Notas iniciais
Boa leitura

Sentada na minha cama com meu ipod. Não conseguia parar de pensar no que aconteceu. Não sei o que será da minha vida sem eles. Convívio com meus avôs dês que me entendo por gente, eles sempre cuidaram de mi.

Meus pais são arqueólogos não podem ficar comigo. Eles trabalham para uma empresa muito famosa AMJ. Quase todo mês eles viam me ver. Com o tempo as visitas foram diminuindo. Começaram a vir em datas comemorativas, aniversario, natal e ano novo. Vai fazer quatro anos que não os vejo.

Joguei esses pensamentos para o lado. Fui tomar um banho, fiz minha higiene matinal. Procurei no meu guarda roupa uma roupa confortável.

Coloquei uma camiseta azul, calça jeans preta, all star preto.

Ouvi tia Clarice chamando para tomar café da manhã.

Fui para o andar de baixo, direto para cozinha. Arrastei a cadeira ao lado de tia Clarice.

_bom dia querida._tia Clarice me encarava com seus olhos verdes grandes._ como esta se sentindo?

_to bem.

Bem eu não estava, o que me adiantaria dizer a verdade, não ia fazer essa dor passar mesmo, era melhor começar a dizer que estava bem, para eu começar a ficar.

_não precisa mentir para mim, sei que essas duas semanas não tem sido nada fácil para você.

_olha de verdade tia estou bem, não precisa começar com seu discurso ok.

Ela me encarou por um tempo.

_ok. Não vou discutir com você.

_obrigada.

Joguei um beijo para ela.

Tia Clarice saiu da cozinha me deixando sozinha.

Peguei um pedaço de bolo de chocolate, suco de laranja natural.

Ainda bem que ela não quis entrar no assunto. Sei que essas duas semanas não tem sido nada fácil para ninguém. Sei que ando meio quieta ultimamente, que não quis sair, sei que esse meu novo comportamento, não arruaceira esta deixando eles preocupados. Eles queriam que eu passasse com uma psicologa. Disse que não era necessário.

Minha aparência é de menina rebelde. Tenho um metro e sessenta e cinco, olhos verdes que nem esmeraldas, me considero uma menina magra, cabelos pretos, com mechas rosas e azuis. Meu estilo é alternativo o que mais uso é de rock.

Tia Clarice voltou, sentou. Me passou um folheto.

_eu e seu tio estávamos conversando outro dia._ela falava calmamente._que seria melhor para você por um tempo estudar em outra cidade em um colégio interno. O colégio é bem requisitado, tem uma conduta ética. Os melhores professores da região estão lá.

O que? Estou chocada, meus tios agindo pelas minhas costas. Um colégio interno ela só pode esta brincando.

_ o que você me diz? Perguntou ela.

_ não sei o que dizer._olhei para ela com reprovação._ talvez eu tenha que pensar com calma e ver o que é melhor para mim. Uma mudança assim não sei se seria a melhor opção agora._ela me olhava com um certo desapontamento. Acho que ela esperasse que eu gritasse e concorda-se com que ela quer._ olha tia não estou indo comprar um sapato, estou indo para um lugar onde não conheço ninguém.

_eu entendo querida, mas é por isso mesmo que eu acho que você tem que ir, quem sabe longe de toda essa confusão. Você não se sinta melhor. Claro que no começo não vai ser fácil, mas com tempo tudo se resolve.

_ok._não tinha ideia porque da insistência dela com esse colégio. Talvez ela e meu tio estejam cansados de mim que nem meus pais._vou pensar com muito carinho e depois de respondo.

Tia Clarice sai da cozinha resmungando.

Peguei o folheto em cima da mesa que ela deixou. No folheto tinha uma foto de um prédio antigo parecia ser uma propriedade medieval muito bonita . Com arvores envolta, uma construção afastada parecendo uma capela. A foto preto em branco dava um certo charme.

Em baixo da foto contia uma legendada Bravary & Layalty.

Deixei o folheto para lá, subi para o meu quarto.

Fechei a porta atrás de mim me joguei na cama.

Minha cabeça esta a mil com que minha tia disse. Será que ela tinha razão, que uma mudança ia me fazer bem. Não sei como vai ser quando eu voltar as aulas, de como vai ser suportar os olhares dos alunos de pena. Ouvir comentários maldosos como na sexta-serie sobre meus pais me abandonarem, e que meus avôs só me aturavam porque tinham pena de mim. Sera que suportaria? O pior é não saber.

Queria pode saber como vai ser meu convívio com grupo que ando, de como vai ser quando eles me chamarem para um festa, balada ou arruaçar que nem agente fazia quando não tem nada para fazer. Sera que eles aceitariam meu novo eu, mais quieta. Não sei como vou reagir a isso tudo, realmente minha tia até que tem um pouco de razão estou numa confusão, só que comigo mesma. Ultimamente estou preferindo meu quarto um lugar tranquilo onde escuto meus próprios pensamentos, fazia tempo que não fazia isso, sempre estou com gente a minha volta, mas essas duas semanas estou numa solidão só minha.

Deixei esses pensamentos de lado estava me deixando com dor de cabeça.

Procurei o controle remoto, liguei a televisão em um canal de culinária, deixei minha mente vagar, não prestava atenção no que o chefe de cozinha dizia.

Ouve uma batida na porta.

_entra.

Gritei

Tia Clarice colocou a cabeça para dentro.

_estou indo ao mercado quer alguma coisa de lá?

_não obrigada.

Ela entrou no quarto.

Tia Clarice é uma mulher muito bonita apesar de seus quarenta anos, ela poderia ter sido modelo, ela é uma mulher alta, branca, cabelos loiros, olhos verdes. Ela não é magra nem gorda esta na medida certa.

Vestia uma camiseta branca com estampa florida, calça jeans clara, tênis, cabelo preso em um coque.

_querida a Mônica ligou. Disse ha ela que você tinha saído com seu tio._ela falava com cautela._ acho que você deveria ligar para ela, seria bom para você falar com alguém sobre o que aconteceu, já que você não que conversar comigo e nem com seu tio, que tal alguém da sua idade.

Se eu falar para ela que não vou ligar ela vai me convencer ao contrario.

_ok. Vou ligar para ela mais tarde._tentei ser mais convincente._ a senhora tem razão talvez seja melhor falar com alguém. E que seja essa pessoa minha melhor amiga.
Dei meu sorriso mais sincero que pude.

Tia Clarice me deu uma última olhada e saiu.

*** *** *** ***

_não sei porque vocês comem isso. Disse tia Clarice.

Nós acabamos de jantar estávamos comendo a sobremesa, manteiga de amendoim com bolo.

_porque é bom.

Rebateu tio Carlos.

Tio Carlos não é um homem bonito, tem um certo charme. Não sei como ele conquistou tia Clarice. Ele é um pouco mais alto que a tia, Cabelos grisalhos, magro, olhos azuis. Ele vive de social, parece que não tem outros tipos de roupa para ele usar.

Uma vez perguntei porque só social, ele disse que era mais pratico e fácil. Fácil não sei na onde.

Me bateu uma tristeza. essa sobremesa era a favorita da vovó.

Sai desses pensamentos com tio Carlos rindo.

Ele parou e olhou para mim.

_sua tia me disse que conversou, sobre o colégio interno. Você ficou de responder depois._ele era numa calma total, tio Carlos sempre foi assim calmo, até quando esta bravo.

_pensei sim.

Não sabia por onde começar, a dizer para eles que não vou.

_eu decidi que não vou._dei um tempo para eles absorver o que disse._não posso ir para lá e largar tudo. Tenho amigos aqui um namorado e vocês. Não é tão simples ir assim.

_você deveria pensar com mais calma._sua voz saiu levemente tremula._ lá vai ser melhor para você, você vai superar a perda mais rápido, não vai precisar sorrir quando não estiver com vontade, vai ser mais fácil superar. Você tem até a semana que vem para pensar.

_não vou mudar de opinião._Tentei parecer suave, minha voz saiu rude._Vou superar o que tiver que superar aqui no lugar onde nasci. Onde tenho amigos e um namorado que não posso dar as costas assim do nada.

Tia Clarice olhava para mim com raiva.

_amigos? que amigos. Aqueles que foram de apoiar quando você precisou? Hã.

Tentei interromper ela não deixou.

_ não terminei._ tia Clarice gritava._ um namorado nem se quer ligou para você, para saber se estava bem. Não estava ao seu lado num momento de dor. Não ha nada que de prenda aqui.

Não acredito que ela acabou de dizer isso para mim, suas palavras são maldosas, cruéis. Suas palavras fez meu peito latejar de dor. Não sou obrigada a ficar aqui e ouvir isso. Posso tomar minhas próprias decisões.

Sai da cozinha correndo ouvi ela gritando alguma coisa, que não fiz questão de ouvir. Sai pela porta dos fundos indo pela estradinha de terra. Resolvi ir para casa da Mônica no momento ela é a unica que vai poder me ajudar. As lagrimas escorem pelo meu rosto, tento impedir que caem em vão. Faço o caminho o mais rápido possível, ao avistar a casa dela, seco minhas lagrimas, para que ela não as veja. As luzes na casa esta acesa.

Subo os três degraus da escada, toquei a campainha. Esperei um tempo, como ninguém apareceu, toquei nova mente. Lá de dentro alguém gritou "já vai". A porta abriu era a mãe da Mônica.

_ boa noite senhora Lincon.

Sra. Lincon é uma mulher muito bonita, parece aquelas modelos de revista. Loira, cabelo altura do queixo cacheados, alta, magra. Vestia um vestido roxo sofisticado.

Ela me deu um abraço rápido.

_boa noite querida._ela parecia surpresa em me ver._como você esta?

_bem._dei um sorriso._a Mônica está?

_há querida, ela saiu._ela olhou o relógio no pulso esquerdo._faz meia hora que ela saiu. Ela foi na casa da Carla. Porque não dá uma passada lá tenho certeza que elas iam ficar felizes em ver você.

_tchau. Obrigada, senhora Lincon.

_de nada querida. Tenha uma ótima noite.

Ela acenou para mim e entrou.

Segui meu caminho lentamente com passos de tartaruga, Chutando umas pedrinhas. Pelo caminho mais longo. Não quero chegar cedo em casa. Esse horário Tia Clarice ainda vai estar acordada. Não estou a fim de brigar com ela. Eles são a unica família que tenho.

Passos aproximam-se.

_oi. A voz de Bruno estava rouca.

Ele andava ao meu lado seguindo meu ritmo lento.

_oi minha minha voz saiu num sussurro.

Dando uma olhada no Bruno ele estava suado, usava o uniforme do time de basquete da escola. camiseta recada branca, bermuda branca com simbolo no lado esquerdo de um lobo cinza. Tênis esportivo.

Explica ele ao me ver o encarando.

_estava correndo com meu pai.

Dei de ombro.

Não consigo visualizar o pai dele todo serio com seus ternos, correndo.

_posso. disse ele apontando para rua a nossa frente.

Não tinha notado que tinha parado de andar.

_pode o que? Não consegui entender o que ele quis dizer com isso.

_acompanhar você até sua casa? Claro se não for atrapalhar.

_por mim a rua é publica.

Ele riu e continuou andando ao meu lado.

Depois me veio a cabeça que ele poderia estar indo na casa de um de seus amigos, que fica a três casa da minha.

Dei uma olhada para ele de canto de olho, ele olhava a rua a sua frente.

"para de encarar ele você tem um namorado."

Dizia uma voz dentro de mim.

Parei de olhar para ele antes que ele percebesse que estava olhando.

Paramos em frente de casa.

_tchau.

Acenei para ele, dando as costas. Subi os cinco degraus da escada. Coloquei a mão na maçaneta da porta ouvi a voz do Bruno atrás de mim.

_vem senta.

Virei para encarar ele. Vi ele sentado no terceiro degrau da escada, batendo com a mão direita no seu lado vazio.

O que ele pensa que esta fazendo. Pensei que ele estava indo na casa de um de seus amigos. Não querendo dar uma de amigo meu.

Procuro uma desculpa para sair dessa situação chata.

_esta tarde...tenho que entra.

Não pensei em outra desculpa melhor.

Ele olhou seu celular na mão. Voltou a olhar para mim com sorriso de diversão no rosto.

_ainda é oito horas, esta cedo...

Seu celular começou a tocar interrompendo o que ele falava.

_alô._ele desviou o olhar do meu começou a olhar a rua._entendido, pode deixar... é meu sobrenome.

Não ouvi o momento que ele desligou. Ele me olhou o sorriso de diversão estava de volta ao seus lábios.

_então Cinderela o que me diz de darmos uma volta?

Ergui minha sobrancelha esquerda. Ele me chamou de Cinderela? que atrevimento.

Fico olhando para ele, enquanto fico, numa briga comigo mentalmente, se devo ir ou ficar. Se ficar corro o risco de encontrar com minha tia e brigarmos. Se for posso evitar essa discussão pelo menos por hora.

_e onde vamos?

_ no parque aqui perto, vou encontrar uns amigos por lá.
Bom é perto, se estiver chato volto para casa, isso pode me dar um tempo para voltar com meus tios dormindo. O que ganho a perder se não for? acho que nada.

_então vamos? Bruno estendeu a mão direita para mim.

Cruzei meus braços na defensiva. Desci os cinco degraus, passando por ele ignorando sua mão estendida.

Ele não disse nada, foi seguindo ao meu lado sem dizer nada. No caminho fui contando mentalmente até chegar nos noventa, parei isso estava me deixando com tédio. Bruno começou a assoviar uma musica suave e calma. Fiquei curiosa em perguntar que musica era, mas me contive.

Chegamos em frente ao parque paramos na entrada.

O parque é Cheio de arvores obvio, tem três lagos, uma pista para ciclistas, corredores. O que acho chato não ter um espaço para comer. Só da para fazer piquenique.

Bruno digitou no celular. Dois minutos depois, o celular dele tocou ele olhou no visor e virou para mim.

_vamos.

Ele não esperou eu responder, pegou minha mão direita foi me guiando pelo parque, um lugar que não conhecia muito bem, não sei se era porque estava a noite ou se é porque não conheço mesmo. O parque é enorme jamais andei por ele todo. E olha que moro aqui dês de quando eu nasci.

Andamos três minutos até chegarmos, em um lugar com mesas e banquinhos em volta.

"era esse lugar que procurava e não achava, bom saber que ele existe."

Mais a frente um estacionamento com três carros, um deles o capo estava aberto com som baixo, num rock inde.

Bruno me arrastou para uma das mesas. Sentou ao meu lado.

Fiquei olhando ao redor tentando entender do porque eu não saber que esse lugar existe. Voltei a olhar para Bruno que me encarava. Ele continuou me encarando eu comecei a ficar sem graça.

_o que foi? Perguntei ao perceber que ele não ia parar de me olhar.

Ele não me respondeu virou o rosto para outra direção.

Ia até insistir, mais percebi que não valeria a pena, se ele não quisesse ele não ia me responder.

Comecei a ouvir ridas e conversa aproximando-se.

_até que em fim.

Bruno levantou e foi cumprimentar um grupo de quatro pessoas.
_fala Brother._ Um moreno alto, abraçou o Bruno dando tapinhas em suas costas.

Ao desfazer o abraço que ele , deu para ver que ele parecia ser uma pessoa arrogante, de uma personalidade forte. Bonito com um sorriso de cativar qualquer pessoa. Olhos castanhos, cabelo cacheado preto. Vestia, camiseta azul lisa, calça jeans clara que lhe caia muito bem e um vans preto. Veio e sentou ao meu lado.

_então quem é a gatinha? Perguntou ele olhando para o Bruno, com uma animação.

_Fabrício, esta é a Sara._apontou para mim._Sara este é o Fabrício.

_prazer gata.

Ele pegou minha mão direita e a beijou.

_prazer.

Juro que se ele estuda na mesma escola que eu, nunca vi ele.

_Sara este é o Juca. Ele é do clube de xadrez.

_oi. Minha voz quase que não sai.

_olá. Disse ele.

Ele é da minha altura, baixo para um menino. Sua aparência não tem nada ver com o grupo do Bruno os populares, ele é a pessoa que não se encaixa nesse grupo. Magro, olhos castanhos, usa um óculos anos sessenta preto, camiseta do start trek, vans preto, calça caiaque. Ele esta mais para nerd do que popular.

Ele sentou ao lado do moreno alto.

_esse é o Murilo da oficina de mecânica.

_prazer em revela.

Ele me abraçou.

_prazer.

Nossa ele lembra de mim e eu nem sei quem ele é, e se já falei com ele alguma vez não lembro.

Ele é um negro muito bonito, esse olhar de vou de matar da um charme para ele. Ele parece esta servindo o exercito.

Cabeça raspada, olhos verdes, camiseta vermelha, uma jaqueta marrom escuro por cima, vans azul.

Ao lado dele estava Fabiana uma velha amiga. Estudamos juntas dês do jardim de infância eramos muito unidas, paramos de nós falar na quinta-serie. Com uma separação da turma, nós, nos via no correr e na cantina, depois de um tempo paramos de falar uma com a outra por questões de escola.

_bom, a Fabiana você já conhece.

_oi. Disse ela vindo sentar ao meu lado._ela me abraçou._que saudades, é bom ver você de novo._Sussurrou no meu ouvido.

Fabiana estava um pouco diferente do que lembro. Ela está um pouco gordinha, cabelo vermelho cacheado, usava lente de contado vermelhas, vestido azul claro e uma jaqueta jeans escura.

Todos começaram a falar ao mesmo tempo, era impossível de entender.

_silencio._ gritou Juca._gente, cada um de cada vez, assim a Sara vai pensar que somos loucos.

_você é mesmo. Comentou Fabrício.

_cala boca. Disse Juca.

Ficaram todos em silencio olhando para o Juca.

_então o que vamos fazer hoje? Perguntou Murilo.

_o que vocês sugerem?_ perguntou Bruno._Sara?

_hum... não sei, o que vocês costuma fazer.

Todos ficaram olhando para o nada pensando no que fazer. Uma hora dessas se estivesse com grupo que ando estaríamos na casa do Gabriel fazendo festa.

Bruno olhou para mim serio.

_nos conte seu segredo mais obscuro.

O que ? será que ele esta falando serio.

Ele e todos que estavam a mesa começaram a rir. Ai entendi que era uma piada.

_ok, você me pegou. Ri meia sem graça.

_pessoal falando serio agora, o que vamos fazer de verdade?

_que tal comermos agora, estou morrendo de fome. Disse Juca colocando a mão na barriga.

_putz.

_o que foi Fabrício? Perguntou Fabi.

_dessa vez esquecemos de trager comida._ele olhou para nós como se pedisse desculpa._foi mal pessoal.

_tem comida lá no meu carro. Disse Juca.

Todos olharam para Juca, que em colheu os ombros.

_vamos logo pegar a comida, que eu de ajudo. Falou Murilo.

Os dois saíram, um empurrando o outro de brincadeira.

_esses dois são tão idiotas. Comentou Fabiana.

Cinco minutos depois eles voltaram, com sacolas e uma caixa de papelão na mão. Colocaram tudo em sima da mesa.

Juca trouce, salgadinhos doritos, Fandangos, batata reflous, Três fanta laranjas, cervejas e copos descartáveis.

_o que tem na caixa meninos? Perguntou Fabrício.

_vários jogos, para agente jogar.

Começamos a comer, não comi muito porque não estou com muita fome.

Enquanto comia os meninos faziam piadas, jogava salgadinho um no outro.

até que não esta sendo chato estar aqui com eles, eles me parecem ser ótimas pessoas.

Depois de terminarmos de comer, jogamos uno, na quarta rodada sai por não ter ganhado nenhuma das partidas, na sexta rodada Murilo saiu. Começou a contar piadas para mim, que por sinal eram muito engraçadas, de fazer sua bariga doer. Enquanto jogavam, conversavam de coisas banais. Uma hora ou outra entrava no assunto.

Meu celular no bolso vibrou, peguei, olhei no visor era meu tio. Recusei a chamada. colocando o celular na mesa.

_ta tudo bem? perguntou Bruno.

_sim.

Ele voltou sua atenção para o jogo, eu fiquei olhando o nada.

"mais que droga meus tios eram para, estar dormindo."

A conversa continuava bem animada. As vezes ria das piadas do Murilo. Na maior parte da conversa estava boiando, mesmo eles me explicando algumas coisas. Os meninos gritava um com outro dizendo que estavam roubando. Riam logo apos a bronca de brincadeira dada. Eles parecem diferente do que imaginava.

Meu celular voltou a vibrar em cima da mesa.

_não vai atender?

_não.

Bruno me olhou intrigado.

_não vai olhar para ver quem é?

Nossa que insistência.

_é meu tio, não quero atender.

ele me olhou por um breve momento, voltou sua atenção para galera.

Uns minutos depois, Bruno levantou, todos pararam de falar e jogar, olharam para Bruno. Inclusive eu.

_bom pessoal, esta tudo bom, mais esta tarde tenho que ir. Disse Bruno olhando para cada um de seus amigos.

_o que ? _ Murilo fez uma cara de espanto._ nossa diversão só esta começando, ainda temos muitos lugares para ir.

_o convite é tentador... vai ficar para próxima.

Dizendo isso entendi o recado, me coloquei de pé rapidamente, me despedi de cada um.

Bruno e eu viramos para ir embora.

_aparece mais vezes Sara. _ Gritou Murilo.

_pode deixar._ Gritei para ele de volta.

Bruno e eu fomos caminhando lentamente, sem presa alguma. Não entendi o motivo dele ter vindo embora rápido. Eu ia perguntar, mas deixa para lá.

Estávamos na metade do caminho, Bruno começou assoviar aquela musica novamente. Dessa vez resolvi matar minha curiosidade.