Notas iniciais
Boa Leitura

_que musica é essa?

Ele parou de assoviar, olhou para mim.

_Beethovem, Adagio.

_o que? _Falei indignada.

_só porque jogo basquete, não significa que tenho que ficar ouvindo rap e black. Posso ouvir outras coisas viu.

Ele começou a rir e olhar de volta para rua.

_desculpa é que tenho certeza que, todo mundo pensa isso._escolhi as palavras que falar._ não consigo imaginar jogadores ouvindo isso.

_não sei os outros jogadores, mas eu tenho uma mente bem aberta.

_ok._ Só consegui dizer isso.

Hoje pude perceber, que o pessoal e Bruno não é tão ruim assim, é fácil e agradável de ficar.

ficamos em silencio por um tempo.

Bruno quebrou o silencio.

_Não querendo falar mal do seu grupo nem nada. Achei desnecessário eles ter feito arruaça, na lanchonete do seu Marco._havia um tom de raiva._eles quebraram mesas,cadeiras e caixas de som. Um pessoal que estava lá queriam chamar a policia. Seu Marco não deixou._ ele parecia zangado._ me admira muito o Gabriel e o Jonathan fazer isso depois de tudo que o Marco fez por eles.

Sua voz estava azeda.

Ele disse Jonathan?

_quando isso aconteceu?

Ele não olhava mais para mim quando me respondeu, olhava a rua a sua frente.

_ a oito dias.

Não acredito que o Jonathan, esta na cidade não me procurou. Estou morrendo de raiva.

_que coisa horrível de se fazer.

Minha voz saiu tremula.

Bruno olhou para mim.

_parece surpresa.

Pensei em mentir, dizer que era impressão dele, que sabia do ocorrido.

_é que não imagino eles fazendo essa coisa horrível. E Jonathan me viu e não me disse nada.

_Ha é, ele de viu. Quando ?

Agora quem parecia surpreso era ele.

_há dois dias atrás.

Não sei porque menti. Só não queria que ele soubesse que não tenho noticias do meu namorado. Estava fervendo de raiva por dentro.

Queria ir correndo para casa, ligar e gritar com ele por não ter ido me procurar.

Fui andando mais lento, Bruno não falou nada só seguiu meus passos. Não posso chegar em casa agora, se encontrar com eles acordados, uma discussão não me faria bem nem para eles.

_posso de fazer uma pergunta?

_pode

Disse para Bruno.

_porque estamos andando lentamente?

Ele me encarava com uma das sobrancelha levantada.

_assunto pessoal...

_ok.

Ele parou me olhou, olhei para ele esperando ele me dizer porque paramos.

_seja lá qual for seu assunto pessoal não quero saber, ao menos que queira me contar._ele desviou seu olhar, por um breve momento, voltou a olhar para mim._ se não quiser ir para casa agora não precisa andar lentamente, podemos ir comer alguma, coisa ou sei lá.

_acabamos de comer.

_verdade. Concordou ele.

Desviei o olhar do dele olhando para o a arvore ao meu lado.

_podemos ir tomar um sorvete, a noite esta agradável.

Ele tem razão a noite esta mesmo agradável.

_boa ideia.

Sorri para ele, ele sorriu de volta. Voltamos a andar, passamos reto pela minha casa, as luzes estava acessas ainda.

Chegamos na sorveteria estava lotada. Para entrar esta impossível. Bruno pegou minha mão, saiu me puxando entre a multidão. Quando passava pelas pessoas, ia pedindo desculpa por estar atropelando elas. Chegamos ao balcão, atras dele estava três atendente. duas loiras, altas magras, cabelos cacheado preso em um coque, pareciam gêmeas, usavam o uniforme da sorveteria, branco com listas rosas. A outra era morena cabelo curto, também usava o uniforme. A morena veio nos atender.

_no que posso ajudar Bruno? ela deu uma piscada para ele.

_duas bolas de chocolate branco e abacaxi._ele olhou para mim._ e você Sara vai querer o que?

_duas bolas, chocolate e limão.
_ok, já trago.

Ela foi pegar nossos sorvetes. Bati minha mão nos bolsos, vi que estava sem minha carteira mais que merda.

_que droga. Acho que pensei alto de mais Bruno olhou para mim, e umas pessoas em volta.

_o que foi?

_lembrei que deixei minha carteira em casa.

Ele começou a rir.

_qual é a graça?

O barulho em volta estava ficando cada vez mais barulhento, não ouvi o que ele disse.

_o que você disse? Gritei para que ele pudesse me ouvir.

_Que hoje é por minha conta.

_obrigada. Disse sem graça.

_disponha.

A morena voltou, com nossos, sorvetes entregou para mim e Bruno. Bruno pagou nossos sorvetes.

_Bruno vou dar uma festa semana que vem, cola lá em casa. Ela falava com uma voz sexy, mandou um beijo para Bruno.

_pode deixar colo sim. Até.

Despediu Bruno, fomos para fora da sorveteria, as mesas e cadeiras lá fora estavam ocupadas. Fomos sentar no banco da praça, longe da agitação.

estava feliz por ter saído um pouco do meu quarto, estar naquele mar de tristeza. Um pouco de ar puro esta me fazendo bem.

A nossa frente estava um casal brincando, um de melar o outro, isso me lembrou de Jonathan. Onde sera que ele esta que ainda não veio me procurar? Uma resposta que gostaria muito de saber.

_então como foi ter saído com um povo louco? perguntou Bruno me olhando com expectativa.

_Agradável, achei que seria muito ruim sair com você, mas foi bom.

_que bom que gostou.

Ele sorria para mim. Sorri de volta

Bruno derrubou, seu sorvete, me fazendo rir da cara engraçada que ele fez.

ele veio para meu lado, percebendo qual era sua intenção, levantei correndo, indo em direção o posta dele, para ele não me pegar.

_não corre Sara que vou pegar um pouco do seu sorvete.

Ele veio rindo atras de mim me fazendo rir. Ele me pegou pela cintura por trás me obrigando a parar.

_peguei você. Disse Bruno ao meu ouvido, me causando arrepios.

_ok você venceu. Falei com a voz meio cortada.

Me virei ficando de cara com bruno, que não contia seu riso, pela vitoria.

_então o que vamos fazer? Perguntou ele olhando para meu sorvete.

_você pode ficar com a bola de limão.

Ele me olhou rindo mais ainda. Ele roubou o sorvete da minha mão, saiu correndo, fui atrás dele gritando que ia matar ele se ele não devolvesse meu sorvete. Eu cai ele veio ao meu encontro.

_você esta bem? Perguntou ele preocupado.

_sim. Só me ajuda alevantar.

_ok.

Ele me ajudou, rindo do meu tombo.

Sentamos no banco novamente, ele me passou o sorvete, que derrete na sua mão. Ele passou sua mão melada no meu rosto, fiz cara de indignada, isso não vai ficar assim.

Peguei um pouco de sorvete e passei, no seu rosto. Rindo demais da cara dele.

Ele veio para me sujar de novo corri para as arvores atras de nós. Ele vindo atrás gritando que não era justo. Bruno estava me alcançando, quando ouvimos um grito feminino.
Paramos na hora.

_você ouviu isso? Perguntei ao Bruno assustada.

Ele não me respondeu, ficou olhando para o nada, com preocupação, não parecia estar presente.

Cheguei perto dele.

_Bruno, você esta bem?

_sim.

Ele não olhou para mim, foi andando, para a floresta a nossa volta, fui atras dele. As mãos de Bruno coladas ao corpo tremiam, não sei se era por medo ou raiva.

Ele parou bruscamente, me fazendo bater nele.

Ouvi de novo o grito, que parecia mais perto.

A nossa frente vimos uma menina cheia de sangue, gritando sem parar, um cara todo encapuzado, com um machado, com uma ponta na parte de cima, o cabo enorme. A menina a sua frente olhava apavorada, com os olhos azuis cheios de lagrimas pedindo misericórdia a ele.

Peguei meu celular para ligar para policia. Ele foi bruscamente arrancado da minha mão.

_o que você pensa o que esta fazendo? Sussurrou ele.

_ligando para a policia.

Ele olhava agora para mim com raiva.

_você ficou louca?

_não. Você não vê que se não chamarmos a policia ela vai morrer, e ele ficar solto por ai.

Ele ria sem humor algum.

_não pode fazer isso, até lá ela já vai esta morta, e a policia não vai poder fazer nada, porque não temos o rosto do assassino.

Ele tem razão apesar que não queria admitir isso.
_o que vamos fazer por ela? Perguntei ao Bruno que voltava para a praça.

Fui a trás dele, correndo para o alcançar. cheguei perto ele estava quartando o celular no bolso.

Sua respiração estava pesada, parecia que ele tinha corrido um km. Parei em sua frente impedindo ele de continuar.

_o que você pensa que esta fazendo você não viu o que aconteceu lá.

Nunca vi nada parecido com isso aqui nesse bairro. Fico horrorizada que poderia ter sido qualquer um do grupo, anda vamos a noite nesta floresta, sem medo algum , por nunca ter visto nada. Depois de hoje duvido andar aqui com eles. Ainda estou em choque pelo que vi. Parece cena de filme.

_o que você quer que eu faça, lute com ele e salve ela, e perca minha vida? Bruno estava com raiva, gritou comigo. Me assustando.

_não, mais temos que achar um jeito, não vou conseguir dormi a noite se não fizermos alguma coisa.

Olhei para ele suplicando. Ele olhou para mim, percebi em seus olhos negros, que ele iria me ajudar.

_ok.

Pegou minha mão, voltamos aonde estava a menina. chegamos lá não havia ela nem o rapaz encapuzado. Olhei assustada para Bruno que me olhou por um breve momento. A pontou mais a frente, a menina cheia de sangue e o rapaz sentado numa pedra. Conversando.

Não entendi, ele parecia querer matar ela com aquela arma.

_e agora o que fazemos, atacamos ele ou ela primeiro. Sua voz saiu num sarcasmo total.

_eu não to entendendo nada.

_eu sim.

Bruno apontou novamente para onde os dois estava, mostrou ao lado deles uma câmera.

Entendi e respirei aliviada, eles estavam gravando um vídeo.

_que alivio achei que ela estava em perigo.

Ri sozinha, de alivio.

_podemos agora voltar.

_sim.

Bruno ao meu lado não parecia nada relaxado, parecia preocupado.

Sentamos aonde estávamos. Ficamos em silencio. O celular do Bruno começou a tocar, ele pegou, levantou, foi para longe de mim.

Ele falava no celular com cara de serio e raiva. Queria ser uma mosquinha para saber quem era.

Olhava para o pessoal na sorveteria, com uma pontinha de inveja deles, esta se divertindo. eles ria, abraçavam um ao outo, um deles caiu no chão, os amigos dele riam dele. Ri a cena a minha frente parecia um filme.

_vamos? Sua voz estava seria.

_vamos.

No caminho Bruno foi, me contando coisas, que tinha acontecido no bairro. Me contou umas piadas ilarias. De me fazer chorar de tanto rir. uma vez ou outra ele brincava com uma mecha do meu cabelo.

Paramos em frente de casa, as luzes estavam apagadas.

_entregue. Disse ele parando de frente para mim.

_obrigada. A noite foi agradável.

_não ha de que.

Ficamos um olhando para o outro, ele me olhava com aqueles olhos negros, com uma certa preocupação.

_acho melhor entrar.

Bruno não disse nada, colocou sua mão direita no meu rosto. Sua mão, esta quente e suave.

ele veio chegando perto, veio aproximando lentamente seus lábios no meu.

Congelei na hora.

"O que ele pensa que esta fazendo?"

"dentro da minha mente uma voz, me gritava, pare o agora, se seu namorado ficar sabendo ele vai matar os dois" A voz estava com raiva dentro de mim, eu também estava, não podia deixar ele fazer isso. Mais meu corpo não me obedecia. Só consegui fechar meus olhos...