Waiting for Forever
1 Prólogo
Notas iniciais
Não pera aí, encantado nem tanto...
O fim de tarde é bem bonito deste lado da cidade de Yakima, longe das casas urbanas próximo a áreas de planícies e precipitações.
O motivo da visita por aquela região não era nada feliz. O meu avô se encontrava doente, frágil. E foi uma decisão afoita vir da Europa para ficar com ele, cujo desejava muito.
Só de dirigir por aquela estrada de encontro a minha família e de volta aos E.U.A sorri. Mesmo que a preocupação com meu avô deixava apreensiva.
Agora com 21 anos mudei suficiente, me vejo com um reflexo desconhecido e vir para este lado do país existe uma pequena esperança que consiga descobrir o verdadeiro significado de ser aquela jovem adulta no espelho.
Acelerei na estrada de pedregulhos e consegui avistar a casa típica americana de madeira pintada de branco com uma varanda que circulava toda a extensão da casa , um muro de videiras escalando um lado da casa, caminho de flores.
As árvores mostrando o caminho para aquela imagem elegante iluminada pelo sol.
Tire os óculos de sol ao sair do carro, o sol alto do meio do dia, o verão mais quente em anos. Observei a porta principal se abrir depois meu avô sair de lá com seu sorriso calmo e estender os braços para minha chegada.
– Minha princesa!
– Oh, vovô! – Choraminguei e corri feito uma criança para seus braços.
– Estou tão feliz de te ver criança – O soltei.
– Não sou mais criança!
– Claro, venha – Me puxou pela mão para dentro da casa com moveis antigos, retratos da família pelas paredes acima da lareira e pela parede que levava ao andar superior. – Não acredito que minha netinha esteja aqui, fazem...?
– Quatro anos e meio vovô – Lembrei. Sentamos no sofá.
Após a longa conversa onde aturei um interrogatório sobre meus quatro anos na Europa, eu o interroguei sobre sua nova doença e quão grave era. Ainda que meu avô cabeça dura tenha negado que precisasse de maiores cuidados do que qualquer outro em sua idade.
Fiquei no quarto do sótão, podia ver os campos verdes e as planícies dos agricultores próximos pela janela redonda. Guardei a roupa das malas em uma cômoda e ajeitei as coisas na bela penteadeira . Novamente observei a moça de grandes olhos negros, cabelos com ondas e a franja sobre os grandes e redondos olhos, joguei para trás o cabelo, para observar meu rosto pálido, as roupas em uma elegância despretensiosas, de tecidos claros e leves para o verão. Não gostei daquela Carly e abri o armário torcendo para que minhas medidas não tivessem aumentado muito.
...
– Vovô? – Corri para baixo feito uma garotinha. Vestia bermuda jeans, uma regata e tênis, o cabelo em um rabo de cavalo alto e a velha franja sobre os olhos.
– Aqui na cozinha!
Segui a voz.
– Ops! – Choquei com um corpo. – Oi, desculpe...
Ele tinha o sorriso torto, os olhos preguiçosos, cabelos em um castanho puxando alguns fios iluminados para o dourado caindo sobre sua testa.
Puxei o ar para os pulmões.
– Mereço um olá?
– Quê faz aqui?
O moreno era duas cabeças mais altas do que eu, o peito dele estufado na camisa branca apertando seus músculos e seus braços fortes brilhavam de suor na pele queimada pelo sol, usava calças de brim creme. Tão homem que estremeci.
– Quê faz aqui? – Voltei a perguntar após analisa-lo.
– Eu só estou aqui...
– Está me seguindo?
– Não seja chata com seu amigo Carls – Vovô interrompeu. Olhei dele para Freddie.
– Você é uma mulher agora! Veja só você! – Freddie me puxou para seus braços e me vi cercada por aquela montanha de músculos de um cheiro de ervas e menta muito bom.
– Eh, e você! Um homem grande... – Sabia que estava corada e suando, agora.
– Pois, é! – Freddie me soltou e se largou na cadeira da mesa da cozinha onde meu avô o serviu de limonada.
– Cadê a Sam? – Lembrei deixei me sorrir com a lembrança do casal.
Ele me sorriu devagar e aquilo me fez tremer nas bases.
– Vindo, está caminho!
– No caminho?
– Exatamente isso, Spencer nós chamou para passar um verão por aqui. – Freddie fez o favor de explicar, minha temperatura estava alta agora. Pega de surpresa. Freddie sorriu novamente devagar e olhou de canto antes de se voltar para meu avô.
– Trabalho para o governo agora vovô Shay...- Começou uma conversa como se eu nunca o tivesse interrompido.
– Importante?
– Sim, mas é segredo – Eles riram. Fiquei ali em pé olhando aquela cena aterrorizada. O que podia esperar quando Sam e Spencer aparecessem na velha casa Shay?
Apesar da saudade estava confusa. Corri para fora da cozinha, desci os degraus da varanda me deparando com lindo caminho de flores que levava até a mata mais fechada. Aquilo fez meu coração disparar.
Senti Freddie como um desconhecido e talvez apesar do contato pelos meios rápidos durante todos esses anos sentisse o mesmo com Sam.
Freddie:
A recepção do Velho Shay foi boa, a de Carly não foi bem como poderia esperar. Depois de anos de amizade sinto que tínhamos mudado, sim mudamos.
Mas senti que algo não mudou dentro do meu ser.
Olhei-a sumir pela janela da cozinha, poderia segui-la, entretanto o que dizer? Esperei tanto por revê-la, agora que compartilhávamos o mesmo espaço, não poderia reagir a sua presença.
Fiquei profundamente transtornado em olhar para ela, ouvir sua voz, perceber que ambos não éramos mais adolescentes nos transformamos em adultos.
– Não acha melhor seguir Carly antes que suma? – Ele questionou, acho que por causa do meu olhar desespero por ela.
Olhei brevemente para o avô de Carly, logo ela desapareceu nos campos de mata fechada.
– Não é perigoso?
– Ih, ela tinha medo dos bichos, mosquitos e tudo mais – Seu avô abriu a porta e esgueirou-se para alpendre, o seguir, podia sentir a brisa quente.
– Ela deve ter esquecido – Sorri com a imagem de cenas de Carly entrando em desespero pertencente às lembranças.
– Vamos quero lhe mostrar meu mais novo celeiro!
– Isso sim é interessante! – Disse e segui o velho Shay, contudo sempre olhando para direção que Carly sumirá.
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