Wannabe Cinderela

13 Autocontrole, este era o combinado... ERA.


Notas iniciais
OIEEEEE Bem, eu agradeço de coração a vcs que entendem que eu sou superatarefada e que até qdo eu sei o que vou postar minha agenda fica apertada, mas, vamos lá, pq a vida continua e a fic também! Ah, quem quiser meu twitter, é @karlakelvia

–Eu tô muito empolgado com esta empresária, meu amor. – comentou Finn, beijando o pescoço de Rachel. – me parece que desta vez a banda vai realmente fazer sucesso.

– A Quinn é incrível, muito competente. – Rachel asseverou, puxando Finn para um beijo.

Com o namoro, Finn e Rachel praticamente nem viviam mais em apartamentos separados. Quando não estavam no dele, estavam no dela, como naquele momento.

– Até parece que você já a conhece. – Finn sorriu.

Rachel retribuiu o sorriso e acariciou o rosto do namorado. Ah, se ele soubesse... Será que, se Finn soubesse de tudo, ainda iria ficar com ela? Se ele soubesse como ela era, o quanto ela humilhava os outros e brincava com os sentimentos dos caras, será que ele mesmo assim ainda iria amá-la?

–O que foi? – ele estranhou a mudança em seu semblante. – Que nuvenzinha foi essa que começou a chover em você?

–É só que... ah, esquece. – ela desconversou.

–Misteriosa... – Finn sussurrou, antes de beijá-la.

Enquanto a comemoração pelos vinte e cinco anos do casamento dos Benson não chegava, Finn e Rachel, assim como os outros empregados, trabalhavam a todo vapor. Havia muita coisa para ajeitar, o cardápio a ser escolhido, a decoração da festa, tudo deveria ser o mais luxuoso, estupendo e grandioso possível.

– Pode me passar a manteiga de amendoim, Finn?- pediu Camille na mesa do café.

Aguentar aquela excentricidade da patroa estava matando Rachel por dentro, mas, como Tania Benson iria imaginar que a chef que havia contratado para cuidar do jantar tão especial era justamente a ex-noiva do seu motorista?

–Claro. – ele respondeu em um tom de voz casual, passando o pote que estava perto dele.

Kurt sentiu uma leve tensão no ar e tratou de puxar assunto:

– Então, é hoje que vocês vão conhecer a tal empresária?

– Sim! – confirmou Finn. – Puck e eu sairemos após o expediente, e encontraremos Sam e Artie para ir vê-la num café perto da Quinta Avenida.

– Ela é muito gata, cara! – Puck exclamou, com a boca cheia de ovos e bacon. – Caraca, tava pesquisando os artistas com quem ela já tinha trabalhado...

– Você o quê?! – Rachel quase cuspiu o suco de laranja que tomava.

– Os artistas com quem ela já tinha trabalhado. – repetiu Puck, sem entender o espanto da amiga.

–E... e o que tinha lá?

– Bem... umas bandas famosas, uns cantores...

Rachel prendeu a respiração.

–Apenas isso. – concluiu o jardineiro.

A governanta Beiste apareceu e pediu que todos acabassem logo o café para começarem a trabalhar, e virando-se para Finn:

– O patrão saiu mais cedo hoje com a patroa para verem uns estrangeiros que vieram para cá e trouxeram suas esposas. Ela pediu que você levasse a chef para Manhattan para ela ir planejando a comida da festa.

Finn e Rachel se entreolharam; Camille tomou a frente:

– Não precisa se incomodar, Finn, eu posso ir e resolver tudo.

–Não, Camille, sem problema. Eu vou. Tchau amor. – ele deu um beijo singelo nos lábios de Rachel e pôs o paletó de motorista.

Quando eles saíram os amigos puseram-se a fofocar, como de costume:

– Amiga, se eu fosse você, abria mais o olho, viu? – comentou Mercedes.

– Essa francesa já teria voltado no primeiro voo para Paris se isso acontecesse comigo. – sentenciou Santana.

– Justo quando o Finn já tinha esquecido de tudo com ela... – emendou Puck.

– Vocês querem parar, por favor? – Rachel pediu. – Finn e eu estamos tendo um comportamento maduro. Eu não quero mais fazer barraco, eu sei que ele me ama.

Kurt, Mercedes, Santana e Puck a encararam:

– Então, tá. – a latina deu de ombros. – Mas fica de antena ligada, não seja tonta!

{...}

–Onde você quer ir primeiro? – Finn indagou pela primeira vez dirigindo a voz à Camille durante todo o percurso.

A francesa ajeitou o longo cabelo, pensativa.

– Talvez a um bistrô que fica perto do Soho... um amigo meu trabalha lá, ele disse que ia me mostrar uns ingredientes exóticos, estou pensando em usá-los para preparar um prato mais diferente para a festa.

–Amigo no Soho? – Finn franziu a testa.

– Sim... Kevin Hoffmann, lembra?

–Ah, sim... aquele seu colega da escola de culinária que era a fim de você.

–Você sempre implicou com ele! – Camille riu. – Kevin é gay.

–Sério? – Finn espantou-se.

– Sim. Na verdade, ele buscava se aproximar de mim porque eu também era amiga do Marcus Lindley, e ele queria que eu fizesse uma ponte entre eles; hoje em dia, estão até morando juntos.

– E você... tá sozinha? – o motorista perguntou.

Camille suspirou:

– Finn... isso é muito difícil para mim.

–Bem, eu só imagino que você...

– Eu ainda te amo.- ela o interrompeu de supetão, fazendo Finn brecar o carro bruscamente.

O rapaz a encarava estupefato:

– Cammy... Camille...

– Eu ainda não te superei, satisfeito? – ela bufou. – Essa situação toda de ver você com aquela empregada me mata por dentro, mas eu vou tentar segurar a barra, ok?

– Eu só perguntei porque você é tão bonita, e...

–E pensou que eu tinha te esquecido? – Camille novamente o interrompeu. – Só por que você já me superou? – ela desdenhou.

– Mas é ÓBVIO que eu deveria ter te superado! – Finn quase gritou. – E eu demorei até bastante tempo! Lembre-se: você foi embora. Você ferrou comigo e aparece agora, dizendo que ainda me ama?

– Sim, Finn, eu sei disso tudo, mas eu digo e repito, eu ainda amo você. Estava me contendo, tentando ser forte e profissional, mas não dá! – ela começou a chorar. – Me desculpa!

Finn balançou a cabeça, de repente sentindo-se muito cansado:

– Olha, você não sabe de nada do que eu passei. Por favor, vamos seguir com as nossas obrigações.

Camille enxugava as lágrimas e perguntou:

– E você, Finn? Será que ainda não me ama?

{...}

Cassandra estava cantarolando uma musiquinha alegre sentada na máquina de lavar quando Rachel surgiu com um balde e um esfregão em mãos:

– Bom dia, fada mais desocupada de todas.

– Bom dia, empregada de passado mais sujo que conheço. – Cassandra revidou.

A morena respirou fundo: aquele prometia ser um dia cheio:

– O que você quer, hein?

– Rachel, em primeiro lugar: você já sabe que irá se reencontrar com a Quinn, não é? Então. Este é o que nós chamamos no seu caso de troca de vida de “chance de ouro”: você deverá se desculpar e se redimir com ela, visto que a sua ex- empresária foi uma das pessoas que mais sofreu com os seus chiliques.

–Como eu vou me desculpar se ela não lembra de nada?

– Aí é que tá – a fada riu irônica. – Dê um jeito, e você ganhará uma estrelinha.

Rachel fez uma careta de desdém e começou a lavar algumas coisas no tanque:

– Eu já ouvi a missão do dia, fadinha bota-na-linha, pode ir e infernizar a vida de outro.

Cassandra permaneceu impassível, balançando as pernas sobre a máquina:

– Eu vou testar você, sabia?

–Sério?! – a empregada riu, sarcástica. – Vai fazer o quê?

– Ai, você tá chata hoje. – suspirou a fada. – Oops. Esqueci. Você é naturalmente chata. – a fada fez uma expressão de susto fingido. – Adiós.

Cassandra sumiu, mas a suspeita de Rachel de que alguma coisa estava vindo para ela ficar atenta, tipo a fissura no tempo, apareceu com toda a força.

Foi remoendo os pensamentos que Rachel foi espanar a biblioteca e acabou dando de cara com Jim, uma das pessoas que ela mais detestava naquela sua nova vida.

O rapaz olhou-a com cuidado e desinteresse fingido até ela aproximar-se com o aspirador:

– Senhor, acho que tem que sair daqui. – ela falou séria.

– E se eu preferir aproveitar a companhia da empregada gostosa que ainda não consegui pegar? – ele sussurrou em seu ouvido.

– Eu posso começa aspirando sua língua, se desejar. – Rachel disse entredentes.

– Tem certeza? Minha língua pode ser muito útil, se você desejar. – ele disse, pegando sua cintura com uma propriedade que deu nojo na mulher.

– Rach, acabei de chegar, você quer ir comigo para...

Mas Finn estancou na porta da biblioteca: viu Rachel sendo puxada por trás por Jim Benson.

O motorista bateu a porta com estrondo, enquanto ela perdeu a noção das coisas por dois segundos até recobrar os sentidos:

– Viu o que você fez? Seu idiota! – ela berrou, esquecendo completamente que era empregada da casa dele.

– Foi melhor assim, você vai sair ganhando comigo, gosto...

Um tapa zuniu na face do playboy. Ele segurava o rosto, incrédulo, enquanto ela olhava-o com ódio:

– Seu desgraçado! Você não sabe do que eu sou capaz! – ela gritou, e saiu atrás de seu namorado.

Rachel correu para a garagem, que era o lugar onde Finn com certeza estaria. De fato, encontrou o motorista com o rosto cheio de raiva e ciúmes dentro do BMW que usara naquele dia ao sair com Camille.

– Amor... – Rachel iniciou. – aquilo que você viu...

– A encoxada do patrão em você? – Finn ironizou.

– Finn!! Aquele cara me persegue! E eu acabei de dar um tapa na cara dele, posso até ser demitida!

– Ele não vai te demitir. – Finn concluiu. – Ele quer traçar você e vai fazer de tudo! – abandonando o resto de calma, ele socou o volante. – EU SEI COMO ESSE IDIOTA SE COMPORTA! MAS EU NÃO QUERO AS MÃOS ASQUEROSAS DELE NA MINHA NAMORADA!

– Então, amor...

– Então amor, coisa nenhuma! – Finn reiniciou. – Eu vim te perguntar se você queria ir comigo e com o Puck para a reunião da banda com a empresária...

– Mas eu não fiz nada! – Rachel justificou-se. – Não tem motivo para ficar pirando por causa disso! Eu é que tenho, aliás!

Ela rodeou o carro e entrou nele. Finn não a olhava nos olhos:

– Você passou o dia quase todo com a francesa que ressurgiu dos mortos, eu é que tenho motivos para ficar com ciúmes.

–Eu pensei que tínhamos um trato de sermos maduros e profissionais, lembra? – Finn rosnou. Ainda estava com muita raiva.

Rachel mordeu o lábio e jogou a cabeça para trás. Seu sangue fervia, ela estava com ódio da insistência e do assédio de Jim, estava com ciúmes em escala altíssima de Camille e insegura, coisa com a qual que ela nunca lidara muito bem.

Então, ela sentiu-se sendo puxada para o colo do motorista e sua boca foi tomada pela de Finn em um beijo voraz, enlouquecido de raiva e tesão.

–Me solta! – ela gritou quando ele segurou os braços dela. – Estou com raiva!

–Melhor assim. – ele falou profundo e selvagem, beijando-a de forma avassaladora na boca e no pescoço.

– FINNN! – ela agarrou o cabelo dele, o meio de suas pernas já totalmente molhado com o contato com a sua ereção, enquanto o rapaz dava um chupão incrivelmente doloroso e prazeroso no seu pescoço.

Eles trocaram um olhar intenso. O desejo e o ciúme eram componentes explosivos misturados no sangue deles.

Notas finais
Reviews???