Você De Novo?

13 Quebrando Regras


Notas iniciais
Oláaaa!
Aqui vai mais um capítulo, minhas leitoras lindas! Espero que gostem bastante dele, esse eu adorei escrever!
Quero dar o aviso que tem algumas cenas hot nele, então quem não quiser ler é só pular as estrelinhas! ^^
Outro bônus é que como eu sou burra e não calculei direitinho como ia encaixar cada foto dos personagens em um capítulo, eu postarei três fotos nesse! hahahahah!
Espero que gostem!
Boa leitura!

Noite no Purgatório – Dia 17

O carro corria pelo asfalto e eu já me perguntava se era realmente uma boa ideia eu sair com Nicholas e seus amigos, pois olhando bem para a casa escura, do outro lado da rua, a moradia me parecia bem mais aconchegante e segura. Não que eu estivesse correndo perigo ao lado de Nicholas, na verdade conhecendo-o bem, algo idiota seria a última coisa que faria com seus amigos mauricinhos em um dia de noite. A verdade das verdades? Eu estava nervosa. Sim, eu estava nervosa em conhecer os amigos que Nicholas me apresentaria como sua irmã! Eu sabia que talvez estivesse meio que exagerando demais em meus pensamentos, mas sei lá. Mesmo eu não tendo que impressiona-los, eu queria ser gentil, eu queria agradar eles porque querendo admitir ou não, eu queria agradar Nicholas a todos os custos.

Eu já havia atingido minha meta de incômodos por um dia pela cena do parque mais cedo, quando James deu uma de amigo carinhoso e me deu um abraço que não pareceu agradar muito o moreno. É claro que sendo o cara discreto que Nicholas era, ele não havia falado nada comigo, mas eu havia sentido uma leve mudança em seu comportamento, que parecia estar voltando ao normal apenas naquele momento, enquanto o conversível corria pelo asfalto com a deliciosa melodia de Led Zeppelin no rádio. Eu tinha que admitir: O momento era o que uma garota normal gostaria de ter. Nicholas estava um gato dessa vez sem polo e cachecol, exibindo a marca dos meus lábios que havia ficado em sua pele, mas que agora parecia mais apagada. Seus cabelos ainda estavam um tanto bagunçados e os olhos azuis fixos na estrada não deixavam de ser atraentes, eu juro que havia tentado me arrumar bem, mas o máximo de produção que eu fizesse não chegaria aos pés da sensualidade de um jeans e uma camiseta qualquer dava para aquele garoto.

Por um momento os olhos foram desgrudados da estrada e voltados para mim, onde ele abriu um curto sorriso sem exibir os dentes e calmamente pousou uma das mãos em minha coxa, voltando a atenção para a rua. Abri um sorriso não deixando de achar o gesto fofo. Eu estaria mais falante naquele momento, mas como podem ver, tudo e todos estavam passando por minha mente, enquanto nosso destino se aproximava mais e mais.

–Então... Onde vamos mesmo?

Perguntei curiosa enquanto meu irmão dava de ombros, olhando-me de canto de olho. Mordi o lábio, observando-o delicadamente.

–Vamos encontrar o pessoal perto de um bar que costumamos ir...

–O que? –Perguntei surpresa. –O senhor “faço tudo certinho” em um bar?

–Não é o que você está pensando, Sidney. –Abriu um sorriso enquanto balançava a cabeça em negativo. –Eu não levaria minha irmãzinha mais nova para beber, você acha? Lá não é bar como você pensa, é um pouco mais tranquilo e da um pessoal mais jovem... Mais pra sua idade do que pra sua, porque crianças da sua idade já deveriam estar dormindo.

–Mas temos só um ano de diferença!

Protestei. Nicholas abriu um sorriso, diante da minha indignação.

–Um ano que nos aproxima da maioridade.

–Você não é maior.

Empinei o nariz.

–Mas mais velho que você.

–Então quer dizer... –Cortei a discussão em um tom irônico. –Que o senhor é um irmão de má influencia?

–Estou mais para irmão mal influenciado.

Sorriu para mim, fazendo-me abrir um sorriso de volta. Algo naquele sorriso era simplesmente... Alguma coisa indefinida, mas de forma positiva.

–Como eu poderia estar influenciando com isso?

–Sinceramente? Estou indo lá com o intuito de sobrar mais tempo contigo em casa.

Acho que corei com o comentário que ouvi saindo dos lábios do garoto com tanto humor e naturalidade. Lhe dei um tapinha no braço, o que fez dar risada enquanto eu revirava levemente os olhos e cantarolava um pedaço da música que passava naquele momento: The Black Dog, uma das minhas favoritas.

Eu não posso mentir, o bar, assim como restaurante e qualquer outro lugar no qual eu já tenha ido com Nicholas, era agradável. Havia um enorme telão onde passavam shows de rock antigos, o lugar era aberto com as paredes cobertas de garrafas de bebidas alcoólicas dos mais variados tipos, haviam mesas espalhadas dentro e fora do estabelecimento, e assim como nós, haviam muitas pessoas, mais jovens como havia dito Nicholas, muito bem vestidas. Me perguntei se as pessoas que não tinham idade para ir a baladas e tinham sanidade para não falsificar documento iam todas para lá. Me parecia que sim... Com um sorriso no rosto e passando o braço por volta dos meus ombros, Nicholas e eu caminhamos em direção a entrada, como namorados andariam, ou então, um irmão bem ciumento com sua irmã.

–Olha, quando encontrarmos com Trevor e Bryan, não se assuste. Eles são meio estranhos, mas...

–Nico! –A voz soou logo atrás de noz, fazendo-nos nos virar e dar de cara com um garoto sorridente, usando uma jaqueta estilosa e nos olhando com pura simpatia. –Pensei que não iam chegar.

–A entrada triunfal é sempre mais tarde. –Brincou meu irmão, enquanto cumprimentava o amigo com um toque na mão e um abraço rápido. Parou ao meu lado enquanto eu abria um sorriso para o garoto. Ele era contagiante. –Bryan, essa é minha irmã Sidney... Aquela de quem lhe falei.

Senti meu rosto esquentar e logo meu coração ir para a velocidade cinco da dança do créu. Como assim ele havia falado de mim? Será que eles sabiam sobre mim e Nicholas? Ah! Se Nicholas houvesse contado para eles estaria realmente com problemas! Meu sorriso diminuiu um pouco, mas tentei ao máximo não perder o meu ar simpático. O garoto abriu um sorriso e mesmo sem me conhecer, me deu um abraço como se fossemos grandes amigos. Eu no geral achava os americanos frios, mas no meio de tanto calor humano estava começando a reorganizar minhas teses.

–Olá, Sidney! Encantado. –Sorriu naquele ar palhaço que conhecemos de um verdadeiro “várzea” como diria Callie. –Eu sinto que tenho que dizer, mas você é muito bonita. Não adivinharia nem em um milhão de anos que é da mesma família que essa coisa.

Abri um sorriso, dando uma risada com o elogio. Fiz uma reverência.

–Obrigada. Eu sempre digo o mesmo para ele.

Brinquei fazendo Nicholas fazer uma careta forçada torcendo o nariz. Olhou para Bryan, lhe dando dois tapas no ombro de forma fraternal, não agressiva.

–Uhum, agora pare de dar em cima da minha irmã antes que eu te de uma surra.

–Só estava falando, cara. –Bryan ergueu as mãos em rendição, entrando na brincadeira de Nicholas. –Só falando...

–E onde está o... –Nicholas nem terminou a frase e ao voltar seus olhos pro bar, um sorriso me disse que ele havia achado seja quem tivesse procurado. Balançou a cabeça negativamente, achando graça de alguma situação que eu não compreendia. –Mas é claro...

–Eu não sei se aquela é a Hannah ou a Celeste.

–Sinceramente? –Nicholas olhou para Bryan com o mesmo sorriso que o loiro tinha no rosto. –Não faz diferença.

Ah sim, Bryan era loiro... E que loiro. Tinha os curtos cabelos espetados em um topete e olhos claros, que com a pouca luz não pude distingui-los do verde ou azul. Tinha um sorriso amigável e um tanto sapeca no rosto, que nos contagiava em sorrir até de longe. Já havia com toda certeza simpatizado com ele. Olhando para o bar, pude ver algumas meninas e um único rapaz, que tinha um sorriso sedutor no rosto e que não pude ver muito de longe, mas parecia estar flertando com a garota ruiva ao seu lado. Observando a cena assim como os garotos faziam, pude ver a aproximação de agora outra menina com longos cabelos negros, presos em um rabo de cavalo, que parou logo atrás do D. Juan, pousando a mão em seu ombro e puxando-o para longe da ruiva. Pude ouvir a risada saindo dos lábios de Nicholas e Bryan. A razão eu não entendi muito bem, mas não deixei de sorrir. Logo a garota de cabelo preso caminhou em nossa direção, segurando o moreno pela camisa.

–Eu juro que não sei mais o que faço com ele.

–Felícia!

–Nicholas!

Ela exclamou com um sorriso lhe dando um abraço. Abri um sorriso para a garota sem ainda entender quem era, mas não custava ser simpática. Os olhos do garoto que deveria ser Trevor caíram em mim e logo pude reparar em um ar de surpresa. Tentei não perder o sorriso enquanto se sentia confusa. O garoto fez uma reverência, pegando minha mão e também lhe dando um beijo. Dei uma risadinha olhando para Nicholas de forma divertida.

–Olá, Milady.

–Milady?

Perguntei em um tom divertido, o que coincidentemente a garota Felícia fez no mesmo momento que eu, saindo a palavra em uníssono. Trocamos olhares com um sorriso divertido.

–Gente, essa é minha irmã.

Nicholas anunciou enquanto olhava para a garota morena com um leve sorriso no rosto. Eu poderia tentar sentir muito ciúme dos dois, porque Felícia era sim, bonita, e Nicholas e ela trocavam olhares o tempo todo, mas... O ar que pairava entre os dois não era romântico, e sim muito, muito divertido. Era como se os dois partilhassem de um segredo engraçado que ninguém mais soubesse. Eram exatamente como Felicity e James... Uma coisa de irmãos... Mas não irmãos como Nicholas e eu, era... Argh! Em fim. Não sei mais o que considerar romântico ou fraternal da posição em que estava.

–Eu vejo a semelhança! –Sorriu Felícia enquanto empurrava Trevor para o lado e me cumprimentava. Sorri. –Sou a irmã número dois. E a mais ciumenta.

–Pode levar. –Brinquei em tom divertido. –Não faço questão de ter Nicholas.

–Ei!

Protestou o garoto, fazendo-nos dar risada. Felícia olhou para meu irmão, apontando para mim em seguida.

–Adorei ela!

–Somos dois. –Exclamou Trevor enquanto me abria um sorriso sedutor. –Olá, meu bem. Meu nome é Trevor. É um prazer conhece-la...

–Posso preferir que me chame de Sidney, certo?

Sorri em tom de tirada, mas mais em brincadeira do que em falta de educação. Trevor sorriu, achando minha resposta divertida.

–Sid me parece mais íntimo.

–Deixarei para sua escolha.

Concordei enquanto sentia meu braço sendo puxado por Bryan. O loiro me soltou quando já estava afastada o bastante de Trevor entre ele e Nicholas.

–Me parece íntimo demais para um cara com namorada.

Brincou Felícia, fazendo os dois garotos assentirem.

–Trevor tem namorada. –Contou Bryan, fazendo uma careta. –Três, para ser mais exato.

–Que absurdo!

Protestou Trevor fazendo-me cair na risada. Nicholas balançou a cabeça negativamente enquanto puxava-me para perto dele e em seguida fazia o mesmo com Felícia, sua irmã de consideração. Sorriu para Trevor em tom brincalhão.

–Você sabe, cara. Irmã de amigo é homem.

–Sei disso. –Sorriu o garoto com um sorriso divertido. –Mas minha mulher me espera no bar.

–Celeste ou Hannah?

Perguntou Bryan confuso. Trevor fez uma careta.

–Stephanie.

–Oh meu Deus. –Felícia exclamou enquanto me puxava pela mão. Dei uma risada alta com a resposta que ouvi sair do garoto. –Venha Sidney, vamos achar um lugar para sentar antes que peguemos as más influencias.

Com um sorriso assenti, enquanto caminhávamos pelo bar achando uma mesa que ficava perto de uma das paredes rodeadas de bebidas alcoólicas. Felícia se sentou primeiro, pousando-se em uma das cadeiras na ponta e colocando sobre ela sua jaqueta de couro que tirou devido ao calor. Abri um sorriso enquanto me sentava de frente para ela e me surpreendia ao ver que estava usando uma blusa exatamente como a minha, que graças a Deus não havia escolhido usar naquela noite. A garota se inclinou sobre a mesa pegando para si um dos cardápios.

–Mas então! Nicholas contou que você se mudou para cá há pouco tempo...

–Sim... –Assenti enquanto pegava também uma das folhas de plástico. –Eu vim morar com meu pai agora.

–E está gostando?

–Bastante... –Sorri. –Isso porque são férias, é claro.

–Ah! As escolas daqui são legais. –Sorriu simpática enquanto pegava um dos palitos de massa que um garçom havia deixado para a gente de entrada. –É claro que sempre há aquela rivalidade, mas no geral são legais.

–Sim, eu fiquei sabendo. –Abri um sorrisinho. –Está na escola do Nicholas?

–Sim. Na sala dele.

Assentiu ela enquanto eu abria um sorriso assentindo. Bem, Felícia era bem o tipo de garota que estudaria em uma dessas escolas de gente rica. Não que ela fosse metida ou algo do tipo, mas estava bem arrumada, mesmo querendo não parecer, e só de andar já esbanjava riqueza. Impressionante. Era exatamente como Bryan e Trevor, mesmo Trevor tendo mais o estilo de mulherengo e Bryan de jogador de futebol, assim como Nicholas olhando bem para ele naquele momento, com aquela camisa simples e cabelos desarrumados.

–Você logo vai estar com a gente, certo?

Felícia perguntou, arrancando-me dos meus devaneios. Olhei-a curiosa enquanto piscava os olhos em sua direção. Eu ia? A verdade era que eu nunca havia pensado nisso. De um lado, havia a escola de Nicholas, uma escola em que eu nunca conseguiria me ajustar, ou pelo menos eu pensava isso antes de conhecer os estudantes de lá, e perceber que não eram metidos como eu pensava. Por outro havia a escola dos meus amigos, que me parecia muito mais com uma escola americana do que qualquer outra. Eu não tinha ideia de onde eu poderia estudar, mas é claro que eu não comentaria isso com ela.

–Acho que sim, quem sabe. Em um ano abaixo, é claro.

–Ah sim! Mas existem pessoas legais no seu ano também... Acho que você se daria bem.

–É... Quem sabe.

–Sabe o que é mais legal? O campeonato. –A voz de Bryan surgiu assim que se sentou ao lado de Felícia, me abrindo um sorriso. Agarrou o cardápio das mãos da garota, observando-o por um momento. –O que vão pedir?

–Ah sim, o campeonato. –A morena revirou os olhos arrancando o papel das mãos do loiro. –Nada ainda.

–O que tem esse campeonato?

Perguntei com um sorriso enquanto Nicholas sentava-se ao meu lado, pegando um dos cardápios livres para si. Abaixou-o assim que ouviu minha pergunta, abrindo um sorriso para mim e um para Bryan em seguida.

–É quando nosso time disputa o regional.

–Sim. É sempre ótimo acabar com aqueles babacas da West. –Sorriu Bryan vitorioso. –No último jogo, fizemos o goleiro chorar.

Contou animado enquanto eu abria um sorriso um pouco mais amarelo agora. Ah sim... West High School. Se eu não me engava essa era a escola de Christian, Felly e James, a escola em que eu pensava em estudar. Nicholas. Deu de ombros já percebendo minha mudança de humor. Ele sabia dos meus amigos.

–Mas isso não é problema, jogo com eles é clássico, nunca difícil. –Sorriu. –Essas rivalidades escolares... Sabe como é.

–Uhum...

Assenti enquanto olhava mais uma vez para o cardápio que parecia estar cada vez mais interessante. Bryan abriu um sorriso, parecendo gostar de alguma coisa que Nicholas havia dito.

–Você vai ver quando estiver no colégio. Pode entrar para as Cheers com a Felícia. Ela te coloca fácil.

–Claro. –Sorriu a garota. –Sabe dançar?

–Acho que torcida não é bem minha praia. –Falei um pouco sem jeito, não conseguindo me imaginar em um daqueles trajes. Acho que eles eram populares. Oh meu Deus. Por que eles não eram detestáveis como as riquinhas populares do Texas? –Não me imagino sorrindo e gritando.

–Mas você arranja algo por lá. –Sorriu Nicholas. –Pode simplesmente assistir nossos jogos e torcer por nós.

–Claro...

Sorri sem jeito enquanto mais uma vez abaixava a cabeça para o papel. Eles levavam aquilo tão a sério? Bryan fez o mesmo que eu enquanto parecia escolher algo para beber levou a mão até o queixo parecendo pensativo.

–Será que eles me trazem uma marguerita Frozen?

–Vai beber hoje?

Perguntou Nicholas erguendo uma sobrancelha, o loiro deu de ombros.

–É noite e eu estou com os amigos, não vai matar.

–Pede uma pra mim também então.

Nicholas assentiu enquanto pousava o cardápio na mesa. Felícia assentiu enquanto soltava um suspiro.

–Três... Sidney?

–Meu irmão permite?

Perguntei com um sorriso bobo enquanto Nicholas assentia, revirando os olhos.

–Que merda, só espero não ter que levar ninguém bêbado para casa.

Falou em tom brincalhão enquanto eu dava uma risadinha. Bryan sorriu, enquanto me dava uma piscadela e em seguida olhava para Nicholas em tom divertido.

–Pena que é sua irmã. Uma marguerita seria lucro.

Nicholas assentiu, dando uma risadinha e assentindo em seguida, enquanto jogava seu cardápio no meio da mesa. Pude sentir sobre minha coxa a mão do moreno se arrastar escondida pela mesa, parando ali e me abrindo um sorriso quase imperceptível, olhou para Bryan em seguida, em tom natural, não deixando transparecer qualquer segunda intenção em som tom, que eu já sabia que existia.

–Entendo o diz, meu amigo.

(...)

–Nicholas, você está me machucando...

–Ah... Perdão.

O moreno soltou meu pulso que agarrava bem a tempo de me ajudar a evitar que eu caísse de cara no chão. Pensaram bobeira, certo? Eu logo imaginei. A verdade era que estávamos em um domingo a noite, sozinhos em uma cozinha, sob o efeito de algumas Margueritas enquanto Jessica e meu pai estavam no quarto vendo um filme para dormirem. Papai tinha de descansar no dia seguinte para trabalhar e Jessica como sempre estava com ele. Gostava da ideia de um filme, parecia interessante para um domingo de noite, e como Nicholas e eu não tínhamos nada para fazer, resolvemos seguir o exemplo.

Nada de terror, o fiz prometer. Eu havia sugerido fazer um pouco de pipoca –o que eu faria, já que minha última experiência com ele nesse ramo não havia dado muito certo- e então nós assistiríamos o Espetacular Homem Aranha que iria passar na televisão. Eu gostava desses filmes da Marvel, eram divertidos. Acho que Nicholas e eu poderíamos combinar em uma sessão de vez em quando. Seja como for, eu desastrada havia derrubado um pouco de manteiga no chão, e quando fui pegar o pano para limpar, escorreguei na poça. Eu poderia culpar a bebida, mas o desastre corria por minhas veias, então não havia o que debater. Nicholas havia me salvado da queda e agora estávamos ambos trocando olhares enquanto ele soltava lentamente o meu pulso. Abriu um sorriso, enquanto se aproximava de mim, prendendo-me contra a pia, com as mãos apoiadas ao lado dos lados do meu corpo.

–Eu quero te beijar...

Sussurrou em meu ouvido fazendo-me arrepiar de uma só vez. Abri um sorriso enquanto balançava a cabeça negativamente e soltava um suspiro. Mordisquei levemente o lóbulo da sua orelha, podendo ouvir um suspiro deixando seus lábios assim que fiz.

–Não pode... Papai está em casa.

Sussurrei de volta. Nicholas assentiu, soltando outro suspiro e fazendo uma careta.

–Tem razão.

Empurrou a pia, se afastando de mim. Um sorriso se abriu em meu rosto enquanto eu via ele se afastar. Nicholas estava incrivelmente gato com aquela luz fraca sobre ele e ele parecia um daqueles modelos de cabelos arrepiados e roupas despojadas. Eu queria beija-lo, com muita vontade. Mas conhecendo o santo que era nunca faria isso com o pai em casa. A não ser que eu provocasse... E fizesse bem... Será? Um sorriso se abriu em meu rosto. Acho que eu poderia tomar aquilo como desafio pessoal.

–Acho que já está bom.

Nicholas chamou minha atenção tirando-me dos devaneios. Franzi a testa olhando confusa, entendendo sequer uma palavra que havia dito.

–Hein?

–A pipoca.

–Ah!

Exclamei enquanto arrancava a tampa da panela e desligava o fogo, vendo no ponto a pipoca branquinha, como sempre ficava. Abri um sorriso vitorioso, enquanto cobria as mãos com um pano e despejava tudo sobre um pote.

–Depois sou eu quem queima pipoca.

–Eu sou uma mestra na cozinha, viu? –Sorri em tom divertido enquanto apontava para a porta do outro lado. –Pega o sal para mim?

Pedi em um tom amigável enquanto ele assentia e caminhava em direção ao armário. Rapidamente soltei meus cabelos, que caíram pesados por minhas costas e arrumei a blusa, deixando o decote maior do que o normal. Subi minha saia um pouco para que ficasse mais curta e joguei o cabelo para o lado tentando me dar um tom mais sexy. Arranquei o blusão que usava para que minhas roupas pudessem ser vistas.

–O que é isso?

Nicholas perguntou com o cenho franzido enquanto deixava o sal ao meu lado. Olhei-o de canto, enquanto abria uma expressão inocente, e dava de ombros, abrindo um sorrisinho.

–Nada, fiquei com calor.

–Sei.

Falou em tom desconfiado enquanto eu pegava o pote de pipoca e colocava para o outro lado da pia. Me sentei na bancada enquanto cruzava as pernas e ganhava aos poucos a atenção do garoto, pude ver a confusão em seus olhos. O sorriso em meu rosto se alargou.

–Vai dormir comigo hoje de novo?

–O que?

Nicholas perguntou um tanto distraído, quando finalmente pareceu pousar os olhos em meu rosto. Abri um sorriso, achando engraçada sua confusão.

–Vai dormir comigo?

–Você quer dizer... –Nicholas balançou a cabeça, parecendo então voltar a sanidade. Tentei não soltar uma risadinha com a cena cômica. –O que está fazendo?

–Nada, ué! –Fingi-me inocente enquanto dava de ombros de novo. –Eu não estou tomando os remédios, lembra? Se eu dormir sozinha posso gritar de noite.

–Mas se o pai me pegar... Vai ser estranho.

–Que horas ele sai para trabalhar?

Perguntei no tom calmo e mais baixo do que o normal que eu estava usando. Nicholas deu de ombros franzindo o cenho.

–Eu não sei. Umas sete?

–Então você acorda as cinco. Não pode abandonar a irmãzinha.

–Não faça isso.

–O que?

Perguntei com um sorriso. Nicholas estreitou os olhos.

–Se chamar de “irmãzinha”. Não do jeito que você está agora.

–Até bêbado você é chato?

Perguntei em tom brincalhão. Nicholas se apoiou na bancada do outro lado da cozinha, olhando-me com uma expressão desconfiada e levemente irritada. Sua reação estava sendo melhor do que eu esperava. Ele não estava aos meus pés e isso era meio triste. Não sabia mais o que fazer. Estava com as roupas no mais curto possível e sentada em uma bancada. Nicholas tinha autocontrole demais.

–Eu sei o que você está tentando.

–O que?

Perguntei em tom sem malicia. Nicholas revirou os olhos, me abrindo um sorriso.

–Você quer que eu quebre minha promessa sobre não ficar com você enquanto o pai está em casa. Mas não vai rolar. –Sorriu vitorioso. –Eu sei me controlar.

Senti meu corpo cair em decepção e segurei o suspiro que quis soltar dos meus lábios. Mas que merda. Será que eu não era sexy o bastante? Será que eu não era bonita o suficiente? Se fosse Felicity no meu lugar, será que ele viria? Mas que porra eu estava pensando? Minha mãe sempre disse que eu deveria mudar minha autoestima, que eu tinha ela muito baixa. Quer saber, eu não estava nem aí! Se eu achava que eu ia ser sexy, eu seria! Não queria ouvir o contrario de ninguém. Eu ia provar para mim mesma que eu podia fazer um homem se dobrar para mim... E não era só porque eu estava mais corajosa com a bebida que eu havia resolvido acabar com aquele meu conflito interno.

–Ah é? Então por que está tão longe? –Sorri. –Eu não mordo.

–Não vou me aproximar de você assim. –Falou Nicholas em um tom brincalhão. –Vai que você me ataca.

–Eu? Atacar? –Soltei uma risada. –Acho que alguém está com medinho de sutiã.

–Nunca teria medo de sutiã.

Sorriu confiante enquanto se encostava na bancada em que estava apoiado, olhando para mim com os braços cruzados e um sorriso confiante no rosto, sem exibir os dentes. Dei de ombros enquanto descruzava as pernas, deixando-as abertas e tentando não corar ao saber que minha calcinha estava a mostra pela saia. Assenti, enquanto balançava os pés que estavam erguidos do chão. Soltei um suspiro apoiando as mãos na bancada. Não pude deixar de reparar nos olhos surpresos de Nicholas em minha direção, quando eu fiz.

–Me faça crer.

Dei de ombros enquanto levava um grão de pipoca à boca, mastigando-o lentamente. Os olhos de Nicholas, por mais que ele tentasse desviar sempre paravam em mim e não demorou muito para um suspiro sair dos seus lábios. O sorriso em seu rosto foi de um tom indescritível, mas eu gostei dele. Só com o sorriso pude sentir meu corpo se arrepiar.

–Ah, Sidney. Se não estivéssemos sob essas condições eu te pegava e aí eu queria ver. –Sorriu enquanto caminhava lentamente em minha direção, parando não muito longe. –Ninguém ia ouvir seus gritos.

–Muita promessa para poucas provas. –Sorri em tom desafiador enquanto propositalmente deixava um grão cair dentro do decote da minha blusa. Abri um sorriso, olhando na direção, tentando encontra-lo. –Ops.

Uma respiração presa e logo pude ver os olhos em mim mais uma vez. Nicholas estava rígido agora, e não se movia. Seus olhos eram os únicos que se moviam variando de meu rosto até meus seios, que agora eu tentava usando os dedos como pinça, tirar a pipoca que havia caído dentro do decote.

–Eu... Hm... Está difícil de pegar. –Reclamei, pousando os olhos naqueles azuis que me olhavam fixos. Abri um sorriso de canto, lhe dando uma piscadela. –Será que pode... Tirar pra mim?

–Ah, foda-se isso.

Grunhiu meu irmão enquanto puxava-me pelas pernas e de uma só vez me fazia deitar contra o mármore da bancada. Uma risada vitoriosa deixou meus lábios pouco antes dos de Nicholas abafá-los, em um desesperado beijo que me tirou o fôlego pouco depois de se iniciar. O garoto estava sobre a bancada comigo, pressionando-me contra o mármore gelado e seu corpo que estava em uma temperatura absurda. Uma de suas mãos, rapidamente pousou sobre um dos meus seios, sem se importar em tirar a blusa nem nada, massageando-o com vontade enquanto apertava-o contra os dedos. Um suspiro soltou meus lábios na medida em que sua mão escorregava agora para debaixo do tecido da minha blusa, arrastando-se por meu seio mais uma vez, mas soltando-o antes do que eu esperava. Olhei-o confusa, enquanto ele tirava dali o grão que eu havia deixado cair.

–Peguei.

Sorriu, fazendo-me dar uma risadinha. Eu me sentia vitoriosa e a excitação tomava conta de mim. Eu estava sobre uma bancada na cozinha e Nicholas e eu nos beijávamos como loucos, sabendo que nosso pai estava dormindo no andar de cima. Sim, nós havíamos pirado de vez, era obvio para quem quisesse ver, mas não deixava de ser bom, e melhor, a adrenalina estava em alta, o que tornava tudo duplamente mais delicioso. Grudei meus lábios nos de Nicholas mais uma vez, mas os separei rapidamente.

–O que aconteceu com o bom autocontrole?

–A carne é fraca.

Deu de ombros com um sorriso, fazendo-me dar risada. Seus lábios desceram por meu pescoço e logo pude sentir os beijos deliciosos. O chupão no pescoço de Nicholas era de um rosa quase imperceptível e rezei para todos os deuses possíveis para não receber um daqueles. Nicholas não me deu um chupão, por sorte, mas seus lábios escorregavam pela minha pele, deixando rastros de sensíveis por onde passava, fazendo questão de voltar pelo mesmo percurso usando a ponta dos dentes. Fechei os olhos soltando leves suspiros enquanto brincava com a ponta dos seus cabelos lisos. A sensação era divina, eu sentia todo o meu corpo se arrepiar, os lábios dele em contato comigo eram indescritíveis... E mesmo sem eu reparar por hora, Nicholas com a mão livre conseguiu parar em minhas costas, puxando o fecho do sutiã tomara que caia que eu usava puxando-o sem dificuldade e deixando-me sem eles, com os seios cobertos apenas pela fina blusa que não os tampava com muita precisão. Um sorrisinho se abriu em seu rosto, enquanto escorregava os beijos por meus ombros, pulando diretamente para o cós da minha saia, descendo assim da bancada e com os olhos azuis vidrados nos meus, subindo lentamente a barra fina da minha blusa.

Conforme a pele era exposta pela blusa que subia, seus lábios acompanhavam, passando assim levemente, arrastando-se por meu umbigo, abdômen, em direção ao meu tórax que aos poucos ficava exposto com a fina flanela que era erguida. Os rastros dos seus lábios macios subiam por minha pele e cada vez mais eu arqueava as costas para trás, sentindo a sensação maravilhosa que aquilo me trazia. Deixando então meus seios amostra, Nicholas abocanhou-os com vontade, fazendo-me soltar um longo suspiro, e com as mãos agitadas, acariciar seus cabelos macios mais uma vez, enquanto sentia seus lábios se movimentarem em um dos seios e sua mão cuidar de massagear o outro. Nicholas intercalou as carícias em chupões e mordiscadas, fazendo-me cada vez mais soltar um suspiro próximo de um gemido. Era impressionante a facilidade que ele tinha de fazer-me enlouquecer e era quase de se invejar. Queria eu causar esse efeito nele, mas teria de tomar o controle para isso, o que no momento eu não queria fazer.

Depois de dar atenção ao que queria, os lábios de Nicholas voltaram aos meus, onde beijou-me com vontade, agarrando firme meus cabelos deixando com que uma separação deles fosse impossível. Estava mais uma vez sobre mim na bancada e seu corpo mais uma vez pressionava o meu. Um sorriso leve se abriu em seu rosto, na medida em que pressionava nossos lábios e acariciava meu corpo sem medo, subindo as mãos por minhas coxas e passando justo por minhas curvas. Soltei outro suspiro enquanto ouvia-o sussurrar em minha orelha, lentamente:

–Você é deliciosa...

Não consegui pensar em uma resposta a altura, enquanto seus lábios voltavam a beijar os meus, e então, antes que eu pudesse sequer imaginar, o seu joelho, pousado no espaço livre da bancada entre minhas pernas abertas, pressionou-me entre as coxas, fazendo-me automaticamente mover a cintura para trás e deixar escapar dos meus lábios um gemido agudo, que fez sem hesitação um sorriso vitorioso surgir em seu rosto. Pude ver o brilho de malícia no rosto do moreno e só isso conseguiu me arrepiar o corpo mais uma vez. Nicholas estava delicioso ali onde estava e como estava, com a cara de malandro que não lhe era comum e os cabelos atrapalhados por minhas mãos. Perfeito. Simplesmente isso.

–Fique quieta.

Pediu em tom de repreensão enquanto fazia-me assentir. Nicholas com um sorriso, cuidadosamente desceu da bancada, puxando-me pelas pernas antes que eu pudesse levantar, grudando-me contra seu corpo. Senti sua mão sobre minha cintura e logo eu estava em seu colo, com as pernas contornando seu corpo. Nicholas apoiou-me sem dificuldade e comigo enroscada nele como um macaco prego, caminhou, me carregado em direção a sala, onde fez questão de me deitar contra o sofá. O sorriso se alargou em seu rosto enquanto o local se tornava mais escuro. Acendeu apenas um abajur sobre a mesa, tornando capaz a visão de nossos rostos iluminados pela fraca luz, eu não podia descrever com o que ele se parecia naquele momento.

–Eu devo estar ficando louco. -Falou em tom de brincadeira em tom baixo, enquanto me dava mais alguns beijos no pescoço. –Espero que não se importe de não subirmos as escadas, faz barulho demais. Fique quieta, ok?

Pediu. Assenti sentindo toda a adrenalina dentro de mim, que apenas crescia junto com a deliciosa sensação de ter Nicholas sobre mim. Com as mãos ágeis, o garoto arrancou minha blusa, e não pude perder a chance de fazer o mesmo com a sua. Sentindo os beijos de volta em meu pescoço, antes que Nicholas pudesse querer voltar os lábios aos meus seios, desabotoei seu cinto com destreza e com um empurrão rápido, consegui abaixar o jeans que usava, deixando-o apenas com a cueca boxer. Não que a cena fosse diferente das outras milhões de vezes que ele havia aparecido no meu quarto assim, mas daquela vez, quando o vi com os músculos contraídos e o pouco brilho do abajur que não deixava tão nítido o volume que eu percebia ter ali, Nicholas pareceu diferente, mais gato, mais atraente, mais... Mais tudo. Eu não sabia o que pensar ou o que dizer, eu só sabia que nada sabia. Antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, me livrei dos seus jeans, virando-o de costas para o sofá e com um sorriso safado, me sentei em seu colo, sobre o volume que sentia estar louco para se libertar do tecido que o prendia.

–Rebola pra mim...

Pediu em tom grave, fazendo mais uma vez meu corpo se arrepiar. Com um sorriso, pousei ambas as mãos no peitoral do garoto usando-o como apoio, enquanto lentamente começava a mover a cintura, deixando com que nossas intimidades roçassem, deixando uma sensação incrível pelo pouco tecido que nos separava, deixando em ambos aquela sensação que era capaz de nos deixar loucos. Joguei a cabeça para trás enquanto ouvia Nicholas suspirar e soltei um longo suspiro eu mesma, por sentir como o volume parecia querer crescer cada vez mais. As mãos do garoto escorregavam por minhas coxas, apertando-as com vontade enquanto eu mantinha o movimento da cintura, fazendo-me querer soltar um gemido, mesmo sabendo que não podia. Abaixando-me em sua direção, sem parar o rebolado, levei os lábios em direção ao ouvido do garoto, mordendo o lóbulo da sua orelha e sentindo meu corpo se curvar com uma das suas mãos que massageava meu seio. Abri um sorriso enquanto propositalmente soltava um baixo gemido em seu ouvido, para provoca-lo, mas em tom baixo o bastante para só ele conseguir ouvir. A mão de Nicholas se arrastou por minhas costas, pousando em meus cabelos e com vontade, puxou-os, fazendo-me afastar, inclinando a cabeça para trás, e deixando livre o espaço em meu pescoço que ele fez o favor de preencher com leves chupões. Soltei alguns leves gemidos sentindo a deliciosa carícia tomar conta de mim. Eu não pensava mais. Eu queria Nicholas, queria agora, no sofá da sala de televisão... Mas eu não podia. Não ainda.

–Sidney...

Nicholas gemeu meu nome movimentando a cintura contra a minha, em tom pidão. Abri um sorriso enquanto sem pensar demais, abaixava a boxer que o garoto usava, deixando livre o órgão que antes mesmo que eu esperava estava pronto em minha direção. Voltando a beija-lo, senti um certo nervosismo tomar conta de mim e me senti prestes a desistir do que eu fazia. Mas não podia. Não agora. Afastando-me lentamente dele, ergui a mão, segurando seu órgão com cuidado, e pressionando levemente com os dedos, comecei a movimentar a mão, em movimentos de baixo para cima, fazendo escapar dos lábios do garoto baixos suspiros, que resolvi aceitar como gemidos. A expressão na face de Nicholas naquele momento eu faria de tudo para ver de novo. Era ótimo, era ótimo ver que ele estava sentindo prazer e que eu estava lhe causando aquilo, eu me sentia sexy, eu me sentia no poder e eu gostava, eu poderia fazer aquilo para sempre.

–Sidney...

Mais uma vez chamou por meu nome em tom fraco, olhando-me em tom que já entendi. Não. Eu nunca havia feito aquilo em toda a minha vida e não faria com Nicholas. Os olhos do garoto se fecharam levemente e logo sua cintura começou a acompanhar meus movimentos com as mãos. Mais uma vez, aos seus olhos se abrirem, pude ver o tom pidão em seu rosto. Eu não ia fazer aquilo, ia? A expressão em seu rosto era tão deliciosa que eu queria continuar, eu ia continuar... Soltei um suspiro enquanto, antes que pudesse me arrepender, levava meus lábios até seu membro. Minha língua rodou incialmente a cabeça do seu órgão, onde pude ouvi-lo soltar o primeiro gemido mais forte, fazendo-me abrir um sorriso, e sentir-me motivada em abocanha-lo de verdade. Sinceramente? O gemido de Nicholas era algo bom de se ouvir, eram tão baixos quanto suspiros, nada extravagante ou broxante quanto vemos naqueles filmes sujos. Pude sentir as mãos do garoto se enroscarem em meus cabelos, fazendo-o acompanhar os movimentos de minha cabeça enquanto tratava de escorregar a boca para baixo e para cima em seu membro. Tentei manter o contato visual o tempo todo, para poder ver como ele estava diante do meu gesto. Seus olhos eram grudados nos meus com o mais puro desejo e eu reconhecia o brilho em seus olhos, um sorriso se formaria em seus lábios se não estivesse ocupado demais os pressionando. Com o tempo a cintura do garoto começou a se movimentar, fazendo-me ir mais rápido e assim sua respiração se elevou. Se encostando completamente contra a almofada do sofá, o lábio do garoto se abriu, enquanto ele soltava um longo suspiro e tentava olhar-me novamente, em tom alertado, tentando parar com os movimentos.

–Sidney... Eu vou gozar.

Avisou enquanto eu continuava com os movimentos. A preocupação estava nos olhos do garoto, mas eu não ia parar, eu não queria parar. Estava gostado de vê-lo daquela forma, nas minhas mãos... Era bom assim. Pouco depois do aviso do garoto, o corpo de Nicholas travou e de uma só vez pude sentir todo o líquido quente escorrendo para dentro dos meus lábios. Sem tentar pensar demais para não me sentir enjoada, engoli tudo de uma só vez, limpando os lábios e tentando o máximo não fazer sujeira. Os olhos de Nicholas estavam um pouco arregalados, e balançando a cabeça negativamente, o garoto puxou-me mais uma vez em sua direção pelos cabelos, fazendo-me grudar os lábios nos seus, puxando-me em um delicioso e intenso beijo. Um suspiro deixou seus lábios enquanto me abria um sorriso um tanto... Carinhoso, eu diria. Parecia satisfeito, o que me deixou um tanto orgulhosa.

–Só você mesmo, Cindy.

Tentei ao máximo ignorar o comentário enquanto abria um sorriso e pousava a cabeça sobre o peitoral do garoto. Bem, acho que aquilo não havia sido humilhante como eu pensei que um dia seria, eu havia até mesmo gostado de ter ficado no comando. Nicholas e eu tínhamos uma sincronia difícil de se explicar e isso me preocupava. Me preocupava porque eu gostava, e ali junto dele eu conseguia sentir meu coração bater forte. Eu me sentia confortável onde estava. E eu francamente tinha medo de todo aquele meu conforto me impedir de sair do lugar.


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Notas finais
Gostaram? Então me digam o que gostaram mais no capítulo! hahahah!
Beijoooos!