Wake Me Up
13 O Pedido
Notas iniciais
Já estava escuro quando Aaron entrou em seu carro, fechou a porta e deu a partida, mas parou encarando o painel antes decidir para onde ir. Enquanto se decidia, aproveitou para conferir seu celular e surpreendeu-se ao encontrar nada menos que doze chamadas não atendidas: uma de Adam e duas de William – seus amigos da universidade –, duas de Erick e as outras sete de sua mãe, o que lhe deu uma grande vontade de atirar longe seu celular.
Teria descido do carro, percorrido a trilha de volta à cabana e ficado por lá se seu corpo já não estivesse protestando por causa do cansaço e da fome. Havia passado o dia todo na cachoeira com apenas uma garrafa de água e uma barrinha de cereal no estômago e agora seu corpo exigia providências.
Como não queria, de forma alguma, voltar para a universidade naquele momento, Aaron desligou o celular e seguiu para seu apartamento dirigindo com mais calma agora que já havia esfriado a cabeça um pouco.
Assim que estacionou o carro em frente ao prédio onde ficava seu apartamento e desceu, uma senhora que estava parada em frente ao prédio vizinho carregada de malas e caixas de papelão acenou para ele.
– Boa noite. – disse ela com um sorriso gentil.
Aaron a olhou com curiosidade por um momento e depois acenou de volta.
– Boa noite. – respondeu apenas e caminhou em direção à entrada do prédio.
Antes que pudesse alcançá-la, entretanto, a mulher correu até ele, o interceptando.
– Olá. Desculpe incomodá-lo, filho, mas será que poderia fazer a gentileza de me ajudar? – perguntou envergonhada – Acabo de mudar para esse prédio e não tenho quem me ajude a levar todas essas coisas até meu apartamento.
Aaron olhou desanimado para a grande quantidade de malas e caixas. Estava cansado e faminto demais para ainda ter de carregá-las para alguém e teria apenas dito “não”, como sempre fazia com qualquer um que lhe pedisse ajuda, se o jeito de agir da mulher não lhe tivesse chamado atenção. Então abriu o melhor sorriso que conseguiu naquele momento e deixou a resposta malcriada de lado.
– Claro. – disse ele, assentindo levemente com a cabeça.
A mulher retribuiu ao sorriso e então Aaron a acompanhou ao prédio vizinho onde a ajudou com as malas. Precisaram de três viagens para levar todas as malas e caixas até o apartamento da senhora e, quando terminaram, ela retirou uma nota de vinte libras da bolsa e a estendeu para Aaron.
– Aqui, filho. Isso é para você. – disse ela com um grande sorriso – É uma pequena recompensa por toda a ajuda.
Aaron abriu um pequeno sorriso também e empurrou a nota, gentilmente, de volta para mulher.
– Obrigado, mas não preciso do dinheiro.
– Ora, não tenha vergonha. – a mulher insistiu – Aceite.
– Eu realmente não preciso, mas ainda assim agradeço. – Aaron recusou uma vez mais.
A mulher, então, assentiu e colocou o dinheiro novamente em sua bolsa.
– Sendo assim, muito obrigada. – ela estendeu a mão para Aaron – Você é um rapaz muito gentil.
– Por nada. – respondeu ele apertando a mão da senhora e depois se dirigindo ao elevador.
Assim que entrou no elevador, a mulher o chamou novamente e Aaron se virou para ela, colocando a mão entre as portas do elevador para evitar que se fechassem enquanto ela falava.
– Você não me disse o seu nome, filho. – a mulher parou em frente ao elevador ainda sorrindo.
– Meu nome é Aaron. – respondeu ele.
– Muito prazer, Aaron. Eu me chamo Margareth.
– Muito prazer, Margareth. – disse Aaron retirando a mão das portas e permitindo que elas se fechassem.
Aaron voltou para seu próprio prédio e entrou em seu apartamento praticamente implorando por comida. Foi direto até a geladeira e retirou de lá uma lasanha de batata com queijo, agradecendo mentalmente a Emma por sempre se lembrar de abastecer o estoque de comidas congeladas do apartamento. Após colocá-la no micro-ondas, bebeu um grande copo de água e foi tomar um banho rápido, enquanto esperava que a lasanha ficasse pronta.
Assim que saiu do banho, apenas enrolou-se num roupão, pegou a lasanha e um refrigerante e foi para o sofá, saboreando cada garfada de sua refeição. A lasanha lhe pareceu mais apetitosa que qualquer lasanha que já tivesse provado nos restaurantes pela cidade a fora e ele, automaticamente, lembrou-se Constance – a antiga governanta de sua casa.
Constance sempre lhe dizia que qualquer alimento pareceria muito bom desde que ele estivesse com fome e, foi exatamente dessa forma que ela o havia feito comer diversos tipos de legumes e verduras quando ele era criança e, até hoje, a lembrança dessas situações fazia Aaron sorrir.
Constance havia lhe ensinado muitas lições e havia sido uma grande companhia durante sua infância. Quando ela faleceu, Aaron tinha dez anos e, para ele, o sentimento foi o mesmo de perder uma mãe, afinal, era isso que Constance significava para ele.
Essa era exatamente a razão de ele ter ajudado Margareth naquela noite. Sua aparência e sua forma de agir o fizeram se lembrar de sua antiga governanta e ao ver o sorriso gentil de Margareth era como se estivesse vendo o sorriso de Constance novamente e ele não podia recusar-se a ajudar alguém que tivesse aquele sorriso.
Aaron terminou de comer e deitou-se no grande sofá de seu apartamento, adormecendo menos de um minuto depois por causa do cansaço. Não sonhou, mas também não teve pesadelos e aquilo bastava naquele momento.
***
Rebecca e Cadence estavam sentadas em suas respectivas camas rodeadas de livros. Já haviam voltado de sua longa caminhada pelo campus e agora aproveitavam o tempo livre para fazer os exercícios que foram passados por seus professores ao longo da semana e atualizar o conteúdo que haviam perdido nas aulas em que faltaram. O único momento em que pararam foi para almoçar, rapidamente, num restaurante próximo à biblioteca, voltando ao trabalho logo depois.
Rebecca tentava responder a um complexo exercício sobre Freud, quando seu celular tocou e ela atendeu rapidamente e com um sorriso, quando viu que era Vlad quem telefonava.
– Oi. – disse contente.
– Olá. – Vlad respondeu com um sorriso do outro lado da linha – Desculpe não ter ligado mais cedo, eu achei que você poderia estar dormindo e não quis atrapalhar o seu sono.
– Tudo bem. – respondeu Rebecca.
Cadence olhou para ela rindo e fez uma pequena encenação de um beijo entre Rebecca e Vlad, fazendo-a corar.
– Como você está? – perguntou Vlad.
– Bem. E você? – disse ela abrindo e fechando o livro que havia sobre seu colo, de forma nervosa.
– Estou ótimo. E tenho uma novidade para você.
– Sério? Qual? – Rebecca perguntou curiosa.
– Prefiro contar pessoalmente. Vai estar livre essa noite?
– Sim.
– Que tal irmos ao cinema, então? Não sei que tipo de filme está passando lá, mas ainda assim... – ele deixou a frase morrer e sorriu.
– Cinema seria ótimo. – respondeu ela – A que horas nos vemos então?
– Você escolhe. O horário que for melhor para você.
– Te espero aqui às oito, então. Pode ser? – Rebecca sugeriu.
– Perfeito. – disse Vlad animado – Estarei aí.
Os dois se despediram e Rebecca abriu um enorme sorriso para Cadence.
– Então, quer dizer que essa noite terei o dormitório inteiro ao meu dispor? – perguntou Cadence brincalhona – Acho que vou fazer uma festa do pijama e, quem sabe, convidar uns gatinhos da Christ Church para me fazer companhia.
– E logo depois você será expulsa. – Rebecca acrescentou rindo.
– Sim. Mas pelo menos terei meus quinze minutos de felicidade antes. – Cadence riu – E depois terei toda uma vida num convento, pois meus pais me mandariam para lá com certeza.
– Não tenha dúvidas. – Rebecca concordou – Agora me deixe terminar esses exercícios, afinal, eu tenho um encontro essa noite.
– Não fique jogando isso na minha cara, sua malvada. – Cadence fez um biquinho fingido – Nem todo mundo tem sorte de ter um Vlad na vida, está bem?
– Eu não estou jogando nada na sua cara. Apenas comentei.
– Ah é? – Cadence colocou as mãos na cintura – Pois saiba que um dia eu também terei um namorado e vou me vingar de você te obrigando a me ouvir falar, durante horas, sobre como ele é bonito, ou sobre como ele beija bem, ou sobre como o sorriso dele é como a luz das estrelas...
– Eu nunca disse que o sorriso do Vlad era como a luz das estrelas. – Rebecca se defendeu.
– É, mas faltou isso aqui. – Cadence uniu o polegar e o indicador para demonstrar e Rebecca atirou a borracha que estava usando nela.
– Você é muito boba.
– Sou mesmo, mas você me ama. – disse Cadence, encerrando o assunto.
Elas passaram mais duas horas fazendo seus exercícios e trabalhos e então Rebecca foi se arrumar, enquanto Cadence tentava terminar de copiar as anotações do caderno de uma de suas colegas de classe.
Ás oito horas, pontualmente, Vlad telefonou avisando que já a esperava na escadaria do alojamento do St. Hilda’s e, depois de se despedir de Cadence, Rebecca desceu para encontrá-lo.
– Boa noite. – disse Rebecca ao se aproximar dele.
– Boa noite. Pronta para assistir seja lá qual for o filme que estiver passando no The Ultimate essa noite? – Vlad perguntou, animado.
– Prontíssima. – Rebecca respondeu sorrindo.
Vlad a abraçou, depositando um beijo cálido em seus lábios que a fez prender a respiração por um breve momento e ruborizar e depois a guiou para o ponto de táxi mais próximo de onde seguiram para o The Ultimate Picture Palace – um cinema próximo ao St. Hilda’s.
Naquela semana, o The Ultimate abrigava o Festival de Cultura Inglesa, por isso Rebecca e Vlad tiveram que escolher entre os dez filmes britânicos dos anos 40 que estavam sendo exibidos naquela noite.
Optaram por assistir um chamado Desencanto¹ que havia sido lançado no ano de 1945 e, depois de comprarem suas entradas, se dirigiram a sala de cinema.
– Acho que escolhi um péssimo dia para te trazer ao cinema. – disse Vlad assim que ele e Rebecca se acomodaram em suas poltronas.
– Não. – Rebecca sorriu – Eu gosto de filmes antigos.
– Nesse caso, me sinto aliviado por saber disso.
Rebecca assentiu e depois se virou para ele, sorridente.
– E então, qual é aquela novidade que queria me contar? – perguntou.
– Ah, sim. A novidade é que hoje de manhã Aaron e eu fomos chamados pelo reitor para termos uma coversa sobre a confusão de ontem a noite. – Vlad começou.
Rebecca ficou imediatamente apreensiva. Imaginava que o reitor só fosse tomar alguma providência em relação a briga de Vlad e Aaron na segunda-feira, mas ao que parecia aquilo tinha sido algo muito sério para que o reitor pudesse esperar o fim de semana acabar.
– E o que aconteceu? – ela perguntou engolindo em seco.
– Bem... Nós explicamos o motivo de nossa briga e levamos um grande sermão do reitor. – Vlad sorriu – Mas a boa notícia é que não fomos expulsos, apenas levamos uma advertência e teremos que pagar tudo o que quebramos na festa.
– Que ótimo, Vlad! – Rebecca exclamou, abraçando-o com força.
Por um minuto havia imaginado que seu passeio com Vlad naquela noite pudesse ser uma despedida, mas agora estava aliviada por saber que tudo tinha dado certo. Só então, percebeu que estava praticamente debruçada sobre Vlad e afastou-se dele rapidamente.
– Desculpe. – disse envergonhada.
– Pelo que? Eu estava gostando. – disse ele, voltando a puxá-la para um abraço, fazendo Rebecca sorrir.
As luzes se apagaram e logo o filme começou.
Desencanto era um filme gravado em preto e branco, com uma pequena falha no sincronismo entre o áudio e a imagem, que contava a história de um amor impossível entre duas pessoas que se conheciam em uma estação de trem. Tinha menos de uma hora e meia de duração e era a adaptação de uma peça teatral de apenas meia hora, mas ainda assim era um bom filme.
Vlad e Rebecca permaneceram abraçados durante todo o filme. Algumas vezes Vlad acariciava sua nuca, ou beijava sua bochecha de forma carinhosa e, então, Rebecca se esquecia de prestar atenção no filme por um momento.
Quando o filme terminou, eles se dirigiram ao The Star – um pequeno restaurante próximo ao cinema – para jantar antes de voltarem para a universidade. Fizeram seus pedidos e Rebecca pegou seu celular para tirá-lo do modo silencioso já que não estavam mais no cinema. Encontrou duas chamadas não atendidas de Margareth.
– Algum problema? – Vlad perguntou, notando a expressão preocupada com que Rebecca olhava para o celular.
– Não sei. A Margareth me ligou duas vezes. – respondeu ela – Me dá licença um instante? Vou ligar para ver se ela precisa de alguma coisa.
– Claro. – Vlad respondeu com um pequeno sorriso – Sinta-se a vontade.
– Obrigada. – disse Rebecca, já se levantando da mesa.
Ela se dirigiu para fora do restaurante e encostou-se ao pequeno muro que havia ao seu lado, telefonando para Margareth em seguida.
– Oi, menina. Até que enfim deu notícias. – disse Margareth assim que atendeu ao telefone – Já estava ficando preocupada.
– Desculpe. É que eu estava no cinema com o Vlad e não vi você ligar. Está tudo bem?
– Sim. Está tudo bem. – Margareth sorriu – E então, quer dizer que a senhorita estava no cinema? Porque eu não fiquei sabendo disso?
Rebecca ruborizou.
– Desculpe. Acabei me esquecendo de avisar. – disse envergonhada.
– Tudo bem. Apenas me avise da próxima vez que for sair. – Margareth pediu – Preciso saber onde você está para não ficar tão preocupada.
Rebecca assentiu.
– Mas e então, precisa de alguma coisa? Ou era apenas uma ligação de rotina? – perguntou ela..
– Ah, não. Liguei para avisar que seus pais já alugaram o apartamento para mim e para te passar o endereço.
– Sério?! – Rebecca exclamou contente – Que legal, Maggie! – E como é o apartamento? Você já se mudou? Você gostou?
– O apartamento é lindo. – Margareth sorriu – Tem uma ótima localização e é muito bem arrumado. Fica na Belbroughton Road, próximo a Oxford High School.
– Ouvi dizer que é um bairro muito bom.
– Parece ser mesmo e os vizinhos também são muito gentis. – disse Margareth – Você precisava ver o rapaz que me ajudou a trazer as coisas para o apartamento. Ele era um doce, apesar de estar com alguns hematomas no rosto, o que só pode significar que tenha se metido em uma briga, mas você sabe como são esse jovens. Brigam por tudo hoje em dia.
– Mas olha só. – Rebecca riu – Mal chegou e já está conhecendo rapazes, Margareth? Você não perde tempo mesmo, hein?
Margareth soltou uma gargalhada.
– Ele era uma graça, realmente, mas era muito jovem. Combinaria mais com você, Rebecca.
– Eu já tenho alguém que combina comigo. – Rebecca respondeu, pensando em Vlad.
– Ah, sim. Claro. O belo russo chamado Vlad. Não posso me esquecer desse rapaz. – Margareth sorriu – Enfim, vou te passar o endereço do apartamento e espero que venha me visitar amanhã à tarde.
– Eu irei, com certeza. – disse Rebecca animada – Mas posso telefonar para você mais tarde para pegar o endereço? Eu não tenho onde anotá-lo agora.
– Sim. Tudo bem. Então espero a sua ligação mais tarde.Aproveite seu encontro e mande um beijo para o Vlad por mim.
– Sem problemas. – disse Rebeca – Até mais.
Rebecca desligou o celular e voltou para o restaurante no mesmo momento em que garçom depositava seus pedidos sobre a mesa.
– Tudo bem com a Margareth? – Vlad perguntou assim que ela se sentou.
– Sim. Ela só queria me avisar que já tinha alugado um apartamento. E, a propósito, ela mandou um beijo para você.
Vlad sorriu satisfeito.
– Mande outro a ela quando a encontrar.
– Mandarei sim. – respondeu Rebecca, antes de começar a comer.
Os dois seguiram com o jantar, conversando animados sobre o filme que haviam assistido e sobre os demais filmes dos quais gostavam. Vlad falou sobre alguns filmes Russos que já havia assistido, como por exemplo: Quando Voam as Cegonhas² e Os Cavalos de Fogo³ – filmes dos quais Rebecca nunca tinha ouvido falar, mas que Vlad havia garantido que eram bons.
Quando terminaram o jantar, seguiram de mãos dadas até o ponto de táxi e voltaram para a universidade, onde Vlad seguiu, de mãos dadas, com Rebecca até o alojamento do St. Hilda’s.
– Obrigada pela ótima noite. – Rebecca falou assim que ela e Vlad chegaram à escadaria do alojamento – Eu me diverti muito.
– É. Eu também me divertir bastante. – disse Vlad – Mas antes que você se despeça de mim e volte para seu dormitório, eu preciso te fazer uma pergunta.
– Tudo bem. – disse Rebecca, confusa – Qual é a pergunta?
Vlad segurou as mãos dela gentilmente e abriu um sorriso tímido.
– Bem... Eu já queria te perguntar isso há algum tempo, mas não tinha coragem. – disse ele envergonhado – Tinha decidido te perguntar ontem, mas depois de toda a confusão que ocorreu lá na festa achei melhor não falar nada.
– Está me deixando assustada, Vlad.
– Desculpe. Como eu disse, eu costumo falar demais. Principalmente quando estou nervoso. – disse ele – O que eu quero perguntar é... Rebecca, você quer namorar comigo?
Rebecca foi invadida por milhões de perguntas naquele instante. Perguntas do tipo: Como seria ter Vlad como seu namorado? Como Margareth reagiria quando ela lhe contasse? O que Ty diria quando soubesse que ela e Vlad estavam, oficialmente, namorando? O que seus pais achariam desse namoro? Se permitiriam ou não?
Foram tantas as perguntas que surgiram em sua mente, que ela mal reparou que Vlad ainda esperava por uma resposta, enquanto ela o encarava sem reação.
– Rebecca? – Vlad a chamou, apreensivo, após alguns instantes.
Rebecca sacudiu a cabeça, tentando ordenar seus pensamentos. Aqueles questionamentos ela faria a si mesma mais tarde, depois que respondesse a pergunta dele.
– Ah, meu Deus! É claro que eu aceito. – disse ela jogando-se nos braços de Vlad e depositando um longo beijo em sua boca.
Estava tão feliz que mal conseguia se conter e agia como nunca havia tido coragem de agir antes. O pedido de Vlad havia despertado sentimentos que ela nunca imaginou que teria e não havia nada mais no mundo que ela pudesse querer naquele momento.
Sentia-se como uma criança que havia sido levada ao parque de diversões pela primeira vez.
Fale com o autor