Waiting For You
14 Capítulo Treze
Notas iniciais
Aí está!
Espero que gostem (;
Edward POV.
Com o coração na mão, eu deslizei a tela do celular para atender, me perguntando mentalmente por que Jasper estaria ligando tão tarde.
- Jasper – eu disse de imediato –, algum problema? Aconteceu alguma coisa com Henry?
Eu escutei a risada dele, mas, mesmo assim, não consegui me acalmar nem um pouco. Por que ele estava me ligando àquela hora? E por que estava rindo ao telefone?
- Bem, Edward... – ele enfim disse, antes que eu pudesse implorar para ele me dizer o que estava errado. – Digamos que Henry está chamando por você... Ele quer dormir com você, na verdade.
Eu senti um sorriso nascer em meu rosto e imediatamente me sentei na cama. Há pouco, eu tinha pensado em como seria se Jasper pedisse para eu ficar mais tempo com o meu filho, e agora ele estava me ligando, dizendo que Henry tinha chamado por mim.
Ele queria dormir na minha casa… comigo.
- Eu estou indo buscá-lo – soltei. – Só o deixe mais ou menos pronto, com algumas roupas para ele ir para a creche amanhã, e...
- Claro, claro. – Jasper me interrompeu. – Embora, eu não acredite que ele vá querer voltar para o hotel e ficar comigo...
Eu tornei a sorrir, meu sorriso provavelmente tomando conta do meu rosto todo.
- Eu vou trazer a mala dele, então – eu disse. – Depois nós resolvemos o que fazemos...
Escutei um barulho no telefone e o afastei por um momento, franzindo a testa, sem conseguir entendê-lo. Chamei Jasper algumas vezes, não obtendo resposta, e já estava começando a ficar nervoso e ansioso novamente, quando escutei a voz do meu filho ao telefone e a risada de Jasper.
- Vem me buscar, Edwad – ele murmurou. – Eu quelo dormir com você.
Eu ri.
- Estou indo, campeão – eu respondi. – Chegarei aí em alguns minutos, ok?
Depois de conversar com Henry durante alguns minutos, eu finalmente finalizei a ligação e pulei da cama, correndo pelo quarto, e puxando a primeira calça jeans e blusa que vi pela frente. Calcei meus sapatos de qualquer jeito e joguei uma água no rosto, antes de sair do apartamento com pressa.
Eu acho que nunca tinha dirigido tão rápido quanto hoje.
Não demorou muito e eu logo estava diante do hotel, ansioso para levar Henry para o meu apartamento. Eu senti um imenso sorriso nascer em meu rosto quando eu vi Jasper surgindo na porta, trazendo Henry em uma das mãos e a mala na outra. Eu pulei do carro, correndo em direção aos dois.
- Ei, campeão – eu o cumprimentei. – Pronto para ir para casa?
Henry sorriu e assentiu, soltando-se da mão de Jasper e correndo até a mim.
Eu voltei-me para Jasper por um momento e assenti, para ele, já puxando a mala e começando a me despedir.
- Henry disse que queria ir para a casa do Edward dele – ele me contou, antes que eu pudesse me virar. – Que queria o papai.
Eu senti meu coração acelerar e minha garganta apertar, ao mesmo tempo em que as lágrimas chegavam aos meus olhos. Era provavelmente muito idiota agir assim, mas… ele tinha me chamado de papai.
- Oh, eu... – eu comecei, sem saber o que dizer.
- Vamos, Edwad! – Henry me puxou em direção ao carro. – Amanhã eu tenho cleche!
Eu não pude segurar o riso que escapou naquele momento.
Henry estava sonolento quando chegamos ao meu apartamento, mas mantinha seus olhos abertos. Ele só se permitiu dormir quando eu retirei seu casaco e o coloquei na cama, puxando seus tênis e os colocando no chão.
E eu consegui dormir muito mais tranquilamente depois disso.
Foi um pouco difícil acordar Henry no dia seguinte, já que ele tinha ido dormir um pouco mais tarde do que o habitual, mas eventualmente ele começou a se animar. Eu o preparei para ir à creche, feliz por ele estar ali comigo, e depois de tomarmos café da manhã, o levei até lá.
Peguei sua mochila e a entreguei a ele, assim que descemos do carro, e o levei até a porta, como eu fazia todos os dias. Abaixei-me e o puxei para um abraço, antes de beijá-lo rapidamente.
- Eu vou buscá-lo mais tarde, ok? – eu disse a ele, sorrindo.
- Tá bom – ele sorriu. – Até mais tade, Edwad!
Observei-o se afastar com um sorriso no rosto e fiquei ali durante alguns minutos, o assistindo conversar com alguns de seus amiguinhos. Suspirando, voltei para o carro e enfim parti para a empresa, desejando que o dia pudesse passar rápido e eu pudesse estar junto de Henry novamente.
Vi-me perdido entre plantas e planejamentos por quase toda a manhã e começo da tarde. Eu tinha parado para almoçar rapidamente, enquanto assistia a algumas apresentações, não querendo perder meu tempo. Estava tão distraído, querendo resolver tudo o quanto antes e olhando o relógio a todo o momento – não querendo perder a hora em que Henry saía da creche –, que me assustei quando Jessica telefonou para meu escritório, informando que Emmett estava ali para falar comigo.
Eu olhei o relógio rapidamente e pedi que ela o mandasse entrar. Eu tinha alguns minutos para conversar com ele, antes de ir buscar meu filho.
- Ei, Emm – eu sorri, apontando para a cadeira em frente à minha mesa. – Algum problema? Receio que, se tiver, vai ter que ficar para ser resolvido amanhã... Em alguns minutos eu estarei indo embora, porque tenho que buscar...
- Não, não – ele me interrompeu, dando-me um sorriso forçado. – Investiguei algumas coisas e só queria lhe informar, nada mais. Vou ser breve.
Eu assenti, ficando sério, e apoiando meus cotovelos na mesa, querendo prestar total atenção no que ele tinha para falar.
- Descobriu alguma coisa? – eu indaguei.
Ele suspirou.
- Algumas coisas discretas, acredito eu – murmurou, puxando sua pasta e tirando alguns papéis. – Encontrei uma quantidade pequena de dinheiro que acaba faltando no caixa da empresa todo o mês, ao decorrer destes últimos anos. Comecei olhando pelo setor de finanças, mas acabei olhando todos os setores também.
Eu franzi a testa.
- Como eu nunca fui informado disso? – eu perguntei.
Ele suspirou.
- Está dentro do padrão de normalidade – deu de ombros. – Sabe? Quantidades aceitáveis que foram colocadas como limite. Quem fez isso, está se aproveitando há anos, Edward, e já deve ter uma boa quantidade de dinheiro hoje...
Eu grunhi.
- Como vamos descobrir quem é essa pessoa? – eu perguntei.
Emmett tornou a suspirar.
- Eu vou continuar a investigar – ele disse. – Bella deve estar fazendo isso também, onde quer que ela esteja. Não acho que ela se afastaria do seu filho só porque queria tirar férias ou algo assim. Vou me mover devagar, não querendo chamar a atenção de ninguém, porque não quero colocar nada em risco, inclusive os anos que ela ficou afastada de você... Pode demorar um pouco...
Eu assenti.
- Faça o que tem que fazer, Emmett – eu suspirei. – Só… mantenha-me informado, ok? E me ligue, a qualquer momento, caso descubra algo importante.
- Pode deixar comigo.
Eu acompanhei Emmett para fora do escritório e até o andar dele, antes de seguir para a garagem. Enquanto dirigia para a creche – sabendo que Henry seria liberado dentro de alguns minutos – fiquei pensando no que Emmett tinha dito, torcendo para que ele conseguisse desvendar tudo o quanto antes. Eu queria prender a pessoa que tinha afastado meu filho e ela de mim durante anos.
Tal assunto foi esquecido assim que estacionei em frente à creche e vi meu filho esperando por mim. Eu desci do carro e atravessei a rua, o vendo parado ao lado da minha irmã, um sorriso no rosto dele.
- Ei, Allie – cumprimentei-a com um abraço e um beijo no rosto rápido, antes de voltar para o meu filho. – Ei, campeão, como foi o dia?
Ele pulou para os meus braços, o que me fez rir.
- Eu contei pla toooodo mundo que você é meu papai – ele disse. – Daí meu coleguinha disse que todos chamam os pais de papais... Eu posso te chamá assim também, Edwad?
Eu olhei para Alice rapidamente, vendo um enorme sorriso no rosto dela, e voltei a olhar para Henry, um sorriso no meu rosto. Senti meu coração acelerar contra o meu peito e uma felicidade imensa tomar conta de mim. Eu tinha esperado por isso, tinha ansiado pelo dia que ele me chamaria de pai, e agora ele estava me perguntando se podia...
- Você pode me chamar do que quiser, campeão – eu murmurei. – E eu vou ficar muito feliz se me chamar de pai.
Ele sorriu brilhantemente e eu retribuí ao sorriso, sem motivo algum.
Henry me fazia muito bem.
E eu já não via mais a minha vida sem ele.
Nós fomos embora logo em seguida, prometendo a Alice que iríamos para a casa dos meus pais no dia seguinte. Levei Henry para o hotel que Jasper estava hospedado, ao invés disso, querendo que ele passasse um pouco de tempo com o seu tio.
Entretanto, Jasper estava de saída, à procura de um apartamento pequeno para alugar, onde ele pudesse passar o próximo mês de férias, e nós não ficamos muito lá. Perguntei a Henry se ele queria ir com o tio ou ficar comigo, e a resposta dele trouxe um caroço à minha garganta.
- Eu quelo ficar com o meu papai! – ele disse, abraçando minhas pernas.
Eu sorri para Jasper, que riu.
- Tudo bem – ele disse. – Só venha visitar seu tio de vez em quando, ok? Eu vou mandar o endereço do apartamento para o seu papai quando eu arrumar um.
Levei Henry para comer um sanduíche depois que saímos do hotel, já que tinha muito tempo que ele não comia um. Passeamos um pouco no shopping também e eu comprei um sorvete para nós dois, antes de seguirmos para casa.
Era ótimo ficar assim com ele, mesmo quando não fazíamos nada de especial.
Os dias começaram a passar de forma rápida e nós seguíamos nossa rotina. Eu o levava para a creche de manhã e ia para a empresa. Às vezes o buscava na creche e o levava para a casa dos meus pais, ou para ficar com Jasper um pouco – ele tinha finalmente encontrado um apartamento, bem pequeno, onde ficaria por um mês, que era o resto de tempo que ele tinha de férias. Minha mãe tinha quase chorando quando tinha escutado Henry me chamar de papai pela primeira vez, enquanto que eu me sentia feliz toda vez que ele me chamava assim.
A investigação que Emmett estava fazendo estava indo um pouco mais lenta do que eu queria e esperava, mas eu estava tentando ser paciente, quando, na verdade, tudo o que eu queria era acabar logo com tudo aquilo.
E um dia, quando ele saía da minha sala, após ter comentado que, sim, ele tinha certeza de que a pessoa responsável pelos pequenos desvios estava trabalhando no setor finanças – o que ajudava um pouco, mas não muito, já que tínhamos diversos funcionários lá e nada apontava para um em específico –, eu não pude deixar de me lembrar de quando eu descobri que Bella trabalhava aqui, depois de termos nos encontrado algumas vezes depois daquela vez no supermercado.
Flashback.
Eu dirigi para a empresa com um sorriso bobo no rosto, me lembrando da noite passada. Eu encontrava Bella quase todas as vezes que ia ao supermercado agora, e tínhamos tomado um café juntos algumas vezes também. Conversávamos um pouco, não sobre assuntos de trabalho ou pessoais, por enquanto. Apenas assuntos bobos e um pouco banais, eu admito. Mas eu realmente estava adorando poder passar um tempo com ela e esperava, em breve, poder conhecê-la um pouco mais.
Fazer mais parte da vida dela, talvez.
E eu realmente – mesmo – queria poder provar de seus lábios muito, muito em breve.
Passei a manhã resolvendo pequenos problemas, que não eram prejudiciais à empresa, mas que precisavam de um pouco de atenção. À tarde, resolvi ir a todos os setores da empresa, porque – como eu faria de seis em seis meses – era o dia de conhecer os novos estagiários que tinham sido contratados há duas semanas. Eu contratava um para cada setor a cada seis meses e gostava de, depois de um tempo de trabalho deles, verificar como tudo estava indo.
Comecei do primeiro andar e fui subindo, aproveitando para verificar como tudo estava indo por lá. Finalmente cheguei ao oitavo andar, o andar de finanças. Conversei com alguns funcionários, que já trabalhavam ali fazia mais tempo, querendo saber como a estagiária estava indo, e gostei dos elogios que ela recebeu. Por fim fui falar com Laurent, o chefe do setor, e perguntei por ela.
- Ela está indo muito bem, senhor – ele disse, sorrindo um pouco. – Foi há pouco digitar algumas coisas para mim, mas ela já deve estar voltando... Ah, ali está ela.
Eu olhei para trás, para o local que ele tinha apontado, e vi uma garota de costas. Eu franzi a testa, tendo a sensação de que a conhecia de algum lugar. Antes, porém, que eu pudesse me lembrar de onde, ouvi Laurent a chamando e a garota se virou, fazendo com que eu arregalasse os olhos.
Bella?
Bella era a nova estagiária?
Eu rapidamente repassei as poucas conversas que tínhamos tido ao longo destas últimas semanas, querendo me lembrar se tinha dito a ela algo relacionado à empresa, mas logo cortei tal coisa da minha mente. Era um pouco estranho, sim, ela estar ali, mas eu não tinha comentado que trabalhava ali e ela também não tinha me falado nada da profissão, portanto, ela não deve ter se aproximado querendo um trabalho.
Ela nem mesmo tinha mencionado nada do tipo para mim...
Eu engoli em seco, afastando tais pensamentos, e me aproximei dela. Ela tinha os olhos arregalados e estava um pouco corada, mas eu ignorei tal coisa. Poderíamos conversar sobre isso direito depois.
- Srta. Swan – eu a cumprimentei com um aceno de cabeça, enfiando as mãos no bolso das calças, apenas para reprimir a vontade que eu tinha de estender os dedos e acariciar suas bochechas –, espero que esteja gostando de trabalhar aqui...
Ela engoliu em seco e assentiu, ainda um pouco corada.
Eu segurei a vontade que eu senti de sorrir para ela naquele momento, como se quisesse dizer que estava tudo bem.
- Sim, senhor Cullen – ela murmurou. – Estou gostando muito.
Eu assenti.
- Certo, fico feliz que esteja gostando – disse. – Espero que se dê bem aqui. Qualquer problema, é só procurar por mim no décimo e último andar, e falar com a minha secretária, Jessica, ok?
Ela tornou a assentir, mas não disse nada.
E eu saí dali rapidamente, antes que cometesse uma besteira no horário de trabalho.
Naquele dia, eu saí um pouco mais cedo e fiquei esperando por ela na porta da empresa, querendo conversar e resolver aquilo o quanto antes. Eu não gostava de resolver meus problemas pessoais na empresa e evitava tal coisa ao máximo, mas… eu estava meio que gostando de sair com a Bella e realmente queria conversar com ela sobre o fato de ela estar trabalhando aqui.
Eu nunca tinha saído com uma funcionária antes, mesmo estando trabalhando aqui, como CEO, há pouco tempo...
Fiquei cantando uma música qualquer que tocava na rádio naquele momento, sentado, dentro do meu carro, esperando que ela saísse. Quando ela saiu, fiz um sinal com os faróis, torcendo para que ela notasse que eu queria falar com ela, sem ter de sair do carro nem nada do tipo. Ela reconheceria meu carro, certo? Ela tinha andado nele certa vez, quando a convidei para tomar um café...
Soltei um suspiro de alívio quando ela andou até a porta do carona e me inclinei, a abrindo para ela da melhor maneira possível. Esperei que ela colocasse o cinto de segurança e coloquei o carro em movimento, indo em direção ao café que tínhamos ido outro dia. Nenhum de nós falou nada e eu preferi manter tal coisa, muito embora a olhasse algumas vezes.
- Eu não sabia que você era o CEO da empresa – ela soltou de repente, quando já estávamos dentro da lanchonete. – Eu juro! Eu sei que era uma pessoa ainda não formada que estava tomando conta de tudo e sabia que era o sobrenome Cullen, mas...
- Está tudo bem, Bella – eu sorri. – Eu só… queria conversar um pouco com você... Confesso que no começo achei que tinha se aproximado de mim com esse objetivo, mas você nunca comentou nada sobre o trabalho e nem nunca perguntou sobre a empresa, então… como você poderia saber? Nem mesmo meu sobrenome eu disse a você...
Ela sorriu.
- Eu posso pedir demissão, se você quiser – ela murmurou. – Eu sei que posso arrumar um estágio em outro lugar e...
Eu ergui a mão, interrompendo-a. Calei-me por um momento, quando a garçonete se aproximou e serviu nossos pedidos, e só depois que ela se afastou que eu continuei.
- Não precisa – dei de ombros. – Se você conseguiu um emprego lá é porque é realmente boa no que faz, e se tem algo que eu reconheço é quem luta por seu trabalho.
Ela corou, o que me fez sorrir.
- Só preciso de um pouco de tempo para assimilar tudo, eu acho – encolhi os ombros. – Obviamente você percebeu que eu estou interessado em você e eu nunca me envolvi com alguém do trabalho antes, embora esteja trabalhando lá há pouco tempo...
- V-você ainda quer sair comigo? – ela indagou, mordendo o lábio inferior de forma adorável. – Você está interessado em mim?
Eu ri um pouco.
- Acho que fui bem óbvio, hein, Bella? – indaguei.
Ela apenas sorriu e tomou um gole do seu café, antes de encolher os ombros. Eu continuei a fitando, ainda meio incerto do que fazer, mas certo de uma coisa.
Eu não iria conseguir me afastar dela. Nem mesmo se eu quisesse.
Fim do Flashback.
Eu suspirei pesadamente, apoiando minha cabeça nas mãos e fechando os olhos. Eu me lembrava de ter lutado um pouco, depois de ter conversado com Bella naquela lanchonete, assim como me lembrava de não ter resistido muito bem.
Balancei a cabeça e me forcei a voltar ao trabalho antes que me lembrasse de mais coisas. Entretanto, ao olhar rapidamente o calendário que ficava na minha mesa, eu suspirei, sabendo que seria impossível não me lembrar. Estávamos em setembro e o aniversário dela se aproximava...
Entretanto, eu não me permitiria voltar ao estado em que tinha ficado quando tinha feito merda no evento. Como Alice tinha dito, Henry precisava de mim e não de um pai que se tornava ausente quando os dias ficavam difíceis.
Por isso, quando o dia 13 de setembro chegou, aniversário dela, eu evitei ficar parado durante muito tempo. Henry ainda não entendia muito as coisas e parecia não se lembrar que era o aniversário da mãe dele, e nem eu e nem ninguém comentamos nada com ele – achei que era melhor assim. Ao invés disso, levei-o para sair e depois o levei para o shopping, onde compramos algumas coisas que ele precisava. Ele tinha crescido um pouco nos últimos dias e tinha perdido algumas roupas, então achei melhor comprar. Levei-o até o cinema assim que terminamos, e depois que o filme tinha acabado e tínhamos comido alguma coisa, o levei de volta para casa.
No sábado, saímos novamente, mas desta vez minha mãe foi junto. Ela se mostrava animada toda vez que Henry me chamava de papai, e eu ficava me perguntando como seria quando ele começasse a chamar meus pais de avós.
Novamente, os dias começaram a se passar rapidamente e logo setembro estava chegando ao fim. Henry estava amando ir à creche, eu estava amando passar um tempo com ele – ele agora morava comigo oficialmente, embora passasse alguns dias no apartamento com Jasper – e tudo estava indo muito bem, até. A investigação que Emmett fazia ainda estava em andamento e não tínhamos conseguido muita coisa.
E as férias de Jasper estavam acabando.
Tínhamos conversado um pouco sobre isso e sabíamos que ele teria de voltar à sua cidade natal, já que o trabalho o esperaria lá. Ele não teria muito tempo e Henry já tinha se adaptado aqui, então...
Tínhamos decidido que ele ficaria comigo. Pelo menos, até a mãe dele voltar.
E isso não poderia ter me deixado mais feliz.
Já tínhamos até conversado com Henry sobre o tio indo embora e falado que ele ficaria comigo. Tínhamos explicado que ainda não sabíamos quando a mamãe dele voltaria, mas que Jasper tinha que voltar para a casa, para o trabalho, e que ele ficaria comigo. Ele não quis voltar com o tio nem nada, mas, naquela noite, ele tinha tido um pesadelo e tinha pedido para dormir comigo.
Em seu sono, ele tinha sonhado que a mãe dele nunca mais voltaria. E eu precisei acalmá-lo, prometendo que ela estaria aqui em breve – muito embora eu não soubesse quanto tempo ela ainda iria demorar –, até ele se acalmar. Eventualmente, ele esqueceu e parou de perguntar um pouco, como ele fazia às vezes, mas eu sabia que ele tornaria a perguntar da mãe em breve.
Ele sempre perguntava.
E agora, eu não sabia se queria que ela voltasse o quanto antes. Não tinha ideia do que aconteceria quando tal coisa acontecesse, mas sabia que Henry teria que voltar para casa.
E eu não queria que isso acontecesse.
O final de semana logo acabou e nós voltamos a nossa rotina normal. Eu deixei Henry na creche na segunda de manhã e segui para a empresa. Passei por algumas reuniões naquela manhã e depois verifiquei como os novos estagiários estavam indo. Quando eu terminei no nono andar e fui para o meu, eu encontrei um Emmett, aparentemente ansioso, esperando por mim na minha sala.
- Olá – eu sorri para ele, me sentindo nervoso de repente –, alguma novidade?
Ele sorriu.
- Por que você não se senta? – ele indagou.
Eu me sentei, já me sentindo ansioso, e o fitei.
- Descobriu alguma coisa? – eu indaguei, sem conseguir me conter. – Descobriu quem está desviando o dinheiro?
Ele riu quando notou que eu estava ansioso e pegou sua pasta, puxando-a para o seu colo.
- Não descobri quem ainda – ele informou, enquanto mexia nela, procurando por alguma coisa, provavelmente –, mas acho que descobri uma coisa importante.
E eu apenas o fitei, esperando que ele me dissesse o que tinha descoberto.
Jasper POV.
Minhas férias estavam chegando ao fim.
Ficar em Chicago estava sendo muito bom e eu tinha até conseguido descansar um pouco, agora que Henry passava mais tempo com o pai e com a família dele. Eu saía com eles de vez em quando, ia até jantar na casa dos Cullen, mas estava conseguindo um tempinho para mim também.
Eu estaria indo embora dentro de uma semana e já estava decidido que Henry ficaria com Edward e sua família. Meu sobrinho já tinha se adaptado, se dava bem com o pai, e eu preferia que ele ficasse aqui, cercado por eles, do que tendo de ficar no meu apartamento, vivendo com uma babá o dia inteiro.
Ao contrário de Edward, que era o seu próprio chefe, eu não podia sair mais cedo do trabalho e sabia que tinha dias que teria de ficar lá até a noite. E isso não era justo com Henry. Ficar com o pai, ficar na creche que estava fazendo tão bem a ele… eu achei que tinha seria melhor.
E ao conversar com Bella, por e-mail, percebi que ela também achava que isso era melhor. Eu sentiria falta de Henry, mas… poderia visitá-lo aqui de vez em quando, certo?
Eu rolei na cama e encarei o teto durante alguns minutos, tentando achar o sono, mas não conseguindo. Revirei-me mais algumas vezes, mas desisti algum tempo depois, e bufando, peguei o controle e liguei a televisão.
Mas nada que passava ali era bom o suficiente para prender a minha atenção.
Resmungando um pouco, levantei-me da cama e caminhei até o banheiro. Tomei um banho longo e quente, e quando saí, segui para a cozinha, onde comecei a preparar algo para comer. Quando eu terminasse, eu voltaria a procurar algo na televisão com calma, e ficaria ali até o sono chegar.
Eu não tinha que acordar cedo no dia seguinte nem nada do tipo, então não estava me preocupando muito com isso.
Enquanto minhas torradas não ficavam prontas, sentei-me à bancada da cozinha e puxei meu notebook para perto; eu não tinha verificado meu e-mail nos dois últimos dias. Abri-o e digitei minha senha, cantarolando uma música qualquer enquanto esperava.
A maioria dos e-mails era inútil e eu os apaguei sem dar uma segunda olhada neles, fazendo algumas caretas ao ver tantas propagandas. Ao chegar ao final da página, porém, eu vi um que me interessava e um sorriso imenso nasceu em meu rosto quando vi que era de Bella. Desde que tínhamos conversado sobre Henry ficar com o pai quando eu voltasse para nossa cidade e quando eu tinha desejado parabéns a ela, não tínhamos trocado mais nenhum e-mail. Eu cliquei nele rapidamente e comecei a ler, meus dedos parados nas teclas, já pronto para responder.
Ei, Jazz, dizia.
Eu, mais do que nunca, estou sentindo falta de tudo por aí. De você… e, principalmente, de Henry. Como eu tinha comentado anteriormente, alguns dias são mais difíceis que outros, e eu sei que tenho apenas que respirar fundo e continuar com o trabalho aqui, mas… sinto muita falta. Está sendo difícil, neste momento, não entrar em um site e encomendar uma passagem área. Você nem imagina o quanto.
Mas enfim, eu tenho uma boa notícia… eu acho, pelo menos. Consegui um avanço aqui. Não é muito e talvez ainda demore um pouco mais, mas… bem, já é alguma coisa.
Se tudo continuar assim, eu estarei indo em breve para casa.
E mal posso esperar por isso.
Mande um beijo para Henry, por favor, e mantenha contato com ele quando você voltar para casa. Eu preciso saber dele, senão, acabarei ficando louca aqui. E me conte um pouco dele, por favor. Sinto saudades. Muitas.
Amo vocês.
B.
Eu sorri imensamente ao ler tais coisas e cliquei em ‘responder’, começando a digitar furiosamente. Enquanto fazia tal coisa, eu relia as palavras dela: ‘se tudo der certo, eu estarei indo em breve para casa’.
E torcia para que ela conseguisse logo. Henry sentia falta dela. Edward e ela tinham muito o que conversar, e o cara que tinha a feito ficar longe por quatro anos e a fazia ficar longe agora, merecia ser preso o quanto antes. Minha amiga precisava, definitivamente, de um pouco de paz na vida.
E eu mal podia esperar para receber um e-mail dela, avisando que ela estava voltando.
- Em breve – murmurei para mim mesmo.
Em breve, se tudo desse certo, ela estaria voltando.
Notas finais
E o Jazz recebendo um e-mail da Bella, avisando que ela voltará em breve... É um 'em breve' muito mais em breve do que vocês imaginam... Já escrevi o capítulo que ela volta, é tudo o que eu digo. Então, vocês só têm que comentem e aguardar. Logo, logo ele estará aqui.
Meninas, estou postando hoje porque amanhã não sei se vou conseguir entrar aqui. Provavelmente vou, mas... melhor prevenir, né?
Espero que tenham gostado! E eu vejo vocês no domingo que vem (;
xx
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