Você Sempre Vale a Pena
24 Capitulo 24: Stiles
Notas iniciais
Olhava para meu Jeep e não acreditava no que eu estava vendo. Alguém realmente havia decidido fazer da minha vida um inferno.
— Meu bebê! — Disse choramingando, depois de um longo tempo apenas encarando a porta do elevador. Durante toda a subida, Derek ficou murmurando em meu ouvido:
— Calma, meu amor, eu vou recuperar o seu Jeep. Eu vou tomar conta de tudo.
— Você vai tomar conta do quê, Derek? Dos restos dele? Aquilo não tem mais salvação. — Soltei um gemido de raiva enquanto me dirigia para o quarto dele.
Havia tanta coisa me incomodando sobre aquele ataque. Eu não acreditava que aquilo era obra de Peter.
“Não... Ele não age assim.” Se Peter fosse fazer alguma coisa, seria um ataque direto. Derek ainda estava em silêncio parado na porta enquanto me observava. Me sentei na cama e puxei um travesseiro para que eu o abraçasse. Essa conversa que teríamos agora poderia decidir muita coisa.
— Quem é ele? Ou ela?
— Como? — Ele perguntou surpreso. Derek não esperava pela rapidez da minha dedução.
—Derek Hale... Esse tipo de ataque, que costuma acontecer em novelas, sempre é derivado por algum ex ciumento. — Falei encarando seus olhos assustados.
— Stiles, eu não sei o que você está dizendo. — Ele disse entrando para dentro do quarto de vez.
— Derek... — Eu disse suspirando. — Você pode me contar o que quiser.
— Mas eu não posso contar aquilo que eu não tenho certeza.
— Derek, já chega! Eu preciso saber quem foi o maldito ou maldita que acabou com meu Jeep. — Eu disse largando o travesseiro e me levantando da cama ficando na frente dele.
— Eu acho que é uma antiga mulher da minha vida.
— Mulher? — Eu pergunto meio incrédulo, mas sabendo que é totalmente possível.
“Que mulher não iria querer fazer uma loucura por esse homem.”
— Sim, mas isso faz parte do meu passado, Stiles. Não precisa se preocupar com isso. — Ele diz isso indo em direção ao banheiro do seu quarto. Eu seguro o seu braço e o enfrento:
— Como não me preocupar, essa louca atacou meu carro. E não parece que ela é do seu passado mais, — disse em tom de zombaria, — já que ela voltou agora.
Derek soltou um suspiro pesado e seu olhar endureceu quando falou comigo.
— Eu não tenho nada com ela desde que eu assumi para a minha família que sou gay e isso já tem anos. Ela deve ter voltado agora por ter visto notícias sobre nós dois.
— Não estou entendendo.... Derek?
— Eu terminei com ela porque eu disse que finalmente eu iria me assumir gay... Só que eu nunca fui visto com ninguém, nem mesmo com ela, publicamente. Eu nunca assumi abertamente minha opção sexual. Ela deve ter assumido que isso era uma desculpa para terminar com ela. Agora com as notícias de nós dois juntos, aposto que ela quis retaliação.
— E... — Eu senti que ele queria me dizer mais.
— E mais nada. É só isso.
— Se eu posso tirar alguma coisa desses meses juntos é que eu te conheço muito bem para saber quando você está escondendo alguma coisa de mim. — Eu disse ainda segurando o braço dele.
— Não tem nada a ver com a história do Jeep, babe. E, eu acho, que tem certas coisas do meu passado que você não precisa saber. O que importa é o nosso futuro e eu vou dar um jeito nesse incidente.
— Derek... — Eu disse me aproximando dele e colocando uma mão em sua barriga e a outra atrás do seu pescoço. — Eu quero saber cada detalhe sobre você. Seja ele bom ou ruim. Escuro ou claro. Eu quero todos os tons entre eles.
Eu senti o seu olhar amolecer, mas percebi que aquele assunto não era fácil para ele falar.
— Stiles a Kate foi a única mulher que eu mantive em minha vida por um longo tempo, ela não aceitou bem quando eu terminei por causa da minha opção sexual. E além do mais... — Ele suspirou. — Foi com ela que eu comecei a praticar BDSM. — Ele sussurrou abaixando o olhar.
Minhas mãos caíram ao lado do meu corpo e eu fiquei estático. Senti o meu olhar escurecer.
“Mais que porra é essa?”
Eu não conseguia distinguir o que eu estava sentido. Eu sabia que Derek não era puro quando nos conhecemos. E sabia também que ele já tinha um conhecimento básico no BDSM, mas não achava que era com uma mulher e muito menos que a louca ia voltar para querer reivindicar MEU homem agora.
— Stiles, me desculpa. Mas... — Ele continuou com a cabeça baixa e eu na sua frente paralisado. — Quando eu a conheci.... Ela gostava de algumas coisas mais pervertidas eu me envolvi cada vez mais. Porém, eu era jovem ainda e na minha cabeça ser gay e ainda gostar de BDSM era loucura, então, eu fiz uma escolha entre os dois.
Ele levantou seu olhar e eu pude ver ele brilhando e era como se sua alma refletisse através deles.
— Eu falei que era gay para ela e quando terminei me afastei juntamente do BDSM. Eu só voltei quando eu te conheci. Você me mostrou que eu não era um estranho pervertido e que eu podia ser quem eu quisesse. Principalmente, ser totalmente eu com você, o lado bom e o escuro. Foi você que me fez enxergar melhor esse meu lado.
— Derek... — Ele me interrompeu e segurou o meu rosto com as suas mãos fortes.
— Meu amor, eu não sei o que ela está querendo voltando agora, mas eu não vou deixar que nada aconteça com você. E o mais importante, eu nunca vou te deixar ou te trocar por qualquer outra pessoa. — Ele me deu um beijo rápido e entrou no banheiro para trocar de roupa.
Eu fiquei ali por mais alguns segundos e me sentei na cama sem saber o que fazer ou pensar. Eu fiquei abalado por saber que existia outra pessoa que também conheceu esse lado dominador de Derek na cama. Eu estava com ciúmes, porra. Mas saber também que ele abandonou isso por achar que tinha alguma coisa de errado com ele por ser gay e praticante BDSM fez meu coração amolecer um pouquinho mais por ele. Isso e o fato de que ele me achou confiável o suficiente para dar vida de vez a esse seu lado.
“O Dominador presente em Derek te pertence, foi você o criador dele.” Meu subconsciente tentou me animar.
E isso não deixava de ser verdade. O meu primeiro instinto era fugir em uma situação dessas, mas eu tinha prometido não fazer mais isso. Eu tinha que enfrentar isso junto com ele. Principalmente agora.
“Dá mole para você ver. Se você sai agora a gostosona lá vai cair matando em cima do seu macho.” Revirei meus olhos para meu subconsciente. Havia tido tantas conversas com ele, que estava pensando seriamente em dar um nome a ele.
“Que tal Joe?” Ele sugeriu. Pronto. Aqui estava eu conversando com meu subconsciente de novo.
Soltei um suspiro e encarei a porta fechada do banheiro, controlando meu desejo de entrar lá e agarrar Derek.
Eu não iria abrir mão do meu homem. Nesse momento eu estava de acordo com meu subconsciente zombador. Se não me bastasse Peter, agora me aparece uma louca ciumenta do passado. Kate.
Mas eu tinha algo que ela nunca iria poder dar para o meu namorado gostoso.
“Ela não tem um pau.”
Estava rindo com meu alter ego quando notei Derek saindo do banheiro cabisbaixo.
— Você ainda está aqui. Eu pensei que você sairia porta afora agora mesmo. — Ele sussurrou tristemente com uma expressão exausta.
— Der.... Eu estou exausto. — Eu disse suspirando, a primeira vez na noite percebendo o quanto tinha sido agitado todo esse dia. — Podemos discutir isso amanhã? Quero ir para a cama. Com você de preferência.
Ele pisca para mim surpreso. Aqueles olhos tão expressivos mostrando mais do que apreensão pela minha resposta.
— Você não vai embora? — Ele parecia em dúvida.
— Você quer que eu vá? — Pergunto, olhando fixamente para ele.
— Não! Não! Eu... Eu apenas pensei que me deixaria uma vez que você soubesse.... Soubesse de tudo, dos riscos que eu tenho te colocado. Eu estou sempre te colocando em perigo.
— Derek... Eu não.... — Comecei, mas ele me interrompeu se aproximando mais de mim.
— Sei que é egoísmo meu, mas por favor.... Não me abandone. — Ele sussurrou e senti meu coração se partir.
“Será mesmo que eu seria capaz de deixá-lo? Quando o fiz a primeira vez isso me quebrou. E a ele também.”
— Oh, pelo amor de Deus, não! Eu não irei! — Gritei e me senti totalmente aliviado.
Eu precisava dizer aquilo em voz alta, tanto para ele quanto para mim e meus medos.
— Sério? — Seus olhos se arregalaram, mas ali havia uma pontada de felicidade escondida.
— O que posso fazer para que você entenda. Eu não vou fugir! O que posso dizer? Quer que eu assine um contrato?
Ele olha para mim, revelando seu medo e angústia novamente. Ele engoliu em seco e soltou um suspiro. Nossos corpos nesse momento já estavam colados.
— Há uma coisa que você pode fazer.
— O quê? — Digo o mais rápido que posso.
— Vá morar comigo na mansão. — Ele sussurra.
“Puta merda!” Eu fico olhando para ele por um longo tempo. Eu não posso acreditar no que ele disse, é quase como uma proposta de casamento.
“Ele está brincando, não é? Já trabalhamos juntos, passamos a semana um na casa do outro! Morar junto é um passo para o casamento.”
Tentei controlar o pequeno riso nervoso que insistiu em sair de mim. Mordi meu lábio para impedi-lo de se transformar numa gargalhada, em um riso histérico, mas falhei miseravelmente. Coloquei meu braço sobre meus olhos, me jogando na cama enquanto meu riso se transformava em lágrimas escaldantes.
“Não, não... Isso é demais.”
Derek se deitou sobre mim, sua boca retorcida em um sorriso irônico, mas vejo lá no fundo de seus olhos que ele está magoado com minha reação.
“Ah, não.”
Ele gentilmente enxuga uma lágrima perdida com as costas de seus dedos em meu rosto.
— Você achou minha proposta divertida, Sr. Stilinski?
Aproximo-me, acaricio seu rosto com ternura, desfrutando a sensação da barba sob meus dedos. “Deus, eu amo este homem.” Mais do que qualquer coisa.
— Sr. Hale... — Suspiro e continuo a acariciar seu rosto. — Seu senso de oportunidade é, sem dúvida... — Eu o olho enquanto as palavras estavam me faltando.
— Você está me rechaçando.... — Ele murmura.
— Você acaba de revelar algumas informações, realmente chocantes sobre si mesmo e agora me pede para morar com você, sendo que praticamente já fazemos isso.
Ele move a cabeça de um lado para o outro, como se considerando os fatos.
— Sim, acho que é um resumo fiel e exato da situação. — Diz secamente.
Sacudo a cabeça para ele.
— Olha Derek... Não há nada no seu passado que vá me fazer ir embora. Nenhuma ex psicótica, tio piromaníaco, multidão de fotógrafos atrás de mim... Nada disso. Mas eu preciso pensar. Bebi demais, meu carro foi completamente destruído, estou cansado e quero dormir. Preciso considerar a sua proposta, assim como fizemos no começo. — Falo, fazendo menção ao começo do nosso relacionamento em que eu demorei dias para aceitar as investidas dele.
— Sensato como sempre, Sr. Stilinski. — Ele suspira, sua voz misturada com alívio. — Então, isto não é um não?
Solto um gemido e me sento na cama o empurrando de cima de mim.
— Não, Sr. Hale, isto não é um não, mas não é um sim também. Você só está fazendo isso porque está com medo e não confia em mim.
— Não, estou fazendo isto porque finalmente encontrei alguém com quem quero dividir todos os detalhes do meu dia, e a sua voz é a primeira e última coisa que eu quero ouvir todos os dias da minha vida.
“Oh! Meu coração para de bater e eu derreto por dentro. Como é que no meio das piores situações ele pode dizer as coisas mais românticas?” Minha boca se abre em estado de choque.
— Eu nunca pensei que isto fosse acontecer comigo. — Ele continua, sua expressão claramente radiante e atenuada pela sinceridade.
Fiquei embasbacado, procurando as palavras certas. Não quero magoá-lo mais.
— Posso pensar nisso... Por favor? E pensar sobre tudo o que aconteceu hoje? No que você acabou de me pedir? — Falei o puxando para meu peito e acariciando seus cabelos enquanto nos aconchegávamos na cama de novo. — Eu prometo que vou pensar nisso com carinho.
Derek acenou e logo depois acabou adormecendo deitado em meu peito e eu continuei afagando seus cabelos enquanto contemplava a janela aberta. Havia tanta coisa para absorver. Estava surpreso com a proposta dele. Aquilo seria quase como um casamento.
“E não é isso que você quer?”
A longo prazo, Joe. Mas não agora.... Eu não sei. Aos poucos o sono foi me dominando e logo eu também estava dormindo.
Acordei com a cama vazia no outro dia e encontrei um bilhete de Derek no criado mudo.
“Precisei ir cedo para uma reunião.
Aproveite seu último dia de licença para descansar.
Te vejo mais tarde.
PS.: Pense na minha proposta! XO. ~Derek”
Quando terminei de ler, soltei suspiro me joguei contra os travesseiros novamente. Eu já não aguentava mais essa licença. Não tive danos sérios o suficiente para uma ação dessa, mas mesmo assim o RH se recusou a diminuir a licença.
Como não restava mais nada para fazer, fiquei procurando algo para assistir na TV. Mas nada conseguia me prender a atenção por mais do que cinco minutos. Eu precisava conversar com alguém sobre a proposta de Derek antes que eu enlouquecesse. E por isso acabei mandando um sms para Scott, pedindo que ele almoçasse comigo.
Passei boa parte da manhã entediado no apartamento de Derek e quando Scott finalmente chegou, eu estava a ponto de explodir.
Contei a ele tudo o que aconteceu depois do baile e da proposta que Derek me fez. Scott ouviu tudo atentamente e depois que ele ficou em silêncio por vários minutos resolvi perguntar:
— Você acha que eu devo aceitar? Estamos juntos há menos de um ano. É tudo tão cedo. — Me lamentei.
— Eu não sei, bro. Não sei como funciona o relacionamento de vocês. Mas tempo é só uma questão de números... Você vê, minha mãe ficou quase 16 anos com meu pai e não foi nem a metade do que ela é feliz com o seu. E eles estão juntos tem só quatro anos. Se Derek te faz feliz é o que importa.
— O que você faria no meu lugar? — Perguntei amuado.
— Eu aceitaria... Na pior das hipóteses você apenas vai embora se der errado. Não é um casamento, bro. É morar junto.
— Eu não sei Scott.... Eu tenho tantas dúvidas. Tudo me parece tão sério com ele.
— Cara.... Você deixa ele te amarrar e fazer o que bem entender com você, agora na hora de juntar as escovas de dentes você fica nisso? Stiles! Seja homem cara! Se mude logo para casa dele.
— Delicado você... Igual a um hipopótamo. — Rosnei e Scott riu.
— É a realidade, bro. Eu nunca te vi assim, tão completo. Aceite o fato que você está apaixonado por ele.
— Eu já aceitei. — Murmurei.
— Além do mais, você sabe.... — Scott parecia estar medindo suas palavras, mas aparentemente ele desistiu disso. — Quando você cometeu a burrada de deixar Derek achei que você não sobreviveria. Ou nós. Cara, você ficou insuportável. Então se você não aceitar, mando ele morar no nosso apartamento.
Ri da ameaça de Scott, mas sabia que ele estava falando sério sobre fazer Derek se mudar para nosso apartamento, caso eu não aceitasse.
Terminamos nosso almoço tranquilo e logo Scott teve que ir embora. Ele havia começado a trabalhar para uma revista e agora tinha severos horários de entrada e saída. O acompanhei até a entrada do prédio e quando estava me despedindo dele, vi uma lojinha que vendia bugigangas e coisas para turistas. Num surto de inspiração fui até lá e comprei um pequeno presente para Derek. Algo que eu sabia que ele queria muito.
Derek chegou do trabalho por voltas das quatro da tarde e quando voltou, trazia nas mãos um chaveiro extra.
— Olá, babe. Como está? — Ele perguntou me beijando.
— Entediado. Esse apartamento fica grande demais sem você. — Fiz um biquinho e Derek o mordeu.
— Isso é para você. — Ele disse me entregando as chaves e indo para a cozinha.
Enquanto estava lá, ele encheu um copo com suco e ficou me encarando. Analisando a minha reação.
— Você me comprou um Jeep novo.
— Não foi grande coisa. É só um Wrangler Sahara 2015. — Ele falou, me olhando por cima do copo.
— Derek... Eu te disse que... — Comecei, mas ele me deu um olhar incisivo.
— Stiles... Você vai precisar desse carro. Ou de qualquer outro. Como você vai trabalhar? Vai de carona comigo todos os dias? Não que eu me importe, na verdade eu ia adorar.
Ele tinha um bom ponto, eu realmente precisava de um carro para poder ir trabalhar. Já que ir de ônibus exigiria que eu acordasse no mínimo duas horas mais cedo e andasse quase um quilometro a pé. E além do mais eu não queria ficar tão mais dependente dele. As pessoas já comentavam.
— Eu quero pagar metade dele então. — Rosnei.
— Ok. Vamos ao meu escritório que acertamos isso.
Porém, algo naquele sorriso sarcástico dele me dizia que havia algo escondido ali. Acompanhei Derek até seu escritório e quando ele se sentou em sua cadeira preta de couro, um calafrio percorreu meu corpo.
“Essa cadeira.... Ah!.. Eu imagino coisas tão divertidas para ela.” Derek pareceu entender meus pensamentos e me deu um olhar sacana de cima à baixo.
— Bom.... Senhor Stilinski. — Ele remexia em alguns papeis enquanto fingia, ou talvez até mesmo estivesse sendo completamente profissional. — Revisando nossas dívidas e atuais aquisições, o senhor me deve exatamente.... — Derek digitou alguns números na calculadora, conferiu um extrato de banco e depois anotou um valor em um papel. — Essa quantia.
Peguei o papel e o li. O valor que eu o devia, segundo o próprio, era de nada mais nada menos que zero dólares.
— Derek, eu estou falando sério. Isso fere minha masculinidade! Eu quero pagar pelo menos metade desse carro. — Disse, começado a me irritar.
— Mas eu te dei o valor exato do que o carro custou para mim.
— Você me deu um monte de zero!
— Exato! A Jeep me deu o carro!
— Como é que é? — Perguntei assustado.
“Por que diabos uma concessionária daria um carro a ele?”
— Eles me deram o carro para promover a marca. Uma das empresas de publicidade da Hale’s Enterprise está cuidado da nova campanha deles. Eles queriam que eu trocasse meu belo Camaro por um Gran Cherokee, mas eu já tenho um apreço pelo meu carro. Então eu negociei com eles sobre você promover a marca e em troca ganhar um CJ-5 1980 atualizado... Porém, algumas coisas não foram aceitas.
— Você ia ganhar um Gran Cherokee? — Perguntei abolhado. Eu realmente era fã dos carros da Jeep e tinha um conhecimento gigante nos carros dela.
— Se você quiser, podemos trocar seu carro.
— Não! Quer dizer.... — Uma pequena dúvida pairou sobre mim. Seria o máximo poder ter o Gran Cherokee, mas o Wrangler era muito parecido com meu antigo Jeep.
— Não.... Eu quero o Wrangler mesmo. Ele se assemelha com o Jeep.
— Estamos trabalhando na reconstrução dele, mas não vou mentir, receio que seja impossível. Falta inúmeras peças, alternador está péssimo, precisa de novos cintos, o transmissor já era e os pedais estão afundando.... Como você deixou ele chegar a esse ponto? — Ele perguntou com incredulidade.
— Falta de dinheiro para manutenção. Algumas vezes eu apenas ignorava o problema. Eu não sei Derek... só chegou. E quando eu comprei ele já não era lá essas coisas também. — Me defendi.
— Não estou te julgado! Só fiquei curioso, babe. Agora se nossa reunião de negócios terminou eu tenho coisas interessantes para tratar nessa casa. — Ele me diz com um olhar malicioso
Fiquei de frente para ele, olhando para aquele homem tão bem vestido. Estava em dúvida sobre como preferia ele.
“Completamente nu ou vestido nessa blusa branca perfeitamente modelada para seu corpo?”
Então uma cena se formou na minha cabeça na mesma velocidade que um sorriso em meu rosto.
— Era só isso mesmo Senhor Hale. — Falei e contornei a mesa. Propositalmente esbarrei no copo de suco que Derek havia trago com ele e molhei sua calça. — Oh! Me perdoe Senhor Hale.... Eu posso limpar. — Me fiz de inocente, puxando alguns lenços da caixinha que Derek mantinha em sua mesa e me ajoelhando ao seu lado enquanto esfregava sua calça. — Sou um secretário muito relapso. — Fingi estar consternado.
Derek entendeu meu plano e entrou no jogo.
— Sim, você é.... tenho tido muitas reclamações suas, Senhor Stilinski. — Ele disse, mas podia notar que ele estava tendo uma certa dificuldade em se concentrar, já que minhas mãos estavam a centímetros de seu membro.
— O que posso fazer para me retratar? — Perguntei inocentemente.
— Enxugar minha mesa seria um ótimo começo. Essa madeira é cara e eu não quero que ela estrague ou manche. — Ele arrasta sua cadeira para trás e me dá espaço para limpar a mesa.
Puxo mais alguns lenços de papeis e me inclino sobre a mesa, fazendo com que Derek pudesse ter uma visão completa da minha bunda.
Em um gesto ágil, Derek voltou a cadeira para o lugar e me fez cair em seu colo.
— Senhor Hale.... Não devemos. Alguém pode entrar! — Tentei me mover e ele me segurou um pouco mais forte.
— Você precisa completar usar funções, mocinho. Talvez eu deva te dar um incentivo. — Derek tirou minha camisa a puxando com um único gesto arrebentando todos os botões.
Depois, ele começou a distribuir leves beijos em meu pescoço, me fazendo arrepiar. As mãos deles percorreram meu peitoral e ele apertou meus mamilos entre os dedos. Gemi alto e me apertei contra ele.
— Sabe.... Desde que voltamos, fico imaginado.... Eu te fodendo aqui. Nessa mesa. Nessa cadeira.
— Que tal agir então? — Rebolei no colo dele e Derek deliberadamente apertou meu pau por cima da calça.
— Você mocinho, está aqui para agradar a chefia. — Bem lentamente ele abaixou minha calça e me deixou só de cueca. Ele ficou me massageando até que eu estivesse duro. — Olha só como você fica sedento apenas com poucos toques.
— Não é a quantidade... É quem está tocando. — Sussurrei de olhos fechados. Derek arrastou sua barba pelo meu pescoço e depois me deu um beijo no ombro.
— Incline-se sobre a mesa. — Ele falou e fiz o que foi pedido. Ele abriu sua gaveta e tirou de lá uma régua de acrílico. — Você mocinho, tem deixado a desejar em suas funções. — Senti ele passar a régua pela minha bunda, ainda coberta pela cueca. Como se estivesse intencionalmente querendo me provocar ainda mais, ele desceu minha cueca e ficou apalpando minha bunda. — Tão linda.... Toda minha para fazer o que quiser.
E então ele me deu uma mordida lá, antes de me bater na outra nádega com a régua.
“Oh Deus.... Isso é tão.... uh!”
Derek golpeou mais quatro vezes minha bunda e quando eu estava a ponto e explodir ele deixou a régua de lado e abriu novamente a gaveta, tirando de lá um pequeno vidro que eu imaginei ser de lubrificante.
— Você mantém isso pela casa toda? — Perguntei, antes de sentir ele me penetrar com o dedo.
— Em alguns pontos estratégicos. Porém alguém anda usando. — Ele disse como se não estivesse fazendo nada demais comigo. Soltei um gemido quando ele acertou meu ponto doce.
Derek continuou a me alargar até que eu estivesse aberto o suficiente para ele e sem aviso prévio ele me penetrou. Ele me estocava duramente, me fazendo cada vez mais duro e eu estava precisando de todo meu autocontrole para não me deixar ser consumido pelo orgasmo. Suas mãos habilidosas estavam me fazendo perder as forças nas pernas.
Ele explodiu em um orgasmo poderoso dentro de mim e logo em seguida eu gozei em sua mão ao som da sua ordem. Acabamos nos deitando no chão para nos recuperarmos e, então, Derek gemeu surpreso.
— Esquecemos a camisinha. — Ele falou, ainda ofegante.
— Oh não!! E agora? Será que vou engravidar? — Perguntei debochado e ele riu.
— Besta.... — Me virei em sua direção e me deitei em sua barriga. Derek alisava meus cabelos quando lembrei do presente que tinha preparado para ele logo depois do meu almoço com Scott. — Você pensou na minha proposta?
— Estou ponderando ela. — Disse e me levantei. Coloquei minha cueca que estava jogada pelo escritório e fui até o quarto correndo, onde havia deixado o pequeno embrulho. Derek fez o mesmo que eu e me seguiu.
— Sabe... Dr. Deathon quer uma consulta comigo e com você.... O que você acha? Você não é obrigado a ir, mas eu gostaria que você fosse. Ele sabe muita coisa sobre mim e talvez consiga te explicar algumas dessas manias.
Analisei seu pedido e acabei chegando à conclusão que aquilo deveria ser mais importante para ele do que ele deixa transparecer. Mas nada do que fosse dito naquela sala mudaria minha decisão de qualquer forma.
— Eu te comprei isso. — Entreguei a ele e vi quando ele começou a desembrulhar. Parei as suas mãos. — Mas agora quero que você abra só depois dessa consulta ao seu psicólogo. Você pode fazer isso por mim?
— Claro, babe.
Eu sorri ao ver ele guardando o meu presente para ele e louco para saber a reação dele quando abrisse depois.
Saímos de casa com o propósito de passar em um restaurante para um rápido jantar antes de irmos para a consulta agora a noite. Chegamos no consultório do Dr. Deathon no horário e ficamos na recepção esperando ele nos atender.
Quando ele abriu a porta da sua sala eu quase morri do coração ao perceber que ele era o cara que estava me disputando no leilão do baile na mansão do Derek. Eu apertei a mão de Derek antes de me levantar com ele, com a minha reação Derek olhou para mim e sorriu.
— Pode ficar tranquilo, babe. Você está comigo.
Eu olhei para frente e encontrei o Doutor me encarando com um sorriso.
— Acho que entendo o olhar estranho dele para mim, Derek. — Ele disse encarando Derek com um sorriso, depois ele se virou para mim e continuou. — Eu estava testando Derek no baile, Stiles. Pode ficar tranquilo que eu não tenho nenhum interesse além do profissional com ele.
Minhas bochechas queimaram de vergonha e eu abaixei meu olhar rindo sem graça. Vendo meu desconforto Deathon chamou a minha atenção e disse:
— Não se preocupe, garoto. Você fez mais progressos com Derek em seis meses do que eu não fiz em anos. Não sei o que você está fazendo, mas continue. Parece está funcionando muito bem.
Ele sorriu para Derek e eu, e nos mandou entrar para dentro do seu consultório. Aquilo só fez fortalecer minha decisão de ir morar com Derek. Era como se isso fosse uma confirmação tácita de que eu estava fazendo a coisa certa.
A consulta foi muito tranquila, Deathon ficou nos perguntando sobre o nosso relacionamento. Derek contou sobre Peter e também sobre Kate voltando. Deathon nos aconselhou a resolvermos isso juntos, enfatizando a importância do diálogo em um relacionamento. E além disso, Derek mencionou a sua evolução com a hafefobia e Deathon ficou muito orgulhoso dele, mas também me elogiou pela iniciativa. Ele nos disse que estávamos evoluindo de uma forma muito saudável e que nós não nos preocupássemos com os obstáculos à frente, que nós iriamos passar por isso.
No dia seguinte eu acordei na cama de Derek e me espreguicei gostoso. Mas daí percebi que Derek já não estava mais na cama e me levantei assustado. Quando olhei para o lado dele na cama eu vi um bilhete.
“Meu amor, tive que sair logo cedo para empresa, pois teria que voar com Érica para Boston em uma reunião de emergência. Volto logo que acabar para poder abrir seu presente para mim. Estou ansioso, até o guardei no meu bolso interno do paletó para te manter perto de mim o dia todo.
Sentirei saudades. XO. Derek.”
Sorri com seu bilhete amoroso e como ele deu importância para esse simples gesto que acabei caindo na cama de novo abraçado com o bilhete e um sorriso bobo no rosto.
Me levantei da cama depois para me aprontar para ir para empresa, seria o dia da minha volta. “Aleluia!” Já não estava aguentando mais ficar parado. O único, porém, de hoje era que eu não estaria ao lado do meu homem, então teria que me contentar a passar o dia pensando em Derek.
O dia passou como uma tartaruga, Boyd não tinha notícias de Érica assim como eu não tinha de Derek e isso estava começando a me preocupar. Okay, era um pouco possessivo querer estar perto e saber de tudo durante o dia do meu namorado, mas eu não conseguia me controlar. Tentei mandar mensagens e ligar o dia todo para ele, mas ele não me respondia.
Quando chegou ao fim do dia e eu estava muito preocupado com a falta de notícias.
“Ele nunca ficou mais do que duas horas sem me mandar um simples sms.”
Encontrei Boyd para me levar para a cobertura de Derek e quando perguntei se tinha notícias de Érica ele disse que também não tinha e que quando me deixasse em casa iria tentar saber o paradeiro dos dois. Aquilo acalmou o meu coração e voltei mais tranquilo para casa.
Chegando na cobertura encontrei Scott e Allison na sala assistindo TV e quando perguntei de Chris eles disseram que estava no escritório. No meu caminho para quarto de Derek passei pelo escritório e dei “Oi” para Chris. Troquei de roupa e estava voltando para sala quando Chris me parou no corredor.
— Você conseguiu falar com Derek hoje? — A sua pergunta acendeu todos os alertas na minha cabeça que já estavam em curto o dia todo.
— Não. Boyd foi procurar saber o paradeiro dele logo depois de me deixar aqui. — Eu disse com um tom mais preocupado agora que eu sabia que ele compartilhava do mesmo sentimento que eu.
Ele sorriu para mim, como se tentando me tranquilizar.
— Tudo bem. Ele deve ter desligado o celular ou acabado a bateria. É bem típico dele mesmo. — Ele saiu dizendo isso enquanto caminhava para a sala se sentando perto dos meninos no sofá olhando para TV como se não estivesse preocupado meio segundo atrás.
Meu telefone tocou e eu fui buscar ele no quarto. Quem ligava era meu pai e quando fui atender a campainha da cobertura tocou, sai correndo em direção a porta achando que Derek tinha finalmente voltado, colocando meu pai em modo de espera.
Cheguei na sala para me deparar com um Boyd pálido e um rosto totalmente consternado.
— Olhe para a televisão. — Ele disse em um sussurro.
Não consegui fazer isso imediatamente com meu coração pesando em meu peito como se comprimindo toda a minha respiração. Atendi meu pai enquanto me virava para olhar para TV. A imagem trouxe um sentimento de perda no meu coração.
— Pai... — Falei sentindo as lágrimas acumular nos meus olhos.
— Stiles, meu filho... — Ele deu uma pausa como se recuperando o fôlego para falar. — Talia caiu.
Fale com o autor