Wannabe Cinderela

3 Na mansão dos Benson... no apê do motorista


Notas iniciais
Obrigada pelas reviews!!!! Vcs são demais! hahaha gente, quem não me tiver no twitter, mas quiser me seguir para receber aviso fresqiunho de novas postagens, podem procurar lá a @karlakelvia, ok?

Os empregados da família Benson não moravam em simples quartos.

Ao fundo da grandiosa mansão, eles viviam numa espécie de pequeno condomínio, em pequenos apartamentos. Rachel seguiu Finn e entrou em um que ele abriu.

Era um apartamento pequeno, mas aconchegante, na medida do possível. Tinha sala dividida com a cozinha, um quarto conjugado e o banheiro. Nada demais, mas, para ele, estava bom.

-Eu acho melhor você ir tomar banho e tirar esta roupa toda suja.- disse ele a Rachel.- Vou levá-la para a lavanderia e dar um jeito nela.

Só então ela reparou que ter caído no meio de uma avenida após quase ser atropelada por Finn realmente havia lhe sujado toda:

-Obrigada.

-No banheiro mesmo há um pequeno armário com toalhas e sabonete, e você pode usar meu xampu, se quiser... enfim, é bom que também pego algo pra gente comer.

Rachel dirigiu-se ao banheiro, que era tão pequeno que até a parte em que guardava seus sapatos em seu closet era maior.

{...}

-Aewwwww, Hudson! – a voz de Santana soou estridente quando o motorista adentrou a cozinha da mansão. – Finalmente tá pegando alguém, hein?

-Quê?! – ele se espantou, enquanto ele vasculhava a geladeira da mansão.

- Quem era a baixinha gostosa que você levou pro seu cafofo agora há pouco? – indagou Puck, o jardineiro e limpador de piscinas.

-Meu irmão trouxe namorada nova pra casa e nem me disse nada? – Kurt, o mordomo, parou de polir de uma travessa de prata e ficou encarando-o.

-O Branquelo finalmente saiu da seca? – riu Mercedes, a cozinheira.

Finn olhou zangado para todos:

- Credo, vocês são pior que o serviço de espionagem do Obama! Ela não é minha namorada!

-Mas é gostosa. – Puck reiterou.

- Eu quase a atropelei hoje mais cedo, a garota foi parar no hospital e tudo. Tive que trazê-la para cá porque ela me disse que não tem ninguém.

-E você acreditou nela? E se ela for uma ladra, sei lá? – indagou Santana.

-Ela... ela não é nada disso, pelo menos eu acho que não. A garota tava desvairada, tonta de fome, passou mal no meio da rua e eu quase passo por cima com o carro.

- Mas você não tem mesmo nada com ela? – Kurt, o meio-irmão de Finn, dirigiu-se a ele.

-Não, Kurt. Nem pense em ligar para a minha mãe e comentar uma tolice dessas, tá?

- Mas ela é gostosa. – riu Puck, ainda zoando o amigo.

-Vai se ferrar, mermão. – Finn resmungou, batendo a porta da cozinha.

Quando chegou ao seu apartamento, por uns segundos ele achou que tinha entrado em um filme: Rachel estava apenas de toalha branca no meio da sala, molhada, a pele morena contrastando com a cor do tecido felpudo agarrado ao seu corpo.

-Er.... eu não tenho o que vestir. – ela disse, sem graça.

-Ah, hum, ok. – ele grunhiu, aparvalhado, e foi atrás de algo que ela pudesse usar.

Voltou trazendo uma blusa enorme dos tempos de escola, em que se lia “McKinley High School”. Rachel quase torceu o nariz, mas, lembrando que não estava em posição de reclamar, apenas pegou-a e ,segundo depois, saiu do banheiro vestida nela.

- Ficou boa. – ele comentou.

- Ficou um vestido em mim. Mas, tudo bem. Obrigada, Finn Hudson.

-Só Finn, por favor. Ah, eu trouxe umas coisas para você comer! Senta aí, acho que você deve estar faminta!

Ela quase salivou diante do que ele trouxera, um verdadeiro banquete para quem não tinha comido nada o dia inteiro: suco, leite com chocolate, pão, queijo, presunto, geleia, biscoitos, até um pedaço de carne com molho que tinha sobrado da janta.

Ela comeu tudo calada, concentrada demais em tapar o vazio que estava em seu estômago, e Finn sentou defronte a ela, observando-a. Ela era muito bonita: tinha o nariz meio grande, mas que harmonizava com seus traços. Uma boca vermelha carnuda e convidativa, olhos castanhos provocativos, e um jeito sexy sem muito esforço.

-Quê? – ela indagou, meio risonha, ao limpar a boca e vendo- o encará-la.

-Nada. – ele sorriu de lado, e Rachel percebeu o quanto ele era adorável sorrindo daquela forma. – O que você fazia antes de perder tudo?

Rachel desviou o olhar:

- Você não vai entender...

- Ah, tá. Eu trato uma estranha com toda a cortesia que posso oferecer...

-Você quase me atropelou! – Rachel o interrompeu.

- Enfim, conta mais sobre você! Você é uma estranha, não posso abrigar uma pessoa assim, do nada.

Ela bufou, acuada:

- Eu era artista. Cantava, dançava, interpretava, e, durante um tempo, as coisas pareciam ter dado muito certo pra mim, ok? – isso era o máximo que ela podia contar que pudesse parecer crível.

-Tá...ok. E por que as coisas desandaram na sua vida?

- Porque, pelo o que parece, eu tô pagando algum carma, ou algo assim. É complicado. Mas, parece que eu ando pagando por algumas atitudes que tomei.

Finn ouvia a explicação de Rachel com uma sobrancelha arqueada. O seu lado racional queria colocar aquela morena misteriosa para fora, mas seu lado mais emotivo dizia que ela estava falando a verdade.

-Olha, isso tudo é muito insólito, vamos concordar. Mas eu acho que vou te dar um voto de confiança.

-Finn, eu... eu nem sei direito o que fazer, mas, acredite...

- Você não vai me prometer nada, tá certo? Você não está em condições pra isso.

-Eu não sei se agradeço pelo o que você acabou de falar ou não. – disse Rachel.

- Só... tá tudo bem. Você precisa de um tempo para ajeitar sua vida, não é? Enquanto isso, pode ir deitar na minha cama. Vou pegar meu lençol e meu travesseiro e me deitar no sofá.

-Não, imagina! Eu que tenho que dormir no sofá! – Rachel protestou.

- Claro que não! Olha, Rachel, eu fui criado a maior parte da minha vida pela minha mãe, e ela me ensinou a ser um cavalheiro. Eu durmo no sofá, você na cama, tá?

Algo dentro de Rachel pareceu estremecer e fazer cócegas na alma. Nenhum cara tinha sido tão doce e cortês com ela apenas com uma atitude tão simples.

- Obrigada. Você é muito especial, sabia?

Finn corou, coçou a nuca:

- Não há de quê.

Rachel se sentou na beirada da cama, que era muito grande para ela, mas devia ser perfeita para Finn, que era um rapaz enorme. Ela sorriu sozinha ao ouvir o ressonar do motorista que vinha da sala, e só saiu do seu devaneio quando sentiu uma pressão ao seu lado e ouviu:

- Ele é bem gato, né, vamos combinar.

- Ai, que susto! – Rachel quase gritou, mas tapou a boca. – Você sempre aparece assim? Parece até o Mestre dos Magos!

- Boa noite para você também, Rachel Berry. – Cassandra disse, cáustica. – Seu dia hoje foi bem movimentado, hein?

-Ah, já não basta arrancar minha vida, tem que aparecer para tripudiar, é isso?

-Digamos que rir um pouco da sua desventura também está incluso no pacote. – disse a fada. – Mas, infelizmente, não posso só ficar te sacaneando. Tenho uma missão para você.

-Como? – Rachel se espantou.

- Rachel, o objetivo de você ter ganhado uma versão piorada da sua vida numa outra dimensão não é à toa. Se você conseguir cumprir algumas missões, vai poder ter tudo de volta.

-Sério?! – Rachel quase gritou de novo.

- Humhum. E a lição que vou te passar hoje é: você será a nova empregada doméstica dos Benson. Sunshine Corazón, a antiga empregada, voltou para as Filipinas, então, a vaga é sua. Amanhã pela manhã, você vai falar com a governanta.

-Como é que é? Eu não vou virar empregada! Eu vou acabar quebrando minhas unhas nisso!

-Sério, Rachel? Sério que você vai sapatear de raiva por causa disso? Wake up, girl.- disse Cassandra, com ar enfadado, e sumiu num estalar de dedos.

-Grrrrrrrrr! – vociferou Rachel, batendo os punhos no colchão.

-Aconteceu alguma coisa? Eu ouvi vozes... – Finn apareceu com a cara amassada na porta do quarto, esfregando os olhos.

-Na-nada. Desculpe ter te acordado. – atalhou Rachel. – Finn... vem se deitar na sua cama.

-Mas...

- Anda, vem. Eu deito apenas se você deitar também.

Finn pareceu analisar a proposta por uns instantes, mas, enfim, assentiu.

Ele se esparramou o quanto pôde no seu lado da cama. Rachel, bem menor que ele, ficou encolhida no lado que lhe cabia.

Caíram no silêncio até ela indagar:

- Será que estão precisando de empregada na mansão?

-Bom, a Sun foi embora... acho que sim. Amanhã falo com a governanta Beiste sobre você.

Então Rachel virou-se e disse, olhando nos olhos dele:

- Obrigada, Finn. Acho que, pela primeira vez na minha vida, alguém está confiando em mim e me dando algo sem que eu precisasse fazer nada. Você é o melhor cara que eu já conheci. – e, depois, ela beijou sua bochecha, virou-se para o outro lado e adormeceu.

Finn adormeceu com um leve sorriso nos lábios.

Notas finais
Reviews???