Waiting For You
30 Capítulo Vinte e Nove
Notas iniciais
Explico na N/A, ok?
Espero que gostem (;
Edward POV.
Estou com saudades. B.
Senti um sorriso nascer em meu rosto enquanto lia aquela mensagem, talvez pela décima vez em menos de cinco minutos — não que tivesse alguém contando ou algo assim. Eu rapidamente respondi, dizendo que sentia falta dela também, e logo forcei-me a guardar meu celular, porque eu sabia que, caso ficasse olhando para ele e conversando com Bella, o trabalhado seria esquecido.
Não que eu conseguisse me importar com aquilo naquele momento.
Consegui analisar uma planta e fechar cerca de dois projetos pendentes, dependendo da minha revisão e liberação, mas só. Meu celular vibrava sem parar, indicando a chegada de novas mensagens, e eu as respondia, quase como um adolescente bobo, que não conseguia ficar longe da primeira namorada.
Novamente, eu não me importava.
Eu estava feliz. Só isso contava.
Obriguei-me a trabalhar um pouco mais depois do almoço, no entanto, dizendo a Bella que eu buscaria Henry na creche e que o levaria para casa. Saí faltando alguns minutos para o meu filho ser liberado e o esperei na porta, já me sentindo ansioso. Eu tinha saído da casa dela, no dia anterior, mais tarde do que o costume e já estava sentindo a falta dela.
Na verdade, eu ainda não acreditava que nós tínhamos nos beijado. Esperava acordar desse sonho a qualquer momento e ver que nada daquilo tinha acontecido. Só que, por mais estranho que fosse soar, eu tinha me beliscado algumas vezes.
E ainda não tinha acordado.
- Papai!
Senti algo pular em minhas pernas e soltei uma risada, sabendo muito bem quem era. Ergui Henry em meu colo e o cumprimentei, prendendo-o em um abraço. Ele, como eu já imaginava que fosse acontecer, começou a reclamar alguns minutos depois, falando que não conseguia respirar.
- Como foi a aula? — eu indaguei, abrindo a porta traseira do meu carro e o colocando na cadeirinha. — Você se divertiu muito?
Ele assentiu, sorrindo para mim.
- Eu blinquei muito, papai — respondeu. — E desenhei também! A tia Allie disse que o meu foi o mais lindo!
Eu ri.
- Aposto que foi, Henry — respondi.
Conversei com ele durante todo o caminho para a casa da mãe, querendo muito pisar fundo no acelerador, mas conseguindo me controlar, já que meu filho estava no carro. Não consegui, no entanto, esperar pelo elevador quando entramos em seu prédio, correndo direto para o apartamento de Bella.
Ela abriu a porta assim que tocamos a campainha, um sorriso imenso no rosto. Ela puxou Henry para um abraço rápido e, quando ele estava distraído, beijou-me rapidamente nos lábios. Quando nos afastamos, não pude deixar de notar a roupa extremamente formal que ela usava e ela deve ter percebido isso, já que suspirou.
- Vou ter uma reunião de emergência agora — revirou os olhos. — Você se importa de ficar por aqui com Henry? Devo estar de volta dentro de duas horas, mais ou menos. Vou trazer algo para comermos.
Aproveitando que Henry tinha corrido até o seu quarto, eu a puxei para meus braços e a beijei de forma demorada dessa vez, adorando a sensação de seus lábios contra os meus, do seu corpo contra o meu.
- Certo — suspirei. — Vou esperar. Tente não demorar muito, por favor.
Ela riu, e depois de se despedir de mim e de Henry, saiu do apartamento, fechando a porta atrás de si.
Querendo deixar tudo adiantado para ela, eu coloquei uma roupa mais confortável e velha, por assim dizer, em Henry, porque sabia que ele ainda estava cheio de energia e iria querer brincar. Levei-o até a área de lazer e deixei que ele corresse e se divertisse. Quanto mais cedo ele fosse dormir, mais tempo eu iria poder passar com Bella. Porque, sim, eu amava o meu filho e o queria perto de mim tanto quanto o possível, mas eu também sentia falta da mãe dele. Não tinha ideia do que exatamente estávamos fazendo ainda, mas estava adorando, mesmo que mal tivesse passado um dia desde que tínhamos começado a nos entender.
E eu iria aproveitar o máximo que eu pudesse.
- Vem blincá comigo, papai! — Henry gritou, enquanto pegava seus baldes de brinquedo para que brincássemos na areia. — Vamos constluí castelos.
Eu ri.
Depois de quase duas horas com ele, levei-o de volta para o apartamento e dei um banho nele — porque, exatamente como eu tinha imaginado, ele estava completamente sujo. Depois, deitei no sofá, colocando-o em meu colo, e liguei a televisão, meus olhos disparando a todo o minuto para o relógio, ansioso para que Bella chegasse logo. Senti um sorriso nascer em meu rosto quando ouvi o barulho de chaves e ela logo estava abrindo a porta, uma caixa de pizza nas mãos e um refrigerante na outra.
Movi Henry para o meu lado e caminhei até ela, pegando os dois de sua mão. Um pequeno furação se meteu entre nós, feliz por sua mãe ter chegado, e eu não pude deixar de rir disso. Desde ontem, tudo parecia mais engraçado, e eu me sentia um maricas por estar agindo desse jeito, rindo de tudo, sorrindo o tempo todo, mas pouco me importava. Eu merecia, certo? Afinal, tinha reclamado e ficado triste tempo demais.
Nós curtimos aquela noite em família, exatamente como na noite anterior. Como eu tinha previsto, Henry acabou ficando cansado um pouco mais cedo e eu dei uma ajeitada na cozinha, enquanto Bella ia colocar um pijama nele e fazer com que ele escovasse os dentes. Quando ela voltou, eu estava apoiado no braço do sofá, mas logo me afastei e caminhei até ela, louco para puxá-la para os meus braços.
- Hmmm… — ela murmurou contra os meus lábios, após trocarmos um beijo. — Oi.
Eu sorri.
- Olá — murmurei de volta .- Como foi o seu dia?
Ela riu.
- Foi um pouco chato, mas valeu à pena — respondeu. — E o seu?
Puxando-a mais para mim, eu sorri novamente.
- A mesma coisa — sussurrei. — Mas valeu à pena também.
Nós nos aconchegamos no sofá e ficamos ali, curtindo um ao outro, sem falar nada demais. Eu evitei pensar em tempo e olhar o relógio enquanto ficava com ela, mas eu sabia que estava ficando tarde e que tinha reuniões importantes no dia seguinte. Mesmo assim, não consegui encontrar a parte em mim que se importava com isso.
Eu tinha sentido falta de Bella, afinal. E queria ficar com ela tanto quanto possível.
- Eu tenho que ir — murmurei, algum tempo depois, quando o relógio marcava mais de dez da noite. — Tenho reuniões logo pela manhã…
Bella segurou meu rosto com as duas mãos e me puxou para mais um beijo, fazendo com que eu me esquecesse o que tinha acabado de dizer. Puxei-a para mais perto de mim e aprofundei o beijo, um pequeno gemido escapando de meus lábios quando ela se afastou um pouco.
- Certo — murmurou de volta. — A gente vai se ver amanhã?
Um sorriso nasceu em meus lábios quando eu tive uma ideia. Animado, afastei-me dela antes que ela me beijasse novamente, porque eu sabia que iria me esquecer caso me deixasse envolver pelo seu beijo.
- Por que não almoçamos juntos amanhã? — eu indaguei.
Ela sorriu de volta, e eu sabia que ela estava animada com a ideia pelo brilho em seus olhos.
- Como um encontro? — perguntou.
Eu assenti.
- Podemos até buscar Henry juntos na creche… — sugeri. — Depois podemos passear com ele, só nós três… Acho que nunca fizemos isso, hein?
Ela mordeu o lábio inferior, mas logo assentiu.
- Ok, ok — respondeu. — Podemos fazer isso!
Sabendo que eu acabaria ficando ali e dormindo muito tarde caso não fosse embora naquele momento, eu me coloquei de pé. Puxei-a comigo e a beijei novamente, já começando a andar em direção à porta. Nós nos despedimos feito dois adolescentes, rindo e sorrindo o tempo todo.
- Até amanhã — murmurei contra os lábios dela. — Mande-me o endereço do lugar que está trabalhando. Passei lá por volta de uma da tarde, pode ser?
Bella abriu um sorriso lindo e assentiu, e, incapaz de resistir a ela, puxei-a para um último beijo, antes de virar em direção ao elevador e ir embora.
Já ansioso para o dia seguinte.
_
Nós ficamos tão grudados quanto o possível nos dias que se seguiram. Bella começou a trabalhar para valer, então nós não buscamos Henry juntos mais na creche. Eu costumava almoçar com ela quase sempre, quando uma reunião ou um assunto de urgência não atrapalhava. Nem sempre eu conseguia sair cedo do trabalho mais, já que tinha várias coisas para fazer na empresa, então minha mãe, meu pai ou Alice que estavam buscando o meu filho na creche. Bella e eu costumávamos ficar juntos só durante às noites, quando Henry já tinha ido dormir. Eu saía de lá cada vez mais tarde e acabava não tendo tempo para malhar no dia seguinte, ou acordar com tempo de sobra. Mas não reclamava, também. Eu estava mesmo amando podendo passar esse tempo com ela.
Meu celular tocou, tirando-me de meus devaneios, e eu suspirei, torcendo para que não fosse nada importante. Era uma sexta, e eu conseguiria sair mais cedo pela primeira vez em dias.
Um sorriso, no entanto, nasceu em meu rosto quando eu vi o número do celular da minha mãe. Ela tinha tentado me fazer ficar na casa dela, quando eu passava rapidamente para pegar Henry, mas ansioso para ficar com Bella do jeito que eu estava, eu não ficava lá mais do cinco minutos.
- Oi, mãe — eu a cumprimentei, ainda sorrindo, embora ela não pudesse ver. — Tudo bem?
- Nada de tudo bem, mocinho. — Ela disse, tentando fazer um tom sério. Eu a conhecia, porém. Sabia que ela estava sorrindo. — Você sumiu.
Eu fiz uma pequena careta.
- Sabe como é, as coisas estão meio corridas — murmurei, sentindo-me meio culpado por estar mentindo para ela. Em minha defesa, Bella e eu não tínhamos rotulado o que éramos ainda, então eu não tinha contado nada a ninguém. — Eu prometo abrir um espaço em minha agenda e ir jantar um dia desses, ok?
Ela riu.
- Você vai fazer isso hoje — respondeu. — Henry pediu que eu te ligasse. Ele quer jantar com os avós hoje…
Eu suspirei. Tudo o que eu queria era ficar com Bella tanto quanto o possível essa noite, aproveitando que amanhã era sábado e que nenhum de nós tinha que acordar cedo. Mas eu sabia que meu filho sentia falta dos avós e fazia um tempo desde que nós tínhamos jantado lá...
- Eu vou olhar com Bella e te ligo de volta, ok? — respondi. — Não acho que ela vá ligar, mas só quero avisá-la.
- Claro, sem problemas — disse. — Me ligue assim que falar com ela, ok? Vou esperar por você aqui hoje, filho.
Eu troquei mais umas palavras com Esme e logo em seguida desliguei, já ligando para Bella. Falei rapidamente com ela, já que ela estava no trabalho. Como eu tinha imaginado, ela não se importou e deixou, sem problema algum, Henry ficar na casa dos meus pais até à noite. Eu disse a ela que tentaria sair de lá cedo, para que pudéssemos curtir um pouquinho, e ela riu.
- Vá ficar com os seus pais um pouco, Edward — respondeu. — Eu vou esperar vocês dois acordada, mas não tenha pressa, ok?
Eu sorri ao ouvir isso, mas não fiz nenhuma promessa. Ficar ao lado dela era uma das minhas coisas mais favoritas ultimamente.
Saí da empresa mais tarde, aproveitando que Henry estava com meus pais. Despedi-me de Jessica e saí da empresa, pensando que quanto mais rápido eu chegasse à casa dos meus pais, mais rápido eu poderia sair. Estacionei atrás do carro do meu pai assim que cheguei e saí do carro, andando a passos rápidos até a porta da frente. Um sorriso nasceu em meu rosto quando eu escutei a voz do meu garoto e eu rapidamente apertei a campainha.
- É o meu papai, vovô? — Escutei-o perguntar.
- Não sei, Henry. — Carlisle respondeu, sua voz cada vez mais próxima da porta. — Por que não vamos ver?
Eu o senti pular contra mim assim que meu pai abriu a porta e sorri ainda mais. Eu tinha achado que Henry agia dessa maneira porque nós não nos víamos muito, antes. Entretanto, mesmo agora, comigo o vendo todos os dias, ele continuava a agir dessa maneira. Era uma característica dele, ficar feliz toda vez que ele via alguém que gostava.
- Oi, campeão. — Peguei-o no colo. — Você estava brincando com o seu avô?
Ele sorriu para mim, assentindo de forma animada.
- Eu ganhei dele no jogo, papai — respondeu. — Em todas as vezes!
Henry me fez jogar algumas partidas com ele também, assim como meu pai e, logo em seguida, Alice e minha mãe. Nós acabamos indo jantar um pouco mais tarde do que o costume, mas eu não pude reclamar. Eu sentia falta dos meus pais e sabia que a minha mãe sentia a minha também, já que, antes, eu costumava vir jantar aqui mais vezes por semana. Por isso, acabei resolvendo ficar lá um pouco mais do que pretendia anteriormente. Eu poderia curtir o final de semana com Bella a partir de amanhã.
Depois do jantar, deixei que meus pais continuassem a brincar com o meu filho e subi para o segundo andar, indo direto para o meu quarto. Eu sorri quando entrei lá, pela primeira vez em pouco mais de quatro anos. Ainda doía pensar em tudo o que tinha acontecido e me lembrar de quão mal eu tinha ficado durante todos esses anos, mas não era mais tão insuportável lembrar do passado. Por isso, eu caminhei até a varanda e fiquei lá, lembranças minha com Bella, ali, tomando conta de mim.
- Edward?
Virei-me imediatamente e vi Alice ali, me fitando com atenção. Sabendo que ela estava preocupada, porque todos sabiam como eu ficava quando me lembrava do passa, eu sorri, querendo mostrar que estava tudo bem. Só então Alice se aproximou e se sentou em uma das cadeiras ali, nunca desviando seus olhos dos meus.
- Você está diferente — ela murmurou. — Mais… feliz.
Eu ergui a sobrancelha para ela, mas não disse nada, e ela rapidamente continuou a falar.
- Não que você não estivesse feliz antes — disse. — Quero dizer, você não parecia antes, mas quando Henry chegou… você mudou muito, mas, mesmo assim, havia momentos que a gente podia ver que você estava sofrendo…
Sabendo que Alice me conhecia muito bem, eu desviei os olhos. Eu sabia que ela logo chegaria à conclusão de que Bella e eu tínhamos voltado, e não queria estar olhando para ela caso ela falasse algo do tipo.
- Mas hoje… não sei — continuou. — Você está realmente feliz…
Alice de repente ofegou, mas eu continuei a olhar para a frente, um pequeno sorriso no rosto.
- Vocês voltaram? — ela indagou. — Você e Bella voltaram?
Finalmente, virei-me para Alice e ergui a sobrancelha novamente, mas não disse nada. Por fim, encolhi os ombros, porque nem mesmo eu poderia responder aquela pergunta. Queria muito dizer que sim e tinha o sentimento de que em breve poderia, mas, naquele momento, estávamos apenas voltando aos poucos, curtindo, matando a saudade…
- Estamos voltando aos poucos, eu acho — murmurei, por fim. — Não falamos, de fato, sobre um relacionamento, mas estou feliz, sim, Alice.
Ela continou a me encarar, não demonstrando o que estavaa sentindo, fazendo com que eu me lembrasse de algo que ela tinha dito quando Bella tinha voltado, de quão brava ela tinha ficado quando ficara sabendo.
- Você não vai começar a me xingar, vai? — indaguei. — Porque eu sei que você ficou com raiva por ela ter ido embora e tudo o mais, mas eu estou feliz, Allie, eu realmente estou.
Alice me encarou durante mais alguns minutos, mas por fim, sorriu. Ela se colocou de pé e se aproximou de mim. Pegou minhas mãos nas suas e apertou, ainda sorrindo.
- Eu fiquei, sim, chateada, mas eu não sabia o que Bella tinha passado — murmurou. — Não posso negar que ainda tenho certo medo, mas você está tão feliz, Edward… Eu vou torcer por vocês, de verdade.
Eu sorri para ela também, um suspiro de alívio escapando de meus lábios. Só então eu tinha me dado conta de quão preocupado eu tinha estado com a possibilidade de Bella e Alice não se darem bem mais. Elas tinham sido grandes amigas no passado e eu esperava que pudessem ser ainda, com o tempo.
- Obrigado por isso, Alice — sorri. — De verdade.
Ela deu de ombros, como se isso não fosse nada demais.
- Não se preocupe — revirou os olhos. — E caso precise de uma babá para Henry ou algo assim, é só me falar.
Eu ri.
- Certo — respondi. — Eu vou levar isso em conta.
Nós ficamos em silêncio durante alguns minutos, eu com um sorriso no rosto. Imaginei-me, talvez em um futuro não tão distante assim, ali, naquele mesmo lugar, com Bella, enquanto meus pais e irmã, assim como Jasper, é claro, paparicavam meu filho no andar de baixo. E, talvez, daqui um tempo, nós pudéssemos até ter outro filho.
Ou outros. Eu realmente não me importaria.
Conseguia imaginar, quase como se estivesse a vendo ali na frente, uma menina com os mesmos olhos castanhos de Bella, igualzinha a ela — eu não me importava. Eu só queria um futuro para a gente, um futuro onde estivessémos juntos.
Mais do que tudo.
Soltei uma risada quando percebi para onde meus pensamentos estavam me levando — já imaginando um futuro -, mas aquilo não trouxe um aperto ao meu peito, como acontecera outrora. Ao invés disso, suspirei, apoiando-me no parapeito da varanda, e fiquei olhando para o jardim da casa dos meus pais, sabendo que só me sentiria melhor caso ela estivesse ali.
Senti uma mão contra o meu braço e dei um pulo de susto, fazendo Alice rir. Eu olhei para ela e ergui a sobrancelha, curioso para saber o que ela poderia querer falar comigo agora.
- Só… tome cuidado, ok? — ela murmurou, agora séria. — Eu sei que Bella fez o que tinha de fazer diante das circunstâncias que estava vivendo, mas… eu só não quero que você se machuque mais, Edward.
Eu sorri para ela, e peguei sua mão na minha, apertando-a de forma gentil.
- Eu não estou com medo, Alice — sussurrei de volta. — Pela primeira vez em anos, eu me sinto… completo, entende?
Ela me observou durante alguns segundos e depois sorriu novamente.
- Então tudo bem — ela respondeu. — Agora vamos lá para baixo. Tenho certeza de que Henry deve estar perguntando por você.
Nós acabamos saindo da casa dos meus pais um pouco mais tarde do que eu pretendia. Henry já estava praticamente dormindo em sua cadeirinha, no banco de trás. Ele conversava comigo, às vezes, enquanto eu dirigia em direção à casa dele e de sua mãe, mas logo estava fechando seus olhos novamente.
Eu sabia que ele não aguentaria ficar acordado por muito tempo.
Peguei-o no colo assim que estacionei, sentindo um sorriso nascer em meu rosto quando ele se aconchegou contra os meus braços, me fitando com um pequeno sorriso. O porteiro riu quando nos viu e liberou nossa entrada, e eu fui direito para o apartamento de Bella. Foi um pouco difícil descobrir como apertar a campainha, com Henry ainda em meus braços, mas eu consegui.
Esperei durante alguns minutos, meu coração batendo de forma acelerada, sentindo-me ansioso para vê-la. Sorri ainda mais quando escutei seus passos e o barulho das chaves, e logo Bella estava abrindo a porta.
- Ei — eu murmurei.
Ela sorriu de volta, seus olhos pairando em Henry por um momento, antes de me fitarem.
- Oi — sussurrou. — Entra.
Passei por ela quando ela deu espaço e a segui até o quarto de Henry, colocando-o na cama. Juntos, nós o despimos e colocamos seu pijama, tomando todo o cuidado para não acordá-lo. Henry estava tão cansado, porém, que mal se mexeu. Observei Bella cobri-lo, por fim, e depositar um beijo em sua testa, e repeti o ato dela, antes de puxá-la pela mão, levando-a até o correr.
- Edward? — ela indagou, quando parei de repente, puxando-a para perto de mim. — O que foi?
Eu sorri, enquanto afastava uma mecha da sua franja da testa.
- Senti sua falta — sussurrei, já puxando seu rosto para perto do meu. — Muita.
Eu a senti sorrir contra os meus lábios, mas não esperei que ela respondesse, antes de beijá-la, primeiro apenas um toque de lábios, depois, em um beijo mais profundo. Encostei seu corpo na parede e colei-me a ela, tanto quanto era possível. Ficamos ali, trocando amassos, beijos, carinho, riso e sorrisos, quase como dois adolescentes.
Só que nenhum de nós estava se importando com aquilo.
Depois que conseguimos nos controlar um pouco, nós caminhamos até o sofá e nos deitamos ali. Bella colocou um filme e fez pipoca para nós dois, mas, novamente, agimos como dois adolescentes, preferindo nos agarrar ao invés de prestar atenção ao que acontecia no filme.
Quando ele terminou, eu me despedi dela, prometendo que voltaria no dia seguinte, e que a levaria para um passeio, juntamente com Henry, é claro.
Pelos próximos dias nós vivemos uma rotina gostosa demais. Nós nos víamos quase todos os dias, ficávamos juntos sempre que podíamos — quando o trabalho e outras responsabilidades não surgiam, é claro. Ficamos assim durante quase dois meses, mas sem mencionar um compromisso mais sério, sem, de fato, conversar sobre um futuro.
Eu me via, agora, todos os dias, querendo falar com ela sobre isso, mas nunca tinha oportunidade. No começo, eu não me incomodava muito com isso, mas logo passou a me incomodar. Eu sabia que tínhamos de dar um jeito nisso e conversar de uma vez. Eu a queria no meu futuro, ponto final. Não me importava se iríamos devagar, eu queria ter algo definido.
Eu queria que todos soubessem que estávamos juntos novamente.
Eu tinha a absoluta certeza de que meus pais ficariam felizes por mim, mesmo que se mostrassem relutantes no começo. E tinha certeza, também, de que Henry ficaria contente.
Por isso, no decorrer dos próximos dias, eu comecei em uma maneira de que ficássemos um pouco sozinhos. Bella estava muito envolvida no trabalho, ultimamente, acabando chegando tarde demais e, consequentemente, cansada. Ela ficava com Henry tanto quanto podia e comigo, depois que o nosso filho dormia, mas eu acabava indo embora um pouco mais cedo, quando notava que ela estava fazendo de tudo para ficar acordada.
Para ajudar, as coisas na empresa começaram a ficar um pouco apertadas também. Tive vários projetos para analisar, assim como plantas e outras coisas mais, e comecei a ficar ali até um pouco mais tarde. Frustrado, já que Bella e eu conseguíamos, agora, nos comunicar mais através de mensagens, eu suspirei pesadamente, em uma terça à tarde, entre uma pausa de uma reunião para outra. Daria tudo para passar um pouquinho mais de tempo com ela, mas tudo só se acalmaria no final de semana… Para mim, pelo menos. Eu não tinha ideia de quando o chefe dela lhe daria um pouquinho de folga.
Senti o meu celular vibrar e sorri, já sabendo que era ela. Estiquei-me e o peguei na mesa do escritório, um sorriso ainda maior tomando conta do meu rosto quando li o que estava escrito ali.
Boas notícias! De acordo com uns cálculos, termino a minha parte no projeto do chefe na quinta… Depois disso, volto à minha rotina normal (;
Ainda sorrindo, eu rapidamente digitei uma resposta, meus olhos disparando para o relógio. Dentro de cinco minutos, eu teria uma nova reunião, o que não me dava muito tempo para conversar com Bella.
Isso é ótimo! Temos que comemorar :D
Rindo feito um idiota apaixonada, eu prendi meus olhos em meu celular, esperando que ela respondesse. Assim que a mensagem chegou, eu já estava a lendo.
Hmmm, acho que sim :D. O que você sugere?
Com um sorriso sacana no rosto, eu respondi, imaginando a cara que ela faria quando a lesse.
Posso pensar em algumas coisas… ;)
Uma batida à porta tirou-me de meus devaneios, fazendo com que eu suspirasse. Levantei-me quando vi que os cinco minutos já haviam passado e que eu tinha uma reunião, e rapidamente enviei uma novamente mensagem à Bella, dizendo que estaria de volta em breve.
Infelizmente, porém, eu só consegui sair da empresa, naquele dia e no outro, tarde, tão tarde que mal consegui ficar mais do que meia hora junto dela e de Henry.
Na quinta, as coisas começaram a desacelerar um pouco e eu consegui descansar na minha sala. Sentei-me à mesa e puxei meu notebook, querendo concluir aquele último projeto, a construção de um prédio importante, o mais rápido que eu pudesse.
Depois que eu terminei, uma hora ou duas mais tarde, soltei um suspiro e me encostei na cadeira. Fechei os olhos por um momento, meus pensamentos, como sempre, indo para Bella, enquanto eu tentava descobrir uma maneira de passar um tempo com ela e, de quebra, conversar sobre avançar um pouco o nosso relacionamento, se é que estávamos vivendo um. Eu dei um pulo na cadeira de repente, quando uma ideia me atingiu, sorrindo imensamente agora.
Querendo resolver aquilo o mais rápido possível, lembrando-me de algo que Alice tinha me dito há algumas noites, no jantar na casa dos meus pais, eu peguei meu celular e disquei o número do celular da minha irmã, torcendo para que ela não estivesse ocupada naquele momento.
- Alice? — Eu chamei, assim que ela atendeu. — Aquela oferta para cuidar de Henry, caso eu precisasse, ainda está de pé?
Eu senti um sorriso nascer em meu rosto quando a minha irmã respondeu que sim, a oferta ainda estava de pé. Agora, eu tinha um encontro para planejar.
Notas finais
Espero que tenham gostado. Quis esse capítulo mais levinho, com os dois se curtindo, se reaproximando e tudo o mais ♥ Mas no próximo... no próximo tem menino Henry descobrindo certo segredinho dos papais hihi. O que será? E o aniversário de quatro aninhos dele se aproxima ♥ Vamos ter festinha, será? Hmmm...
Vamos ver.
Espero mesmo que essa crise de inspiração passe logo, torçam por mim. E também espero voltar na semana que vem
xx
PS: Dei uma revisada muuuito rápida no capítulo, mas ele não foi betado e como estou caindo de sono, não consegui ler direito. Então, desculpem-me pelos erros grotescos que vocês devem ter encontrado no capítulo :3
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