Notas iniciais
E O NYAH VOLTOUUUUUUUUUUUUUUU #VAITERCOPA #NYAH #COMEBACK kkkkk Bem, capítulo cujo título é autoexplicativo. Leiam, comentem, enjoy!

Rachel observava Finn fazer a barba naquela manhã enquanto ele não percebia estar sob seu olhar. Como ela o amava, refletiu. Nunca, em momento nenhum, pensara em amar tanto alguém daquela forma. Finn a fazia sentir-se plena, viva, desejada, amada, querida, como ninguém nunca conseguira.

Só de imaginar que, um dia, tudo aquilo acabaria quando ela tivesse que voltar à sua vida real... mas real era o que ela sentia por aquele motorista! E se ela falasse com Cassandra? E, em falar nela, quando aquela fada voltaria do tal congresso?

–Amor?

– Hum, oi? – ela foi despertada dos seus devaneios quando Finn a interpelou.

– Você acha que o sr. Benson vai liberar a mim e ao Puck para a gente poder tocar no festival neste final de semana?

Rachel levantou-se e foi abraçar o namorado pelas costas, plantando em uma de suas omoplatas um beijo carinhoso antes de responder:

– Acho que não tem nada de mais vocês irem... se é à noite, após o serviço... por que não?

–Eu também acho que não tem nada a ver, mas você sabe como esse pessoal rico é, pensa que só eles têm coisas importantes para fazer, quando se trata das nossas coisas sempre dá para esperar.

– Eu sei, honey. – ela suspirou. – Você tá muito ansioso?

– Sim, bastante. Mas eu e os meninos estamos confiantes de que vamos dar o nosso melhor. Além do mais, Quinn tem nos apoiado muito, procurado contatos.

Rachel continuou abraçada ao corpo de Finn, recebendo seu calor e beijando levemente suas costas até ele virá-la e colocá-la sentada no balcão da pia, de costas para o espelho do banheiro:

– Você tá muito manhosa hoje, sabia? – ele sussurrou ao seu ouvido, dando uma mordida sensual no lóbulo da sua orelha.

Rachel sentiu um choque de êxtase percorrer rapidamente seu corpo, eriçando seus pelos. O rapaz encarou-a com os olhos turvos de paixão e eles entregaram-se a um beijo intenso, molhado, quente.

{...}

Puck desligou o despertador do celular com dificuldade. Detestava acordar com tanto barulho, mas tinha trabalho demais a fazer com a proximidade das bodas de prata do casal Benson. A mansão deveria estar mais luxuosa e exuberante que nunca, e cabia a ele a manutenção das piscinas e dos jardins. Foi surpreendido por uma silhueta conhecida de pé, defronte a ele, sendo banhada pela luz da manhã.

– Bom dia, dorminhoco.

– Bom dia, Tania. – ele disse, rouco de sono, coçando os olhos. – Pensei que tivesse ido embora depois de ontem à noite.

– Eu dormi um pouco lá no meu quarto... Charles estava tão bêbado após se reunir com uns investidores alemães que roncava feito um porco quando entrei. Nem deve ter dado pela minha falta.

Puck, já dirigindo-se ao banheiro, indagou:

– E por que você voltou? Quer uma rapidinha de café da manhã? – ele ironizou.

–Talvez... – sua patroa o encarou com olhos gulosos. – Mas eu também tive uma ideia: que tal passarmos o final de semana em um hotel cinco estrelas? Charles vai viajar...

– Não posso. – Puck a cortou rapidamente. – Tenho apresentação com a minha banda.

Tania Benson empertigou-se:

– Como?! Você está dispensando um final de semana todo comigo, em um hotel de luxo, por causa dessa bandinha?

Puck sentiu-se ferido:

– Não é “uma bandinha”! É um projeto de vida, um sonho, e nós iremos tocar em um festival! Eu não sou seu brinquedinho, Tania, apesar de você me tratar como tal.

–Puck... – a madame parecia arrependida – por favor...

– Tania, eu já disse, não! – Puck repetiu, sério. – E quer saber? Cansei. Cansei disso. Não quero mais ser seu amante. Eu tô numa outra fase da minha vida, não quero mais transar com a minha patroa.

Ela ficou possessa. Olhava como uma fera acuada para o jardineiro e limpador de piscinas:

– Não! Você não pode me dispensar assim! Quem você pensa que é para me tratar desta forma?!

–Uma mulher de meia idade que transa com um empregado sarado para escapar da solidão de um casamento por conveniência. Isso é o que penso de você. – ele respondeu, sucinto. – Desculpa o mal jeito, Tania. Mas eu não sou apaixonado por você. Desde a época da escola que eu sou amarrado em uma coroa, mas o lance entre a gente sempre foi muito físico, nunca senti nada. Mas eu cansei.

Tania Benson saiu do apartamento de Puck completamente desconcertada, com o orgulho ferido e com lágrimas de ódio turvando a sua visão.

Naquele dia, os empregados só conseguiram se reunir e fofocar direito na hora do jantar, quando os patrões adentraram a cozinha, acabando com a algazarra em um instante.

– Boa noite. – disse o sr. Benson. – Já sei que vocês, ou melhor, alguns de vocês têm planos para o final de semana. – então, ele olhou duramente para Finn e Puck. – Podem tratar de desfazê-los; precisamos que esta casa fique impecável para a nossa festa de casamento que se aproxima, e vocês já têm os dias de folga estabelecidos, não precisam de mais.

Puck olhava para o casal Benson aturdido com a maldade de Tania, que devolvia o olhar de forma cruel e fria. Finn tentou argumentar:

– Mas, sr. Benson, eu e Puck temos um compromisso à noite, não podemos faltar!

– Eu não quero saber, Finn. Sou eu que pago seu salário, sua alimentação e moradia, é comigo que vocês dois têm compromisso. Façam o que quiserem em suas folgas, mas eu não vou liberá-los.

Rachel sentiu os músculos de Finn endurecerem sob suas mãos, que enlaçavam seu braço, e Puck parecia que ia pular no pescoço dos patrões. No entanto, todos, não apenas os dois naquela mesa sentiam-se humilhados pelos Benson. A arrogância do casal era como uma bofetada em cada um deles.

Quando eles saíram, todos permaneceram calados, até Puck falar em um rosnado:

– Aquela vaca! – bateu o puno na mesa. – A vaca da Tania fez a cabeça do corno do marido dela para não nos deixar sair!

Santana o encarou de esguelha:

– Sempre pensei que você desse conta do recado, bro.

–Eu a dispensei hoje de manhã! – Puck vociferou. – Como ela pôde ser tão... tão... baixa...

–Cara, o que esperar de uma mulher que trai o marido com o limpador de piscinas?! – Finn comentou em tom soturno.

Estava arrasado. Se fossem para o festival, ele e Puck perderiam o emprego. E se ainda demorasse para a DSB fazer sucesso? Como eles pagariam suas contas? Onde iriam viver?

– Que mancada a sua, Puck. – Kurt deu seu palpite.

– Por que você não cozinhou a patroa em banho maria? – Mercedes interpelou.

– Tem mulher no lance, não tem, Puckzilla? – atiçou Santana.

Puck fugiu do olhar inquisidor da colega.

– Tem mulher na parada! – sentenciou Santana. – Quem é?

Todos encararam-no, esperando a resposta:

– Ok! É... a Quinn, a empresária da banda.

Finn balançou a cabeça, incrédulo, saindo da cozinha para respirar um pouco e digerir toda aquela confusão.

Rachel agora era quem arguia Puck:

– Você e a Quinn? Sério?

– Eu tô gostando dela, não disse que estamos juntos. – ele encolheu os ombros. – Droga, eu só sei estragar tudo!

Enquanto Rachel, Kurt, Mercedes e Santana rodearam o amigo, tentando consolá-lo, Camille esgueirou-se para fora. Pelo o que tinha entendido, Puck tinha um caso com a sra. Benson; ela, tendo sido dispensada por ele, que parecia estar apaixonado por outra, decidira se vingar, fazendo ele e Finn estarem prestes a perder o festival no qual a banda deles estava inscrita.

Lá fora, sentado na grama, ela avistou Finn. A francesa hesitou, mas decidiu ir até lá.

– Oi. – simplesmente disse, sentando-se ao lado dele.

– Oi.

–Lembra quando gostávamos de fazer isso? Olhar as estrelas? – ela perguntou, após segundos de silêncio.

– Camille, eu não tô muito para conversa hoje.

–Finn – ela pegou em sua mão. – Você bem que podia dar o fora daqui logo! Vá ao show da sua banda, invista nisso! Você não estudou música para se tornar motorista!

– Muita coisa mudou, Camille. Quando você foi embora eu estava sem nada, sem você, sem dinheiro. Achei este emprego, consegui reerguer a minha vida...

A chef de cozinha suspirou:

– Você pode ter mais, Finn.

– “Mais” o quê, Camille? – ele a desafiou.

Após um instante tenso, ela respondeu:

– Eu ainda amo você, sabe disso. Poderíamos ir embora daqui!

Finn estava estupefato e a encarava como se ela estivesse delirando:

– Tá doida? Eu tenho namorada, eu a amo, o que você precisa para entender isso?

–Finn... você precisa saber o que aconteceu. – Camille respirou findo. — Eu tive depressão profunda quando sumi. Era tanto problema, tanta dor pela morte do meu pai, que eu sucumbi à dor. Eu não desapareci porque desisti de nós, mas, quando eu fui para a França, tive um quadro muito grave de depressão. Passei cerca de um ano em tratamento, tendo que lutar contra esta doença sozinha. – soluçou. – Até hoje, ainda tomo os remédios. Estou reconstruindo tudo, Finn.

–Mas... por que você não me procurou?! Eu teria te ajudado! Eu faria tudo por você! – ele quase gritou. – Mesmo depois deste ano, por que não me procurou?

–Porque eu achava que você me odiasse! – ela confessou.

– Como, Camille? Como poderia te odiar? Você era a minha noiva! Se você estava passando por uma coisa tão grave, por que não me procurou? – a cabeça de Finn dava voltas, ele não conseguia raciocinar.

Rachel estava saindo da cozinha quando estancou na porta ao ver a cena mais adiante: Finn e Camille sentados lado a lado na grama, sob a luz das estrelas. Ela não podia ouvi-los, mas sabia que a chef estava mais uma vez investindo pesado em cima do seu namorado. A antiga Rachel, com certeza, iria até lá e faria o maior barraco, humilharia tanto Camille que ela perderia o rumo e iria embora com o rabo entre as pernas. Mas, agora, aquela Rachel não sabia o que fazer. Sentia-se triste, confusa, insegura e com medo de perder o homem que mais amara na vida.

Parada onde estava, ela viu Finn levantar-se e Camille repetir o movimento. Ele se afastou e ela ficou lá, acompanhando-o com o olhar. Espremendo os olhos que ardiam com lágrimas, Rachel pensou consigo própria: “se ao menos a Cassandra aparecesse”...

Cassandra ainda estava muito ocupada no Congresso das Fadas, no entanto.

Sue Sylvester falava, falava e ela estava começando a ficar entediada. Também havia outra questão: Rachel. Como estava se saindo sem ela para monitorá-la? E se Camille estivesse botando as garras de fora? E se Jim Benson estivesse atacando-a de novo?

–Agora, vamos falar sobre o nosso Programa de Acompanhamento Consciente. – disse Sue. – Como vocês sabem, este programa é o que traz menos trabalho para a gente e para os acompanhados. Eles precisam de uma sacudida na vida, mas não de uma vida em uma dimensão nova, que é o tratamento clássico. A primeira fada bota-na-linha a ter uma experiência deste tipo é Holly Hollyday. Venha aqui e conte-nos!

Holly foi para a frente das outras fadas e, com um estalar de dedos, fez surgir diante dos olhos de todas uma espécie de telão em que apareceu o rosto de uma bela moça loira.

– Esta é Camille Soulnier. Esta garota francesa estava morando nos Estados Unidos sem nenhuma perspectiva de vida. Teve um monte de problemas e precisou voltar para o seu país, deixando o noivo para trás. Lá, perdeu o pai e sofreu uma depressão severa. Depois de algum tempo analisando seu caso, decidi aceitá-lo ...

A voz de Holly ecoava no salão, mas Cassandra estava tonta demais de raiva para escutá-la. “Essa... essa... essa vadia desgraçada!”, ela xingava a outra fada mentalmente. “Desgraçada! Ela se meteu na minha missão para me prejudicar! Ela sabia que eu tinha assumido a missão da Rachel e fez de tudo para conseguir esta missão experimental com a Camille! Vagabunda! Eu te odeio, Holly!

–Vo-você tá bem, Cassandra? – Emma olhava-a apreensiva. – Sua aura está ficando púrpura, todos estão percebendo!

–Eu estou com ódio, Emma! – Cassandra vociferou, levantando-se e interrompendo o falatório de Holly:

– Você é uma vadia de marca maior, Holly! – esbravejou. – Será que nunca vai superar o fato de eu sempre ter sido melhor que você?!

–Eu não sei do que você está falando, Cassie. – Holly retrucou, cínica.

– Você soube que eu pegaria o caso da Rachel e arranjou um jeito de se intrometer nele, trazendo de volta à vida do Finn a ex-noiva, só para descaminhar a minha missão! Você tem noção de que provocou uma fissura no tempo?

Sue interveio:

– Deixem a briga pela água oxigenada de vocês de fora dos nossos negócios! Cassandra, você precisa ter provas para acusar os outros!

– Mas tá na cara que ela só assumiu este programa novo para me prejudicar!

–Prove. – Holly sibilou, sarcástica.

– Eu juro que, se sua missão se meter na vida da Rachel, eu não respondo por mim! – ameaçou Cassandra.

–-- E eu juro que vou ajudar a Camille a recuperar tudo o que ela perdeu, inclusive o Finn. – disse a outra fada com uma flama de raiva e desafio em seu olhar.

Notas finais
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