Vovô, conte uma história...
4 A maçã envenenada
Notas iniciais
Mais uma linda noite em Paris, a lua cheia iluminava o céu. Fu, como sempre, estava sentando em sua poltrona, tomando uma bela xícara de chá de erva-doce, quando ouve o clássico:
—Vovô, queremos uma historinha para dormir!
Essas duas vozes eram bem conhecidas pelo senhor, eram seus netos, Tikki e Plagg:
—Claro, meus netinhos, vamos para o quarto e contarei uma bela história.
Ao chegarem no cômodo, as criancinhas foram para suas camas e se aconchegaram em seus travesseiros e se cobriram com seus lençóis e Fu começou:
—Era uma vez...
“...Uma linda princesinha chamada Marinette Dupain Cheng, ela era linda, possuía cabelos azuis tão escuros como o céu estrelado, olhos azuis como o oceano, lábios avermelhados como morango e era mais doce que açúcar, era gentil e bondosa, como seu pai e sua mãe, mas como nem tudo são rosas na vida, ela perdeu sua mãe, Sabine, aos seis anos e seu pai, o Rei Tom, depois de dois anos, casou-se com uma outra mulher, que era viúva, chamada Audrey, fazendo-a se tornar rainha.
Quando Tom estava perto, Audrey tratava Marinette super bem, porém quando o marido estava longe ela a maltratava.
Marinette sofria nas mãos de sua madrasta, o motivo dela maltratar a menina? Vaidade! Ela sempre achou que a pequenina era mais bela que ela, então a maltratava, mas quando seu pai estava por perto, ela tinha seus pequenos momentos de felicidade.
Infelizmente, esses breves momentos não duraram muito tempo, Tom faleceu em uma batalha e agora o sofrimento de Marinette seria eterno.
Sua madrasta a vestia com trapos, fazia-a trabalhar como criada e a batia caso ela fizesse algo errado para tentar diminuir a beleza dela, entretanto, nada disso funcionou, a garota continuava bela e gentil e isso enfurecia cada mais Audrey.
Todo dia, a rainha consultava um espelho mágico e perguntando-lhe:
—Espelho, espelho meu! Há alguém nesse mundo mais bela do que eu?
E ele respondia:
—Não, minha rainha!
E isso fazia com que Marinette ficasse um pouco mais longe da inveja da rainha.
Porém nada dura para sempre, não é mesmo? Certo dia, a rainha foi até o seu espelho, ajeitou seus cabelos loiros e perguntou a mesma coisa de sempre, mas dessa vez o espelho respondeu:
—Não, minha rainha, há uma mais bela entre nós!
—Diga-me quem é!
—É uma jovem com cabelos escuros como a noite, olhas tão azuis como a flor, lábios avermelhados como morango...
A face de Audrey se encheu de fúria e disse:
—Marinette!”
—Essa tia aí é louca! — Pronunciou Plagg.
—É sim, louca pela própria beleza! – Respondeu Fu.
“Marinette limpava as escadas do castelo, mas mesmo assim, não tirava o sorriso do rosto, a razão para esse sorriso? Naquele dia, Audrey não havia reclamado uma vez de seu trabalho e aquilo a deixava feliz, sempre pensava que fazia algo de errado para que a madrasta a odiasse.
Quando percebeu que a água de seu balde estava acabando, se levantou e foi pegar mais no poço, enquanto cantarolava a música que sua mãe cantava para faze-la adormecer, pelo menos nos sonhos era feliz.
Nem notou que estava sendo espionada por uma pessoa pelo muro.”
—Começou a novela das seis!
—Fica quieto, Plagg. – Reprendeu Tikki.
“ Naquele mesmo momento, um príncipe estava passando pelo local e ouviu o canto, ele se hipnotizou pela voz, assim ele não pode evitar de ver quem tinha essa bela voz. (Pausa para loucura da autora: Gente, essas princesas clássicas da Disney conquistam o homem pela voz, vou começar a fazer aula de canto pra ver se arranjo alguém porque só assim.)
Ela puxou o balde de água para fora do poço e ficou encarando seu reflexo no poço, se distraiu tanto que não viu que o príncipe tinha entrado no castelo pulando o muro e estava chegando perto dela:
—Olá! – A azulada tomou um susto e deu um salto para trás. – Eu a assustei? — Por instinto, Marinette saiu correndo. – Espere! Não vá!”
—Mas é óbvio que ela não vai esperar! Que príncipe é esse que entra em um castelo assim sem ser chamado? É crime!
—Deixa o vovô contar a história, Plagg! — Retrucou a ruiva.
“ Ela se apressou entrando no castelo e trancando a porta. Respirou fundo e olhou pela janela, e o indivíduo ainda estava lá. Ele tinha cabelos com pontas azuis, Marinette nunca tinha visto nada igual, olhos com um tom de azul esverdeado, nas costas carregava o que parecia ser um violão, vestia um paletó no tom azul escuro e por baixo uma camisa branca, a mestiça não podia negar, ele era bonito:
—Perdoe-me, senhoria. Meu nome é Luka Couffaine, sou um príncipe, não devia ter te assustado daquele jeito, mas eu nunca fui muito bom em palavras.... Me expresso melhor com isso.
Ele tirou o seu violão das costas e começou a tocar uma melodia leve e calma, que fez a mestiça espiar um pouco mais pela cortina, ele continua tocando aquela melodia lenta, após tomar um pouco de coragem, Marinette saiu de trás das cortinas e ficou olhando pela varanda, quando o garoto terminou de tocar, ele disse:
—É isso que está sentindo, não é? Tristeza.
—C-como você faz isso?
—Sempre achei a música melhor que as palavras. Qual é o seu nome?
—Meu nome é...
—Marinette! Venha aqui!
—E-eu tenho que ir... Adeus!
Ela entrou depressa, sem nem olhar para trás para ver aquele jovem uma última vez, sabia que aquele grito vinha de sua madrasta e não podia significar nada de bom. Foi direto até a sala do trono e encarou-a:
—Me chamou?
—Sim, chamei! Lavou as escadas? – Ela assentiu. — Lavou a louça do almoço? – Ela assentiu. – Encheu as garrafas com a água do poço? – Ela nega com a cabeça. — Então encha-as! Fora isso, quero que colha maçãs, o cozinheiro fara uma torta.
—Sim, senhora! Precisa de mais alguma coisa?
—Sim, preciso que você saia daqui!
A garota se virou indo embora e não pode impedir que uma lágrima escorresse de seu rosto. Assim que ela saiu da sala do trono, outra pessoa entrou, um homem que aparentava estar com trinta anos, com seu bigode enrolado:
—Me chamou, minha rainha? – Falou fazendo uma reverência.
—Sim, D’Argencourt! Preciso de um trabalho seu!
— O que quiser, minha rainha.
—Leve Marinette para bem longe, procure um lugar seguro no bosque onde aquela pirralha possa colher flores.
—Sim, majestade.
—E então, como você é meu fiel caçador, tu a matarás.
—Mas majestade, ela é a princesa, jurei para o rei que...
—Rei? Mas que rei? Esqueceu-se que ele faleceu? Eu sou a sua rainha agora! E se não a matar, você será morto!
—Sei disso, majestade, cumprirei o que pede!
—E para ter certeza de que não a deixará viva, traga o coração dela nesta caixa! – Ela lhe estendeu uma caixa hexagonal, com desenhos em vermelhos na tampa. – Vá! Diga a ela que pode pegar um vestido do armário.
—Sim, senhora!
E Armand D’Argencourt, cumpriu o que disse, disse para a garota coloca um vestido novo para leva-la para colher flores no bosque, ela ficou tão encantada com a notícia que nada questionou, vestiu-se com um vestido branco com detalhes em rosa, pegou sua cesta e lá se foram eles para o bosque.
Ela colhia todas as flores que via, disse a Armand que elas eram para sua madrasta, para deixa-la um pouco mais feliz.
Em meio ao trajeto, ela encontrou um passarinho chorando, pelo jeito era um filhote e tinha caído do ninho, ele piava com dor:
—Oh, pobrezinho! – Falou a princesa pegando o filhotinho na mão. – Se perdeu de seus pais? Calma, não precisa chorar, aposto que eles estão perto. – Armand olhou para os lados, para se certificar de que não havia ninguém perto e tirou sua espada da bainha e se aproximou, preparando-se para matá-la.- Ora, veja! Eles estão ali no ninho. Consegue voar? – O passarinho tentou, mas não conseguiu. – Vamos! Tente de novo! – O passarinho bateu as asas e conseguiu voar. – Isso! Muito bem! Volte para seus pais! – O passarinho voou em direção ao ninho. – Até logo!
Quando Marinette se virou, viu D’Argencourt apontando a espada para ela, pronto para matá-la! A única coisa que restou para ela fazer fora gritar. ’’
—Prontinho! A historinha brega acabou e podemos dormir, boa noite! – Disse o moreno envolvendo a coberta em seu corpo.
—Não tão cedo, rapazinho! – Fu puxou as cobertas fazendo Plagg soltar um resmungo baixo.
“Quando iria assassinar a princesa, o caçador lembrou-se do que prometeu a Tom Dupain quando se tornou caçador, largou a espada e ajoelhou-se diante da princesa:
—Não posso fazer isso! Perdoe-me vossa alteza! Perdoe-me!
—Eu não estou entendendo nada, por que tentou me matar Armand?
—Ela é má! Invejosa! Me mandou matar você!
—Quem?
— Audrey! Fuja! Se esconda na floresta! Ela nunca irá te procurar aí!
Instantaneamente ela saiu correndo pela mata, estava muito assustada, e novamente ela pensou? O que fez para que a madrasta a odiasse tanto a ponto de mandar Armand a matar?
Quanto mais ela corria, mais assustada ficava, parecia que os galhos e as árvores queriam agarrá-la, que as folhas lhe perseguiam, mas tudo isso não passava da imaginação da garota. Com medo, ela sentou em uma clareira e começou a chorar, chorar a acalmava e fazia ela suportar o peso do que estava acontecendo.
Ela ouviu um piado, um piado que conhecia, ela olhou para cima e viu o passarinho que havia ajudado alguns minutos antes:
—Olá, amiguinho! – Logo depois, mais dois passarinhos vieram. – Ah, esses são seu papai e sua mamãe? É um prazer conhece-los! — O passarinho piou. –Eu estou perdida, estou tendo problemas com minha madrasta. – A família de pássaros começou a bater asas e voar em uma mesma direção. – Ei, esperem não vão!
Ela saiu correndo para direção onde os passarinhos haviam voado, não queria ficar sozinha novamente. Continuou correndo até que viu que os passarinhos haviam pousado em cima de uma casa, ela era um pouco menos do que as que ela já vira, teto feito de palha e parede de tijolos, pequena e aconchegante, novamente o passarinho piou:
—Para eu dormir aqui esta noite? Mas tenho que pedir aos donos, será que eles estão em casa? – Ela bateu na porta e nada. Bateu novamente e novamente nada. – Acho que não tem ninguém em casa. – Ela tentou bater novamente e a porta se abriu. – Alguém em casa? – Nenhuma resposta veio.
Ela entrou no local e analisou-o, estava todo sujo, o chão, as prateleiras, a louça e o que mais lhe chamou a atenção: A mesa. Haviam sete cadeiras, mas eram pequenas:
—Devem ser de crianças! Sete criancinhas! Nossa, elas são muito bagunceiras, está tudo desarrumado! Onde estarão os pais? Não vejo cadeiras maiores! Os pais deles deviam ensina-los a... –Ela hesitou antes de falar e pensou um pouco. – E se... Eles não tiverem pais igual a mim? Acho que não vão se importar se eu arrumar um pouco a casa, já que não tenho dinheiro pra pagar pela estadia.
Ela pegou uma vassoura, que por sua vez estava lotada de teias de aranha, livrou-se daqueles fios e varreu a casa. Com o tanto de sujeira que conseguiu tirar do chão, era possível fazer uma pequena montanha! Pegou um pano, que já não estava bom, e tirou o pó das estantes e bancadas. Para terminar, lavou toda louça, deixando a pia limpa e arrumada.
Após estar com o trabalho finalizado, a princesa estava com muito sono e fome, então teve uma ideia, foi até alguns armários que haviam na cozinha e pegou alguns legumes, picou-os e colocou-os para ferver na água com alguns temperos.
Enquanto o ensopado estava no fogo, ela decidiu olhar o que havia no andar de cima da casinha, não se surpreendeu a encontrar um quarto com caminhas, eram sete no total:
— Adrien, Ivan, Kim, Marc, Max, Nathaniel e Nino! Deve ser o nome das criancinhas que moram aqui, já que cada nome está gravado em uma cama, né? – Ela questionou olhando para os animaizinhos, que apenas concordaram com o que ela dissera. – Estou com um soninho... – Ela boceja alto. – Acho que não fara mal se eu tirar uma soneca, não é? O ensopado não ficará pronto tão rápido! – Ela juntou três das caminhas e deitou-se, caindo em um sono profundo, os animais apagaram as velas que haviam ali e alguns até dormiram junto de Marinette.
Mal sabia ela que, há alguns metros dali sete anõezinhos acabavam de sair de seu emprego nas minas do reino e retornavam para casa, que era onde Marinette estava. Eles vinham assobiando uma melodia, cuja os animais não puderam de eixar de ouvir, assim que perceberam que os donos da casa vinham chegando, se apressaram para sair do lugar.
Quando os anões se aproximaram mais, Nino, o mais velho e que ia na frente, gritou:
—Parem! – Imediatamente a fila parou. – Olhem, tem alguém na nossa casa! Está toda acesa e com a porta aberta!
—Que ousa invadir nossa propriedade? – Retrucou Ivan, o mais rabugento entre eles. – Será um fantasma?
—Seja sensato, Ivan! Essas coisas não existem, obviamente foi um dragão quem invadiu!
—Vocês são burros ou o quê? É óbvio que não, Kim! Nenhum dragão caberia ali dentro, é um ladrão! Vamos entrar e pegá-lo no pulo! – Falou Marc.
Os sete entraram devagarzinho, tentando não fazer barulho, ouviram um barulho estranho no andar de cima da pequena casinha deles subiram a escada e se depararam com uma garota adormecida:
—Olhem só. – Pronuncia Nathaniel em voz baixa. – Essa é nova! Ela dormiu nas nossas camas!
—Só falta ela ter comido nosso mingau e ter quebrado nossas cadeiras que nem aquela menina dos cachos dourados fez com nossos vizinhos. – Fala Kim.
—Essa é outra história! Mas espere, ela não parece uma ladra, até me parece familiar. – Diz Nino. – Ei! Ela não é a jovem princesa?
—Sim! Agora que você disse posso ver semelhança, mas o que a princesa Marinette estaria fazendo em nossa casa?
Ninguém conseguiu responder à pergunta feita por Max, a garota começou a se espreguiçar e eles se esconderam atrás das pequenas camas que restaram. Cuidadosamente, Marinette esfregou seus olhos e viu que tinham pequenas pessoas atrás das caminhas:
—Olá? Vocês são as criancinhas que moram aqui?
—Criancinhas uma pinóia, já somos adultos!
—Oh, são anões! Olá! Meu nome é Marinette, vocês são as pessoas cujos nomes estão nas camas?
—Somos sim.
—Perdoem-me por ter deitado nelas, minha madrasta havia mandado um caçador me matar, mas ele teve a bondade de não cometer esse ato e me disse para fugir, acabei por parar na floresta sem esperança de vida, por sorte alguns animais me ajudaram e me mostraram essa casa, quando bati na porta não tinha ninguém e a porta estava aberta, então entrei e arrumei a casa como forma de agradecimento por ficar, estava tão cansada que não resisti a dormir um pouco, entenderei completamente se quiserem que eu saia.
—Espere, madrasta? Quem é sua madrasta?
—A rainha Audrey!
—A rainha? – Pronunciaram juntos.
—Então você é a princesa?
—Sim...
—Certo, deixe-nos falar entre nós, sim? – Fala Adrien, se juntando com os demais e em seguida pronunciando baixo. – Não podemos expulsa-la! Veja a situação em que ela se encontra.
—Mas se a rainha descobrir que ela está viva, vai querer nosso pescoço. – Diz Ivan. – E sinceramente, eu não me sinto feliz com a notícia da guilhotina.
—Se expulsarmos a garota também temos a chance de perder a vida, esqueceu que ela é a princesa? Fora que, vocês notaram como a casa estava limpa? Pode ser que ela seja útil! – Fala Kim.
—Então acho que tomamos nossa decisão, não é? – Nino se vira em direção a princesa e limpa sua garganta. – Marinette, você pode ficar em nossa casa, contanto que nos ajude a cuidar dela.
—Mesmo? – Todos eles acenaram positivamente com a cabeça.- Oh, muito obrigada! Não sabem o quanto sou grata por isso e...Oh Deus, esqueci o ensopado!
Ela se levantou correndo, desceu as escadas e foi em direção a cozinha, os anões fizeram o mesmo e seguiram-na. Lá se depararam com um caldeirão com um cheiro delicioso de ensopado, lamberam os beiços já sentindo o estômago roncar. Colocaram a mesa, lavaram as mãos (Pausa para loucura da autora: Em tempos de corona vírus lavem as mãos!) E se serviram com aquele maravilhoso jantar. Marinette contou toda sua história para eles, desde que seus pais, Sabine e Tom, haviam morrido era maltratada por sua maldosa madrasta e de Luka, o seu querido princípe. ”
—Por que ela não foi no conselho tutelar e denunciou? – Fala Plagg.
—Ora, naquela época isso ainda não existia, netinho! Voltando a história...
“Após o jantar, eles comemoraram a noite toda, festejando e dançando. Mal sabiam eles que Audrey estava junto de seu espelho mágico:
—Espelho, espelho meu, agora sem Marinette, existe alguém no mundo mais bela do que eu?
—Sim, Audrey! Aquela que você teme que tire a tua beleza ainda vive, está atrás da grande floresta, na casa dos anões.
—Não seja tolo, espelho! Ela está morta, tenho o coração dela aqui para comprovar isto.
—Isto, minha rainha, não passa do coração de um animal, foi enganada!
—Alguém perderá a vida ainda hoje! D’Argencourt me traiu! Nos dias de hoje já não se pode confiar em mais ninguém, terei de fazer o trabalho eu mesma!
Audrey foi até seu laboratório secreto e começou a trabalhar, pegou veneno de cobra, pinças de escorpião, asas de morcego e....”
—Asas de morcego? Alguém explica pra essa coroa que isso dá Corona vírus!
—Fica quieto, Plagg, você tá atrapalhando o vovô!
“ E por fim um fio de cabelo dela, misturou tudo em um caldeirão fervente junto de água e óleos de planta, quando BUMM!
Uma pequena explosão se fez presente e um líquido verde surgiu no recipiente, com ajuda de uma concha, ela pegou um pouco daquela coisa viscosa e bebeu, aquilo fez com que se ela transformasse em uma velhinha, o disfarce perfeito para enganar uma jovem de bom coração:
—Perfeito! Ninguém irá me reconhecer! Agora preciso de uma morte perfeita! Ahá! Maçã envenenada, apenas precisarei de um pouco de veneno e uma maçã.”
—Tutorial massa hein, tia? Mas isso qualquer besta sabe fazer e...
—Vovô! Posso expulsar o Plagg do quarto?
“-Com este veneno que escolhi, ela cairá em um sono profundo, fará com que os anões achem que ela está morta e a enterrarão viva! O único antidoto que existe é o beijo do amor verdadeiro, mas como ela será enterrada, isso nunca ocorrerá! De tarde, enquanto os anões trabalham, eu irei até a casa e oferecerei está bela maçã vermelha, ela irá morder e dormirá!
Raia um novo dia, Marinette acorda e já vai preparam um café para seus anfitriões, que acordaram logo em seguida e tomaram aquela maravilhosa bebida, eles se arrumaram para ir pro trabalho e antes de partirem avisaram para a de cabelos azuis:
—Não abra a porta para estranhos! Entendeu?
—Entendi, ninguém vai entrar!
Então, eles partiram para seu trabalho.
Marinette decidiu fazer uma surpresa para o almoço e começou a fazer croissants de cereja para a sobremesa, quando de repente uma senhora aparece na janela a sua frente:
—Olá, moça, está sozinha?
—S-sim, estou!
—Os anões que moram aqui não estão mesmo?
—Não.
—Oh, que pena! Humm, que cheiro maravilhoso, está fazendo croissants?
—Sim, de cereja!
—Já fez de maçã? São deliciosos, sempre venho aqui nesta casa vender minhas maçãs para os anões. Quer experimentar uma? Por conta da casa!
—Sim, tem maçã verde? São as minhas preferidas?
—Verde? Bom, v-verde não tem, mas pegue esta!
—Oh, parece deliciosa.
—E é! Prove!
—Oh, senhora, não posso! Estará perdendo dinheiro e...
—Minha querida, não se preocupe, tenho outras como esta para vender, pode provar!
—Mas...
—Olhe, já que está sendo tão bondosa, irei te contar um segredo, esta é uma maçã miraculosa, se você fizer um pedido e a morder, ele se realizará.
—Verdade?
—Sim, peça em voz alta e dê uma mordida.
Enquanto a rainha enganava Marinette, os animaizinhos que eram amigos da azulada, foram correndo chamar os anões, de início eles não entenderam nada, mas quando dois esquilos fizeram uma atuação de morte, eles logo compreenderam que Marinette corria perigo (Pausa para loucura da autora: Quem já assistiu “Encantada”, eu me baseei na cena do esquilo se nunca viram joguem no youtuber: Encantada cena do esquilo. E cliquem no primeiro que aparecer.) E foram em disparada para sua casa.
Enquanto isso, Audrey persuadia cada vez mais Marinette:
—Vamos, moça, faça um pedido.
—Eu desejo encontrar Luka, me casar com ele e sermos felizes para sempre!
—Isso! Agora morda!- Sem pensar duas vezes, a azulada mordeu a maçã. – Isso! Isso!
—E-eu estou me sentindo mal, eu...
A garota caiu no chão e a maçã rolou de sua mão, ouviu-se apenas a risada maléfica de Audrey e sua frase:
—Agora eu sou a mais bela de todas! Ninguém mais pode conter minha beleza!
—Não diga isso! Pois chegou a cavalaria! – Eram os anões, montados em cervos, com picaretas na mão. – Peguem ela!
—Ah!
Audrey poie-se a correr, e os anões foram atrás, perseguindo-a com os cervos até um morro, onde tiveram que deixar eles e ir a pé, estavam cheios de raiva, só de pensar que ela pudesse ter feito algo com Marinette eles ficavam cheios de fúria.
Ao se ver na beira daquele precipício, a rainha se colocou em pânico, não havia chance de sobreviver aquela queda, ou morreria pelos anões, ou pela queda, mas eis que um plano brilhante vem a sua mente, tinha uma rocha enorme se ela caísse em cima dos anões, eles morreriam e ela sobreviveria, então começou a empurrar a enorme rocha.
Os anões, com medo de serem esmagados, começaram a se afastas, porém, isso não foi o suficiente para a rainha desistir, ela continuou tentando empurrar a pedra, quando escorregou e caiu do morro.
Os anões foram para casa comemorando sua vitória e loucos para contar para Marinette que ela não corria risco algum. Infelizmente, ao chegarem no local, encontraram o corpo da menina no chão, e a deram como morta.
Não tiveram coragem para enterra-la, então construíram um caixão de vidro para coloca-la, sua beleza era muita para que ninguém pudesse vê-la e velaram o corpo dela dia e noite, não acreditando que ela havia morrido.
Luka, o príncipe, que estava a procurando por toda parte desde que ela sumira do castelo, ouviu boatos de que havia uma bela moça que tinha morrido e que anões a colocaram em um caixão de vidro.
Por medo de que aquela fosse sua amada, ele foi ao local e para seu azar, era mesmo ela. Quando chegou os anões estavam ajoelhados ao redor do caixão. Ele se aproximou de vagar:
—Você deve ser o Luka, sinto em lhe informar, mas você chegou tarde demais. – Fala Adrien em um tom triste.
—Não! Não pode ser! – As lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. Fazia meses que procurava o amor de sua vida e quando encontrou, ela estava dentro de um caixão. – Abre!
—Luka, não tem jeito, ela morreu! – Fala Nathanael.
—Deixe-me ao menos dizer adeus. — Os anões assentiram e abriram o caixão, Luka se pôs ao lado de sua amada e segurou sua mão fria. – Eu te amo, Marinette! E não haverá outra que irá te substituir.
Ele se abaixou e colou seus lábios nos dela, em um selinho calmo e triste. ”
—Credo! Ele beijou uma defunta?
—Foi por amor, Plagg, você não sabe o que é isso, por isso é tão insensível!
—Crianças, deixe o vovô terminar!
“Quando se afastou, em questão de segundos, Marinette voltou a respirar e abriu os olhos. Todos tiveram uma surpresa, esperavam tudo menos isso:
—Luka! Você me achou!
—Tinha alguma dúvida disso? Eu ouço a música do teu coração a distância, Mari, e te amo.
—Eu também te amo!
Ambos colaram os lábios novamente, só que dessa vez em um beijo alegre, os anões aplaudiram a cena e choraram de felicidade.
Marinette se despediu deles e partiram junto de Luka para o castelo e assim viveram felizes para sempre.”
—Que final mais chocho!
—Eu gostei!
—Tikki, você gosta de tudo que acaba com felizes para sempre!
—Netinhos, não é hora para isso, agora é hora de dormir. – Fala Fu se levantando e indo em direção a porta. – Boa noite!
—Boa noite, vovô! – Dizem os dois em sintonia.
Fu fecha a porta e vai para sua cama se deitando e adormecendo.
E assim acaba mais uma noite em Paris.
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