Vovô, conte uma história...

2 Marinette Adormecida.


Notas iniciais
Oi, desculpe a demora para postar, mas aqui está meu presente de natal para vocês. —Boa leitura!

Aqui estamos, novamente na França, de novo em uma casa, onde um senhor estava sentado na poltrona da sala, quando duas crianças, vieram lhe chamar:

—Vovô.- Dizia Plagg.- Você pode contar outra história?

—Claro, vamos para o quarto que eu conto uma.

Eles se dirigiram até o quarto, Tikki e Plagg foram cada um para sua respectiva cama e Fu sentou em uma cadeira:

—Hoje irei contar a vocês a história da Marinette Adormecida, mas vou ter que roubar os nomes da história da Ladybug, estou sem criatividade.

—Conta logo! – Reclamou Plagg.

—Antes pede desculpas por ter falado desse jeito com o vovô.- Disse Tikki cruzando os braços.

—Desculpa, vovô.

—Desculpas aceitas, bem vamos lá...

“Era uma vez, em um reino muito distante, um castelo, onde viviam o rei Tom e a rainha Sabine e a filha deles tinha acabado de nascer, o ome dela era Marinette.

No dia do batizado da princesa, todo o reino foi convidado, até os seres mágicos, menos o perverso feiticeiro Hawk Moth, ele ficou muito zangado por ter sido o único a não ser convidado.

Três fadas, como presente, iriam dar dons para a garota, através de magias, a primeira se chamava Alya e ela deu o dom da beleza. A segunda se chamava Mylene e deu o dom de cantar bem.

Quando Rose, a terceira fada, foi dar seu dom, Hawk Moth invadiu a festa e amaldiçoou a bebê, dizendo que em seu décimo sexto aniversário, ela tocaria o dedo em uma roca de fiar e dormiria por cem anos. ”

—Vô, o que é uma roca? -Perguntou a ruiva curiosa.

—É como se fosse uma máquina de costura.- Respondeu o senhor.

“Hawk Moth sumiu em um passe de mágica, Rose, a terceira fadinha falou que não conseguiria desfazer, mas sim amenizar o feitiço, dizendo que se ela recebesse um beijo de amor verdadeiro enquanto dormisse, ela despertaria.”

—Que meloso. – Retrucou o moreno colocando a língua para fora demonstrando nojo.

“O rei, para proteger sua amada filha, mandou queimar todas as rocas da cidade e pediu para as três fadas, disfarçadas de humanas, cuidarem de sua filha na floresta e que, apenas depois de seu décimo sexto aniversário e um dia, ela poderia retornar ao castelo.

Marinette sempre foi criada com muito amor e carinho pelas fadas, pensando que elas eram apenas camponesas, ela cresceu sem saber que era uma princesa, sendo uma garota normal, os amigos dela eram os animais, estranhamente ela conseguia falar com eles.

No dia de seu aniversário de dezesseis anos, Alya pediu para Marinette ir colher flores com a intuição de distrair a azulada para fazer uma festa surpresa para ela, mas sempre lembrando a garota de não falar com estranhos.

A garota foi colheu algumas flores até que avistou o seu amigo tartaruga, Carapace, e sua amiga raposa, Rena Rouge:

—Olá, tudo bem? -Os animais fizeram alguns barulhos, mas que ela entendia como palavras. –Obrigada pelos parabéns, hoje eu faço dezesseis anos. Vocês sonharam com algo hoje? – Mais sons que de alguma forma ela entendia.- Que sonho lindo, Carapace, o seu também, Rena Rouge.- A raposa fez um barulho. – Se eu sonhei com algo hoje? Sim, sonhei, foi um sonho lindo! Parecia tão real, na verdade tenho tido esse sonho a vários dias. – A tartaruga emite um som. – Bem, é assim, eu estou nessa floresta, aí aparece um garoto, da minha idade, aí nós começamos a dançar juntos, mas eu nunca consigo ver o rosto dele e sempre tem uma música tocando no fundo, é assim.

Ela começa a cantar uma música (Música “Era uma vez em um sonho”).

Marinette mal sabia que não estava sendo ouvida apenas pelos seus amigos animais, mas sim por um príncipe que passava por ali, em seu cavalo:

— Que voz linda! Quem que está cantando assim? – Ele pega o cabresto de seu cavalo e o guia para outro lado.

Ele se aproxima silenciosamente, se escondendo atrás de uma árvore e observa Marinette cantarolando, ela era linda, nunca havia visto tão bela dama, ficou a espionando por trás de uma árvore, decidiu se aproximar dela, quando chegou perto disse:

—Olá! – A garota se assustou e deu um pulo para trás. – Se assustou? Me desculpe, mas eu estava indo até o castelo e perdi a trilha, você pode me ajudar? – Ele se aproximou mais e sem querer Marinette caiu. – Perdão foi tudo culpa minha. – O garoto de olhos verdes se aproximou e ajudou-a se levantar. – Eu é que...

Os olhos dos dois se perderam um no do outro, azul no verde, quando voltaram a si, perceberam que estavam de mãos dadas, imediatamente soltaram uma da outra:

—É para lá! – Ela apontou com o dedo o Leste. – O castelo...

—Ah! Muito obrigado! – Ele deu um sorriso, que fez com que Marinette corasse um pouco.

—Qual o seu nome? – Questionou a garota.

—O meu nome? É... Chat Noir!

—Muito prazer, Chat Noir.

—E o seu?

—Marinette.

—Foi um prazer conhece-la, senhorita Marinette! – Ela deu um sorriso encantador. – E mais uma vez me perdoe por... Por ser tão desastrado.

—Está perdoado!

—É melhor eu ir, para não chegar atrasado. Adeus!

—Espere! – O garoto se virou. – Você... vai passar por aqui de novo?

—A donzela pode apostar!

—Então o verei logo...

—Logo, logo...

—Então, até mais, Chat Noir.

—Até mais, se cuide! – Ele subiu em seu cavalo e foi embora.

A jovem foi até a casa muito feliz, cantarolando a música do sonho, quando entrou na casa e as três camponesas que a criaram gritaram:

—Surpresa!

—Meu Deus! Muito obrigada.

—É o seu aniversário, então decidimos fazer uma festinha, aliás, onde está a cesta que você levou?

—Devo ter esquecido, fiquei distraída conversando com Chat Noir que...

—Quem é Chat Noir?

—Ninguém...

—Sabe que não consegue mentir pra nós, te criamos desde pequena e sabemos que quando você mente você levanta as sobrancelhas. – Falou Mylene.

—Pode confiar em nós, e mais algum animal que você nomeou? – Questiona Rose.

—Não.

—Então o que é?

—Um garoto, ele tem cabelos dourados, olhos tão verdes como uma bela esmeralda e é muito gentil.

—Acho que temo uma apaixonada aqui. – Disse Mylene com uma risadinha.

—Marinette, já te ensinamos que você não deve falar com estranhos! – Disse Alya.

—Olha, eu já tenho dezesseis anos, podem parar de me tratar como criança, eu até tentei não falar, mas ele não parava de me encher de perguntas e ainda mais a Rena Rouge estava lá pra me proteger e eu também sei cuidar de mim mesma.

—Uma raposa te proteger? Você tá maluca? Se te colocarmos em perigo seus pais nunca vão nos perdoar e... – Disse Rose e logo tapou a boca.

—Meus pais? Vocês ainda falam com eles?

—Ops...

—Por que nunca me contaram?

—Porque não queríamos essa reação e ainda mais te contar que você é filha do rei e da rainha...

—Fecha essa boca, Rose! – Gritou Alya.

—Então quer dizer que...

—Sim, você é uma princesa.

—Meus pais não me queriam?

—Não é nada disso, é que vocês estavam em uma situação de perigo e eles acharam melhor te proteger.

—Quando pretendiam me contar isso.

—Amanhã e seria amanhã que levaríamos você até o castelo.

—Por que não hoje? Um dia não vai fazer diferença!

—Ainda é arriscado.

—Alya, se nada aconteceu até agora, eu acho que não vai acontecer.- Falou Mylene.

—Tem razão e outra informação, não somos camponesas, somos fadas!

—E eu achando que tinha uma vida normal. – Disse a garota com uma risada. – Queria poder contar isso pro Chat exatamente agora.

—Mais um pequeno choque de realidade, Marinette, desde que você nasceu, você está prometida a se casar com o príncipe Adrien, então receio que nunca mais ver poder ver esse ta de Chat. – Disse a fada loira.

—C-como assim? Se eu for princesa não posso ter amigos?

—Pode, mas quando você fala do jeito que você falou dele, quer dizer que tá apaixonada.

—T-tudo bem.- Ela balançou a cabeça.- Só vamos logo.

As três fadinhas levaram Marinette até o palácio, o rei e a rainha a receberam com um grande abraço, até perguntaram o porquê de elas terem vindo um dia antes do acordo, Alya inventou que Hawk Moth tinha encontrado o esconderijo.

Mas Alya não mentiu tanto assim, pois Hawk Moth havia descobrido onde a princesa estava escondida e havia mandado uma tropa até lá, porém recebeu a notícia de que a garota tinha retornado ao castelo e foi ele mesmo até lá, se o feitiço não fizesse, ele mesmo faria.

As fadas mandaram Marinette ir até o seu quarto e que ficasse lá até a meia-noite daquele dia, a garota fez o que as fadas mandaram e quando chegou no quarto, fechou a porta e caiu no chão chorando, pensando que nunca mais veria Chat Noir, o garoto que desde o primeiro momento que conheceu, se apaixonou, sabia que era errado, mas não teve jeito, seu coração havia sido flechado e acreditava que Chat era o garoto de seu sonho.

Após a azulada derrubar quase mil lágrimas, percebeu que havia uma luz roxa em seu quarto e a mesma chamava seu nome:

—Marinette... Marinette... Marinette”

—Vovô, tô com medo.

—Mas essa é a parte boa da história, Tikki, começou o terror.

—Vocês dois sempre discordam um com o outro. – Disse Fu interrompendo a briga das crianças.

“Ela se aproximou da luz e foi hipnotizada, para onde a luz ia, a garota ia também, e essa tal luz roxa, abriu uma passagem secreta na parede e depois de metros de escada, a luz levou a princesa para uma sala, aonde a única coisa que havia era uma roca e a luz dizia:

—Toque na agulha... Toque na agulha...

E foi o que Marinette fez, tocou na bendita da agulha e caiu em um sono profundo.

As fadinhas ouviram o estrondo, entraram no quarto da princesa e viram a passagem seguiram até o outro quarto e viram a donzela caída no chão e a roca do lado e logo souberam o que havia ocorrido ali.

Mylene lembrou do presente de batizado da Rose, que se Marinette recebesse um beijo de uma pessoa que ela amasse e que se a pessoa amasse ela também, a garota despertaria, em um estalo, seu cérebro lembrou do tal Chat Noir:

—Meninas! Já sei! Vamos encontrar o Chat Noir e ver se ele aceita dar um beijo na Mari!

—Tá maluca? A gente nem sabe quem ele é! — Reclamou Alya.

—Mas é o único jeito e tenho outra ideia, vamos falar com o rei sobre o ocorrido e ver se ele aceita, se sim, a gente vai atrás dele, se não, vamos ter que dar outro jeito.

As três contaram a situação para o rei e ele imediatamente aceitou, mas antes ele ordenou que colocassem na filha um belo vestido e que após isso, as fadas enfeitiçassem o reino para todos que nele estavam dormissem até a sua filha despertar.

Assim fizeram, mas com um adendo no feitiço, que todos dormissem, menos o tal Chat.

Procuraram pelo reino e só acharam uma pessoa acordada:

—Olá, você é... Meninas, acho que erramos o encanto esse é o princípe Adrien, não e quem nós procuramos, mas então como você está acordado? – Disse Rose decepcionada que o feitiço não havia dado certo.

—Quem vocês procuram?

—Um tal de Chat Noir, só ele pode despertar a princesa.

—Mas eu sou o Chat Noir, é um apelido que criei para mim mesmo quando, deixa pa lá, eu nunca mais vou ver ela mesmo, vou ter que casar com essa princesa e não com quem eu amo...

—Por acaso essa garota que ama se chama Marinette?- Fala Alya.

—Como sabem?

—Ela é a princesa. – Disseram as três juntas

—Deve estar confundindo a Marinette que amo mora na floresta, não em um castelo.

—É a mesma, é que entes ela não sabia que era princesa. – Diz Mylene.

—Então vamos logo!

—Esperem! Mesmo se a gente acordar ela, nada impede do Hawk Moth fazer um mal maior para a Marinette.

—Então o que você sugere, Alya? – Pergunta Rose.

—Temos que acabar com ele se uma vez por todas.

Eles vão até a torre onde Hawk Moth vivia, ela era preta e dela caiam plantas roxas, mas parecia que o bruxo já esperava por isso, pois estava na entrada da torre e dava uma risada maléfica:

—Hoccus Poccus (PS: Nunca entendi pra que serve esse feitiço, por isso ele tá aqui.).

O feiticeiro se transforma em uma mariposa preta com detalhes roxos e brancos gigante (Butterfree, eu escolho você.), que faz vento com as asas e joga Adrien e as fadas para longe:

—Por que ele não está dormindo? – Pergunta Rose.

—Ele é um feiticeiro poderoso, talvez seja imune ao feitiço, mas não a morte, Adrien, você precisa chegar perto e cravar sua espada no coração dele, eu e as meninas vamos distraí-lo. – Sussurra Alya.

—Entendido.

O garoto tira sua espada da bainha e vai a batalha, mas quando se aproximou a grande mariposa cuspiu fogo:

—Claro que o bicho tinha que soltar fogo também! – Falou o loiro ironicamente.

Com uma mágica, as três fadas forneceram um escudo ao jovem e eles vão lutar, Adrien desviava das chamas que a mariposa lançava e também dos ventos provenientes de suas grandes asas, eles subiram um morro para tentar se esquivar do bruxo, mas eles foram um pouco burros, pois esqueceram que o animal voava.

Para dificultar, aquele feiticeiro perverso, colocou fogo em volta do morro, ou seja, quem caísse dali, morreria na hora e como se isso não bastasse, ele ainda conseguiu tirar o escudo da mão do príncipe e o mesmo estava na ponta quase caindo.

A fada Rose, se lembra de um feitiço que só usou uma vez, que se chamava “Na mira” ele fazia com que se você jogar qualquer objeto e imaginar o lugar par onde ele vai, o mesmo acerta em cheio, a pequena fadinha gritou:

—Varinha, varinha, faça com que esta espada acerte onde este jovem imaginar!

Ela lança a magia na espada e Adrien imagina o coração da criatura e joga a espada acertando no lugar específico, a grande criatura começa a cair do céu, quase que o loiro e as fadas não conseguiram fugir, por sorte, Mylene fez um feitiço de chuva e todo o fogo que estava em volta se apagou e eles conseguiram pular do local se esquivando do monstro.

Eles mal sabiam que Hawk Moth teve tempo de fazer um cercado de espinhos em volta do castelo para tentar fazer com que o Adrien não chegasse em Marinette, o loiro e as fadinhas tiveram essa surpresa quando chegaram no castelo, o príncipe pegou sua espada e foi abrindo o caminho.

Após muito esforço cortando os espinhos, eles finalmente chegaram ao portão do grandioso castelo, as fadinhas informaram que iam ficar de guarda, enquanto o loiro ia até a torre onde a princesa estava.

Ele subiu as escadas e chegou no quarto, se deparando com a jovem princesa ditada na cama, com um lindo vestido rosa, as mãos no peito juntamente com uma rosa:

—Marinette... – Ele falou enquanto se aproximava da adormecida. – Quem diria que o destino nos uniria dessa forma. – O loiro ajoelha ao lado da cama.- Sei que não está ouvindo o que estou dizendo, mas você foi a garota mais bonita que já vi, minha bela adormecida...

Ele aproxima o rosto do dela e cola os lábios de ambos, selando um beijo de amor, calmo e apaixonado, desde o primeiro segundo em que viu Marinette, já queria beijá-la.

Adrien separou-se dela e lentamente Marinette abriu os olhos:

—Chat Noir? O que você tá fazendo aqui? Onde estou? O que aconteceu? – Disse ela se sentando na cama.

—São muitas perguntas, princesa.

—C-como você sabe disso?

—Certas fadinhas me contaram.

—Chat, eu te amo, mas, não podemos ficar juntos, eu vou ter que casar com um príncipe que nem conheço.

—Que coincidência, eu vou ter que casar com uma princesa, mas no meu caso, eu conheço ela. – Fala o loiro passando a mão na bochecha da azulada.

—Quem é ela?

—Bom, ela tem olhos azuis, um cabelo azulado e eu acordei ela com um beijo agora mesmo, prazer, eu sou o príncipe com quem você vai casar. Meu nome real é Adrien, Char Noir é um apelido.

—Hoje é o dia mais feliz da minha vida.

—O meu também, mas pode ficar melhor.

—Como?

—Marinette, você quer se casar comigo?

—É claro que sim.

Foi a vez de Marinette beijar Adrien, eles eram jovens apaixonados, que aprendiam o sentido de amar. ”

—Fim. – Disse Fu.

—Ai, vovô, você tem que parar de contar histórias melosas. – Retrucou Plagg mostrando nojo.

—Eu gostei! — Fala Tikki apoiando o rosto nas mãos.

—Isso porque você é um torrãozinho de açúcar! – Diz o moreno bravo.- Eu prefiro histórias com mais ação luta, tipo, a única parte boa dessa história foi a Marinette espetar a mão na agulha e desmaiar, porque de resto é muito clichê.

—Certo, Plagg, então amanhã, irei contar uma história com mais ação do que romance para vocês.

—Aleluia.- O menino gesticulou com as mãos as erguendo para cima.

—Boa noite, pequenos.

—Boa noite, vovô.

O velho deu um beijo na testa de cada um e apagou a luz, saindo do quarto, indo ´para seu quarto dormir.

Notas finais
Iti Malia, esses dois são muito fofos, né? Brigam com tudo, mas não deixam de ser personagens legais. É isso por hoje, gente. Obrigada por ler! —Beijinhos de cereja!!!