Walking alone / Caminhando Sozinha
4 Capitulo 4
Notas iniciais
"dentro da minha mente uma voz, me gritava, pare o agora, se seu namorado ficar sabendo ele vai matar os dois" A voz estava com raiva dentro de mim, eu também estava, não podia deixar ele fazer isso. Mais meu corpo não me obedecia. Só consegui fechar meus olhos...
prendi minha respiração, rezando para ele não me beijar. Não sei porque meu corpo idiota não me ouvia, eu tinha que parar o que ele estava fazendo.
Senti seus lábios macios tocarem meu rosto, perto do cantinho da minha boca. Soltei minha respiração aliviada. Pensa na confusão que isso ia me causar.
Abri os olhos, encontrei seu olhos negros me olhando, com uma certa tristeza.
Ficamos nos encarando por um tempo.
_tchau. disse ele me dando as costas.
Ele não me deu a chance de responder.
*** *** ***
sentada no quintal dos fundos, com meus fones no ouvido. Não consegui parar de pensar sobre ontem. Da raiva que estou por saber que Jonathan esta na cidade e não veio ainda me procurar. Estou esperando a Mônica. Ontem liguei para ela preciso conversar com alguém, tirar a duvida se Jonathan esta mesmo na cidade. Ela é do nosso grupo ela tem que saber alguma coisa.
Olhei no relógio ela esta atrasada.
_oi.
Não precisei virar para saber, quem era. A voz calma e doce, era a Mônica.
_oi.
Ela sentou na cadeira ao meu lado. Fitamos a piscina.
_como você esta?. Perguntou ela, virando para mim.
_bem._respirei suave
Não sei porque liguei para ela, não sabia como, entra no assunto "Jonathan".
_desculpa por não ter ido. Eu não me dou bem com aquele lugar, fico, mais de messes triste quando vou lá._ seus olhos diziam a verdade._ vim aqui de ver, sua tia disse que você queria ficar sozinha. A pesar que ela achava que não era uma boa opção._ela tomou folego._ eu queria estar ao seu lado, de mostrar que você tem amigos que te ama muito. Não só eu, mas o pessoal todo sente muito por não estar com você.
Sua voz estava chorosa.
_tudo bem.
Voltei a olhar a piscina na minha frente. ficamos em silencio por um bom tempo. Acho que foi uma péssima ideia ter chamado ela aqui.
Olhei de canto para ela, ela mexia em suas mãos. Ela só faz isso quando esta nervosa.
_fiquei sabendo que o grupo quebrou a lanchonete do seu Marco.
Ela encarou suas mãos por um tempo, antes de me responder.
_não foi o grupo todo. Foi o Tadeu e o Gabriel. Eles beberam um puco e passaram da conta.Nenhum estrago foi feito.
percebi que sua voz estava meio azeda.
_hum...
_como você ficou sabendo? Se ontem no telefone você me disse que não tinha visto ninguém.
Não vou dizer a verdade, porque esta parecendo que ela não esta sendo sincera comigo.
_minha tia me disse.
Ficamos em silencio novamente. Estamos parecendo duas estranhas, que acabaram de se conhecer. Acho que pior do que isso.
_deve estar sendo bem doloroso para vocês, passei outro dia em frente a casa deles, vi a quela faixa amarela, na porta. Achei que a policia já tinha resolvido o caso.
Minha mente vagou para o dia do assassinado deles.
Entrei em casa, por volta das dez da noite. Vi tia Clarice sentada na sala chorando. Corri para ela.
_o que foi tia. Perguntei com a voz roca de tanto gritar no show do Marilyn Manson que fui.
_querida você tem que ser forte. ela voltou a chorar.
Ela me contou que meus avôs tinham sido assassinado. Minha vó com um único tiro no peito. Meu avô morreu com seis facadas. Não quis saber de mais nada. Não me lembro do que aconteceu, só me lembro das paredes brancas do meu quarto. Minha tia disse que tinha desmaiado. Fui a casa dos meus avôs apesar dos meus tios não quererem que eu fosse. Eu insisti que tinha que ir.
Chegamos na casa estava toda, revirada. Não era a casa que minha vó costumava deixar, era sempre limpa e organizada.
_estão sentindo falta de alguma coisa? perguntou o policial.
_não. Eu e tia Clarice falamos ao mesmo tempo.
_tem certeza, porque, se não esta faltando nada.
_temos.
O policial, começou ha nos guiar para fora. Quando seu parceiro gritou do andar de cima.
Minhas lagrimas caiam, que mal enxergava o que estava na minha frente. Sentia meu peito querer sair pela boca. Queria acordar desse pesadelo.
_que foi?
_tem um cofre vazio aqui.
_um cofre. A voz da tia Clarice era de surpresa.
Não conseguia entender o que eles conversaram depois, da palavra "cofre". Não me lembrava que meus avôs tinham um cofre.
_esta vazio. Acho que foi um assalto.
Minha cabeça, latejava dor. Porque matarem meus avôs. Minha mente começou a me bombardear de perguntas que me deixaram tontas.
Eu e tia Clarice voltamos para casa, enquanto tio Carlos cuidava do enterro.
_planeta terra chamando.
Monica balançava sua mão na minha frente.
_desculpa. Me distrai.
Eu e ela não eramos de ficar quieta um minuto que fosse, agora, o silencio toma conta de nós.
Estava começando a me incomodar. tinha que arrumar alguma desculpa.
_podemos nos ver mais tarde? Perguntei a ela.
_claro.
Levantei e ela me seguiu. entramos dentro de casa.
_desculpa por te fazer vim aqui, é que minha cabeça esta começando a doer, vou tomar um banho e dormi um pouco para ver se passa.
Olhei para ela, para saber se ela tinha ficado ofendida. Ao que parece não.
_não se desculpe é bom ver você. Eu passo aqui mais tarde.
Ela me abraçou. Senti o cheiro do perfume que dei para ela no mês passado.
Assim que ela saiu eu subi para meu quarto, me derramei a chorar. Aquela dor do dia que senti quando fiquei sabendo da morte deles, voltou. Meu peito parecia uma granada pronta para explodir. Não sei como ainda tenho lagrimas.
Estava começando achar que minha tia tinha razão, uma nova escola ia me fazer bem. Ontem quando sai com o grupo do Bruno não me senti como estou me sentindo agora.
*** *** ***
Coloquei a ultima mala, no cando do quarto. depois de hoje com a Mônica que sou muito próxima as coisas estavam esquisita imagina com o resto do pessoal. Se cada vez que ver eles, e eles me pedir desculpa, ou falar nós meus avôs tenho a plena certeza que aquela dor em meu peito vai volta.
Então resolvi que deveria pelo menos tentar, se no outro colégio não sair como o planejado, eu volto.
Fico pensando como as pessoas superam a dor. Achei que ia ser mais fácil, Queria entender o que meus avôs fizeram, para isso acontecer, sera que eles tentaram não dar o que eles queriam? O que contia no cofre? Perguntas e mais perguntas.
Me olho no espelho tomando coragem para descer para almoçar e encarar minha tia.
Desci os degraus contanto, fui na cozinha ela não estava, fui na sala, encontrei ela dormindo no sofá com um livro na mão. Tirei o livro da mão dela, com cuidado para ela, não acordar. Fiquei fitando ela, de como fui estupida na quele dia gritando com ela. Ela só queria me ajudar. Tia Clarice perdeu os pais, sua dor deve ser maior que a minha.
Sai rua a fora, estava frio hoje, com céu nublado. Peguei um pouco de ar. Não sabia bem para onde ir. Andei até o parque, comecei caminhando, depois fui correndo. precisava colocar meus pensamentos em ordem. Duas semanas para cá, parece que não estou vivendo minha vida, é como se estivesse vivendo a vida de outra pessoa. Como se eu tivesse caído em um sono profundo. Todas as minhas ações são de pura obrigação, porque essa não é a minha vida. Grito em pensamento Deus devolve minha vida, essa não me pertence.
Corro por mais um tempo, godas cai em mim. Paro de correr deixando a chuva fria cair sobre meu corpo. Lagrimas, que não pedi que saíssem, rolam pelo meu rosto. Volto para casa, vou para o banho. Ligo a água quente que cai sobre meu corpo frio, me dando uma sensação boa. Lavo meus cabelos, com shampoo de maça verde. enrolo mais um pouco embaixo da água que esta muito boa.
sai do banho, seco meus cabelos com secador, prendo em um rabo de cavalo. Coloco uma roupa confortável.
Bato na porta do quarto de tia Clarice. Ela me manda entrar. Entro sem jeito. Sento na ponta da cama onde ela esta deitada.
_podemos conversar?
_claro querida.
Ela pega o controle e desliga a televisão. Colocando toda sua a tenção em mim.
_desculpa por ontem, não queria ter falado e saído daquele jeito._ela fez sinal que prosseguisse._ eu tomei uma decisão sobre o colégio. A pesar de ser interno, acho que você tem razão, seria uma boa escolha ir para lá. Acho que a dor vai ser menor se estiver longe.
Vi em seus olhos um certo brilho depois que terminei de falar. Um sorriso brotou em seu rosto.
_o que de fez mudar de ideia?
_hoje vi a Mônica, e nossa conversa me fez perceber, que não vou perder meus amigos por estar por um tempo longe.
_que bom que concordou querida, você vai ver como, esse colégio vai de ajudar.
Puxei ela para um abraço.
_obrigada. Sussurrei em seu ouvido.
_não ha de quê.
Deitei ao lado dela na cama, procuramos um filme para ver. A campainha tocou. Uma olhou para outra quem vai atender. Eu levantei porque tinha certeza que era a Mônica.
assim que abri a porta dei de cara com ela.
Mônica, é um pouco mais alta que eu. Cabelo cacheado, preto, olhos azuis. tem uns quilinhos a mais.
Dei espaço para ela passar. Levei ela até a sala onde sentamos, no sofá, xadrez, que não combina nada com a sala. Oa moveis são todos modernos, menos o sofá.
_semana que vem, meus pais e eu vamos para casa de campo, bem que você poderia vir comigo. Assim poderíamos por o papo em dia._ela me analiso_ não vou aceitar nenhuma desculpa.
Como contar para ela que vou estar na outra semana em um colégio interno. Que começa as aulas um mês antes das demais escolas.
_não vai dar, semana que vem, tenho aula._expliquei antes que ela fique confusa._ meus tios me colocaram, em um colégio interno em outra cidade.
Ela me encarou, com uma certa confusão, depois vi em seu semblante, que ela havia entendido.
_como assim? você vai me abandonar._ela me olhava triste.
_desculpa, mais não tenho outra escolha a não ser ir.
_Porque mudar você de escola agora._havia tristeza em sua voz._ Para onde eles estão de mandando? Não endento o porque disso agora.
Era nítida a raiva em sua voz.
_ainda não sei, só sei que é em outra cidade, minha tia disse que é perto.
Pedi para ela me atualizar sobre o que aconteceu o tempo que fiquei ausente. Ela me contou que seu pai vai ficar um ano em Londres, ela esta triste, por ficar tanto tempo longe dele assim. Carla minha outra melhor amiga esta namorando um menino que esta na faculdade. Os pais dela aceitaram numa boa, ele foi pedir ela em namoro para eles, ele parece ser um bom rapaz. Conversamos de tanta coisa. Nossa conversa foi interrompida pelo celular dela.
Ela levantou foi para um canto da sala. Sua conversa no celular foi breve.
_desculpa mais tenho que ir, minha mãe vai ao shopping comprar algumas coisas para viajem da semana que vem.
_tchau. Levantei e dei um abraço nela.
_passo aqui amanha ok.
_ok.
Assim que Mônica foi embora, dei mais uma olhada no meu quarto para ter certeza que não estava deixando nada que gostasse para trás. Ao meu ver não estava esquecendo nada.
Assim que tio Carlos, chegou contamos que tinha aceitado ir para o colégio, ele ficou super feliz por eu estar indo. Ele e tia Clarice não parava de dizer que não estavam, tentando se livrar de mim, é que eles querem o meu bem.
Antes de ir dormi, fui por o lixo para fora.
_oi._uma voz rouca familiar._podemos conversar.
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