Waiting For You

31 Capítulo Trinta


Notas iniciais
Demorou um pouquinho, mas chegou!
Espero que gostem ♥
Leiam a N/A, ok? (;
Capítulo dedicado à bellaPF. Obrigada pela recomendação, sua fofa! Eu amei ♥

Bella POV.

Nos dias que se seguiram, Edward se tornou extremamente misterioso. Às vezes, eu o pegava sorrindo para o nada, mesmo quando ele estava cercado por mim e por Henry, e quando eu perguntava o porquê, ele apenas dizia que não era nada.

Recusei-me, no entanto, ficar me preocupando muito com isso. Ele estava sempre sorrindo e mais carinhoso do que nunca. O que quer que ele estivesse aprontando — porque eu simplesmente sabia que ele estava armando algo — não era, não podia, ser nada demais, certo? E eu sentia, de alguma forma, que eu iria descobrir.

Mesmo não tendo ideia do porquê.

Ele sempre vinha aqui para casa quando saía da empresa. Infelizmente, devido aos contratos que ele tinha e alguns outros projetos que começariam em breve, ele parou de sair mais cedo, quando começou a fazer há alguns meses, para ficar com Henry e aproveitá-lo um pouco mais. Como eu também não podia me dar ao luxo de ficar saindo mais cedo, porque eu ainda era nova no trabalho e tinha muito o que provar, meu filho acabava ficando com os avós e/ou com a tia quando ele saía da creche. Edward costumava sair por volta das seis horas — às vezes um pouco mais tarde; tudo dependia da quantidade de trabalho que ele tinha para fazer -, mas ele sempre vinha aqui em casa, mesmo depois de ter um dia difícil. Ele passava na casa dos pais e pegava Henry, e, depois, me encontrava aqui.

Quando ele se atrasava, eu costumava pegar nosso filho na casa dos avós, embora ainda não me sentisse muito confortável fazendo isso. Esme e Carlisle eram sempre muito educados, assim como Alice, mas nós não conseguíamos agir naturalmente, como costumava ser há quase cinco anos. Algo que eu esperava que o tempo arrumasse.

Henry continuava feliz e elétrico, como sempre. Eu amava ver as mudanças que ele vinha sofrendo, desde que tínhamos chegado, definitivamente, a Chicago. Ele tinha parado com as birras e tinha parado de ter seus pesadelos. Ele, também, não perguntava mais se íamos abandoná-lo. Um avanço que me deixava muito feliz. Aparentemente, eu tinha feito uma boa coisa ao mudar para cá.

Uma ótima, na verdade.

A campainha do apartamento tocou, tirando-me de meus devaneios. Eu senti um sorriso nascer em meu rosto quando olhei o relógio e pulei do sofá. Eram pouco mais de seis da tarde, a hora que Henry e Edward costumavam chegar.

– Oi, mamãe! — Meu garoto me abraçou apertado antes que eu abrisse a porta completamente. — Eu senti saudade!

Eu sorri para ele e acariciei seu cabelo — já precisando de cortar novamente -, antes de beijá-lo rapidamente. Ele não me deu a chance de responder e só saiu correndo, disparado pelo apartamento, até sumir pelo corredor. Eu voltei-me para Edward, um sorriso maior nascendo em meus lábios, e peguei sua mão na minha, apertando-a gentilmente e rapidamente, antes de me afastar. Estávamos sendo cuidadosos em relação ao nosso relacionamento, se é que eu realmente podia chamar assim. Principalmente porque, agora, tínhamos alguém em quem pensar. Alguém que, eu tinha certeza, deveria estar no seu quarto, fazendo alguma bagunça nesse momento.

Empurrei Edward um pouco para fora do apartamento, de modo que, se Henry chegasse, ele não conseguisse ver o que estávamos prestes a fazer. Edward me olhou um pouco assustado, mas um sorriso nasceu em seus lábios quando ele percebeu o que eu iria fazer. Coloquei-me na ponta dos pés e enlacei seu pescoço com os braços, puxando-o para perto de mim. Incapaz de permanecer longe de seus lábios por mais um segundo, eu o beijei levemente, amando a sensação que um beijo dele poderia causar em mim.

– Oi… — eu sussurrei.

Edward sorriu ainda mais, puxando-me para mais perto dele, enquanto enlaçava minha cintura com mais força.

– Olá… — murmurou de volta. — Não que eu esteja reclamando, mas… e esse beijo? Pensei que tivéssemos combinado de que não faríamos isso quando Henry estivesse por perto e…

Beijei-o novamente, dessa vez de forma mais demorada e longa, antes que ele pudesse dizer alguma coisa.

– Eu só senti sua falta — sorri. Afastei-me logo em seguida, quebrando nosso abraço por completo, porque eu sabia que o atacaria, e logo, novamente. — Vem, entre. Antes que o seu filho quebre a casa…

Edward soltou um risada baixa e rouca, que me fez sorrir de volta para ele feito uma adolescente descobrindo a primeira paixão. Comecei a entrar no apartamento, mas Edward me puxou de volta, apenas para me dar um selinho demorado.

– Agora podemos entrar — ele sussurrou. — E a propósito: eu também senti a sua falta.

Nós sorrimos um para o outro e entramos. Henry voltou do quarto, carregando um monte de brinquedos — e alguns já caindo no chão, porque ele sempre carregava mais do que seus pequenos bracinhos conseguiam aguentar -, o que me fez rir. Eu empurrei Edward para o chão, dizendo para ele ir brincar com o nosso filho, enquanto eu ia fazer o jantar. Nós nunca fazíamos nada muito extravagante quando estávamos juntos, mas era tão bom, tão calmo, tão… família.

Algo pelo qual eu ansiava quando descobri que estava grávida. E algo que era muito melhor do que eu sequer tinha imaginado.

_

O resto da semana se passou de forma rápida, e Edward continuou agindo meio estranho. Na sexta, ele ligou na hora do almoço, dizendo que não poderia ir ao meu apartamento à noite e que, por isso, eu que teria de buscar Henry na casa dos avós. Eu estranhei, já que Edward nunca fazia isso, mas resolvi deixar para lá. Aproveitei a noite com o meu filho, assistindo a um filme infantil qualquer, e indo dormir um pouco mais cedo do que o costume.

Somente para ser acordada por um Henry extremamente agitado no dia seguinte, por volta das oito da manhã.

Acoda, mamãe, acoda! — Ele gritou, pulando ao meu lado.

Eu soltei um gemido e escondi a minha cabeça debaixo do travesseiro, desejando dormir um pouco mais. Mesmo tendo dormido um pouco mais cedo do que o normal na noite anterior, eu ainda não estava preparada para levantar. Por mim, eu podia ficar na cama até depois das onze.

Henry, no entanto, não parecia estar disposto a desistir de me impedir de dormir.

– O que foi, filho? — eu resmunguei, rolando na cama e abrindo os olhos. — Por que você não deita aqui com a mamãe e dorme um pouco, hein?

Ele sorriu e balançou a cabeça de forma negativa, seus olhinhos castanhos me fitando com atenção.

– Não pode, mamãe — ele disse, de repente sério. — O papai tá te espelando na sala. Vai lá, mamãe, vai.

Eu ergui a sobrancelha e franzi a testa, tentando me lembrar se eu tinha marcado algum compromisso com Edward. Quando não consegui, porém, suspirei pesadamente e joguei as cobertas para o lado e me sentei na cama. Meus planos de ficar na cama até mais tarde tinham sido, aparentemente, cancelados.

Corri para o banheiro e fiz minha higiene matinal rapidamente. Eu não tinha escutado a campainha tocar, então supus que Edward tinha usado a chave extra que eu tinha passado para ele, para o caso de acontecer uma emergência algum dia. Isso me fez pensar em como ele estava misterioso… será que eu finalmente iria descobrir o que ele estava aprontando?

Curiosa demais para me preocupar com o fato de eu estar apenas usando um short e uma camiseta, já velhos demais, eu caminhei até a sala, um pequeno sorriso nascendo em meus lábios quando eu vi Edward e Henry juntos, meu filho no colo do pai.

– Bom dia.- Anunciei minha presença. Imediatamente, os dois olharam para mim, mas eu me foquei em Edward. Ele tinha um sorriso enorme no rosto e, assim que me viu, ficou de pé, colocando Henry no chão. — Aconteceu algo?

Edward tornou a sorrir.

– Claro que não — respondeu. — Henry, por que você não vai pegar a mochila que o papai preparou para você? A tia Alice deve estar chegando?

Eu ergui a sobrancelha, mas não disse nada, esperando que Henry saísse da sala. Edward continuou sorrindo, aparentemente inatingível, seus olhos me fitando com atenção.

– O que você está aprontando, hein? — eu indaguei, cruzando os braços sobre o meu peito. Eu vi os olhos de Edward fitarem-no durante um momento, o que me fez, finalmente, lembrar que eu estava sem sutiã. Corando, descruzei os braços e puxei a camiseta, embora isso não fizesse sentido algum.

Edward balançou a cabeça e coçou o queixo, antes de limpar a garganta e sorrir novamente.

– Nada — respondeu simplesmente. — Alice vai passar aqui e pegar Henry… Ela e Jasper têm um dia cheio de atividades para cansar o nosso garoto…

Tentando esconder um sorriso, porque eu já estava começando a ter uma ideia do que ele iria fazer, eu ergui a sobrancelha e tentei parecer séria quando falei.

– E eu não fui informada dessa progamação por?... — comecei, mas sem concluir a frase. Eu sabia que ele entenderia.

Ele riu.

– Você verá dentro de alguns minutos — piscou, puxando o celular para fora. — Agora, por que você não vai se trocar? Vista algo simples e confortável, por favor.

Eu abri a boca, pronta para discutir com ele, mas suspirei e revirei os olhos, novamente lutando com um sorriso. Virei-me e parti para o meu quarto, à procura de algo que fosse simples e confortável, como ele tinha pedido, mas também bonito. Acabei optando por uma calça jeans, uma bata cor nata e uma sapatilha bege. Passei a mão em meus cabelos rapidamente, resolvendo deixá-los solto, e coloquei um par de brincos pequenos, assim como um pequeno bracelete em meu pulso esquerdo. Um bracelete que Edward tinha me dado de presente no nosso primeiro ano de namoro.

Eu tinha certeza de que ele se lembraria dele.

Peguei minha bolsa e a organizei rapidamente, antes de voltar para a sala. Henry já estava ali, a pequena mochila em suas costas, ao lado do pai, sorrindo para mim. Evitei olhar para Edward enquanto seguia até o meu filho e conferia a sua roupa. Edward deveria ter chegado bem cedo, porque Henry estava com os cabelos úmidos de um banho que eu não o vi tomar.

– Você já tomou café, querido? — eu indaguei, ajeitando a sua blusa azul. — Se quiser, a mamãe pode preparar algumas panquecas para você…

Ele balançou a cabeça de forma negativa rapidamente para mim, antes de levantar a cabeça e fitar o seu pai.

– O papai disse que a tia Allie vai me levá na casa dos vovós — respondeu. — Ela tá fazendo comida pla mim, mamãe.

Eu sorri.

– Ok, então — disse. — Comporte-se, ok? Por favor, Henry.

Ele assentiu.

– Eu vou bonzinho, mamãe — murmurou. — Plometo!

Alice chegou cinco minutos depois e me cumprimentou rapidamente, antes de pegar Henry e levá-lo. Jasper estava esperando pelos dois lá embaixo, preferindo não subir, já que não queria demorar muito. Eu estreitei os olhos quando eu ouvi isso, mas decidi não perguntar nada. Depois eu teria as minhas explicações.

Assim que Edward e eu ficamos sozinhos, ele me puxou para os seus braços e me deu um longo beijo, sem me dar chance de fazer qualquer pergunta a ele. Tentei resistir no começo, minha curiosidade falando mais alto do que qualquer outra coisa, mas logo me derreti em seus braços, deixando que ele me beijasse o tempo que queria.

Eu tinha sentido tanto a falta de nossos beijos…

– Agora sim, bom dia — ele sussurrou contra os meus lábios. — Vamos?

Estreitei meus olhos para ele.

– O que você está aprontando, hein? — indaguei novamente. — Você anda misterioso há dias e agora, do nada, vem aqui, marca de Alice e Jasper ficarem com Henry durante o dia todo… Posso saber o que iremos fazer?

Ele riu, pegando minha mão na sua e me puxando em direção à porta.

– Vamos lá — ele disse, ignorando minha pergunta. — Temos compromissos.

Suspirei pesadamente, novamente, mas o segui, não querendo admitir como me sentia feliz por ele estar fazendo plano para nós dois. Aproveitei o calor dos seus braços enquanto entrávamos no elevador e, depois, quando saíamos do prédio. Edward me guiou até o seu carro e abriu a porta do passageiro para mim, o tempo todo sorrindo, antes de dar a volta e sentar no lado do motorista.

– Pronta? — ele indagou, logo após colocar o cinto de segurança.

Eu revirei os olhos.

– Você não vai me dizer aonde nós vamos? — eu perguntei, minha curiosidade se tornando mais forte a cada minuto que passava. — Nem uma dica?

Ele riu, mas balançou a cabeça negativamente, fazendo-me suspirar.

– Ok, então — murmurei. — Vamos.

Edward tornou a rir, mas não disse nada, sabiamente. Ele ligou o rádio e deu partida no carro, cantarolando uma música qualquer que estava tocando.

Eu tentei, enquanto ele dirigia, reconhecer o caminho para onde ele estava me levando, mas não consegui pensar em um lugar específico.Quando ele parou próximo a uma praça, eu virei para ele e ergui a sobracelha.

– Primeira parada: piquenique — ele respondeu. — Por que você acha que nem te dei tempo de tomar café?

Eu sorri para ele, sentindo meu coração acelerar. Retirei o cinto, mas Edward me impediu de sair do carro, dizendo que ele abriria a porta para mim. Eu continuei sorrindo, enquanto o esperava dar a volta e abri-la. Aceitei a mão que ele estendia, muito embora eu não precisasse de ajuda para sair do carro, e entrelacei nossos dedos, puxando-o para perto de mim.

– Obrigada por isso — eu sussurrei, ficando na ponta dos pés e o beijando lentamente, apenas provando o sabor de seus lábios. — De verdade.

Com a mão livre, ele apertou a minha cintura de forma gentil e colocou nossos corpos, beijando-me novamente. O beijo durou alguns minutos, talvez mais, mas não me importei. Curti-o um pouco, afastando-me só quando respirar se tornou extremamente necessário.

– Vem — murmurou, dando-me mais um selinho. — Nosso dia está apenas começando.

Edward abriu o porta malas e pegou uma cesta, além de um cobertor — ou, pelo menos, algo parecido com um. Com a mão livre, ele me fez andar durante alguns minutos pela praça, até chegarmos a um lugar coberto por árvores. Sentamo-nos abaixo de uma, logo após Edward estender a coberta vermelha e começar a tirar da cesta tudo o que ele tinha trazido.

Nós comemos, rimos, conversamos, ficamos abraçados, em silêncio… Passamos horas e horas ali, falando de coisas bobas e coisas sérias. Coisas que não tínhamos conversado ainda.

– Foi difícil — eu murmurei, fitando as minhas mãos. Edward havia me pedido para falar mais detalhadamente da gravidez de Henry, dessa vez focando em como eu tinha me sentido. — Eu sentia a sua falta todos os dias e cheguei a quase te ligar diversas vezes, mas eu sabia que não podia… Não podia colocar você e sua família em risco, mas, principalmente, não podia colocar Henry em risco.

Ele apertou a minha mão de forma gentil e me fez olhar para ele, antes de sorrir gentilmente, mostrando que entendia.

– Eu senti tanto a sua falta — sussurrei, dessa vez fitando seus olhos. Eu senti as lágrimas tomando conta dos meus, mas não encontrei forças o suficiente para limpar meus olhos. — Todos os dias eu queria ligar para você, todos os dias eu queria apenas ouvir a sua voz, saber se você estava bem…

Com um sorriso triste no rosto, Edward me puxou para o seu colo e segurou meu rosto entre as suas mãos, seus dedões limpando as minhas lágrimas.

– Eu também senti, Bella — sussurrou de volta. — Sempre. Toda hora. Eu sempre esperei você voltar para mim, mesmo quando eu já tinha desistido. Sempre tive esperanças… E agora…

Ele sorriu, agora verdadeiramente, trazendo meu rosto para mais perto do seu, de modo que nossas bocas estivessem quase completamente conectadas.

– Agora eu não vou deixá-la partir — sorriu. — Nunca.

Eu sorri por cerca de um segundo, antes de ele me beijar. Depois que quebramos o beijo, apoiei a minha cabeça em seu ombro e suspirei, sentindo uma paz enorme tomar conta de mim.

– Bella? — Edward me chamou, alguns minutos depois. Eu murmurei um ‘hmm’, mas não levantei a cabeça, adorando estar ali, amando a forma que seus dedos subiam e desciam lentamente pela minha coluna. — Antes de irmos… será que eu poderia falar com você sobre algo?

Curiosa com o tom de sua voz, eu levantei a cabeça e o fitei. Ele sorriu, nervoso, e passou a mão por seus cabelos, desviando os olhos de mim, antes de me olhar novamente.

– Você acha que podemos, hm… — começou.

– Podemos? — Eu incentivei, achando seu nervosismo um pouco fofo e engraçado. — O que foi, Edward?

Ele suspirou.

– Podemos ter um relacionamento de verdade? — perguntou, tão rápido que eu precisei pedir que ele repetisse. — Quero dizer, eu sei que temos que ir devagar, mas eu não me vejo sem você no futuro. Então… podemos?

Eu sorri.

– E você acha que eu seria louca de dizer não? — indaguei, fazendo-o rir. — Agora… o que você tem planejado para o resto do dia, senhor Cullen?

Nós visitamos o zoológico, tomamos sorvete, andamos por aí de mão dada. Quando eu perguntei a Edward, por volta das cinco da tarde, por que ele tinha decidido sair comigo naquele dia, ele me abraçou pelos ombros e sorriu.

– Eu achei que seria legal termos o nosso novo primeiro encontro — murmurou. — Pensei em repetir o primeiro, de alguns anos atrás, mas achei que deveríamos inovar. E como não nos imaginei em um restaurante caro, porque bem… podemos fazer isso no segundo ou terceiro… decidi que passar um dia juntos seria perfeito.

E foi.

À noite, ele me levou para o meu apartamento, onde um jantar estava esperando por nós. Eu fitei Edward, a sobrancelha erguida, e ele apenas sorriu, antes de encolher os ombros. Eu não pude conter o sorriso em meu rosto também.

Com ele ali, ao meu lado, e sabendo que o nosso filho estava feliz e bem… eu nunca tinha me sentido tão mais completa.

Infelizmente, porém, o encontro uma hora tinha que acabar. Henry chegou ao apartamento por volta das dez, no colo do seu tio Jazz, mal se mantendo acordado. Ele sorriu quando viu o seu pai e eu ali, mas logo fechou os seus olhos. Dizendo que iria trocá-lo e colocá-lo na cama, Edward o pegou no colo e saiu em direção ao quarto de Henry, deixando-me sozinha com o meu amigo.

– Obrigada por ficar com ele hoje — eu sorri, dando-lhe um abraço apertado. — Espero que ele não tenha te cansado muito…

Jasper riu.

– Ele cansou, acredite — respondeu. — Mas nós nos divertimos. Foi bom passar o dia com ele. Espero poder repetir a dose um dia desses…

Eu sorri quando o vi piscar.

– E o seu encontro? — ele indagou. — Como foi?

Senti um sorriso ainda maior nascer em meu rosto ao me lembrar de tudo o que tinha acontecido naquele dia. Não tinha nada extravagante nem nada do tipo, mas fora tão… perfeito. Algo que eu me lembraria para sempre, eu tinha certeza disso.

– Foi ótimo — murmurei. — Perfeito. Eu amei.

Ele riu.

– Certo, certo — disse. — Você me contará tudo sobre ele na segunda, na hora do almoço. Agora, tenho que ir. Alice está esperando por mim no carro.

Depois de abraçá-lo novamente e prometer que eu contaria tudo na segunda, eu fechei a porta do apartamento e a tranquei, antes de me virar e me apoiar nela. Com os olhos fechados, eu suspirei e sorri, relembrando de tudo o que Edward e eu tínhamos conversado hoje. Fora um pouco doloroso, mas necessário. Agora que tínhamos passado por isso e tínhamos esclarecido tudo, eu me sentia tão mais leve…

– Posso saber o motivo desse sorriso? — Uma voz soou em meu ouvido.

Eu senti meu sorriso aumentar ainda mais, assim como um par de mãos puxar-me em direção a ele. Mantive meus olhos fechados durante mais algum tempo, apenas aproveitando aquele momento. Depois, eu os abri e beijei os lábios de Edward rapidamente, antes de me afastar.

– Você — sussurrei. — A razão é você.

Ele sorriu imensamente, puxando-me para mais perto dele e, mais uma vez, colando meus lábios nos seus.

_

Edward voltou no domingo, e eu e Henry saímos com ele. Nós almoçamos em seu apartamento e, depois, fomos até a área de lazer, onde deixamos Henry brincar um pouco. Mantivemos nossas mãos quietas, mas trocamos olhares como dois adolescentes.

Não que nós nos importássemos com isso.

Não tivemos tempo de sair novamente durante a semana, mas curtíamos a presença um do outro sempre que podíamos, que era quase sempre quando Henry dormia, depois de já estar cansado de tanto brincar. Eu estava satisfeita com o nosso arranjo, sabendo que só deveríamos ir um pouco devagar antes de contarmos a todos e, principalmente, a Henry, mas confesso que sentia falta de Edward.

Não foi até sexta, à noite, que conseguimos sair novamente.

Dessa vez, Henry ficou com os avós, já que Alice e Jasper tinham compromisso. Nós fomos ao cinema dessa vez e, depois, jantar, e não ficamos até muito tarde. Henry iria dormir na casa dos avós, como tínhamos combinado há alguns dias — já que ambos começaram a reclamar que não passavam tempo o suficiente com ele -, o que deu a oportunidade de Edward e eu, quando voltamos ao nosso apartamento, ficarmos nos curtindo um pouco.

Trocamos alguns beijos e carinhos, assim como uns amassos bem pesados. Foi difícil parar, mas conseguimos, de alguma forma. Quando ele foi embora, já era bem tarde, muito mais tarde do que ele iria embora quando Henry estava aqui. Eu custei a dormir, me perguntando se não deveríamos ter avançado mais um pouco na nossa relação naquela noite, mas depois de alguns minutos, eu percebi que tinha a chance de deixar tudo perfeito.

Afinal, tínhamos acabado de ter o nosso segundo encontro. Eu poderia fazer o terceiro ser um pouco especial.

Por isso, ao invés de esperar que Edward o planejasse, eu corri atrás de tudo. Sem dar detalhes a Jasper, perguntei se ele, no próximo sábado, poderia ficar com Henry durante a noite e por parte do domingo. Ele não fez perguntas, mas pelo sorriso que me deu, eu sabia que ele tinha entendido.

– Claro, Bella — ele disse. — O que você precisar.

Fiz reservas em um restaurante, deixei tudo preparado e planejado. Fui ao salão, no sábado pela manhã — aproveitando para mandarem aparar as mechas bagunçadas do meu filho; ele relutou um pouco, já que odiava cortar os cabelos, mas eu consegui convencê-lo -, e à tarde, saí para definir os últimos detalhes.

Lembrei-me também, de comprar alguns preservativos. Afinal, eu não queria que tivéssemos que parar porque nenhum de nós tinha pensado nisso.

Edward perguntou, diversas vezes, o que íamos fazer e o que eu estava aprontando, mas eu resolvi ficar calada, dizendo que seria uma surpresa. Era a vez dele esperar, afinal. Por fim, quando à noite chegou e Henry já tinha saído com o seu tio, eu terminei rapidamente de me arrumar.

Comecei a ficar um pouco nervosa conforme os minutos foram passando. Edward iria passar para me pegar às oito, mas, ansiosa do jeito que eu estava, não aguentei esperá-lo tocar a campainha. Desci faltando uns dez minutos e fiquei ali, em frente ao prédio, andando de um lado para o outro, até que ele chegou.

– Boa noite — ele murmurou, descendo do carro e vindo me cumprimentar com um beijo. — Você está… perfeita.

Eu sorri, dando uma rápida olhada no que ele vestia.

– Você também não está nada mal — brinquei, fazendo-o soltar aquela risada baixa e rouca que eu tanto amava.

Deixei que Edward me conduzisse até o carro e abrisse a porta para mim, como sempre fazia. Dei a ele o nome do restaurante quando ele deu partida e sorri quando ele me encarou, curioso.

– O quê? — indaguei, inocentemente. — Espere e verá.

Rindo, ele apenas balaçou a cabeça, indo em direção ao local que eu havia indicado. Uma música suave tocava dentro do restaurante quando ele e eu chegamos, fazendo-me sorrir. Eu disse os nossos nomes e segui o garçom, Edward ao meu lado, sua mão na base da minha coluna. Eu me recostei contra ele durante um momento, antes de me afastar e sentar na cadeira que ele puxava para mim.

Foi um ótimo jantar. Ficar com ele se tornava a cada dia mais gostoso e me deixava mais feliz do que nunca. E eu mal podia esperar para ver aonde tudo isso iria dar.

Eu tinha um bom pressentimento quanto a nós dois.

– Aqui é um bom restaurante — ele murmurou, seus olhos percorrendo o local. — Eu me lembro bem dele…

Eu sorri e mordi o lábio inferior com um pouco de força, me perguntando quanto tempo iria demorar para ele perceber o que aquela noite queria dizer.

– Sim — ri. — Nós já viemos aqui algumas vezes, mas…

Ele tomou um gole do seu vinho, antes de repousar a taça na mesa e me fitar, erguendo a sobrancelha, um pequeno sorriso nos lábios.

– Mas?... — Ele fez um gesto com as mãos, como se dissesse para eu prosseguir.

Eu tornei a rir.

– Mas nada — dei de ombros. — Você é quem tem de se lembrar, não eu.

Ele estreitou os olhos, fazendo-me rir pela terceira vez.

– Apenas se lembre, Edward — sussurrei, inclinando-me um pouco e segurando a sua mão. Apertei-a de forma gentil, sentindo minhas bochechas corarem.

Ele arregalou os olhos de repente, enquanto apertava a minha mão de volta.

– A primeira vez que estivemos aqui? — sussurrou, fazendo-me corar novamente. — Sério?

Eu sorri.

– Sim — murmurei. — A primeira vez que estivemos aqui…

Ele sorriu.

– E a primeira vez que você e eu fizemos amor — ele murmurou. — É claro que eu me lembro. Você realmente acha que eu poderia esquecer?

Eu neguei, sabendo que aquilo era impossível. Nem eu esqueceria aquele momento, nunca. Tinha sido umas das melhores noites da minha vida, algo que eu me lembraria sempre.

– E-eu… eu… — começou. — Você tem certeza? Eu não quero forçar nada…

Eu apertei sua mão novamente e tornei a sorrir.

– Tenho — murmurei. — Eu quero fazer isso.

Ele assentiu.

Ele ainda estava um pouco incerto, então eu me inclinei, odiando, naquele momento, a mesa entre nós. Eu estava louca para estar em seus braços. Por isso, sorri e, sabendo que ele precisava escutar aquilo, eu apertei a sua mão, meus olhos nunca deixando os dele.

– Eu quero me sentir completamente sua novamente, Edward — sussurrei, minha voz firme, querendo que ele ouvisse a certeza em minha voz.

Ele me fitou durante algum tempo e, quando viu que eu tinha certeza do que estava falando, sorriu, um sorriso torto e safado, algo que me dizia que, sim, ele também queria se sentir completamente meu.

Notas finais
N/A: hehe maldade parar aí, né? Eu sei, eu sei, mas... no próximo tem lemon, promessa :33 Sei que tinha falado que o menino Henry iria descobrir sobre os pais nesse capítulo, mas resolvi deixar para o próximo também. Sei que vocês amaram como ele terminou hahahahaha.
Enfim, a fanfic está chegando ao fim. Acredito eu que vá até o 32 + epílogo, então comecem a se preparar 3.
O 31 vai ter muitas coisinhas boas, então aguardem. Alguém vai completar cinco aninhos ♥ ♥
Espero que gostem, moças. E me perdoem pelo atraso. Minha vida anda tão corrida que tá foda. Quando tenho tempo para escrever, travo. Quando não tenho, fico cheia de ideias. Triste, mas enfim...
Semana que vem não sei se postarei, ok? Tô atrasada em Da tem quase um mês, então vou me dedicar a ela. Se conseguir terminar o capítulo e tiver tempo sobrando, escrevo um pouco de WFY e tento postar.
Vamos ver o que acontece.
Até o próximo! E deixem reviews (;
xx
PS: Novamente, um muito obrigada à bellaPF, amei a recomendação! E espero que tenha gostado do capítulo ;D