Víctimas Del Pecado
13 Poncho - 8
Poncho
Ele estava os olhando ainda abalado, havia tomado uma decisão inusitada, porém não voltaria atrás. Aquele sempre foi seu sonho íntimo, não revelado a ninguém, desde garoto.
Sempre quis ter uma extensão sua, sempre quis ter um filho.
E agora que descobriu que já o tinha, queria está próximo dele, mesmo que isso influenciasse nos seus planos contra a sua mãe. Mas, o que seria uma vingança realmente? Talvez arrancar um filho dos braços da mãe? Por que algum direito sobre essa criança ele teria como pai.
Poncho estava curioso em saber como Angelique mudou de posição, indo atrás dele e querendo que ele conhecesse o menino, claro que nenhum deles forçariam a barra com Enzo, era tudo novo para todos. E por ser novo e com um gosto de ser errado.
Tudo era segredo. Nem Dulce e nem Eugênio saberiam desses encontros de Poncho e Enzo, claro que sob a visão da mãe protetora que era Angelique.
Era como se fosse uma válvula de escape e toda essa vingança que acontecia. Entretanto Poncho e Angelique sabiam que esses encontros às escondidas e fazendo atividades com Enzo, levavam eles a um passado distante onde eram dois jovens que se apaixonaram e que foram por um período, felizes.
‘●’
:- Está pensando na ruiva ou na morena? — assim como eu ela estava distante, foi o primeiro diálogo que tivemos desde que lhe contei o queria tanto saber e que os movimentos e gemidos morreram.
Coloquei as mãos atrás da cabeça olhando para ela que fumava olhando a janela do seu quarto de hotel.
:- Em Angelique. – lhe respondi.
:- Você anda tendo muitos encontros com ela, tome cuidado, eu sempre vou repetir a você não envolva sentimentos na sua vingança. – soltou uma fumaça de seu cigarro e apertou os olhos, estava séria e ainda assim linda. Sempre achei isso.
:- Pensei que Bento fosse um empregado meu. – tentei ser divertido.
:- Ele é. Porém, isso não o impede de contar as coisas para mim. – ela sorriu.
:- O que você pensa em fazer? — eu perguntei realmente curioso.
Ela demorou para me responder terminou seu cigarro, nesses momentos de calma e reflexão dela que me assustava as ideias que dali surgiam. Maite era uma pessoa fria e perigosa, tenho pena dos inimigos dela.
:- Entrar no jogo. – Me olhou e sorriu, sua perigosidade era o que me atraia nela, não a tinha conhecido antes, e ás vezes tinha curiosidade, ela me conta que era trabalhadora, desamparada e pura. No sentido de acreditar nas pessoas.
Confesso que é difícil acreditar nisso, mas era isso que nós tínhamos em comum, ter o antes e o depois da prisão.
:- Vou entrar no jogo definitivamente e como uma das jogadoras oficiais. – ela se afastou da janela e se aproximou da cama onde eu estava. – Sabe que tenho minha vingança particular, porém talvez seria divertido influenciar na sua vingança também.
:- Que sede de destruição. – Comentei me remexendo na cama até me encostar na cabeceira. – Talvez você entrar na minha, ajude no seu disfarce.
:- Nisso que estava pensando, mas não se preocupe não vou te atrapalhar e menos ainda te deixar em maus lençóis com sua parceira. – ela disse rindo.
Sabia mais ou menos como era personalidade de Dulce, sabia do nosso envolvimento, não tudo. Porém, alguns fatos. Por vezes, fico imaginando como vai ser quando Dulce finalmente ceder, talvez fosse como minha relação com Maite, temos negócios juntos eu a ajudo em sua vingança como agora e ela me ajuda também. E isso não afeta o sexo que temos de vez em quando.
Mas, há quem eu quero enganar? Claro que com Dulce seria diferente, ela não era como Maite, com ela não seria apenas de vez em quando.
:- Então finalmente vou conhecer a famosa Dulce Maria. – ela comentou tirando minha camisa do seu corpo e me jogou.
:- Maite. – disse a repreendendo enquanto tirava minha camisa do meu rosto.
E ela riu divertida e saiu procurando algo em seu quarto.
:- O que foi Poncho? Tem medo desse encontro das suas amantes? — ela gargalhou divertida e me contagiou também. – Como eu disse não vou fazer nada para atrapalhar sua vingança, só que vou fazer questão de conhecer Dulce e claro vou colocar lenha na fogueira de vocês.
Ri dessa vez imaginando como seria um encontro entre Maite e Dulce.
:- Agora eu vou tomar um banho e vou sair, aconselho você a ir antes que se atrase para o seu trabalho. – ela veio com sua toalha em mãos e preparada para tomar seu banho, veio e me beijou e eu a correspondi.
Ela terminou o beijo molhando os lábios.
:- Nosso próximo encontro será na sua antiga faculdade. – E saiu com aquela advertência, e eu me afundei naquela cama suspirando, voltaria naquela faculdade e reencontraria meus antigos colegas de classe.
‘– ● –’
Fale com o autor