Wannabe Cinderela

8 I wanna rock with you


Notas iniciais
Sorry pela demora, povo... estava trabalhando demais. MAS AS FÉRIAS CHEGARAM!!!! #TheDogDaysAreOver kkkkkkk Espero que gostem do capítulo! Obrigada por td o carinho de vcs com esta fic!

Finn acordou e apalpou o lado da cama, mas não encontrou Rachel lá. Ainda esfregando os olhos, vestindo apenas um simples calção, ele ouviu barulhos vindo da cozinha.

A morena estava vestindo sua camisa, apenas, deixando suas belas coxas à mostra. Como uma mulher poderia ficar tão sexy vestindo uma camisa masculina, com o cabelo todo desgrenhado, enquanto preparava panquecas? Ele não sabia, mas Rachel era a pessoa mais linda e sensual que ele conhecera sob qualquer circunstância.

–Bom dia. – ele sussurrou ao seu ouvido, enlaçando-a por trás.

–Bom dia. – ela sorriu de forma genuína, quase derretendo nos braços do motorista. – Estou fazendo panquecas, não sei se ficarão tão boas quanto as da Mercedes, mas vou tentar.

–Tudo o que você faz é maravilhoso. – ele argumentou, rouco.

–Isso é uma indireta maliciosa sobre a nossa noite? – ela sorriu, virando-se e deixando os ingredientes das panquecas de lado para segurar os ombros de Finn.

–Hum... não é tão indireta assim. – ele disse. – Essa noite foi incrível.

Rachel sentiu seu coração inchar com a perfeição daquele homem. Já recebera muitos elogios na cama e fora dela, mas nada tão sublime como as palavras do motorista. Caras diziam que ela era gostosa, safada, sexy, fogosa... mas Finn dizia que com ela havia sido incrível, maravilhoso. Uma escolha de palavras que fazia tudo ser diferente e ganhar novo sentido.

– Se você continuar falando assim, não sei o que fazer com o calor que tá começando a subir em mim de novo. – ela riu. – Vou terminar nosso café.

Finn, então, virou-a contra o balcão da cozinha e sussurrou ao seu ouvido:

– Vamos cuidar deste calorzinho incômodo que apareceu em você, huh?

Ela fechou os olhos em alegria antecipada, e sentiu a boca dele sugar e trabalhar firmemente em seu pescoço, marcando um território que estava virando apenas e exclusivamente seu. Finn pressionou-a no balcão mais ainda, chupando o pescoço da morena com avidez e apalpando seus seios pela blusa entreaberta que ela usava.

Rachel jogou a cabeça para trás, tomada por paixão e desejo, e Finn retirou sua blusa, tirando também seu calção. Ela sentia o membro rígido e enorme dele entre sua nádegas, e ela escorria de tesão por aquele homem, enquanto ele beijava seus ombros, suas costas e acariciava seus mamilos.

–Finn, por favor, me toma...

Finn sorriu contra a pela suada e cremosa de Rachel, segurou seus quadris e penetrou-a por trás, suas mãos agora sobre a bunda da mulher, criando a angulação perfeita para ele entrar e sair de seu corpo.

Gemendo, ambos passaram a se mexer como por instinto, cheios de luxúria, cegos de paixão. Ele dentro dela, ela gritando pela dor, prazer, a possessividade e a agressividade da posição...

Finn grunhiu beijando o ombro de Rachel, ela falava coisas sem sentido, até guiar uma das mãos dele rumo ao seu clitóris e sentir seus olhos rolarem com o toque dele ali, aumentando ainda mais a eletricidade e a excitação.

Sem conseguir suportar mais, ela miou como uma gata selvagem quando Finn foi mais fundo, rápido e a acariciou com maestria, fazendo seu orgasmo chegar com o volume de uma onda estourando contra a encosta. Finn xingou, gemeu e derramou-se dentro dela, arfando, quase sem controle depois de um sexo tão intenso.

Ambos mal conseguiram ficar de pé, e abraçaram-se, suados, saciados: felizes.

{...}

–Os meninos já devem estar montando os instrumentos. – informou Finn, ainda envolto no abraço com Rachel.

Estavam embolados no sofá, eles ainda não tinham conseguido se desgrudar.

–Então eles não vão nem passar em casa? – indagou a empregada.

–Não... eles se arranjaram pela casa da mãe do Puck... ou você acha que teríamos alguma privacidade com aqueles três marmanjos aqui?

Rachel riu, cutucando as costelas de Finn:

– Você tá se saindo bem safadinho, hein? Se bem que, depois de hoje pela manhã... aquilo foi...UAU. – ela suspirou.

–Eu não sou santo, Rachel. Posso ser mais na minha, mas não santo. Até já quase fui casado.- ele comentou, traçando desenhos imaginários na pele dela.

Rachel de repente virou-se para encará-lo:

–Como assim?

Ele suspirou, coçando a nuca:

– É uma longa história, Rach, que acabou sem um final bom.

–O que... o que aconteceu? – e, pela primeira vez na vida, Rachel sentiu algo como medo de perder alguém começar a formigar em seu peito.

– Ela era francesa, veio estudar aqui. Nos apaixonamos, tentamos ficar juntos, mas ela não conseguiu o visto. Fim da história. – ele resumiu, levantando-se para tomar banho.- Preciso começar a me aprontar, ok? – ele beijou sua testa e saiu da sala.

Rachel ficou tentando coordenar em sua cabeça o que acabara de saber. Então, agora os comentários dos amigos sobre ele “finalmente ter arranjado alguém” faziam total sentido. Ela sentiu uma pressão ao seu lado no sofá, mas nem se virou para ver quem era:

– Ele gostava muito dela.- disse simplesmente.

– Terrível saber que você não foi a única pessoa que teve esse monumento em forma de homem só para si, não é?

– Você realmente sabe como me animar, Cassandra. – Rachel bufou.

A fada levantou-se e ficou de frente para a morena. Naquele dia usava um par de botas pretas altíssimas, saia justa e uma blusa estilo cropped.

– Rachel, isso é importante para o seu crescimento pessoal. Lembra que você sempre foi possessiva, dominadora e sempre se achou boa demais para qualquer cara? Pois é, agora você está vendo como é estar gostando de alguém que já teve outro alguém que amou muito.

Rachel se encolheu no sofá:

– Eu não sei se posso lidar com isso.

– Claro que pode. E, se não pode ainda, tem que começar a tentar. Ou devo refrescar a sua memória sobre o que combinamos? Sem redenção moral, sem vida de glamour de volta. Ou você aprende a ser uma pessoa melhor ou não terá sua vida antiga de volta.

–Eu sei de tudo isso, Cassandra! – Rachel quase gritou. – Mas, tá tudo muito confuso... o Finn é... ele é o máximo. O melhor cara com quem eu já fiquei. E eu não quero, juro, não quero decepcioná-lo.

–Por enquanto, não banque a ciumenta, certo? Todos nós temos um passado, bem, imagina se ele descobre o seu... – a fada disse.

–Certo, já entendi. – a empregada aquiesceu.

–Se cuida. – disse Cassandra, antes de estalar os dedos e sumir.

–Você tava falando com alguém? – Finn perguntou, aparecendo apenas de toalha na sala.

– Hahaha... imagina... não. –ela mentiu.

–O que você acha de a gente comer algo com o pessoal antes do show? – ele indagou, começando a beijá-la.

–Eu ia adorar.

{...}

Rachel achou que Finn a levaria a um restaurante como na noite anterior, mas a experiência gastronômica que teve foi mais excitante ainda. Parados perto da casa de shows, eles encontraram os amigos, inclusive o pessoal com quem trabalhavam na mansão dos Benson, devorando variados pratos no meio da rua, comprados em food trucks, espécie de caminhões- restaurante que vendem os mais diversos tipos de comida. Santana devorava um sanduíche com estilo coreano e extremamente apimentado, o “ribeye of the tiger”; Mercedes, que era cozinheira e bastante exigente, se deliciava com sanduíches de lagosta, que vinha envolta em um molho de maionese, páprica e cebolinha.

– Isso aqui tá divino! – ela exclamava.

Kurt e o namorado, Blaine, acabaram aceitando a indicação da amiga; todos queriam comer bem antes de cair na festa onde seus amigos tocariam.

–Você quer comer o que? – perguntou Finn, olhando para toda as opções que os food trucks podiam oferecer.

–Eu não faço a menor ideia! – ela riu.

Tudo o que antes parecia bobo, sem graça, pobre, ao lado de Finn ganhava um sabor novo:

– Acho... acho que esses bolinhos recheados coreanos devem ser uma delícia! – ela decidiu-se.

Finn comprou para ela e um schnitzel, bife empanado austríaco para ele.

–Rachel, amada, comendo em pé, no meio da rua, cadê seu romantismo com a sua namorada, Finnocense? – riu Santana.

–Eu tô adorando! – Rachel declarou. Podia ser surreal, mas ela estava adorando aquilo, a simplicidade de comer na rua com os amigos, rir, conversar. Estava realmente se abrindo para as coisas mais simples e boas da vida.

Um pouco antes do show começar, Finn chamou-a para um lugar menos barulhento e mais reservado do clube.

Ela pensou que ele iria dizer-lhe algo, mas Finn simplesmente chapou-lhe um beijo carregado de sentimento, em que suas línguas logo se enroscaram ávidas e quentes, deixando a morena sem ar. Eles encostaram suas testas e disse:

– Eu vou tocar algo para você hoje.

Rachel se juntou aos amigos e viu a DSB eletrizar o palco com um estilo classic rock envolvente. Eles tocaram Rolling Stones, Guns n’ Roses, Bon Jovi, AC/DC... todo mundo estava vibrando com “Black Ice”, da banda australiana, quando Finn, que estava na bateria, assumiu os principais vocais:

– Esta noite, uma garota muito especial tá aqui. – ele disse, apontando para onde Rachel estava. Kurt, Mercedes, Santana e Blaine começaram a zoar a amiga, que escondeu o rosto entre os dedos. – Rachel, essa é para você.

Então, os primeiros versos de “Amazing”, do Aerosmith começou a ressoar, e o público acompanhou Finn:

“I kept the right ones out

And let the wrong ones in

Had an angel of mercy to see me through all my sins”

(Deixei o certo de fora / E deixei as coisas erradas entrarem

Havia um anjo de misericórdia para me acompanhar por todos os meus pecados)

Rachel conhecia a letra e passou a cantá-la. Quando chegou no refrão, todos estavam com os celulares ligados, para cima, e a casa de show estava iluminada por diversos pontos de luz no escuro enquanto Finn entoava:

“It's amazing

With the blink of an eye you finally see the light

It's amazing

When the moment arrives that you know you'll be alright

It's amazing

And I'm sayin' a prayer for the desperate hearts tonight”

(É incrível

Num piscar de olhos você finalmente vê a luz

Ohh, é incrível

Quando chega o momento, você sabe que vai ficar bem

Yeah, é incrível

E estou fazendo uma oração pelos corações desesperados esta noite)

Finn cantava tão passional, tão entregue... naquele momento, Rachel teve certeza de que estava perdidamente apaixonada por ele.

Ao final do show, todos seguiram para uma espécie de comemoração. A noite tinha sido ótima, eles encheram o local e faturaram bem.

– Um dia. – disse Puck. – Nós poderemos largar aquela mansão e viver só de música.

–Será que você vai estar disposto a largar a sra. Benson também? – Santana alfinetou.

Puck revirou os olhos, mas, quando os abriu, deparou-se com uma bela moça loira que ia em direção à mesa deles:

– Oi, tudo bem? – ela os cumprimentou. Rachel quase engasgou com o coquetel que tomava sentada no colo de Finn. – Eu sou Quinn Fabray, empresária... gostei muito do som de vocês.

Os meninos da banda ficaram empolgados, mas Rachel gritou:

– Quinn!!!

– O-oi? – a loira se assustou. Estava na cara que ela não lembrava de Rachel.

– Como você tá? – Rachel perguntou.

– Nós nos conhecemos? – Quinn estranhou. – Desculpa, não estou lembrando de você. Mas eu estou bem. – sorriu. – Enfim, pessoal, aqui está meu cartão. Me liguem.

– Ela é muito gata. – Puck suspirou e tomou o cartão das mãos de Sam.

– Essa oportunidade é imperdível, garotos. – Rachel asseverou.

Quando estavam voltando para o apartamento, à sós, Finn e Rachel foram caminhando abraçados, sentindo a brisa da madrugada. Ele parou e segurou-a pela cintura. Eles ficaram se perscrutando, em silêncio, e ele disse:

– Esses dias foram mágicos, mas logo a gente vai voltar para o trabalho, não é? Isso que nós tivemos... foi importante para você?

– Mais do que isso, Finn. Foi lindo. – até a própria Rachel se surpreendeu com as palavras doces que saíram da sua boca.

– Eu quero que você saiba que o sexo, a música, nada foi em vão, Rachel. Desde que a Camille foi embora, ninguém tinha me deixado como eu estou agora. E eu estou apaixonado por você.

Rachel quis sorrir e chorar de alegria ao mesmo tempo. Nenhum homem havia feito aquilo com ela, balançado seus sentimentos, segurado seu coração nas mãos:

– Então, acho que você já tem uma namorada. Eu adoro a ideia de preencher esta vaga.

Ele sorriu com o canto dos lábios e apertou o corpo dela contra o seu, beijando-a.

Notas finais
Reviews???