Walkie-talkie
4 Conversa
Notas iniciais
Cá estamos nós de novo, eu com essa dor de garganta nojenta que não passa nunca... Qual é, quer dizer que o Chibi melhora e eu continuo assim?? Não é justo! Também quero que ele escreva meu nome no braço dele pra me mandar energias positivas... humpf! ;_;
Bom, falando sobre o que interessa, que é o cap... Obviamente teremos novo contato entre nossos protagonistas. *música de suspense* E dessas vez será um pouco mais agradável... eu acho
Bem, eu espero que vocês gostem! xD Boa leitura.
Yoko suspirou apaixonadamente. Era uma manhã de sábado tão linda! Ela podia se ver passeando pelo parque, jogando pipocas para os patos no lago onde ela refrescaria seus pés cansados de caminhar... Os passarinhos coloridos entoando melodias nas cerejeiras cobertas de sakuras, as gargalhadas espontâneas das crianças brincando...
- Acorde, Yoko!
A jovem piscou os olhos várias vezes até focalizar seu chefe parado à sua frente, do outro lado do balcão. Ele tinha a habitual expressão carrancuda em seu rosto gorducho.
- Pare de sonhar acordada e se concentre em trabalhar!
- Sim, senhor! – ela respondeu animadamente ao endireitar a postura – Estou trabalhando!
O chefe grunhiu e voltou para a pequena vitrine da loja, onde organizava alguns doces. Ele queria que Yoko trabalhasse, mas a lojinha estava vazia. Yoko era apenas a balconista, só atendia os clientes, não fazia doces. Quem os fazia era a esposa do chefe, e as tortinhas eram terceirizadas.
Mas isso não significava que Yoko não conhecia cada uma daquelas iguarias. Ela conhecia todas muito bem, cada uma com suas peculiaridades na aparência e no sabor. Yoko sempre dizia que aqueles doces deviam ser considerados obras de arte... Eram tão lindos! Tão bem decorados, cada detalhezinho...
- Garota! Você está me ouvindo?
Yoko, que já estava debruçada sobre o balcão admirando os doces, rapidamente se recompôs, esperando outra bronca do chefe pela nova distração. Mas ele continuava de costas para ela, ocupado com a vitrine. Também não havia clientes na loja e Yoko era a única funcionária.
- Tem alguém me ouvindo?
Será que Yoko estava enlouquecendo? Bem que sua irmã sempre lhe dizia que ficar divagando enfraquecia a cabeça...
- Por favor, tem alguém me ouvindo??
Yoko notou que a voz vinha de baixo... Seria um espírito se comunicando? A jovem sentiu-se arrepiar por inteira, mas tomou coragem e olhou para o chão aos seus pés. Tudo o que viu foi sua própria bolsa jogada no chão.
Yoko ainda levou dois ou três segundos para identificar a origem da voz. Ela se agachou imediatamente e pegou o pequeno walkie-talkie dentro da bolsa, tomando o cuidado de falar baixo.
- Alô! Oi, oi, eu estou te ouvindo sim! O que você quer?
- Como assim o que eu quero? Quero meu walkie-talkie de volta!
- Ah, sim, é verdade. Me desculpe! Mas não precisa ficar desse jeito – ela fez beiço – O walkie-talkie é tão importante assim?
- É. Eu o uso para o trabalho – o homem explicou. Yoko prestava atenção à sua voz e concluiu que ele não era muito mais velho do que ela.
- Você é segurança ou coisa do tipo? Se bem que eu nunca vi um segurança com um walkie-talkie tão pequeno e bonitinho...
- Eu prefiro não dizer no que trabalho.
Yoko arregalou os olhos.
- É um espião? Ou um matador de aluguel? – ela abriu ainda mais os olhos – Você não vai me matar só porque eu peguei o walkie-talkie, né? Né???
A reação do homem foi totalmente inesperada: ele riu. Mas era um riso tão... puro! Era gostoso de ouvir. Por um momento, Yoko pensou ser um menino e não um homem do outro lado.
- Não, eu não irei matar ninguém – ele ainda ria – Não se preocupe quanto a isso. Mas eu realmente preciso do walkie-talkie.
- Bem, me diga como posso devolvê-lo. Eu deixo onde o achei?
- Isso não seria muito útil, já que ele foi perdido no meio da rua. E se largá-lo por aí outra pessoa pode pegá-lo...
- Hm, você tem razão...
- Yoko, o que pensa que está fazendo?! Volte ao trabalho agora!
A jovem se assustou com a aparição repentina do chefe e jogou o walkie-talkie dentro da bolsa antes que ele o visse. Yoko se levantou e arrumou a roupa.
- Gomen, senhor! Gomen, já estou trabalhando!
- Você está sempre dizendo isso, mas está sempre no mundo da lua! Vá fazer algo de útil e busque aquela encomenda de tortas atrasada no quarteirão seguinte!
- Sim, senhor, já estou indo! – Yoko respondeu com a animação usual. Ela guardou a bolsa na despensa, onde o walkie-talkie não seria ouvido, e saiu da loja.
^^^^
Yutaka olhava para o pequeno aparelho em sua mão com certa incredulidade. A garota que estava com seu outro walkie-talkie simplesmente desligara e parara de responder. E eles nem tinham resolvido a devolução!
- Que cara é essa, Yuk? A essa hora da manhã? – zombou Akira. O loiro então viu o walkie-talkie na mão do baterista e revirou os olhos – Ah, ainda essa coisa de walkie-talkie?
- Ela me deixou falando sozinho! Ela demorou para responder e ainda me deixou falando sozinho!
- Estamos em horário comercial, talvez a garota esteja trabalhando – Akira deu de ombros – Pra quê ficar se preocupando com isso, Yuk? Você não é exatamente a pessoa que pode ficar brava porque os outros perderam alguma coisa...
O líder suspirou de forma cansada.
- Eu sei, não estou exatamente bravo por isso... Eu só... Só queria que isso se resolvesse logo.
- Yutaka! Temos um grande show hoje à noite! – Akira o sacudiu pelos ombros – Jogue isso fora e concentre-se!
Yutaka olhou de Akira para o walkie-talkie, e do walkie-talkie para Akira.
- É, você tem razão. Vou jogar isso no lixo.
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