Waiting For You
29 Capítulo Vinte e Oito
Notas iniciais
Espero que gostem (;
Bella POV.
Eu apertei as minhas mãos no banco do carro e fechei meus olhos por um momento, tentando forçar aqueles pensamentos a saírem da minha cabeça. Tentei me focar em qualquer outra coisa — por mais inútil que ela parecesse naquele momento -, mas não adiantava.
Tudo o que eu conseguia pensar, enquanto seguia para o meu apartamento, era no que eu tinha acabado de ouvir. Não importava o que eu fizesse naquele momento, as palavras dela continuavam martelando em minha cabeça.
Edward e Kate tinham dormido juntos.
Respirei fundo e balancei a cabeça com força, tentando esquecer. Entretanto, parecia impossível. E o pior... eu não conseguia deixar de imaginar as cenas. E isso estava acabando comigo.
- Nós chegamos, senhorita. — O taxista disse, de repente, tirando-me de meus devaneios.
Eu lhe estendi uma nota de vinte dólares e saí do táxi, dizendo que não precisava de troco. Caminhei até o meu apartamento, as imagens cada vez mais vívidas e fortes, e me joguei no sofá, desejando nunca ter escutado tudo aquilo.
Eu daria qualquer coisa para nunca ter ficado sabendo o que tinha acontecido entre Edward e Kate. Daria qualquer coisa para não ter ido à empresa dele, qualquer coisa para poder voltar no tempo e mudar aquilo.
Entretanto, eu sabia que isso era impossível.
Conseguia imaginar, quase como se a cena estivesse acontecendo ali e agora, as mãos dela pelo corpo dele, os lábios dos dois unidos, as mãos dele no corpo dela...
Era doloroso demais, mas eu não conseguia evitar.
Limpando as lágrimas que tinham escapado dos meus olhos, eu me coloquei de pé, decidida a tomar um banho. Peguei meu celular e escolhi algumas músicas animadas, querendo cantar durante o banho, apenas para manter minha mente ocupada. Mantive-me debaixo do chuveiro mais tempo do que o necessário, desejando que Jasper não tivesse levado Henry para sair naquele dia. Tudo o que eu menos queria naquele momento era um apartamento silencioso; isso só contribuiria para eu imaginar e imaginar.
Cerca de vinte minutos, eu saí do banheiro e peguei uma roupa qualquer. Escutei a campainha tocar e batidas à porta, e tentei me vestir o mais rápido que pude, antes de correr até ela e olhar pelo olho mágico. Empurrei um sorriso para fora do rosto e tentei respirar fundo, antes de enfim abrir a porta e vê-lo ali. Ele estava sério, seus olhos verdes me fitando com atenção, o que me impediu de dizer algo.
- Deixe-me te fazer uma pergunta, antes de qualquer coisa. — Edward disse rapidamente, pegando-me de surpresa. — O seu olhar no meu escritório... Você ficou com ciúmes de Kate?
Eu arregalei meus olhos e abri a minha boca, mas, novamente, não disse nada, incapaz sequer de pensar. Senti meu coração acelerar contra o meu peito e me agarrei à porta do apartamento.
Edward me fitou durante um minuto, ou algo assim, e depois sorriu. Ele avançou um passo em minha direção e ergueu a mão, mas antes que ele pudesse me tocar, eu dei alguns passos para trás, até que senti o sofá contra mim. Ele não pareceu ficar nem um pouco abalado com isso, pelo contrário. Ainda sorrindo, ele fechou a porta do apartamento, nunca desviando os olhos dos meus, e ficou parado ali por um momento, antes de começar a se aproximar novamente.
Eu engoli em seco e segurei o braço do sofá com força, tentando pensar em algo para responder. Abri e fechei a boca diversas vezes, querendo que uma negação escapasse de meus lábios e uma desculpa para a minha reação na empresa surgisse.
Mas nada saiu.
- O-o quê? — Eu finalmente consegui gaguejar, quando Edward parou à minha frente. — Ciúmes?
Seus olhos estreitaram, o sorriso ainda em seus lábios. Ele avançou mais um passo em minha direção e ficou parado ali, tão próximo que eu conseguia sentir o calor do seu corpo. Imediatamente, minhas pernas fraquejaram e meus braços tremeram, assim como meu coração acelerou. Eu conhecia aquele olhar no rosto dele, eu sabia o que aquilo acarretaria…
E embora eu sentisse medo do que tudo aquilo poderia significar, mesmo não tendo a ideia do porquê, novamente eu não consegui dizer nada.
Edward tornou a erguer a mão, mas eu não desviei dessa vez. Ele segurou meu queixo, firmando meu rosto quando tentei desviar meus olhos, prendendo meu olhar no seu. Seu toque era firme, causando sensações que só ele era capaz de me causar.
Era tudo tão intenso, tão bom, tão… nós, que eu senti lágrimas tomando conta de meus olhos. Fazia tanto tempo que eu não me sentia assim, tanto tempo desde que ele tinha me tocado desse jeito.
Eu nunca tinha imaginado que isso aconteceria novamente. Era bom demais para ser verdade.
Ele acariciou meu queixo suavemente, se aproximando mais um pouco, quase colando nossos corpos. Eu ofeguei, alguma parte do meu cérebro querendo perguntar por que ele estava fazendo tudo aquilo. Eu pensei que ele me odiava.
Na verdade, eu tinha certeza disso.
- E-edward — eu sussurrei. — O quê?...
Ele inclinou a cabeça, seus olhos grudados no meu.
- Porque, Bella, se você ficou com ciúmes — sussurrou de volta, impedindo-me de continuar a falar. — Eu…
Eu lambi os lábios rapidamente, e Edward xingou algo, tão baixo que não pude escutar. Antes que eu me desse conta do que estava acontecendo, ele quebrou o contado da sua mão com o meu queixo, e fez algo que eu estava querendo desde que tinha voltado a Chicago.
Ele me beijou.
No início, foi só um roçar de lábios, quase como se estivéssemos nos testando. Eu fechei meus olhos, um suspiro escapando de meus lábios, pensando em quão bom aquilo era. Logo, porém, Edward abraçou minha cintura com um dos braços, puxando-me para si. Sua outra mão migrou para a minha nuca, seus dedos entrelaçando meus cabelos. Eu o puxei para mim também, abraçando-o pelas costas, meus dedos agarrados a sua camisa, quase como se estivesse com medo de ele se afastar.
Mas ele não se afastou.
Sua língua contornou os meus lábios, com tanto carinho e cuidado que eu o apertei mais em meu abraço, como se aquilo não fosse o suficiente. Abri a boca, pronta para dar a passagem que ele pedia, mas as imagens de mais cedo retornaram à minha mente com força.
Kate tinha provado daqueles lábios, exatamente como eu estava fazendo naquele momento.
A fincada que eu senti no peito foi demais e eu me afastei um pouco, querendo respirar. Não quebrei o abraço, apenas apoiei minha cabeça em seu peito e respirei de forma rápida e curta, desejando que eu pudesse apagar o que eu tinha ouvido da minha cabeça para sempre. Entretanto, novamente, por mais que eu tentasse, eu conseguia imaginar. Era idiota e irracional, eu sabia. Não esperava que Edward me esperasse para sempre, sabia que ele deve ter tido seus casos.
Mas, mesmo assim, doía. Não era como se eu pudesse evitar.
As lágrimas voltaram aos meus olhos e, daquela vez, não consegui impedi-las de escorrer pelo meu rosto. Apertei-me contra o peito de Edward, desejando tirar todos aqueles sentimentos de mim e aproveitar o fato de que ele estava ali, que, naquele momento pelo menos, ele não parecia me odiar.
- Bella? — Edward me chamou, tentando se afastar. Eu o apertei ainda mais, não querendo que aquilo acabasse e ele voltasse a me tratar como se aquele pequeno beijo nunca tivesse acontecido. — Bella? Você pode olhar para mim, por favor?
Sua voz era suave e suas mãos acariciavam as minhas costas com cuidado, somente com as pontas dos dedos. Embora ainda meio relutante, eu me afastei um pouco e ergui o rosto, sabendo que eu não deveria deixá-lo me ver assim, tão vulnerável.
Ele suspirou e trouxe suas mãos até o meu rosto, limpando as minhas lágrimas. Elas permaneceram ali mesmo depois que ele acabou, forçando-me a fitá-lo.
- Eu queria dizer que o que a Kate falou era mentira — ele começou. — Queria, mais do que nunca, nunca ter transado com ela, mas… eu fiz isso, Bella. Não é algo que eu me orgulho, mas eu fiz.
Eu engoli em seco e assenti, a confirmação dele só fazendo com que eu me sentisse pior. Novamente, xinguei-me por ser tola e deixar aquilo me abalar, mas era mais forte do que eu. Desde o momento que eu a conhecera, quando eu já estava saindo com Edward, ela tinha tentado ter algo com ele… e saber que ela tinha conseguido…
Era doloroso demais.
- Tudo bem — menti. — E-eu não tenho o direito de exigir nada, Edward. Eu tinha ido embora, você tinha todo o direito de seguir com a sua vida. Sei que deve ter tido os seus casos e…
Edward colocou um dedo sobre os meus lábios, ainda me fitando, o sorriso de outrora já não mais em seu rosto. Eu quis desviar os olhos dos dele, mas algo me impedia, além da mão que ele mantinha em meu rosto.
O silêncio tomou conta da sala durante um tempo, nenhum de nós querendo dizer nada. A cada minuto que passava eu me sentia mais nervosa, sabendo que ele não deveria querer confessar que ele tivera, sim, diversos casos. Ele me olhava de forma intensa, como se quisesse dizer algo importante, mas ainda não tivesse criado coragem para isso. Então, eu apenas fiquei ali, parada, com medo de falar algo e quebrar aquele clima. Eu o aproveitaria o máximo possível, antes que ele voltasse a agir de forma fria comigo.
- Kate foi a única mulher com quem dormi desde que você foi embora — ele soltou, de repente, pegando-me de surpresa. — E mesmo assim, foi só uma vez.
Eu mordi o lábio inferior, meus olhos se arregalando, sem conseguir acreditar que era verdade. Senti meu coração, novamente, acelerar contra o meu peito e apertei minhas mãos mais em sua camisa. Sabia que estava a amassando, mas não conseguia me importar com aquilo naquele momento. Edward acariciou meu rosto novamente, seus olhos ainda intensos, e eu suspirei, rendendo-me ao seu toque.
- Por quê? — Consegui sussurrar, meus olhos quase se fechando novamente; eu podia sentir seu hálito contra o meu rosto agora.
Ele depositou um beijo em meus lábios e os grudou ali. Eu o senti sorrir contra a minha boca, antes de se afastar. Apenas um pouco. Eu ainda conseguia senti-lo contra o meus lábios.
- Por que eu não tive mais ninguém? — ele perguntou. Eu apenas assenti, incapaz de dizer algo. — Porque, mesmo não sabendo disso naquela época, de alguma forma, eu estava esperando por você.
Eu senti um sorriso nascendo em meu rosto e o senti sorrir também. Soltei, finalmente, minhas mãos da sua blusa, mas somente para segurar seu rosto entre as minhas mãos. Depositei pequenos selinhos por todo o seu rosto, antes de partir para a sua boca. Ele sorria também, seus olhos fechados, e eu aproveitei para beijá-lo como eu queria desde que tinha voltado.
O beijo foi profundo, lento, doce, ainda melhor do que eu imaginava. Nós o quebramos para respirar, mas parecíamos incapazes de ficar longe um do outro por mais de um minuto.
- Eu senti tanto a sua falta — ele sussurrou contra os meus lábios. — Você não tem ideia de como, desde o primeiro momento em que eu a vi, eu quis puxá-la para os meus lábios e…
- Eu pensei que você me odiasse — interrompi-o. — Eu pensei que você já tivesse me superado há anos…
Ele riu, enquanto depositava um pequeno beijo na ponta do meu nariz.
- Eu nunca poderia te odiar, Bella — ele murmurou. — Não vou negar que eu tentei, durante todos esses anos, mas… eu nunca consegui.
Eu abri a boca para dizer que eu também sentia a falta dele, que eu tinha imaginado nosso reencontro daquele jeito desde que eu tinha partido, quando escutei meu celular tocando, um pouco longe de nós naquele momento. Ele provavelmente ainda estava no banheiro, onde eu tinha deixado quando saí do banho.
- Deve ser Jasper — eu murmurei, ainda agarrada a ele. — Ele e Henry devem estar chegando.
Eu vi o sorriso de Edward aumentar quando ouviu o nome do nosso filho e me vi sorrindo de volta, enquanto me aconchegava mais em seus braços.
- Eu já volto — eu disse, me separando dele, ainda meio relutante. — Você vai ficar aqui, não vai?
Edward não disse nada, apenas assentiu, ainda sorrindo. Eu o observei até sair do seu campo de visão, rindo feito uma adolescente apaixonada, mas, naquele momento, eu não estava me importando com nada.
Nós tínhamos nos beijado.
E ele não me odiava.
Quando cheguei ao banheiro meu celular já não tocava mais, mas havia uma mensagem de Jasper.
Estamos chegando! Espero que esteja em casa, tem uma bolinha de energia pronta para brincar com você. J.
Eu ri e balancei a cabeça, e saí do banheiro, o celular em minha mão. Encontrei o envelope que eu estava levando para a empresa de Edward e sorri, sem saber se eu o entregava agora. Depois de pensar durante alguns segundos, decidi que esperaria Henry chegar e voltei para a sala. Edward estava, agora, sentado no sofá, e ele sorriu quando me viu. Imediatamente, por mais adolescente que isso soe, senti minhas bochechas ficarem vermelhas, o que só o fez sorrir ainda mais.
- Eles estão chegando. — Eu avisei, caminhando e parando próxima do sofá. — Jasper disse que teremos uma, palavras dele, bolinha de energia em breve.
Ele riu.
Eu comecei a caminhar em direção a ele, querendo estar em seus braços novamente, mas a campainha escolheu aquele momento para tocar. Enquanto eu andava até a porta, eu podia escutar as risadas do meu filho, o que me fez sorrir. Abri a porta, um grito escapando de meus lábios quando senti alguém pular contra as minhas pernas.
- Oi, mamãe! — Henry gritou, sorrindo para mim. — Eu blinquei muito!
Eu passei a mão em seus fios rebeldes, ainda sorrindo, e o puxei para os meus braços, tendo de me inclinar um pouco para suportar seu peso. A cada dia que passava, Henry ficava mais pesado. Eu sabia que muito em breve eu teria dificuldade em colocá-lo no colo.
- É? — indaguei. — E você gostou de brincar?
Ele assentiu.
Voltei-me para Jasper, que não tinha dado sinais de que entraria, e sorri.
- Não vai entrar, Jazz? — perguntei.
Ele balançou a cabeça de forma negativa, e sorriu.
- Alguém me cansou. — Ele olhou para Henry, rindo. — E eu tenho um encontro, além disso. Tenho que ir me arrumar.
Eu sorri.
- Bem, ok, então — respondi. — Obrigada por sair com ele. Venha aqui um dia desses. E bom encontro.
Depois de se despedir do meu filho e me dar um abraço rápido, Jasper saiu rapidamente. Eu voltei para a sala, então, mas não encontrei Edward ali. Eu vi algo se escondendo atrás das cortinas e prendi um riso, sabendo que ele estava fazer uma surpresa ao nosso garoto.
- Hmmm… Henry, eu acho que tem um monstro escondido por aqui — eu disse, colocando-o no chão. — Por que você não ajuda a mamãe a procurar?
Ele estreitou seus olhinhos para mim, e assentiu.
- Tá bom, mamãe — ele respondeu. — Eu vou achá.
Deixei que ele corresse pelo apartamento durante um tempo, fingindo que estava ajudando-o a procurar, até deixar escapar que havia algo nas cortinas. Henry correu de volta para a sala e começou a procurar novamente. Eu ria enquanto o seguia, ouvindo os barulhos que Edward estava fazendo, brincando, e ri ainda mais quando ele pulou da cortina de repente e começou a correr atrás do nosso filho.
- Não é um monstlo, mamãe! — Henry gritou, vindo se esconder atrás das minhas pernas. — É o papai!
Eu deixei que eles brincassem durante um tempo, enquanto preparava algo para comermos. Sentamos à mesa e comemos em meio a risadas. Henry contou tudo o que ele tinha feito com o tio Jazz e depois que terminou de comer, perguntou se o seu papai podia ficar ali até à noite.
Estar com ele, ali, agora que tínhamos nos beijado, parecia um pouco diferente, embora eu não soubesse exatamente o porquê. Queria muito ficar sozinha com ele e esclarecer tudo logo, mas sabia que isso só seria possível depois que Henry tivesse ido dormir. Eu não sentia mais medo, no entanto. Sabia que Edward não me odiava, sabia que ele tinha sentido a minha falta.
E, agora, eu não via a hora de ficar sozinha com ele novamente. Eu queria beijá-lo mais vezes. E, mais do que tudo, eu queria dizer a ele que eu tinha sentido a falta dele também.
Edward POV.
Eu me aconcheguei no sofá, colocando os meus pés na mesa de centro, enquanto puxava Henry para mais perto de mim. Estávamos assistindo a alguns desenhos e ele estava me usando como travesseiro, como ele sempre fazia.
- Henry, querido, venha aqui rapidinho, por favor. — Bella o chamou. Ela estava no quarto há alguns minutos e eu tinha me perguntado por que ela estava demorando.
Henry desviou os olhos da televisão e me fitou.
-- Eu fiz coisa elada, papai? — ele perguntou, me fitando com atenção.
Eu sorri.
- Acho que não, filho — eu murmurei. — Por que você não vai lá ver o que a mamãe quer?
Ele assentiu e se levantou. Ajudei-o a descer do sofá e o observei seguindo até o quarto da mãe. Fiquei tentado a ir lá, ver o que eles estavam aprontando, mas esperei. Senti um sorriso nascer em meu rosto quando me lembrei dos beijos que tínhamos trocado e de quão perfeito tinha sido tê-la em meus braços novamente. Sinceramente, eu não via a hora de nosso filho dormir, porque eu queria provar de seus lábios novamente antes de ir embora para casa.
Ainda era meio difícil de acreditar que nós realmente tínhamos nos beijado.
- Papai!
Eu virei meu corpo em direção à voz de Henry e o vi caminhar até a mim com um sorriso no rosto e um envelope nas mãos. Ele escalou o sofá e veio se sentar ao meu lado, estendendo o envelope para mim.
- O que é isso? — eu perguntei, já o pegando.
- A mamãe pediu para te entlegá! — ele respondeu. — Able.
Bella apareceu na sala naquele momento e parou atrás do sofá, sorrindo. Eu ergui a sobrancelha para ela, notando como ela parecia nervosa.
- Está tudo bem? — eu indaguei a ela. — Você parece meio nervosa…
Ela assentiu e sorriu.
- Por que você não abre? — Ela retrucou. — Eu acho que você vai gostar… e muito.
Franzi a testa e voltei meu olhar para o envelope, sentindo-me completamente confuso. O que poderia ter ali dentro que eu gostaria?
- Abra, Edward. — Ela tirou-me de meus devaneios e revirou os olhos. — Simplesmente abra.
Ainda me sentindo confuso, eu rasguei o envelope, impaciente demais para abri-lo de forma certa, e puxei o papel que havia ali dentro. Assim eu reconheci, senti meu coração acelerar e, ainda sem lê-lo por completo, fitei Bella novamente.
Ela ainda sorria.
- Eles me mandaram há alguns dias, pedindo a minha autorização, concordância, seja lá o que isso for — deu de ombros. — Eu assinei, é claro, e pronto. Tudo pronto. Pensei que eles enviariam a você, mas... chegou até a mim... Achei que você fosse gostar de ver.
Eu assenti, sem conseguir dizer nada, surpreso demais, feliz demais... Um turbilhão de sentimentos bons me deixando completamente sem palavras.
Eu voltei meu olhar, então, para Henry, que sorria também. Eu não sabia o que Bella tinha dito a ele, mas provavelmente ele não entendia nada.
- O que é, papai? — ele indagou. — Só um papel?
Eu ri.
Tornei a olhar para o papel à minha frente, só então notando quão trêmulas minhas mãos estavam. Ali, estava a certidão de nascimento de Henry. Com a correria da mudança e tudo o que vinha acontecendo recentemente, eu tinha me esquecido completamente que tinha entrado com um pedido para que ele tivesse o meu sobrenome, para que na certidão constasse que eu era o seu pai. Mas ali estava a prova. Agora, ele era o meu herdeiro legítimo, meu garoto.
Henry Charlie Cullen.
Puxei-o para o meu colo e beijei sua cabeça, enquanto fitava Bella com um imenso sorriso no rosto. Com a minha mão livre, peguei a dela e a apertei suavemente, querendo agradecer através daquele gesto o que ela tinha feito por mim. Ela sorriu de volta e assentiu, como se tivesse entendido, como se palavras não fossem necessárias.
- O que é, papai? — Henry repetiu, quebrando o abraço e me olhando com curiosidade. — É coisa boa?
Eu tornei a rir.
- É ótimo, filho — respondi. — É simplesmente… maravilhoso.
Puxei-o para outro abraço, certo de que eu deveria tentar explicar a ele o que era, mas não encontrando as palavras certas naquele momento. Li a certidão novamente, seu nome completo, e ali, na linha de ‘nome do pai’, estava Edward Anthony Cullen.
Cullen. Meu filho.
Sorri em meio às lágrimas, certo de que estava agindo feito um maricas, mas não conseguindo me importar nem um pouco com aquilo naquele momento. Meu filho. Meu garoto. Meu Henry.
- Você tá cholando, papai? — Meu garoto perguntou de repente, tornando a quebrar o abraço. Sua testa estava franzida e ele me encarava com atenção. — Aconteceu algo luim?
Eu sorri.
- Venha aqui. — Eu o ajeitei em meu colo após limpar as minhas lágrimas e beijei seu templo. — Você tem o nome do papai agora, garoto. É por isso que o papai está chorando, porque ele está feliz.
Ele franziu a testa novamente, parecendo ainda mais confuso.
- Eu chamo Edwad também? — ele perguntou. — Não Henly?
Eu ri.
- Não, Henry, não é isso — balancei a cabeça. — Você continua se chamando Henry, mas agora é Henry Cullen, igual eu sou Edward Cullen, entendeu?
Ele sorriu, não parecendo compreender muito ainda.
- Tá bom — ele disse. — Sou Cullen também.
Eu ri novamente, puxando-o para mais um beijo, simplesmente me sentindo muito feliz. Voltei a fitar Bella e apertei a sua mão um pouco mais forte.
- Eu te amo tanto, campeão — sussurrei para ele. — Você não tem nem ideia.
Ele deitou a sua cabeça no meu ombro e suspirou.
- Eu também te amo, papai! — respondeu. — Um tantão!
Naquele dia, eu permaneci até tarde no apartamento de Bella. Fiquei perto dela e do meu filho tanto quanto é possível. Enquanto ela preparava algo para jantarmos, eu dei um banho nele e coloquei o seu pijama. Nós assistimos, ainda, a um filme antes de Henry começar a cochilar e pedir para ser levado para a cama.
- Eu já volto — murmurei para ela, enquanto me colocava de pé e pegava Henry no colo. — Só vou colocá-lo na cama, ok?
Ela assentiu para mim, sorrindo, e se levantou também. Fui até o quarto do meu filho e o deitei na cama, encontrando-o profundamente adormecido. Cobri-o e depositei um beijo em sua testa, antes de sair do quarto, deixando a porta entreaberta atrás de mim. Por fim, me sentindo a cada minuto mais ansioso — porque finalmente nós estávamos sozinhos novamente — eu voltei para a sala, encontrando-a agora iluminada. A televisão estava desligada, e o manto que Bella havia usado para cobrir Henry era o único indício de que estávamos lá a pouco.
- Bella? — eu chamei.
Escutei um barulho na cozinha e segui até lá. Ela estava retirando duas taças do armário e colocando-as na mesa. Ignorando isso, dei a volta nela e a puxei para os meus braços.
Eu já tinha esperado tempo demais.
Beijei-a longamente durante alguns minutos, como havia feito há algumas horas, parando para respirar às vezes, mas logo voltando a beijá-la novamente. Nós ríamos e sorríamos um para o outro entre as pausas, parecendo dois adolescentes.
Mas nenhum de nós dois estava se importando com aquilo.
Quando conseguimos no afastar um pouco, eu me sentei à mesa ao lado dela, aconchegando-a contra o meu corpo, querendo-a o mais perto de mim possível. Beberiquei um pouco de vinho e depositei diversos selinhos ao longo do rosto dela, fazendo-a rir.
Eu tinha sentido falta daquilo. De nós, apenas curtindo, sem preocupações, sem ‘e se’, rindo e sorrindo. Apenas isso.
Sabia que tínhamos ainda muito o que dizer, sabia que deveríamos esclarecer tudo do passado ainda, mas, por agora, eu só queria matar um pouco da saudade que eu tinha dela. E pelo jeito que ela ria e sorria, e me beijava, eu sabia que ela queria isso também.
Por agora, iríamos apenas curtir.
Notas finais
Menino Henry com o nome do papai! Yey! Agora só falta uma pessoa com o sobrenome Cullen, huh? hehehehe. Próximo capítulo tem mais desse casal fofo, prometo hihi.
Espero que tenham gostado.
Agora, vamos deixá-los juntos, matando as saudades. Eles merecem (;
Até o próximo!
xx
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