Vozes do Medo
6 Inimigos
Notas iniciais
Demorou, mas aqui está ! >>>>>
No dia seguinte, fui pra escola e aproveitei pra pedir desculpas pro Nick. Não ter ajudado ele ontem, me deixou meio culpada. Mas logo ao chegar na escola, minha inimiga mortal, Luiza teve que me dedurar.
- Por que você não voltou pra aula ontem depois de ir pra diretoria, Lizzie? — ela disse alto pra que todos ovissem.
A professora parou a aula e olhou pra mim. Ela olhava muito brava em minha direção, e como a maioria das pessoas, acreditou em Luiza.
- É verdade, Elizabeth? O que aconteceu pra você não voltar pra aula?
Tive que pensar rápido em uma desculpa convincente.
- Eu fui... na enfermaria. Estava voltando pra classe quando sem querer caí da escada. — eu disse, tentando convencer a professora.
- E eu posso ver o papel da enfermaria? — ela perguntou.
- É que eu... Esqueci em casa! — disse, quase gritando.
- Tudo bem. — disse a professora, derrotada. — mas tente se lembrar de trazer amanhã.
Ela continuou a aula como se nada tivesse acontecido. No intervalo, Marcos começou a falar comigo.
\"Não ouse contar sobre mim pra outra pessoa. Você estará morta se fizer isso.\" ele disse, e parecia estar falando sério.
- Tudo bem. Prometo não contar pra ninguém. — eu disse. Estava ficando cada vez mais acostumada a falar com ele. E isso não é nada bom.
Eu tinha uma pergunta que não queria calar. E... qual mal faria perguntar?
Sem muita coragem, consegui perguntar.
- Como foi que... Você morreu? — eu disse, sem saber o melhor jeito de dizer aquilo. Parecia uma pergunta que mais cedo ou mais tarde, eu teria que fazer. — Eu sei que não parece uma boa pergunta, mas...
- Falando sozinha? — disse Luiza, me dando o maior susto. Ela estava ao lado de suas amigas, e começou a rir. — Liz... — ela disse, ainda rindo — Está ficando cada vez mais estranha! Eu me pergunto; O que poderia estar escrito naquele papel que tirou você da classe? Mas é claro que nunca vai me dizer...
- Eu duvido que você tenha mesmo ido na enfermaria. — disse a garota ao seu lado, tentando me irritar. Mas o que ela não sabe é que eu não fico brava facilmente.
- É claro que fui.
- Ah é? Então mostra o machucado pra gente. — disse Luiza.
Fingi estar procurando o machucado, e depois, ainda com muita calma, continuei.
- Já sarou. Pra que você acha que eu fui na enfermaria? — eu disse, indiferente.
- É melhor a gente ir. — disse uma das garotas. Eu sussurrei \"É melhor mesmo\", mas ninguém ouviu. — Não vamos ficar aqui ouvindo mentiras.
Elas saíram e eu nem liguei.
Afinal, pra que se preocupar com os inimigos? São pessoas que você nunca vai fazer as pazes. Conheci Luiza quando tinha apenas nove anos, e desde então, somos inimigas.
O que mais me irritou, foi que ela chegou bem na hora que Marcos talvez me contasse como foi sua morte.
Fale com o autor