Waiting For You

12 Capítulo Onze


Notas iniciais
Oi, oi. Chegando um pouquinho mais cedo (2 dias), com uma surpresinha pra vocês hihi.
Por isso, leiam a N/A com atenção, ok?
Espero que gostem!

Edward POV.

Mesmo Henry tendo uma noite mais tranquila após tomar o remédio que meu pai dera a ele, eu não consegui dormir muito bem. Eu verificava sua temperatura toda vez que acordava de um cochilo, somente para soltar um suspiro de alívio quando eu via que o remédio tinha feito seu trabalho. Não foi até de manhã que ela voltou a subir; foi quando eu decidi que era hora de levá-lo até a casa dos meus pais.

Procurei ser rápido e silencioso enquanto tomava um banho e depois, quando andava pelo quarto, pegando uma roupa e a vestindo. Depois que eu estava pronto, corri para a cozinha e tomei um café da manhã rápido. Só depois de ter feito tudo isso, que acordei meu filho.

Ele resmungou um pouco quando o acordei, ainda meio mole e quieto demais para alguém que já estavam bem acordado e animado àquela hora da manhã. Dei-lhe outro banho frio e o vesti com roupas frescas, antes de fazer com que ele comesse um pouco. Não obtendo muito sucesso, levei-o para a casa dos meus pais.

Era um pouco mais cedo do que eu costumava chegar, mas, para a minha sorte, minha mãe já estava acordada quando eu toquei a campainha, carregando um Henry ainda dormindo em meus braços. Ele parecia se sentir tão seguro ali, aninhado contra o meu corpo, e eu senti meu coração se encher com um sentimento forte ao pensar nisso. Eu tinha, sim, perdido anos da vida dele, mas tê-lo ali comigo, naquele momento...

Era perfeito.

- Oi, querido – minha mãe murmurou, me cumprimentando rapidamente com um beijo no rosto, antes de se afastar e colocar a mão na testa de Henry. – Ele ainda está com febre?

Eu assenti.

- Está um pouco febril – suspirei. – Não dei o remédio que meu pai deixou lá no apartamento ainda, porque não sabia se tinha que esperar mais horas já que ele deu ontem, mas… eu dei um banho frio nele e o vesti com roupas frescas...

Minha mãe sorriu, arredando um pouco e me dando espaço para entrar em casa.

- Leve-o até o quarto – ela disse. – Seu pai estava tomando banho. Quando ele sair, ele pode examiná-lo novamente.

- Certo... – murmurei, antes de seguir para o andar de cima.

Passei direto pelo meu quarto, levando Henry até o quarto de hóspedes ao lado. Coloquei-o no centro da cama de casal – apenas para o caso de ele rolar na mesma – e ajeitei uma mecha do seu cabelo que caía na sua testa. Seus cabelos, assim como os meus, estavam ficando grandes demais. Talvez fosse hora de levá-lo para cortá-lo...

- Eu tenho umas reuniões importantes hoje – eu disse, assim que notei minha mãe no quarto. – Vou tentar chegar mais cedo, mas não sei se vou conseguir, então… qualquer coisa você me liga, ok?

Ela se pôs ao meu lado e assentiu.

- Vai ficar tudo bem, querido – ela sorriu. – Crianças adoecem, se machucam… quase o tempo todo. É um pouco assustador, porque ele fica tão quietinho e dengoso, mas ele vai ficar bem, você vai ver.

Eu sorri para minha mãe, abraçando-a pelos ombros e a puxando para mais perto de mim.

- Eu sei, mãe – disse. – Eu sei.

Despedi-me dela e de Henry logo em seguida, sabendo que, caso eu esperasse meu pai sair do banho, eu iria me atrasar um pouco. Pedi a minha mãe antes de ir, novamente, que me ligasse caso Henry piorasse. Por isso, a cada cinco minutos – mesmo tendo duas reuniões importantes, uma atrás da outra, logo pela manhã – eu verificava meu celular, não querendo perder uma ligação sua.

Quando ambas acabaram e eu pude ir para o meu escritório – apenas por cerca de meia hora, já que logo eu teria mais uma reunião antes de poder ir almoçar –, eu me joguei no sofá e puxei o celular.

Havia uma ligação perdida.

Eu a retornei imediatamente, endireitando-me no sofá. Será que Henry tinha piorado?

- Oi, mãe – eu disse assim que ela atendeu. – Aconteceu alguma coisa? Henry piorou?

Escutei a risada de Esme do outro lado da linha.

- Não, Edward, Henry não piorou – ela respondeu. – Mas… ele está inquieto e te chamando há algum tempo... Tentei dizer a ele que você estava trabalhando, mas ele disse que quer você...

Um enorme sorriso tomou conta de meu rosto ao ouvir isso.

- Eu posso falar com ele? – indaguei. – Ou ele está dormindo?

Ela tornou a rir.

- Não, seu pai está tentando o distrair com uns jogos no vídeo-game, ou seja lá o nome dessa coisa... – murmurou.

- Vídeo-game? – perguntei. – Desde quando vocês têm vídeo-game?

- Bem, Edward, nós temos uma criança para entreter agora – ela disse. – Seu pai comprou um dia desses, mas Henry não parece muito interessado hoje... Ele só chama por ‘Edwad’.

Eu tornei a sorrir.

- Chame-o para mim, mãe – eu disse. – Quero falar um pouco com ele.

Eu olhei o relógio rapidamente, verificando as horas para ver se eu estava atrasado para a reunião, mas eu ainda tinha tempo, então tornei a relaxar no sofá do escritório, um pouco mais tranqüilo agora que eu sabia que Henry estava bem.

Escutei minha mãe falar com o meu filho que eu queria falar com ele, e sorri imensamente quando ele falou meu nome de forma animada. Esperei mais um pouco, imaginando minha mãe passando seu celular para ele, quase podendo ver suas pequenas mãozinhas o levando até a orelha, seus olhinhos castanhos brilhando.

- Edwad? – ele falou finalmente, fazendo-me rir baixinho. – Você vai vim me vê?

Eu desejei que não tivesse reuniões e contratos para assinar e entregar naquele dia, assim como analisar alguns projetos, que deveriam começar logo. Mais do que nunca, desejei estar com Henry. Sempre que ele se mostrava assim, feliz por estar conosco, procurando por mim, eu me lembrava do que Jasper dizia, sobre ele nunca se aproximar de alguém tão rápido assim. Mas ele tinha feito isso com a minha família, tinha feito isso comigo.

E isso não podia me fazer mais feliz.

- Eu estou trabalhando, campeão – eu disse. – Queria muito poder ir ficar com você, mas não posso...

- Nem um pouquinho? – ele tornou a perguntar. – Só pla ficar comigo?

Senti um aperto no coração ao escutá-lo dizer isso, desejando que eu pudesse sair da empresa naquele momento. Eu só tinha uma reunião, depois talvez eu pudesse...

Uma ideia imediatamente tomou conta de mim e eu sorri, sabendo que ela era excelente. Henry podia trazer alguns de seus brinquedos para cá, depois da minha reunião – já que nela eu tinha que focar toda a minha atenção e não dava para olhar uma criança – e ficar quieto no escritório, comigo. Ninguém aqui ainda sabia que era meu filho, mas… eu era o chefe e dono, certo? Não era como se alguém tivesse algo a ver com a minha vida.

- Agora eu não posso mesmo, Henry – eu comecei. Em um momento de devaneio perguntei se seria capaz de algum dia negar algo a ele, e sorri ao pensar que provavelmente não. Não quando ele fizesse aquela voz, ou quando me olhasse com aquele jeitinho e olhos castanhos que tanto me faziam lembrar dela. – Mas que tal se, daqui a pouco, depois do almoço, você vir ficar aqui comigo, no meu trabalho?

Ele soltou um gritinho um pouco animado. Isso me fez sorrir; ele deveria estar se sentindo bem melhor.

- Eu quelo! – ele disse. – Eu posso?

Eu ri.

- Depois do almoço, sim – eu disse. – Mas você tem que fazer um esforço para se alimentar bem, ok? E aqui você tem que ficar mais quietinho... Estou trabalhando, então não posso brincar muito.

- Eu quelo, Edwad – ele tornou a dizer. – Eu plometo comê tudo!

Sorri.

- Então, chame a minha mãe para mim, por favor – pedi. – Eu vou combinar tudo com ela.

Ele nem mesmo disse mais alguma coisa para mim, apenas gritou minha mãe, o que me fez rir novamente. Quando Esme perguntou o que eu queria, eu ainda estava sorrindo. Henry estava me fazendo tão feliz, tão bem.

De uma forma que eu tinha sido incapaz de ser desde que ela tinha ido embora.

- Mãe, você pode trazer Henry aqui depois do almoço? – eu indaguei. – Eu tenho uma reunião agora e depois devo comer algo por aqui, e...

- Por que você não vem almoçar conosco, Edward? – ela me interrompeu. – Depois disso, caso Henry ainda queira ir, o que tenho certeza de que ele ainda vai, vocês vão juntos...

Eu sorri.

- Pode ser, então – eu disse. Mais uma vez olhei o relógio e vi que, caso eu não quisesse me atrasar, era melhor eu ir. – Assim que eu terminar eu vou para aí. Certifique-se que ele vai se alimentar bem, ok? Eu provavelmente vou atrasar um pouco, então não esperem por mim.

- Ok, querido – ela disse. – Até daqui a pouco.

Depois de desligar, voltei para a sala de reuniões, tentando me manter focado nela, muito embora minha mente estivesse em meu filho. Eu mal podia esperar para tê-lo comigo em minha sala. Talvez fosse uma boa ideia trazer alguns DVDs de filmes infantis para ele... Havia uma televisão em meu escritório e ele poderia ficar assistindo...

Balancei a cabeça, saindo de meus devaneios, sabendo que eu não estava prestando atenção em nada do que as pessoas estavam dizendo. Foquei-me o máximo que eu podia e, quando dei por mim, a reunião estava acabando. E ela nem tinha durado tanto tempo como eu achava que ela duraria...

Estava um pouco atrasado para almoçar, mas se eu corresse, chegaria à casa dos meus pais ao ponto de pegar Henry terminando de comer.

Despedi-me de meus funcionários rapidamente e reuni todos os papéis que eu tinha espalhado pela mesa ao longo da reunião. Fui até a minha sala e os coloquei dentro da pasta. Assim que terminei, chamei Jessica. Ela era minha secretária há anos e uma ótima funcionária.

Para ela, eu diria que eu tenho um filho.

- Algum problema, senhor Cullen? – ela indagou.

- Não – sorri. – Estou indo almoçar com meus pais, mas logo devo estar de volta... Só queria falar algo para você...

Ela assentiu, aguardando em silêncio.

- Bem, Jessica, talvez você tenha notado que eu esteja passando mais tempo fora da empresa agora – eu comecei. – Como eu fiz uma vez, há alguns anos... Não que tenha alguma mulher em minha vida, mas...

- Está tudo bem, senhor Cullen – ela me interrompeu, sorrindo de forma gentil. – O senhor não tem que explicar sua vida para mim.

Eu assenti.

- Eu sei, mas... – Parei por um momento, lembrando-me de Henry, de repente sorrindo. – Eu descobri há pouco tempo uma coisa, e bem… acho que você se lembra do que aconteceu há quatro anos, certo?

Ela assentiu, mas não falou nada.

- Então, recentemente eu descobri que tive um filho com Bella. – Eu consegui dizer o nome dela, e rapidamente continuei a falar, não querendo sentir a dor que cravava em meu peito ao pensar nela e no que tinha acontecido há quatro anos. – Ele está passando um tempo comigo e está um pouco doente... Depois que eu voltar da casa dos meus pais, vou trazê-lo comigo.

Jessica sorriu.

- Um filho? – ela indagou. – Uau! Nunca imaginei isso. Parabéns, senhor Cullen. Tenho certeza de que o senhor vai ser um ótimo pai.

Eu sorri.

- É, estou aprendendo – comentei. – Ele tem três anos e, como eu disse, está há pouco tempo comigo, o que significa que ele não sabe que sou seu pai ainda. Ele está um pouco doente e quer que eu fique com ele, então...

Ela continuou sorrindo.

- O senhor vai trazê-lo para cá – concluiu, rindo um pouco.

- É – dei de ombros. – Eu não queria chegar aqui com uma criança, que é muito parecida comigo, e te assustar, por isso estou dizendo. Mas caso alguém lhe pergunte, diga que não sabe de nada, ok? Eu não quero ninguém falando da minha vida por aí.

- Pode deixar, senhor – disse. – O senhor quer que eu compre alguma coisa para ele? Um brinquedo ou algo assim, para ele se distrair enquanto o senhor trabalha?

Eu sorri.

- Se não for incomodá-la, eu gostaria que você comprasse alguns filmes infantis – eu disse. – Brinquedos não precisa, ele realmente já tem muitos... Mas faça depois que almoçar, ok? E use o cartão de crédito que eu deixei com você em caso de emergência.

Ela assentiu.

- Ele tem alguma preferência? – ela perguntou.

- Não sei – fiz uma careta.

- Tudo bem, eu tenho um sobrinho pequeno – sorriu. – Eu vou pensar em alguma coisa.

- Obrigado por isso – eu disse, sorrindo também. – Pode ir almoçar.

Depois de um aceno, ela se virou e saiu, e eu suspirei, ficando ali durante um minuto ou dois, antes de pegar minhas coisas e ir para a casa dos meus pais.

Como eu imaginei, Henry estava terminando de tomar uma tigela de sopa quando eu cheguei, parecendo bem melhor. Ele correu até a mim assim que entrei na sala de jantar e se agarrou nas minhas pernas, ainda parecendo meio abatido, mas bem mais animado do que ontem. Eu o beijei na testa, aproveitando para verificar se ela estava quente, e sorri ao ver que não. Cumprimentei meus pais rapidamente e me sentei ao lado de Henry, servindo um prato de comida para mim.

Comi em meio a sorrisos, escutando-o falar sobre tudo aquilo que faria quando chegasse à minha empresa. Eu tentei explicar a ele que lá era um ambiente de trabalho e que provavelmente ele o acharia chato, mas Henry parecia convicto de que algo muito interessante esperaria por ele lá.

Quando terminei, desejei poder ficar um pouco ali com meus pais, mas logo me despedi, sabendo que o trabalho me esperava no escritório. Levei Henry – que já dava indícios de estar com sono – até meu carro e o prendi na cadeirinha, antes de entrar e dar partida.

E logo estávamos na garagem da minha empresa.

Carreguei Henry em meu colo direto para o último andar, meio agradecido por ninguém ter chamado o elevador e ele ter parado; eu não queria responder perguntas perto de uma criança.

Ele pediu para descer assim que chegamos ao meu andar, que quase não tinha pessoas. Nele havia sala de reuniões, de projeções e outras coisas mais, mas de escritório só havia o meu. Algumas poucas pessoas que estavam ali, entretanto, olharam assim que entrei com meu filho, escondido atrás das minhas pernas, exatamente como ele tinha feito com Jasper na primeira vez que nos vimos.

- Fique tranqüilo, campeão – eu disse, alto o suficiente só para ele ouvir, levando minha mão até seus cabelos. – São meus colegas de trabalho, você não tem que ficar tímido.

Entretanto, ele continuou se escondendo atrás das minhas pernas, até que eu cheguei à minha sala. Uma vez lá dentro, fechei a porta atrás de mim. Jessica deveria estar aqui a qualquer momento, mas fora ela, eu não tinha que ver ninguém nesse momento. Observei Henry correndo de um lado para o outro do meu escritório, um pouco mais animado agora que estávamos em um ambiente novo, longe de olhares curiosos. Estava indo me aproximar dele, para explicar que não podia fazer nenhuma bagunça ali, quando Jessica bateu à porta e perguntou se poderia entrar.

E então, Henry tornou a se esconder atrás das minhas pernas.

- Pode entrar, Jessica – eu disse, impedido de mover pela força que Henry se segurava em minhas pernas.

Ela entrou carregando alguns filmes em sua mão, o que me fez sorrir. Seus olhos imediatamente localizaram o pequeno garoto atrás das minhas pernas, e ela sorriu também.

- Desculpe-me pela demora, senhor – ela disse. – A fila estava um pouco grande e...

- Está tudo bem – eu a interrompi. Voltei-me então para Henry e tentei puxá-lo para frente, sem conseguir parar de sorrir. – Henry, deixe-me apresentá-lo à minha secretária...

Ele me deixou trazê-lo finalmente, mas ficou calado, observando os filmes na mão dela.

- Oi, Henry – disse Jessica. – Eu trabalho com o Edward, sou secretária dele... Ele me pediu para trazer alguns filmes para você...

Ele olhou para mim, como se quisesse que eu confirmasse tal coisa.

- Eu pedi, campeão – sorri, esticando minha mão e bagunçando seus cabelos. – Por que você não pede para ela colocar algum para você? Eu realmente tenho que começar a trabalhar agora...

Voltei-me para Jessica e sorri para ela de forma agradecida.

- Ele é um pouco tímido, mas daqui a pouco isso passa – expliquei, fazendo-a sorrir. – Pode colocar um filme para ele e o colocar deitado no sofá? Eu vou começar a olhar alguns papéis, se não for muito incômodo para você...

Ela se aproximou de Henry.

- Está tudo bem, senhor Cullen – ela disse. – Pode ir trabalhar. Eu coloco esse carinha aqui para ficar quieto...

Fui até à minha mesa e sentei-me à mesma, já pegando os papéis que eu precisava para analisar, assim como plantas e contratos. Seria um dia cheio; eu não achava que iria conseguir sair daqui tão cedo como estava conseguindo nos outros dias.

Depois de Henry ter escolhido um filme e ter ficado deitado no sofá, Jessica se retirou da minha sala, fechando a porta atrás de si. Vez ou outra eu erguia meus olhos do trabalho, apenas para verificar Henry, mas ele permaneceu quieto, às vezes soltando risadas com o que acontecia no filme, às vezes chamando os personagens e falando o que eles deveriam fazer. E isso só me fazia sorrir.

Às vezes parecia um sonho.

Quando o filme acabou, eu me levantei, para perguntar se ele iria querer ver outro ou pegar algum de seus brinquedos que estava na mochila, mas eu sorri ao ver que ele estava dormindo. Peguei no closet que eu tinha ali uma coberta para ele e o cobri, antes de me abaixar e depositar um beijo em sua testa. Verifiquei se ele estava com febre, mas sua pele parecia estar com uma temperatura normal. Afastei novamente uma mecha de seu cabelo e fiquei ali, parado, apenas o observando, como eu vinha fazendo ultimamente. Estar com ele tinha se tornado a minha coisa favorita nos últimos tempos.

Certo de que eu ainda tinha muito o que fazer, me coloquei de pé e caminhei rapidamente para fora da minha sala, somente para avisar à Jessica para me mandar uma mensagem quando alguém quisesse falar comigo, ao invés de telefonar. Assim o toque do telefone não acordaria meu filho.

- Ei, Jessica, eu...

Congelei na porta quando vi Kate Denali parada ali, conversando com a minha secretária, aparentemente tentando convencê-la de deixá-la entrar e falar comigo. Assim que me viu ali, Kate abriu um sorriso enorme e começou a se aproximar.

Imediatamente, saí do meu transe e ergui a mão, meu rosto sério.

- Srta. Denali – eu disse –, eu estou ocupado no momento e não posso recebê-la. Se você tiver algum assunto profissional para tratar comigo, você pode marcar um horário com Jessica.

Seu sorriso morreu durante alguns segundos, mas voltou com força total depois.

- Bem, depois do que aconteceu no evento e... – ela começou, mas eu a interrompi.

- O evento acabou, Srta. Denali – murmurei. – Agora, eu tenho trabalho para fazer, então, tenha um bom dia.

Esquecendo-me de dizer a Jessica para não me passar as ligações, fechei a porta atrás de mim e suspirei, já começando a voltar para a minha mesa. Entretanto, antes que eu pudesse chegar até lá, a porta foi aberta e uma Kate parecendo furiosa, entrou.

- Olha aqui... – ela começou, seu tom de voz já elevado.

- Sinto muito, Sr. Cullen. – Jessica entrou atrás dela, seus olhos um pouco arregalados. – Eu tentei impedi-la de entrar, mas...

- Tudo bem, Jessica – murmurei. – Apenas olhe, por favor, se Henry ainda está dormindo...

Jessica assentiu e caminhou até o sofá. Eu vi Kate segui-la com o olhar e arregalar os olhos quando viu o pequeno garoto, idêntico a mim – exceto pelos olhos –, ainda dormindo, pelo menos eu esperava que sim, deitado no sofá.

- Ele ainda está dormindo, senhor – murmurou. – O senhor que eu?...

- Pode ficar de olho nele por um minuto, por favor, Jessica? – eu indaguei, novamente a interrompendo. – Eu vou falar com a Srta. Denali a sós por um minuto, na sala de reuniões 1.

Eu saí da sala assim que Jessica assentiu, não esperando por Kate; eu sabia que ela iria me seguir. Desejei, naquele momento, que eu não tivesse deixado que as palavras dela me atingissem e que eu não tivesse feito o que fiz.

Mas era tarde. Não havia como voltar atrás.

Entrei na sala de reuniões e a fechei assim que Kate passou. Ela estava séria, provavelmente pensando no que tinha acabado de ver dentro do meu escritório.

- Eu sinto muito pelo o que aconteceu no evento – eu comecei. – Foi um erro, não deveria ter acontecido. É clichê dizer isso, eu sei, e não culpo só a você por isso. Pode não ser uma desculpa, mas essa é uma época difícil para mim, e você soube exatamente o que falar, mas… já deu, Kate. Cansei de você atrás de mim o dia inteiro, tentando conseguir algo que nunca vai acontecer. Então, apenas me deixe em paz, ok? E, se possível, esqueça o que aconteceu entre nós.

Ela apoiou as mãos nos quadris e empinou o queixo, me fitando seriamente.

- Bom, te persigo há anos e finalmente consegui alguma coisa, não consegui? – sorriu um pouco. – Posso demorar, Edward, mas você vai ver que eu sou certa para você e...

Eu fechei minhas mãos em punhos. Nunca tinha batido em nenhuma mulher na minha vida e não achava que bateria alguma vez, mas Kate estava me irritando. Juntando o fato de que Henry estava por perto e eu não a queria próxima a ele… minha paciência não duraria muito tempo.

- Foi um erro, mas eu tenho outra pessoa para pensar agora, para cuidar – sibilei. – Tenho alguém a quem devo exemplos. Então, por favor, se você não quiser que eu procure outra pessoa para trabalhar para mim anualmente, eu peço que saia imediatamente e não faça isso novamente. Não desrespeite a minha secretária, só porque você acha que ela é inferior a você. E nunca mais entre na minha sala sem permissão. Na próxima vez que você fizer isso, vou proibir sua entrada neste prédio.

Ela engoliu em seco.

- Eu sinto muito – murmurou. – Eu só realmente precisava falar com você e a sua secretária não queria me deixar entrar...

- Não faça isso novamente – eu repeti. – Agora, se me der licença, eu realmente tenho coisas importantes a fazer.

Eu comecei a me virar, sem me importar com o fato de ela ficar parada ali ou não, mas fui interrompido por sua voz.

- Edward? – chamou-me. Eu parei de andar, mas não me virei. – Eu… eu não sabia que você tinha um filho...

- E por que isso seria da sua conta? – rebati, sem negar o fato ou confirmá-lo.

Conhecendo Kate como eu conhecia, logo toda a empresa saberia. Eu não queria que meu filho sofresse com fofocas.

- É com ela, não é? – ela tornou a indagar. – É com a Isabella?

Ignorando a sua pergunta, saí da sala, voltando para o meu escritório.

Foi difícil me concentrar no trabalho depois disso, mas por volta das cinco horas eu consegui terminar tudo aquilo que eu queria. Falei com Jessica para ir embora mais cedo, e carreguei um Henry muito sonolento de volta para o meu carro, indo direto para casa. Liguei para a minha mãe, avisando que não voltaria ali hoje e agradecendo por tudo, e depois de preparar alguma coisa para eu comer e forçar Henry a comer um pouco também, dei um banho nele, tomei um, e me joguei na cama, exausto pelo longo dia que eu tinha tido, além do fato de não ter dormido bem no dia anterior.

Não se passavam das nove, eu tinha certeza disso, mas, mesmo sendo cedo, eu logo adormeci.

_

O tempo passou rápido demais depois daquele dia. Henry permaneceu um pouco mais quieto e dengoso por alguns dias, mas logo voltou à ativa, sendo o menino alegre e brincalhão que eu tinha certeza de que ele sempre foi.

Nós conversávamos com Jasper todos os dias. Henry perguntava da mãe às vezes, mas não perguntava quando o tio voltaria muito. Isso me fazia feliz; eu realmente queria passar todo o tempo possível com ele.

As duas semanas que foram combinadas de ele ficar comigo passaram, mas Jasper ainda não tinha resolvido tudo – e achava que iria demorar um pouco mais do que esperado, talvez tendo até mesmo que viajar para a Alemanha, resolver problemas de certo contrato –, então combinamos que Henry ficaria mais tempo comigo.

Não foi só a minha família que ficou feliz com a notícia. Eu fiquei – e muito. Mesmo sendo uma coisa horrível de se fazer, comemorei o fato de Jasper ter tido esse problema, torcendo para que ele tivesse que viajar para a Alemanha.

Daria-me mais tempo com Henry. E isso era tudo o que eu queria.

Com agosto chegando e as férias de verão acabando, Henry começou a ir para a creche que Alice trabalhava todas as manhãs, ficando lá até pouco depois do almoço. Ele estava adorando; todos os dias, quando eu o pegava na casa dos meus pais ou na creche, ele contava tudo o que tinha feito.

Às vezes ele nem mesmo queria ir embora.

Entretanto, em uma sexta-feira, voltando da creche – depois de estar a freqüentando há quase duas semanas –, ele parecia mais calado. Ficou assim durante toda a viagem dela até o meu apartamento, e quando eu perguntava o que ele tinha feito, ele apenas comentava rapidamente.

Mas só.

Preocupado, levei-o até o sofá assim que cheguei em casa, puxando-o para o meu colo e olhando em seus belos olhos castanhos. Todos os dias, eu ouvia comentários dos meus pais, de Jessica, de Alice, falando que Henry era extremamente parecido comigo e em como ele ficava mais a cada dia que passava, mas mesmo concordando um pouco, eu podia ver traços de sua mãe nele.

E isso só o tornava mais bonito.

- O que foi, campeão? – eu indaguei, sorrindo para ele. – Aconteceu alguma coisa na creche hoje? Algum amiguinho te machucou? Você brigou com alguém?

Ele negou.

- Eu posso perguntá algo, Edwad? – ele indagou.

- Claro que sim, Henry – eu disse, começando a ficar preocupado. – O que foi?

- Todos os dias, na cleche, eu vejo todo mundo com dois papais – sussurrou, e eu imediatamente senti meu coração apertar. – Vejo eles nos colos dos papais, blincando, lindo... Que nem você blinca e li comigo, Edwad.

Eu engoli em seco.

- É – murmurei. O que mais eu poderia dizer? – Todo mundo tem...

- Por que todo mundo tem um papai, Edwad, e eu não?

Notas finais
N/A: Uma pausa para o Carlisle jogando com o neto haha ♥ Avós babões que esse menino tem, hein?
Enfim... Kate Denali apareceu para atormentar um pouquinho, maaaas Edward a colocou em seu devido lugar :3 Menino Henry todo dengoso foi ♥ podem falar que eu sei. Esse menino faz com que eu me apaixone por ele a cada vez que abre a boca e eu vejo um dia que roubo para mim hahahahaha. E agora... bem, acho que duas meninas comentaram algo a ver com pai, se não me engano, mas não foi bem o que elas imaginaram. Henry quer saber por que todo mundo tem um pai e ele não... hmmm... o que será que o Edward vai falar?
Querem descobrir o quanto antes? Então, vamos começar a explicar o fato de eu estar postando o capítulo hoje e não no domingo. Decidi fazer uma pequena maratona para vocês. Caso a fanfic chegue até 185/190 reviews (não me decidi ainda) até o domingo à noite, eu postarei o próximo e vocês saberão a resposta do Edward. Se não chegar, aí, bem, só no próximo domingo, dia 19 (;
Combinado?
Então, ok! Espero vê-las no domingo. Se não, até dia 19!
xx