Volver a verte
3 Perdoname? Hoy es tiempo de volar!
Notas iniciais
Passaram-se alguns dias Emma e Regina estavam felizes e juntas. Mary estava radiante e ansiosa com o casório. Acordaram cedo pra arrumar a casa, pois logo os convidados do chá de panela chegariam.
— Que horas vocês colocaram nos convites? – perguntou Emma encostando a vassoura no canto e se sentando cansada.
— 13 horas, acho que o pessoal começa a chegar só lá pras 14 horas. – Regina se sentou no colo da loira e beijou seus lábios. – Ta cansadinha?
— Uhum – Emma fez bico, a morena beijou o bico com carinho e as duas sorriram.
— Pois pode espantando essa preguiça e ir buscar os salgados que eu encomendei na padaria. – Mary chegou e se sentou do lado das duas.
— Ah espera um pouco Mary, nós limpamos essa casa inteira, vamos descansar um pouco.
— Não, tem que ir buscar logo, daqui a pouco começa a chegar às pessoas é 12h já.
— Coe Mary, estamos cansadas e você sabe que o pessoal atrasa sempre. – Regina disse e mordeu a bochecha de Emma sorrindo.
— Complô duplo contra mim vê se pode! – Mary colocou a mão na cintura sorrindo, nesse momento a campainha toca.
— Atende você. – Regina e Emma falaram juntas olhando pra Mary.
— Que preguiçosas. – Mary se levantou e foi atender.
Regina e Emma ficaram no sofá trocando carinhos e combinando as brincadeiras que fariam com Mary no chá de panela.
— Er.. a Mamãe chegou meninas...- Mary falou entrando na sala acompanhada de Eva.
Nesse momento as duas gelaram. Regina deu um pulo do colo de Emma e se pôs de pé.
— Er, oi Dona Eva. – estendeu a mão sem jeito. A cara da mulher a sua frente não era nada boa.
— Boa tarde Regina e Emma. – Apertou a mão da moça e olhou para a filha que se levantou pra cumprimentar a mãe com beijos no rosto. – Sua avó ligou, daqui a pouco chega.
— A Vovó vai vir mamãe? – Mary deu um grito.
— Sim Mary. – Mary pulou no pescoço da mãe feliz.
— Que bom, tava com saudades dela.
— Ela precisa vir pra resolver uns assuntos também – Eva se sentou na poltrona a frente da filha, que sentou-se também puxando Regina pela mão pra sentar-se ao seu lado. Ficaram de mãos dadas.
Como essa Emma é abusada. Eva pensou, conhecia muito bem a filha que tinha, por mais que desaprovasse a situação ela não tinha o que fazer, Emma em seus 28 anos era uma mulher.
Regina estava desconfortável com a situação. Emma queria mostra pra sua mãe que não adiantou de nada ela a ter levado embora quando criança. E Eva tinha certeza que as duas estavam a provocando. Conversaram nada de importante.
— A Vovó chegou! – Mary que estava olhando pela janela gritou.
Aí foi que começou a festa, a Sra Emma, era muito extrovertida, por onde passava trazia a alegria, sempre falante. Emma cumprimentou a avó e avisou que ela e Regina estavam indo buscar os salgados.
Eva estava calada pensativa, olhava tudo do seu lugar. A alegria da filha mais velha que irá se casar em poucos dias e a alegria da sua mais nova que estava conquistando agora um sonho em comum com sua própria mãe, e além de tudo enfrentando a sociedade pelo preconceito da sua condição sexual. Eva olha suas meninas grandes e se emociona seu trabalho de mãe está concluído, agora suas meninas andam por suas próprias pernas. Sempre fora assim com Emma porém ela por ser mãe sempre se achou responsável pelas escolhas da filha. Estava cansada de lutar contra algo que ela nunca conseguiria mudar, Emma era lésbica e isso era um fato.
Quando Emma voltou Eva tomou sua decisão, chutar o orgulho e pedir perdão pelo mal feito. Assim como Emma, Eva era impulsiva quando tinha que fazer algo fazia na hora. E aquela era a hora de mudar.
— Emma, queridaaa, eu quero falar com você. – Pegou a filha pela mão.
— Vou por essas coisas na cozinha só um minuto. – Falou soltando sua mão.
— Tudo bem, te espero no quarto da Mary. – Eva olhou para Regina que estava ao lado de Emma e subiu as escadas.
Regina foi para a cozinha, e Emma foi logo atrás dela.
— O que será que ela quer? – Perguntou a morena colocando as coisas sobre a mesa.
— Quem quer o que? – Vó Emma entrou na cozinha.
— Eva quer falar com a Emma. – Regina respondeu sem a olhar.
— Ah.. E oi pra você também Regina!
Regina se virou sem graça, seu rosto ficou totalmente corado.
— Mil perdoes Senhora Emma, é que...
— É que nada e sem Senhora, por favor, me sinto tão velha assim. – Sorriu indo abraçar a garota.
— Ok, sem senhora pode ser vó então?
— Sim minha querida, está muito linda, arrazou Regina... – Deu um beijo na morena e se virou pra Emma – Será que ela vai querer brigar contigo justo no chá de panela da sua irmã?
— Não sei e espero que não. Mary não merece isso.
— Fica tranqüila ela não vai fazer nada só vai conversar, hoje é dia de festa. — Regina disse e fez carinho nos cabelos de Emma, que lhe deu um selinho rápido.
— Que, hã, como assim? Você estão juntas? – Vó Emma estava de boca aberta. Emma apenas sorriu e afirmou com a cabeça, Regina estava vermelha. – Regina você não tem cara de quem curte o babado menina.
— Vó, a primeira garota que eu beijei foi a Regina eu te contei esqueceu?
— Oh, é mesmo, mesmo assim não tem cara.
— Você quer dizer que eu tenho cara de sapatão vó? – Emma falou fingindo brava.
— Emma é melhor você ir logo falar com a sua mãe. – Regina deu uns tapinhas na loira.
— É vai logo caminhoneira, quem sabe Eva não te dá uma porchete pra completar seu look.
Vó Emma era muito engraçada e adorava brincar com sua neta, Regina ficou sorrindo e conversando com a jovem senhora.
Emma foi para o quarto de Mary, assim que entrou sua mãe que estava na janela foi em direção a cama, sentou-se e bateu a mão ao seu lado indicando o lugar para sua caçula sentar. Emma mesmo com receio assim o fez.
— Pode dizer.
Eva respirou fundo, pra ela era muito difícil fazer que estava planejando, algum tempo.
— Gostaria que me escutasse primeiro e depois pode falar o que quiser. – Emma concordou com a cabeça, a mais velha pegou as mãos de Emma e abaixou o olhar, estava envergonhada. – Filha não tenho sido uma boa mãe, alias acho que nunca fui, tomei decisões erradas imaginando ser o mais correto, só que não pensei em quanto isso poderia estar te machucando, eu só queria que isso tudo passasse, estou desistindo de te mudar, você é minha filha e você tem direito de seguir qual caminho decidir ser o melhor, eu amo você assim como você é se está feliz assim tudo bem, custei a entender más ao fim me dei conta, me perdoa?
Emma não estava nem acreditando no que estava escutando, era muito surreal para ela, de seus olhos brotaram lagrimas, e por impulso abraçou sua mãe, com carinho, um ato sincero, coisa que entre as duas nunca havia acontecido.
— Mãe, está perdoada. Eu te amo... muito!
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