Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)

39 Capítulo 39 - O começo do fim...


Notas iniciais
Música do Capítulo: The Killers - Read My Mind

Quinn desligava a ligação frustrada, quase quebrando o celular, enquanto Santana dava as coordenadas ao taxista. Brit se distraía com a paisagem que passava pela janela, enquanto Rachel se preocupava em acalmar o humor da namorada. Estavam de volta à Lima, na esperança de conseguirem um pouco de paz que já não encontravam em NY.


R: Fique calma e me conte o que ele falou. [dizia extremamente tranquila]

Q: Ele [referia-se ao delegado Stone] disse que o Russel tem álibi para todas as vezes que mencionei. Que desde que saiu da cadeia ele não se aproximou do nosso prédio. Que ainda estão tentando associar aquele telefone a ele, mas sequer descobriram a origem... Que tem três policiais vigiando os passos dele.

R: Então, meu amor... Agora estamos ainda mais longe dele e estamos seguras! [tentava convencê-la]

Q: Rachel, você não entende? Como aquele bilhete chegaria até mim se ele realmente tivesse álibi?

B: Ele deve ter pago alguém...


Todas viraram o rosto para olhar para Brit, surpresas por sua colocação.


Q: O que você disse?

B: Que alguém deve ter levado os bilhetes, só que ele quem mandou... Como você não pensou nisso, Q? Você é um gênio!


Quinn se surpreendeu com sua própria inocência... Claro! Ou Russel pagou alguém para fazer isso, ou ele mesmo fez, com cobertura de policiais incompetentes ou corruptos. A loira se preocupou ainda mais... Percebendo isso, Rachel se adiantou em acalmá-la:


R: Esquece isso, Quinn! Estamos longe! Estamos seguras...


Rapidamente o olhar de Quinn cruza com o de Santana pelo retrovisor e a latina logo reconhece a preocupação da loira. Elas estavam desarmadas. Tiveram que deixar as armas em casa, pois seriam detectadas no raio-x do aeroporto. Santana sentiu que precisaria visitar Lima Heights para fazer compras...


Beth estava desanimada, sentada em sua cadeirinha diante da mesa, mexendo triste no prato de cereal. Quinn tinha prometido estar lá quando ela vestisse duas vezes o pijama e acordasse. Já era a segunda vez, ela estava acordada, ainda de pijama, mas Quinn não estava lá. Shelby olhava para a filha e se surpreendia mais uma vez com a importância de Quinn para ela. Beth não sabia que Quinn era sua mãe, sequer saberia explicar a origem da loira em sua vida. Mas ela era louca por ela! Antes que Shelby pegasse o telefone para procurar saber notícias, a campainha tocou. O coraçãozinho de Beth disparou e ela logo ergueu a cabeça animada:


B: É ELA! [gritou se balançando, querendo descer da cadeira]

S: Beth, calma! Senão você cai! [repreendeu]

B: Mas é ela! É a “KIM”! [exclamou exaltada]

S: Eu coloco você no chão!


Assim que a garotinha estava no chão, correu em disparada até a porta, sendo seguida por Shelby em seu encalço. Assim que abriu a porta, Beth avançou em Quinn. A loira nem teve tempo de perceber. Sentiu logo os bracinhos envolvendo suas pernas com força:


B: Você veio! [exclamou animada]


Quinn se abaixou sorridente e abraçou a filha:


Q: Eu vim sim, meu amor! Eu disse que vinha! [disse carinhosa]

B: Você disse! [falou animada, constatando que Quinn havia cumprido a promessa]


A loira sentiu o cheiro de Beth e seu coração apertou. Ela não poderia permitir que nada de mau acontecesse a ela.


B: “Enta!” [puxou Quinn pra dentro de casa]

R: Ela nunca me dá o menor valor! [resmungou brincalhona enquanto era abraçada por Shelby]

S: É um pouco complicado competir com a Quinn! [disse brincalhona]


A loira não tinha prestado atenção nesse pequeno diálogo entre as morenas. Estava muito concentrada em entender tudo o que Beth falava rapidamente. Aquela garotinha tinha muito de Rachel Berry nela, por mais incrível que isso parecesse. Com muita dificuldade, Rachel a convenceu a ir tirar o pijama e colocar um maiô para ir à piscina. Beth adorava piscina, não tinha nenhum problema quanto a isso. Seu problema era ter que se separar de Quinn, mesmo que fosse por cinco minutos...


S: Ela estava triste, pensando que você não viria. [confidenciou à loira]


Aquela revelação fez o coração de Quinn estremecer.


Q: Desculpe... Não tinha voo mais cedo. [disse sem graça]

S: Não precisa se desculpar! [sorriu suavemente] Fico feliz por você ter cumprido sua promessa com ela!

Q: Shelby... [seu tom era de preocupação] Eu não sei o que o Noah te contou, mas eu estou preocupada de verdade...

S: Ele me explicou sobre a ameaça. [disse séria]

Q: Me desculpe...

S: Por que pede desculpas dessa vez?

Q: Porque eu estou colocando suas duas filhas em perigo.

S: Não fala bobagem, Quinn! [repreendeu]

Q: Eu prometo protegê-las! Eu não vou deixar nada de mau acontecer a elas!

S: Pare com isso! [disse calma] Vocês estão em segurança. Aquele louco está bem longe daqui! [aproximou-se da loira e a abraçou] Tente relaxar! Você está em casa...


Quinn sentiu o calor de Shelby e pela primeira vez, aquilo lhe pareceu familiar. A morena estava mesmo lhe dando apoio. Shelby sabia que Quinn carregava um peso enorme nas costas. Noah conversou com ela seriamente sobre isso e Rachel reforçou o coro em alguns telefonemas. Era impossível não se encantar por Quinn e querer protegê-la ao vê-la fragilizada.


Então Beth reapareceu correndo, com uma linda bóia de pato...


Quinn estava sem biquíni, então teve que entrar na piscina com roupa, mas ela não se importava. A risada de Beth fazia valer a pena. A garotinha estava vibrante. Quinn prometeu e ela estava lá. Em nenhuma outra situação Beth era tão feliz como era quando estava com Quinn...


S: Como vocês estão? [sentava-se à beira da piscina, com copos de suco, servindo um à filha]

R: Eu e ela? [pegava o copo] Cada vez melhor! Nós duas e o mundo? Um caos... [respondeu sincera]

S: Me explique...

R: Quinn está à beira de um colapso nervoso. Ela sempre foi pensativa, mas agora está mais. Ela já não confia na polícia, e não me deixa sozinha um segundo sequer... Ela está morrendo de medo!

S: E você? Não está com medo?

R: Eu? Bom... Eu finjo que não estou!



[FLASHBACK ON]


Q: Vamos sair daqui agora!


Ao ler aquela mensagem em seu celular, Quinn já não conseguia se manter tranquila. Todos os seus músculos enrijeceram e sua mente só a forçava a sair dali.


R: Calma, Quinn! [tentava manter o equilíbrio]

Q: Como calma?! Essa foto é de hoje! Aquele desgraçado está nos rondando! Ele tem acesso ao prédio. Ele está cada vez mais perto! Eu preciso tirar você daqui! E vai ser agora! [adiantava-se em direção ao closet]

R: Calma! [insistia trêmula]

Q: CALMA UMA PORRA!


Quando Rachel se assustou com o seu grito foi que Quinn percebeu que estava fora de controle. Sua preocupação era tão grande que sequer percebeu que a morena também estava preocupada. Rachel tremia, mas estava passando por cima desse detalhe porque a loira estava completamente desnorteada.


Q: Desculpa... [aproximou-se tomando-a em seus braços] Por favor, me desculpa! Desculpa por gritar!


Quinn começava a chorar! E chorava mais porque percebia que estava chorando. Ela não podia chorar. Ela não podia! Precisava ser a fortaleza de Rachel. Precisava ser seu porto seguro, sua certeza de que as coisas terminariam bem... Mas ela chorava... Sentiu os beijos da morena em seus cabelos e o abraço dela lhe sustentando. Rachel estava sendo forte. Passando por cima de seus medos, de sua angústia particular, para segurar em seus braços sua Quinn frágil e desesperada.


R: Vamos pra onde você quiser, meu amor... Para onde você quiser...


[FLASHBACK OFF]


S: Quinn é tão jovem para carregar tanta responsabilidade!

R: Eu já disse isso a ela...

S: Aqui vocês estão seguras... [sorriu aliviada]

R: Tenho certeza disso! [sorriu da mesma forma]


Na piscina, Quinn divertia Beth como a garotinha nunca havia se divertido. As duas pareciam ter a mesma idade. Para a loira aquele era um momento tão importante que ela era incapaz de descrever! Por um instante, um breve instante, sua visão ficou turva... Beth não percebeu, Rachel continuava conversando com Shelby. Não percebeu... Visão turva, dor de cabeça... Uma péssima sensação... Aquela sensação era familiar...


A voz de Beth fez sua atenção se voltar novamente à garotinha. Quinn forçou um sorriso e respirou fundo. Seu olhar desviou para Rachel. Demorou apenas dois segundos para a morena retribuir. Enfim percebeu algo errado. Havia alguma mensagem indecifrável no olhar de Quinn. Aquele olhar não era dela...


Q: Ela dormiu... [saía do quarto de Beth]


Depois de um dia cheio de diversão com a garotinha, Quinn estava de novo usando suas roupas, depois de secá-las enquanto usava roupas emprestadas de Shelby.


S: Foi um dia cheio! [sorriu satisfeita]

R: Precisamos ir. Os pais não param de mandar mensagem dizendo que é um absurdo terem dado de cara com nossas malas e nem sinal de nossos rostos em casa. E ainda pegamos o carro sem avisar. [revirava os olhos]

S: Eles nunca vão te perdoar por me ver antes! [sorriu divertida] Esse é o verdadeiro problema. [piscou-lhe]

R: Culpa deles não estarem em casa quando chegamos!

Q: Obrigada por hoje Shelby! [agradecia sincera]

S: Vocês voltam amanhã, não é?!

Q: Sim! [sorriu] Eu preciso ver Beth amanhã de novo!

S: Venham! Ela vai perguntar por você assim que acordar...


No carro, Quinn mantinha-se em silêncio, acariciando a mão de Rachel:


R: Me diz o que se passa na sua cabeça... [pediu calma]

Q: Está tudo bem! [sorriu suavemente, tentando parecer convincente]

R: Quinn...

Q: Podemos passar na casa da minha mãe? Eu queria vê-la hoje...

R: Claro, meu amor!


Quinn queria conversar em particular com Judy, explicar um pouco sobre como se sentia, mas Rachel estava presente. Então a visita se tornou rápida. Haviam decidido que, naquela noite, dormiriam na casa dos Berry. Judy não se incomodou. Sabia que elas tinham essa negociação de dormirem juntas sempre e alternarem as casas. Aceitava ser a segunda na ordem cronológica sem o menor problema.


Enquanto Rachel matava a saudade dos pais, Quinn subiu para um banho demorado. Sua cabeça estava a ponto de explodir. Seu estômago embrulhou e não conseguiu evitar. Vomitou o pouco de comida que havia ingerido naquele dia. Apoiou-se nas paredes e respirou fundo. Voltou a vomitar. Sua cabeça doía como nunca... A visão voltou a ficar turva e o ar parecia não conhecer mais o caminho a percorrer até seus pulmões. A água que corria sob seus pés ia ficando limpa novamente... Mas a cabeça não parava de doer... Aquela não era uma sensação nova... Fechou os olhos com força tentando fazer a dor parar, flashes de uma luz forte surgiram em sua visão. Um barulho ensurdecedor, um calor latejante... Uma explosão dentro de sua mente...


R: Quinn? [chamou preocupada]


Os olhos claros se abriram e sua mente silenciou. Percebeu a silhueta da namorada se aproximar diante do box. Rachel abriu a porta de vidro e entrou já nua, para fazer-lhe companhia. O cheiro do vômito já não existia. Os cheiros de shampoo e sabonete se misturavam.


R: Está tudo bem? [segurou-lhe o queixo suavemente]

Q: Enxaqueca...


Rachel sabia que aquela dor que a namorada estava sentindo era fruto de sua preocupação, mas ela não tinha a menor noção da dimensão daquilo. Abraçou Quinn e sentiu a violência com que o coração da loira batia. Atingia seu peito com força.


Q: Puck quer nos ver amanhã... [falou baixinho, deitada, com os olhos fechados] Ele reclamou porque não o esperamos na casa da Shelby... Tudo bem pra você?

R: Tudo bem, meu amor! [disse tranquila, aconchegando-se ainda mais ao corpo de Quinn]

Q: Desculpa não sairmos hoje...

R: Santana e Brit entenderam. Não se preocupe!

Q: Mas você entendeu?

R: Você está com dor de cabeça. Eu não deixaria você sair nem que você quisesse...


Não demorou para Rachel pegar no sono e se virar de costas para Quinn. A loira a abraçava por trás, mas não dormia. Não conseguia dormir... O remédio para a dor não resolveu. Parecia, inclusive, ter piorado... E a agonia familiar voltava a atormentar...


R: Durma, Quinn! [ordenou sonolenta]

Q: Como você sabe que não estou dormindo?

R: Eu conheço sua respiração de todas as formas... [murmurou]


A loira se soltou dela e se sentou. Moveu-se devagar para se levantar da cama. Rachel olhou para trás confusa:


R: O que você pensa que está fazendo?

Q: Vou descer, beber uma água, ler alguma coisa... [respondeu baixinho]

R: Você vai beber água e voltar pra cá! [disse firme]

Q: Eu estou sem sono e não quero que você fique sem dormir por minha causa...

R: Quinn... [sentou-se respirando fundo] Eu sei que você está preocupada. Sei que sua dor de cabeça é por isso. E sei que você não quer conversar. Estou deixando que você se mantenha no seu silêncio necessário. Mas eu não sou estúpida! Eu sei o que você está sentindo. E não é ficando sozinha que isso vai se resolver. Você vai ficar aqui comigo. Se quiser conversar, sou toda ouvidos. Mas se quiser continuar em silêncio, você vai ficar calada como quiser, mas agarrada em mim. Entendeu?!


Quinn não teve escolha. Após beber dois copos cheios d’água, voltou ao quarto. Assim que se deitou, sentiu o corpo de Rachel aconchegar-se completamente ao dela novamente.


R: Por favor, relaxe... [pedia carinhosamente] Estamos seguras! Beth também!


A loira a apertou no abraço, encostando os lábios nos cabelos da morena:


Q: Eu te amo tanto, Rachel! [disse intensamente] E eu sempre te amarei...


Confusa, Rachel ergueu a cabeça para olhá-la. Por que Quinn estava dizendo aquilo e naquela intensidade?


Q: Você é minha razão de viver... [disse olhando profundamente os olhos castanhos]


Havia uma força devastadora naquela declaração. Quinn nunca tinha conseguido ser tão sincera em toda sua vida. De todas as declarações, aquela era a mais real. Rachel era sua razão de viver literalmente. Sua razão para respirar. Sem ela, não haveria mais nada. Nada mais...


R: Você está me assustando... [sua voz saiu trêmula]


Quinn nada disse. Beijou-lhe os lábios, aprofundando o beijo conforme o desejo entre elas ia aumentando. Mas Rachel não permitiria que aquilo fosse adiante. Estava preocupada...


R: Espera, Quinn... [cortou o beijo ofegante] Espera... Olha pra mim!


O mesmo olhar indecifrável que Quinn lhe direcionou mais cedo estava ali. Um frio na espinha de Rachel a fez estremecer...


Quinn voltou a beijá-la e, dessa vez, ela não a interrompeu. A língua quente da morena era sua fonte de energia. A loira sugava com necessidade desenfreada. Estava gostoso. Muito gostoso! E só por isso Rachel não a impediu de continuar. Mas tudo parou. De repente... Só as mãos de Quinn continuaram a se movimentar. Devagar. Deslizavam por baixo da blusa de Rachel. A mão direita apertou o seio esquerdo, fazendo a morena gemer...


Q: Eu sinto a sua pele sob as minhas mãos e enlouqueço. [dizia firme, com os olhos fechados] Seu corpo me devora. Devora meus sentidos. Devora minha sanidade...


Rachel despertou daquele prazer que a deixava mole a buscou os olhos de Quinn...


R: Abre os olhos, meu amor... [pediu suavemente]


Em qualquer tom, fosse ele qual fosse, a voz de Rachel fazia Quinn se arrepiar. Não foi diferente dessa vez...


R: Por favor, abre...


Os olhos claros marejados se abriram e estavam, novamente, indecifráveis...


R: Me fala o que já sei... Eu sei, mas quero ouvir...


Quinn piscou duas vezes devagar, seguindo sua respiração que se tornou pesada...


Q: Estou morrendo de medo! [confessou] Estou sentindo que estou enlouquecendo de verdade... [choramingou]


R: Você não está enlouquecendo...

Q: Eu ouvi coisas no banho...

R: Faz parte do medo... [tentava acalmá-la]

Q: Isso precisa acabar! Isso precisa chegar ao fim senão eu vou ficar completamente louca... [fechava os olhos com força]


Rachel a abraçou, apoiando a cabeça de Quinn em seu peito. Seus dedos começaram um carinho apaixonado nos cabelos dourados. Ela precisava fazê-la dormir... Ela não sabia como dar paz à Quinn de outra forma. Seu amor estava se perdendo em um labirinto mental e ela estava com medo de não mais alcançá-la...


R: Tudo vai ficar bem... Eu te amo... [murmurava repetidamente até sentir que Quinn tinha dormido finalmente]


Enquanto a cidade ficava silenciosa, um trem fazia sua parada cotidiana na madrugada fria de Lima. Na mesma hora de sempre, com alguns passageiros constantes. Mas naquela noite, havia algo de diferente. Havia alguém diferente chegando à cidade. Na mesma hora em que Quinn perdia o sono novamente completamente sem ar...



[CONTINUA...]

Notas finais
Este capítulo deveria ter sido postado sábado, como prometido. Mas não havia fechado. Com a morte do Cory, não tive ânimo para me dedicar a fechar o drama. Eu fiquei realmente triste e sei que vocês também. Ainda estou triste, mas precisava postar. A demora estava me consumindo...
Espero que o Cory esteja, finalmente, em paz! Peço a Deus que conforte a Lea e todos os parentes e amigos dele. E como não amar ainda mais Dianna, depois das lindas palavras que ela disse?

Obrigada a todos pelos comentários! E obrigada Lia Greengress, NHDL, Mhell, UmaLovaticgleek, Nat, jujugasperini, Lize R, Valeria Mendes, gleeforeverfaberry, JFields, Rebeca e Isabella pelas recomendações! :-) Muito, muito, muito obrigada!

Estamos chegando no desfecho desse drama com Russel e posso dizer uma coisa: O próximo capítulo será muito tenso e vocês não fazem ideia do que vai acontecer! ;-)
Comentem!
Beijos!