Wannabe Cinderela
6 Addicted To You
Notas iniciais
Finn e Rachel respiravam pesadamente, sorvendo o ar ao redor com força.
–Uau. –ele suspirou, encostando a cabeça na parede.
A morena tinha lhe deixado excitado, louco, quase perdido em um mar de desejo. Que mulher era aquela?!
–Uau, mesmo. – ela emendou, sorrindo. Nenhum homem havia lhe dado um beijo incendiário como aquele, e olha que ela já teve oportunidade de ficar com alguns dos homens mais cobiçados do showbizz. Finn era sexy, tinha pegada, era viril e delicado na medida certa.
–Eu acho que... – ele coçou a cabeça, um pouco pensativo. – Rachel , eu não sei o que dizer sobre isso. Foi o máximo, mas... não quero apressar nada entre nós.
–Eu entendo, Finn. – ela admitiu. – Mas, o que este beijo significou para você?
– Muito. – ele simplesmente respondeu, e saiu.
Rachel fechou a porta e deslizou sobre sua superfície, espantada, excitada, surpreendida.
{...}
Finn não conseguiu dormir direito. Rachel mexera com ele como há muito tempo ninguém tinha feito. Para ser sincero consigo próprio, ele tinha lhe achado bonita desde quando ela estava deitada inconsciente na cama do hospital; a história toda que ela contara era meio surreal, mas, como abandoná-la à própria sorte? Depois, com a convivência, como não se sentir atraído por aquela mulher bonita, interessante e sexy?
Ele decidiu levantar cedo e ir logo cuidar dos carros do seu patrão. Sempre que estava precisando pensar, ele preferia apenas tomar um gole de café preto e escapar das conversas cheias de fofocas de seus amigos na cozinha.
–Bom dia, Hudson. – seu patrão o cumprimentou, apressado e seco, como sempre.
–Bom dia, sr. Benson. – o rapaz respondeu, colocando o paletó que compunha seu traje de motorista.
– Vamos para a empresa mais cedo, hoje. Tenho mais tarde que comparecer a uma daquelas reuniões sociais insuportáveis que a Tania promove.
Finn e o patrão entraram no carro, um luxuoso Bentley Mulsanne de um tom elegante de cobre prateado. Finn observava seu patrão acomodando-se confortavelmente atrás, e logo sacando seu iPad para checar dados dos seus riquíssimos negócios. “Como este homem vive sem nem prestar atenção à própria família?” , o motorista se perguntou, fazendo uma curva e indo em direção à ilha de Manhattan.
Charles Benson tinha cinquenta anos e era alto, grisalho e já estava começando a intensificar seu cooper e as partidas de squash para não perder a agilidade. Claramente, parecia se divertir mais com os números relacionados à sua empresa de petróleo do que com a família. Falava pouco, mas Finn decidiu arriscar uma conversa:
– Doutor, será que eu e os outros empregados podemos ter todo o final de semana de folga?
–Como? – o sr. Benson indagou, porque não estava prestando a atenção.
– Eu perguntei se eu e os outros empregados podemos ter um final de semana de folga.
– E para quê dois dias de folga?
“Será que este homem pensa que não temos vida fora daquela mansão?”, Finn irritou-se:
– Porque um dia apenas é muito pouco para descansar. – o motorista bufou, deixando transparecer um pouco de impaciência.
O sr. Benson pareceu refletir por um momento e assentiu:
– Tudo bem. Mas que fique claro que não vou aumentar mais a folga que vocês terão no fim de ano, ok?
–Sim, senhor. – Finn concordou, feliz.
{...}
–Está tudo em ordem como a sra. Benson pediu. – constatou a governanta Beiste. – Só espero que ela não venha com chiliques depois. – suspirou.
Tania Benson vivia promovendo eventos como aqueles, abrindo a mansão para delírio e inveja de seus amigos do high-society. A desculpa desta vez era um coquetel em homenagem à “Liga das Mulheres de Bem”, um clube de dondocas desocupadas do Hamptons, do qual ela era a presidente.
– Que vaca hipócrita. – Santana chiou baixinho, e apenas Rachel e Kurt escutaram-na. – Fica fazendo pose de certinha enquanto vai para a cama do Puck.
– Pelo menos ela é esperta. – suspirou Kurt. – tem o gostosão na cama e o ricaço pagando as contas dela. Mas, não vamos nos abalar, Sant: amanhã é nossa folga!!
Eles fizeram um high- five e Rachel apenas ficou calada. Folga... o que ela faria com uma folga? Para onde iria?
Pegou uma bandeja com canapés e começou a transitar entre os convidados, sem emoção.
– Que pena que você não vai aproveitar sua folga, não é? – Cassandra perguntou, quando Rachel foi para a cozinha reabastecer sua bandeja.
– Sério, Cassandra? Sério que você agora também lê pensamentos? – a morena falou, irritada.
– Nem precisaria, mas, sim, eu li os seus. – a fada loira, que naquele dia usava um elegante vestido rosa salmão e uma sandália de saltos altíssimos, afirmou. – Aproveite para dormir, benzinho.
– É só o que me resta, né? – Rachel resmungou, chateada. Não tinha nem o que planejar fazer na sua folga, e, ainda por cima, depois do beijo avassalador que compartilhara com Finn, ele simplesmente havia sumido.
–Rachel, basta não ser afoita, certo? Tudo tem seu tempo. – Cassandra disse, comendo um canapé. – Aliás, um dos maiores erros da sua vida anterior é ter tido voracidade demais. Espere, confie, deixe as coisas acontecerem.
Rachel baixou a cabeça:
– É que é muito ruim não ter ninguém. E ontem, eu pensei...
– Pensou que o Finn já cairia na sua tão rapidamente? – a fada a interrompeu. – As coisas eram assim antes, gafanhoto. Não são mais.
Estalou os dedos e sumiu. Rachel ficou refletindo no que Cassandra dissera quando uma pessoa chegou e perguntou, assustando-a:
– Ora, se não é a empregada que quase me deixou cego?
Rachel virou-se e encarou Jim Benson. Banhado, sóbrio ( ou menos bêbado) e bem vestido, ele até que era bem bonito.
– O senhor deseja algo? – ela indagou, buscando ser o mais polida possível.
– As suas desculpas, em primeiro lugar.
Rachel riu, mordaz:
– Desculpas?! O senhor me atacou!
–Não seja bobinha... – ele chegou mais perto dela, o que provocou calafrios de asco na empregada. – Haveria muita vantagem em se divertir comigo, princesa. – ele tocou o queixo de Rachel, fazendo-a encarar seus olhos.
– Me largue, se não eu vou começar a gritar. – ela sibilou com os dentes trancados, uma lágrima de raiva já quase caindo dos seus olhos.
Neste momento, como por mágica, Finn adentrou a cozinha e Jim desvencilhou-se de Rachel, saindo de lá.
–Ele... ele tava te incomodando? – o motorista arguiu.
– Tava. Mas, deixa pra lá. – Rachel desconversou, tratando de colocar os petiscos na bandeja e sumir da cozinha.
–Rachel, este cara é um mala sem alça, se ele te importunar de novo...
–Você vai fazer algo? – ela o desafiou. – Acho que não.
Finn estranhou a atitude dela:
– Eu fiz algo de errado?
Rachel revirou os olhos, impaciente:
– Não, você não fez! Eu é que depositei algum tipo de esperança ou sei lá o quê naquele beijo, mas já passou. Já saquei que para você não foi nada de mais.
–Eu não disse isso. – Ele falou baixo, perto dela. Rachel teve que se concentrar nos canapés para não permitir que o perfume de Finn a inebriasse. – Só passei o dia todo fora, trabalhando. Cheguei agora, inclusive, e ainda por cima, consegui todo o final-de- semana de folga para a gente.
Rachel deu de ombros:
– De que me importa? Eu não tenho mesmo para onde ir.
– E o ensaio da minha banda? Você não quer ver? – Finn retorquiu.
– Eu não sei, Finn. – ela respondeu, e saiu quase correndo.
{...}
Os colegas de Finn, apesar de exaustos pela reunião promovida pela patroa, ficaram mais que felizes com o fato de o motorista ter conseguido dois dias de folga. Até a governanta Beiste, que normalmente era muito séria, abriu um sorriso enorme e bebeu uma taça de vinho na cozinha junto com todos. Depois que tudo estava limpo e arrumado, cada um foi para o seu apartamento arrumar suas coisas. Rachel, porém, dirigiu-se para a piscina que ficava dentro da academia de ginástica, um lugar que era mais afastado da mansão e que ela às vezes ia para relaxar. Claro, seus patrões não imaginavam isso, mas todos os empregados, de vez em quando, gostavam de ir lá.
Rachel estava se sentindo estranha, não só pelo beijo, mas por ter reagido daquela forma à cantada de Jim. Em uma outra época, ela aproveitaria aquela chance para subir na vida, mas não desta vez. Algo estava mudando dentro dela, e ela ainda não sabia como lidar com isso.
– Você aqui? – a voz de Finn soou atrás dela.
–Finn? – ela se assustou um pouco, levantando-se da borda da piscina. – Então, este esconderijo não é tão escondido assim.
– Eu te procurei pela casa toda. – ele disse. – Aquilo que você disse sobre o nosso beijo não ter sido nada de mais... você tá errada.
Rachel virou-se e se sentou de novo na borda, colocando as pernas na água:
– Eu só estou confusa. Antigamente, eu costumava ser muito segura. Eu fazia algo e tudo dava certo.
– E o que mudou? – Finn sentou-se ao seu lado.
– Eu não sei... esta vida nova. Você.
Finn tocou levemente o rosto de Rachel com os nós dos dedos. Sua pele era perfeita, macia:
– Rachel, eu não sei muito sobre você, mas eu não sou apressado, ou ansioso. Aquele nosso beijo ontem foi assim, mas hoje e depois, as coisas serão mais calmas, ok?
– Como assim?
–Eu quero dizer que eu não sou indiferente a você. Você sempre mexeu comigo, desde quando estava estendida naquela cama de hospital quando eu quase te atropelei. E quando eu te vi só te toalha, nossa... você é muito linda, Rachel, e especial.
Ela o fitava fixamente:
– Ninguém nunca me disse isso. – ela sussurrou. – Nenhum cara me trata como você, Finn. Isso é lindo e, ao mesmo tempo, assustador.
– Por que assustador? – ele chegou mais perto dela. – Foi você que me provocou antes.
– Eu sei, mas...
– Só me beije, ok? – ele falou quase sobre os lábios da garota, e ela fechou seus olhos e entregou-se à sensação maravilhosa de ser engolfada pelos lábios do rapaz.
Rachel abraçou Finn, segurando-o firmemente. Suas mãos arranhavam delicadamente a pele branca dele, enquanto a boca de Finn explorava a sua sem pressa, deleitando-se com seus lábios e dançando com a sua língua. Sem pensar, ela retirou a leve blusa de algodão dele, enquanto ele retirava a camiseta dela. Os beijos se tornaram mais urgentes; ele beijava os ombros de Rachel, que ronronava de prazer. Finn fez uma trilha de beijos no pescoço e na mandíbula dela, descendo para o colo.
Ele olhou-a como se pedindo permissão, e ela sorriu, soltando um silvo de prazer quando os lábios do rapaz alcançaram o bojo do seu sutiã. Ele beijou seus seios sobre o tecido, de forma lasciva, sensual.
–Você vai me matar assim. – ela grunhiu. Então, sem avisar, o empurrou para dentro da piscina.
– Rachel! – ele berrou, sacudindo o cabelo.
Ela riu e retirou o short que vestia. O motorista ficou babando com a visão daquela morena apenas de calcinha e sutiã à sua frente.
– A água tá ótima. Vem cá. – ele disse.
Ela mergulhou graciosamente, tal qual uma sereia, e ele agarrou-a pela cintura. Ela retirou o calção dele e Finn ficou apenas de boxer. Apesar de estarem na água, o sangue e a temperatura do lugar estava nas alturas. Eles se beijavam ora freneticamente, ora sensualmente, a paixão latejando, fluindo, atiçando os sentidos dos dois.
Finn encostou-a nos azulejos da piscina e ela sentiu a ereção do rapaz firme em sua coxa. Fogosa, ela começou a tocá-lo:
– Ugh, Rach... – ele gemeu.
– Me chama de novo assim. – ela sussurrou no ouvido dele, e começou a chupar o lóbulo da orelha dele:
– Rach... Rach... – ele falava o nome dela, gemendo, quase sem fôlego. – Você é demais. – ele declarou, começando a baixar as alças do sutiã dela.
Calor, corpos molhados, paixão, tesão, eles eram duas bombas prestes a explodir: enquanto Rachel segurava o rijo membro de Finn, bombeando-o quase ao nível da tortura, ele beijava os delicados seios dela. Definitivamente, eles estavam se viciando um no outro. Eles trocaram um olhar lânguido e sua bocas selaram-se de novo, caindo numa espiral de desejo sem fim.
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