Waiting For You

15 Capítulo Quatorze


Notas iniciais
Chegando um pouquinho mais cedo novamente :3
Espero que gostem do capítulo!
xx

Edward POV.

Eu encarei Emmett com atenção, esperando pacientemente enquanto ele ainda mexia na sua pasta, procurando por alguma coisa lá dentro. Entretanto, com o passar dos minutos, eu fui ficando mais e mais ansioso, não agüentando mais a demora.

- Fale logo, Emmett – eu pedi –, pelo amor de Deus.

Ele riu.

- Calma, calma – murmurou. – Só mais um minuto e… achei!

Eu inclinei-me um pouco e puxei o papel da sua mão, meus olhos já o analisando com atenção. Ao encontrar um nome de uma suposta empresa, para onde o dinheiro estava sendo desviado, eu abri meu notebook e entrei no Google, já digitando o nome dela ali, querendo saber mais.

- Não adianta pesquisar. – Emmett tirou-me de meus devaneios. – Eu já fiz isso. Não encontrei nada sobre essa empresa, mas pelo menos consegui descobrir o número da conta para onde o dinheiro foi transferido. Estou pesquisando mais sobre isso, tomando cuidado, é claro, para ninguém desconfiar, e devo ter mais respostas em breve, mas… achei que você gostaria de saber.

Eu fechei meu notebook e tornei a estender o papel com as informações para Emmett, o observando guardá-lo novamente na pasta e fechá-la.

- Certo – eu disse, suspirando. – Obrigado por isso. Só tome cuidado para não perder o papel e tome cuidado ao investigar. Não quero que ninguém descubra.

Ele revirou os olhos.

- Relaxe, Edward – disse, rindo um pouco. – Sei o que estou fazendo.

Foi a minha vez de revirar os olhos.

- Certo – ele começou, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa –, e então… me conte sobre o seu filho... Como estão as coisas?

Eu olhei para a foto que ficava na minha mesa, que Alice tinha me dado há algumas semanas, e sorri.

- Está tudo bem – eu respondi. – O amigo de Bella volta para a Pittsburgh daqui a alguns dias e Henry ficará comigo. Estou animado e ansioso para isso.

Emmett sorriu.

- Vou marcar de levá-lo para passear um dia desses – ele disse. – Tenho certeza de que ele vai adorar.

Nós conversamos durante alguns minutos, mas Emmett logo saiu da minha sala, prometendo voltar assim que tivesse mais notícias. Eu permaneci na empresa durante mais algum tempo, mas logo fui embora. Fui direto para a casa dos meus pais naquele dia, já que minha mãe tinha combinado de pegar Henry na creche e iria levá-lo direto para sua casa.

Ficamos lá até depois do jantar e quando eu saí, Henry estava dormindo nos meus braços.

_

O resto da semana passou rapidamente e logo o dia de Jasper ir embora para Pittsburgh tinha chegado. Henry tinha reclamado um pouco, pedindo ao seu tio para ficar mais, mas ele disse que não podia, que tinha que trabalhar, mas prometeu que voltaria para visitá-lo em alguns finais de semana.

E surpreendentemente, meu filho até entendeu.

Como tínhamos feito quando ele viajara para resolver alguns problemas, Henry e eu o levamos ao aeroporto. Deixei que os dois ficassem juntos durante algum tempo e se despedissem, e sorri quando Henry correu de volta para mim, abraçando as minhas pernas.

- Eu vou cuidar dele – eu disse a Jasper, estendendo minha mão e entregando sua mala –, você não precisa se preocupar. Caso aconteça algo, eu telefono para você imediatamente.

Ele riu.

- Não estou preocupado – respondeu. – Sei que ele estará em boas mãos.

Eu sorri.

- Obrigado por estar o confiando a mim – eu murmurei.

E Jasper tornou a rir.

- Você não tem que me agradecer, Edward – ele encolheu os ombros. – Henry é o seu filho, então... Bem, apenas me ligue se precisar de algo, ok? Eu vou tentar vir durante alguns finais de semana, para visitá-lo e tudo o mais.

Eu assenti.

Ele tornou a se despedir de meu filho, mas logo se virou e foi embora, já que seu voo tinha sido chamado. Nós ficamos ali, parados durante alguns minutos, o observando se afastar, até ele sumir completamente de nossa vista. Por fim, eu me voltei para Henry e sorri para ele.

- Quer ir comer alguma coisa especial hoje, campeão?

Ele sorriu para mim.

- Quelo! – gritou. – A gente podemos comer batata flita e tomar solvete?

Eu ri.

- A gente pode – corrigi-o quase que automaticamente. – E sim, hoje você pode comer o que você quiser. Mas só hoje, ok?

Ele assentiu, mas eu não tinha muita certeza se ele tinha entendido muito bem. Provavelmente, no meio da semana, ele me perguntaria se ele poderia comer alguma besteira ou algo assim. E muito provavelmente eu acabaria dizendo sim.

Afinal, como eu poderia dizer não quando ele me olhava com aquela carinha?

_

Os dias praticamente voavam. Tão logo quanto setembro chegou, ele acabou, e já estávamos na metade de outubro. O Halloween se aproximava e a creche de Henry se preparava para uma pequena festa – uma que eles faziam todos os anos. Eu tinha saído com ele algumas vezes durante a semana, querendo que ele achasse uma fantasia que o interessava, mas Henry mudava de super-herói todos os dias, o que tornava a nossa escolha um pouco complicada.

Nós conversávamos com Jasper quase todas as noites, mas, para a minha surpresa, ele não ficava perguntando quando o tio viria visitá-lo. Ele tinha vindo durante alguns finais de semanas – só dois, desde que tinha ido embora – e eu procurava deixar os dois aproveitar tanto tempo quanto possível, mas Henry sempre queria que eu ficasse perto deles.

Eu não podia negar: tal coisa me agradava – e muito.

Felizmente, Jasper não parecia ligar muito para isso.

Nós costumávamos jantar com meus pais durante duas vezes por semana. Henry gostava muito deles, e ele gostava ainda mais quando meu pai o deixava mexer com suas coisas médicas – ele ainda dizia para todos ouvirem que queria ser um médico quando crescesse e eu sabia que meu pai ficava feliz com isso, por mais que soubéssemos que ele provavelmente mudaria de opinião umas quinhentas vezes.

E não foi diferente naquela quarta-feira.

Eu saí no mesmo horário de sempre da empresa. Às vezes eu acharia que ficaria louco, porque minhas horas de trabalho foram reduzidas, mas a quantidade de trabalho não. Achava que não iria aguentar em algumas vezes, mas valia totalmente à pena. Eu estava podendo passar tanto tempo quanto possível com meu filho e estava amando cada minuto.

Peguei-o na creche, e Alice também, e seguimos para a casa dos nossos pais, que já nos esperavam. Meu pai ainda atendia consultas em um consultório e no hospital uma vez por semana, mas ele sempre reservava as quartas e sextas para a nossa família.

E eu tinha escolhido aquele dia em especial para contar a ele que ele tinha avós.

Eu sabia que Charlie Swan, pai de Bella, morava muito longe e era um homem muito ocupado. Bella e ele nem sempre tinham se dado bem, mas eles agora – pelo menos até quatro anos atrás – se davam bem na medida do possível. E o fato de ela ter dado o nome dele para Henry significava alguma coisa. Eu nunca tinha conversado sobre isso com Jasper, mas sabia que Charlie estava ciente do neto, assim como Henry sabia que Charlie era o avô dele, então… não deveria ser assim, tão difícil de explicar.

Enquanto minha mãe terminava de preparar o jantar, eu levei Henry para tomar um banho – já que ele sempre voltada da creche coberto de tintas, canetinhas e tudo o mais. Aproveitei que estávamos sozinhos no banheiro e comecei a conversar com ele.

- Você conhece o seu vovô Charlie, não conhece, Henry? – eu indaguei, puxando um dos seus bracinhos e o ensaboando.

Ele sorriu.

- Ele mola longe, por isso não vejo ele muito – disse. – Foi o que mamãe me disse.

Eu assenti

- Entendo – murmurei. – E você sabe por que Charlie é o seu vovô, Henry?

Ele ficou me encarando durante alguns minutos, seus olhinhos – tão idênticos aos dela – me encarando com atenção. Por fim, assentiu.

- Ele é o papai da minha mamãe – sussurrou. – Igual você é meu papai.

Eu sorri.

- Carlisle e Esme são meus papais – eu disse. – Então, se você quiser, eles vão ficar muito felizes se você os chamar de vovô e vovó.

Ele sorriu.

- Eu posso chamá eles assim? – indagou.

Eu tornei a sorrir.

- Claro que sim, campeão – ri um pouco. – Eu tenho certeza de que eles vão ficar muito felizes.

E eles ficaram.

Provavelmente eu guardaria para sempre na memória o momento em que Henry os chamou assim. Nós tínhamos acabado de sair do banho quando minha mãe avisou que o jantar estava pronto. Eu levei um Henry muito animado até a cozinha, onde meus pais e Alice já esperavam. Henry sorriu para mim e eu assenti, incentivando-o a ir até os meus pais.

- Papai Edwad me contou uma coisa hoje – ele disse, sorrindo para o meu pai e minha mãe.

Carlisle o puxou para o seu colo e passou a mão nos cabelos dele, sorrindo. Eu sorri ao ver minha mãe se aproximar e apoiar a mão no ombro de Henry. Esse garotinho, tão pequeno e novinho, não ciente das coisas más do mundo, tinha mudado nossa família completamente.

Tinha nos tornado ainda mais próximos.

- O que ele contou, querido? – minha mãe indagou, sorrindo para ele.

Henry soltou uma risadinha e balançou suas perninhas freneticamente.

- Ele disse que vocês são meu vovô e minha vovó – soltou. – Eu posso chamá vocês assim?

Eu soltei uma risada quando vi minha mãe levar a mão até a boca, seus olhos imediatamente se enchendo de lágrimas.

Meu pai limpou a garganta e fechou os olhos por um momento, parecendo igualmente emocionado, mas não querendo demonstrar tal coisa.

- Claro que você pode, Henry – ele enfim disse. – Nós somos seus avós, afinal.

Henry sorriu, assentindo.

- Então, eu tenho um papai Edwad – começou –, vovô Calile e vovó Esme... O que a Allie é?

Minha irmã riu.

- Eu sou sua tia, Henry – murmurou. – Exatamente como seu tio Jasper.

Ele assentiu e sorriu para ela, aparentemente muito satisfeito de si mesmo.

Naquela noite, nós ficamos mais tempo do que deveríamos com meus pais.

Quando estávamos indo embora – eu novamente carregando um Henry dormindo em meus braços –, minha mãe me puxou para um abraço assim que coloquei Henry na cadeirinha e prendi o cinto ao redor dele. Ela se esticou como pôde e me deu um beijo na testa, antes de me olhar e sorrir.

- Estou muito orgulhosa do que você tem feito, Edward – murmurou, fazendo-me sorrir. – Você é um excelente pai e qualquer um consegue ver isso. Henry já é completamente apaixonado por você.

Eu tornei a sorrir.

- Obrigado, mãe – eu murmurei.

- Obrigada a você – ela riu. – Estou tão feliz, Edward. Traga-o amanhã aqui para passar um tempo com a vovó dele! Quero levá-lo para comprar algumas coisas...

Eu ri quando percebi que ela estava muito animada por ser chamada daquela forma.

- Mãe... – revirei os olhos.

- Ora, traga-o aqui – tornou a dizer. – Vou estar esperando por vocês.

E eu somente sorri e assenti, sabendo que não adiantava discutir mais com ela.

Dirigi de forma lenta até o meu apartamento, sentindo uma sensação de paz muito boa em meu peito. Levei Henry com cuidado para o quarto dele assim que chegamos e o troquei rapidamente, procurando não acordá-lo. Cobri-o e dei um beijo em sua testa, antes de me afastar e seguir para o meu quarto.

Por fim, tomei um banho e vesti uma roupa qualquer, antes de me jogar na cama.

E não demorou muito para que eu dormisse.

_

No dia seguinte eu combinei com Henry de buscá-lo, como sempre, e expliquei que ele sairia com a vovó mais tarde, o que o deixou muito feliz. Quando cheguei à empresa – à minha sala, especificadamente – percebi que Emmett andava um pouco sumido, aparecendo de vez em quando apenas para me dizer que ele não tinha tido nenhuma novidade. Ele explicava que sempre chegava a um beco sem saída e que não importava o que fizesse ou quantas voltas desse, ele não conseguia chegar a lugar algum.

Eu ficava um pouco ansioso quando ele aparecia, querendo desesperadamente novas notícias – ótimas, se fosse possível –, mas eu sempre escutava a mesma coisa.

Eu ainda não tenho nada de novo.

Por isso, quando Emmett surgiu alguns dias depois, um pouco sério demais, eu não fiquei desesperado por notícias, já imaginando que ele tinha vindo até aqui apenas para me avisar que ele não tinha tido nenhuma nova notícia.

Entretanto, me surpreendi quando ele se sentou diante de mim e disse que tinha descoberto algo muito mais sério do que imaginávamos.

- O que foi? – eu indaguei, sussurrando, com medo de que alguém escutasse nossa conversa. – Descobriu quem está por trás do desvio?

Ele suspirou pesadamente, e negou.

- Não, talvez algo pior que isso – disse. – Fiz uma pesquisa e descobri que o número de estagiários que entram e saem do setor de finanças é surpreendentemente alto.

Franzi a testa.

- Sim – eu comentei. – Nenhum deles parecia estar qualificado para o cargo… até Bella, pelo menos. Até ela...

Eu parei de falar, incapaz de concluir minha fala, mas Emmett apenas assentiu, parecendo entender o que eu quis dizer. Ele não comentou nada sobre isso também, felizmente.

- Não é isso – ele suspirou. – Antes da entrada de Bella… e agora, depois que ela saiu. Não ficamos com um estagiário lá por mais de oito meses. Ela foi a que mais resistiu... E pelo que eu estou vendo e pelas coisas que achei… não é por serem incompetentes, Edward.

Eu esfreguei as mãos no rosto, me sentindo frustrado, sem conseguir entender aonde Emmett queria chegar com tudo aquilo.

- Eu não estou entendendo, Emmett – murmurei. – Sinceramente, não estou conseguindo entender nada. Por que está me contando tudo isso?

Ele suspirou.

- Eu busquei pelos estagiários que saíram, sabe? – ele começou. – Dos dez que tivemos nos últimos quatro anos, quer dizer. Não consegui contatar ainda os que trabalhavam aqui antes de Bella, então...

- Só diga logo, Emmett, por favor – interrompi-o, não agüentando mais que ele ficasse enrolando.

Ele me observou durante uns segundos e por fim assentiu.

- Dos dez, oito se recusaram a falar o porquê de terem saído – começou. – Insistiram em dizer que foi culpa deles e nem quiseram mesmo me dar a chance de fazer mais algumas perguntas...

Ainda sem entender aonde ele queria chegar, eu assenti.

- E os outros dois? – indaguei. – Se recusaram a falar com você ou algo assim? Bateram a porta na sua cara?

Ele respirou fundo.

- Eles foram dados como mortos, Edward – disse.

Eu arregalei os olhos, minha boca se abrindo um pouco. Talvez… tivesse sido uma coincidência? Um acidente ou algo assim?

- Um acidente de carro? – arrisquei. Ao olhar para os olhos um pouco arregalados de Emmett, porém, eu me inclinei na mesa, nunca desviando meus olhos do rosto dele. – Não me diga que a morte deles têm algo a ver com o fato de terem sido despedidos? Ou por causa do desvio de dinheiro que estamos sofrendo ao longo dos anos?

Ele suspirou.

- Não sei, sinceramente – murmurou. – Acho muito suspeito. Algo me diz que os que morreram chegaram longe demais. Ficaram sabendo de algo que não podiam ou algo assim... E algo me diz que Bella foi ameaçada. E que por isso ela foi embora.

Fechando as minhas mãos em punhos e o encarei com ainda mais atenção, sentindo meu coração apertar em meu peito. Se ela tivesse sido ameaçada ou algo assim… ela teria me dito, certo? Ela teria me avisado...

Eu poderia ter a ajudado ou algo assim...

- Como você sabe disso? – indaguei.

Ele tornou a suspirar.

- Posso até estar errado, mas... – ele parou por um momento. – Eu mandei investigarem o notebook que Bella usava quando trabalhava aqui... Se passaram quatros, eu sei, e ele já está guardado há muito tempo e quase ninguém o usa, mas eu encontrei um e-mail um pouco estranho. Não falam o nome dela nem nada do tipo e eu nem consegui descobrir de quem era, mas… eu consegui ler o que estava ali. Não é muito, mas acho que não foi a primeira e nem a última ameaça.

Eu engoli em seco.

- E onde está o e-mail? – eu indaguei.

Sem dizer nada, Emmett abriu sua pasta e pegou o primeiro papel da pilha, e estendeu-o para mim, fitando-me com atenção.

Você está indo longe demais, garota. Preste atenção no que faz. Não é o primeiro aviso que lhe mandamos e eu realmente gostaria que fosse o último. Não quero ter que avisar novamente, não quero ter que dar provas de que não se pode mexer com a gente. Afaste-se, pare de procurar.

Já lhe disseram alguma vez que quem procura demais, acaba achando o que não quer?

Eu engoli em seco novamente quando terminei de ler aquelas palavras e olhei para o meu melhor amigo, sem saber o que pensar. Coloquei o papel com o e-mail na minha mesa e o reli duas ou três vezes, antes de fitar Emmett novamente.

- Como saberemos se isso é para ela? – eu indaguei.

Ele deu de ombros.

- Não acho que vamos conseguir – ele disse. – Se conseguirmos conversar com ela sobre isso algum dia, talvez possamos, mas… Bella deve ter chegado um pouco mais longe e descoberto coisas que não deveria. Estou tentando descobrir mais, mas não sei. Não acho que eu vá encontrar algo mais sobre isso.

Eu assenti.

- Só… me mantenha informado, Emmett, por favor – eu implorei. – Eu quero pegar esse cara o quanto antes e prendê-lo. Se ele ameaçou Bella… se foi por isso que ela foi para longe de mim...

Eu não consegui nem mesmo terminar de falar.

- Ei, Edward, se acalme – ele disse. – Sei que é difícil, mas se desesperar não vai ajudar em nada. Vou tentar procurar por mais coisas. Sei que estou demorando, mas estou fazendo o que posso para ninguém descobrir que estamos investigando.

Eu assenti.

- Eu sei – suspirei – e agradeço a você por estar fazendo tudo isso. Se precisar de alguma folga ou alguma coisa, não hesite em me procurar, ok? Você tem feito muito por mim e eu gostaria de poder retribuir.

Foi a vez dele assentir.

Nós conversamos mais um pouco, mas não por muito tempo, já que não tínhamos muito para falar sobre aquele caso e já que minha cabeça estava longe naquele momento. Assim que Emmett saiu da minha sala – levando o papel do e-mail com ele –, eu abaixei minha cabeça e a bati contra a mesa alguma vezes, sentindo meu coração doer mais a cada minuto.

Muitas coisas começaram a fazer sentindo naquele momento.

As expressões de Bella durante alguns dias, antes de ela ir embora. O medo que ela demonstrava na maior parte deles, a hesitação, o choro... O modo desesperado que ela agia, não querendo ficar longe de mim nem nada do tipo.

Eu tentei frear uma memória em especial, de dois dias antes de ela ir embora, mas ela invadiu minha mente.

E antes que eu me desse conta, eu estava chorando.

Flashback.

Eu assoviava alegremente enquanto puxava as chaves do meu carro e desativava o alarme do mesmo, antes de abrir a porta, entrar e começar a dirigir em direção à minha casa. Um sorriso nasceu em meu rosto quando pensei em Bella, provavelmente me esperando.

Tínhamos que terminar de discutir sobre a lista de convidados do nosso casamento, para poder mandá-la para Alice e minha mãe amanhã. Elas veriam se estávamos nos esquecendo de alguém que tinha de ser convidado – ter uma empresa era um pouco chato às vezes –, antes de mandarmos para a equipe responsável pelos convites.

Bella tinha reclamado um pouco, dizendo que aquilo era chato, e eu até concordava com ela, mas tinha ficado calado; ela não precisava de alguém a desestimulando e fazendo com que atrasássemos ainda mais à entrega da lista.

Soltei um suspiro de alívio quando parei em frente à nossa casa e entrei na garagem. Puxei meu celular do bolso, soltando um palavrão quando vi que ele tinha descarregado, e minha pasta antes de sair do carro, tornando a ativar o alarme novamente. Entrei pela porta dos fundos, estranhando ao ver a casa toda silenciosa, e segui em direção à sala, meus olhos procurando por Bella.

Eu estava prestes a abrir a boca para chamar por ela, quando senti alguém pulando e chorando no meu peito. Demorei cerca de cinco segundos para reconhecer Bella, e larguei minha pasta, chaves e celular, a abraçando de volta e a puxando para mim, imediatamente começando a ficar preocupado.

- Ei, shhh – eu sussurrei, a apertando contra meu peito. – O que foi, baby? O que aconteceu?

Ela fungou.

- Eu estava preocupada – murmurou. – Você não atendia ao telefone, você… você chegou tarde!

Franzindo a testa, eu a carreguei até o sofá e me sentei, puxando-a para mim e fazendo com que ela se sentasse em meu colo. Segurei o seu rosto entre minhas mãos e olhei em seus olhos, agradecendo a luz que vinha do corredor e que me permitia enxergá-la um pouco.

- Meu celular descarregou – eu comentei. – E eu estava em reuniões, eu deixei um recado para você... Não aconteceu nada, Bella, eu estou aqui...

Ela tornou a soluçar e mordeu o lábio inferior com força, enquanto assentia freneticamente.

Eu esfreguei minhas mãos de cima para baixo em seus braços, tentando acalmá-la. Eu sentia meu coração apertado contra o meu peito por vê-la daquele jeito.

Eu já tinha atrasado algumas vezes antes, mas Bella nunca tinha agido assim...

- O que foi, hein? – eu indaguei. – Aconteceu algo?

Ela me encarou por alguns segundos e por fim negou, balançando sua cabeça de forma negativa e levando suas mãos até o seu rosto, o esfregando, secando suas lágrimas.

- Eu só tirei um cochilo – murmurou – e tive um pesadelo. Daí eu acordei e você não estava aqui, e não atendia ao celular… e nem ao telefone do escritório... Acho que só fiquei um pouco preocupada...

Eu sorri um pouco para ela.

- Sinto muito, ok? – eu sussurrei, levando meus dedos até o seu rosto e terminando de enxugar suas lágrimas. – Eu estou aqui agora e foi só um pesadelo... Você quer falar sobre isso?

Ela negou.

- Não, não quero – resmungou. – Só… me abraça? Por favor?

Tornei a sorrir para ela e a puxei para os meus braços, esfregando suas costas com carinho. Beijei o topo da sua cabeça repetidas vezes, dizendo que estava tudo bem, até que a senti relaxar contra o meu corpo, sua respiração ficando suave.

- Eu te amo, baby – murmurei, mesmo sabendo que ela provavelmente tinha dormido e que não estava me escutando. – Muito.

Fim do Flashback.

Eu balancei a cabeça e enxuguei minhas próprias lágrimas, não querendo pensar naquilo naquele momento. Levantei-me e caminhei até o banheiro. Respirei fundo algumas vezes e lavei o rosto, procurando voltar a mim. Quando achei que estava no controle o suficiente e que quem olhasse para o meu rosto não perceberia que eu tinha chorado, olhei o meu relógio de pulso – um presente dela do qual, por mais que trouxesse lembranças, eu não conseguia me desfazer – e soltei um sorriso fraco.

Era hora de buscar meu filho.

Jasper POV.

Eu bocejei de leve enquanto pegava a chave do meu apartamento no bolso. Destranquei a porta e a empurrei, entrando em casa. Acendi a luz e fechei a porta atrás de mim, tornando a bocejar.

Mais um longo dia na empresa.

E eu, sinceramente, não via a hora de me jogar na cama e dormir.

Coloquei uma lasanha para descongelar – não muito a fim de me preocupar com qualquer outra coisa para comer naquele momento – e corri para o banho, não demorando muito lá. Comi quando saí, e assim que terminei fui até o meu quarto, me jogando na cama.

Entretanto, antes mesmo que eu pudesse fechar os olhos, escutei meu celular tocar. E ele nem estava perto de mim – eu o tinha esquecido na sala, junto de minha maleta.

Resmunguei, e me virei na cama, encostando o rosto no travesseiro. Tentei ignorar o toque do telefone, mas a pessoa insistiu e insistiu. Ao notar que ela não desistiria, eu me pus de pé e corri até a sala. Peguei o celular e o atendi, sem nem mesmo olhar no identificar de chamadas quem era.

- Alô – eu resmunguei, sem me importar em estar sendo mal educado.

Eu já tinha falado com Edward mais cedo e Henry estava indo dormir, então era muito improvável que fosse ele. E Bella nunca me ligava, então… quem mais poderia ser?

- Jazz, eu te acordei? – Uma voz muito conhecida soou do outro lado. – Eu sinto muito, sei que é tarde, mas… tenho uma notícia boa e não podia compartilhá-la por e-mail.

Eu senti um sorriso imenso nascer em meu rosto quando percebi que era Bella.

- Bella! – eu disse, animado. – Não, não, você não me acordou… o celular só estava um pouquinho longe de mim.

Escutei sua risada e automaticamente sorri de volta. Eu realmente sentia falta da minha melhor amiga.

- Então… o que você gostaria de compartilhar comigo? – eu indaguei, me jogando no sofá, o sono há muito esquecido. – O que seria tão bom assim que você não poderia mandar um e-mail?

Ela tornou a rir.

- Eu consegui, Jazz! – gritou. – Consegui!

Eu franzi a testa, sem entender do que ela estava falando.

- Conseguiu o quê, Bella? – perguntei.

- Consegui resolver tudo por aqui! – respondeu, parecendo bastante animada. – Consegui provas que prenderão a pessoa por trás do desvio de dinheiro!

Eu tornei a sorrir, repassando as palavras dela na minha mente.

- Sério? – eu ri. – Você conseguiu mesmo? De verdade?

Ela riu.

- Sim! – disse. – Eu consegui! Finalmente! E você sabe o que isso significa?

- O quê?

- Eu estou voltando para casa.

Nenhum de nós disse nada durante os próximos minutos. Eu fiquei encarando o nada à minha frente, sorrindo imensamente, sem conseguir acreditar no que ela tinha dito.

Bella estava voltando para casa.

Notas finais
N/A: Pois é! haha :3 Bella voltará em breve para casa... E no próximo capítulo, alguém vai ficar sabendo disso... haha. Não me matem, apenas... esperem! E comentem (;
Quero apenas roubar esse Henry para mim, porque, sinceramente, não sei lidar com tamanha fofura ♥
E... bem, acho que é só. Postando hoje porque amanhã não devo aparecer aqui ): Vou ficar fora o dia todo e só chegar à noite, então...
Espero que gostem!
Deixem reviews!
xx