Notas iniciais
- MIKU!!- Gritou, batendo na porta. Do outro lado, um grito a voz da esverdeada raralhou-lhe como de costume, embora um tanto quanto rouca desta vez. - Kaito no bakaa!! Abre logo essa porta em vez de ficar gritando!! Não ta vendo que eu to presa, imbecil??!!

BLACK ROCK SHOOTER natsukashii kioku

Tada tanoshikatta ano koro wo

Infelizmente o elevador só ia até quatro quintos do prédio, de modo que Kaito foi obrigado a recorrer às escadas o restante do percurso. Ao mesmo tempo em que subia, o jovem de cabelos azuis procurava também uma tomada onde pudesse ligar o megafone por alguns instantes, porém só o foi encontrar após 17 andares. Ele estava muito nervoso, no entanto, para se dar ao luxo de sentir cansaço.

A tomada se encontrava em um pilar próximo a uma grande janela. Perfeito, pensou ele, correndo para lá. Uma vez conectado, se inclinou para fora da abertura e levou o megafone à boca, gritando a plenos pulmões com este voltado para cima:

— MIKU, ESTEJA ONDE ESTIVER, ESTOU INDO AÍ!! GRITE PARA QUE EU SAIBA ONDE TE ENCONTRAR!

Longe e ao mesmo tempo próxima, Miku, que se encontrava no topo da torre em uma sala mais escondida, futuro recinto do zelador, ouviu o grito de Kaito. Um meio sorriso surgiu em seus lábios enquanto fechava lentamente os olhos. Sua cabeça latejava, suas mãos e joelhos estavam lotados de escoriações e sua roupa já estava cinza de tão empoeirada, uma vez que a sala onde se encontrava ainda estava em reforma e, por isso, cheia de concreto solto, areia e pedrinhas.

Primeiramente, imaginou que a voz que acabara de ouvir não passava de um fruto de sua imaginação, afinal, não poderia Kaito ter escapado de Mikuo... Poderia? A voz, no entanto, insistia em lhe chamar, e logo ela começou a pensar que talvez, apenas talvez, houvesse alguma remota chance de ela estar preste a ser salva.

Kaito já voltara a subir as escadas a essa altura, quando começou a ouvir uma fraca voz que aparentava vir dos andares de cima. E esta voz era, decididamente, Miku. Doce e forte, cantada com todo o sentimento.

BLACK ROCK SHOOTER demo ugoke nai yo

Yami wo kakeru hoshi ni negai wo mouichido dake

hashiru kara

Os olhos do garoto brilharam e ele nem mesmo parou para pensar, instintivamente seguindo à voz que cantava.

Miku, de olhos fechados, cantava o mais alto que podia e com todas as suas forças, pois o prédio era imenso e ela corria o risco de não ser ouvida, se é que havia mesmo alguém lá. Enquanto ela cantava, devaneava sobre o que faria ao ver Kaito novamente. Definitivamente o xingaria por fazê-la cantar tão alto e reclamaria, porque estaria sem voz no dia seguinte. Então, ela faria com que o garoto de cabelos azuis realizasse todas as suas vontades, assim como antes de toda aquela confusão. Com esses pensamentos em mente, ela riu de leve, cantando ainda mais alto, como se isso pudesse apressar o futuro alegre que lhe esperava.

Kowaku te furueru koe de tsubuyaku watashi no namae wo yonde

Yoake wo idaku sora kyoukai sen made no kyori a tomou ippon todoka nai

Korae ta namida ga afure sou na no ima shita wo muka nai de

Tomatte shimau

A cada degrau que subia, o jovem de cabelos azuis sentia que a voz de sua amada se tornava cada vez mais próxima, mas intensa, mais vívida, quase palpável. Sentia seu rítimo se tornar um pouco mais lento, entretanto ele procurava ignorar a falta de fôlego e a dor nas pernas a fim de seguir rumo ao topo, estava perto demais para desistir!

O fôlego da esverdeada estava começando a esvair-se. Ela já podia sentir a garganta arranhar, levemente, a cada palavra dita. Conforme seguia com a música, claramente necessitava esforçar-se mais apenas para continuar no mesmo tom e ritimo de antes.

Mirai wo ikite itainda wakatta no omoidashite

Tsuyoku tsuyoku shinjiru no

Sou yo

BLACK ROCK SHOOTER yasashii nioi

Itai yo tsurai yo nomikomu kotoba

BLACK ROCK SHOOTER ugoi te kono ashi!

Sekai wo koe te

Finalmente chegara ao último andar, onde a voz adquiria tal intensidade no ambiente vazio que chegava a provocar um certo eco. Descansou as mãos nos joelhos, recuperando o fôlego por alguns segundos. Logo, no entanto, tratou de se recuperar e gritou:

— MIKU, EU ESTOU AQUI EM CIMA!! EU LOGO VOU CHEGAR AÍ!

Miku encontrava-se sentada, abraçando as próprias pernas, em um dos cantos da sala. Ao ouvir as palavras do amigo, entretanto, levantou-se em um pulo e correu até a porta, batendo e chutando-a a fim de chamar a atenção do garoto para o local. Suas mãos e joelhos doíam ao fazer contato, uma vez que passara horas fazendo estes mesmos movimentos, antes com a inteção de tentar arrombá-la, no entanto.

Ainda assim, Kaito levou algo entre cinco e sete minutos para lhe encontrá-la, pois a salinha era escondida em um canto e o último andar era grande e dividido tal qual um labirinto. Assim que a avistou, porém, o jovem teve certeza de que era lá onde sua amada se encontrava.

— MIKU!! — Gritou, batendo na porta. Do outro lado, a voz da esverdeada raralhou-lhe como de costume, embora um tanto quanto rouca desta vez.

— Kaito no bakaa!! Abre logo essa porta em vez de ficar gritando!! Não ta vendo que eu to presa, imbecil??!!

Ele riu, feliz em perceber que mesmo com todo o ocorrido ela continuava a mesma mal humorada de sempre. Ele fez pose de soldado e respondeu:

— Pode deixar Hime-sama~! Só se afaste um pouquinho da porta, okaa?? — E logo se pôs a procurar uma tábua ou algo parecido que pudesse usar de alavanca.

Ela riu também, se distanciando da entrada. Em seguida houve vários sons de batida e depois de alguns minutos, a figura do jovem de cabelos azuis atravessou o arco da porta, a qual agora jazia esparramada no chão. A cena era digna de filme, mas os atores nem tanto. Kaito estava completamente descabelado e suado, além de arfar profundamente como se procurasse aproveitar cada molécula de oxigênio do ar.

Miku, por sua vez, além de machucada, tinha a roupa cinza e amarrotada, os dois rabos sempre perfeitamente arrumados e simétricos, desta vez baixos e meio caídos. Sua expressão era um misto de cansaço e felicidade. Parecia ponderar se batia no garoto e desmaiava depois ou ao contrário.

— Você demorou. – Disse finalmente, sem dar um paço à frente.

— Eu tive alguns contratempos. – Inspirou profundamente, pela última vez, inflando os pulmões, e então se levantou, a fitando em seguida.

— Contratempos? Pff... Sei. – Ela riu, desviando o olhar. – Bem, ao menos essa salinha de espera era confortável. Mas enfim... E o meu irmão? Pensei que fosse ver ele e então vocês teriam algo como uma luta épica até a morte.

— Pois é, o Akaito pediu para me substituir e tals, ele disse que eu não tinha chances. – Ele piscou, ponderando sobre as palavras do irmão.

— De fato. Para ser sincera eu já estava pensando sobre que flores comprar para o seu velório, mas fico feliz que esteja vivo.

— Que maldade Miku-chan... – Respondeu o de cabelos azuis, agora indo em direção da garota.

— Whatever, o Akaito... Não é aquele seu irmão gay? – Um meio sorriso surgiu em seus lábios, enquanto um brilho maldoso passou pelos olhos verdes – Deveria eu sentir alguma pena do Mikuo?

— Provavelmente... – Kaito parou em frente à ela, desviando o olhar por alguns instantes enquanto figurava o que a garota provavelmente imaginava, sentindo um arrepio de leve. Ambos riram. Voltou a fitá-la, então, com uma olhar terno, ao mesmo tempo em que levava uma das mãos ao rosto da jovem e o acariciava. – Posso fazer uma pergunta, Hime-sama?

— Faz de uma vez. – Ela encolheu-se de leve quando o outro tocou em um de seus arranhões, porém logo voltou ao normal.

— Posso te beijar?

— Você é MESMO um idiota sabia? – Ela revirou os olhos, deixando o outro momentaneamente cabisbaixo para então, de repente, voltar-se novamente para ele, enlaçar seu pescoço e puxá-lo para baixo, enquanto ficava na ponta dos pés e, enfim, colar seus lábios nos dele.

Tinha os olhos fechados apertados, e ele arregalados, porém logo suas expressões se suavizaram, as bocas se abriram e deram lugar para a língua de ambos que se acariciaram em um doce beijo.

- E precisava perguntar? — Completou ela, com um sorriso de orelha à orelha, quando se separaram.

Pela porta, os raios de sol já adentravam com mais força e mais claros, denunciando o sol alto. Fazia uma bela manhã.

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Daquela noite em diante, nada mais se ouviu falar sobre Mikuo e nem sombra de Akaito se viu. O que acontecera naquela noite, afinal? Todos se perguntavam, e não apenas os VOCALOIDS, mas também Teto, Neru e Haku, que sentiam ter contas pendentes com o rapaz de cabelos verdes. Kaito e Meiko, é verdade, o que acontecera durante a noite, especificamente, mas do paradeiro, nada se sabia, ninguém havia visto.

Rin e Len continuaram juntos, apesar de todo o assédio da mídia. Na verdade, o dueto Magnet fez tanto sucesso, que acabaram por alcançar o topo das vendas da gravadora e ficaram várias semanas seguidas em 1º lugar em diversas rádios japonesas. Aparentemente, o público havia se apiedado do romance proibido dos jovens, que embora continuasse a ser um assunto polêmico, tinha cada vez mais pessoas à apoiar.

Len voltou à sua amizade sadia com Neru, apesar de freqüentemente ser trocado pelo celular da moça, entretanto, seja lá o que a garota tanto fazia nele. Haku continuou bebendo desvairadamente, sendo advertida por Meiko inclusive, mas nada parecia trazer mais consolo à jovem do que um bom copo de saquê. Teto montou um novo grupo para si, porém ainda intitulado UTALOID. Rin, bem, Rin continuou à infernizar a vida de todo mundo.

Luka continuou a fazer um estrondoso sucesso devido à sua forte voz. A música nova que escrevera, Flamberg, ficara durante uma semana inteira em primeiro lugar nas rádios. Não pode com a concorrência dos gêmeos, é verdade, mas ela também era novata e isso contava. Além disso, ela se sentia feliz por estar sendo “parte do grupo”. Ao mesmo tempo, aqueles que a haviam visto nos bastidores do show ano dia do concurso puderam constatar o quão assustadora ela podia se tornar quando a situação pedia, ficando permanentemente com um pé atrás em relação à ela.

À mídia, foi explicado que tudo não passava de um grande plano do irmão do mau de Miku que desejava raptá-la por possuir uma paixão doentia pela moça e, obviamente, eles adoraram uma história assim tão polêmica. Reportagens e colunas relacionadas ao temas ou casos semelhantes ainda estrelavam os jornais e revistas em lugar de destaque semanas após o ocorrido.

Kaito continuou o mesmo idiota de sempre. Agora, no entanto, era algo como o idiota mais feliz do mundo. As garotas de sua escola é verdade, ficaram bem desapontadas, afinal, dois dos mais belos jovens estavam comprometidos, mas Miku e Rin tinham confiança demais em si mesmas para dar alguma atenção a essas “piriguetes”.

Nossa história, no entanto, continua exatamente duas semanas e um dia depois do incidente:

Luka descia as escadas enquanto se espreguiçava, tinha no rosto olheiras profundas e um celular em mãos. Seguiu em direção à cozinha, onde encontrou Meiko lendo o jornal.

— Konnichiwaaa... – Cumprimentou, com um bocejo no final. Abriu a geladeira.

— Bom dia. – Respondeu a morena, sem tirar os olhos do papel.

— Onde estão os outros? – A pergunta saíra demorada enquanto a rosada colocava o chá para esquentar no microondas.

— Volte para cama que você ainda esta dormindo Luka. – A morena, olhou ara trás, tinha um sorriso divertido nos lábios. – Hoje é segunda-feira, eles têm aula, além disso, já são onze da manhã.

— Ah. – A garota corou levemente, bebericando em seguida o líquido na xícara que tinha em mãos, como se pudesse se esconder atrás dela.

— Hahahaha – Riu a mais velha, voltando logo depois a fitá-la, ainda sorrindo – Sabe, agora que estamos mais acostumados uns com os outros estava pensando em viajarmos todos nós.

— Uma viagem? De que tipo? – Luka, sentou-se ao lado de Meiko no balcão e fez sinal para que continuasse, a fim de ter mais detalhes.

— É, uma viagem de férias. O que você acha?

— Acho ótimo! – seus olhos brilhavam – Já tem algum lugar em mente? – perguntou antes de beber mais um gole de seu chá.

— Sim, estou querendo ir á praia. Uma amiga minha da faculdade tem um hotel na praia de Yonehara, em Okinawa.

— Sabe, acho que isso ainda vai nos render umas boas risadas. – Finalizou a rosada após refletir por alguns segundos sobre o assunto, caindo então na risada, logo sendo acompanhada por Meiko.

Notas finais
Yay! Finalmente chegamos ao fim da nossa segunda temporada! o/ Sim, ela foi mais curta, eu sei. Só que tipo, eu contabilizo as temporada por cada casal que fica junto LOL /apanha Então, o que acharam? Gostaram? Próxima temporada deve ser maior, ter mais romance, mais entrigas e mais comédia -QQQ /seriously?/ Sério -q Também vai ter dois personagens novos na trama /dança Sobre o Akaito e o Mikuo, casalsinho mais leendo da trama toda, vou fazer um extra só sobre eles e sua vida nem tão feliz (para o Mikuo LOLo Mentira, ele é sadomaso e adoro o jeitinho que Akaito trata ele
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.