Warmness On The Soul.
39 We Are Sabertooth! Parte 1
Notas iniciais
Eu sei! " Peguem a autora malvada!"
Mas deem um descanso para mim! Eu fui na missa a semana TODA! E ainda tive que estudar para trezentas provas nesse meio tempo.
É sábado, coisas lindas! Festejem!
Sim, Duas partes!
Tipo, muito louco esse. Nem eu imaginei que ficaria tão legal.
Demorou, mas tenho certeza que vai valer a pena.
De Yaoi a Shojou, hoje teremos um capitulo extremamente variado.
Ah, quase esqueço.
Fiz uma One shot de Warmness com a Lady Reh (Miguxa).
Link disponivel no final.
Boa leitura *--------------------------*
P.S: Continuem culpando a Etec.
Lucy:
O caminho foi bem tranquilo e divertido, sendo que, hora ou outra Shiro–chan inventava de dar uma de pé de valsa no meio da rua. E não é que o garoto dança muito mesmo.
—Estou curiosa agora... – Digo com um sorriso, Sting nem sequer pensa em segurar a minha mão depois do ataque histérico que tivemos a alguns segundos. Ele ainda ria com Alois e James da expressão furiosa de Kuro. – Que tipo de fone de ouvido é esse?
—É um fone magico, Lu–chan. Conforme a pessoa quer toca musica aqui e a sua própria magia que o alimenta. – Ele responde tirando os fones e apoiando–os no pescoço.
—Posso experimentar? – Pergunta Alois curioso.
—Tome, só não sai dando a loka se você não souber dançar.
—Por favor... – Alois cruza as pernas e dá uma voltinha. – Você sabe com quem você esta falando? – Bato no ombro do Sting para que ele não comece a rir novamente.
—Vai lá Onii–chan! – Ryuu contagiou o loiro com sua animação após ir para o colo de Hermione.
O fone, que parecia gigantesco, diminuiu e serviu certinho em Alois que logo nos primeiros segundos já demonstrou que adorava a musica que estava tocando. Parecia uma musica agitada, pois ele não conseguia parar de mexer.
E o pior, ele sabia mesmo dançar.
—Caminhando e dançando... – Cantarolou James, remexendo os ombros e fazendo Sting, Ryuu e Hermione rirem.
—Alois. – Shiro pegou o fone de volta, enciumado. – Já já te empresto de novo. – Diz o rei branco arrumando o aparelho de som magico ante os ouvidos.
Vi o pessoal logo a frente, rindo de nos todos.
—Parece que hoje vai ser um longo dia. – Sting comenta segurando a minha mão carinhosamente, com um sorriso travesso nos lábios.
—Espero que sim. – Confirmo olhando a felicidade dos menores que riam entre si.
Sting:
—Já pegaram as mesas? – Pergunto quando vejo Rogue em pé e com a expressão irritada.
—Eu já disse que não vou comer aqui. – Diz–me ele, com uma carranca.
—É o único lugar na cidade que vai deixar TODOS nos comermos em suas mesas. – Responde Yukino com uma expressão acusadora para mim:
—Não tive culpa se aquele maldito garçom serviu o meu prato errado – Bufo.
—Mas precisava tê–lo arremessado restaurante acima? – Mizuki dá a sua contribuição e Lucy manda–me um olhar feio.
—Certo, eu mudei. – Digo a loira, que bufa baixinho e coloca as mãos na cintura. Puxo–a para mim e beijo seus lábios carinhosamente para faze–la rir e consigo de imediato.
—Credo, que meloso. – O enjoado rei vermelho diz, com cara de nojo. Deve ser por isso que ainda esta solteiro, hohoho.
—Bem... – Nanami puxa Rogue pelo braço e o faz sentar. – Vamos comer gente. – Diz com um sorriso, tentando animar o dragão negro, que ainda estava de braços cruzados.
—Porque toda essa irritação, emo?
—Talvez porque estamos de frente para a Fairy Tail! – Ele termina batendo as mãos com força e fixo, imediatamente, meu olhar na pousada a nossa frente. Eu podia sentir o cheiro dele ali... E meu sangue ferveu de ira.
—Vamos embora! – Digo por fim, me levantando com ele. Escuto uma exclamação grupal por causa disso. – Eu não vou ficar nesse lugar. – Termino, saindo com o moreno ao meu lado, com as mãos nos bolsos. Os olhos dele brilhavam maquiavelicamente tensos.
—STING! – Lucy grita e quando percebo dou de cara com Laxus.
Será que é impressão minha ou a Sabertooth esta numa mare gigantesca de azar nessa cidade?
—Não basta a confusão que vocês arrumam naturalmente, precisam vir justamente a esse restaurante? – Diz ele e Lucy se entrepõe entre nos dois.
—Não, Laxus. Foi uma coincidência. – Ela diz, com a expressão calma. Vejo os olhos do loiro cintilarem.
—E eu já estava de partida. – Falo, abrindo caminho a força por ele. Laxus estende seu braço e não me deixa passar.
Rogue esta logo atrás de mim, mas não de notar o qual irritadiço estou. E creio que todos percebem isso, pois vem ao meu redor, tentando me acalmar.
—Não quero respirar o mesmo ar que vocês fada, deixe–me passar. – É o antigo Sting falando novamente, com a voz cheia de maldade e vaidade.
—Você acabou de beijar uma fada. – Laxus fala, em emoção.
—Ex–fada você quer dizer. – Rogue intervém, antes que eu soque Laxus.
—Laxus, já chega. – Lucy diz, lançado a ele um olhar reprovador. Percebo que ele deveria ter, ainda, algum tipo de afeição por ela e recua. Com isso, sou obrigado a expirar.
—O que esta acontecendo aqui? – Pergunta Lahar vendo a multidão reunida.
—Nada, cão do conselho. – Eu era praticamente o responsável por todo mundo, já que Hector e Minerva estavam completamente apagados na cama. – Apenas um mal entendido.
—Não parecia um mal entendido. – Por fim chega Jellal e puxo Lucy para longe deles, prevendo o que poderia acontecer.
Meu olhar dizia que era necessário ir para longe.
—Parece que você é meio cego por causa desse lenço na sua cabeça. – Mizuki fala, mas Sirene impede que ele fique ao meu lado.
—Já chega disso. – Nanami Lohr da um fim a tudo, puxando Rogue e eu para longe. – Estamos indo embora. – Ela me empurra para Lucy e agarra forte no braço do noivo, que mira–a levemente surpreso.
Aos poucos o pessoal vai indo embora e encaro o chão ao invés da linda loira a minha frente:
—Não tem algo para me dizer? – A voz dela é calma, mas quando olha sua expressão vejo o qual irritada eu consegui deixa–la.
—Desculpe?
—E?
—E eu prometo não bater em nenhuma fada perto de você? – Brinco de leve e ela bufa, me puxando para perto de Alois e Ryuu.
—Vamos, antes que você e o cabeça de raios ali destruam algo. – Tento parecer entediado com isso, mas sorrio. Que garota grossa.
—Sua grossa, precisa falar assim com o seu lindo namorado? – Provoco, fazendo a mesma continuar em silencio. – Luce?
—Calado, Eucliffe. – Silencia–me ela, direta.
—Mas para onde vamos agora? Eu estou com fome! – Alois balbucia, fazendo uma expressão faminta. Ao mesmo tempo, que o meu estomago e o dele roncam em uníssono.
—Será que vocês podem, um dia na vida, ser menos esfomeados? – Diz a loira de orbes achocolatadas, com o gato creme aos risos em seus braços.
—NÃO! – Reforçamos eu e o pequeno “deus”, completamente nervosos de fome.
—Vamos procurar um lugar bem longe e confortável, então. – Completa a maga estelar, para a nossa felicidade.
—E que tenha leite! – Ryuu completa, até então não dando sinais de sua insaciável vontade de tomar leite.
—YUPI! – Gritam os dois pequenos ao chegarmos no lago. E sim, eu estava carregando tudo.
—Aqui parece mesmo um bom lugar. – Lucy comenta, puxando os óculos escuros dos olhos.
—Vai ser aqui e pronto. – Completo, com o estomago roncando.
—Esta mesmo com tanta fome?
—Obvio que sim, não é blonde? – Vejo suas bochechas ficarem infladas de irritação e mostro a língua, casualmente.
—Vamos comer logo! – Ryuu fala, quase atacando a cesta na minha mão.
—Esta bem, só esperem mais dois minutos. – Expiro novamente, dando a cesta a loira ao meu lado.
Estendo no chão uma toalha vermelha xadrez e depois todos sentamos sobre ela. A visto do lago era realmente espetacular e o sol não parecia querer estar tão forte quanto nos outros dias.
—Hoje vai ser um dia agradável, apesar de tudo. – Comento, vendo os sorrisos de todos ao arrumarmos juntos as coisas na toalha.
—Claro que vai! – Alois diz animado. – Vamos ficar o dia todo juntos! Como faz tempo que não ficamos. – Ryuu concorda com a cabeça e não deixo de notar o sorriso terno de Lucy.
—Sim, podem apostar, seus fominhas. – A maga celestial diz, comendo um dos vários pedaços de bolo que eu havia comprado.
Lucy:
O café não poderia ser mais animado. Sting e Alois riem de qualquer que falam um ao outro, discutindo também sobre armamentos adequados para batalhas futuras e em grupo. Ryuu estava empoleirado no meu colo, hipnotizado pelo pirulito gigante e colorido que Sting tinha comprado de um vendedor há poucos minutos.
—Mas eu prefiro uma luta corpo–a–corpo, sabe. – Diz Alois por fim, quando começo a prestar atenção no que eles dizem. – Você mãe? Combate direto ou a distancia?
—Posso lutar de ambas as formas, dependendo do inimigo. – Respondo, vendo um sorriso casual e animado nos lábios de ambos os loiros e do gatinho.
—Digamos então que você é uma lutadora versátil?
—Pode ser que sim, Sting. Mas o seu estilo de luta é único. – O loiro segura a minha mão, quase se aproximando para me beijar.
—Mas e esse anel? – Ryuu interrompe o clima amoroso que se formava e o god slayer contem o riso ao ver a expressão do dragão branco.
—Tyler deu para mim. – Falo e percebo que Sting bufa levemente. Cutuco–o com o dedo e com isso ele sorri para mim. – É um anel especial, que muda conforme eu quero.
—Wow! A gente pode ver mãe? – Ryuu pergunta, já falando por Alois, que também estava com os olhinhos brilhando.
—Claro. – Me levanto, saindo de cima da toalha. As chaves vibram com isso, pois devem saber que eu estou prestes a usar Lancelot. – Lancelot: Vire um arco. – Ordeno, vendo o arco dourado aparecer na minha mão direita. Era majestoso, belo e suave:
—Incrível. – Alois diz, parecendo mais surpreso que o normal.
—Vamos ver se você atira bem mesmo... – Sting levanta, com uma laranja nas mãos. – Atire nela se puder, Lucy. – Diz e ajeito a mira. Conforme vejo seu movimento de flexão para jogar a laranja, estico o fio fino e dourado para ver uma flecha quase transparente tomar lugar nele. A fruta alaranjada voa para longe e disparo a flecha, sem errar o alvo.
—Yeah! – Comemora Alois, entusiasmado. – Isso foi demais! – Ele se aproxima, examinando o arco.
—Boa mira. –Sting completa, sorrindo. Percebo que ele parece incrivelmente satisfeito pela minha boa mira. – Agora talvez seja a minha vez de mostrar o quanto sou bom a você, Lucy. – Miro–lhe desconfiada e vejo suas mãos brilharem por chamas brancas. – Observem... – Ele junta as mãos e fecha os olhos, concentrado. Aos poucos ele descola as palmas e dali sai uma pequena ave branca, que voa ao nosso redor. É magnifico até de descreve–la.
—Simplesmente incrível. – Consigo dizer e percebo que ele se aproxima para roubar um beijo. Lancelot desaparece das minhas mãos quando Sting me carrega, segurando–me pela cintura e mirando–me de baixo.
—Eu sou incrível?
—Obvio que sim. – Ele me beija, sorrindo.
Toshiro:
Esse calor esta me matando.
—Então, onde vamos? – Pergunto, com Aoi nos meus braços. Kuro nos mirava hora ou outra, com desdém. Aoi respira fundo.
—Não sei, talvez tomar uma vitamina? – Sugere ela, vendo o clima nada amistoso entre mim e o rei negro. Avistamos Mana e Fumiko:
—Mana! – Chamo e ele sorri, vindo na nossa direção com o outro rei. – E ai Mana, onde estava indo?
—Tomar sorvete. – Aoi olha para mim e eu sorrio, confirmando com a cabeça.
—Vamos juntos então?
—Parece divertido. – Fumiko fala, puxando a rainha azul para si.
Ainda me pergunto quando a Aoi–chan vai escolher um deles dois. Ou talvez, se ela vai me escolher ou escolher ao Kuro.
—Toshiro... – Kuro estala os dedos na minha frente e pisco, notando que todos riam de mim.
—Ah... O que foi?
—Você estava sonhando, Shiro–chan. – Fala a mais nova de todos nos, aninhada nos braços do mais velho. Meu rosto ferveu de vergonha.
—Desculpe... – Mana sorri e vejo Kuro bufar pela minha falta de atenção. – Mas o que diziam?
—Estamos indo comprar sorvete. – Falou Mana, segurando a mão de Aoi e tento Fumiko com ela. – E vocês dois acham um lugar legal pra gente tomar, sabem que eu não gosto de lugares fechados e...
—Certo, eu já havia entendido. – O rei negro termina interrompendo o ruivo, irritadiço.
—Então estamos indo, não Kuro? – Pergunto e ele balança a cabeça afirmando, sem expressão.
O moreno vira de costas para mim e para os outros e sem falar nenhuma outra palavra caminha. Apresso–me para caminhar ao teu lado e depois de quase corrermos algumas esquinas vi algo que também o fez parar.
Vi e ouvi, quero dizer.
Era uma sinfonia calma, que fez os pelos do meu braço se arrepiarem. Como o vento que soprava ao meu redor, a musica também fez com que uma grande multidão parecesse para ouvi–la e com ela, Kuro.
Há anos eu não vejo ele dessa maneira.
É como se...
—Toshiro... – A voz dele é um murmuro dolorido, decidido e expressivo.
Os instrumentos consumiam tudo.
O órgão era tão alto, precisamente nesse segundo, que quase estou ficando louco, se eu não amasse instrumentos. Em seguida o coro e os violinos me deixam, sim, louco. É alucinógeno que alguém toque desse jeito. Tive que me controlar para não correr até eles, mas mesmo assim, caminhei em sua direção.
Aos poucos o som da musica foi difundindo e parou, os músicos me observando:
—Quer tocar? – O violinista pergunta e sinto meus olhos brilharem:
—Eu adoraria... – Confirmo, pegando delicadamente o instrumento de cordas finas e delicadas, de madeira firme e honrosa.
Ajeito o violino entre o ombro e o pescoço e respiro fundo, pressionando o arco com cuidado e tirei o primeiro acorde, meus dedos brincando com as cordas.
Aos poucos a musica fluía e me fazia viajar. Meu corpo e minha magia reagiam a ela, de maneira constante. Eu estava naquela musica e aquela musica estava em mim.
As minhas lembranças mais queridas vinham com suavidade, tomando aquele momento. Cenas de quando eu conheci Kuro e Mana, a primeira vez que eu andei de bicicleta ou usei magia. Meu primeiro beijo com o...
Por reflexo abro os olhos e eles vagueiam pela multidão, encontrando um par de ônix escuras mirando–me surpresas e felizes.
—Quero seus beijos, rei negro... – Cantarolo, sem voz, durante o fim da melodia. Assim que termino, abaixo o meu corpo numa vênia, ouvindo a explosão de aplausos para mim. Sorrio ao violinista que me emprestou o instrumento e o devolvo, desejando correr o mais rápido possível dali.
Ele deveria ter entendido o que eu falei! E agora?! O que farei?
Devo admitir, Kuro me deixa completamente louco. Tudo nele me excita de uma maneira estranha e meu corpo quase não se controla ao seu lado. É como se... Se os nossos poderes opostos nos atraíssem.
—Ah... Kuro–kun? – O moreno tinha o olhar vago quando chego perto de si. Ele pisca, mas depois sorri levemente.
—Precisamos conversar. – Ele fala, subitamente. Obvio que meu frágil coração juvenil pula de alegria.
Ele nunca quis conversar comigo, nunca falou isso.
Divago e ele me puxa pelo punho, correndo para um lugar qualquer. Sem palavras corro ao seu lado, percebendo que o aperto não sedia.
E de repente, ele para.
Miro o lugar que estamos e fico levemente surpreso. É um salão reservado até, mas esta fechado. Lacrado, na verdade.
—Venha... – Fala o rei negro, pulando a fita amarela que impedia que as pessoas entrassem. Mesmo receoso, eu faço o que ele manda e o sigo.
O lugar é mal iluminado, com as janelas fechadas e uma fina cama de poeira. As mesas e as cadeiras estão cobertas por um fino pano carmim delicado e aprecio isso. Devia ser um lugar incrível aberto.
Num solavanco, sou empurrado para tras, encostado numa das paredes cheias de poeira e preso pelo pulsos. Ofego, mirando a intensidade do moreno a minha frente:
—K–kuro... – Gaguejo e este desvia levemente o olhar.
—Você disse que queria. Agora vai voltar atrás Toshiro?
—Eu disse? O que eu disse? – Eu estava notavelmente confuso, ainda mais tão perto dele.
—Você disse que queria meus beijos... – Sussurra sensualmente, como só ele sabe e faz com que meu corpo quase se contorça de desespero.
—E–e eu quero... – Minha voz é fina e fraca, mas é o bastante para que ele comece a me beijar. Primeiro o meu pescoço é atacado por seus lábios e depois o meu queixo e bochecha direita. Meu coração pula.
—Quer mesmo? – Confirma ele, desaforado. Dessa vez, avanço em seus lábios para finalmente beija–lo como desejo há anos.
O molde de seus lábios vermelhos e endeusadores é perfeito com o meu fino e mortal. Se completam, misturam–se, contrastam–se. Mostram um desejo mais ou tão ardente quanto a própria carne que vibra na tensão das bocas e me faz ofegar baixinho. Faço de tudo para corresponde–lo, mas ele mostra–se o ativo da “relação”.
—Eu quero algo serio. – Disparo, quando nos separamos por falta de oxigênio. Ainda estou preso contra a parede, ainda sou seu.
—Eu também quero algo serio. – Responde, tornando intima a nossa aproximação, roçando seu quadril no meu. – E você será meu para isso. – Completa vejo que ele está tão ou até mais excitado que eu.
Tudo o que faço é sorrir e corresponder aos seus beijos.
Sting:
—Nossa, hoje foi divertido. – Estou carregando Alois, já que ele pulou o dia inteiro. Ryuu esta dormindo no colo da Lucy.
—Sim, incrivelmente divertido. – Lucy sorri e ainda estamos de mãos dadas.
—É, mas eu preciso ir para cama. – Murmura o pequeno loiro e o puxo–o ainda mais, já que ele quase cai das minhas costas.
—Já estamos chegando em casa, molenga. – Resmungo com um sorriso para a loira ao meu lado, que ria. Não sei se sou apenas eu, mas... Ela parece mais leve e ainda mais linda que antes.
Faltava apenas um quarteirão e estaríamos no quarto.
—Falta só mais um quarteirão Alois. – Lucy fala, segurando a mão do loiro.
—Vamos apostar? Quem chega antes. – Sugiro, vendo um brilho desafiador nos olhos da maga celestial.
—E o que teremos de pagar em troca?
—Eu só quero que você me beije quantas vezes eu quiser, poderá fazer tudo o que quiser comigo se ganhar. – Completo.
—O que eu quiser mesmo? – Vejo um sorriso anormal em seus lábios e dou o meu próprio malicioso. – Começamos já então. – Correu para longe, ainda equilibrando o gato creme nos braços. Ajeitei da melhor maneira que pude o god slayer e me pus a correr também. Porque minha tarde ia ser incrivelmente deliciosa se eu ganhasse.
E alias, eu sou muito rápido também.
Respiro fundo e em poucos segundos estou na frente da pousada. Miro a loira chegando, com passos calmos e tristes, ao perceber que eu havia ganhado.
—Você roubou... – Geme, fazendo um biquinho que eu mal consigo resistir.
—Vamos entrar, birrenta. – Provoco, subindo os degraus com animação e rindo da expressão furiosa que ela me lança.
Assim que entro me deparo com o casal mais, tirando eu e a loira, complicado da guilda: Hector e Minerva. Eles estão sentados numa mesa tomando suco juntos e comendo bolo de morango. Minerva observava Hector tentar arrumar as bandagens na sua cabeça, rindo dele as vezes.
—Olha, que bonito. – Falo como se fosse a Lucy, atraindo a atenção dos mesmos. Hector suspira e Minerva endurece a face – É bom vê–los juntos, meus irmãos. – Fico agachado, com um joelho no chão. Eles dois são a esperança da Sabertooth, diferente de mim, a sua destruição.
—Sting... – Lucy murmura e sinto Alois descer cambaleante das minhas costas, fazendo o mesmo:
—Eu ficarei mais forte. – Diz o pequeno. – Serei o deus mais poderoso de todos, unirei a todos, fortificarei o forte e levantarei o fraco. – Era como se fosse um juramento ante o mago mais forte daquela cidade.
Por fim, Hector gargalha de nos dois.
—Já basta. – Conclui ainda sorrindo – Estão malucos, seus loiros indisciplinados? – Aos poucos ele se levanta, com bandagens em todo o corpo. – Somos parceiros de guilda e não um exercito.
—Você é o mestre. – Fala Alois calmamente.
—Apenas em espirito. – Minerva falou, com um sorriso calmo. – Hector nunca se sentiu realmente como um mestre que deve dar ordens. Ele sempre pensou em todos nos como pequenas crianças que deveriam ser cuidadas e mimadas. – O leve desdém em sua voz faz Hector rir ao olha–la. Lucy estava em silencio.
—Gente... – A maga estelar fala.
Apesar de tudo, Lucy sempre foi o estopim das mudanças.
—E devemos te agradecer, Lucy. – Fala o moreno, não aguentando e sentando.
Tudo o que faço é ir rapidamente até a loira que começava a dar sinais que não aguentaria as inúmeras lagrimas em seus olhos. Aconchego–a ante mim, sua cabeça apoiada no meu peito e beijo seus cabelos por causa de seus soluços.
—Sim, obrigado Lucy. – Murmuro em seu ouvido vendo a mesma não aguentar mais e começar a chorar com vontade, estrondosamente.
A loira esta amuada nos meus braços, enquanto acaricio seus cabelos com sutileza. Alois dorme ao nosso lado, espalhado de maneira qualquer com Ryuu:
—Conseguiu se acalmar? – Minha voz é preocupada e densa, engasgada de nervoso.
—Sim... – Vejo um sorriso leve em seus lábios e beijo sua cabeça, também sorrindo.
—Você tem saudade deles não tem? Dos seus antigos amigos. – Obviamente doeu dizer aquilo. Era como seu eu me rebaixasse e mostrasse que sou pior que a Fairy Tail.
—Eu sinto saudade das meninas sabe? – Ela fala me cutucando, fazendo–me sorrir. – Tenho saudade da Wendy, da Erza e da Levy–chan. – Me sento.
—Você já pensou em voltar para a Fairy Tail Lucy? – Pergunto, sem mirar–lhe. Consigo escutar o seu coração acelerado.
—Sting...
—Eu não vou ficar bravo se você disser que não esta contente na Sabertooth, eu compreendo. – Suspiro, dolorido por ter dito as palavras que estavam martelando na minha mente. – E eu também não ficaria irritado se você disser que quer voltar para lá.
—Não ficaria?
—Não. – Confirmo – Não posso te obrigar a ficar aqui, mesmo querendo.
—E se eu voltasse? Como ficaríamos?
—Eu nunca desistiria de você Lucy. Mesmo que você voltasse para a Fairy Tail eu nunca deixaria de ama–la como amo. – Segurei sua mão e beijei–lhe os dedos, graciosamente. – Mesmo que significasse que eu teria que me mudar para perto de você ou sair momentaneamente da Saber... Mas nada disso importa. – Balanço a cabeça, perdendo–me nas paredes claras do quarto. – Só quero te ver feliz, Lucy... – A maga celestial me puxa para si, ficando abaixo de mim. Como fui pego de surpresa, meu primeiro instinto foi esticar meus braços e buscar apoio e estava com as mãos apoiadas justamente ao lado de sua cabeça. Porem, vejo o qual serena ela esta.
—Não precisa fazer isso... – Murmura baixinho, com uma leve coloração avermelhada.
—Lucy...
—Eu quero ficar na Saber... Quero ficar com você, Sting. Porque você me faz feliz. – Sou um idiota. Como pode sequer pensar que ela iria sair da Saber? É até engraçada a minha falta de confiança. – Você é o único... – Vou me aproximando devagar, roçando nossos lábios com postura e jeito; Com as línguas entrelaçadas em malícia desordeira e de criança. De coisas frágeis que não se podem contar.
O Firmamento de nossos sentimentos faz–me ter certeza de que, mesmo não querendo ou por acaso, fomos destinados um ao outro.
Esta escrito, tenho certeza.
Quando o errôneo destino traçava seus inóspitos caminhos decidiu colocar–me ao lado desse anjo celeste que chamaram de Lucy.
—Nunca mais diga isso, entendeu? – Fala, me deixando surpreso. – Nunca mais diga que ficaremos de algum modo separados. Nunca... – Assinto, sento acolhido em seus braços, deitando a minha cabeça em seu ombro:
—Nada disso importa. – Termino de olhos fechados, sentindo o seu carinho aos passar as mãos no meu cabelo.
Toc Toc.
—Sting. – Chama Aoi do outro lado da porta. – O pessoal esta lá embaixo reunido. Pediram para chamar vocês dois.
—Obrigado, Aoi. Logo desceremos. – Suspiro, levemente entediado pelo que teria de fazer. Aos poucos vou levantando e puxo Lucy comigo, já que ela começa a fazer manha.
—Eu não quero descer, quero ficar com você aqui na cama. – Resmunga e sinto o mesmo sentimento. Era realmente viciante ficar ao lado dela nessa cama confortável.
—Vamos, depois eu trago você para ficar deitada do meu lado, entendeu? Também não quero demorar. – Estou de pé, arrumando as roupas amarrotadas. Ela faz o mesmo na cama.
— Você vai me trazer mesmo, entendeu? – Ela se levanta, se aproximando e beijando meus lábios com rapidez e ternura.
—Claro. – Seguro a sua mão.
Então, nos dois descemos as escadas juntos, mirando–nos um ao outro com carinho e sono.
E eu percebi que algo realmente ruim estava acontecendo.
—Olha isso! Não acredito! MANA TIRARAM UMA FOTO SUA! – Olho a Lucy e ela parece surpresa.
—COMO É QUE É?!
—TIPO, UMA FOTO SUA DORMINDO! – Kuro grita rindo, com todo mundo. Obviamente desço as escadas correndo:
—O que é isso?! Deixe–me ver! – Exijo e vejo uma foto do rei vermelho. Ele estava sentado numa das mesas da pousada mesmo, mirando a janela e dormindo sobre a mão. Ao lado da foto um pouco sobre ele, suas manias e etc.
Estou chocado a ponto de rir como o Rogue bêbado com a Nanami fazendo um Strippe para ele.
—Minha nossa! O que é isso?! – Lucy agarra a revista e tras para perto de mim, folheando–a e notando apenas os magos da Saber nela. Ela folhe–a tão rápido e quando para percebo sua expressão chocada. Somos nos dois.
—Somos nos dois! – Falo, exasperado. Na verdade, minha foto era sensual. Eu estava apenas com a camisa branca fina, sem o terno e com o cabelo jogado para trás de maneira volumosa. Rio da expressão da minha namorada ao notar que muitas garotas, e talvez garotos, iam ficar loucos me vendo daquele jeito.
—Sting!
—Eu não tenho culpa se ele tirou essa foto!
—Mas precisava estar tão sexy?! – Sou pego de surpresa e coro. É estranho ainda ficar vermelho desse jeito. Percebi também que haviam outras fotos minhas, como uma minha com a Lily e uma minha lutando contra Kagura. Olhei para a próxima pagina e fiquei contente. Uma coletânea de todos da loira. Apesar de... Porra! Todas as pessoas do reino estão vendo a Lucy do seu jeito mais sensual e selvagem.
—E você vem falar de mim, sua desumana! Olha como você esta linda nessas fotos! – É a vez dela corar e Rogue retira a revista de nossas mãos.
—Tem uma foto nossa Nanami! Olhe isso!
—Você estava muito lindo, amor. – Comenta ela vendo a expressão assustada do moreno.
—Nanami!
—Tem uma edição falando só sobre a Lucy e o Sting! – Eu vou atrás da revista, pegando–a e vendo uma foto nossa ainda daquele dia, que estávamos sentados comendo juntos a frente do lago. Tinha uma foto minha beijando a mão da Lucy ontem e depois outra com nos dois de mãos dadas. Outra foto mostrava o nosso beijo e mais outra comigo levantando–a depois de ganharmos o primeiro desafio.
“Depois da sua turbulenta(ou não) saída da Fairy Tail, Lucy Heartfilia aparece nos jogos mágicos como uma tigresa pronta para dar o bote como parceira de ninguém mais ninguém menos que Sting Eucliffe, o arquirrival de Natsu Dragnell. Juntos, eles disputam a primeira prova e ganham, sem esforço. A felicidade em seus rostos demonstra, como também o jeito que ambos se olham, como seus corpos trabalham em sintonia, o qual apaixonados eles são um pelo outro.
Parece também que a Fairy Tail não aprova a renuncia da maga dos espíritos e a então chegada dela na arena comprova isso. De fato, Sting também estava lá para acalma–la ou ser acalmado.
Sting e Natsu parecem desejar a loira, mas um tem o lugar certo em seu coração e parece que o loiro ganhou essa disputa.
É o que dizem... Sorte no amor, azar nas lutas.”
Leio esse pequeno pedacinho e sorrio levemente para a loira que lia comigo. Eu conseguia imaginar a expressão do Dragnell ao ler aquilo. Ele irá ferver por dentro! He–he.
—No que você esta pensando Sting? – Fala Lucy com sua melhor expressão confusa.
—Em como o dragão de fogo vai ficar bufando. – Comento em seu ouvido, provocando–lhe risos.
—Sim, é engraçado de se imaginar.
Virei a pagina e para minha surpresa também tinha algo sobre Nanami e Rogue. Era algo sobre a batalha que eles tiveram, como era surpreendente que a pequena Lohr estivesse com o Cheney e como eles ficavam bonitos juntos.
—Que tal darmos uma volta Rogue? – Pergunto, vendo o qual irritado ele estava. Parecia pronto para matar alguem por ter sido exposto dessa maneira.
—Para onde? – Range os dentes.
—Vamos jantar em um restaurante perto da pousada mesmo, ir muito longe é chato.
—Tudo bem Nanami? – Pergunta e a maga das flores assenti, sorrindo.
—Lucy?
—Vamos logo, vai. Deixem que nos arrumemos, então. – Falou ela, puxando Nanami para o andar de cima. – Ah, Sting... Chame o Rufus e a Mi–chan, diga que iremos conversar sobre amanhã. – Balança a cabeça afirmando, com Rogue fazendo o mesmo.
—Rufus, Minerva. – Falo alto o bastante para que eles escutem mesmo na bagunça da guilda. – Na frente da pousada, em meia hora. Estejam prontos para irmos jantar. – Obvio que eles entenderiam que era necessário conversarmos depois desses últimos dias. Subo as escadas com Rogue ao meu lado. Pretendo me aprontar com ele.
Lucy:
Muita coisa aconteceu em apenas seis dias de jogos. Muitas lagrimas e sangue foram derramados dentro e fora da arena. Sentimentos de desespero e ira eram perpétuos e quase em sentido na hora das batalhas. Tudo se resumiu a ganhar.
Não posso dizer que passei bem esses dias de jogos, porque, de fato, eu sofri diversas emoções e sensações neles. Do amor a loucura, tendi a ser influenciada e creio que toda a equipe da Sabertooth também.
—Lucy? – Miro o loiro ao meu lado, que tinha a mão esquerda sobe a minha cabeça. Estávamos a caminho da arena no ultimo e tão esperado dia, onde iramos reconsagrar a Sabertooth.
—Sting. – Sorrio ao ver a sua expressão confusa.
—Eu vi as engrenagens na sua cabeça... Sobre o que estava pensando?
—É a batalha final. – Comento, vendo ainda serio.
—É... Hoje vai ser divertido.
—Seu senso de humor ainda me assusta Sting. – Falo e ele ri levemente, puxando–me contra si no meio da rua. Estou tão perto dele que é sufocante. Rouba–me um beijo pedinte, demorado e simples, para depois puxar–me pela mão de volta pelo caminha até a arena.
Uma das maiores mudanças, talvez, tenha sido o meu relacionamento com Sting. Nesses últimos dias ele provou–me que pode ser frágil, decidido, imaturo, neurótico, ciumento, grosseiro, carinhoso, protetor, insano, apaixonante, diabólico e analítico. Mostrou–me um lado seu que nem eu mesma sabia que existia. E enfim, graças aos reis dos celestiais, eu conheci o verdadeiro Sting Eucliffe e o verdadeiro Sting Eucliffe conheceu a verdadeira Lucy Heartfilia.
—Lucy–chan! – Nanami fala, esperando–nos na ultima esquina antes da entrada das equipes.
—Nana–chan! – Aceno, puxando Sting, dessa vez, caminhando rapidamente até ela e o moreno. A garota usava um vestido rosa claro, combinando com o chapéu e luvas. Estava de sapatilhas e segurando um guarda–chuva transparente de renda branca. Rogue usava roupas negras, com uma calça jeans da mesma cor rasgada nos joelhos e coturnos completando o look. Sting usava roupas sensuais, até. Vestia–se com uma blusa branca e um colete negro por cima. Estava com um sapa tênis creme e uma calça jeans clara. Por fim, usava óculos escuros. – Rogue–kun!
—Bom dia Lucy, Sting... – Fala o moreno, pois não havíamos nos visto no desjejum. Pelo que James falara, Rogue estava tentando convencer Nanami a algo e não estava surtindo o efeito que ele queria.
—Bom dia! – Falo sorrindo.
—E ai? Prontos para lutar?
—Sim, de acordo com o plano. – Falou o moreno com um sorrisinho incomum.
—Então ótimo. – Termino, já que muitas das ideias haviam sido minhas. – Minerva e Rufus já estão na arena?
—É possível que sim. Koichi fez uma previsão pela manha e disse a mim que seus palpites estavam certos Lucy. Eles devem ter ouvido e vindo o mais rápido possível para a arena.
—Fico feliz de ter acertado. – Sting balança a cabeça assegurando que sentia–se do mesmo jeito.
—Vamos, então?
—Sim. – Respondemos, nos pondo a caminho da arena o mais rápido possível.
A arena fervia de gente no ultimo dia. As equipes estavam reunidas todas juntas, como no primeiro dia, dentro da mesma.
Sting e Rogue estavam encostados sobre a parede na lateral esquerda da arena, onde a Sabertooth estava sentada. Minerva e eu estávamos em pé e Rufus estava concentrado lendo, de costas para tudo e todos os outros competidores.
—COMPETIDORES! CHEGOU O GRANDE DIA! – A locução fez a plateia ir a loucura, mas eu apenas suspirei, cansada de tudo. – VEJAMOS O QUE VEM ACONTECENDO DESDE O PRIMEIRO DIA! COMEÇANDO COM O PRIMEIRO LUGAR: SABERTOOTH.
“Lucy Heartfilia... Minerva... Rogue Cheney... Rufus Lohr e Sting Eucliffe.
Cinco nomes que serão gravados para sempre na historia dos jogos mágicos. A equipe mais organizada a ser reunida transparece, até então, no primeiro lugar. Lucy Heartfilia deixou a Fairy Tail e juntou–se aos tigres. De um ano para cá, mostrou aos seus antigos companheiros o qual forte poderia ser como um tigresa ou melhor, como a renascida Lucy. Minerva também não deixou de ser esquecida. Logo na primeira batalha do primeiro dia derrotou Jura e garantiu a liderança quase suprema de sua guilda até os próximos três dias. Rufus Lohr e Rogue Cheney fizeram batalhas estupendas e bem feitas, mas o surpreendente mesmo foi o capitão da equipe, Sting Eucliffe.
Eucliffe surpreendeu a todos com a sua determinação e trabalho de equipe com a dita Heartfilia. Ganhando todas as lutas que enfrentava, deixou–se levar pelo pranto e chorou no meio da arena, depois de uma fabulosa e mística batalha. É de fato, o mago mais surpreendentemente estranho de toda a competição. O notório, porem forte, Sting Eucliffe.”
—Linda homenagem. – Falo, vendo–o se aproximar de mim.
—Sim, mas ela não importa. Tudo o que me importa é você.
—Lindo isso... – Falo por fim, dando–lhe um beijo rápido em sua bochecha.
—Parece que vão começar a falar das fadinhas... – Comenta Rufus, com o seu livro já fechado.
—Minerva, que festa Hector pretende dar para nos? – Pergunta Sting, com um sorriso travesso.
—Não sei, mas ele não vai querer deixar essa vitória passar em branco. Por isso, preparem–se para A festa.
—Fico com medo escutando isso. – Rogue fala por fim, fazendo–me rir pela sua expressão.
—E o casamento? – Pergunta Minerva a ele, causando–lhe uma leve coloração avermelhada:
—Estou pensando em fazer uma surpresa para a Nanami.
—Que surpresa? – Pergunta Rufus.
—Uma do tipo que a faça ficar ainda mais sorridente...
—Dê uma casa para ela. – Fala o loiro de chapéu. Os olhos do moreno se iluminaram:
—É uma ótima ideia... – Percebo que ele vai mesmo comprar uma casa e das grandes ainda.
—Pague a casa que eu pago o casamento. – Rufus fala e o outro estende–lhe a mão.
—Trato feito.
Aos poucos ficamos conversando sobre tudo que não tivesse relação com a competição. Falamos sobre magias desconhecidas, sobre lugares para serem visitados e missões estranhas que já tínhamos pegado. De vez em quando, Sting fazia a todos rirem e provocava olhares dos adversários por estar comigo a sua frente. As vezes soprava ar no meu ouvido apenas para provocar como queria e me fazia rir com algumas palavras bobas.
—Parece até que estão casados. – Fala Minerva, mirando nos de mãos dadas e entrelaçadas com cuidado.
—Juro que só toquei nos lábios e na cintura dela. – Sting fala e sinto meu rosto ficar vermelho.
—Sting! – Todos começam a rir de mim.
—É a verdade! Fiz algo mais que abraça–la?
—Obvio que não!
—A Lucy ainda é tão ingênua. – Comenta Rufus, passando as mãos sobre o cabelo desgrenhado pelo vento.
—Não sou não! – Falo, fazendo bico.
Sting é o que mais ri, puxando–me para ainda mais perto de si, colando–nos mais que chiclete no pé durante um sol quente. Por fim, quando esta tão vermelho e sem ar quanto Rogue colocou o rosto em meu ombro, para conter o ar que resistia a não sair. Aos poucos, também pude sentir seus lábios mordicando levemente a minha pele e me fazendo ter leves arrepios.
—Quanto tempo mais ficaremos esperando? – Minerva pergunta, encostando–se ao nosso lado. Sting mira–lhe por alguns segundos e suspira, para depois olhar para o nada:
—Talvez mais alguns minutos. – Fala por fim ele, com um ar cansado.
Na verdade, eu mataria para estar em casa, apesar de tudo.
—Nunca pensei que diria isso, mas, que saudade de Fujima. – Rufus fala e sorrio, assentindo.
—Sim, que saudade do nosso lar.
Minha voz sai tão melancólica que Sting ronrona algo no meu ouvido. Rogue esboça um sorriso calmo e Minerva assenti levemente com a cabeça, assistindo a retrospectiva da ultima equipe.
—COMPETIDORES PREPAREM–SE PARA O ULTIMO DESAFIO DESSES JOGOS MAGICOS. NA PRIMEIRA PARTE TEREMOS O BLOCO 1, COM AS EQUIPES IMPARES E O BLOCO DOIS COM AS EQUIPES PARES. – Suspiro levemente, vendo os nossos adversários.
1° Lugar
Sabertooth
85
2° Lugar
Fairy Tail A
80
3° Lugar
Fairy Tail B
75
4° Lugar
Lord Dragon
75
5° Lugar
Mermaid Hills
70
6° Lugar
Lamia Scare
65
7° Lugar
Pandora Hearts
65
8° Lugar
Blue Pegasus
40
Vamos pegar a Fairy Tail B, a Mermaid Hills e a Pandora Hearts logo de quebra. Mas pelo menos só a Kagura, o Laxus, o Gazille e a Mira vão ser problemas para nos.
—Logo de quebra, Fairy Tail B. – Comenta Rogue com desdém e não sou eu que vou negar que ele esta certo. Pegar a Fairy Tail logo de cara numa final é dose.
—Esta com medinho é Rogue? – Brincou Sting, fazendo–nos rir. O moreno o fulmina com um olhar severo e denso:
—Muito engraçado.
—Se seguirmos a estratégia tudo vai dar certo. – Fala Minerva com um sorriso elegante e polido.
—Confia na minha namorada uma vez, seu emo vadio.
—Eu confio, mas as circunstancias mudaram.
—Nem tanto na verdade. – Falo por fim, vendo seus olhares pairarem em mim por alguns instantes. – Iremos enfrentar os ganhadores do Bloco 2 certo? A Fairy Tail vai lutar com tudo se ganharmos e dai teremos de nos enfrentar.
—O problema não é necessariamente esse Lucy, é o fato de nos desgastarmos para ganhar dessas equipes.
—Deixe comigo, Rogue. Eu dou um jeito. – Pisco para ele e Sting ri levemente, virando–me para estarmos frente a frente.
—O que pretende blondie?
—Se–gre–do. – Soletro e ele une nossos lábios, para que eu ceda e conte. Mas isso não vai acontecer.
—Conte–me...
—Nada disso! Rufus, socorro... – Brinco, virando e olhando o mago das memorias que sorria com aquilo.
—Vai ficar pedindo ajuda para os outros é? Ficar escondendo essas coisas de mim? – Numa velocidade incrível estou contra a parede e Sting sussurra no meu ouvido. Não deixo de expirar densamente, com o calor subindo ao rosto.
Fecho os olhos depois de cinco segundos e sinto seus lábios contra os meus, abrindo passagem de maneira forçada e dura, naturalmente selvagem e delicioso como ele sempre era. Seus lábios eram ferozes como os de um verdadeiro tigre.
—Sei o que você vai fazer... – Diz–me baixinho, entre beijos. – Então, faça o favor de faze–lo direito. – Assenti com a cabeça, com um sorriso calmo para o loiro que me olhava preocupado. Novamente beijo–o, com elegância de uma princesa recém casada.
—Obrigado pelo apoio, Sting... – Termino para que ele enfim se afaste, levemente carrancudo pelo fato de eu ser novamente muito arriscada. Ou melhor, arriscar a minha vida mais uma vez.
—COMPETIDORES DO BLOCO 1, POR FAVOR, FIQUEM NA ARENA. COMPETIDORES DO BLOCO 2, VOLTEM AOS SEUS RESPECTIVOS LUGARES. – Diz o locutor e toda a equipe demora seu olhar em mim. Assinto mesmo sem perceber o gesto e fecho os olhos, praticamente conversando comigo mesma.
“Passamos por coisas difíceis... Eu fiz coisas a vocês que me arrependo profundamente, mas agora, mais do que nunca, preciso de seu apoio... Preciso de cada um de vocês meus espíritos...
Meus irmãos...”
Sinto meus pés serem tirados do chão.
Abro os olhos com surpresa e vejo que Sting é quem estava me levando até o centro da arena onde todos estavam para ouvirem as regras diretamente do próprio juiz. Apesar de constrangedor, deixei que ele me levasse.
Era bom tê–lo ao meu lado, mesmo que por poucos segundos antes de eu começar a lutar para valer.
Sting:
“Lucy Heartfilia.
O maior problema de Sting Eucliffe.”
Era isso que deveriam colocar sobre os nossos nomes, dessa respectiva maneira.
Cara, eu amo demais essa garota. Amo tanto que doi saber que ela esta arriscando a sua vida por toda a equipe, que ela quer, mas do que tudo, fazer–nos ganhar.
—Sting? – Chamam Minerva e Lucy, percebendo o qual distraído eu estava.
—Oh... O que foi?
—Você estava quieto... Sem falar nada ou...
—Piscar. – Termina Lucy, com bastante drama. Rio da sua expressão e a morena me acompanhada, levemente surpresa por estar rindo tão facilmente:
—Não posso pensar ué?!
—Você pensando? – Rufus começa a rir de mim com Rogue e depois, percebo que toda a equipe tira sarro de minhas palavras.
—Conta outra, Sting. Essa lorota de estar pensando não lhe cai bem. – Rogue fala, divertido.
—Pensem o que quiserem, seus inúteis. – Cruzo os braços, irritado. Ouço passos e depois vejo a Lucy me abraçar por trás, para me fazer sorrir:
—COMPETIDORES ESCUTEM AS REGRAS DESSA PRIMEIRA ETAPA. POR CAUSA DAS BATALHAS DURANTE OS OUTROS CINCO DIAS DE COMPETIÇÃO, DECIDIMOS QUE OS JUIZES PARARAM AS LUTAS QUANDO ACHAREM NECESSARIO. OBTIVEMOS MUITAS RECLAMAÇÕES DA FAIRY TAIL E DA PANDORA HEARTS SOBRE ALGUNS ACONTECIMENTOS E POR ISSO, A SABERTOOTH TAMBÉM DEVE ESTAR SENDO AVISADA QUE NÃO DEVE DEIXAR SEUS ADVERSARIOS MAIS QUE INCONSCIENTES. – Só porque o Mizuki quase matou o cara que falou que já tinha pegado a Sirene escondido não quer dizer que sejamos muito violentos. Bem... Eu fui bonzinho com a Kagura e Rogue foi mais que amigável com Gazille e Laxus. – MAS APESAR DISSO TUDO, DESEJAMOS A TODOS UMA BOA BATALHA E QUE NENHUM DE VOCÊS SAIA MACHUCADO. – Ele termina olhando a Lucy e isso me dá nos nervos. Como ele ousa olhar para a minha namorada tão descaradamente?!
—Humpt. – Resmungo, irritadiço, porem que faz todos da equipe rirem.
—Sting esta irritado porque não vai poder ser punido por excesso de violência. – Miro o loiro de olhos castanhos e levemente dourados e azulados (?) para fulmina–lo com gosto.
—Você pegou pesado Rufus. – Fala Minerva, sem tirar os olhos de mim.
—É. – Confirmo, arqueando uma das sobrancelhas.
Percebo levemente as guildas cochicharem e voltarem seus olhares para nos. Alguns tentavam planejar algo, enquanto outros se comunicavam com o olhar. Apesar de tudo, sou bom o bastante para ignora–los.
—Pronta Lucy? – Minha voz é ansiosa e ao mesmo tempo tem uma pontinha de malicia. Percebendo o que eu queria dizer, ela apenas mexe a cabeça assentindo:
—Mais que tudo. – Vejo as suas chaves e fico feliz por ela ser tão forte. Ficaria bem mais nervoso se ela fosse fraquinha, mas nem nisso ela me insatisfaz.
—Vai mesmo fazer isso Lucy? – Pergunta Rogue, talvez até tento uma ideia vaga do que a maga estelar poderia fazer.
—Você nem sabe o que eu vou fazer e já esta querendo me amedrontar, Rogue–kun? – A loira satiriza, talvez para ficar menos nervosa.
—Não é isso. Estou apenas confirmando que você quer mesmo fazer isso.
—Eu vou fazer isso, Rogue. – Responde ela, notoriamente, convincente.
—Então o que precisaremos fazer? – Indaga Minerva, antes de mim.
—Conseguem segurar uma barreira magica?
Nesse segundo nos rimos tanto dela que esta ficou vermelha de raiva.
O que foi? Ela foi bem bobinha perguntando isso pra gente não foi? Fala serio...
—COMPETIDORES! TODOS PRONTOS?! – Lucy levanta as mãos com animação, exalando uma alegria estranha para mim. – ENTÃO COMECEM! – Em questão de segundos, todos os competidores vieram na nossa direção e, principalmente, na da Lucy. Tudo o que fiz com Rogue foi protege–la enquanto as suas chaves gritavam para serem usadas. Vi um brilho dourado forte e vi duas das chaves mais importantes para a Lucy: Gemini e Leo.
—Gemini! – Exclama a maga, quando bato no idiota do Dante. Quando dou por mim, tem duas Lucy’s ao meu lado, uma com roupas de batalha e outra vestida de princesa. Certo, uma Lucy princesa é tão boa quanto uma Lucy guerreira. Loki esmurra um idiota que tenta tocar em Gemini e depois abaixa para que eu termine o trabalho, jogando o idiota longe. – Loki! É a sua vez.
—Sim! Regulus! – O espirito de leão brilha sobre nós e abaixo, com Rogue, para não ser atingido pelo raio alaranjado lançado pelos três.
—AGORA! – Grita Lucy e sinto palavras nas minhas mãos, não me pergunte como, mas as ergo e fixo a barreira que prende a todos os nossos inimigos.
Meu corpo fica paralisado por alguns minutos. Miro levemente a Lucy, ela esta resplandecente, motivada e heroicamente fabulosa. Exala uma aura feminista e divina.
Leo segura suas mãos, fazendo–a sentar calmamente e as chaves flutuam ao seu redor e um a um, seus espíritos vão aparecendo.
Noto, por reflexo que alguns espíritos estão diferentes da ultima vez que os vi. Aquarius por exemplo, não era mais uma sereia. Estava com uma aparência normal, com os cabelos presos numa trança longa e uma espada gigantesca em suas costas. Notei nela algo que não podia desperceber: Na bainha de couro negra estavam as letras “TV”. Ou melhor, as iniciais de seu Rei, Tyler V. Aries estava usando uma regata rosa e uma saia clara com botas até as coxas. Pix usava uma roupa branca com uma capa vermelha, com botas negras. O espirito de Touro era humano juntamente com o espirito de Sagitarius.
Os outros estavam normais, apesar de parecerem muito mais fortes.
—Oh noite negra... – O dia torna–se escuro e as estrelas do céu ressoam – Iluminada pelo zodíaco completo. – As estrelas do céu brilham juntamente com as suas chaves, tamanho o clamor de sua maga – Desperte em mim, simples mortal; – Lucy... Não me diga que você vai... – O poder para dominar mundos e antes que a ultima estrela perca seu brilho... – Tento parar de olha–la, mas seu brilho é tudo. É como se eu não fosse nada ao seu redor, que o universo todo se ajoelhasse ante a maga dos espíritos mais poderosa de todo o reino – Eu ei de comtemplar o poder dos doze cavaleiros celestes. – Percebo o qual poderoso é o ataque quando sinto meus próprios joelhos tremerem e se fixarem ainda mais no chão. Lucy esta de olhos fechados, de mãos dadas com todos os seus queridos espíritos. Não vejo o ataque. É tão rápido e forte que só sinto a explosão quente na minha pele.
Meus olhos demoram a assimilar a cor vermelha misturada com a cor creme da poeira do chão que quase não me deixa enxergar. Levo alguns minutos para notar que a Lucy ainda estava em posição de ataque e vejo o porque.
Laxus, Gazille e Mirajane eram os seus motivos. Apesar de que, se Kagura quisesse eu também teria que lutar:
—Para trás... Eu vou resolver isso... – Fala a loira, quando eu já começava a me levantar. Percebo que Gemini, sem transformação também mudou. Ele tem a forma de dois garotos ruivos, da mesma idade de Alois, e tem adagas douradas nas mãos.
—É, Eucliffe, não se intrometa. – Falou o gêmeo da direita.
—Não interfira na batalha dos espíritos – Falou o da esquerda.
—Sinto muito, Sting–kun. – Por fim, disse–me Leo ao lado da loira que nem sequer me olhava mais.
Pisquei e houve um raio por todo o lugar. Pisco novamente e vejo um espirito totalmente de negro acabando, com extrema facilidade, com os dragon slayers e Mirajane:
—Já chega... – Sussurrou Lucy a ele, com uma expressão entristecida. Estou petrificado quando sinto que seus poderes são praticamente iguais aos meus. Quando vejo seus olhos, tenho uma vertigem, pois eles são quase que totalmente idênticos aos meus. Noto que seus cabelos eram negros e que tinha asas escondidos sobre o espesso casaco de couro.
—Desculpe, Lucy–neesama. – Fala ele elegantemente, mas sua voz é rude. Faz meu corpo ter uma estranha sensação de gastura. Rogue estava da mesma maneira.
—Obrigado... – Falou Lucy por fim, tocando–lhes as mãos. Desapareceu em seguida, sobe fumaça negra.
O estádio estava em silencio. Chocado pela performance da Heartfilia e depois desse choque começaram a gritar ferozmente o nome da loira:
—MINHA NOSSA! LUCY HEARTFILIA DERROTOU TODOS OS ADVERSARIOS DO BLOCO 1! A FORÇA DA MAGA CELESTIAL É INSUPERAVEL! NEM MESMO OS MAGOS DA FAIRY TAIL B FORAM PAREO PARA ESSA LOIRA! A SABERTOOTH AVANÇA COM FORÇA TOTAL PARA A PROXIMA FASE! – Relaxo.
—Isso Lucy–nee! Você conseguiu! – Os espíritos correram até ela, dando–lhe um abraço grupal caloroso e triunfal. Levanto por fim, extasiado pela vitória do esforço dela e sorrio, vendo que a mesma ria para não derramar lagrimas naquela hora. Aos poucos todos os espíritos vão desaparecendo e esvaindo–se em fumaça dourada e branca.
Por um segundo, vejo os soluços transparecerem no peito da maga estelar e me aproximo, dando–lhe um abraço apertado. Os soluços são mais constantes e duradouros.
—Tudo bem... – Suspiro beijando em seguida seus lábios. Eles se encontram com um desespero mutuo, cheio de um desejo que não nos era comum. – Não consigo descrevê–la nesse momento... Mais que incrível. Estupenda! Magnifica. – Elogio e ela sorri, limpando as lagrimas teimosas que caiam. Beijo sua bochecha calmamente – Eu te amo, entende? Nunca pararia de elogia–la.
—Idiota! – Termina ela, entre risos desengonçados:
—Muito bem Lucy! – Rogue vem até nos e dá um abraço forte na loira, erguendo–a do chão. Apesar de ele estar noivo, mirei bem as suas mãos pervertidas e malignas no corpo da minha namorada:
—Foi muito bem, Lucy. Mostrou a todos o qual forte uma tigresa pode ser. – Minerva fala, piscando levemente.
—Digo o mesmo, mas sem a parte da tigresa. – Rufus diz e sorrio com a sua expressão.
—Obrigado pessoal. – Fala levemente ingênua.
—Vamos subir, vamos... – Puxo–a para mim, subindo as escadas com calma. Mas mesmo assim... Aquele espirito tinha mexido comigo de maneira intensa. É quase como se... Eu tivesse sentido a presença de Weisslogia nele, mas também não sentia–a totalmente. Era inconstante, apesar de tudo.
Apesar disso, consigo sorrir a ela.
Erza:
Não pode ser!
Aquilo não podia estar acontecendo!
—Jellal! – Chamo, mas ele não esta em condições de me responder. Machucado e inconsciente, ele jaz na cama, gemendo bastante. – Jellal... – Sussurro por fim, abismada pela seriedade de seus ferimentos.
—Doi demais Erza... – A voz dele é preenchida pelas lagrimas doloridas que escorrem sobre seu rosto. Tudo o que faço é encostar sua testa na minha, tentando acalmar os soluços que me angustiam:
—Shii... Vai ficar tudo bem, Jellal. – Termino dando–lhe um beijo calmo nos lábios para depois notar Levy entrando correndo e se jogando sobre a cama de Gazille:
—Gazille! – A maga das palavras mostrava o qual desesperada estava, gemendo e chorando até que o dragon slayer de ferro lhe suspira:
—Tudo bem Levy... Eu estou bem... – Apesar de estar muito mais machucado que o Jellal, Gazille parece mais preocupado com Levy do que consigo mesmo. Ele parece sentir mais dor vendo suas lagrimas preocupadas do que recebendo dois ataques extremamente poderosos e mortais.
Viro para o outro lado e vejo Laxus e Mira. Ele estava mirando a maga de cabelos prateados, que jaz inconsciente ao seu lado. Ele estica seu braço e junta suas mãos, para depois fechar os olhos com força por causa da dor.
Poluschka–sama estava cuidado da Juvia primeiro. Gray estava praticamente plantado em seu lado, desesperado. Ele tinha os olhos fixos na azulada que jazia inconsciente devido aos seus ferimentos.
—Vocês estão bem?! – Wendy não consegue acreditar, como eu e Gray, que apenas a Lucy fez todo esse estrago com as equipes. Nem mesmo Sting ou Rogue levantaram um dedo para ajuda–la.
—Wendy... – Natsu a carrega, impedindo–a de ver o estado lastimável dos nossos companheiros. – Precisamos ir.
—Natsu–san... – A pequena entende, derramando algumas lagrimas ao colocar seu rosto entre o pescoço e o cachecol do mago do fogo.
Miro Jellal para ver a sua expressão dormente. Beijo seus lábios e sussurro um rápido “Eu volto logo” para depois me reerguer e caminhar até a equipe. Gray colocava seu colar em Juvia e Lisanna ajeitava os cabelos desarrumados da irmã. Por fim, todos caminhamos até a nossa batalha, sendo parados pelo mestre e pela primeira.
Sting:
Os últimos quinze minutos fora da arena foram especificamente quietos entre a equipe. Todos miravam curiosamente o futuro vencedor e suas habilidades a serem desempenhadas contra nos dali a poucos minutos.
Eu iria enfrentar o Dragnell e iria mostrar a ele o qual forte fiquei. Descontaria também o que ele fez a Lucy.
—Koichi falou algo além da previsão certa da Lucy?
—Falou que você deverá ter discernimento no momento certo. E que deverá escolher entre Lucy e Minerva quando for a hora.
—Escolher... Entre a Lucy e a Minerva? – Engasgo e a maga estelar segura a minha mão com força:
—Não sei do que pode ser, mas, por favor, Minerva não esta em condições de lutar Sting...
—Eu sei disso melhor do que ninguém. – Meu olha paira sobre Natsu e Lisanna lutando juntos. Ele não sorri, não parece divertido e alegre como era antes. É rude, sistemático e rancoroso. Lisanna parece magoada com ele por algo. Erza luta como se não houvesse amanhã e Gray dava cobertura a pequena Wendy.
Cinco minutos depois a Fairy Tail tinha ganhado, mesmo com certa dificuldade.
—Vamos esperar mais alguns minutos. – Digo, obscuro pelas palavras de Rufus.
Todos parecem notar a minha frieza, mas estamos tão concentrados que nem mesmo se deixam levar. Por fim, vejo que estou sendo um idiota completo. Porque me estressar com coisas assim?! Eu irei acabar com o Natsu Dragnell, por mim, que o resto das fadas se exploda.
—POR FAVOR, OS GANHADORES SE ENCONTREM NA ARENA. – Anuncia o locutor e olho muito bem a arena vazia. Estou aqui, seus idiotas, vocês que riram de mim quando perdi e gritaram o nome dele ao invés do meu. Eu voltei e agora vou mostrar–lhes como o dragão branco é perigoso.
Lucy estala seus dedos e pisco, desperto.
—Vamos. O pessoal já deve estar lá embaixo.
—Antes de ir, quero falar algo com você...
—Falar algo comigo?
—Sim, com você.
—O que seria?
—Prometa–me que usará somente as chaves negras. – Ela tentou, inutilmente resmungar e bufei baixinho – Por favor, Lucy, eu estou pedindo.
—Tudo bem vai. – Percebo que a irritei e beijo sua bochecha como agrado. Quando dou por mim, estamos nos beijando calmamente, para depois descer correndo e rindo as escadas até a arena.
—Vocês são dois adolescentes de doze anos mesmo. – Rufus pronuncia, notando o nosso atraso.
—Eu tenho dezessete anos Rufus.
—Dezessete? – Indago. Sou mais velho que ela?
—É, algo contra?
—Não sabia que você era menor de idade, Lu. – Fala, porque já estou na maioridade.
—E quantos anos você tem então?
—Eu vou fazer vinte e um daqui a alguns meses.
—Vinte e um?! Porque não me disse que era tão mais velho que eu?
—Você nunca perguntou. – A cerco pela cintura, vendo seu rosto ficar vermelho. – Que tipo de besteira acabou de pensar, moranguinho?
—Você... É um pedófilo! – Resmunga e dessa vez sou pego de surpresa. Porque raios ela estava me chamando de pervertido?
—Lucy, eu tenho vinte e um – Rufus fala.
—Eu também. – Diz Minerva.
—Eu tenho vinte anos como o Sting. – Diz Rogue, mas depois se assusta com a expressão da loira:
—Vocês são maldosos comigo! Quer dizer que e sou o chaveirinho da equipe? – A Fairy Tail A vai entrando e não deixa de nos mirar aos risos. Puxei–lhe para meus braços, rindo da sua carranca forçada e beijando sua bochecha para pedir desculpas. Sou um palhaço mesmo.
—Nunca dissemos isso. – Termino, vendo a sua expressão rancorosa.
—Pensaram. – Seus cabelos dourados brilham quando ela dá as costas para mim.
—COMPETIDORES, POR FAVOR, FRENTE A FRENTE. – De súbito sinto uma onda de fúria se apossar de mim e senti a mão da loira se interligar com a minha. O anel estava ali dela estava ali, como o meu em minha mão.
—Prometa. – Move os lábios, embora não sai nenhuma silaba pela sua voz melodiosa. – Como naquele dia que partiu... Prometa... Prometa que...
—Eu sempre voltarei para você Lucy. Não deixarei que você escape das minhas mãos tão facilmente. – Puxo as nossas mãos entrelaçadas enquanto andamos até as fadas e beijo a sua mão e o anel.
—Vamos vocês dois! – Chama Rogue, levemente enfurecido.
—Certo! – Lucy exclama, revigorada.
Andamos mais apressadamente até onde Minerva e os outros dois estavam. Ficamos em fila: Eu, Lucy, Minerva, Rogue e por fim Rufus.
—Nada de se esforçar, Mi–chan. – Falou Lucy, de frente para Erza e Wendy. Pude vê–la piscar para a morena, que apenas remexeu seus leques em resposta:
—Digo o mesmo, Heartfilia. Nada de esforçar demais ou convocar seus novos amiguinhos.
—Deixe que ela se divirta também Minerva. – Rogue tem o estranho ar superior, mas também sorri com a brincadeira espontânea.
—Mas não destruam nada como quando treinamos.
—Não prometo nada. – Disseram as duas magas em uníssono, provocando em mim uma estranha sátira que não deixei de conter.
—Ainda não acredito que vocês se odiavam. – Miro–lhes e rapidamente volto meu olhar aos magos a minha frente, estupefatos:
—Sim, sim. – Riu Lucy mirando o Cheney que dava um sorriso estranho – Não acredita porque, Rogue–kun?
—Ainda quero saber que tipo de magia você usou na Minerva para fazê–la ficar docinho novamente, Lucy.
—Sabe, acho que Hector que a amoleceu totalmente. – Responde maliciosamente a ex–maga da Fairy Tail, fazendo a tigresa mais velha corar.
—Calada, maga estelar. – Minerva aponta o leque de ouro e seda vermelha para a minha namorada e esta levanta as mãos em rendição, porque riamos todos disso – Sei muitos dos seus segredos.
—E não é a única. – Termino.
—Esta dizendo que vocês não nutrem segredos um com o outro? Contam tudo mesmo? – Rufus pergunta e olho rapidamente as expressões dos magos a minha frente.
Erza Scarllet estava tão vermelha quanto seus cabelos e Gray Fullbuster estava da mesma maneira, só que cobrindo ouvidos da pequena Wendy. Natsu bufava esperando a minha resposta e Lisanna olhava de maneira desdenhosa para mim.
—Então, Lucy. O que nos responde?
—Sting e eu contamos tudo um ao outro, não é? – Assinto com um sorriso de duplo sentido: Ao mesmo tempo simpático e malicioso.
—E como são as noites na sua suíte, loiros? – Minerva dispara e vejo olhos se esbugalharem.
O que esses juízes estão fazendo mesmo hein?
—Não são tão calmas quanto no quarto do Rogue e nem tão picantes como as suas Minerva. – Rebato, fazendo–a rir. – Mas é confortável e quentinho.
—Alois e Ryuu dormem com vocês?
—Não me pergunte como, mas quando acordamos Alois esta do outro lado da cama babando num dos travesseiros com Ryuu em sua cabeça. – Respondo, rindo com Lucy ao lembrar.
—Sem contar as guerras de travesseiro...
—Fro e James ficam brincando de voar no meio do quarto. – Rogue tem uma expressão protetora.
—ARGH! Porque será que esses juízes demoram tanto?! – Olhei seriamente para o mago de cabelos rosados e revirei os olhos.
—Vocês nunca viram Hermione e Alois lutando juntos. – Quebro o clima que Natsu havia imposto, atraindo a atenção de Minerva – Parecem até dançar.
—São como deuses não?
—Realmente. – Concluo.
—Lily esta com Orga, vejam. – Fala Rufus, com um sorriso discreto. Nas arquibancadas onde estavam os magos da Sabertooth podia–se ver Orga com a pequena Lily sobre os ombros, ao lado deles, uma mulher jovem e bonita, segurando a mão da pequena.
—Aquela é a mãe da Lily? – Pergunto, surpreso.
—Sim, digamos que Rufus é um cupido.
—Quando você vai vestir a sua fraldinha Ru? – Perguntei e ele me mandou um olhar severo.
—Não meta os pés pelas mãos Sr. Tenho medo de um espirito. – Lucy começa a gargalhar com Rogue, mas apenas franzi o cenho:
—Calada, moranguinho. E você também, Cheney. Acha que eu esqueci por acaso? Posso muito bem colocar aquela coisa escura e que começa com C...
—Não diga a palavra com C. – Ele aponta para mim, enraivecido.
—C–A.– Começo a soletrar e vejo uma veia saltando de sua testa.
—Não continue Sting!
—Não Sting! Você não pode dizer café. – Lucy fala a palavra e Rogue fica levemente enjoado, com a expressão azeda.
—Vocês se merecem, seus dois cretinos. – Lucy fica finge estar magoada, mas ri comigo do Cheney.
—Pois bem, trio. Será que vamos ter que puxar os juízes para que eles venham logo? – Minerva parece não aguentar mais ficar em pé.
—Rufus, faça uma cadeira aparecer para Minerva. – Peço e apesar da carranca ele o faz depois de um estalo de dedos.
Depois que Minerva senta eu tenho uma ideia espetacular:
—Rogue, vamos fazer uma aposta?
—Ah não! – Resmunga Lucy.
—O que você quer apostar.
—Money. – Digo e vejo seus olhos brilharem pelo desafio.
—Quanto você quer?
—O bastante para me satisfazer completamente por um mês.
—Você quer apostar 500.000.000 de ienes numa jogada só? – Seu sorriso é divertido, mas os dos magos da Fairy Tail estão perplexos.
— Só eu e você... .– Por fim deixo em aperto a aposta e ele entende perfeitamente o que eu ia continuar a dizer:
—É contra as regras esse tipo de aposta, até mesmo para pessoas como nós.
—Regras existem para serem descumpridas. E, além disso, o velho nunca vai descobrir.
—Lester pode nos dedurar.
—Não se ele ganhar algo. Ou se ele participar também.
—Munakata, talvez.
—Cof... Cof... Covarde... Cof... – Finjo essa crise de tosses e ele fica irritadiço:
—Feito. – Muito influenciável.
—Não façam isso, por favor. – Lucy implora, mas é inútil. Quando dragon slayers decidem algo é irreversível.
—Você não vai ganhar. – Rogue lança–me seu olhar mais cínico e sorrio:
—Ganhei da ultima vez.
—Por sorte.
—Ganhei de você e de Lester ao mesmo tempo.
—Acha que eu fui com tudo?
—Eu não fui, tenha certeza. Nem metade do meu potencial foi explorado.
—Aff, vocês são uns insuportáveis quando querem. – Resmunga Lucy, puxando–me para longe de Rogue. – Escuta aqui, chega de aposta, entendeu?
—Eu nunca faço apostas que não posso ganhar.
—Mas mesmo assim chega. – Faço bico e ela ri disso, dando–me um abraço carinhoso e sereno.
O silencio da Fairy Tail me mostra o qual irritados eles estavam:
—Porque então vocês não decidem as coisas no Jan Ken Po? – Pergunta Lucy e Rufus a mira de maneira estranha:
—Eles vão decidir quem vai ficar com 500.000.000 de ienes com Jan Ken Po?
—É.
—Temos que passar o tempo de alguma maneira. Esse juízes estão casando lá no pedestal deles. – Fala Minerva, Lucy se senta na braço direito da cadeira.
— Vocês são tão profissionais...
—Esse torneio é como férias para todos nos. – Novamente, surpreendo os magos a minha frente.
—Ficamos uma semana sem missões... – Começa Rogue.
—Numa cidade de lindos pontos turísticos e numa pousada fabulosa. – Continua Lucy.
—Para depois vir lutar uma hora ou outra. – Termino por fim. – Sem missões do outro lado do reino.
—Ou monstros a ser caçados na floresta negra.
—Por fim, estamos apenas descansando para depois voltar a ativa. – Rufus fala, entendendo o meu raciocínio.
—Teremos de juntar toda a guilda para vocês retornarem a ativa, lembre–se disso. – Minerva fala e expiro:
—Esta dizendo que eu vou ter que esperar... – Sou interrompido pelo juiz que, finalmente, começa a anunciar as regras:
—SENTIMOS PELO NOSSO ATRASO, FINALISTAS. – Meus ombros ficam rijos novamente. – AGORA ANUNCIAREI AS REGRAS DESSA ULTIMA FASE: PRIMEIRAMENTE SERÃO BATALHAS CONSECUTIVAS. – Palpite certo novamente, Lucy. – OS PONTOS SERÃO RELEVADOS NO FINAL SE FOR O CASO DE EMPATE, MAS ESSA BATALHA DECIDIRÁ O VENCEDOR DESSA EDIÇÃO DO TORNEIO. COMO NA PRIMEIRA FASE, JUIZES DECIDIRAM O FINAL DA LUTA QUANDO ACHAREM NECESSARIO E NÃO ADMITIREMOS CONDUTAS ASSASSINAS DURANTE AS LUTAS QUE SE DARÃO, DRAGON SLAYERS. – Assinto, mas sei que é idiotice falar isso conosco. Acham mesmo que nos conteremos? Só podem estar brincando comigo. – QUANTO A VOCÊ, STING EUCLIFFE E A VOCÊ, NATSU DRAGNELL, QUEREMOS QUE LUTEM DE MANEIRA LIMPA E JUSTA.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Não fui eu que desrespeitei as regras. – Digo, mas sou cutucado por Rogue. Por fim, bufo.
— POR FIM, TODOS PODERAM TER O DIREITO A TROCA EM QUALQUER MOMENTO DA PARTIDA. – A voz foi mais seria dessa vez e mirei o homem que falava. – PORTANTO... ESCOLHAM CUIDADOSAMENTE OS SEUS COMPETIDORES PARA A PRIMEIRA BATALHA. – Dei um passo para trás e virei de costas para os magos da Fairy Tail, sem querer ouvir as suas analogias.
Minerva estava em pé novamente e estávamos em um circulo. Estou de braços cruzados e miro avidamente a minha namorada que estava levemente pensativa:
—Continuamos com o plano ou quer desistir?
—Nunca. Eu continuarei com o plano inicial. – Noto o qual motivada ela esta e dou um leve sorriso.
—Então tudo bem, estaremos te assistindo do alto, Lucy. – Confirma Rufus com uma expressão levemente curiosa.
—Trocaremos com você se necessário – Minerva diz, mas sei que Lucy dará conta do recado.
—E não se esqueça do que me prometeu, entendeu? – Digo por fim, dando um beijo calmo em sua testa.
—Hum hum. – Responde e começamos a subir até as escadas.
Por Weisslogia, que tudo dê certo.
Continua...
Notas finais
Ficou meio louco esse né?
Morram de curiosidade, lindas.
Com quem a Lucy vai lutar? O que Koichi quis dizer? Minerva vai mesmo lutar depois de tudo?!
Confiram na próxima semana (Ai sim, hein) e não joguem pedras em mim.
A one shot, que eu amei fazer com a Reh e vou fazer muitas mais, é esta:
http://fanfiction.com.br/historia/341809/Missao_God_Slayers_Em_Acao/
Boa leitura.
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