Vocaloid - Monogatari Wa Utau
22 Love is War
Notas iniciais
mou ikiba ga naiwa
kono koi no netsuryou
AAAAAAAAAAAHHHHHHHHH---------
As ruas de Tokyo são algumas das mais iluminadas à noite, mas para o jovem de cabelos azuis, só existia um grande breu. Suas mãos tremiam enquanto corria desesperadamente, os olhos inquietos procuravam os longos cabelos verdes de sua amada, não tendo sido capazes de encontrá-los ainda, entretanto. Kaito, Akaito e Len haviam se separado ainda na saída do local do show, cada um seguindo por direções distintas, ficando subentendido que, se a encontrassem, contatariam imediatamente os outros por celular.
Procurava a esmo, pois não fazia idéia de onde Miku poderia estar. Na verdade, era exatamente isso o que mais lhe afligia, a que tipo de lugar Mikuo a levaria para se vingar? Do que ele seria capaz pela irmã?
De repente, sentiu o telefone móvel vibrar em seu bolso, estava tão concentrado antes que chegou a tropeçar com o susto. Dando graças à Deus por ter boa saúde, ou certamente teria tido ataque cardíaco ali mesmo, atendeu o telefone enquanto diminuía a velocidade e parava de correr, antes que desse alguma bobagem.
— Moshi–moshi? – atendeu, a voz trêmula.
/Kaito, sou eu/ – respondeu o loiro, fazendo o coração do de cabelos azuis bater cada vez mais rápido. Teria ele encontrado a garota? Era o que se perguntava, cheio de esperança. – /Acabo de sair da gravadora dos Utaloid, e não encontrei nada. Também fiz de tudo para ver se eles me falavam onde eles tavam vivendo, mas cara, não deu. Aqueles putos disseram que era sigilo e não contaram por nada.../
— Merda... Eu também ainda não vi nem sombra da Miku... Sabe das garotas no show pelo menos?
/Não, nem falei com elas ainda.../
— Ha. Onde você ta? Eu tive uma idéia, mas estou muito longe agora...
/Eu estou mais ou menos, manda aí.../
--- @ --- @ ---
A música acabou de tocar, as três garotas no palco agradeceram e saíram de cena, deixando para trás a platéia que trocava olhares entre si. Não houve aplausos. Assim que chegaram aos bastidores, tiveram uma recepção bem “calorosa”. Meiko nem teve tempo de desviar quando recebeu um tapa na cara de um dos patrocinadores.
— COMO VOCÊ ACHA QUE FICA A NOSSA REPUTAÇÃO COM VOCÊS COPIANDO A COREOGRAFIA DA OUTRA BANDA?!
As três cantoras entreolharam-se, sem entender o que acontecia. Rin, sendo mais impulsiva, logo começou a gritar também com o homem:
— COMO É QUE É? Agente não copiou coreografia nenhuma OK?! Alguém pode POR FAVOR explicar o que ta acontecendo??
— É bom perguntar para outra pessoa tampinha, porque eu e a minha empresa estamos fora! – Foram as palavras do empresário, que foi embora fazendo questão de esbarrar no ombro da loira. Rin quis ir atrás dele, no entanto as outras duas a seguraram.
— Não é com ele a nossa briga Rin... – e logo a jovem entendeu o que Meiko queria dizer com estas palavras ao seguir o olhar da mesma. Rin parou de se debater e foi na direção das Utaloid, seguida das outras duas companheiras de Banda. Luka foi a primeira a falar:
— Que história é essa de agente ter copiado a coreografia de vocês, suas filhas da puta?
Teto, Neru e Haku estavam sentadas em uma escadaria que dava para trás do palco, conversando. A aproximação das Vocaloids, no entanto, lhes chamara a atenção e, assim que ouviram as palavras de Luka, a reação foi de relativa surpresa. A ruiva foi a primeira a se pronunciar, levantando-se e encarando a rosada, sendo obrigada a olhar para cima por ser bem mais baixa que a primeira.
— Mas é, não é? Vocês imitaram completamente a nossa coreografia, então não venham reclamar quando foram vocês quem trapacearam. – Respondeu com um certo Q de sermão no tom de voz e as mãos na cintura.
— Nem me venha com essa Teto, eu e as garotas desenvolvemos essa coreografia juntas, ok? A pergunta que não quer calar é como VOCÊS a conhecem. – Disse Meiko, afastando Luka.
— Foi nosso empresário quem nos ensinou, e daí? – Se intrometeu Neru, guardando o celular na bolsa ao seu lado e se postando ao lado da mais velha de sua banda.
— O nii-san do mal da Miku? Pff, ta explicado... – revirou os olhos a Vocaloid loira, já sacando tudo. A Utaloid com cabelos de mesma cor, no entanto, não gostou nem um pouco de seu tom de voz.
-Olha como fala do Mikuo-san, ele é mil vezes melhor que o cafajeste do seu irmão, ta?!
— Olha VOCÊ como fala do MEU NAMORADO! Só eu posso chingar ele!!
— Ah é, é?! E vai fazer o quê? Me socar? Vocês dois se merecem mesmo!!
— Cala a boca vadia, mal ele te chutou e já ta dando para outro!
Nesse momento Neru sentiu-se realmente ofendida, sentia tanta raiva que até uma lágrima chegou a rolar em sua face. Não se segurou mais, empurrou Rin, que bateu de costas contra uma mesa.
— Aaah!! – gritou ela, levantando-se logo em seguida, porém – Ah vai ser assim é? Então ta, pode vir... – E partiu para cima da outra loira.
Enquanto isso, no núcleo civilizado da discussão...
— Teto, você nem conhece esse rapaz, o Mikuo. Ele não é, como posso dizer, assim... Uma boa pessoa. Nós achamos que ele pode estar tentando se vingar da Miku, que é irmã dele e estar usando vocês para isso.
— Não acha um pouco de paranóia Meiko? Quero dizer, eu não tenho nada contra vocês, mas ele não me parece uma má pessoa.
— Eu também achava isso, mas ele tem uma obsessão meio doentia por ela sabe? Eu mesma já presenciei e tal. Além disso, isso explicaria as coreografias iguais não acha? Aquele cara é muito dissimulado, não estranho que vocês não tenham desconfiado dele. Na verdade eu tinha certeza de que vocês não sabiam de nada.
— Na verdade, – intrometeu-se Luka – Meiko nem era para ter se apresentado. Ela só o fez porque a Miku esta desaparecida e, olha só que legal, o Mikuo também. Não acham ISSO muita coincidência?
Teto suspirou, pensativo. Fechou os olhos e, ao voltar a abri-los fitou as Vocaloids, séria. – Ok, faz sentido. Mas vocês têm idéia da gravidade do que estão nos dizendo? Isso se chama seqüestro, é caso de polícia.
Meiko já ia responder, quando seu celular tocou.
-Só um minuto. – pediu ela, atendendo. – Moshi-moshi?
/ Alô, Meiko-san? Aqui é o Len. O Kaito pediu para você convencer as garotas da Utaloid a falar onde eles tão morando, ele acha que o Mikuo pode ter levado ela para lá. Eu to indo para aí, não sei se elas vão querer me ouvir, mas ele achou que talvez eu tivesse mais facilidade em convencê-las./
— Nem precisa Len, pode deixar que eu...
— É O LEN NA LINHA? – exclamou Haku, que estivera calada o tempo todo. A albina tratou de arrancar o celular das mãos da morena – Alô? Len? Aqui é a Haku, o que eu posso fazer para te ajudar?
Neru e Rin, que puxavam o cabelo uma da outra, pararam neste exato momento, entreolhando-se. A mensagem fora transmitida: trégua. As duas loiras correram para onde estava a garota de cabelos prateados a fim de escutar a conversa.
[Longe dali, na imensa torre da Tókio Sky]
hai iro no kumo; monokuro no kenso
hizashi wa kageri
yuugure wa iro wo kaete iku
AHH, sekai ga nijinde
sore demo suki de ireruka nante
wakatteru, kedo dousureba iino
doushitara, dousureba
baka dana... watashi
As luzes da cidade não permitiam que as estrelas fossem vistas por seus habitantes, mas mesmo que o fossem, naquele dia não seria possível, uma vez que o céu encontrava-se encoberto por densas nuvens cinzas. Estas mesmas luzes, que ofuscavam as estrelas e iluminavam a capital japonesa, nem mesmo elas, chegavam ao topo da Tókio Sky, a nova antena de transmissão de rádio e TV que estava sendo construída. Lá, era tudo de um cinza monocromático.
O coração da jovem que alí se encontrava amarrada, machucada, silenciosa, era de um sinza monocromático. Sua visão estava desfocada, devido às lágrimas que derramara anteriormente, mas isso não a impediu de ver o irmão se aproximar.
— Finalmente resolveu parar de se debater, Miku-chan? Sabe, apesar de toda a sua rejeição, e de tudo o que tenho feito, a verdade é que eu ainda te amo.
A jovem grunhiu, escorrendo uma gota de suor por sua face quando o mais velho lhe acariciou o rosto.
— É verdade! Você deve me achar um idiota, não é? Mas um dia talvez você me entenda Miku-chan. Quando tudo isso passar e nós voltarmos a ser como nos velhos tempos... – Sua fala era mansa, calma e com um certo ar sonhador. Parecia falar mais para si mesmo do que com Miku.
De repente, para o sobressalto de ambos, o celular de Mikuo vibrou. Irritado, tirou-o do bolso imaginando quem o estaria importunando em um momento como este, porém um sorriso se formou em seus lábios ao perceber que se tratava de uma mensagem de Haku.
— Kukukuk~ Parece que o seu namoradinho esta a sua procura, exatamente como eu havia planejado... Melhor não deixá-lo esperando, não concorda?
— MIKU NÃO! – Suplicou Miku, gritando com suas últimas forças – Onii-san, eu... Eu vou embora com você, faço o que você quiser, só... Só não... – Mais uma lágrima escorreu por sua face.
— Tarde demais, meu bem. Devia ter decido isso da primeira vez que nos vimos. – O garoto de rebeldes cabelos verdes puxou-a pelo rosto delicadamente, lhe dando um beijo forçado – Mas não se preocupe, logo, logo tudo isso vai acabar. Eu prometo. – E então se retirou, deixando-a sozinha, indefesa e temerosa por Kaito.
hajimeru no-yo kore wa sensou
ureshisou na kimi wo miru nante
setsunaru koi sore wa tsumi
misete ageru watashi no omoi wo
Mikuo não se importava de lutar pela irmã, ela era tudo para ele. Talvez fosse lunático, mas não era burro, sabia que ele era o vilão da história, que estava errado. Seria, no entanto, desejar vencer no amor um sentimento tão errado assim? Um crime tão horrendo? Talvez fosse esse o seu problema, amor demais. Amava tanto Miku que seu já estava corrompido. A muito já não era capaz de suportar a idéia de vê-la ao lado alguém que não fosse ele. Além disso, já era tarde demais para voltar atrás, agora que havia começado, mostraria a todos como se sentia.
Ia em direção ao quarto de hotel onde estava habitando. Segundo a mensagem que recebera, deveria encontrar Kaito lá para um acerto de contas final.
Mal sabia ele, no entanto, que Kaito não estava no Hotel Nihonbashi Villa onde se hospedava, mas a caminho da própria Tokyo Sky. O jovem de cabelos azuis corria como se sua vida dependesse disso e, ao chegar aos pés da torre, quase desmaiou. Realmente ela fazia jus ao nome de maior torre do mundo e provavelmente, mesmo com o elevador funcionando, levaria uma eternidade para chegar ao topo.
Levou o megafone que Len lhe emprestara de encontro ao peito, respirado fundo e então adentrando o prédio. Embora o local fosse enorme, conseguiu milagrosamente localizar sem grandes dificuldades o elevador de serviço. Apertou o botão para o último andar e então esperou.
--- @ --- @ ---
No local do show, novamente um tumulto se formava e os repórteres, que antes entrevistavam a platéia encontravam-se em volta de Meiko, Luka e Teto, que tentavam explicar a situação. As perguntas variavam, mas o tema era sempre o mesmo:
- Por que os Vocaloids haviam copiado a coreografia dos Utaloids?;
- Onde estava Miku e por que ela não havia dançado?;
- O fato de Meiko ter substituído Miku significava que voltaria a cantar? Ela tomaria o lugar da esverdeada?;
- Luka havia sido perdoada pelos gêmeos?
Luka, que já não agüentava mais ser tão assediada por repórteres dês da vez passada, resolveu que estava na hora de acabar com aquilo tudo.
— CHEGA!! CALEM A BOCA!! – Gritou após subir em uma mesa do local. Subitamente, todos se calaram, mais pelo choque do que por respeito. – A Meiko-san vai responder a todas as perguntas de vocês então é melhor anotarem direitinho porque ela não vai repetir e quando ela terminar, vai ir todo mundo embora porque isso aqui não é a casa da mãe Joana e, caso vocês não tenham percebido, agente ta com muito problema para perder tempo com um bando de fofoqueiro querendo saber da vida alheia. – E com isso desceu do móvel. Recebeu os olhares assustados de Teto e Meiko com relativa surpresa.
— Quié? – Perguntou, cruzando os braços, como se nada tivesse acontecido.
A morena, ainda de olhos arregalados, substituiu a rosada em cima da mesa e começou a explicar a situação. O silêncio permaneceu graças ao olhar ameaçador de Luka, que passou a ser acompanhado pelo de Teto e da própria diretora dos Vocaloids.
Perto dali, trancados no camarim do Utaloids e longe dos ouvidos atentos dos repórteres, Haku, Neru e Rin fuzilavam Len com o olhar, esperando dele alguma explicação, enquanto o mesmo sentia-se cada vez mais como uma formiga. ‘É,’ pensou ele ‘Parece que dessa vez eu to ferrado’.
— Então, hummm… Araa… alguém quer chá? – Perguntou, rapidamente pegando a bandeja com a térmica e copinhos de plástico e a colocando entre ele e as garotas com um sorriso amarelo na face.
— Não nos enrole Kagamine Len! – Gritou Neru, derrubando a bandeja no chão e fazendo o jovem se encolher de leve, fechando um olho com o estrondo dos objetos atingindo o piso frio. – Acho que você nos deve uma explicação! A mim e a Haku!
— Na verdade – falou a Albina, timidamente, os olhos mirando qualquer coisa à sua direita e o corpo levemente encolhido, a postura curva – Eu sempre soube que Len-kun me traía, assim como sabia que ele gostava amava a Rin-san.
Desta vez foi Rin quem se sobressaltou – Mas… Mas então porque continuava com ele?
— Eu achava que estava bom desse jeito, eu sou sozinha e ele sempre foi carinhoso comigo. Isso já era o suficiente para mim. Enquanto ele ainda me procurasse, eu fingiria que nada estava acontecendo e tudo ficaria bem… — Um sorriso fraco tomava os lábios pálidos. Sua expressão demonstrava sua solidão, fazendo os outros três se sentirem as piores pessoas do mundo.
— Haku eu… Eu não se o que dizer… — Comentou Len, sem também poder olhá-la diretamente tamanha à vergonha que sentia de si mesmo pelo que tinha feito à jovem,
Neru também suspirou.
— Quer saber de uma coisa? Eu também sabia que você gostava da Rin… Eu sempre dizia a mim mesma que não, eu... Eu não queria acreditar, mas no fundo eu sabia. Todos nós temos uma parcela de culpa, afinal de contas. Estávamos todos nos enganando. – A loira com o rabo de cavalo, também sorria, como se aquilo tudo fosse muito engraçado e, no entanto, uma lágrima escorreu de seu olho.
Len baixou o olhar, sem jeito. Não sabia como encará-las depois do que tinha feito. Rin o abraçou apertado e Neru começou a puxar a de cabelos prateados em direção à saída. O jovem quis impedi-las, precisava falar alguma coisa. Chegou a estender a mão e soltar um “Ah”, mas a de rabo de cavalo, ainda de costas, o interrompeu, falando com voz embarganhada:
— Não fale nada. Apenas… Se você não se importar, continue sentando ao me lado nas aulas de inglês…
— Claro… — Sorriu Len, vendo suas duas ex-namoradas deixarem o recinto.
[Hotel Nihonbashi Villa – 05:30 da manhã]
sakende mita MEGAPHONE wa kowarete tano
doredake senobi sitatte
kimi no sikai ni hairanai
AHH, itusunomanika hareta sora; zenzen niawanai
kimochi ga osae rarenakute doushitara, dousureba
naite nanka, nainnda karane
daisuki...
tatakau noyo, HEART wo ute
shudan nante erande rarenai
SKIRT hirari misetsukeru no-yo
kimi no sisen ubatte meseru no
geigeki youi
senkyo wa imada huri nanodesu
koi wa moumoku
kimi no kuchizuke de megasameru no
Mikuo não demorara a chegar graças ao eficiente sistema de metrôs de Tókio. Esperava encontrar Kaito na frente do local ou na recepção, estranhando não vê-lo em parte alguma lá embaixo. Desconfiado, pediu suas chaves à recepcionista, porém esta lhe disse que já haviam sido entregues a Sakine-san, como fora requisitado.
O jovem de cabelos verdes sentiu o corpo estremecer, mas era bom em dissimular suas emoções. Agradeceu a moça com um sorriso e seguiu para o elevador com um ar despreocupado, os passos mansos e as mãos nos bolsos. Já lá em cima, esgueirou-se pelo corredor com passos lentos. Verificou se havia luz vindo por debaixo da porta de seu apartamento, não havia. Se alguém estava ali, então a luz estava apagada. Experimentou girar a maçaneta e empurrar a porta, que se abriu sem grades dificuldades.
O lugar estava um caos. Sua mala estava aberta e revirada, várias de suas coisas estavam no chão, assim como por cima dos móveis, suas roupas encontravam-se jogadas, as gavetas do bidê e da cômoda abertas, as portas do armário escancaradas, a roupa de cama amarfanhada e até mesmo a luminária havia sido derrubada.
Mikuo prendeu a respiração diante daquela cena e a primeira coisa que lhe ocorreu foi voltar á Tokyo Sky ver como estava Miku; Antes, porém, que pudesse fazer menção à virar-se, ouviu a porta se fechar e ser trancada atrás de si.
— Pensa que vai a algum lugar? – Cochichou uma voz em seu ouvido, fazendo seu coração pular de susto e, antes que pudesse reagir, sentiu seu corpo ser empurrado com tanta força, que voou, por sorte tendo a cama logo atrás de si.
Quando abriu os olhos, a escuridão do quarto já começava a ser quebrada pelos raios de sol que teimavam em despontar no horizonte, trazendo com sigo um novo dia, afastando as nuvens e limpando o céu. Os olhos vermelhos que o fitavam tinham um ar demoníaco, mas nem por isso ele deixaria de lutar até o fim.
Ele sentiu os lábios do ruivo nos seus em um beijo forçado.
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