
—Não precisa ficar sempre sozinho. – Rufus fala, vendo a cena. – Isso só piora as coisas. – Quando percebo ele esta com peito agitado e lagrimas rolando. Não entendo o motivo e fico surpreso, ainda com a pequena morena nos meus braços. – S-Sempre p–piora.... – Ele tenta controlar as lagrimas e morde os labios, ficando aparentemente calmo. Mas seus soluços não são imperceptíveis a mim.
—Ei, porque você esta chorando? Quer um lenço? – Yukino aparece, com os cabelos presos numa trança fina e desigual.
Os olhinhos de Rufus brilham quando a focalizam. Yuu é tão fofinha quanto Minerva.
—Eu agradeceria. – Responde ele, com um sorriso gentil.
—Sempre que precisar, estarei por aqui. – A albina estava com vestido branco e estava com sua rotineira cesta de morangos.
—Pode soltar Minerva agora, Sting. – Hector fala e ergo os braços rapidamente, corado:
—Foi sem querer, Mi– chan! – Ela corre até o moreno, escondendo– se entre as suas pernas e faz Rogue rir na escada. Mas quando Rufus percebe que Yukino esta indo embora ele grita:
—EI! – A menina vira, confusa por não ter sido chamada pelo nome. – Esta indo embora?
—Bem... Preciso ir.
—Por favor... Eu... Eu... – A vermelhidão cobre o seu corpo e Hector observa– o com um sorriso estranho a mim naquela época. – Eu posso ir junto?
Ambos se encaram corados.
—Acho que tudo bem... Mas meu pai não vai gostar de me ver com você.
—Tudo bem. – Ele dá um sorriso calmo.
Eles caminham juntos, talvez conversando.
—Vocês podem não acreditar... Mas Rufus ainda vai ficar com a Yuu– chan.
—Que?!?!?! – Rogue se exalta, já que ele tinha uma queda pela albina.
—E eu vou casar com a Mi– chan né? – Falo para deixa– lo enfurecido e consigo com rapidez.
—Só no seu sonho, Eucliffe.
—Nunca vai conseguir tirar a Minerva de mim. – Começo a correr quando Hector me persegue. Rio bastante disso.”
Começo a sorrir sem motivo ao ver o loiro tirar a espada.
Rufus:
Essa pirralha deve estar tirando comigo.
—O que você disse? – Resmungo, sacando a espada.
—Eu vou ganhar de você. Lutarei com todas as minhas forças para isso. Farei com você o que o Gray-san fez ano passado! – Fico enfurecido a ponto de quase dar–lhe um tapa na face, mas respiro fundo e mordo a minha língua antes que a mate com apenas um golpe.
Miro as arquibancadas e vejo a Yukino sinalizando para eu ficar calmo. Ela sabia exatamente o que se passava na minha mente apenas pela expressão que demonstrava.
Eu prometi que não mataria crianças, mas essa pirralha esta passando dos limites.
—Você tem sorte, pequena Wendy. – Ela fica confusa, ainda em posição de ataque. – Prometi a Yukino que não mataria crianças.
—Você mata crianças?!
—Só as que não sabem o seu devido lugar. – Estalo os dedos, deixando a espada enfincada no chão. – Vamos ver se você conhece o seu lugar, pequenina. – Um sorriso traiçoeiro brota com sutileza nos meus lábios e ela parece enfurecida.
A jovem de marias chuquinhas corre na minha direção, com as mãos formando círculos no ar. Se ela pensa que vai me pegar com isso...
—Criar memoria. – Fecho meus olhos e penso na melhor maneira de tortura– la sem mata– la.
—Isso não vai funcionar comigo! – Percebo que ela salta pelo som que seus pés fazem e agacho um pouco, torcendo meu corpo para o lado e retirando a espada do chão com a mão esquerda. Wendy é barrada pelo aço temperado da espada e parece levemente frustrada. Ainda fico de olhos fechados.
—Era uma vez uma jovem garotinha... – Começo a narrar, abrindo meus olhos e fixando– os nos seus. – Ela era muito bobinha e achava que podia derrotar tudo e todos. – Aos poucos sinto minha magia surtindo efeito na pequena. Ela termina o ataque e recua, ainda em posição de ataque. – Um dia desafiou um tigre assustador. – Apoio– me na espada e miro– lhe ficar apática e seus olhos ficarem sem brilho e vida. – E a garotinha caiu em pranto quando se viu encurralada. – Deixo a espada no chão, caminhando até ela. Todo o estádio fica em silencio ao ver a dragon slayer parada, a Fairy Tail grita em aviso, mas tudo é em vão.
Depois de ser pego na minha magia é quase impossível se ver livre por espontânea vontade.
—Ela correu, esperneou, gritou e caiu. Sem obter ajuda de suas fadas amigas, ficou a tremer e a chorar. – Wendy estava tremendo a essa altura. Seu corpo estava tentando ao máximo se mexer, mas eu sabia que ela não conseguiria. – Pobre garotinha... – Estou frente a frente com a azulada e seguro o seu queixo, erguendo-o levemente. – Viu todas as suas queridas amigas fadas serem decapitadas pelo tigre e depois, sem esperança, viu– se no chão e gritou por ajuda. – Seus olhos continuavam vagos e vi lagrimas começarem a transbordar dos mesmos. – Tudo o que viu foi o belo tigre branco rasgando a sua pele.
Wendy:
—Era uma vez... – Começou a voz dele e em seguida percebi que havia sido pega na sua armadilha. Tudo ao meu redor havia mudado.
Eu estava vestida como uma princesa, com um vestido rosa cheio de babados e pregas. Ele arrastava na grama verde orvalhada e não ligava se ficava sujo de terra marrom.
—Uma garotinha... – Continuou a voz de Rufus, parecendo– me estranhamente confortável. Ele estava narrando a minha historia?
—Onde eu estou?! – Percebo que minhas roupas vão mudando e que agora estou vestida como a Erza– san e suas armaduras. Só que com uma armadura bem menor e pré–moldada.
—Ela era muito bobinha e achava que podia derrotar tudo e todos. – Narrou ele novamente e vi o dragão negro e o dragão branco com a mesma idade que eu, prontos para me enfrentar.
O loiro avançou em mim e cortou o meu rosto, com duas facas curtas e quase retrateis. Me abaixei do soco do moreno e dei– lhe uma rasteira rápida, pulando para tras por causa, novamente, do loiro.
—Tenryuu no Hooko! – Grito, rugindo rapidamente e nocauteando o moreno com facilidade.
Meu problema era o dragão branco.
Seus olhos eram assustadoramente azuis e concentrados.
E sem motivo aparente fez sinal para que eu ficasse em silencio. Não nego que fique muito assustada com o sorriso por trás de seu dedo indicador.
—Um dia... – Quando ouvi novamente a voz do mago das memorias comecei a correr para longe do meu inimigo. Corri e corri, mas parecia estar andando em círculos. – Ela desafiou um tigre assustador... – A voz dele estava muito mais próxima e quando percebo estou de frente com um trono de ouro maciço. Sentando nele está meu adversário, com uma coroa cheia de joias e um manto carmesim arrastando– se até o chão. Ele parece entediado, mirando– me com certa tranquilidade e superioridade. Seus olhos tem o tom chocolate e parecem ser banhados com pequenas gotas de ouro derretido.
Ao perceber que o mirava, este se levanta, mostrando– se poderoso e inatingível.
—Que lugar é esse? – Pergunto, mas ele apenas sorri desdenhosamente, mordendo os lábios de maneira estranha e charmosa. Será que cai em sua armadilha?
Não vejo seu ataque, mas sinto a dor de recebe– lo. Um grito instável sai da minha garganta quando sou jogada contra o chão. Tento levantar e revidar, mas é praticamente inútil. Ele sabe todos os meus movimentos, a sequencia deles e a sua velocidade. Sabe até mesmo o que eu estou pensando nesse segundo.
—Tenryuu... – Ele me segura pela garganta, erguendo– me vários centímetros longe do solo cor de terra.
—A garotinha caiu em pranto quando se viu encurralada... – O arranho, esperneio e me debato, mas nada parece funcionar. Ofego entre gemidos dolorosos e finco as minhas unhas no antebraço dele, fazendo– o me soltar.
Saio correndo, aos tropeços.
Não sei se conseguirei escapar, mas preciso tentar:
—Natsu– san! Erza– san! Gray– san! – Chamo e sinto minhas pernas ficarem pesadas pela dor de correr tanto. Tropeço numa pedra e caio, ralando quase que completamente meu cotovelo e meus joelhos. Pus– me de pé novamente e voltei a correr, ouvindo seus passos por perto.
Corro e corro, ofegante e com muita dor nas minhas escoriações. Por fim, vejo um caminho cheio de luz e me apresso para chegar no dito. Quando a luz branca do sol me banha vejo a guilda a minha frente.
Meu coração se parte em dois.
—O que...? – Gemo, sentindo meu peito doer tanto quanto Grandine foi embora ou quando Jellal me deixou.
Tudo estava destruído. O teto da antiga guilda na floresta estava pegando fogo e o jardim da frente estava com buracos imensos e cheio de fumaça com magia negra. Apenas metade das paredes haviam ficado de pé e essas estavam quase desabando.
Muitos dos magos da guilda estavam no chão, mortos.
Levy– san, Gazille– san e Lily– chan. Mira– san e Laxus– san de mãos dadas, Elfman por sobre Ever– san. Cana– san e Guildarts– sama. E muitos outros dos quais não consigo sequer reconhecer devido as suas deformidades.
— Ela correu, esperneou, gritou e caiu. Sem obter ajuda de suas fadas amigas, ficou a tremer e a chorar. – Lagrimas caiam da minha face calmamente, deixando um traço quente e salgado pelo meu rosto sujo de terra. Eu tentava conter os soluços e corri ao percebe– lo tão perto de mim.
Fui em direção a guilda destruída, desviando dos corpos dos antigos magos risonhos e brincalhões da Fairy Tail. A porta havia sido destruída e passei por onde ela deveria ficar o mais rápido que o meu estado físico e psicológicos abatidos puderam permitir.
Atravessei o lugar que havíamos nos divertido depois dos poucos meses da nossa chegada e sai pela parede dos fundo, que só tinha dois tijolos inteiros. Pulei– a com o máximo de força que podia e me deparei com Erza– san, Natsu– san e Gray– san me esperando. Quando me viram, estes abriram um sorriso tão largo e cativante que me esqueci, por alguns segundos, do perigo que corria:
—Wendy! – Disseram juntos, me dando um abraço apertado.
Depois de quase sufocada, eu os olhos, com um sorriso feliz e triste ao mesmo tempo:
—Erza– san, Natsu– san, Gray– san... – Começo. – O que aconteceu?
—Wendy não temos... – Gray começou e antes que terminasse vi sangue sair de seu pescoço. Sua cabeça rolou até o meu pé:
—GRAY– SAN! – Gritei desesperada e Natsu viu quem era o responsável por aquilo.
Dramaticamente, Rufus tinha a espada suja do sangue carmim e vibrante do mago do gelo.
—Ora seu! Como você pode! – Esbravejou Erza, mas já era tarde demais. Ele era muito rápido.
Em segundos, ele havia atravessado o coração da ruiva, fazendo– a vomitar sangue e mais sangue.
Tentei tocar– lhes os dedos, mas foi, também, inútil. Rufus já havia cortado a sua cabeça também.
—Erza! – Gritou Natsu e em pura fúria, tentou atacar o mago loiro a nossa frente.
Estou sem reação, olhando os corpos sem vida dos meus dois melhores e mais queridos amigos. Seu sangue esta respingado em mim e na minha alma. Não paro de chorar e tremer.
Natsu tem o mesmo destino que os outros.
Apesar de levar mais que cinco segundos com Natsu, o mago da Sabertooth se vê contente pelas suas mãos cheias de sangue.
— Pobre garotinha... Viu todas as suas queridas amigas fadas serem decapitadas pelo tigre e depois, sem esperança, viu– se no chão... – Ele dá um passo para frente e meu grito ecoa pelo lugar sem vida e com o solo manchado de sangue. – E gritou por ajuda.
Estou sentada no chão, manchada de sangue e acabei de presenciar a morte dos meus amigos. Não tenho forçar para revidar... Mal conseguiria parar de tremer.
—Adeus, pequena Wendy. – Ele balança a espada e sinto a dor da minha pele sendo rasgada pelo aço frio. Meus gritos deveriam faze– lo recuar, mas só o animam a continuar. Perco muito sangue e desmaio.
Rufus:
Termino de contar a historia e vejo o seu pequeno corpo tombar para trás. Seguro– a com um braço e sorrio ao vê– la gemer e chamar os seus amiguinhos.
—MINHA NOSSA! O QUE ACONTECEU COM WENDY?! RUFUS JÁ CONSEGUIU DERROTA– LA?! SEM AO MENOS MEXER UM DE SEUS DEDOS?! – Aos poucos, coloco – a no chão e miro– lhe antes de ir pegar a minha espada e subir.
Estava certo sobre torturar pessoas com ilusões.
São bem mais divertidas que tortura física.
—O VENCEDOR DA QUARTA LUTA DE HOJE É RUFUS LOHR DA SABERTOOTH! – O estádio vibra e olho Yukino. Ela dá um sorriso desgastado e sorrio de volta.
Faço como Sting: Ergo meu braço esquerdo para o alto, com o punho do mesmo fechado e exclamo quase sem voz.
—Nos somos a Sabertooth! – Ninguém me escuta, mas os magos da guilda vibram com o gesto. Era algo nosso.
—Rufus! Rufus! – Gritavam eles, considerando a nossa vitória.
Faço uma vênia a eles e deixo que meu chapéu caia sobre o chão. Quero que todos vejam o meu sorriso vencedor nesse momento.
Minerva:
Impecável.
É o que define Rufus nesse momento.
Sua postura, andar e até mesmo o modo com que executou sua magia. Tudo foi impecável.
—Surpreendente. – Falo, vendo a comemoração de Sting, Rogue e Lucy.
—Esse é o Rufus que eu conheço! – Sting falou, animado por estar tão perto de sua luta.
—Acabou com ela. – Falou por sua vez Rogue, parecendo empolgado apesar de tudo. Penso se este não será punido pela sua conduta.
Respiro fundo.
—É a minha vez... – Falo, ajeitando– me no quimono longo que usava. Não havia necessidade, eu sabia, de lutar, mas eu queria. Não posso ficar sem batalhas. Meu corpo ficaria desacostumado de usar magia.
—Não pegue tão pesado, Mi– chan.
—Eu devia jogar você na arena amarrada, Heartfilia. Você descumpriu o trato. – Ela engole em seco e vejo Sting mirar– me:
—Estávamos preocupados com a sua saúde.
—Estou melhor do que nunca, Eucliffe.
—Se é o que diz... – Responde, apesar de não acreditar. – Rufus logo estará subindo, você deve descer.
—Estava fazendo isso.
—Boa luta, Minerva. – Fala Rogue e dou um leve sorriso para ele, começando a descer as escadas.
Eu ainda podia ouvir o coro das vozes da Sabertooth louvando Rufus e seu majestoso ego.
Talvez, daqui a vários anos, ele deva estar falando para os filhos a maneira que derrotou a dragon slayer do céu com tamanha rapidez.
—Deixo a próxima partida para a senhorita. – Rufus diz– me galantemente, beijando a minha mão em seguida.
—Obrigado... – Respondo, vendo– o subir as escadas vagarosamente.
Quando entro na arena vejo Lisanna me esperando. Algo nela parece mais frágil que antes. Acho que já sei o que é.
Deve ser a sua autoestima.
—MINERVA SERÁ A ADVERSARIA DE LISANNA! O QUE ACONTECERÁ NESSA LUTA? – Meus leques estavam escondidos sobre as mangas da blusa. Eu estava pronta para mostrar que eu era, sim, a Minerva cruel de antes. E como queria. – COMECEM!
Ela avança em mim com a máxima velocidade que conseguia depois de lutar contra Lucy.
Apesar de seu ferimento, ela usa uma transformação. Ironicamente, ela vira uma tigresa na minha frente.
—Vou mostrar a você, garotinha, como é uma tigresa de verdade. – Deixo o braço direito esticado, colocando a perna direita afrente da esquerda. A pose que faço a deixa levemente surpresa. Minhas mãos quase pinicavam de animação.
O primeiro erro dela foi de tentar me arranhar.
Eu movi meus leques com tal rapidez que ela não pode vê– los e gritou desesperadamente. Cortei– lhe diagonalmente e cause– lhe muita dor.
—Não vou perder para você... – Tossi, se colocando de pé.
Miro– lhe com um ar de desdém.
—Vamos ver quanto tempo consegue ficar de pé. – Deixo os leques e uso a mesma magia que havia usado um ano antes em Lucy. Não acho que ela vai sobreviver muito tempo.
E começou o massacre.
Cada ataque que ela dava eu simplesmente agitava os leques ou simplesmente mexia minhas mãos e ela caia quase inconsciente no chão. Seu corpo esta totalmente cortado e sangrando, mas ainda assim ela persiste em levantar.
—Eu admiro essa vontade de se por de pé que vocês da Fairy Tail tem. Acredite, Lucy ainda a tem e isso nos ajudou bastante. – Provoco e tenho o efeito desejado. Lisanna fica fervendo de raiva e corre na minha direção com a transformação de dragão.
Ela caiu direitinho.
Quando esta se aproximou de mim eu já esperava da maneira apropriada.
— Mni̱meío tou máv̱rou mágou. – Era o golpe final. Nem mesmo Jura conseguiu desviar e aguentar totalmente essa magia.
Aos poucos as chamas negras foram subindo sobre suas pernas, causando– lhe extremas queimaduras. Ela expirou com tanta vontade que pensei que nunca mais respiraria de novo. Caiu de joelhos, gritando por clemencia e tudo o que fiz foi ir ao seu encontro.
Esta gritava por Natsu e o que fiz o deixou realmente irritado.
Peguei– a pelo pescoço, deixando– a debatendo– se:
—Vamos, grite por ele... – Mandei e esta mal conseguia respirar, arranhando– me com suas unhas. Escutei risadas vindas das arquibancadas onde a Saber estava e notei que Hector disfarça como pode. – Você esta pagando o que ele fez a Lucy. Acredite, isso é o mínimo; fique agradecida que eu vim lutar com você e não Sting ou Rogue. – Por fim, vejo seus olhos ficarem esbugalhados. – Ou por não ser morta agora. – Completo entre sussurros.
No meu braços aparecem escritas as magias mais ameaçadoras que conheço e pratico. Parecem ruinas e vão em direção ao corpo da maga da Fairy Tail.
Quando as letras chegam nela esta grita muito alto e chega a emudecer até mesmo as risadas. Quando a vejo sem consciência, jogo– a no chão.
—A LUTA ESTA ENCERRADA! LISANNA NÃO ESTA MAIS EM CONDIÇÕES DE LUTAR! MINERVA GANHA PARA A SABERTOOTH!
Tudo o que faço e prestigiar a minha guilda acenando a eles. A festa que a Sabertooth faz contrasta com a ira da Fairy Tail.
Mas então as coisas começam a ficar quentes.
Natsu Dragnell pulou da ala da Fairy Tail e vejo em direção a mim. Bufando, na verdade.
E como um raio, Sting o impediu de tentar me dar um tapa na face.
—Não encoste suas patas nela. – Fala rudemente o dragão branco. Nunca vi seus olhos tão brilhantes e decididos como agora.
—O que esta fazendo aqui? – Grunhi Natsu, olhando– o de maneira enérgica.
—O mesmo que você. Eu vim proteger alguém importante. – Nos miramos por alguns segundos e assinto com um sorriso pequeno, que é igualmente retribuído.
—Ela não merece proteção. – Retruca e todo o estádio fica em silencio para escuta– los. Hector esta em pé apreensivo.
—Então, Lisanna tem o mesmo direito. – Responde o loiro, com leve malicia. As vezes duvido que o Sting arrogante tenha desaparecido.
—Como é?!
—Pergunte a sua namorada o que ela fez a Lucy, apenas isso! – Esbraveja Sting de uma maneira que fico impressionada.
Estou atrás de Sting, sobre a sua proteção:
—Sting, você precisa ficar calmo. – Sussurro e sei que este escuta, pois bufa.
—Acha mesmo que eu... – Ele ia levantar a voz comigo e parou. Suspirou profundamente e depois olhou– me de relance. – Saia daqui.
—Como?
—Não quero que se machuque.
—Não sou uma boneca de cera Sting, eu não...
—Vá logo! – Esbraveja numa altura que até mesmo o pessoal em Fujima escutou. – Você só ira me atrapalhar, Minerva. Não posso ficar te protegendo. – Eu sei que ele vai se arrepender dessas palavras mais tarde e por isso, mordo os lábios para não enfrenta– lo. Por pior que sejam essas palavras, Sting esta certo.
Com esse corpo debilitado nada poderei fazer.
Levanto a minha mão e vou saindo.
Antes disso vejo Natsu avançar correndo na minha direção.
Meu corpo para por alguns segundos.
Terei força para para– lo?
Sting:
—Minerva! – Grito, mas sei que ela não poderia para– lo depois de perder o bebe. Ainda não acredito que ela lutou daquela maneira.
Natsu esta enraivecido.
—Merda! – Grunhi a mim mesmo, na esperança de conseguir para– lo. Mas não dá tempo.
—Abra, portal do rei do zodíaco: Leo! – Grita Lucy, parando o rosado com o espirito de leão a tempo que eu chegue e o jogue longe juntamente com este.
—Sting, Minerva. – Leo acena para a morena, parada pelo choque. Lucy vai ao seu auxilio.
—Mi– chan! – Lucy a sacode, vendo a mesma piscar varias vezes.
—Desculpe vocês dois... Eu...
—Vá logo, Minerva. – Minha voz é totalmente fria. Vejo um brilho culpado nos dela e esta caminha novamente até a entrada. Quando seu corpo desaparece vejo que Erza esta com Natsu ao seu lado, tentando acalma– lo. Viro para trás, observando a loira com o ruivo ao seu lado – Bem a tempo. – Comento com um sorriso gasto.
—Digo o mesmo. – Leo se aproxima. – Você esta cuidando bem da Lucy– nee?
—Melhor do que você imagina. – Falo, brincando. Este percebe a minha sátira e fica com um sorriso de lado.
—Mestre Dan falou que a Lucy estava namorando você. É verdade?
—Não sei como ele sabe disso, mas sim. É verdade.
—Desde quando?
—Desde a luta deles dois. – Comento, vendo a loira bufar e se aproximar:
—E as comadres vão ficar contando fofoca até quando? – Ela bate o pé e Leo ri da sua expressão:
—Ah, Lucy– nee, não fique tão brava. Estou interrogando o Sting– kun no lugar do Tyler– san.
—Sorte a minha.
—PARTICIPANTES NA ARENA, POR FAVOR, VENHAM ATÉ O GABINETE DO JUIZ. – Olho de relance a loira e esta dá um tchau amigável ao companheiro. Seguro sua mão e caminhamos juntos até o gabinete.
—O que acha que eles vão dizer? – Sussurra– me ela.
—Não sei, mas acho que teremos de lutar juntos.
—Será divertido. Quanto tempo faz que não lutamos juntos?
—Cinco dias.
—É muito tempo!
—Eu sei. – Puxo– lhe calmamente, encostando seu corpo ao meu. – Nos nunca perdemos juntos. Mesmo que um de nos esteja apenas observando por perto, nunca perdemos.
—É assustador.
Tenho um sorriso ameno nos lábios e vejo que Erza nos observa. Talvez ela pense que eu sou o substituto do Natsu e que a qualquer hora a Lucy vai querer voltar com ele. Mas não é bem assim.
—Eu vou lutar serio, Lucy. Não deixarei que encostem num fio de cabelo seu. – Murmuro a ela, fazendo– a rir:
—Para você eu sou uma boneca de porcelana, não é?
—Mais que isso. Você é a minha princesa, Heartfilia. – Giro– lhe pela mão e a faço rir.
—Certo, cavaleiro, vamos logo então.
—Como queira senhorita. – Estamos correndo na frente, sorrindo ou rindo.
Somos como duas crianças juntos.
Adentramos o gabinete sorrindo, mas quando vi quem estava naquele lugar eu simplesmente grunhi.
Conselho de Magia.
Fecho meus punho com tanta força que o machuco:
—Sting...? – Lucy chama a minha atenção, desfazendo o punho com delicadeza. – Tudo bem?
—É, Sting– san, tudo bem? – Pergunta uma garota da nossa idade. Era ela!
—Ainda ousa perguntar a mim se esta tudo bem? – É o que consigo responder sem voar em seu pescoço.
—Parece que a Fairy Tail começou a ser educada no momento em que Sabertooth ficou mal educada.
—Se isso me interessasse eu estaria aqui de livre e espontânea vontade. Agora, você pode dizer logo o que faremos. – Sou rude e Lucy nada fala, analisando– me calculosamente.
—Sting esta certo. – Fala a loira, tentando amenizar a minha aura. – Acho que não podemos deixar o publico esperando por muito tempo.
A garota olha fixamente para mim e depois dá um sorrisinho:
—Desculpem– nos, competidores. Hana é nova nisso. – Fala o mais velho dos conselheiros e bufo. – Estamos aqui para decidir a ultima batalha do torneio.
—A ultima?
—São cinco membros da Sabertooth contra apenas dois da Fairy Tail? Isso não parece justo. – Provoco, seguindo a linha de raciocínio deles. – Seria injusto da nossa parte deixar isso.
—Sou mais que suficiente para derrota– los. – Deturpa o Dragnell.
—Isso é o que veremos. – Lucy responde a ele, deixando– o surpreso. – Acha mesmo que algum membro da Sabertooth lutou com toda a sua força?
—Rufus nem ao menos usou sua nova técnica.
—Esta dizendo que...
—Nós só aquecemos Erza Scarlet. – Falo com uma confiança assustadora. – Porque você acha que eu ainda não lutei.
—Ou porque Minerva e Rogue tiveram de vir depois de mim e de Rufus. – Lucy fala, deixando até mesmo os conselheiros boquiabertos. – Nem chegamos a aquecer.
—Mostre– nos então, Lucy Heartfilia o qual poderosos são os magos da Sabertooth nesse momento. – Hana, a conselheira, diz– nos e fico realmente irritado.
—Não será necessário, caso deixe que eu lute. – Confirmo e vejo os magos da Fairy Tail olharem– me de maneira odiosa. – Caso vocês queiram lutar, pelo menos.
—Nos vamos lutar. – Fala o Natsu, com os punhos em chama.
—Então esta decidida a partida final?
—Esta. – Respondemos eu e rosado juntos.
—Vocês terão quinze minutos para informarem as equipes e se prepararem. Estão dispensados. – Saímos todos juntos. Lucy e eu fomos pela direita e eles dois pela esquerda.
—Teremos quinze minutos para descansarmos. – Fala a Heartfilia com um sorriso.
—Seremos os melhores.
Rogue:
—Desde quando ele...? – Lucy começa e eu miro– a sem entender seu namorado. Ele esta fazendo flexões desde que subiu.
—Desde que vocês chegaram.
—Quantas você já fez? – Pergunta Minerva, vendo o suor do loiro no chão abaixo do mesmo.
—Cinco mil.
—Como é?
—Deite nas minhas costas Lucy, quero fazer outras duas mil. – Fala ele, sem estar ofegante.
A loira a minha frente suspirou, mas depois subiu. Ela encostou sua cabeça na dele e fechou os olhos, propriamente para adormecer.
Eles têm mais cinco minutos.
—Vocês não vão formular alguma coisa? Tipo...
—Não precisamos disso, Rogue– kun. Somos parceiros. – Lucy responde, com um sorriso calmo, mas ainda nas costas do loiro.
—Estamos namorando. Precisa mais do que isso? – Concluiu o loiro, parando para me olhar. – Vamos loira, esta na hora de descer das minhas costas, sua preguiçosa.
—Eu preguiçosa?
—Você mesma. – Sting levanta, mas antes que caia, Lucy se levanta num salto e mira–o furiosa.
—Vamos logo, idiota. – Resmunga ela, empinando o nariz e saindo antes do loiro que pisca para nos e sorri do comportamento dela. Correu para alcança– la.
—Será que algum dia eles vão mudar? – Pergunta Rufus, com um sorriso estranho.
—Desse jeito, tenho certeza que não. – Fala por fim Minerva, com um sorriso. – Eles são bons do jeito que são.
E pior que seja, ela esta corretíssima.
Lucy:
—Estamos prontos para arrasar baby! – Sting esta animado e não deixo de sorrir a isso.
—Você esta bem animado não esta?
—Claro que estou! Irei mostrar de uma vez por todos ao Dragnell como sou forte.
—Eu sei disso.
—E ainda por cima...
—Ainda por cima...
—Terei você ao meu lado. – Ele estica a sua mão para que eu a segure e o faço, dando um pulinho para frente. Este passa o braço por sobre o meu ombro, possesivo.
Entramos na arena e vi que Erza e Natsu estavam nos esperando.
O rosado pairou seu olhar em mim e depois desviou o olhar, como se notasse o braço de Sting sobre meus ombros. Erza mirava– me de maneira estranha:
—Pronta? – Pergunta Sting baixinho, com uma expressão genuinamente divertida. Com vinte e quatro chaves a minha disposição não posso ser contada como despreparada.
—Sim, como sempre.
—Quer lutar primeiro? – Sussurra ele no meu ouvido, sem que Natsu consiga ler ser lábios.
—Ficaria honrada. Ainda mais vindo de você, é claro que quero.
—Ficarei observando– lhe então. – Completa.
—A ULTIMA BATALHA DO TORNEIO ESTA PARA COMEÇAR! NATSU DRAGNELL VERSUS STING EUCLIFFE. E TAMBÉM! LUCY HEARTFILIA CONTRA ERZA SCARLET. DESEJO– LHES UMA LUTA LIMPA E DISCIPLINADA. – Arqueio uma sobrancelha quando escuto a ultima frase. – BOA SORTE A TODOS. – O fino anel dourado no meu dedo médio esta pronto para ser usado. – COMECEM! – Sting é o primeiro a entrar na batalha. A primeira coisa que ele faz e afastar Natsu Dragnell de mim enquanto Lancelot se ativasse.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Erza seguiu a movimentação e antes que pudesse ir atrás de Sting icei a minha primeira flecha, que arranhou o seu rosto.
—Eu sou sua adversaria, Erza. Não se esqueça disso. – Falo, com outra flecha pronta. O fio dourado ficou no limite da sua tensão quando eu tentava lançar a flecha na ruiva. Por fim, divido as flechas em três antes de lança-las e atiro– as com destreza. A titânia consegue agarrar a primeira flecha, mas as outras duas cortam– lhes as mãos.
—Não me esquecerei. – Confirma ela e por um segundo vejo Sting ao meu lado:
—Abaixe! – Ele me puxa para baixo, desviando de um soco de Natsu e acertando uma rasteira no mesmo. Por fim, levanto e me afasto deles.
—Kansou! – Escuto a voz da maga das armaduras e vejo– a com uma das suas armaduras mais problemáticas. A armadura do purgatório. Lancelot por fim vira um martelo de quase cinquenta quilos. Mas era apenas aparentemente. Era tão leve quanto uma pluma e tão maleável que era ridículo.
Brandi o martelo ao chão, fazendo o chão tremer com o impacto do mesmo. Erza voou e tive a chance de pegar as chaves negras no bolso.
—Abra portal do Rei supremo da Terra: Tiger! – Chamo– o, vendo uma luz forte cegar a todos os presentes, menos Sting. Este apenas correu para perto de mim, com um sorriso desmedido e estranho.
—Esta na hora, Lucy.
—Prepararei tudo para você, então. – Respondo, recendo um beijo rápido.
Quando Tyler apareceu percebi que ele estava elegantemente vestido ainda. A coroa de flores ainda estava em sua cabeça.
—Pela primeira vez lutando juntos. – Ele olha para Sting e sorri – Isso deve ser comemorado com a vitória.
—Terei o privilegio de lhe dar esse presente, majestade. – O Eucliffe alfineta, com uma pontada de verdade.
—Não se nos o fizermos primeiro. – O tigre imperial parece animado, mas sei que se nos três lutarmos com tudo, não perderemos para ninguém.
Rogue:
Isso pretende ser incrível.
— I know, I know. Dark will turn to light, in time I'll be alright, I know, I know… – Começa o loiro, com chamas brancas saindo de seu corpo. Seus olhos brilharam num tom dourado assustador.
Natsu faz algo idiota.
Ele corre até Sting com os punhos em brasa, incansável e errôneo.
—Fire Dragon Roar! – Fala ele, mirando no meu parceiro. Com uma mão, Sting para o ataque.
—White Dragon Secret Attack: Dragon Soul! – Por um segundo sinto meu coração parar. Ele por acaso é louco?!
Sting é pura energia.
Natsu é jogado contra a parede com força, enquanto a transformação de Sting ocorre naturalmente. Ele era muito mais forte do que eu ou qualquer outro de nos. Esta num nível diferente, Natsu.
Ele esta vestido com uma armadura branca majestosa como a de Tyler. A armadura tinha escamas de dragão brancas e revestidas de ouro branco. O elmo não era nada além de uma coroa draconiana que os antigos desejariam obter durante séculos, a capa era de seda negra e dourada. Sting tinha uma espada nas costas e uma na cintura. A das costas representava as asas de dragão que nenhum dragon slayer jamais teria e a da cintura era a espada que representava Weisslogia morto.
Ele é...
Numa hora dessas! Como nunca notei.
—Saia dai, Dragnell! – Grita Lester percebendo o mesmo que eu. – Não pode enfrentar o rei! – Com isso tudo fica em silencio.
—Do que ele esta falando Rogue? – Minerva pergunta e sinto meus lábios presos por cola um no outro.
—Sting não pode ser derrotado. Nunca mais. – É o que digo, sem alarma– los que ele é o rei.
Sting continua quieto. Seus olhos buscam algo que não compreendo e vejo que Lucy esta lutando majestosamente contra Erza. Talvez seu desejo por ela seja tão intenso que a simples ideia de acabar com homem que a fez chorar lhe faça isso. Desperte um poder que é lendário a qualquer Dragon Slayer em séculos.
Por um segundo vejo quais majestosos ambos são. Talvez por isso estejam juntos e tenho certeza que Weisslogia iria ficar satisfeito em vê-lo como rei.
Natsu conseguiu sair da parede e correu até Sting, ignorando Lester.
Era hora de ver o rei em ação.
Sting:
Algo em mim estava mudado.
Eu podia sentir os meus poderes flutuando através do meu corpo.
Natsu corria na minha direção e eu lembrei do quanto ele era idiota por isso. Se antes eu o derrotava com facilidade, agora ele não tem chance contra mim.
“Vamos Sting, é a hora de você mostrar a todos que é o rei”.
—Signus Alfa. – Digo e escuto um grito de espanto vindo de Lester e Rogue:
—Sting! – Gritam quando surge uma pequena bola de magia concentrada em minhas mãos. Sinto tanta magia nela e ao mesmo tempo vejo– a como uma coisa tão insignificante.
—Isso não vai me derrotar. – O rosado da Fairy Tail vem em minha direção, depois de murmurar a si mesmo uma magia que ninguém tinha visto. Seu corpo brilhava pelas chamas.
—Digo o mesmo. – Minha voz é suave e harmoniosa.
Os nossos poderes se chocam.
Natsu grita de dor e desvio seu ataque com um dedo.
—Vamos Natsu... É só isso?
—Seu... – O rosado geme, mas depois perde– se olhando a minha namorada. Lucy fica deslumbrante lutando. Ele ainda a ama, esse desgraçado.
—Se você continuar a olhar desse jeito para a minha Lucy eu juro que te mato. – Eu o seguro pela garganta, erguendo– o do chão. – Eu sou o namorado dela, entende? Não quero que você fique olhando para ela dessa maneira.
—Lucy foi minha antes de ser sua. – Resmunga ele e sinto meu sangue ferver.
—Repita isso se tiver coragem. – Natsu segura meu pescoço também, mas a força que faço no seu é muito maior.
—Lucy sempre terá algo meu nela... – Ele ofegou. – Você não pode negar isso. – Este me dá uma cabeçada e o solto, para vê– lo cair a minha frente. Eu estava a ponto de manda– lo para o espaço quando senti alguém me puxar para trás e acertar algo nas minhas costelas. Essa era Erza.
—Sting! – Lucy gritou em aviso e vi algo inédito. – Abra portal do Rei dos Céus, Dragon! – Um clarão tingiu o estádio de branco e por um segundo vi a verdadeira forma da maga celestial.
Diferente da outra vez, eu a vi com os olhos do rei dragão.
Ela estava com um vestido branco, que arrastava– se ao chão e tinha o caimento perfeito em seu corpo. Os cabelos loiros e brilhantes estavam soltos, mas uma flor que não sei identificar segura uma pequena mexa atrás da orelha. Seus olhos estava normais e uma sombra dourada cobria a sua pálpebra. Mas ela não parecia humana. Não era uma alma humana, isso eu posso dizer. Era algo divino e como me diria o leão, rei do zodíaco, era uma alma celestial.
Meu coração pulou como na primeira vez que nos vimos.
— Lucy... – Consigo murmurar e quando pisco tudo volta ao normal. – É com você, Lucy. – Termino, notando o qual poderoso devia ser o seu ataque.
—Genesis: Eragon! – Eu mesmo senti um pulso forte contra meu corpo e fiquei sem ar. Aquele ataque estava fazendo meus poderes reagirem ainda mais? É isso?
—Pare Lucy... – Minha visão vai ficando turva. Sinto que estou perdendo o controle. Era como se minha fúria estivesse voltando a tomar o controle de mim. – Não Lucy... Por favor... – Imploro, doi tentar controlar essa quantidade extrema de poder.
—Agora Natsu! – Erza grita ao rosado e curvo ainda mais meu corpo.
—Saia de perto de mim! – Respondo, também aos berros. – Eu vou matar vocês! Saiam daqui. – Quando terminei de dizer isso senti alguém colocar sua mão por sobre a minha testa e reprimir o poder que tentava sair do controle:
—De uma nuvem nasceram os dragões. E de uma gota de sangue seus caçadores. – Recitou o espirito do dragão. Um vendaval de poder se alastrou ao nosso redor.– Mas do calor das almas nasce novamente o Rei Dragão. – Eu consegui recitar com ele a ultima frase, pois ela me veio aos lábios sem que eu me lembrasse dela.
—De uma gota de chuva branda nasce o tigre branco... – Tyler fazia a terra tremer com suas mãos. – E de uma lagrima salgada nascem seus caçadores. – Vejo que Lucy controla os poderes de ambos, com as mãos cheias de magia. – Mas da ira humana nasce o Rei Imperial. – Lucy recita a ultima parte com o tigre e respira fundo para ativar seu ataque mais poderoso:
—Heaven to Grace! – Fala ela e um circulo de magia do tamanho do estádio aparece. Quando percebo estou no céu anoitecido, repleto de estrelas.
Flutuo e sinto o clamor das estrelas no ataque. Natsu e Erza são atingidos por toda a Via Láctea, depois pelas outras e demais galáxias a prestigiar a maga celestial.
—Dragon Soul: Perfect Roar! – Rujo e meu rugido ecoa nas estrelas, tamanha a sua força. Erza é ferida no Heaven e depois desmaia com o rugido. Natsu consegue parar o ataque da maga celestial, mas cai perante o meu.
As estrelas nos agraciavam com uma doce melodia.
—Sting... – Vejo a loira se perder em algumas lagrimas vencedoras e caminhei em sua direção. Nem eu mesmo estava acreditando.
—Apenas acompanhe... – Sussurro, pegando a sua mão e puxando– a para dançar aquela valsa suave, entretanto melancólica.
Dançamos, então eu de armadura e ela de saia e blusa, entre sorrisos e lagrimas de vitória. A magia celestial e draconiana ia se dissipando aos poucos e os espíritos a nos observar em verdadeira admiração.
—Sou o rei, não importa o que digam.
—Então me coloque ao seu lado, meu rei. Não sou capaz de deixa– lo. – Responde ela e inclino– me para que nossas testas se encontrem.
—Ficará para sempre ao meu lado, senhora das estrelas. – A sinfonia vai se dissipando por fim com o ultimo suspiro de magia e percebo que Lucy me abraça forte. – Para o infinito do infinito.
—Sting... – Murmura ela por fim, limpando as lagrimas em meu peito.
Eu tiro seus pés do chão, com um sorriso largo e estranho, fazendo a rir pela vitória:
—Nós ganhamos! – Afirmo e ela balança os pés, animada e feliz.
—Eu sei! – Responde ela, numa mistura de alegria e alucinação.
—MINHA NOSSA! O QUE ESTA ACONTECENDO? ERZA E NATSU NÃO CONSEGUEM MAIS SE LEVANTAR, LUCY E STING GANHAM E PROCLAMAM– SE OS GANHADORES DO TORNEIO DO REI DRAGÃO.
Lucy vibra com isso, batendo palmas a mim e simplesmente sinto meu rosto ficar avermelhado de vergonha. Faço uma vênia em agradecimento. Meu elmo devia reluzir.
—Sting! Lucy! – Grita Rogue correndo na nossa direção.
—Rogue– kun! – Fala a loira abrindo os braços ao meu lado.
—Espetacular! – Completou Rufus caminhando na nossa direção. Rogue rodopiava Lucy entre risadas. Cumprimentei– o com um singelo aperto de mãos e vi– o piscar para mim.
—Rufus! – Lucy pula nele, deixando– o surpreso. Rio da animação dela com Rogue:
—Devo me ajoelhar na sua presença, meu rei? – Brinca ele, pois ainda estou de armadura. Suspiro rindo, apertando a sua mão triunfalmente.
—Parece que começaram a comemorar sem mim. – A morena fala e vou ao seu encontro, abraçando– lhe:
—Devia beijar-te também, Minerva?
—Engraçadinho. – Dou– lhe um beijo na bochecha e ela dá– se por vencida e ri elegantemente.
—Mi– chan! – Um segundo depois que eu solto a morena, Lucy vem saltitando na nossa direção e aperta a melhor amiga nos braços.
—Lutou bem, Lucy. – Fala a morena, vendo a outra ficar com as bochechas avermelhadas.
—Por favor, somos os melhores. – Dou uma de exibido e todos caem na risada com isso.
—Abram alas que os campeões estão chegando. – Mizuki fala com Nanami ao seu lado.
—Chegou atrasado, maníaco dos monstros. – Rogue comenta, tirando a Lohr de perto do mago de cabelos brancos.
—Parte dessa vitória também é minha. Vinte desses pontos foram conquistados por mim.
—Quase quarenta foram conquistados por mim, então... – Rufus esnoba e controlo o riso.
—Não é hora de esnobar, Nii– san. Precisamos comemorar. – Nanami fala animada, nos braços do noivo.
—Ainda mais porque alguém não ficará livre por muito mais tempo. – Rebate Lucy e Mizuki não a compreende:
—É o que?
—Vamos nos casar. – Rogue fala e Mizuki cai para trás de verdade. Antes que eu pudesse ajuda– lo fiquei mais ocupado rindo com Minerva.
—Alguém veja se ele esta vivo! – Rufus também começa a rir, com Rogue e Nanami ao seu lado já as gargalhadas.
—Claro que estou vivo! Seu idiota!
—Não parecia!
—Também, com essa noticia bombástica, até eu! Não sei como ainda esta vivo Cheney, mas agora merece o meu respeito.
—Agora?
—A EQUIPE CAMPEÃ DESSE ANO! A SABERTOOTH! – Bato palmas aos meus companheiros e eles fazem o mesmo, sorrindo.
Notas finais
Avisem os meus terríveis erros ortográficos.
Reviews?
Amy
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