Walking alone / Caminhando Sozinha
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Era o Miguel meu melhor amigo secreto, ninguém na escola tem conhecimento sobre nossa amizade. Motivo 1 para ninguém saber ele não pertence a grupo nenhum. Motivo 2 ele não suporta meu namorado. Não sei o que aconteceu entre eles, para eles se odiarem tanto. Miguel é um menino na dele não meche com ninguém, ele sempre foi gentil, carinhoso, e muito amigo.
_que saudades.
Nos abraçamos. Ele esta cheirando a avelã.
_vem, vamos entrar.
_hoje não princesa, tenho umas coisas para fazer, só vim mesmo porque queria falar com você.
_ok.
Miguel e eu viramos amigos na quarta serie, depois de ter feito um trabalho em dupla de geografia. A partir desse dia viramos melhores amigos, ele me conta tudo e eu conto tudo para ele. Chamo ele, de cachos. Ele é branco loiro, cabelo cacheado, olhos verdes que nem os meus, um metro e oitenta.
_queria de dizer que não fui no enterro porque o grupo do Jonathan estava em peso lá e não queria uma briga por nada. Também não vim a qui antes, porque o sei que o Jonathan não ia sair do seu lado, aproveitei a oportunidade de ser tarde e contava com você estar sozinha.
Ele deu um sorriso sem graça.
_tudo bem._ sorri para ele._ o importante é que você esta aqui agora certo cachos.
_certo, e já de pedir para parar de me chamar assim.
Baguncei seu cabelo.
_e também vim me despedir, meu pais vão para outra cidade amanhã.
_como assim você vai me abandonar._fiz uma cara de chocada._ pode dizer para seus pais que eu não deixei você ir sem mim.
Começamos a rir.
_também estou mudando de cidade.
_serio porque? Pelo que aconteceu?
_mais ou menos. Meus tios me colocaram em um colégio interno.
_ha entendido até que em fim eles resolveram colocar você na linha sua rebelde.
_engraçadinho.
_vem cá.
Ele me puxou para um abraço apertado de esmagar os ossos.
_estou ficando sem ar. Disse de brincadeira
Ele me soltou deu um passo para trás.
_vou sentir falta das nossas conversas secretas.
_eu também.
Ficamos mais um tempo lá fora conversando. Depois entrei e cama.![]()
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Senti alguém me chacoalhando.
_levanta dorminhoca.
_não._minha voz ainda estava sonolenta._ deixa eu ficar mais um pouco na cama tia.
_Mais? Negativo, já são duas da tarde precisa comer alguma coisa.
O que duas, nossa como consegui dormi tanto assim, ontem, eu nem dormi tarde.
_ok tia já to levantando.
Sai da cama sem a menor vontade. Tirei meu pijama, coloquei um vestido solto, ate o joelho, uma rasteirinha. Prendi o cabelo em um coque.
Fui com passos arrastado para sala onde, estava tia Clarice assistindo um programa culinário.
_tem bolo na mesa e suco. A Monica ligou umas três vezes atrás de você.
Não disse nada a tia Clarice, fui para cozinha, sentei em uma cadeira, liguei para Monica. No segundo toque ela atendeu.
_até que em fim achei que não fosse me ligar.
_oi Monica, fiquei acordada até tarde ontem.
Do outro lado da linha estava muito barulhento.
_você esta aonde, para esta todo esse barulho?
_na lanchonete. Ontem quando cheguei em casa, e lembrei do que você me disse._ ela ficou muda por uns segundos._ que poderia dar uma festa de despedida para você? O que você acha?
Agora minha vez de ficar muda. Uma festa não sei se seria uma boa ideia agora, depois de tudo o que aconteceu ainda estou sentida. Mais por outro lado eu tenho a chance de me despedir dos meus amigos antes de parti.
_tudo bem.
_tem certeza, que esta tudo bem mesmo?
_tenho pode fazer, eu sei que você esta louca para dar esta festa.
Do outro lado da linha ouvi os gritinhos felizes dela.
_ok vou dar a festa na sexta feira.
_ta.
_bom eu vou desligar agora, vou terminar de comer meu lanche de vejo em algumas horas. Beijos.
_beijos.
Desliguei o celular. Cortei uma fatia de bolo e peguei um pouco de suco.
A campainha, não me preocupei em ir atender, porque sei que Tia Clarice vai, ela esta mais perto.
_me desculpe o incomodo, Sra. Montes podemos conversar.
Disse uma voz grave masculina.
_por favor entra Senhor.
_Enzo senhora.
_me chame de Clarice, Enzo.
Fiquei atenta na sala. Quem sera esse homem?.
Na sala estava um silencio, que estava me deixando incomodado.
_senhora, Desculpe Clarice._ele deu uma pequena pausa e prosseguiu._tenho noticias do caso dos seus pais. Avaliamos a casa e descobrimos que não só o cofre estava vazio, o seguro disse que esta faltando três caixas que ficava perto do cofre. Perguntamos a seguro o que tinha no cofre eles, não souberam informar, disse que o que contia no cofre e nas caixas eram domínio da família.
O que? Não me lembro dessas caixas? nem sabia que meus avôs tinha cofre.
_como assim caixas que tamanho e forma?
Tia Clarice estava com a voz tremula.
_caixa de madeira pura, com desenhos africanos, uma antiguidade._ sua voz estava leve._ você poderia me informar, o que contia nelas e no cofre para podermos seguir com a investigação.
_não posso ajudar, não tinha nenhum conhecimento de nenhuma dessas caixas e nem do cofre Enzo.
_talvez sua sobrinha saiba sobre essas coisas?
Eu não sabia nada disso. Como eles não me contaram que tinha essas coisas e seguro? Acho que fiquei muito preocupada comigo que me esqueci de voltar a minha vida mais para eles.
_vou chama-la.
_Sara, vem cá.
Tia Clarice gritou da sala.
Entrando na sala, vi um cara de um metro e noventa, cabelos pretos com alguns fios brancos espalhados, vestia uma jaqueta marrom, calça social azul marinho, sapato refinado, parecia que tinha acabado de ser lustrado. Olhos mel, com um olhar penetrante. Ele esta sentado de frente para porta da cozinha, tia Clarice de costas.
_Enzo_ ele estendeu sua mão direita para mim, a peguei demos um leve aperto._prazer Sara.
Acenei com a cabeça.
Sentei no braço do sofá perto de dia Clarice.
_como ia dizendo para sua tia, precisamos, saber o que contia nas caixas e no cofre para darmos continuidade a investigação.
_gostaria de ajudar, mais não tenho nenhum conhecimento de nada disso, poderia morar com meus avôs, mais tinha coisas que eles não me contavam._ tentei ser mais sincera possível._gostaria de saber também o que são essas coisas, e o porque deles só terem levado isso.
Na casa dos meus avôs tinham joias da família, aparelhos que valeriam uma nota.
Ele levantou suas duas mãos, sorrindo mostrando seus dentes perfeitos.
_calma, essas perguntas deixa que eu faço na hora certa.
Ficamos em silencio. Não gostei muito dele, não sei se é pela sua aparência muito jovem, não sei o que nele me intriga, não parece ser um cara confiável.
_senhora, senhorita, não quero tomar mais o tempo de vocês._ ele se colocou de pé._ vou indo quando tiver mais noticias do caso eu entrarei em contado com vocês.
Tia Clarice, acompanhou ele até a porta. Ela voltou e sentou ao meu lado, com cara de preocupada.
_esta tudo bem tia?
Ela parecia não me ouvir, esta com a cabeça em outro lugar.
_tia. Chamei ela de novo.
_sim querida.
_a Senhora parece preocupada, tem certeza que esta bem?
_tenho não fiquei preocupada.
_ok.
Fique tentando me lembrar se meus avôs alguma vez comentou comigo sobre essas, coisas revirei, revirei e revirei, nada não consigo me lembra de nada. Talvez eles não quisesse que soubesse.
Deixo esses pensamentos de lado. olho para tia Clarice que esta com olhar distante.
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Hoje é sexta feira, dia da festa que Mônica preparou para mim. Não estou muito contente de ir, antes parecia uma boa ideia a festa, hoje já não tenho tanta certeza. Queria poder me bater por ter concordado com isso. Me olho no espelho, estou com Um vestido xadrez, cinza e preto, com três botoes no busto pretos. Alças Largas, sapato meia pata preto, com salto e solado vermelho. Cabelo em um rabo de cavalo. Maquiagem leve, com batom rosa claro.
Fui para o primeiro andar onde encontrei par de olhos encarando-me com a boca aberta pela expressão deles tinha certeza que estou maravilhosamente bonita.
_Olha você tem certeza que não quer que eu te leve para festa?
_tenho sim.
_Carlos, a festa é aqui perto, nada vai acontecer.
_certo mulher.
Eu e tio Carlos tivemos uma discussão de meia hora para ele desistir de me levar.
Acenei para eles que estavam na porta, joguei um beijo e disse que amava eles.
Sai rua a fora cortando caminho passando pela casa da Mônica seguindo em frente já era a costumada a fazer esse caminho, estava preste_ a dizer_ adeus para essas casas, essas árvores o parquinho que eu vinha com meus pais aos domingos brincar com meus amigos quando era criança. Também gostava de vir aqui e ficar no balanço conversando com a Mônica.
Passou por mim um vento gelado olhei para o céu que esta começando a ficar cinza isso significa que vai chover mais tarde. Queria adiar e não ir a festa dizer para Mônica que preferia ficar na casa dela conversando com ela , matar a saudade, antes de partir.
Só vou para esta festa para não magoar a Mônica nem meus amigos que vão estar lá. Parecia uma tola andando devagar para adiar minha chegada no salão de festa que fica no final da rua. Sabia que estava chegando perto ouvi a musica da katy perry teenage dream, estava cada vez ficando mais alto o som. Os vizinhos vão matar a Mônica por isso.
Fui olhar para o céu que estava ficando cada vez mais escuro, quase cai no chão uma pessoa me pegou.
_você esta bem?
Não podia ser a Mônica não fez isso porque ele e Mônica não se falam o que ele esta fazendo? Sera que ele esta indo na minha, festa? Isso não seria uma boa ideia. somos de mundos diferentes. Mesmo que tenhamos saído aquele dia e nós dado muito bem, não significa que as coisas mudaram, porque nada mudou.
_ótima! Brigada.
Sai andando lhe dando as costas segui olhando para frente com vontade de olhar para trás e vê se ele tava me seguindo mais fiquei com medo dele estar olhando.
Estou quase perto da entrada quando fui, surpreendida por minha amiga Carla.
_oi_ ela me abraçou_ estou morrendo de saudades sua._ vem vamos entrar
_oi. Também estou com saudades suas.
Fui arrastada para dentro, o salão estava lotado de gente alguns rostos eram familiar outros eram estranhos sempre que eu passava pelas pessoas ia dizendo "oi" de longe pra ser educada, umas vinha e me abraçava ,outras respondia de longe.
O salão, não é muito grande suporta 100 pessoas no lugar, tem duas portas de saída, uma de emergência. quatros janelas grandes de madeiras branca. banheiros. balcão de bebidas. Uma pista de dança, com o chão colorido.
Parei no bar onde Mônica estava sentada.
_a até que em fim chegou._Mônica olhava para alem de mim, nem parecia que ela estava falando comigo.
_oi.
Olhei para onde ela não parava de olhar, não vi nada de mais, a não ser amigos do grupo que estou a costumada. Mônica esta muito estranha.
_o que você esta bebendo?
_vodka com limão. Quer um?
Ela levantou o copo que estava na mão esquerda.
_não obrigada.
Ficamos ali parada observando as pessoas em volta se divertirem. Ela, levantou do nada, me deixando sozinha. Foi para pista de dança. Mônica vestia um vestido preto básico, sandália salto alto, cabelo solto.
_oi gata.
Surgiu uma voz sexy atras de mim.
_oi.
Era Marcelo. Ele é do grupo que ando, no começo antes de começar a namorar o Jonathan tinha uma queda por ele. Olhos mel, cabelo moicano com as pontas azuis. Magro, um metro e oitenta. Camiseta polo azul, jaqueta preta, all star.
_fiquei sabendo que você esta fugindo.
Ele riu não consegui conter ri junto com ele.
_é mais ou menos isso.
_posso saber o que você fez para esta fugindo._ele cruzou os dedos na boca._ juro não contar para ninguém.
Cheguei perto do ouvido dele.
_me pegaram com mais de cinco quilos de maconha.
Ele fez uma cara de impressionado, depois decepcionado.
_poderia ter dividido um pouco.
Ele piscou, virou sua atenção para o barman. Pediu quatro doses de tequila.
_me acompanha?
_não obrigada.
Não sabia que ele bebia, seus pais são pastor da igreja, ele sempre foi o certinho da turma. Sempre que fazemos algo errado ele vinha com sermão que seus pais davam para ele.
Agora olha para ele cheio de marra bebendo, se os pais dele visse isso ele estaria muito encrencado.
Começou a tocar, One Direction midnight memories. Marcelo, subiu no banco, e começou a cantar. Não sabia que ele gostava de, One. O pessoal que estava no salão foi contagiada pela musica, começaram a ir para pista de dança, cada um dançava ao seu modo, não sabia que o grupo era contagiado por uma banda como, one, eu os adoro. Fiquei ali observando eles dançando. Passou um filme em minha cabeça, das festas, brigas, momentos em casa rindo de coisas idiotas que fazemos. Olhando para eles, senti como se fosse uma novata na escola observando os populares se divertirem. Enquanto acho isso super legal, mais sem nenhuma vontade de participar.
A musica acabou começou outra que amava ouvir no quarto ( the reavy- how you like me now).
Continuei sentada no bar olhando para eles dançando como se não houvesse o amanhã. Talvez não tenha sido ruim ter vindo a festa. Pedi ao barman
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