Wannabe Cinderela

7 Apenas sendo perfeito


Notas iniciais
Ai, como dizer que fico toda orgulhosa e feliz vendo os comentários entusiasmados de vcs com esta fic? Gostaria de agradecer à camila pela recomendação e a vcs, que são uns fofos comigo! Espero que o cap. esteja à altura da espera! bjus!

Finn e Rachel saíram aos tropeços, trocando beijos sôfregos até chegarem ao condomínio dos empregados. De frente às portas dos seus apartamentos, eles viveram um segundo de hesitação, até ela perguntar:

–Na sua casa ou na minha ?

Finn sorriu enviesado, malicioso, encostando a morena em sua porta:

– Na sua, se não for incômodo.

– Nenhum, senhor. – ela gemeu, pois o motorista marcava seu pescoço com um chupão insanamente gostoso.

Eles adentraram o apartamento às cegas, se beijando, se tocando, falando coisas desconexas, como se toda a libido que os invadira os tivesse deixado meio bêbados ou algo do tipo.

–Rachel... – ele miou. – Eu preciso ir me trocar... eu tô todo molhado.

–Adoro isso. – ela riu.

–Não tô molhado no bom sentido. – o rapaz riu.

–Não, por favor, não vai tirar roupa e colocar outra, a gente vai tirar tudo mesmo! – ela insistiu, beijando o torso do motorista, completamente viciada no corpo dele, em seus músculos, sua pele.

–Calma, gatinha. – ele disse, sorrindo.

Finn trouxe o rosto dela para perto do seu de forma tão carinhosa que Rachel sentiu seu coração inchar. Ele era de uma doçura e de uma virilidade que ela se perguntava se algum outro homem sob a face da Terra fosse assim.

–Tudo bem. – ela assentiu, dando um selinho nos lábios dele.

–Eu juro que vou só catar um calção seco lá em casa, tá? – ele beijou-a de novo.

Rachel deitou-se na cama, extasiada. Ela parecia estar sob as nuvens, quem era esse homem tão maravilhoso, onde ele estava para ela nunca tê-lo conhecido?!

Ela sorriu para si mesma, feliz, e uma sensação de plenitude tomou conta de seu ser. Apertou o rosto no travesseiro e fechou os olhos, tentando decorar cada coisa que acontecera naquela noite, tentando memorizar os beijos, a voz rouca de Finn, as carícias...

Finn sorriu silenciosamente, meneando um pouco a cabeça.

A cena fez o coração do motorista descompassar. Rachel dormia, agarrada ao travesseiro, sorrindo levemente.

“Minha maluquinha”, ele sussurrou, colocando uma mecha do cabelo dela no lugar. “Você é tão linda”, ele suspirou. Deitou-se ao lado dela, puxou as cobertas e beijou sua cabeça. “Acho que já tô gamado demais por você”.

[...]

–Bom dia. – Finn disse, apoiando a cabeça no cotovelo.

–Ah, não... – Rachel murmurou. – Não...

–O que foi? – ele indagou.

–Eu não acredito que peguei no sono! – ela enterrou a cara no travesseiro, urrando. – Ai, Finn, eu...

Ele riu, puxando-a para junto de si:

– Você queria transar comigo? Mas que mocinha atirada!

Ela o abraçou com força, corando:

– Assim você faz com que eu me sinta uma pervertida.

– Vem cá, amor. – ele disse calmamente, sem nem perceber o que havia dito. Rachel sorriu e se aconchegou em seus braços. – Você adormeceu, e eu tive dó de te acordar. Você trabalha duro o dia todo, é normal cair assim de sono.

–Mas, mesmo assim... ontem, nós... Finn, esta situação é meio louca, concorda? Faz alguns dias que nós nos pegamos, temos uma atração inegável. Eu... eu sinto algo forte por você.

–Eu também sinto algo muito forte por você.

Rachel mordeu o lábio inferior, ansiosa:

– E o que faremos, então? Qual o próximo passo?

– O próximo passo é eu te levar para sair comigo e meus amigos nesta nossa folga. – ele começou a roçar seu nariz pelo pescoço da empregada. – E, depois... depois eu acho que a gente deve terminar o que começamos ontem, né?

Rachel olhava dentro dos lindos olhos de Finn:

– Sabe, eu conheci muitas pessoas na minha vida. Muita gente mesmo, que você nem imagina. E, confesso, saí com caras com os quais qualquer garota gostaria de ficar. Mas nunca conheci ninguém assim como você. Você é... inimaginável.

– E você é linda. – ele disse, antes de beijá-la de forma lenta e profunda.

Todos os empregados tirariam o final-de-semana de folga, e ninguém queria perder muito tempo na mansão enquanto tinha tanta coisa para aproveitarem fora de lá.

Santana e Mercedes foram visitar suas famílias; Kurt, passar o tempo com seu namorado, Blaine; Finn, Puck e Rachel foram para o apartamento de seus amigos de banda, Sam e Artie.

–Cadê vocês, suas bichas velhas?! – gritou Puck assim que eles entraram. Como sempre passavam as folgas lá para poderem ensaiar com a DSB, tinham a chave do apartamento. – Sabia que vocês ainda iam acabar se pegando.

– Bom dia para você também, Pucksaurus. – Sam cumprimentou, saindo do banheiro escovando os dentes. Era um rapaz loiro, bonito e com pinta de modelo. – Oi, Finn. E... oi, gata. – ele se encostou na porta, tentando fazer charme para Rachel.

–O nome da gata é Rachel. – esclareceu Finn. – E ela é...

Rachel olhou-o atentamente, com o ar suspenso.

– Ela é a minha garota, ok? Portanto, nada de gracinhas.

–Ui, “minha garota”, senti firmeza aí, hein? – brincou Artie, entrando na sala em sua cadeira de rodas. Tinha cara e roupas de nerd, o que fez Rachel duvidar um pouco de que ele realmente fizesse parte de uma banda de rock.

– Rachel, estes são meus amigos, nem vou perder tempo os apresentando, em dois dias você já vai estar farta deles.

Ela riu:

– Imagina...

– Imagina nada, esse povo só vai te respeitar porque você é a mina do Finn. – asseverou Puck.

“A mina do Finn”, Rachel sorriu. Aquilo soava bem aos seus ouvidos.

O apartamento dos garotos era pequeno, mas bem arrumado, claramente porque Artie tinha mania de limpeza e de organização. Os instrumentos da banda ficavam dispostos em um canto da sala, e eles passaram a tarde ensaiando. Rachel os acompanhou tocarem na sua, calada, sentindo a falta da vida artística cavar um buraco em sua alma. Ela podia estar se virando bem como empregada, mas ela era uma artista, sempre seria.

– Finn, eu vou dar uma voltinha pelo bairro, tá? – ela disse, dando um beijo nele. O que era para ser apenas um selinho virou um beijo de verdade quando Finn agarrou sua cintura e as mãos dela acariciaram sua nuca.

– Não demora, tá? Quero te levar para jantar. – ele disse.

– Ok. – ela confirmou.

Sam e Artie só esperaram Rachel fechar a porta para zoarem:

– Aewwwww, Frankenteen saiu da seca! É para louvar de pé, igreja! – Sam começou, bagunçando o cabelo do amigo.

– E ela é muito gata! – Artie comentou. – Finalmente, você pegou alguém, hein? Pensei que tava fazendo voto para o celibato.

Finn ficou vermelho:

– Qual a parte de respeitar a Rachel vocês não entenderam? E sim, a gente tá... tá tendo um lance.

–Já tava na hora de você esquecer a Camille, cara. – afirmou Puck, batendo no ombro do amigo.

[...]

–Quem diria, Rachel Berry caidinha pelo motorista...

– Cas-san-draaaa... — — Cas-san-draaaa... – Rachel cantarolava baixinho no meio de uma delicatessen, em que ela entrara para comprar algo para ela e os rapazes comerem.

– Ele tem pegada, né? – a fada encostou-se numa prateleira. – Nossa, eu até fico sem fôlego.

Rachel tentou agir normalmente, porque achariam que ela era louca, já que apenas ela podia ver Cassandra:

– Você me fez adormecer, não foi? – ela sibilou. – Bem na hora H!

–Acredite, querida, não. Rachel, você está gostando realmente dele?

Rachel ainda não havia sido confrontada por ninguém acerca do que sentia por Finn:

– Eu... ele é tão especial. Tão bonito, forte, bom, sabe? Ele é a melhor pessoa que eu já conheci.

–Você deve saber que Finn não merece ter o coração partido, ok? – disse a fada.

– Eu sei, eu não sou mais aquela heartbreaker, Cassandra.

Cassandra deixou Rachel partir e sorriu consigo própria. Por enquanto, parecia que sua missão estava se saindo bem.

[...]

Após o ensaio, Finn levou Rachel para comer fora. Não foram a nenhum lugar especial, apenas a um pequeno e simpático restaurante italiano comerem espaguete e tomar vinho. Terminada a sobremesa, eles saíram de braços dados pelas ruas. O tempo estava esfriando, o que deu um ótimo motivo para ela se aconchegar cada vez mais junto ao peito dele.

–Espero que você tenha curtido nossa noite... amanhã, vamos tocar numa festa, e vai ser o máximo.

– Eu adorei tudo. E tô louca para ver vocês tocarem!

–Vamos voltar logo, huh? Tá ficando frio... – ele disse.

Caminharam abraçados até o prédio; Rachel e Finn estavam com o apartamento só para eles, pois os rapazes tinham saído para jantar e beber. Quando ele fechou a porta, foram retirando os casacos, sem pressa. Finn sentou-se no sofá e ela foi para o colo dele. Seus olhos se perscrutaram desejosos, mas havia mais do que o simples tesão em estado bruto. Ela colocou os braços em volta do pescoço de Finn, que aspirou o cheiro bom de sua pele e do seu cabelo, e começou a beijá-la de leve, delicadamente, até seus lábios intensificarem o ritmo, suas línguas encontrarem o compasso certo entre o desejo e o carinho que queriam transmitir um para o outro.

Finn retirou a blusa dela lentamente, fazendo Rachel arquear as costas. Ele trilhou com beijos seu estômago, até encontrar seus seios. Abriu o fecho do sutiã, que era na frente, e deslizou-o pelos braços da morena. Rachel soltou um silvo de lascívia ao sentir o hálito cálido de Finn sobre um de seus seios. Ele sorriu com as reações dela, e colocou, sempre de forma delicada, um mamilo na boca, sugando-o, depois o outro, viciando-se na textura e no gosto deles, deixando Rachel à sua mercê, gemendo, puxando seu cabelo, pedindo mais.

–Finn, oh, Finn... – ela não conseguia elaborar mais nada, ele estava levando-a a um nível de excitação que ela não lembrava de ter experimentado antes.

Ele levantou-se com ela no colo e levou-a para o quarto, enquanto se beijavam com fôlego renovado. As roupas foram caindo aleatoriamente, e suas mãos tateavam tudo, apertavam, arranhavam.

Rachel beijou o abdômen de Finn, e segurou seu membro ereto, duro como rocha, já vazando um pouco na ponta... ela lambeu de leve, e o motorista grunhiu, submisso.

– Você é tão bom, tão doce...- ela sussurrou, erótica, fazendo movimentos para cima e para baixo com sua mão. – Eu quero você, Finn.

–Eu também te quero muito, Rachel. – ele tomou as rédeas da situação, deitando-a de frente para ele. Ficaram ali, alguns segundos se encarando, meio sorrindo, meio bobos com a beleza de seus corpos, exalando sexualidade, calor, paixão. Finn pegou uma camisinha no criado-mudo, e puxou-a para si; Rachel enroscou o seu quadril no dele, pronta, entregue, excitada. Beijou o rapaz languidamente, sua língua adentrando a boca de Finn, e ele continuou, até penetrá-la suavemente, causando um leve estremecimento nela. Ainda se beijando, eles continuaram o mais próximo possível, gemendo, sussurrando palavras de prazer, mexendo-se na mesma sintonia.

Rachel ficou por cima, Finn apalpando seus seios, ela quase gritando, sensações demais consumindo seus corpos, prazer, a certeza de que não era só carne, mas coração com coração, duas pessoas conectadas de todas as formas:

– Oh, mais, Finn, mais... – ela urrou, o orgasmo se aproximando, a cama balançando no vai e vem incansável dos dois.

– Vamos, meu amor, vamos... – ele estimulou seu ponto mais sensível, arremeteu mais forte, mais fundo e ela não aguentou, gritou o nome de Finn, como se as estrelas do universo estivessem explodindo dentro dela, enquanto o rapaz jorrava em seu corpo.

Rachel caiu sobre o corpo de Finn, exausta, ainda tentando fazer sua respiração voltar ao normal. Trocou um olhar da mais pura doçura com ele, que beijou seu cabelo suado e suspirou. Perfeito. Aquilo só podia ter sido isso, não havia o que dizer.

Notas finais
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