Notas iniciais
Hey! Oi, leitores amados! Bom, as atualizações demoraram um pouquinho pq eu tive que mandar consertar meu computador, que estava péssimo, mas, agora, tá td ok! Bjus!

Quando Rachel adentrou a cozinha, seus olhos correram em direção a Finn e Camille. Ele encarava a chef e ela tinha um sorriso trêmulo nos lábios.

–Finn? – Rachel tocou no braço dele, levemente. – Tudo bem?

–Ah, oi, Rachel. E a confusão lá fora, já acabou? – ele perguntou, simpático. Porém, o tom de voz neutro deixou a morena em pânico; não havia calor, intimidade e carinho.

– Galera, vou vazar. – anunciou Puck, saindo.

–As pessoas já voltaram ao normal, sim. – Rachel respondeu. – Vamos sair daqui ?

–Por quê?

–Finn, querido, nós precisamos conversar. – ela pediu.

O motorista olhou-a de um jeito confuso:

Querido?

Camille, então, aproximou-se e pousou a mão sobre o ombro dele:

– Vamos sair daqui, Finn.

Rachel sentiu o chão faltar debaixo dos seus pés. Perturbada, atingida pela realidade como se por uma tsunami, ela começou a gritar:

– Você deu a poção para ele?! Você o fez beber a poção, francesa descarada?!

–Eu não bebi poção nenhuma, você está louca? – ele a mirou como se ela realmente estivesse colocando medo nele.

Camille empertigou-se:

– Você precisa entender que o Finn sempre foi meu. Eu era a namorada dele, ele me amava, antes de tudo. – sua voz era fria, mas havia uma nota de desespero nela também.

–Rachel. – Finn iniciou, suspirando. – Eu e a Camille ainda temos o que fazer nesta festa, e você também.

Rachel estava quase chorando e pediu em desespero:

– Finn, por favor, fala comigo!

–Mas eu já estou falando! – ele se exasperou. – O que você quer que eu diga? O que temos tanto para conversar?

– Nós nos amamos! Você não lembra disso?! – ela agarrou a lapela do paletó de garçom dele.

Finn encarou os olhos dela e sussurrou, retirando as mãos da jovem de si:

– Desculpa, mas... eu não lembro disso.

{...}

Rachel se arrastou ao longo da noite sem conseguir acreditar que Camille conseguira dar a tal poção para Finn e que ele agora esquecera que eles se amavam. No fim das contas, depois do barraco causado por Tania e Puck, o evento azedou e antes das três da manhã, e os empregados até que ficaram felizes com aquilo, porque poderia logo descansar.

A morena, porém, estava perdida. Sentou-se à beira da piscina, quando ninguém mais estava perto, com uma garrafa de uísque surrupiada ao fim da festa. Com os pés na água, bebendo, ela começou a pensar: que sentido haveria aquela vida sem Finn? Ela sabia que tinha sido por causa dele que conseguira suportar e superar a nova experiência. Com o apoio e o amor dele, ela tinha trabalhado duro, conhecido o valor do amor e da amizade verdadeiros, mas, agora...

–QUE É QUE EU VOU FAZER SEM VOCÊ, FINN?! – ela berrou, bêbada, a voz ecoando por todos os lugares. – QUE É QUE EU VOU FAZER SEM VOCÊ???

E, com a língua meio engrolada, ela começou a cantar, coisa que não fazia há tempos:

“I hear the ticking of the clock/ I'm lying here the room's pitch dark

I wonder where you are tonight/ No answer on the telephone

And the night goes by so very slow/Oh I hope that it won't end though/

Alone”...

(Eu ouço o tique-taque do relógio/Estou deitada na escuridão do quarto

Me pergunto aonde você está essa noite/Sem resposta no telefone

E a noite passa tão lentamente/Oh, eu espero que ela não termine,

Sozinha...)

Com o copo em punho, cheio de uísque, ela levantou-se e começou a cantar mais alto, andando pela borda da piscina, sem se importar se estava com os pés molhados e que facilmente poderia escorregar:

“Till now I always got by on my own/I never really cared until I met you

And now it chills me to the bone /How do I get you alone?

How do I get you alone?”

(Até agora eu sempre me virei bem por conta própria

Eu realmente nunca me importei até te conhecer/ E agora me gela nos ossos/Como eu deixo você sozinho?

Como eu deixo você sozinho?)

–Ai, meu Deus, que gritalhada é essa?! – Cassandra surgiu, como sempre , do nada, puxando Rachel para a grama. – Tá louca? Pensa que cantar rock brega dos anos oitenta e ainda por cima bêbada vai trazer o Finn de volta?!

–Me solta, Cassandra! – a empregada puxou o braço com um safanão.- Que me importa? Me deixa em paz!

A fada soltou o braço dela e bufou:

– Eu já sei o que aconteceu, sabia? Agora, para de agir feito uma destrambelhada e me escuta!

–Eu só quero beber! Beber e esquecer! How do I get you alone?! – ela continuou a cantar, enchendo o copo com mais uísque.

Cassandra também estava arrasada, mas aquela não era hora para derrotismo. Se ela desistisse de desmascarar Holly, ela assumiria o cargo de Sue como chefe das fadas! E, ainda por cima, ela não poderia deixar Rachel naquela situação, era provável ela regredir e pôr todo o seu esforço a perder.

– Rachel... eu... Rachel! – a fada berrou, estalando os dedos e fazendo a garota ficar paralisada, apenas falando:

– Que porra é essa, Cassandra?!

– Para quieta! Eu andei pesquisando, pensando que poderia passar por isso, e acabei descobrindo que a tal poção possui um antídoto. Acontece que eu não posso procurar nenhuma bruxa, isso seria me rebaixar ao nível da Holly.

– Grande coisa! – a outra desdenhou. – Acabou, Cassandra! O Finn não lembra mais que me ama! Ele me disse! – e começou a chorar.

Cassandra estalou os dedos e o feitiço foi desfeito; Rachel caiu sentada, chorando na grama:

– Ele não lembra mais do nosso amor!

Uma ideia pareceu florescer na mente da fada:

– Espera aí! Você viu o Finn demonstrar algum tipo de sentimento pela Camille? Um beijo? Um abraço?

–Não. – Rachel enxugou um pouco as lágrimas. – Mas ele disse claramente que não lembra que me ama.

– Essa pode ser uma brecha! O Finn certamente foi afetado pela poção, sem dúvida, mas ele não amava mais a Camille, o que faz com que, neste ponto, as coisas não tenham dado tão certo.

–Ai, Casssandra... tô cansada destas teorias malucas...

– Pois não deveria. – a fada revidou. – Rachel Berry, nós temos uma grande missão. – decretou, solene.

{...}
Finn acordou com as batidas de Puck na porta; abriu-a, esfregando a cara, ainda com sono, e viu o amigo com sua bagagem pronta:

– Cara, tô indo nessa. Você vai vir, né?

–Claro, não tenho mais nada para fazer aqui. – ele coçou a nuca. – Cara... eu tô me sentindo meio zonzo, meio aéreo, sei lá... parece que passaram uma borracha pela minha mente, eu sei que deveria estar me lembrando de algo, de alguém...

– Que estranho. – Puck comentou, colocando a mochila no chão.

– Sabe quando você quer lembrar de algo, vai, vai... de repente, tá quase conseguindo alcançar o fiapo de memória e, puff, você esquece.

–Finn, eu não sei bem o dizer. – Puck falou, meio desconcertado. – Olha, eu vou na frente, você tá com um papo muito brabo. Chama a Rachel, você não disse que ia morar com ela?

Finn olhou confuso para Puck:

– Por que eu iria morar com ela?

O seu amigo ficou incrédulo:

– Como assim?! Ela é sua namorada, cara!

– Como eu não lembro disso? – Finn estranhou. – Não lembro de ter nada com ela. Acho que deveria conversar com a Camille, isso sim.

–Finn, mamo, você tá muito estranho! – Puck ficou alarmado. – Você namorava a Camille há tempos, ela foi embora, sumiu, só reapareceu agora, e você tá junto com a Rachel, não com a francesa!

Finn apertava as têmporas, mais zonzo que antes:

– Como eu não consigo lembrar disso?!

–Oi, Finn. – cumprimentou Camille, adentrando o apartamento do motorista com uma bandeja. – Trouxe o seu café.

Puck também achava que estava começando a ficar louco ou algo assim:

– Vocês estão juntos? Ontem mesmo o Finn estava com a Rachel! Que maluquice é essa?

Camille respondeu séria:

– A vida íntima dos outros não te interessa.

Puck balançou a cabeça, incapaz de falar mais alguma coisa, estupefato por aquela mudança brusca com Finn e saiu.

Ela e o motorista ficaram à sós; Finn, concentrado nas palavras que Puck acabara de lhe dizer, procurando encaixar tudo na sua mente falha, e ela ajeitando a mesa:

– Já recebi meu pagamento, poderemos ir embora hoje mesmo. – anunciou, colocando suco de laranja para o rapaz. – A partir daqui, será vida nova, longe desta mansão e destas pessoas.

Ele voltou-se lentamente contra ela:

– Puck acabou de me dizer que eu estava namorando a Rachel.

Camille pigarreou; por um breve instante, o pânico pareceu cruzar seu olhar:

– Puck gosta muito dela e esperava que vocês ficassem juntos. Mas ontem à noite, simplesmente vimos que nos amamos e que não vamos mais ficar separados.

–Eu não lembro de nada... – Finn balbuciou. – Lembro que você foi embora; lembro de ter atropelado a Rachel; mas, por que as coisas não se encaixam? Por que eu tô com essa sensação de que apagaram alguma coisas da minha cabeça?

–Isso é bobagem! – Camille exclamou. – Nós nos amamos. Nós vamos embora daqui e você nunca mais vai pensar nela!

– Eu não sei se amo você. – Finn falou resoluto. – Por favor, saia do meu quarto.

– Mas, Finn...

– Saia, Camille.

Ela foi até seu apartamento desalentada: como Finn estava tendo aquela reação? Não era para ele estar caindo aos pés dela?

Entrou chorando, até se dar conta de que Holly estava na sala:

– Então, tudo certo?

– Não! Não tá tudo certo! – a francesa gritou, chorando. – O Finn não lembra que ama a Rachel mas também não tem certeza do que sente por mim! Grande poção a sua!

A fada pareceu chocada:

– Mas eu fiz tudo direito!

– Ah, com certeza não! – Camille, com os olhos vermelhos de choro e raiva retorquiu. – Eu, como chef, posso garantir que alguma coisa deu errado e desandou! Algum ingrediente, alguma forma de preparo, porque a magia não foi realizada completamente.

As narinas de Holly se expandiam e contraíam de fúria: como ela podia ter falhado com a poção?!

Cassandra reapareceu mais tarde naquele dia de silêncio e sossego na mansão. Os empregados ganharam folga, os patrões e os filhos tinham viajado. Apenas os restos da festa esperando por serem limpos jaziam tristemente pelos cantos.

Rachel tomou banho, tentou afastar a ressaca que tinha após beber uma garrafa de uísque. Estava decidida: iria voltar para a sua vida original. Nada mais valeria à pena ali. Claro que sentiria falta dos amigos empregados, dos meninos da DSB, e obviamente, de Finn, mas ela não tinha mais nada que fazer na mansão dos Benson, pois estava sozinha.

– Rachel, encontrei alguém que pode nos ajudar.

– Eu quero voltar, Cassandra. – ela disse, séria. – Você disse que eu já tinha “saldo” suficiente para voltar, e é isso o que eu quero. Aprendi todas as lições, fui amada, aprendi a amar, perdi o maior amor que já tive por alguém, me esforcei, me tornei humilde, sábia, responsável.

– Mas eu... – pela primeira vez, Cassandra ficou sem palavras.

– Não era este o objetivo da missão? Me tornar uma pessoa melhor? Então. Eis-me aqui, a versão melhorada de Rachel Berry.

Notas finais
Reviews???