Você quer ser meu?

23 Uma viagem e um telefonema


Notas iniciais
Oieee Demorei porque meu note pifou, que raiva. Terminei de escrever pelo celular então se tiver algo bugado, me desculpem Beijos Boa leitura

POV Claude

Alois havia voltado da rua há umas duas horas com sacolas da loja de fantasia, eu bem que queria saber o que ele tinha comprado mas de nada adiantou, ele me enxotou do quarto e nem a minha tentativa de beijá-lo e distraí-lo para poder alcançar a sacola surtiu efeito.
Tinha acabado de desligar o telefone, era o Daniel, me dando más notícias.
Eu teria que fazer uma viagem de última hora, um congresso de escritores em Boston, o escritor que ia representar não poderia ir e a editora resolveu me torturar mandando o escritor mais recluso para representá-la. Pelo menos eu iria voltar logo.
—Você vai ficar bem? — perguntei para o Alois depois de explicar sobre a viagem.
—Claro. Pode ir — respondeu sorrindo mas eu percebi que tinha uma pontinha de tristeza ali. Eu queria levá-lo comigo mas era semana de provas na escola, ele não podia ir.
—Tem certeza?
—Claro, Claude — e revirou os olhos.
Eu frequentemente me esquecia que Alois sabia se virar sozinho. Acho que é normal se preocupar desse jeito, ainda mais ele sendo apenas um adolescente, mas eu tinha que confiar nele.
—Tudo bem, então. Vou fazer a minha mala.
Me levantei e fui ao meu quarto. O vôo partiria naquela tarde, a palestra que eu ia dar seria no dia seguinte e eu só voltaria no outro dia. Seriam duas noites fora.
Lá pelas quatro da tarde Daniel veio me buscar, nós iríamos juntos, é óbvio. Meu editor sempre arranja essas encrencas para mim. Eu gosto mesmo é de ficar na minha casa mas ele gosta de me expor, fala que as vendas dos livros aumentam quando as pessoas lembram do rosto do autor. Por isso, podia pôr a minha mão no fogo de que foi ele que assobiou o meu nome para os diretores da editora.
—Até mais, Alois — Daniel se despediu do meu sobrinho com um beijo no rosto.
—Até, Daniel.
Peguei a alça da minha mala e a puxei fazendo as rodinhas deslizarem. Estávamos na porta do apartamento e Daniel já tinha apertado o botão do elevador.
—Tchau, Alois. Tome cuidado, ok?
—Vou tomar.
Dei um beijo no topo da cabeça loira e ele me segurou pela lapela do meu blazer.
—Não é assim que se despede direito.
Ele ficou na ponta do pés e ofereceu os lábios para mim. Dei uma olhada rápida para o Daniel, ele estava tentando segurar o sorriso, escondendo-o com a mão e tentando disfarçar. Fiquei um pouco envergonhado, claro que eu queria beijá-lo. Mas ali? Na frente do Daniel? Parecia tão errado e pedófilo.
—Você é o meu sobrinho. Para com isso. — ainda tentei falar, tentando manter a pose, mesmo sabendo que era uma mentira, que essa desculpa não colava mais. Os três sabíamos que nada daquela desculpa fazia mais sentido e Alois riu dela ao ver o meu sorriso, entre divertido e envergonhado.
—Então me dê um beijo! — me puxou para baixo pelo blazer.
Me inclinei e dei um selinho nos seus lábios, vencendo a timidez. Quis ainda prolongar o selinho, transformando-o num beijo propriamente dito mas ele me soltou e me empurrou para fora do apartamento.
—Volte logo, hein?! — sorriu e fechou a porta.
Me aproximei do elevador, estava muito envergonhado. Daniel sorriu para mim.
—Ele é fogo, né?
—Ele não é fogo não, é um incêndio. É difícil resistir — lamentei falsamente.
—Principalmente quando o que mais se deseja é queimar nessas chamas — comentou rindo e eu dei um pequeno soco no seu braço.
O elevador chegou e nós entramos.
Chegamos ao nosso destino depois de cerca de três horas de viagem de trem, estava cansado e com dor nas pernas, as poltronas não eram tão confortáveis assim para alguém alto como eu. O bom é que o centro de convenções pertencia ao hotel em que nós ficaríamos hospedados então eu não teria que enfrentar mais congestionamento para ir de um lugar para o outro, já chega o que eu enfrento em Nova York.
Chegamos ao hotel já de noite e tudo o que conseguimos fazer foi comer um lanche rápido no quarto e nem isso eu consegui fazer direito pois, sempre tinha algo para atrapalhar. Como estava sem o Alois ali para me vigiar, estava louco por uma pizza de peperoni e cheddar. Entrei no quarto e liguei para a copa.
—Alô? — falei quando a funcionária da cozinha do hotel me atendeu — Eu queria uma pizza grande de pepperoni e cheddar com borda recheada, massa grossa e uma coca-cola de dois litro, bem gelada e com limão.- meu estômago até roncava feliz, nada daqueles legumes insosso, nem daquele arroz integral com gosto de ração de cachorro, não que eu já tenha comido ração.
A moça anotou o pedido e eu fui tomar banho. Depois de uns vinte a trinta minutos, saí do banho vestido no roupão champagne do hotel, a campainha do quarto tocava.
—Serviço de copa! — o garçom anunciava baixo do outro lado da porta. Abri rápido, fazia tempo que eu não comia uma pizza decente.
—Obrigado — dei uma gorjeta para o rapaz e peguei o carrinho com aqueles domos de metal que cobrem a comida, ao lado estava uma garrafa coberta pelo guardanapo de tecido com o logotipo do hotel bordado.
Me sentei na cama e abri o domo, tendo uma das maiores decepções do mundo. Ali, sobre o prato de metal, estava uma pizza de berinjela e coração de alcachofra, fiquei muito bravo: haviam errado o meu pedido! Puxei o guardanapo e lá estava uma garrafa de suco de maçã!!
Passei a mão no telefone para reclamar. “Cadê meu pepperoni?” — pensava irritadíssimo. Estava cansado, com fome e ainda tinha que enfrentar esse tipo de coisa? Num hotel de luxo como aquele? Mas então vi um bilhete que deve ter caído na hora que tirei o domo. Estreitei meus olhos, reconhecia aquela maldita letra. Recoloquei o fone no gancho e peguei o papel.

“Ahaaa, achou que eu deixaria você comer o que quisesse? Alois me incumbiu que ficar de olho na sua alimentação! Agora seja um escritor bonzinho e coma os legumes, eles fazem bem. E não me xingue. Abraços, Daniel.
OBS: durma cedo, amanhã temos muito trabalho”

Xinguei o Daniel de tudo quanto era nomes possíveis e imagináveis e ainda soquei a parede do quarto que fazia divisa com o dele. Ouvi ele assobiando e dando três batidinhas debochadas como resposta.
Olhei desanimado para a pizza mas meu estômago roncou alto e eu encarei a beringela com suco de maçã.

****

O dia seguinte foi muito agitado, acordamos cedo e claro, Daniel não me deixou comer a omelete com bacon canadense de café da manhã.
—Você é pior que a minha mãe e o Alois juntos. Estou no serviço militar agora? — perguntei mal-humorado.
Daniel riu.
_Você parece uma criança, Claude. Sabe que não pode comer as coisas e mesmo assim fica insistindo nisso! Come logo essa bisnaguinha com requeijão, nós já estamos atrasados!
Bufei e comi só uma, imaginando o gosto do bacon.
O resto do dia lotado: palestras intermináveis, mesas redondas, mini cursos… Não que eu não gostasse de participar disso, eu até gostava mas ficar ministrando os cursos e presidindo as duas das cinco mesas redondas não era o meu ideal de trabalho. Mas, como bom profissional que eu sou, assumi uma postura confiante e realizei tudo o que a editora esperava de mim.
No final do dia estava um bagaço, meu corpo doía assim como o estômago claro, Daniel me vigiava de perto mas isso não me impediu de tomar meu café preto escondido no banheiro nem roubar enroladinhos de calabresa durante o coffee-break do meio da tarde mas a verdade era que acho que me acostumei com a comida do Alois. Não só da comida mas da pessoa também, senti saudades da voz dele me irritando por alguma coisa, do cheiro dele quando me abraçava, daquele sorriso e olhos tão brilhantes olhando para mim. Peguei meu celular e mandei uma mensagem pra ele para saber se estava tudo bem mas nem pude ir esperar a resposta, Daniel me chamou avisando que já ia começar uma palestra sobre os temas em alta na literatura jovem.
Só fui ler que ele estava bem várias horas depois, quando tudo tinha terminado e eu subia de elevador para o meu quarto. Depois disso, só jantei uma comida sem graça e tomei um banho, caindo igual morto na cama.

*** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** ***

O telefone tocou e eu acordei sobressaltado, coloquei a mão sobre o fone e percebi que o que tocava era o meu celular: eu sempre me confundo com esses montes de campainhas. Bati os olhos no relógio digital na minha cabeceira: 2:30 da manhã. O celular continuava tocando incessante e eu olhei na tela: ALOIS.
Quase que o aparelho escorrega da minha mão quando vi que era ele. A primeira coisa que eu pensei era que algo de ruim havia acontecido, ele poderia ter se machucado, ter adoecido, podia ter explodido o apartamento ou coisa assim.
—Alô?
—Claude?
—O que aconteceu, Alois? — perguntei com a voz preocupada, me sentando na cama.
—Não aconteceu nada. Está tudo bem — ele deu uma pequena risada e eu caí para trás, voltando a me deitar.
—Por que me ligou?
—Huuuummmm, não consigo dormir — miou com a voz mais fina.
—O que eu posso fazer? — eu estava morrendo de sono, bocejei e passei os dedos nos cabelos.
—Sabe aonde eu estou? — falou em voz baixa como se segredasse alguma coisa.
—Em casa — respondi, parecendo óbvio. Eu ainda estava meio dormindo.
—Estou na sua cama — me respondeu.
Abri meus olhos no quarto escuro.
—O quê?
Ele riu.
—Estou na sua cama, Claude. Estou agora cheirando o seu travesseiro… — ele deu um tempo e depois voltou a falar — Você tem um cheiro muito bom, sabia?
—Alois... — eu nem sabia o que falar, então só disse o nome dele.
—O que você está vestindo, Claude?
— … — fiquei sem conseguir falar.
—Aposto que é aquela camiseta meio justa, branca de decote V. Ela é tão velha que está meio transparente e eu consigo ver todo o contorno do seu corpo, sabia?
Levantei o edredom e olhei para baixo — era justamente a blusa que ele descreveu.
—Você fica um tesão com ela.
—Alois!!!
—O que foi? Você fica mesmo! — a voz dele mostrava falsa indignação — E embaixo? O que está usando?
—Alois, tente dormir. Vá tomar um copo de leite morno, isso ajuda — falei, aquela conversa não ia levar a nada.
“Será que nem em viagem esse menino deixa de me provocar? Fazer isso quando eu estou lá, ele não faz!”
—Ah... Claude. Era outra coisa que eu queria tomar — fez uma vozinha doce e inocente, me provocando.
—Alois!!!!! — exclamei.
—Claude... — sussurrou — Sabe o que eu estou vestindo?
—Humm, não — não queria nem imaginar, provavelmente seria algum short muito curto de pijama e talvez estivesse sem camisa, mas eu não ia falar isso para não dar corda para mais conversa — eu queria dormir logo, se ficasse prolongando o telefonema com Alois, iria terminar sem sono também. Sem sono e excitado, e ele não estaria aqui para que eu o agarrasse e o derrubasse na cama.
—Nada — sussurrou a resposta.
“Droga” — imaginei o Alois nu sobre a minha cama e senti o sono ir embora de vez..
—Pois vá se vestir.
—Deixe de ser chato, Claude — brigou comigo — Sabe, se você estivesse aqui, estaria dormindo nessa cama. Eu chegaria na porta do seu quarto e a abriria devagar.
Ele começou a falar e eu fiquei sem entender exatamente o que ele estava fazendo.
—Você estaria dormindo de óculos, como sempre — continuou.
—Como você sabe que eu durmo de óculos? — perguntei atento.
Não é que eu durmo de óculos, o que acontece é que muitas vezes eu adormeço lendo ou assistindo TV então nem lembro de tirar os óculos. Na única vez que dormimos juntos, meus óculos tinham ido parar debaixo da escrivaninha e se ele sabe que isso acontece só pode ser porque ele tem me observado dormindo!!
Mas Alois não respondeu à minha pergunta, apenas riu e voltou a falar.
—Eu me deito na sua cama ao seu lado. Você está tão bonito, dormindo profundamente, então eu toco o seu peito sobre a blusa.
“Oh céus!!! Eu não acredito que ele vai fazer isso!!!” — pensei mas não consegui falar nada para impedi-lo.
—Eu desço a minha mão até o seu abdome e chego na barra da blusa então eu escorrego meus dedos por baixo. Ah, Claude, sua pele é tão quente … eu gosto de tocá-lo. Você gosta que eu te toque, Claude?
A voz do Alois era baixa e arrastada, feita para seduzir. Senti meu membro pulsar, lembrando da noite que passamos juntos.
—Alois…
Ele não me deixou responder, muito provavelmente porque saberia que eu não responderia o que tinha me perguntado.
—Eu subo arranhando de leve o seu abdome e chego no seu peito. Você ainda dorme. Você ainda está dormindo não está?
Eu sabia a sua intenção, ele queria me arrastar para a conversa.
—Eu então beijo de leve seus lábios e você acorda. Agora é sua vez, Claude.
—Alois! — o repreendi.
—Vai Claude. O que você faz?
—E-eu... não sei... — balbuciei, eu nunca tinha feito nada assim. Sexo por telefone era ousado demais para um cara como eu.
—Você é um escritor, Claude. Use a sua criatividade. Fantasie.
—Eu o beijo de volta? — arrisquei.
—Aaah sim — a voz dele derreteu no telefone — Eu sinto a sua língua na minha boca, e é tão deliciosa. Eu enrosco a minha língua na sua, elas deslizam uma sobre a outra e seu beijo é bom. Ele está ficando mais exigente, não está?
Senti meu coração começar a acelerar.
— Está e você está acompanhando muito bem. Você está sobre mim e eu o seguro pela cintura.
—Ahh… sim… eu estou por cima e deixo uma perna em cada lado do seu quadril, estou rebolando agora bem em cima do seu membro.
Fechei meus olhos e deslizei a mão pelo meu peito descendo até chegar no meu membro, apertei de leve, já estava excitado.
—Isso... Está rebolando, pressionando e eu seguro sua cintura com mais força, empurrando para baixo, fazendo você sentir como estou duro por você. — escorreguei minha mão dentro da samba-canção que eu estava usando e segurei meu membro, acariciando a extensão.
—Ahhh…. desse jeito mesmo, Claude… eu ...hm… eu puxo sua blusa pra cima e arranho seu abdome… aawnn Claude… seu membro está pressionando minha bunda… Você não quer se livrar dessas roupas? — a voz dele estava melosa, arrastada e se não me engano, ofegante.
—Tire-as você… aproveite para passar as mãos no meu corpo, Alois. Sei que é isso o que quer… — entrei no jogo, já tinha chutado as cobertas para o lado e a única luminosidade no quarto era a do celular ligado.
—Quero mesmo, eu agora estou tirando sua blusa, deslizo a língua pelo seu peito e mordo um mamilo, ainda estou rebolando no seu colo e arranho seu peito inteiro. Eu gosto dele, Claude, estou acariciando seu tórax. Como você consegue ser tão gostoso? Agora estou descendo meus beijos até o cós da sua… o que você está vestindo? Ainda não me disse!
—Aquela samba-canção vinho… -murmurei imaginando os beijos do Alois pelo meu corpo.
—Então eu mordo sua barriga e tiro ela também, puxando com os dentes, apalpando suas coxas. Quer que eu te chupe? — ouço Alois rir baixo.
Senti meu membro pulsar e enrolei meus dedos na circunferência, movendo a mão pra cima e para baixo. Alois nunca havia feito isso em mim, mas tinha certeza que aquela boca iria me enlouquecer.
—Quero…- movi a mão mais rápido e ofeguei.
—Claude… você está se tocando? — a voz do Alois adquiriu um timbre curioso.
—Hã? N-não… claro que não… — menti e ouvi Alois rir do outro lado.
—Está sim, mentiroso. Vou te contar um segredo, eu também estou… estou nu, na sua cama, sentindo o seu cheiro, imaginando você tocando em mim…mas...só posso usar meus dedos... — ele gemeu, e eu imaginei o loiro com as pernas abertas, tocando a própria entrada, aumentei a velocidade da minha mão.
Passei a língua pelos lábios e fechei os olhos.
—Eu o derrubo na cama, invertendo nossas posições. Estou beijando seu pescoço e minhas mãos descem para os seus mamilos, gosto de beliscá-los — murmurei e ouvi Alois ofegar, tenho certeza que ele acabou de beliscar o próprio mamilo. Sorrio.
—Aaaiii Claude, eles são sensíveis! — Alois reclamou manhoso e continuou falando- Mas eu gemo com os beliscões e arranho suas costas, enrosco minhas pernas no seu quadril. Se esfregue em mim, Claude….
—Alois… deveríamos parar — falei, mordendo um pouco o lábio inferior. Mas Alois continuou, me ignorando por completo.
—Eu rebolo e seu membro se encaixa, sinta Claude… eu estou me contraindo, ficando mais apertadinho para você — ele murmurou e eu apertei a minha glande, imaginando como seria estar penetrando-o, gemi baixo.
— Sinto você rebolar e assim que me encaixo, seguro mais firme na sua cintura e empurro. Estou forçando sua entrada, dando beijos pelo seu pescoço…- eu ia continuar falando mas fui interrompido
—Meu mamilos…. beije-os… — Alois gemeu baixo.
—Desço meus beijos pelos seus ombros, e sigo até seu mamilo esquerdo, mordisco e chupo.
—Ahhh … Claude…. assim é tão bom…. Eu puxo seus cabelos e dou um impulso, invertendo as posições volto para cima de você. Onde quer que eu o toque? Tsc, deixa, eu vou fazer tudo o que quiser… sabe o que eu quero agora Claude?
—O que? — respondo, entre curioso e ansioso. Minha mão apertando minha ereção pulsante.
—Eu quero te amarrar. Pego suas gravatas e amarro seus pulsos na cama, agora estou rebolando novamente, só a pontinha encaixada em mim… — Alois disse e eu ofeguei, imaginando aquilo, o moleque era um demônio, era quase como se ele estivesse realmente fazendo isso. Meu corpo reagia ao que ele dizia, tanto que, quando ele falou que o havia penetrado somente um pouco, joguei meu quadril para cima querendo penetrá-lo totalmente.
—Não… Alois… — murmurei sem nem saber mais o que fazer — Eu o abraço….
—Não pode! Está amarrado! * riu- Eu mordisco seu peito e vou descendo aos poucos… Aahhh Claude… Você é tão grande….- geme.
Não consegui articular palavra nenhuma, minha mão se movia rápida, gemidos já não eram contidos.
—Estou me contraindo, Claude…. te apertando dentro de mim...oohhh…. é tão bom… — Alois fala arrastado, gemendo, ouço ele ofegante, ele está se tocando. Aumento a velocidade da minha mão e sinto meu ventre se retorcer anunciando o orgasmo vindo.
—Alois… eu.. jogo meu quadril pra cima, fazendo você quicar em cima de mim. Me cavalgue, Alois …. — gemi em resposta e Alois gemeu mais alto do outro lado, quase me derramei. Juro que se estivesse ao alcance, iria agarrar o Alois, só sairíamos da cama depois de saciar todo o meu desejo.
—Estou cavalgando você e está indo tão fundo ...aahhnn… Claude… Não vou aguentar muito mais….- eu percebi a urgência na voz do loiro, Alois devia estar perto do limite, eu mesmo não estava longe.
Fiquei em silêncio, me masturbando rapidamente, me contorcendo e gemendo em busca da minha libertação.
— Me diz Claude…o que você faz? — perguntou arrastadamente, ofegante.
— Eu… Eu me movo mais forte, gemendo… Meu membro está pulsando no seu interior...está sentindo?
—Sim...aahnn...mais fundo…
—Eu seguro seu membro e o masturbo, na mesma velocidade das minhas estocadas.
— Estou me contraindo, Claude. Estou te apertando dentro de mim…
Nossas frases saíam emboladas, sussurradas em meio a gemidos. Um atropelando o outro, ambos se masturbando imaginando estar juntos. Alois me enlouquecia.
— Isso é tão bom….* minha mão se movia muito rápido e eu gemi sentindo o corpo se contrair — Estou metendo mais rápido ainda, acertando seu ponto…
—Aahh… Mais…
—Acerto mais uma vez, dessa vez mais forte...
— Ahhhh...Claude…aahnnn…
“Puta que pariu, que gemido gostoso…” — penso ao acelerar mais ainda a mão e gemer longamente, me derramando nos meus dedos.
Ficamos em silêncio por muitos minutos, apenas ouvindo nossas respirações aceleradas.
—Alois… — murmurei depois que recuperei um pouco o fôlego, limpando os dedos na fronha.
—HM? — me respondeu manhoso e eu percebi que estava sonolento.
—Eu estarei de volta às três da tarde. Esteja em casa — falei sério, meu membro continuava duro e eu mal conseguia tocar nele de tão sensível que estava. Parecia que tinha piorado ao invés de aliviar.
Alois riu, aquela risada que eu amava, meio escandalosa e cristalina e eu ouvi o barulho de um beijo sendo dado no celular, logo depois desligou.
Larguei o celular sobre a cama e olhei com desgosto para a ereção que se erguia como se eu não tivesse me derramado momentos antes. Toquei a glande que estava inchada e profundamente vermelha e gemi.
Não queria me tocar novamente, não ia adiantar de nada. Eu queria o Alois, apenas ele iria acalmar o desejo do meu corpo. Me levantei e me enfiei na ducha, ligando-a no frio.

*** *** *** *** *** *** *** *** ***

Dizer que trabalhar no dia seguinte foi fácil, seria uma mentira horrível. Eu não prestei atenção em quase nada, apenas me lembrando do que o Alois havia me dito no telefone, do que havíamos feito… Aquilo apenas serviu para me deixar com mais tesão ainda, e não se deve brincar com o desejo de alguém desse jeito.
Ele não sairia impune.
Daniel me perguntou várias vezes o que havia acontecido para eu estar com aquela cara e estar tão irrequieto. Óbvio que eu não falei, não podia dizer que estava sofrendo de tesão reprimido. A melhor saída era disfarçar.
Na volta, quando estávamos colocando nossa bagagem de mão no suporte por cima dos nossos assentos no trem, ele insistiu de novo.
—O que raios você tem? Parece que um bicho te mordeu! — perguntou enquanto dava espaço para eu sentar na poltrona perto da janela.
— Não é nada, Daniel. Estou bem — menti.
Ele se sentou ao meu lado e ajeitou o blazer no peito.
— Sabe o que eu acho que isso ta parecendo? — Daniel olhou para mim e eu o encarei curioso.
— Isso tá com cara de tesão reprimido. Tá sofrendo de pau durecência.
Fiquei roxo, azul, amarelo e de todas as cores do arco-íris de tanta vergonha.
—Daniel!!!- exclamei e ele riu.
Me virei para o lado da janela e fiquei lá quase metade da viagem. Era verdade o que ele tinha dito mas não precisava falar assim, tão abertamente e alto.
Cheguei em casa às quinze e trinta, virei a chave na fechadura e abri a porta.
— Alois? — chamei, o apartamento parecia vazio.
—Está atrasado meia hora, Claude. -ouvi a voz séria do Alois e então ele saiu do escritório que era o local mais perto da sala e dava direto para a porta do apartamento.
Larguei minha mala no chão e ela caiu fazendo barulho.
Na minha frente, Alois abria um robe de seda dourada e deixava cair pelos ombros brancos. Expondo aquele corpo deliciosamente sexy enfiado num conjunto se lingerie vermelha e dourada.
—Alois… O que… — tirei meu blazer e joguei meus óculos sobre o sofá. Eu o olhava de um jeito faminto e Alois riu, dando uma voltinha com as mãos na cintura fina.
— Gosta? — ele virou de costa e me olhou por cima do ombro, sorrindo.
Olhei o traseiro dele, aquelas nádegas redondas, cheias, durinhas e empinadas, com a calcinha de renda que sumia entre elas. Salivei.
— Amo!.- respondi dando alguns passos na direção dele.
—Então venha me pegar! — Alois riu e saiu correndo para o meu quarto.
O alcancei na beirada da cama e o beijei furiosamente enquanto caíamos no colchão.

Notas finais
Pronto gente, promessa é dívida. Eu espero mesmo que tenham gostado Beijos beijos