Víctimas Del Pecado
3 Dulce - 1
Dulce
:- Laura apareceu morta? – Eu perguntei apenas para ele repetir o que tinha acabado de me contar, sentindo a raiva brotar. Parece que todos já sabiam da nossa liberdade e o assassino estava colocando suas asinhas de fora.
:- Sim. – escutei ele suspirar do outro lado da linha. E virei à esquerda conforme o gps me guiava, como as ruas dessa cidade caótica, mudaram. – Parece que o caçador, voltou a dar o ar de sua graça, isso se foi ele mesmo.
:- Por que diz isso? – Perguntei confusa, aumentando o volume do viva voz, a ligação ficava cada vez mais baixa, enquanto dirigia.
:- Laura é uma drogada, devia dever até sua alma para agiotas, tudo para conseguir algum pó.
:- Isso muda nosso plano.
:- Sim, devíamos ter falado com ela o quanto antes, mas apenas esperamos um dia. Não pensei que a notícia da nossa liberdade correria tão rápida, o difícil ficou nossa situação por que com Laura se foi enterrado tudo o que ela sabia.
:- Encontraremos alguma outra pista. Isso não vai nos parar.
Ele demorou para responder e revirei os olhos ao escutar alguns ruídos estranhos.
:- Alfonso, não vai me dizer que está transando com alguma puta, enquanto estamos nos falando por telefone? – falei curta e grossa. Aquilo era escroto, Alfonso era escroto.
:- Não, Dulcinha. – revirei mais uma vez os olhos com esse apelido desde os tempos da faculdade. – Acabamos antes de ligar para você. – e ele teve a cara de pau de rir.
:- Escroto, não esqueça que vamos nos ver hoje à noite, temos que resolver qual vai ser nosso próximo passo. – e desliguei.
Sem deixar que ele falasse mais nada, não queria mais escutar a voz dele, fora que eu tinha chegado no meu destino. Estacionei o carro e arrumei meus óculos, pegando minha bolsa.
Suspirei antes de tocar a campainha e esperar a porta se aberta.
:- O que você deseja? – um homem apenas de cueca samba canção, com algum desenho animado estampado abriu a porta, o cabelo desgrenhado. Olhei de cima a baixo, já fazia um bom tempo que não via um homem assim, apesar do quão broxante aquela cueca estava.
:- Estefan, onde está o açúcar? – Ela surgiu perguntando e parou ao me ver na porta ainda sem dizer nada.
:- Dulce?
Tirei meus óculos escuros e joguei meu cabelo, ruivo vivo novamente a encarando.
:- Cecília. – Apenas disse, confirmando.
Ficamos num momento de silêncio ela desacreditada e o tal Estefan confuso por não falarmos nada.
:- Não vai me convidar para entrar, irmã? – eu fui cínica propositalmente, me divertindo ao ver ela incrédula me olhando, abaixei meu olhar e vendo seus trajes blusão e calcinha, Estefan só podia ser o namorado dela ou marido, mesmo que não notei aliança no dedo deles.
Eu só não esperava a próxima reação dela, ou ela era falsa ou fingida, ela tirou o namorado da frente e me abraçou forte.
:- Meu Deus, Dulce! Que saudade eu tive de você minha irmã. – me apertou no abraço, não sei como estava minha face, mas a de Estefan ainda permanecia confusa.
E ela se separou um instante me vendo imóvel, me olhando de perto, encarando. E me puxou pela mão, me fazendo entrar em sua casa.
:- Por Deus, que alegria te rever, minha irmã. – No meio da sala ela me abraçou de novo e quando menos esperava senti minha blusa de cetim, ser molhada, Cecília estava chorando?
:- Quem presencia essa reação até parece que está feliz por me rever, Cecília. – falei ainda imóvel, sem abraçá-la.
:- E estou! – ela falou com certeza e desgrudou de mim. E as lágrimas eram reais e escorriam de seus olhos castanhos, eu passei anos e anos na prisão e lá aprendi a conhecer o ser humano, o verdadeiro ser humano aquele que surge quando se vê preso e tem que lidar com o animal dentro de si. Essa experiência me fazia ver agora que Cecília estava sendo sincera.
:- Então por que nunca perguntou de mim? – me ouvi fazendo a pergunta, escutando Estefan fecha a porta e entrar para a casa passando por nós e sentando no sofá, respeitando meu momento e o de Cecília.
:- Como não perguntei? Desde que foi embora e perguntei a papai, mandei inúmeras cartas, — juntei minha sobrancelha. – demorei para descobrir qual lugar você estava e quando fui visita-la, fui impedida. Papai proibiu que eu a visitasse e mesmo quando eu fiquei maior de idade, e tentei novamente visita-la não me deixaram. Eu tentei com outro nome, mas me reconheceram de alguma maneira. Eu estava proibida definitivamente, Dulce.
Isso explicava muito. Todos os anos de ausência, Vicente era um miserável, não o chamava de pai desde a faculdade. Não o perdoaria nunca por fazer isso comigo, me privar de ter o apoio de minha irmã quando eu mais precisei.
:- Me perdoa por ter te abandonado. Eu não devia ter desistindo tão fácil. – ela se lamentou na minha frente e eu a puxei seu corpo contra o meu, fazendo o que eu desejei muitas vezes, a abracei, fechando os olhos me lembrando de quando ela era um bebê e mamãe havia acabado de falecer, eu prometi a ela que cuidaria de Cecília e eu a cuidei até quando eu pude.
:- Você não precisa do meu perdão, não tem culpa daquele porco ser tão miserável ao ponto de nos separarmos.
:- Nós brigamos há anos. – aquela notícia me fez sorrir e a vi sorrindo também, tínhamos nos livrado dele. – Eu briguei com ele e vim morar com Estefan, Dulce. – ela se separou do meu abraço e olhou para ele sorrindo, o chamou com a mão e quando ele se aproximou ela foi abraçá-lo. – Esse é o amor da minha vida.
Estefan sorriu para mim. E eu sorri também, mas de uma forma mais maliciosa pensando no quanto Ceci, se deu bem. Muito bem, na verdade eu poderia pensar inicialmente que ele era gostoso, agora se era inteligente e um homem de verdade saberia julgar com o tempo.
:- Você é a Dulce, irmã dela que estava presa? Como você saiu de lá? – Ele me perguntou.
Era gostoso e pela pergunta podia concluir idiota também. Eu abri um sorriso respondendo somente. – Eu sai.
:- Enfim, Dulce vem vamos comer algo, precisamos conversar e muito. – Cecilia, soube dar a volta nesse momento que devia ser de constrangimento.
Ficamos conversando horas e horas, sobre nossas vidas, eu omiti alguns detalhes Cecilia não devia saber de certos sofrimentos que eu passei. Contei a Ceci, o porquê de eu ter saído e ela ficou impressionada, me revelou que sempre acreditou na minha inocência, mas obviamente ela percebeu minha mudança não era a irmã mais velha dela tola, hoje era uma mulher e vingativa.
Ceci insistiu e muito para que eu ficasse em sua casa, mas eu não aceitei. Ainda tinha alguns dias no hotel e também não queria dividir uma casa, com um casal que vivia de amor. Senti por um momento nojo ao ver o modo como se olhavam, capaz de vomitarem arco-íris ao falar um do outro. Aquilo era uma tolice.
Estava bem, por que Cecilia estava feliz e isso que importava, ela era única pessoa que eu amava nessa vida, e eu faria de tudo para protegê-la e cuidá-la.
Dirigi de volta ao hotel e logo fui para o andar de Poncho, na cobertura. Enquanto o elevador subia, pensava em como a situação de Poncho mudou, de nós quatro ele era o menos favorável financeiramente, tinha bolsa e era pobre, porém inteligente.
Eugênio, Angelique e eu viemos de família rica e éramos bancados por nossos país, eu sorri imaginando a cara de Vicente, quando descobriu que eu desviei uma grande porcentagem do dinheiro da família para minha conta, na época foi para chamar sua atenção para mim. Mas, agora serviria para outros fundamentos.
Assim que as portas do elevador se abriram, me deparei com uma figura inusitada, ela me olhou sorrindo feito idiota e deu boa noite entrando o elevador e descendo. Revirei os olhos, putas.
Entrei na cobertura caminhando para todas as janelas possíveis ali e abrindo todas, a porta transparente que dava acesso a piscina, tudo que pudesse fazer entrar circulação para o quarto.
:- O que está fazendo? – Ele me perguntou confuso.
:- Esse quarto cheira a sexo de quinta categoria, imundo. — disse enquanto terminava de abrir a janela e aumentar o ar condicionado. Quando me virei para ele, e vi sorrindo de um jeito que estava se divertindo comigo. Revirei os olhos. – Deve melhorar o nível de suas putas, Alfonso.
Ele deu os ombros sem se importar com que eu disse.
:- Queria algo violento, hoje. – Falou e eu sabia que era para me provocar.
:- Enfim, não serei eu que pegarei uma doença sexualmente transmissível, meu querido. – e dessa vez ele gargalhou, se sentando na cama desarrumada. – Vocês usaram aquela poltrona ou eu posso me sentar sem maiores preocupações? – Perguntei, se fosse o caso eu ficaria em pé mesmo.
:- Pode se sentar sem culpa, Dulcinha. Aonde você foi hoje? – ele perguntou e olhei para ele desacreditada, não sabia que teria que contar todos meus passos como se fosse meu cão de guarda.
:- Não te interessa. Estou aqui para conversamos sobre o que vamos fazer. – o encarei.
:- Descobri que Laura morreu por conta dos agiotas mesmo. Ou seja, ninguém sabe que fomos soltos. A não ser que você tenha visitado nossos amigos hoje?
:- Não. Eu não os visitei. Isso quer dizer que vamos ter tempo para planejar e ter nossa entrada triunfal. – sorri adorando aquela ideia.
:- Sim e já sei quando faremos nossa volta. – ele sorriu também.
:- Quando?
:- No próximo fim de semana. Dulce vá se preparando e faça compras por que vamos numa festa de noivado.
:- De quem? – eu perguntei curiosa.
:- Eugênio e Angelique. – ele disse somente numa seriedade.
Saber daquilo poderia ser uma pisada em meu coração, afinal no passado acreditava que Eugênio fosse o amor da minha vida, mas minha cabeça só conseguia pensar que depois de todos esses anos, por que só agora os dois estariam noivos?
:- Estranho você não acha? – eu perguntei a ele.
:- O que? – ele se levantou da cama e pegou alguns morangos que sobraram da sua festinha mais cedo.
:- Eles ficarem noivos só agora.
:- Talvez. Temos que descobrir o que aconteceu esses tempos que ficamos de escanteio, e eu já estou cuidando disso, não se preocupe. Agora o que temos que fazer é aproveitarmos nossa liberdade como melhor pudermos, até o próximo fim de semana. Será um dia memorável em nossas vidas o jogo realmente vai começar, vou comprar um terno novo à ocasião está pedindo. – ele parou de comer e olhou para cima, tendo alguma ideia.
:- Olívia, podemos falar com ela e quando for o momento certo, quando Eugênio pedir a mão de Angelique, entramos na casa sorrindo superiores e aplaudindo, afinal são nossos amigos. Minha cara parceira, você não concorda que este plano é perfeito? Seria nossa entrada triunfal. – eu o olhava comer os morangos rindo.
:- Concordo. E já estou ansiosa para ver a cara de Eugênio com nossa entrada, na sua festa de noivado com Angelique, acho que eles já estavam morrendo de saudades nossas. – sorri de uma forma irônica, tive um desejo contraditório de rever Eugênio, não admitiria isso a Poncho.
Me levantei da poltrona e andei mais próximo dele com lembranças a flor da pele, vingança, ódio e amor estavam presentes, me encostei na parede relembrando dos beijos de Eugênio.
:- Sabe andei pensando sobre o que aconteceu e como nosso plano está indo bem apenas no momento certo, vão saber que nós estamos livres. É inevitável não pensar no quanto somos parecidos. – Escutei a voz de Poncho e ele sorria de uma forma estranha, agora tomava champanhe.
:- Parecidos eu e você? – eu ri apoiando o salto esquerdo na parede do hotel. – Nem na universidade, se nós não fizéssemos trabalhos juntos talvez nem nos falássemos até hoje, Poncho. — Talvez se eu não fosse tão apaixonada por Eugênio eu o tivesse notado, afinal de se jogar fora, era algo que Poncho não era. Mas, claro que ocultei aquele pensamento dele.
Ele se levantou rindo e deu a volta na cama deixando os morangos e o champanhe de lado, caminhando na minha direção e deu uma secada em todo o meu corpo de baixo para cima.
:- Está enganada, Dulcinha. – Mais uma vez aquele apelido irritante e mais perto ele estava. – Somos movidos pelo ódio, pagamos pela consequência dos outros por anos, só nós dois sentimos na pele os anos na prisão. – Me encarava de perto e eu engoli saliva, fazia tempo eu não ficava tão próxima a um homem assim.
:- Pagamos pelo pecado dos outros. – Ele apoiou a mão esquerda na parede onde estava encostada. – Fomos vítimas e agora estamos nos vingando. Às vezes parece que existe algo a mais, como se... – Próximo de mais, eu via seus olhos a centímetros dos meus, minha respiração ficou desregular e era por tentar não pensar o que ele vestia, ou não, dentro do roupão posto. – Somos tal para cual. – sussurrou.
:- Poncho? – eu também sussurrei fingindo entrar no jogo dele.
:- Sim. – ele não deixava de olhar meus olhos.
:- Essa foi a maior bobagem que escutei de você desde que estou livre, acha que essa cantada barata vai me fazer me derreter por você? Qual é o seu pensamento, transamos e o que acontece depois? Esqueceu nosso pacto, então eu vou aproveitar para recorda-lo. E essa é nossa única ligação. Única.
E ele riu se afastando de mim. E só então consegui respirar direito, não sei o que ele pensava realmente, mas eu não arriscaria nossa vingança por uns momentos de prazeres carnais e fim.
:- Pensei que pudéssemos nos divertir um pouco, talvez você precisasse de mim. – ele riu e sabia o que ele estava referindo, andei até o espelho do quarto para arrumar desnecessariamente meus cabelos.
:- Eu vou resolver a questão da minha abstinência agora, não será com você. Existem pessoas interessantes hospedadas nesse hotel e você saberia disso, se não tivesse ocupado demais transando com putas de baixo nível. – olhei seu reflexo e tomei minha pose real, de mulher fatal.
E fui caminhando para o elevador, nossa conversa terminou.
:- Sendo assim, eu vou ligar de novo para a loira voltar. – ele falou alto para que eu escutasse e não lhe disse nada esperando o elevador chegar, desceria para o bar do hotel.
Quando cheguei sorri, eu estava certa, já tinha descoberto alguns dados dele. Martino, era um hóspede empresário estava sozinho e fazia uma viagem a negócios, como ele não era da cidade era perfeito para o que eu queria. Apenas sexo.
:- Eu quero o mesmo que ele. – disse depois de me sentar ao seu lado no bar, e encara-lo assim que eu falei e pela forma como ele me olhou de cima a baixo, eu teria o que queria.
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Ele entrou na sala sofisticada para ser apenas de aula, aquele lugar era além de uma universidade, era a melhor do país. Mesmo que não fosse o primeiro dia de aula, os universitários estavam eufóricos e falavam pelos cotovelos e com a entrada do professor, todos se calaram, tendo a ciência da presença dele, parando de falar aos poucos.
Nem ser cordial, ele foi. Chegou deixou sua pasta em sua mesa ligou o computador e digitou Ética que foi projetada na frente de todos.
:- Eu sou Felipe e vou lecionar Ética a vocês. – ele tomou uma postura séria, desabotoando dois botões do terno, colocando a mão no bolso olhando toda a sala. – Temos aqui Publicidade, Designer, Jornalismo. Áreas importantes da comunicação e de nossa sociedade, que todos sabemos e vocês tem o dever de saber ainda mais que somos consumistas. Eu vou escolher grupos e vocês vão se reunir e discutir, a questão, O que é ética? Depois faremos debates com as respostas de vocês. Devo lembrá-los que já estão sendo avaliados.
Parou e olhou a sala inteira apreensiva, era nítido que já haviam os grupos formados onde as pessoas estavam com aquelas que mais se identificavam, mas Felipe não queria aquilo, ele olhou o rapaz sentado nas primeiras fileiras no quando esquerdo da sala encostado na parede, jovem loiro e olhos claros que estava de regata, querendo mostrar que estava começando a fazer academia extremamente vaidoso e queria mostra o resultado para todos que quisessem ver.
:- Você. Seu nome? – O professor parou diante do aluno, que revirou os olhos não queria ter sido o primeiro a ser escolhido. – Eugênio. – o respondeu.
:- Eugênio será o primeiro e fará o trabalho com... – O professor se afastou e começou a andar entre as fileiras, olhando para cada um, parou no meio e olhou para uma jovem cabelos loiros, olhos claros também que desviaram o olhar, outra que não queria ser escolhida. – Você, senhorita...
:- Angelique. – falou de voz baixa e quando olhou para frente os olhos caíram nos de Eugênio que a observava.
:- Temos uma dupla, vamos ver quem vai fazer parte deste grupo. – O professor olhou para o fundo passando por todos os lugares para escolher as outras pessoas, voltou para a frente da sala e agora do outro lado o direito, a morena que estava na frente tinha um olhar diferente, ela queria estar naquele grupo, ela era uma das únicas que não desviava o olhar era um pedido implícito.
:- Senhorita? – Ele perguntou olhando para a aluna.
:- Dulce. – Ela respondeu firme, sabendo que era com ela só esperando a confirmação do professor.
:- Temos um trio. – Professor disse e voltou para sua busca, Dulce apesar de sentir o olhar de Angelique a encarando, ela apenas olhava para Eugênio, ocultando um sorriso, estaria mais perto dele.
:- Para concluir o grupo, você que está aí no fundo, com as mãos na cabeça. – Professor apenas olhou não chegou ao fundo, o garoto apenas deu os ombros antes de falar seu nome. – Alfonso.
:- Eugênio, Angelique, Dulce e Alfonso, é o nosso primeiro grupo.
O professor foi escolhendo cada grupo cada pessoa, as respostas foram surgindo o debate esquentando, mas ninguém era páreo para os quatro, inconsciente Felipe juntou os melhores em um grupo apenas.
Eles venceram todos os outros grupos e tiraram a melhor e mais alta nota e ainda estavam convictos da certeza em cada palavra dita. E com o tempo passando eles se tornaram imbatíveis, já eram um dos mais populares da faculdade e amizade deles naquele momento era inatingível.
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