Notas iniciais
um nome meio exagerado, mas... GENTE, eu nao recebi NENHUM review no cap. anterior! Vou chorar! por favor comentem dessa vez, viu?

Desci as escadas e não esperei muito até que Sue chegasse. Minha mãe atendeu-a, como se nunca visse a menina. Sue veio com uma mala gigante, sendo que passaria só um dia lá. Também levou a mala da escola.

– Oi! – ela disse animada.

– Oi. – eu disse, sem nenhum ânimo. – Mãe, estamos lá em cima.

Ouvi ela gritando um \"tá bom!\" enquanto subíamos.

Chegando no meu quarto, meu celular estava tocando.

– É o Nick. – eu disse, enquanto atendia. – Alô?

– Oi, Lizzie! Estou quase chegando na sua casa. – disse Nick.

– Tá bom. Tchau.

– Tchau.

Desliguei e encontrei Sue com a carta de Marcos. Ela leu, e perguntou se eu tinha alguma ideia de quem poderia ter escrito. Contei a ela que tinha quase certeza que era Marcos o autor da carta. Depois ia falar do meu sonho, mas ela me interrompeu antes.

– Espera! Estou sentindo... Marcos está aqui.

Na hora levei um susto, mas já era de se esperar. A maior razão por eu querer Sue por aqui, é porque ela será bem útil, pode descobrir informações sobre o Marcos. Meus pensamentos são interrompidos com a campainha.

Saí sem fazer barulho, senão eu poderia interromper minha amiga. Desci e encontrei Nick, com minha mãe recebendo-o. Ela tinha um prazer inexplicável em atender pessoas, que eu nunca consegui entender.

– Oi Nick. – eu disse. – Sue está sentindo a presença do... Ah, ainda não te contei.

– Me contar o que? — ele perguntou, curioso, e falei tudo o que sabia sobre Marcos. Ele provavelmente, não esperava ouvir coisas anormais.

– Lizzie... Eu quero ajudar, da melhor forma possível. Se estiver com medo, pode me ligar. Não importa a hora ou lugar que eu estiver.

Fiquei até emocionada com o que ele disse. Pareceu até que éramos namorados. Mas não sei se gostei muito disso.

– Obrigada. – eu disse, envergonhada. — Sabe eu...

– Liz, sobe aqui agora! Descobri várias coisas! – disse Sue, do alto da escada me interrompendo. — Ah, oi Nick.

Subimos e no fundo não estava nem ligando pro Marcos; era bom ter o nosso trio reunido de novo.

– Bom, como você já devia imaginar, Marcos é um espírito. Isso já estava na cara. Descobri também que ele nasceu em 1932, e era uma criançinha, quando morreu num acidente de carro, junto com toda a sua família. Na época, o caso dele passou em vários jornais, então podemos procurar seu nome na internet.

Eu e Nick estávamos muito assustados, mas Sue falava aquilo casualmente, como se acontecesse todo dia.

Já tínhamos feitos tantas perguntas, que era impossível não saber tudo sobre Marcos. Descobri que seu sobrenome era Deniville, pertencia a uma família italiana, e morreu com somente sete anos. Mas estava tudo perfeito demais, impossível eu descobrir absolutamente tudo o que eu quero e ele não fazer nada.

Fui para o banheiro, e quando voltei sentia a leve sensação de estar sendo observada. Entrei no meu quarto com a mesma sensação, mas um pouco melhor de ter meus amigos caso algo acontecesse.

\"Elizabeth. Contou seus segredos pra um amiguinho, foi?\" disse Marcos, e como sempre, levo o maior susto com isso. Mas como já disse, estava tudo bom demais pra ser verdade.

\"Nós tínhamos um trato. E você quebrou as regras, portanto seu amigo vai pagar por isso!\" ele disse, e eu rapidamente corri em direção a Nick.

Mas era tarde demais. Quando olhei pra seu braço, ele estava com um corte gigantesco, que nenhum ser vivo seria capaz de fazer.

– Nick! – gritou Sue, mas eu fiquei parada. Não consegui acreditar que meu amigo estava pagando por um erro meu.

Não consegui enxergar mais nada, pois várias lágrimas cobriam meu rosto. Ninguém percebeu, pois não estava chorando alto. Sem saber direito o que fazer, saí correndo do quarto e sem fazer barulho fui até o quarto de meus pais. Eu torcia para que nada acontecesse a eles. Fiquei parada diante a porta, olhando eles dormirem. Minha única salvação seria rezar, rezar muito, para que nada acontecesse com eles.

Senti um toque gelado em meu braço. Podia ser Marcos, mas era apenas Sue.

– O que foi Lizzie? – ela perguntou, parecendo bem preocupada, mas ao mesmo tempo aflita.

– Nada pode afetar meus pais. Isso seria um inferno pra mim. — eu disse, derramando mais lágrimas pelo rosto.

– Não chora! Agora enxuga essas lágrimas e vem ajudar o Nick. É o mínimo que você deve fazer a ele! – ela disse, me puxando para o banheiro.

Fiquei esperando que aquilo tudo fosse um pesadelo, e que logo eu acordasse. Mas ao ver o estado do braço do Nick... Tive certeza que não era apenas um sonho, era real demais.

Peguei uma faixa para cobrir o braço de meu amigo, e ficou um pouco melhor e menos doloroso pra ele. Ainda estava morrendo de medo, Marcos podia aparecer a qualquer hora. Mas ninguém sequer havia tocado no assunto.

Logo fomos dormir, pois já estava muito tarde. Nick foi embora, mas Sue me fez companhia. Dormi com a total certeza de ter um pesadelo. Desde quando minha vida se tornara um inferno?

Notas finais
gostaram do Nick? ele é fofinho néah ?? mas fora isso... quero a opiniao de voces! acham que está terror demais? acham que ta lindo? feio? COMENTEM, é a unica maneira de me ajudar