Vozes do Medo

7 Sentimentos


Notas iniciais
/ postei! uhuuuu! >>> meu maior capitulo até agora aproveitem <<<

A aula acabou e nada de ouvir o Marcos. Voltei pra casa, e nada. Ele parecia esta me ignorando outra vez. Tentava até chamar a atenção dele, mas nenhum sinal de vida. Ou de morte.

Parei de tentar fazer coisas estranhas, e adiantei a lição. Normalmente eu entendia tudo, mas estou ficando cada vez mais distraída.

Comecei fazendo um exercício de Matemática, e depois fui fazer uma experiência de Química, minha pior matéria. Eu tinha o material necessário, então sem pensar muito, comecei a fazer. No final, deve ter dado certo. Mas se não deu, não vou nem ligar. Normalmente, quando não entendo uma coisa, pego a resposta da lição direto com Sue.

Então voltei pro meu quarto, e mal cheguei lá, e ouvi o telefone tocando.

- Alô? — eu atendi, bufando.

- Oi, Lizzie? — reconheceria essa voz em qualquer lugar. Era Nick.

- Ah, oi Nick. O que foi? — eu perguntei.

- Por que você me ligou? — ele disse, com um ar desconfiado.

Não estava me lembrando de ter ligado pra ele naquele dia.

- Eu não te liguei. — disse. Estava me sentindo um pouco desconfortável falando com ele, isso não era normal.

- Claro que ligou! — ele respondeu. — Pode olhar no seu celular.

Procurei meu celular na bolsa. Mas ele não estava lá. Revistei meu quarto inteiro e não encontrei. Ainda estava falando com Nick, mas não prestei atenção no que ele dizia; estava bem mais preocupada com o celular.

- Olha Nick, vou ter que desligar. Não acho meu celular em nenhum lugar.- eu disse, e desliguei.

Disquei meu número para procurá-lo pela casa. Não ouvi nada além de puro silêncio. Depois de ligar várias vezes, me senti derrotada. Como eu pude perder meu celular? Mas por dentro ainda tinha certeza de encontrá-lo.

Voltei para o quarto, e lá estava ele, meu celular. Bem em cima da cama. Mas seria impossível eu não tê-lo visto. Alguém entrara em meu quarto e deixara meu celular onde eu estava.

Pensei naquilo por um tempo, e logo meus pais chegaram. Estava começando a encontrar gotas vermelhas em todo o lugar que eu ia, que supostamente, eram sangue. Eu andei por toda a casa, e sempre tinha uma gota de sangue em cada cômodo. Apenas com uma exceção; o meu quarto. Lá havia tanto sangue que era impossível contar.

Meus pais estavam na sala vendo televisão, e essa era a única chance de limpar todo aquele rastro sangrento. Comecei pela sala, e passei por toda a casa. Deixei meu quarto por último. Tinha um certo medo de entrar lá de novo.

Logo meu pai percebeu minha correria pela casa toda, e desconfiou do que eu podia estar fazendo.

- Filha, por que está passando pela casa toda?

- É que... Estou procurando tinta para um trabalho de Artes. Você sabe onde está? — perguntei, orgulhosa por saber mentir tão bem.

- Ah, está lá fora. Mas por que procurou no banheiro? — ele disse, parecia me achar maluca.

- Não procurei lá! Só fui... Lavar minhas mãos. — eu disse, e ele logo voltou a assistir Tv. Não pude continuar com a limpeza do sangue, então resolvi ir na casa do Nick, e contar tudo sobre meu dia.

Fui sem contar para ninguém, pois pretendia voltar logo.

Mas chegando lá, vi pela janela Nick com uma garota. Não quis entrar para saber se tinha algo mais entre eles. Fiquei do lado de fora e ninguém me viu.

- Eu não quero. Já gosto de outra garota. Agora, prefiro que você volte a ficar com ele. — disse Nick. Eu não entendia nada, pois tinha chegado tarde demais.

- Ah, Nick... Não vou voltar a ficar com ele. Eu quero você. — disse a garota, e uma certa raiva me dominou. Não fazia sentido, mas foi isso que aconteceu.

Ela aproximou seus lábios ao dele, mas Nick não quis beijá-la. Vendo sua reação a garota quis ir embora. Estava muito triste e irritada para continuar. Me escondi e logo após sua ida, entrei na casa de Nick. Ele estava virado de costas com as costas curvadas, mas não acho que estivesse chorando.

- O que foi aquilo? — eu perguntei, e ele rapidamente se virou pra mim. Sua expressão variava de vergonha, surpresa e até felicidade.

- Você... Ouviu tudo? — ele disse, e eu balancei a cabeça negando. — Ufa. Chegou aqui a muito tempo?

- Já faz um tempinho, mas não consegui entender nada da conversa. Mas o que queria com aquela garota? Quem é ela? — perguntei, e em um sussurro triste, completei com um \"Você gosta dela?\" que acho que ele conseguiu ouvir.

- Ela é da nossa escola, e não eu não gosto dela. Mas já gostei. — ele disse, a expressão de dúvida saia de meu rosto. — seu nome é Renata.

- Ah. — foi a única coisa que consegui dizer.

- Mas... Por que veio aqui? — disse Nick.

- Nick... Aconteceram coisas um pouco estranhas hoje. Eu não achava meu celular, e de repente ele estava em cima de minha cama. Tem certeza que eu te liguei?

- Tenho. Pode checar nas ligações. — ele disse, e peguei meu celular pra conferir. E eu tinha mesmo ligado.

- Não acredito... É verdade! Mas eu não liguei pra você... Só se alguém fez isso por mim.

Ficamos um pouco em silêncio, ele estava tão calmo comparado a mim. Contei sobre o sangue, e dessa vez ele achou um pouco mais estranho. Mal notei o tempo passar e já estava escuro.

- Nick, eu tenho que ir! Nem avisei pros meus pais!

- Ih, é mesmo. Tchau Liz! — ele disse e eu já saía de sua casa correndo.

Ainda não comentei que além do silêncio, tenho muito pavor do escuro quando não tem ninguém. Voltei pra casa com medo de encontrar alguém ou alguma coisa na rua.

Notas finais
e ai? nao deu pra postar mais, memsoo assim, COMENTEMMMM! obs: era pra esse capitulo ser muito triste... Mas eu quis mudar e deixar um pouco mais feliz... oq acham? hehe