Wannabe Cinderela
14 Good News
Notas iniciais
Rachel parou de lutar contra seus instintos e deixou-se levar pelas carícias ousadas de Finn, mordendo o ombro do motorista para abafar os gemidos ásperos e apaixonados.
A mão do rapaz abriu com agilidade seu uniforme e o fecho do sutiã, que era na frente, soltando os seios dela ao seu bel-prazer, sugando-os e lambendo, possessivo.
– Eu quero você, agora. – ele rosnou em seu ouvido, totalmente tomado pelo ciúme e tesão fulminante que o cegava.
Rachel abriu sua calça e começou a tocar sua ereção com lascívia:
– Não me diga... e se eu não quiser? – ela indagou petulante, massageando seu pênis torturantemente.
– Você ME QUER. – ele afirmou, ainda chupando seus seios.
– Como você pode ter tanta certeza? – ela o desafiou.
Ele enfiou a mão entre suas pernas e afastou a calcinha da empregada; introduziu o seu dedo médio e sentiu a umidade máxima da intimidade dela, quase fazendo-a gemer guturalmente.
– Oh,Finn... – ela rolou sobre os dedos dele, incríveis demais a ponto de fazê-la perder o resquício de sanidade que ela ainda tinha.
– Isso. – ele mostrou seus dedos melados para ela. – Isso aqui me prova o contrário. Você me quer, Rachel Berry.
Sem trocarem mais palavras e mandando a raiva para o espaço, Finn ajustou o banco do carro e Rachel puxou a calça e a cueca dele para baixo, sentando-se sobre seu eixo, proporcionando a ambos a inegável sensação de plenitude e preenchimento que os fazia chegar às estrelas. Ela o cavalgava, arfando, gemendo seu nome, e Finn nunca se cansaria de ver aquele espetáculo que era vê-la pulando em cima dele, seus seios acompanhando o movimento, suas mãos nas nádegas dela segurando-a firme rumo ao ápice.
–Mais forte, por favor, mais... – ela grunhiu, o carro balançando, tudo se fundindo em luxúria, em tesão, nada mais importando a não ser aquela transa incrível.
Finn sabia como fazer Rachel ter orgasmos gloriosos, e acariciou seu clitóris; Rachel gozou, gritando, esquecendo que eles estavam num dos carros de seu patrão, na garagem, e que qualquer um poderia vê-los e ouvi-los; Finn seguiu-a, enchendo-a, beijando seu corpo, agarrando a mulher junto a si.
Após segundos em que desceram um pouco de volta ao mundo real, ela segurou o rosto de rapaz e murmurou um “eu te amo”, beijando-o com mais calma, mais carinho, as línguas de ambos deslizando quentes e doces.
– Me desculpa, amor. – ele disse baixinho, minutos depois, com Rachel ainda inclinada sobre seu peito. – Eu fiquei cego de ódio.
–Eu também fiquei. Eu não quero que você fique tão perto da Camille, meu amor, eu confesso.
Finn passou os dedos pelo rosto da namorada:
– Eu não fiz nada para você se preocupar.
–Eu também não. – ela retorquiu.
– Então somos dois idiotas ciumentos que, por terríveis circunstâncias, acabaram explodindo de raiva.
Rachel beijou Finn mais uma vez e eles engataram mais um amasso até lembrarem-se de que ainda teriam que arrumar suas coisas para sair na folga que teriam.
{...}
Artie e Sam já tinham ajeitado o apartamento para que Puck, Finn e Rachel se hospedassem lá durante a folga. Quinn marcou com eles para se apresentarem em um clube bastante conhecido de um amigo seu, e que Rachel, quando era rica e famosa, costumava frequentar.
– Adoro o Magic Place! – ela suspirou, empolgada.
– Adora? Engraçado, eu pensei que lá o andasse gente rica... lá é muito caro para se entrar. – Puck comentou.
–Ahn, é. Lá é muito caro. Mas eu nem sempre fui empregada doméstica, Puck, acredite. – ela rebateu.
– Hum, não me diga! – o amigo continuou. – E o que você fazia antes de o Finn te atropelar e você ir parar lá na mansão? Era rica, por acaso? – ele riu.
Rachel revirou os olhos e foi se sentar no colo do namorado que estava mais afastado, concentrado com um violão à tiracolo e anotando várias coisas em um caderno.
– Compondo? – ela perguntou, avaliando o que ele já tinha escrito.
– Sim... mas eu não sei se vai ficar boa.
– Ela é linda, Finn! Não tenho dúvidas de que ficará boa. E tem cara de hit, um empresário com certeza te diria isso. Esse pessoal sabe farejar um grande sucesso, se vocês trabalhassem com um produtor, tipo o Mike Dylan, da Miles...
– Como você saca disso tudo? – Finn riu, abraçando-a pela cintura. – Fala como uma especialista no assunto.
Rachel percebeu que estava se entregando demais, de tão empolgada que estava com a banda dos garotos, e remedou:
– Eu?! Imagina. Eu só tô por dentro do que acontece. – sorriu.
– Eu vou fazer uma surpresa hoje para você. – ele segredou, roçando carinhosamente seu nariz pelo pescoço dela. Rachel virou o corpo e eles iniciaram um beijo profundo, quente, até Sam interromper:
– Acho que vou ter que jogar água em vocês!
– Você não viu nada! – Puck gritou da cozinha, rindo. – Eles são que nem coelhos.
Provocações entre amigos e muita expectativa depois, eles chegaram ao clube em que tocariam. Foram recebidos pelo dono, um cara bastante simpático, Robert Hall, que se deteve por longos segundos olhando para Rachel, até balançar a cabeça e sair como se ela o tivesse deixado embaraçado por lembrá-lo de alguém que um dia ele conheceu.
–Amor. – Rachel falou para Finn. – Eu vou ao banheiro, depois me sentar no lugar que combinamos, ok? Boa sorte! – ela o beijou com força.
– Obrigado, Rach. – ele agradeceu, aspirando o perfume bom dela. – Amo você.
Ele foi montar os instrumentos e passar o som com os amigos, e ela foi ao banheiro. Quando parou diante do espelho para retocar o batom deu de cara com Quinn, que aplicava rímel nos cílios. As palavras sobre se redimir com a loira proferidas pela fada Cassandra vieram à cabeça de Rachel, e ela se aproximou, puxando assunto:
– Esse rímel fica ótimo em você.
– Obrigada. – Quinn agradeceu, educada.
Rachel permaneceu parada ao lado da empresária, buscando algo melhor para dizer, até a outra perguntar:
– Eu posso te ajudar em algo?
– Ah, não! Quer dizer, sim! É que hoje você veio ver meu namorado e os amigos deles tocarem, você tá interessada em cuidar da carreira deles... da DSB.
–Sim, sim – Quinn concordou. – Eu tô achando que eles têm muito potencial, quero vê-los interagindo num palco legal, com um bom público, sentir a vibe da banda...
– Você sempre fica empolgada com o talento dos outros, né? Sempre sabe ver o melhor que a gente tem e batalha para que isso seja visto. – analisou Rachel, com uma pontada de remorso. Agora ela percebia que, mesmo sendo tão determinada e talentosa, tudo o que conseguira tinha sido em parte muito significativa por causa da sua ex-empresária. Sempre procurando bons contratos, tapando seus escândalos, aturando suas mal criações, Quinn cuidara muito bem da carreira de Rachel.
– Eu não sei como você conseguiu adivinhar isso, mas é verdade. – Quinn assentiu. – Bem, já que você disse que o seu namorado toca na banda, vamos lá, assistirei à apresentação ao seu lado.
Rachel seguiu para um lugar que ela e Finn escolheram estrategicamente para que ela tivesse uma ótima vista do palco, e Quinn a acompanhou. Pediram uma bebida e então, eles entraram para tocar.
Finn mandou um aceno rápido para a namorada e ela retribuiu.
– Então, o mais alto é o seu namorado? – Quinn perguntou. – Ele me contou que estava trabalhando numa composição.
Finn, lá no palco, como líder da banda e baterista, pediu o microfone e agradeceu aos frequentadores do clube, e também apresentou a DSB:
– E agora, a gente promete muito rock! Mas antes, nós vamos tocar uma balada, uma composição minha feita para a minha namorada, Rachel Berry, “Ao seu lado”.
Ela sentiu-se a garota mais sortuda do mundo e teve que se segurar para não ir lá e tascar um beijo no namorado.
Com sua voz rouca e bela, Finn começou a cantar:
“Não sei de onde você veio
Não sei o que fez você aparecer
Mas entre o asfalto e o concreto
Brotou uma flor
E era você
A luz de um dia de sol
A cor que levaram da minha vida
Você, misteriosa e bela
Como uma força da natureza virou
Tudo o que eu queria
Eu não sei mais o que é certo ou errado
Com você nada importa
E eu, impotente e feliz
Só espero que você diga sempre para mim
Sim
Sim
Não dá mais para imaginar como seria sem você estar ao meu lado
Não quero mais viver se não for ao seu lado
Não existe vida se não for ao seu lado”
Rachel limpava as lágrimas, emocionada. Como Finn tinha escrito algo tão belo para ela! Justo ela, que tinha vacilado tanto, agora recebia uma homenagem tão linda com aquela!
– Ele realmente te ama. – Quinn sorriu para Rachel.
– Sim. Com certeza, sim. – a empregada suspirou.
Quinn apreciou bastante o show e cantou várias vezes junto com os rapazes, o que na visão de Rachel era um sinal positivo de que ela realmente iria contratá-los. Ao final do show, Quinn levantou-se e foi circular pelo clube, mas Rachel permaneceu sentada pois uma outra loira sentou-se ao seu lado.
– Como se sente ganhando uma música, Rachel?
– Bem, Cassandra.
– Que bom que você está seguindo meus conselhos de se aproximar da Quinn para se redimir das coisas que você já fez, mas eu queria falar com você sobre outra coisa.
– Ainda bem que já estou sentada. – Rachel riu, um pouco sarcástica. – Toda vez que você surge com estes papos é para soltar alguma bomba.
– Ih, nem é tão bomba assim. – a fada desdenhou. – é que eu irei para o Conselho das fadas, portanto não vou aparecer durante uns dias.
–Essa é a melhor coisa que você me disse desde que me transformou em doméstica! – Rachel exclamou. – Nossa, dias sem você buzinando nos meus ouvidos, nem acredito.
–Muito engraçadinha, tá se achando, né? Pois saiba a senhorita que no Conselho das Fadas muita coisa é decidida no mundo dos mortais monitorados, viu, no qual você está inserida.
–Mortais monitorados? Sério? Tô me sentindo agora uma daquelas clones de Orphan Black. – Rachel torceu o nariz.
Cassandra estalou os dedos, sumiu, e deixou, “para variar”, a empregada imaginando qual nova pirueta o seu destino daria de acordo com os rumos do tal Conselho.
Mas Rachel não ficou muito tempo remoendo seus pensamentos, porque os garotos da DSB apareceram exultantes e cheios de energia:
– A Quinn será nossa empresária! – Sam exclamou.
– E a gente foi chamado para tocar no NY Music !
– O festival?! – Rachel indagou, animadíssima.
– Isso! Eu nem acredito, Rachel! – Finn confirmou, agarrando a namorada em um abraço efusivo.
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