Você Sempre Vale a Pena
25 Capitulo 25: Derek
Notas iniciais
Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo.
Meu helicóptero caiu. Okay.
Não foi uma queda, foi um pouso forçado perigoso, mas eu consegui sobreviver, juntamente com Erica.
Nós estávamos voltando para casa depois de um dia cheio de reuniões, mas com a alegria que todos os meus negócios naquele dia tinham dado certo. Não era noite, o céu estava limpo, mas o sistema do helicóptero deu pane e ele começou a cair. Eu não conseguia controlar muito bem e o maior medo foi de cair no meio de uma floresta e acabar queimado.
Ao mesmo tempo que eu tinha que tentar salvar o helicóptero, a mim mesmo, eu tinha que acalmar Erica e salvá-la também.
Foi um alívio quando descobri ela não era o tipo de mulher que gritava e entrava em pânico. Foi muito mais fácil com ela me dando apoio e dizendo que íamos sair livres daquela situação ao invés de surtar. Tentei de alguma forma, encontrar um lugar relativamente plano para fazer um pouso de emergência perto de uma floresta, o pior medo era bater em algumas daquelas árvores e ser estraçalhados, além da falta de controle, tinha o vento, a gravidade e localização trabalhando contra nós.
Depois de pousar com um baque no chão e só sair com algumas lesões, sai com Erica de lá de dentro e fui procurar algum ferimento grave nela, ela me tranquilizou dizendo que estava bem e depois de me convencer disso eu fui abrir o compartimento com os motores da Talia para tentar encontrar o motivo disso ter acontecido.
“Em todos esses anos, eu nunca tinha sofrido um acidente com ela.”
Não era a falta de combustível e nem nada relacionado com a manutenção, tentei olhar mais perto até que encontrei alguns fios soltos, pegando-os para analisar de perto. Ao fazer isso, notei que na verdade eles estavam cortados. Mexi em alguns deles, tentando reconectá-los, mas depois de alguns segundos que eu os coloquei, eles soltaram faíscas e uma pequena nuvem de fumaça começou a subir. Fui me afastando com medo que aquilo explodisse.
— Vamos sair daqui... Isso parece ruim. — Falei para Erica e a puxei comigo.
Andamos um bom pedaço, quando o barulho de explosão nos fez parar e olhar para trás. Uma imensa fumaça preta subia de onde havíamos pousado.
Começou a escurecer e Erica e eu precisávamos de arrumar um jeito de sair do meio daquela floresta. Nossos celulares estavam sem bateria, ou seja, sem chances de usar o GPS e sem poder ligar para ninguém. Além do mais estávamos no meio do nada, eu duvidava que tinha alguma rede disponível naquela área. Seguimos uma trilha e vagamos até chegar no acostamento da rodovia. A vantagem que quando o helicóptero pifou nós já estávamos em Seattle, portanto não iriamos sofrer tanto.
Na Highway 5 tentamos encontrar uma carona para nos levar para casa. Eu tentava imaginar o que tinha acontecido. Ainda não tinha caído a ficha de tudo. Eu pensava se de alguma forma a explosão estava dando alguma publicidade e se estivesse dando, será que Stiles sabia que era a Talia?
“Oh Deus... ele deve estar tão preocupado.” Eu suspirei me achando derrotado.
— Calma, Derek. Nós estamos bem. — Erica disse para mim segurando o meu braço. — Você vai voltar para ele. E além do mais, eu nunca deixaria de voar com você por causa disso. — Ela sorriu e continuou. — Eu sei que isso não foi sua culpa.
As suas palavras apesar de serem poucas fez um bom trabalho para me confortar. Aquilo significava muito para mim, mesmo que ela não tivesse como saber. Eu não suportaria mais alguma pessoa sendo machucada por minha causa. Eu ainda não tinha superado o incêndio em que eu quase tinha perdido Stiles. Erica era além de minha assistente, era minha amiga e namorada do meu segurança. Eu, definitivamente, não saberia lidar com isso.
Eu sorri para ela de volta, louco para voltar para casa logo e ver meu namorado e toda a minha família. É incrível como coisas como essa nos faz perceber como a vida é curta.
“Apesar que a minha quota de lembretes como esse, já está extrapolando!”
Conseguimos pegar uma carona com um caminhoneiro que estava indo para o centro de Seattle e de lá um táxi. Eu insistir em levar Erica para um hospital, mas ela negou veementemente e disse que a única coisa que queria era a sua casa e um bom banho quente. Ela não queria aumentar mais as notícias que rolavam sobre o acidente. No nosso caminho dentro do caminhão nós escutamos sobre a queda do helicóptero. O que eles estavam dizendo era que tinha caído, houve uma explosão e que ninguém tinha sido encontrado ainda.
Eu imaginava o que Stiles devia estar pensando escutando isso. O que toda a minha família devia estar pensando. Eu estava com uma saudade e uma ansiedade em revê-los que mal cabia em mim.
Eu coloquei a mão sobre o meu coração e percebi que ainda estava com a caixinha do presente de Stiles comigo. Eu apertei mais ainda e meu coração se acalmou um pouco. Eu estava voltando para ele e sabia que poderia abrir com ele e descobriria o que era isso no final das contas.
Quando saímos no centro da cidade pegamos um táxi para minha casa. Eu podia supor que Boyd estaria lá e depois de rever sua namorada poderia levá-la para casa e cuidaria dela. Chegamos e já era de madrugada, tinha alguns fotógrafos e repórteres na porta do meu prédio, tentamos passar um pouco despercebidos e quando eles perceberam quem nós éramos, corremos o resto do pequeno caminho porta a dentro, assim eles não nos incomodaram tanto.
Nunca agradeci tanto por estar todo esfarrapado na minha vida. Subimos até a cobertura e quando as portas do elevador se abriram eu nunca senti um alívio e uma alegria tão grande na minha vida. O sentimento se equiparava quando eu encontrei Stiles no meio da fumaça e vi que ele estava vivo no dia do incêndio.
Meus olhos procuraram por ele instantaneamente e eu corri para seus braços quando o avistei. Ele me encontrou no meio do caminho e para mim naquele momento não existia ninguém além de mim e ele naquela sala. Eu o abracei apertado no meu peito e senti ele começar a chorar. Me afastei não querendo que ele sofresse e segurei o seu rosto.
— Eu estou aqui, meu amor. Não se preocupe. Eu voltei para você. — Eu disse do fundo da minha alma o encarando e ele fungava sonoramente, olhando para mim com os olhos brilhando por conta das lágrimas.
Ele tentou falar alguma coisa e eu fiz a única coisa que eu poderia pensar naquele momento. Eu o beijei como se a minha vida dependesse disso. E ao sentir ele me agarrando como se eu fosse a sua tábua de salvação me fez sentir um amor por ele ainda maior. Eu não sobreviveria sem ele na minha vida e eu pude perceber que a recíproca era a mesma a partir dessa sua ação.
Quando nos separamos todos nos encaravam com um olhar de aprovação. A partir desse momento eu pude fazer uma avaliação de quem estava lá. Boyd estava fazendo a mesma coisa que eu naquele momento agarrado a Erica como se não pudesse viver longe dela. Allison e Scott estavam abraçados em um canto. Percebi como o rosto de Allison estava inchado e vermelho e sabia que igual a Stiles ela também havia chorado. Chris estava com um sorriso no rosto, mas eu pude ver o abatimento na sua expressão, parecia que ele tinha envelhecido mais alguns anos. Da mesma forma parecia John e Melissa que estavam abraçados, mas olhando para mim naquele momento com um sorriso aliviado no rosto.
Eu vi ali naquela sala as pessoas que eu mais me importava no mundo reunidas e da mesma forma que veio esse sentimento de gratidão me veio o ódio.
“Como alguém poderia querer ferir tantas pessoas ao mesmo tempo?”
Como poderia ser tão maldito. A partir daí eu já sabia muito bem quem tinha causado isso.
Com a aparição da Kate eu fiquei com medo de que ela poderia estar envolvida nisso, mas ela não seria capaz de uma maldade dessas. Só existia uma única pessoa no mundo que poderia fazer algo para mim desse jeito, mesmo sabendo que alcançaria tantas outras pessoas em uma única jogada.
Peter.
Aquele maldito já está indo longe demais. Eu tomaria algumas providências contra isso. Ele já tinha atingido o meu limite e eu estava pronto para brigar. Abraçado ainda com Stiles eu ainda lhe dei mais um beijo e fui cumprimentar os outros na sala. Cada abraço, palavra e sentimento ali demonstrado alimentava o meu sentimento de esclarecer de uma vez por todas, essa situação ridícula que Peter estava criando. Allison me abraçou tão forte e chorou em meu peito que eu pensei se ela tinha passado mal ao ouvir a notícia.
Eu sentei ela ao lado de Stiles e chamei Melissa para ficar com ele e Erica, enquanto eu iria conversar com os homens sobre os acontecimentos de hoje.
— Derek, já está tarde e você deve estar cansado. Vem para cama, depois você resolve isso. — Stiles tentou me parar e fazer ir descansar. Mas eu queria colocar um ponto final nisso logo, ou pelo menos, começar a escrever esse final. Eu já não aguentava mais.
— Já vou, baby. Mas antes eu preciso cuidar disso.
— Você e Erica devem estar machucados. — Ele disse com a voz chorosa me analisando de cima a baixo.
— Não, meu amor, não estamos. Nós saímos do helicóptero antes de explodir. Estamos bem, só precisamos descansar. Faça um chá para vocês que logo que eu terminar de conversar com os rapazes eu me juntarei a você.
Ele acenou ainda me encarando preocupado. Eu sorri para ele para amenizar o clima e ele melhorou a cara. Caminhei com todos os outros dali para o meu escritório e comecei rapidamente.
— Primeiramente, isso aqui é só uma preliminar de como lidaremos com isso a partir de agora. — Eu disse querendo deixar claro que isso seria assunto para muitas reuniões, mas que depois falaríamos com mais calma.
Eu precisava falar isso agora e começar as investigações, e os meus próximos passos, senão eu iria me sentir um inútil, mesmo não sendo muito diferente nessa situação. Mas eu queria começar com isso logo.
— Eu sei que todos aqui estão cansados, eu inclusive. Mas já quero deixar bem claro o que faremos a partir de amanhã e cada um com o seu papel. — Eu pensei nisso durante todo o meu caminho para casa e Peter iria se arrepender de entrar no meu caminho de novo.
— Chris e Boyd, vocês cuidarão a partir de hoje da segurança de todas as pessoas da nossa família, incluindo amigos, eu quero uma equipe reforçada. Mais câmeras instaladas, alarmes de segurança, todas as providências possíveis. John você irá trabalhar no caso que irei abrir contra Peter por atentado e tentativa de homicídio e isso vai começar desde o acidente que matou minha mãe e irmãs. E você Scott será a nossa boca para as pessoas. Você terá uma matéria exclusiva sobre o acidente de hoje e sobre todas as curiosidades da minha vida para a revista que você está trabalhando. Eu quero que você deixe claro em todas as publicidades possíveis que nós estamos de olho no que está acontecendo e que vamos tomar providências para isso.
Eu disse as instruções e todos os papeis para cada um deles, e eles acenaram em reposta sem nenhum questionamento ou desistência. Depois disso eu dispensei todos e disse que era para todos irem para casa e descansar, que as coisas iriam melhorar e piorar na mesma medida a partir de agora e já disse para Scott começar a publicar as coisas. Também avisei para todos que estaria fora amanhã passando o dia com Stiles para eu descansar e todos concordaram. Chris disse que iria mandar aumentar a minha segurança e de Stiles mais uma vez e colocar mais seguranças na Mansão.
Depois de acordados voltamos para sala e Stiles voltou para os meus braços como sempre. Despedimos de todos que estavam ali, Melissa, John, Boyd e Erica. Scott ia passar a noite com Allison aqui na cobertura, Chris foi para o seu quarto me abraçando mais uma vez e dizendo que eu ando deixando ele muito preocupado nessa idade. Sorri para ele de volta dizendo que iríamos dar um jeito em melhorar isso.
Quando fiquei sozinho com meu Stiles eu pude respirar aliviado mais uma vez. Como poderia viver longe do meu menino. Stiles virou em meus braços ficando de frente para mim e me encarou segurando o meu rosto. Seus olhos se encheram de lágrimas quando ele falou:
— Eu pensei que te perderia. — Ele fungou.
Limpei uma lágrima solitária que escorria em seu rosto e disse:
— Eu nunca te deixaria. Não vou deixar que nada nesse mundo me separe de você, meu amor.
Segurei o seu rosto e colei nossos corpos. O beijei profundamente, minha língua sondando cada recanto do interior da sua boca e ele respondendo aos meus movimentos. Sua língua acariciava a minha e ele agarrou os meus ombros como se tentando fundir comigo. Aquele beijo transbordava toda a angustia que sentimos durante o dia afastados um do outro. Ele se afastou de mim dando o primeiro sorriso desde que eu cheguei.
— Você está cansado, deve ir descansar. Vou preparar um banho para você. — Ele disse corando.
— Eu quero você agora, Stiles. — Eu disse com a voz rouca.
Eu precisava me unir com ele. Saber que estávamos bem e ainda mais, eu queria me sentir vivo naquele momento. Eu estava agindo por instinto e como um animal. Esquecendo até mesmo dos meus planos para o dia seguinte para ele.
Ele me abraçou forte e senti algo nos cutucando e machucando um pouco. Me lembrei da caixinha com seu presente. Ele me encarou olhando para ver o que tinha o machucado também na hora do seu abraço apertado e eu sorri para ele enfiando a mão dentro do meu bolso e pegando o presente.
Seus olhos se arregalaram e encheram de lágrimas. Eu não entendi muito bem e estava indo perguntar o que tinha acontecido quando ele me interrompeu e disse:
— Esse é o momento perfeito, — ele estava com a voz embargada, — abre, Derek.
Eu me concentrei em abrir com cuidado todo o embrulho e descobri uma caixinha mesmo, quando a abri encontrei um chaveiro com um quadradinho que tinha uns óculos e um gorrinho desenhados. Essa era a marca registrada de Stiles, eu sorri olhando para ele e ele me encarou.
— Esse chaveiro é para você colocar as suas novas chaves da Mansão.
Eu fiquei com uma cara de idiota, porque eu ainda não tinha entendido. Eu abri a minha boca para perguntar quando ele abriu um grande sorriso e disse:
— Vira.
Quando eu virei tinha uma telinha em LED com YES escrito e piscando para mim, chamando a atenção. Fiquei encarando por mais alguns segundos até eu entender o que aquilo significava. Ele estava dizendo que iria morar comigo na mansão. Ele disse sim. Ele aceitava.
Depois de todos os acontecimentos de hoje e a montanha russa de emoções, meus olhos se encheram de lágrimas e eu o olhei sorrindo não sabendo o que falar ou como expressar a minha gratidão. Ao invés a única coisa que eu disse foi.
— Mas você me respondeu isso antes...
— Eu te entreguei antes da consulta, porque eu queria ter certeza que você soubesse, mesmo não sabendo no momento, que nada do que eu escutasse ali iria mudar a minha opinião. Eu quero morar com você. Mesmo com medo. Eu quero isso com você.
Eu não sabia como responder, segurei o presente com força na minha mão e com o outro braço eu o joguei nos meus ombros com ele gritando com o susto. Eu parecia uma criança que ganhou o presente perfeito de Natal. Eu não sabia como agradecer em palavras isso que ele estava fazendo por mim, por isso eu tinha que mostrar.
O joguei na cama do meu quarto e o presente na mesinha de cabeceira.
— Eu estou na dúvida se eu te agarro agora, ou eu deixo tudo para amanhã, quando eu te mostrar o nosso quarto na Mansão. A sua resposta hoje vai fazer a comemoração melhor impossível. — Eu sorria como um lobo pronto para atacar.
Ele puxou o seu corpo até encostar na cabeceira e eu disse:
— Dispa-se e vamos tomar banho que eu vou te contar os nossos planos para amanhã.
Comecei a tirar a minha roupa na sua frente e ele suspirou até sair da cama e começar a se despir também. Com a sua atitude tão entregue, tão sublime para mim eu queria fazer ele gozar tão duro que iria explodir a mente dele. Porém eu estava morto de cansaço, havia andado muito e precisava recuperar as minhas forças para amanhã.
Portanto eu resolvi fazer essa noite como uma preliminar do que pretendia fazer com ele amanhã.
O puxando nu junto comigo para o meu banheiro eu liguei o chuveiro e comecei a tomar banho.
— Você não pode me tocar. — Eu o repreendi antes dele encostar em mim. Sorri amenizando o meu comando. — Amanhã você poderá fazer isso.
Pensei em um joguinho para nós dois começarmos a fazer hoje e que seria rápido de certa forma.
— Vamos brincar, meu amor. Toque-se para eu ver. — Seus olhos arregalaram com a minha ordem e como se para estimulá-lo eu comecei a me masturbar também.
Nós estávamos em lados opostos dentro do box e o chuveiro já tinha feito a sua magia deixando tudo embaçado e com fumaça, deixando o ambiente ainda mais erótico. Stiles começou a se tocar e com um gemido estrangulado eu continuei a estimulá-lo com as minhas palavras sujas.
— Você está duro para mim, amor? Isso tudo é só para mim? Tudo meu, não é?
Stiles gemia acenando se pressionando na parede e encarando o meu pau na minha mão subindo e descendo.
— Imagine o que eu irei fazer com você amanhã, mocinho. Eu irei fazer você gozar tão duro que irá perder as forças. Eu vou usar e abusar de você do jeito que eu quiser. Porque você é meu, meu namorado, meu amante e meu SUBMISSO. — Minha voz está ficando cada vez mais rouca e eu sentia o meu orgasmo subindo a superfície. Ver ele se tocar para mim era a visão mais excitante que eu poderia imaginar.
Ele gemia e na medida que eu aumentava o ritmo da minha mão ele imitava os meus movimentos.
— Aperte os seus mamilos para mim, Sti. Passa sua mão sobre o seu corpo e imagine que sou eu. — Ele gemia cada vez mais forte o que indicava que o seu orgasmo estava tão perto quanto o meu.
— Você quer gozar?
Ele não conseguia responder seus olhos se desviando um segundo do meu pau para encarar os meus olhos, onde eu vi seus olhos implorando por libertação. Ele acenou e eu disse:
— Goza para mim. Me dê o seu prazer Stiles.
Ele gemeu mais forte e nós dois aumentamos o nosso ritmo até nós dois estarmos ofegantes. Quando eu iria gozar, eu me aproximei rápido dele, colando os nossos corpos e gozando em sua barriga ao mesmo tempo que Stiles gozava sobre a minha. Repetíamos o nome um do outro sem parar e quando acabamos até a última gota, nos beijamos debaixo do chuveiro se misturando em meio ao nosso prazer toda a felicidade e conforto que só encontrávamos um com o outro.
Nos lavamos e fomos para cama. Eu estava tão feliz que estava com o meu Stiles de novo. Por um momento no meio daquela turbulência que foi esse acidente eu temi nunca mais poder estar perto dele e poder desfrutar desse amor. Eu tinha que mostrar para ele o quanto ele era importante para mim e como eu só poderia fazer certas coisas com ele e com mais ninguém.
No dia seguinte fomos depois do almoço para a mansão, pois tínhamos acordado tarde. Tudo estava vazio lá, exceto os seguranças que estavam guardando o lugar. Nos mudaríamos na próxima semana e as coisas começariam a ser transportadas ainda essa semana. Porém aquele quarto já estava montado desde que tinha terminado a construção e eu estava ansioso para mostrar a Stiles.
Entramos no quarto e Stiles se jogou na cama
— Não é aqui que vamos brincar, Babe. — Falei misteriosamente e ele me olhou com uma cara de interrogação. O puxei para a porta que ele tinha me perguntado na noite do baile.
Seus olhos se arregalaram e eu me mantive ao seu lado enquanto eu apertava o botão ao lado da porta. Quando abriu a porta ele me olhou assustado ao ver que era um elevador. Sorri de lado para ele esticando a mão para ele entrar.
— O que há com elevadores, não é? — Disse piscando e ficando ao seu lado no elevador dentro do nosso quarto. A tensão sexual já crescendo.
Ele começa a corar e eu tenho certeza que ele se lembrou do nosso primeiro beijo, que foi em um elevador. Apertei o primeiro botão da tela de controle e começamos a descer.
— Estamos descendo? — Stiles perguntou curioso.
— Sim, babe.
— Para onde vai esse elevador? Para quê mais botões?
— Um vai para o nosso quarto, um para o nosso playground e um direto para a garagem caso aconteça alguma coisa e esse seria o nosso escape.
— UAU. Você pensou em tudo, hein? — Ele perguntou meio sarcástico.
Quando as portas se abriram seus olhos arregalaram e ele saiu para fora com a boca no chão. Ele parou no meio do lugar girando no lugar e com um sorriso sarcástico ele falou virando para mim, que já tinha saído do elevador e as portas tinham se fechado.
— Definitivamente, se não sabe brincar não desce para o playground.
Eu ri da sua piada e vi ele indo conferir cada coisa ali. Eu poderia ter feito só um quarto, mas eu achei pouco. Por isso, ao invés de ser um cômodo para nós brincarmos, era um andar inteiro da casa localizado no subsolo.
Eu comprei uma variedade de brinquedos para nós. Eu pedi a ajuda da Breaden e do Mestre Z quando estava mobiliando o lugar. Mestre Z disse que poderíamos fazer várias festas aqui e role plays, devido ao tamanho do lugar.
Eu dividi os cômodos e fiz um quarto separado para mim e Stiles e um banheiro enorme, com uma banheira que cabia no mínimo 5 pessoas. O chuveiro tinha uma parede de vidro o separando, tinha seis duchas e com várias temperaturas, e uma variedade de loções, sabonetes e óleos nas prateleiras. Além desses dois cômodos separados, o resto era como uma grande área aberta coberta de utensílios BDSM. Tinha uma parede só com algemas, amarras, correntes, variedades de chicotes, grandes e pequenos, pás. Poucos vibradores. Também comprei uma coleção de óleos e lubrificantes, tinha toda a intenção de testar todos com Stiles.
Stiles estava voltando de dentro do quarto e banheiro no canto e voltou para ampla sala analisando de perto cada objeto. Tinha uma Cruz de Santo André, um banco de surras, uma parede de Teia de Aranha, argolas que desciam do teto para suspensão, uma mesa quadrada, uma mesa para massagens, um sofá e abaixo dele um tapete bem fofinho. Tinha uma cômoda com algumas gavetas para guardar os objetos menores, como plugues anais, grampos de mamilos, artigos para diversidade de massagens, ceras, velas, artigos para fireplays, etc.
Quando Stiles voltou para o meu lado eu segurei seu rosto corado e perguntei:
— Você gostou, babe?
— Claro, esse é melhor do que tudo o que eu já vi na vida. — Ele deu uma gargalhada e continuou. — E é tudo nosso.
Assumindo o meu papel iríamos começar o jogo.
— Já que agora você conhece o nosso cantinho. Tire a sua roupa e se deite na mesa de massagens de barriga para cima, sub.
Stiles entendeu a mudança de postura e assumiu o seu papel aqui também.
— Sim, Senhor.
Ele caminhou em direção à mesa de massagens e começou a se despir, dobrando as roupas colocando em cima do sofá. Quando ele se instalou sobre a mesa eu fui pegar o que eu queria para a nossa estreia. Eu não iria elaborar muito hoje, pois isso era uma comemoração e nós ainda tínhamos muito tempo para visitar aqui quando nos mudássemos.
Uma das coisas que eu mais gostei de aprender no BDSM era sobre fireplays, o que era bem controverso dado a minha bagagem. Porém como eu ainda era muito novo nisso, eu estava trabalhando mais com os jogos de temperaturas, na nossa primeira vez toda S&M eu tinha brincado com gelo com ele. Hoje eu iria esquentar as coisas, literalmente.
Peguei a panelinha e a cera de mel que eu comprei. Peguei toalhas, uma espátula e um óleo corporal. Posicionei os objetos na base da mesa que Stiles estava deitado e coloquei a cera para esquentar, enquanto esquentava eu peguei o óleo e caminhei para o lado de Stiles.
— Qual a sua palavra segura, sub?
— Fire, Senhor.
— Muito bem. Se precisar ou algo te incomodar você está liberado para falar a qualquer momento. Hoje será uma recompensa e um castigo.
— Como assim, Senhor?
— Recompensa por você ter aceitado vim morar comigo e um castigo, — pausei com um sorriso sacana no rosto, — primeiro, por que eu posso, segundo, porque eu disse que haveria retaliação para a sua brincadeirinha com o chocolate aquele dia.
Stiles abriu a boca para falar algo, mas fechou de novo.
— Te garanto que vai se divertir, meu amor. — Falei dando-lhe um beijo.
Abri o óleo e o coloquei nas minhas mãos. Esfreguei uma contra a outra para esquentar e depois espalhar no seu corpo. Comecei do pescoço e fui descendo por todo o seu corpo, alisando e esfregando cada centímetro de pele exposta. Stiles ia dando gemidinhos de prazer enquanto eu o esfregava. O virei de barriga para baixo e o esfreguei todo, antes de pedir para se virar de novo.
O óleo além de ser uma boa preliminar era para livrar a pele dele de marcas futuras por conta da cera e servir para auxiliar na remoção também. Voltei para a base e peguei a cera e a espátula para começar a minha obra de arte no corpo do meu amante.
Ao lado do seu tórax de novo eu perguntei mais uma vez:
— Está tudo bem? Posso continuar?
— Sim, Senhor. Eu sou seu.
Eu sabia que para alguns podia parecer idiota esse tipo de coisa, mas uma coisa que eu aprendi com todo o treinamento é que eu não era um Dom sozinho. Eu só sou um Dom porque eu tenho um submisso para me entregar o poder, sem um sub eu só sou um cara qualquer. E isso era o que muitos não entendiam.
Comecei a desenhar com a cera na parte da barriga de Stiles. Eu gotejava a cera, espalhava, criava desenhos aleatórios, e a cada toque da cera quente em Stiles ele gemia de prazer, fechando os seus olhos. Além dos seus gemidos eu podia ver a sua ereção crescendo a partir do meu canto de olho. Depois de ter preenchido todo o tórax e barriga dele eu larguei a espátula e cera no final da cama e me voltei para ele.
— Vamos te limpar, amor. Gostou? — Eu disse sorrindo e vislumbrando a sua ereção.
— Tudo com você é perfeito, Senhor. — Ele me disse com um sorriso bobo no rosto.
Eu o segurei e beijei enquanto o sentava na mesa. Me encaixei no meio das suas pernas e a partir daí o levantei no meu colo para o banheiro. Chegando lá o coloquei no chão e fui ligar a água quente para tirar a cera do corpo dele. Quando já estava em uma altura boa de água eu desliguei peguei umas toalhinhas e esponjas para esfregar e um sabonete líquido para lavá-lo. Tudo para um banho perfeito.
O coloquei dentro da água e quando ele estava abrindo a boca para falar alguma coisa eu comecei a me despir na sua frente e sua boca se fechou sorrindo me comendo com os olhos. Depois de tirar toda a minha roupa pedi para chegar um pouco para frente e me sentei atrás dele na banheira.
O molhei inteiro, o fiz encostar em meu peitoral e com as mãos na sua frente eu comecei a esfregar a cera dele, peguei uma toalhinha e deslizei por cima dele para ir soltando a cera do seu corpo. Ele gemia ao meu toque e me sentir endurecer. Depois dele limpo, peguei uma esponja e o ensaboei o banhando como um bebê e ele sorria para mim igual uma criança.
Quando terminei com ele eu o virei para minha frente, segurei o seu rosto e disse:
— Me lave, Sti? — Aqui eu não era mais o Dominador, eu era um homem querendo superar um passado com a pessoa que eu mais amava.
Ele me encarou com um olhar de pergunta, sem saber como ele iria fazer isso, sabendo que eu tenho problemas com toques. Peguei uma esponja em uma mão o sabonete líquido com a outra e estendi para ele.
— Você é o único que conseguiu chegar tão longe me tocando e mesmo que não seja diretamente, eu quero sentir o seu toque. Me toque, por favor?
Os olhos de Stiles se encheram de lágrimas e ele pegou os objetos da minha mão antes de me dar um beijo rápido. Ele molhou a esponja na água da banheira e colocou sabonete fazendo bastante espuma. Ele estendeu a mão em direção ao meu peito e eu fechei os olhos. Quando senti o toque da esponja na minha pele e sabendo que indiretamente era Stiles me tocando eu gemi. Senti a esponja se afastando e eu abri meus olhos e vi Stiles com medo de me machucar de alguma forma, mas tenho certeza que minhas pupilas estavam bastante dilatadas para lhe dizer que eu estava gemendo era por outro motivo.
Assim, Stiles montou sobre mim, jogou água no meu tórax e começou a ensaboar de novo. Ele esfregou todo o meu peitoral e depois foi descendo para o meu abdômen, e nesse momento eu estava gemendo muito e meu pau estava mais duro que uma rocha. Stiles abaixou o seu olhar e gemeu. Como pegando a dica ele me enxaguou e terminou o banho rápido. Nós saímos da banheira duros e ofegantes um pelo outro.
Fomos para o quarto não se importando em nos secar e nos jogamos na cama king size. Stiles estava abaixo de mim e eu estendi a mão para o lubrificante e camisinha ao lado da cama colocando sobre o colchão.
Começamos a nos beijar e a nos tocar como se fosse a primeira vez. Sem a luxúria total, sem o desespero, ou afobação. Nós estávamos lentos, seguindo o ritmo e nos conectando muito além do que só os nossos corpos. Stiles colocou uma das suas mãos em meu ombro e a outra no meu cabelo me puxando e me fundindo com ele.
Sentir a pele quente de Stiles encostando na minha era uma sensação que não tinha descrição. Era única. Nossos peitorais se esfregavam e eu gemia, pois nunca tinha sentido nada igual antes. Peguei a camisinha e coloquei, com o lubrificante em mãos preparei Stiles para me receber, inserindo primeiro os meus dedos, e depois o meu pau.
Coloquei as suas pernas a minha volta e ele as prendeu ao meu redor. Me apoiei do lado da sua cabeça com os meus antebraços e comecei a estocar. Lenta e longamente, indo mais profundo possível. Seguindo esse ritmo devagar. Stiles se agarrou a mim, colando os nossos peitorais e continuamos a nos mover em sintonia.
Stiles derramou uma lágrima do seu rosto e eu sabia que isso era emoção, pois eu estava da mesma forma. Nós estávamos ligados para sempre, não só fisicamente, mas pela alma. Ele era o homem da minha vida, sem ele eu não saberia como ser eu mesmo e nunca me curaria. Ele era a minha cura e a minha fraqueza. Eu precisava dele.
— Eu te amo, Stiles. — Eu disse eu um sussurro como se para não estragar o momento.
— Eu te amo, Derek. — Ele respondeu da mesma forma derramando mais uma lágrima.
Nos beijamos e seguimos nesse ritmo até gozar como um só.
“Nós éramos dois corpos unidos por uma mesma alma. Éramos o preto e o branco gerando 50 tons de cinza.”
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