Notas iniciais
"Cherry, cadê capítulo novo? Já faz 80 anos que tô esperando!" Calma gente, eu tô aqui e trouxe capítulo capítulo novo e grande pra vocês, parem de reclamar. Brincadeiras a parte, cheguei aqui com mais um capítulo da história e quero ver quem acerta que conto é esse nos comentários (PS : Leiam as notas finais assim que terminar o cap.) —Boa leitura!

Novamente em Paris, parece que essa cidade atraí boas energias, principalmente, boas histórias, que prendem nossa atenção, esperando por outra, acho que você está esperando por uma, então vamos para aquela sala, onde um senhor assistia sua televisão:

— Não, Roberto Daniel, você não pode ir. – Dizia a mulher da novela que Fu assistia.

—Tenho que ir, Paola Gabriela, é único jeito de nos salvar.- Falava o homem sério.

—Não, Roberto Daniel.

—Sim, Paola Gabriela.

Os netinhos invadiram o local, entrando na frente da TV, interrompendo o momento novela do vovô:

—Você tem que parar de ver essas novelas mexicanas, vovô.- Falava Plagg rindo.

—E é hora da história, você prometeu nos contar uma hoje.- Disse Tikki cruzando os braços.

—É mesmo, eu prometi, promessa é promessa, vamos logo, tenho uma história especial para vocês hoje, netinhos.

Eles foram para o quarto onde os irmãos dormiam, cada um foi para suas camas e seu avô sentou em uma cadeira e começou a falar:

—Para nossa história de hoje, vamos para a Ásia, mais precisamente no Japão, um povo bárbaro havia passado a fronteira do país e todos sentiam que aquele seria o fim do país.

—O que são bárbaros?

—Porque você é burro ou o quê? Bárbaros são pessoas que eram consideradas ruins. – Diz Tikki.

—Vocês brigam muito para serem irmãos, principalmente gêmeos. – Fala Fu.

—A gente não é idêntico, vovô. – Responde a ruivinha. – Agora continua a história.

—Bem...

“ Enviaram uma mensagem avisando sobre a invasão dos bárbaros, então o imperador mandou que homem de cada família fosse lutar, guiados por Luka, o filho do general, para terem um exército grande o bastante para derrotarem os inimigos.

Mas, a nossa personagem principal é outra, ela morava em uma cidadezinha do interior, o seu nome era Kyoko, a garota voltava de um teste com a casamenteira, a mulher que decidia se as mulheres estavam prontas para se casar ou não.

Kyoko não havia ido nada bem no teste, por ser um pouco desastrada.

No dia anterior, seu pai havia pedindo aos ancestrais para ajudarem a sua filha.

Sua mãe havia cuidado de tudo para que ela estivesse com a aparência perfeita, isso era essencial.

E sua avó havia lhe dado um grilo, dizendo que ele trazia sorte, ela aceitava o jeito da garota e a ajudava.

Voltou infeliz para casa, quando viu a cara de decepcionados vindo dos pais, já sabia que eles tinham recebido o resultado dom teste.

A asiática soltou o grilo da sorte, que estava preso em uma mini gaiola em uma folha de seu jardim.

Foi até o pequeno lugar onde honravam/ falavam com os ancestrais:

— Ancestrais, sei que não devem estar nada orgulhosos de mim, devem ter tentado me ajudar, então vim agradecer pelo esforço, obrigada... – Disse saindo do lugar.

Ouviu a corneta que indicava que algo estava acontecendo tentou sair para ver do que se tratava, porém, fora impedida por seu pai, que pediu para que a mesma ficasse dentro de casa.

Kyoko, curiosa, subiu no telhado para ver do que se tratava, então ouviu o conselheiro do imperador anunciar que um homem de cada família iria para a guerra, sabia que o único homem de sua família era seu pai, mas ele já era velho, não aguentaria.

Quando o velho homem voltou com o pergaminho na mão, ela protestou:

—Pai, você não pode ir, já é de idade...

—E desonrar nossa família perante ao imperador? Ficou louca? Eu vou, isso já está decidido.

—Mas..

—Nada de, MAS, ajude sua mãe com a louça!

A garota saiu chorando, não queria perder seu pai, ele a ajudava sempre que precisava, certa vez, quando era pequena, ela estava triste por uma pessoa ter a humilhado por ser a única que não conseguia servir um chá perfeitamente, então ele a levou para perto de uma árvore que estava repleta de flores, ele mostrou que apenas uma não havia desabrochado, dizendo que era porque a natureza estava tendo todo cuidado o possível com ela e que com toda certeza aquela flor seria a mais bela de todas.

Uma ideia veio à cabeça de Kyoko, seu pai havia feito muito por ela, agora era a vez dela fazer por ele. Seguiu seu pai e descobriu onde ele guardava suas armas de batalha.

Quando anoiteceu pegou a espada de seu pai e cortou seus cabelos para ficarem iguais os de homem, vestiu a armadura dele e guardou a espada na bainha.

Foi até o estábulo e chamou seu cavalo, que se assustou ao não reconhecer Kyoko, mas quando a garota falou ele percebeu quem era.

A chinesa se dirigiu ao quarto de seus pais e trocou o mandato para a guerra por uma presilha sua.

Sem pestanejar, abriu os portões, subiu seu em seu cavalo e fugiu, no dia seguinte seus pais descobriram a fuga.

Mal sabiam eles que enquanto tudo isso acontecia, os espíritos de seus antepassados estavam discutindo quem ia proteger Kyoko nessa guerra, o único que se voluntariou, Longg, um dragão pequeno e corajoso, ninguém aceitava que ele fosse, por acharem ele fraco. Um dos espíritos dizia:

—Não vai ser eu! Ela puxou ao outro lado da família.

—Eu também não vou, já protegi ela na semana passada.

—Calma, gente, temos que mandar um guardião, pois ela precisa de muita proteção agora. – Diz o chefe.

—Deixa eu ir! Deixa eu ir! – Gritava Longg desesperado.

—Não, Longg, você não tem capacidade para protege-la em uma guerra, acorde o grande dragão de pedra.

—Tá bem...

Longg cumpriu o que o mestre falou? Não, ele improvisou uma cabeça fingindo ser o dragão de pedra, determinado a proteger a jovem japonesa, no caminho, conheceu um grilo, que dizia dar sorte e eles foram juntos nessa aventura. ”

—Era o mesmo grilo da Kyoko? – Questiona Plagg.

—Exato, pequenino, mas deixe-me continuar...

“Kyoko estava no meio da floresta treinando uma voz mais grave, seu cavalo revirava os olhos pela péssima atuação da garota:

—Ei, não me acha macho o suficiente, olha isso.- Ela cospe no chão. – E agora melhorou? – O equino fez que não com a cabeça. –Que ideia foi essa? Eu nunca vou conseguir...

—Nunca diga NUNCA. – Do nada aparece uma enorme sombra na parede recoberta por fumaças em baixo.

—Quem é você? – Pergunta a azulada assustada.

—Quem sou eu? Quem sou eu? Eu sou o protetor que seu ancestrais mandaram para te proteger. Eu sou o todo poderoso... O todo grandioso... Longg! — Ele aparece revelando seu real tamanho. – Álias, gostei da vaca. – Diz apontando para o cavalo.

—Como um lagarto vai me ajudar?

—Dragão! Eu sou um dragão! Eu não fico mostrando a língua. E eu ou bem mais forte! – Ela dá um peteleco nele e o derruba. – Ah deixa eu adivinhar, você não quer minha ajuda, então eu quero desonra, pra toda sua família, anota aí Gri-li, desonra pra tu, desonra pra essa tua vaca.

—Para e me desculpa, eu queria ver se você era forte.

—Desculpas aceitas e vi sua imitação de homem, tava horrível, você tem que melhorar, mas isso é comigo, agora vamos logo pro campo de batalha.- Diz o dragão tentando sair do meio daquele mato.

—Mas eu nem sei lutar.

—Então por que você veio, criatura?

—Pra proteger meu pai.

—Mas é uma ante! Escolhi a pessoa errada pra proteger, mas provavelmente vão ter treinos lá, vamos agora! Vem Gri-li.

Longg e Gri-li se esconderam na armadura que Kyoko usava, então ela subiu em seu cavalo e lá foram eles, para o acampamento/lugar de treinamento dos soldados.

Foram até o lugar de se apresentar e o homem que cuidava do lugar perguntou:

—Qual seu nome?

—Meu nome? – Diz Kyoko engrossando muito a voz.

—É seu nome.

—Meu nome é.... é....

—Não sabe seu nome?

—Sei, é que ele é difícil de soletrar, estava pensando em como ditá-lo pra você.- Fala a asiática ainda com a voz grossa.

— Então qual é?

—Yong.

—Yong?

—Sim, meu nome é Yong, algum problema? – Diz fazendo a voz mais grave e com cara de brava.

—Sim, você disse que era difícil de pronunciar então... Deixe pra lá, com Y ou I?

—Y, agora com licença. – Ela cospe no chão.

Ela sai e monta uma cabana, depois ouve um som de tambor, pelo que tinha lido no mandato, aquilo indicava que era hora do treinamento.

Quando chegou lá, haviam vários homens e um que estava à frente, presumiu que seria Luka, o treinador, ele se aproximou e falou:

—Está atrasado, soldado, junte-se aos demais, vamos começar o treinamento! — Ela fica em meio aos outros.- Meu nome é Luka Couffaine, sou treinador de vocês! Bom, vou começar com algo simples.- Ele pega um arco com apenas uma flecha e atira em cima de uma coluna de madeira que ficava no meio do gramado de treino.- Quero ver quem é bom o suficiente para pegar aquela flecha, quem quer se voluntariar?

A primeira pessoa que se voluntariou foi um cara meio gordinho e forte chamado Ivan:

—É muito fácil.- Ele se preparava para subir.

—Espera! — Gritou Couffaine. – Isso é a dedicação.- Ele colocou um peso em um braço de Ivan- E isso a força.- Ele coloca outro peso no outro braço. – Essas duas coisas têm que andar juntas! Agora, tente subir.

Ivan tentou subir normalmente umas dez vezes, mas nunca conseguia, enquanto isso Kyoko pensava “Ele não vai conseguir, nem está usando o peso, ele deve estar carregando uns dez quilos a mais, já sei, mas não posso chamar muito a atenção, vou esperar todos irem e depois eu vou.”

Muitos tentaram, mas ninguém conseguia:

—Mais alguém? – Perguntou Luka.

—Eu! – Kyoko levanta a mão.

—Tá bem, atrasado, tenta!

Ele dá os pesos a disfarçada, achando que seria mais um que fracassaria na tarefa, mas se enganou, com muita esperteza, Kyoko, agora disfarçada de Yong, pegou os pesos e os usou como um apoio para subir na coluna e não é que ela conseguiu? Ela atirou a flecha no chã e desceu dizendo a Luka:

—Nunca subestime um atrasado.

Conforme os treinos iam acontecendo Yong/ Kyoko ia melhorando no quesito luta, esperteza e força, ela superava os outros, mas não era por isso que não ia fazer amigos, alguns deles foram Ivan, Kim e Nathanael, todos eles vinham de diferentes partes do mundo, vieram para ajudar o Japão.

Luka, o treinador e líder, tinha Yong como favorito, sempre o elogiando, ele mal imaginava que por traz daquele soldado que ele admirava, tinha uma mulher, pois nessa época, as mulheres eram subestimadas e eram consideradas com as que apenas cuidam da casa.”

—Nossa que horrível!- Falou Tikki espantada.

—Se eu pudesse eu matava quem criou esse negócio de mulher ser inferior ao homem.- Falou o moreno cruzando os braços.

—Você tá falando isso, Plagg?

—Diferente do que você pensa, eu me importo com isso!

—Crianças, deixem o vovô terminar.

“Os dias foram se passando e os treinos acontecendo, até que o pai de Luka mandou uma mensagem dizendo que tinham tido sinal dos hunos próximo a uma aldeia e que era pra levar o exército pra lá que antes o de seu pai chegaria.

E assim fizeram, foram a pé até o local e os cavalos e animais iam puxando carroças com armas e mantimentos. Enquanto isso Yong, Nathanael, Ivan e Kim conversavam:

—O que vocês querem fazer que vocês vão fazer quando voltarem da guerra? – Perguntou a disfarçada.

—Eu não sei, eu queria ter alguém pra quem voltar, assim teria um motivo pra retornar a minha casa.- Falou Nathanael.

—Eu tenho uma namorada, estou com muita saudade! – Diz Ivan. –Quando voltar quero propor casamento a ela.

—Eu queria uma, mas ela tinha que ser bonita, MUITO BONITA!

—Pra mim mal importa a beleza, mas ela tem que cozinhar bem e você Yong? Qual seria a mulher perfeita pra você?- Fala o ruivo.

—Bom, eu acho que não preciso de nenhuma namorada pra ser feliz. – Falou a garota disfarçando a voz .

—Como?- Diz Kim com os olhos arregalados.- Tá, tá, mas suponhamos que você quisesse alguém, como seria?

—Podia ser alguém inteligente.- Ele(a) diz.

—Inteligente? Está louco? As mulheres não são nada inteligentes. Nós homens somos superiores.

—Muito. – Sussurra Yong revirando os olhos;

—O que disse?

—Nada, vamos em frente.

Os homens e Kyoko disfarçada marcharam até que viram uma fumaça, se aproximaram e viram uma vila devastada, casas pegando fogo, adultos e crianças inocentes mortas, com pertences pessoais em volta, do lado de um corpo de uma menina, tinha uma bonequinha com o braço rasgado, Kyoko a pegou e deixou uma lágrima escorrer e além de tudo alguns soldados morto. Ivan foi olhar os corpos e notou uma armadura diferente, quando viu quem era, tirou o capacete do morto e entregou a Luka dizendo:

—Capitão, acho que isso pertence ao general....

O general não era ninguém menos que o pai de Luka, infelizmente, ele morreu na guerra.

O de cabelos azuis, pegou uma espada e ficou-a no chão, colocou o capacete de seu pai sobre a espada e ajoelhou, Yong (Kyoko) se aproximou e disse:

—Sinto muito pela sua perda, capitão.

—Por isso lutamos, Yong, para impedir que mais mortes injustas como essa aconteçam.

—Se não for muito pessoal você pode me responder uma pergunta?

—Claro. – Ele continuava de olhos fechados e ajoelhado.

—Por que você treina para ser um general como seu pai? É que é uma profissão arriscada.

—Quando eu era pequeno, eu tinha uma amiga, ela vivia com duas marias-chiquinhas e com uma bonequinha de joaninha, eu apelidei ela de Ladybug por causa dessa bonequinha. – Ele dá um breve sorriso, que logo desaparece.- Mas um dia, o vale em que morávamos foi atacado por um grupo de bárbaros, ela saiu pra ajudar a melhor amiga dela a fugir, sempre pensava nos outros antes de si mesma, a amiga saiu viva de lá, porém ela não. Quando eles foram embora, eu só achei o corpo dela com a boneca do lado. – Couffaine deixou lágrimas escorrerem. – Eu virei soldado para que mais ninguém morresse por conta desses bárbaros.

—Me perdoe, eu não achei que fosse algo tão sério.

—Você não em culpa... Agora vamos, logo eles atacarão mais vilas até chegarem no palácio do imperador.

Ele saiu de lá mais sério do que nunca, rosto fechado. A disfarçada colocou a boneca ao lado da espada.

Quando montou em seu cavalo, ouviu um som de explosão, logo, quase mil hunos avançavam com seus cavalos em direção a eles:

—Era uma armadilha. — Grita o líder. – Peguem os canhões.

—Quando olharam para a carroça, ela estava pegando fogo. Kyoko rapidamente pegou a espada e cortou as cordas dos cavalos.

—O que vamos fazer? – Gritava um dos soldados.

—Olhem! Um canhão sobreviveu, peguem-no e atirem no líder dessa desordem.

Kyoko sabia que isso não iria dar certo, atirar no líder pioraria tudo, então foi na frente do soldado e apanhou o canhão, atirando na montanha:

—Parabéns, Yong, agora vamos todos morrer!

—Eu nunca erro, capitão, já devia ter aprendido isso.

O canhão que havia atirado causou uma avalanche e estava derrubando todo o exército huno, mas estava vindo em direção aos soldados chineses:

—Corram!

Todos correram, subiram em seus cavalos e fugiram dali o mais rápido possível. Kyoko, enquanto cavalgava, olhou para trás para ver se a avalanche estava perto, mas viu outra coisa, Luka havia caído do cavalo.

Sem pensar duas vezes, mudou a direção que seu cavalo corria, foi em direção de Luka e gritou:

—Sobe!

O azulado fez o que ela mandou, subiu no cavalo e eles fugiram, pois a avalanche estava muito perto. Durante tudo isso, a disfarçada sentiu uma pontada na costela, nem ligou, o importante agora era sair dali!

Quando finalmente o exército estava em um local seguro, todos desceram de seus cavalos e Luka foi agradecer a Yong (Kyoko), mas a (o) mesma(o) estava desmaiada(o) no chão, havia uma flecha do lado de seu corpo, mesmo tendo sido flechada, avia lutado bravamente, isso era um ato de muita coragem.

—Quebre de tempo_

Kyoko acorda, apenas coberta com um cobertor e vê um curativo improvisado feito em seu corpo, haviam algumas roupas ao lada, ela vestiu e saiu da tenda.

Luka olhava para o horizonte e apeas proferiu:

—Eu confiei em você, um de nós era um médico, ele foi levantar sua roupa para fazer o curativo e descobriu que você é uma mulher, Yong, ou se esse é o seu nome mesmo...

—Luka, eu tive que proteger meu pai e...

—Não importa! Você é uma desonra para sua família, vá e nunca mais volte, você merecia morrer por conta disso, eu estou te poupando, vá!- Ele dizia gritando e com voz de choro.

—Sim, senhor. E mais uma coisa, meu nome é Kyoko.

Ela se vira, contendo as lágrimas que queriam escorrer pelos seus olhos, ela tinha estragado tud! Tudo! Agora ela seria uma desonra para a família, que possivelmente não queriam mais ela.

A garota esticou um tecido velho na neve e se sentou, deixando que finalmente a água que continha em seu olho escorresse, parecia que iria chorar até o fim de sua vida, de tanta tristeza, raiva e decepção que sentia, claro, tudo isso por ela mesma, já que se considerava a culpada por tudo.

Longg, ao ouvir o choro, veio em direção de sua protegida:

— Ei, não chore, aqueles caras nem sabem o que é um soldado de verdade.

— Eu estraguei tudo, Longg, tudo! Se eu tivesse ficado em casa talvez nada disso teria acontecido, fui uma tola em achar que....

—Achar o quê? Kyoko, você sozinha venceu um exército de bárbaros inteiro, você foi a única que conseguiu tirar a flecha do topo da coluna, você foi a única que venceu Luka em uma lute de treinamento, se isso não é ser forte, então eu não sei o que é! Os ancestrais não me enviaram até você, eles queriam o Grande dragão de pedra, mas eu vim, no início eu só queria provar que conseguia proteger a grande desastrada da família, mas eu acabei protegendo a pessoa mais corajosa que já vi na minha vida e é uma grande honra proteger você e ainda mais, ser seu amigo.

—Obrigada, Longg! Me dá um abraço?

—Claro.- O pequeno dragão abraça a japonesa que continuava a chorar. – Seque essas lágrimas. – Diz a criaturinha secando a agua que escorria dos olhos da garota.- Lembre-se sempre: A flor que nasce em meio a adversidade é a mais bela de todas!

—Obrigada novamente.

Um som se faz presente no local, a garota olha para trás e vê os bárbaros saindo da neve, rapidamente ela se esconde atrás de algumas rochas que haviam no local...”

—Não é coincidência ter rocha no lugar bem quando ela precisa se esconder?

—Fecha essa boca, Plagg.

“-Como eles sobreviveram? – Questionou a criatura.

—Não sei.

Com o maior cuidado possível, Kyoko espionava os homens que saiam de neve e marchavam para uma única direção, mas para onde iam? O palácio do imperador, é claro! Se eles querem tomar o país, tem que tirar o governante!

Após se certificar que não havia mais nenhum, Kyoko vira para Longg e fala:

—Longg, vamos ter que fazer uma viagem até o palácio!

—Vamos por eles pra correr.

Por sorte, eles haviam deixado o cavalo dela. Kyoko montou nele e disparou em direção ao palácio.

—--Quebra de tempo----

Quando chegou à capital, onde o imperador morava, a cidade estava em festa pela derrota dos bárbaros, mal sabiam eles que a luta nem havia sequer começado.

Durante o desfile, os soldados que participaram da batalha desfilavam em seus cavalos, e mais na frente estava Luka, discretamente, a asiática se aproximou dele com o cavalo e profere:

—Luka, eu preciso te contar uma coisa.

—Eu mandei você voltar para a sua casa!

—Você não é mais meu capitão, não manda em mim!

—Seu lugar não é aqui, Kyoko.

—Luka! Por que está agindo assim, antes de tudo, quando eu fingia ser um homem, você me tratava como um igual, por que só agora quando eu sou mulher você me trata diferente?

O homem apenas afastou o cavalo:

—Ele nunca vai me escutar!

—O eu vamos fazer agora?

—Não sei, Longg.

A celebração ocorria normalmente, os soldados foram até o imperador, que era um velhinho baixinho de cabelos grisalhos que se chamava Foo, ele começou a falar:

—Hoje, nossos ancestrais se orgulham do Japão, hoje dormiremos em paz graças a todos esses soldados.

Luka receoso, pega a espada do líder dos bárbaros e ia entregar até o imperador, até que um pássaro enorme passa e pega a arma, jogando-a para um homem que estava no telhado do palácio:

—Gabriel Agreste? Ele é o líder dos bárbaros, mas estava morto! — Profere Luka.

Logo, vários bárbaros surgem e agarram o imperador, levando-o e trancando ele dentro do palácio. Os soldados tentavam abrir as portas com uma coluna, mas era quase impossível.

“Já sei” Pensa Kyoko.

Ela se aproxima dos soldados e assobia:

—Homens, eu tive uma ideia, sei que sou mulher, mas se quiserem salvar o imperador vão ter que fazer o que eu disser!

Nathanael, Ivan e Kim , são os primeiros a largar a coluna e segui-la.

Luka faz o mesmo e segue, já os outros soldados permaneceram lá, tentando abrir a porta:

—Não precisam dessas armaduras! Vistam isso!- Ela entrega vestidos eles.

—Está de brincadeira, não é?

—Quer vencer ou não Kim? Pare de reclamar.

Todos se trocam e a garota diz:

—Estão vendo esses lenços em seus pescoços? Usem eles para escalar essas colunas, vamos!

Ela demonstra como tudo deveria ser feito e eles repetem a mesma ação.

Em questão de segundos estavam no mesmo andar que o imperador, porém estavam impedidos por dois guardas bárbaros que esperavam na porta:

—Como vamos passar por eles, Kyoko? – Questiona Nathanael com cara de incrédulo no plano da garota.

—Por que vocês acham que estão vestidos de mulher, hein?

—Aaaa não, isso é demais, eu não vou...

—Vai sim, Li chien Kim, por ordem do seu capitão. – Fala Luka em um tom forte e seco.

—S-s-sim, senhor.

Então, Nathanael, Kim e Ivan vão com leques em sua cara dando risadinhas até os guardr e dizem em tom fino:

—Olá, rapazes, sentiram a nossa falta?

Nesse mesmo instante eles começam a duelas com os guardas de uma vez só, eles eram soldados bem experientes:

—Vão, não vamos conseguir segurá-los por muito tempo!- Grita Ivan enquanto dava um soco na cara de um deles.

Luka e Kyoko avançam, mas quando iam passar pela porta, um dos bárbaros se solta, Luka pula na direção dele e começa a ataca-lo:

—Kyoko, vá, essa luta é sua.

—Eu não consigo sozinha.

—Confio em você, vá!

Ela atravessa a porta e sobe algumas escadas, chegando a um andar aberto, onde encontra Gabriel Agreste prestes a matar o imperador com sua espada, ela analisa o que está no local e avista uma caixa com fogos de artificio, possivelmente para o fim do desfile:

—Longg... – Ela nem precisou dizer mais nada.

—Entendido, capitã.

O dragãozinho desce do ombro da de cabelos azuis e fica escondido atrás da caixa.

Kyoko reuni toda a coragem que tem e grita:

—Ei, Agreste, por que não pega um do seu tamanho, ou melhor, UMA!

—Você acha que pode me vencer, garotinha? Nem força você tem.

—É aí que você se engana. Quem você acha que tirou a sua vitória?

—Não....

Ela pende com as mãos como prendeu na luta:

—Sim! Você perdeu uma vez para mim, vai perder de novo.

—Nunca!

Todos que estavam presentes para o desfile assistiam a luta, o líder dos bárbaros avança nela com a espada, mas Kyoko pega seu leque e prende aa espada nele, tirando-a do homem. Mas o que ela não contava é que ele possuía uma faca, ele a usou para fazer um corte no mesmo local onde a flecha havia acertado:

—Está vendo, garota? Um homem é três vezes mais forte que qualquer mulher na face da terra, já eu sou dez vezes mais.

—Você só esqueceu de um detalhe. – Diz ela colocando a mão no local do corte.- A flor que brota em meio a adversidade é a mais bela de todas, AGORA LONGG.

Sem ao menos respirar, o dragão solta uma enorme chama, a maior que já criou em sua vida e acende os fogos todos de uma vez!

Kyoko se levanta, pega o imperador e desce com ele e Longg por uma lâmpada comemorativa, que hoje em dia podia ser comparada a uma tirolesa. Quando chega ao chão, só consegue ver uma grande explosão no alto do palácio e todos aplaudem Kyoko.

Luka abre a porta de entrada, saindo junto dos demais soldados e correndo em direção a garota:

—Meus parabéns, Kyoko

—Já ouvi muito ao seu respeito, Kyoko Tsurugi, você roubou a armadura e as armas de seu pai, fugiu de casa, fingiu ser um soldado, enganou seu capitão, desonrou o exercito japonês, destruiu o meu palácio e salvou a vida de milhares de pessoas. – Nesse momento. – O imperador se curva, logo em seguida o exército e depois todos que assistiram a luta, o povo japonês se curvava perante Kyoko, inclusive Longg.- Eu declaro, Kyoko Tsurugi, como a conselheira imperial! – Todos aplaudem.

—Com todo respeito, majestade, acho que fiquei longe de casa por muito tempo.

—Compreendo, mas isso não significa que não possa assumir o cargo, toda vez que eu necessitar de um conselho, mandarei um pergaminho para você! Leve isto para que sua família saiba o que você fez por ela. – Ele lhe entrega um colar de ouro com o desenho de um dragão. – E isso, para que o mundo saiba, o que você fez pelo Japão. – O imperador entrega a ela a espada de Gabriel Agreste.

Todos aplaudem novamente, Kyoko vai em direção aos seus amigos soldados e os abraça. Ela vai em direção de Luka, quando ia o abraçar, ela para e ele diz:

—Foi uma boa luta.

—É... Tchau !

Ela monta em seu cavalo e vai embora com mais uma salva de palmas

O imperador se aproxima do azulado e pronuncia:

—O que você está fazendo parado aqui? Você não vai achar uma garota como ela todo dia!

Ele saí e Luka pega seu cavalo.

—_No dia seguinte___

Kyoko chega em casa e vê seu pai sentado em um banco ela corre até ele:

—Papai, eu trouxe pra você a espada do líder dos bárbaros e o selo imperial! São presentes para honrar nossa família.

—Não me importa o que trouxe, Kyoko, o maior presente e honra que eu tenho é ter você como filha, nunca mais me assuste desse jeito! – Ele a abraça e ela retribui o mesmo.

Enquanto isso, a avó e mãe de Kyoko assistiam, a avó não conteve sua boca e comenta:

—Se ela foi pra guerra, pelo menos devia ter arrumado um homem de....

—Com licença, senhoras, aqui é a casa de Kyoko Tsurugi?- Elas assentem com a cabeça ao ver um homem alto e de cabelos azulados. – Onde ela está? — Elas apontam para o jardim.- Obrigado. – Ele anda naquela direção.

—Me chamem pra próxima guerra!- Fala a avó.

—Mamãe!

Ele vê Kyoko e corre até ela:

—Kyoko, me perdoe por tudo o que aconteceu, eu não devia ter te tratado daquela forma, eu fui um completo imbecil. Poderia me perdoar?

Ela mira ele com um olhar misterioso:

—Perdoo você, gostaria de ficar para jantar?

—Se quiser pode ficar para sempre! — Grita a avó.

—Claro.- Profere Luka.

Enquanto isso, no templo dos ancestrais...:

—Longg, você me desobedeceu! — Dizia o ‘’chefe’’. – Porém, criou a maior heroína da família Tsurugi, a partir de agora, você é um guardião!

—Aeee, mandei bem. – Fala ele dando uma dancinha da vitória.

O dragãozinho vai até Kyoko e diz:

—Adivinha quem é o novo guardião?

—Parabéns, Longg, você merece!

—Não, quem merece todo o mérito é você, porque se Kyoko Tsurugi não tivesse salvado o Japão com a ajuda de um dragão qualquer, eu nunca seria um guardião!

Eles se abraçam e todos viveram felizes para sempre. ”

—Amei a história, vovô. – Diz Tikki bocejando.

—Eu também.

—Agora é a hora de dormir, pequeninos. Tenham bons sonhos.

Ele sai do quarto e as crianças dormem.

Notas finais
Quem sabe que conto é esse, hein? Bom, novidade chegando, a partir de agora, quem vai escolher os contos de fada que irão ser misturados com Miraculous são vcs, meus leitores ( Sei que n são muitos, mas deixa eu ter meus cinco minutos de fama kkkk) no meu Insta (cherry_clara092) eu vou por nos stories pra vocês escolherem entre um ou outro conto ou até escolherem o conto em si e quem não tiver insta, coloca aqui nos comentários o conto que quer. Espero que tenham gostado do capítulo de hoje. —Obrigada por ler! —Beijinhos de cereja!