Notas iniciais
Conheçam Adam, o aluno mais bonito da escola, e possivelmente o mais bonito de toda região.
Comprometido com a garota mais bonita, Rafaela, e filho da empregada da familia mais rica da cidade.

Adam Trevor é um garoto de 15 anos, alto, com corpo atlético que foi por dois anos seguidos escolhido como o garoto mais belo do ensino fundamental. As duas vezes ganhou junto com sua namorada. Rafaela.

O garoto de olhos azuis sempre viveu em uma casa alugada na periferia da pequena cidade do interior, Arvore Portal, junto com sua mãe. A casa ficava em uma rua sem saída e era longe da escola Coração onde ele estudava. Sempre foi pobre, nunca teve vergonha de dizer que sua mãe era sua mãe e que ela trabalhava de faxineira na casa dos Pinto, a família mais rica e antiga da cidade. Mas o garoto nunca gostou e conseguiu dizer facilmente que seu os abandonaram quando ele era ainda um bebe. A única coisa que soube sobre o homem ausente era que ele era americano, o que explicava seu sobrenome, Trevor.

Adam sempre usou roupas de segunda mão e tênis surrado, ele estava prestes a começar no ensino médio. Sabia que as coisas iriam ficar diferentes, e de acordo com sua namorada se vestir bem é muito importante e algo notável, da mesma forma que se vestir mal era. Mas ele não ligava.

Adam assistia a um programa de televisão antigo no pequeno aparelho que sua mãe conseguira comprar a muitos anos atrás. Ele estava jogado no sofá, esperava que sua chegasse para poderem comer o jantar, que ele prepara, juntos. Mas sua mãe somente chegava às nove da noite e ainda eram oito horas.

O primeiro dia de aula do ensino médio começaria no dia seguinte, era seu primeiro dia no primeiro ano e era também um dos mais importantes para os novatos que não queriam ser colocados de lado e esperar outros rejeitados que o aceitasse e formarem um grupo nada popular.

Descobrira que naquele ano teria uma turma da oitava serie, aquilo significava que ele conheceria alguém na parte da manha que não fosse sua namorada, porque um grande numero de amigos dele haviam repetido de ano e tinham chances de irem para aquela única turma de oitava. Pelo menos era por isto que o garoto ansiava naquela antes do primeiro dia de aula.

A mãe de adam, Antônia chegou tão cansada quanto nos dias anteriores que o filho a recebeu com a casa limpa e um jantar pronto para ser servido. Ela sorriu para o filho, foi se trocar, e depois voltou para onde ele estava e se sentaram à mesa.

Enquanto comiam a mulher falava para o filho sobre o cansativo e corrido dia que tivera no casarão da família onde trabalhava. Antônia não era velha, mas também não era muito nova, tinha seus quarenta anos e muita experiência depois de trabalhar em muitos lugares diferentes até entrar para a casa dos Pinto como empregada.

— Filho, seu uniforme esta no guarda roupa, e seu tênis esta bom para uso? – perguntou a mulher com sua voz rouca.

— É meu tênis esta legal. Obrigado pelo uniforme...

— Não minta, deixa eu ver seu calçado. Já faz um ano que eu o comprei e ele já não era novo.

Sem vontade, adam foi para seu quarto, pegou seu tênis e os levou até sua mãe na sala, ela já havia terminado de comer e olhava para a televisão quando o filho apareceu, ela olhou o par e balançou a cabeça ao ver um rasga na lateral.

— Ele esta bom, a senhora pode costura-lo como faz com minhas calças. As pessoas falam que minhas roupas são bonitas – disse adam tentando evitar que sua mãe gaste mais dinheiro com ele.

— Não são as roupas que são bonitas, é você que as torna belas. Amanha vou comprar um par novinho, seu numero ainda é quarenta? – sem falar o garoto concordou com a cabeça.

Por três anos ele tentou convencer sua mãe a deixa-lo trabalhar, mas ela sempre dizia que ele devia se preocupar apenas com os estudos e que era muito novo para isso ainda. Durante as férias ele conseguia ajudar o Sr. Carlos na academia local, fazia exercícios e musculação por lá e ainda ganhava trinta reais por semana, tinha vezes que o garoto também ia à academia nos finais de semana ou após as aulas, mas somente ajudava o homem e tentava treinar.

Adam terminou de comer e se sentou para assistir jogo de quarta-feira, ele estava se deitando quando ouviu sua mãe gritar do quarto onde dormia sozinha.

— Bebe, vai dormir, não quero que você se atrase amanha!

Relutante e enrolando ele desligou a televisão e se deitou no sofá maior, levou pouco tempo para cair em um sono pesado. Se sonhara não se lembrava, só achava que dormira muito pouco no instante que sua mãe o acordou gritando mais alto do que gritara para ele ir dormir.

— Adam levanta já... você tem que se arrumar... por que não pôs o despertador para...

Sonolento ele se levantou, foi até a cozinha e deu um beijo na testa de sua mãe, que ainda parecia brava com o filho.

— O que aconteceu com o bebê, não posso acordar com esta gritaria todo dia, mãe – disse o garoto irônico – Bom dia.

Rapidamente ele tomou banho e se arrumou, e saiu antes de sua mãe que entrava no serviço as nove horas da manha. Ele colocou os fones de ouvido e começou a caminhar para sua escola pela solitária rua que levava até a avenida principal da cidade. Como era de seu costume, sempre que suas musicas preferidas começava a tocar, e ele estava no caminho para escola ele cantava e fazia uma coreografia animada e inspirada no clipe original que ele via no canal Mix TV. E daquela vez era Movie Like Jagger , Marron 5.

“Oh
Oh

Just shoot for the stars if it feels right
Then aim for my heart if you feel like
Take me away and make it okay
I swear I'll behave

You wanted control, so we waited
I put on a show, now I make it
You say I'm a kid, my ego is big
I don't give a shit

And it goes like this
Take me by the tongue and I'll know you
Kiss me 'til you're drunk and I'll show you
All the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger…”

Adam girou e olhou para todos os lados, não viu ninguém por perto então continuou a musica.

“I don't need to try to control you
Look into my eyes and I'll own you
With them moves like Jagger
I've got the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger

And it goes like this
Take me by the tongue and I'll know you
Kiss me 'til you're drunk and I'll show you
All the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger

I don't need to try to control you
Look into my eyes and I'll own you
With them moves like Jagger
I've got the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger

You wanna know how to make me smile
Take control, own me just for the night
And if I share my secret
You're gonna have to keep it
Nobody else can see this

And it goes like this
Take me by the tongue and I'll know you (take me by the tongue)
Kiss me 'til you're drunk and I'll show you
All the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger

I don't need to try to control you
Look into my eyes and I'll own you
With them moves like Jagger
I've got the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger”

Adam tinha facilidade com o inglês, e terminou a musica já ofegante depois de tantos passos e trechos que ele fez durante o caminho. Cantando e dançando com beleza e talento. Adam parou de andar logo que viu um garoto de bicicleta rir enquanto passava por ele lentamente.

— Aqui não é o chuveiro Pé de Vento! – gritou o menino rindo.

Incrédulo, Adam parou de cantarolar a musica que começou em seguida e apenas seguiu seu caminho para escola.

O prédio avermelhado da escola Coração continuava igual, a entrada estava cheia de altos, baixos, magros, gordos, feios e bonitos adolescentes preparados e no caso de alguns despreparados para o primeiro dia de aula.

Quando seguia para o portão, foi barrado por uma cabeleira loira de uma garota poucos centímetros mais baixa que ele. Sem dizer nada ela apenas ficou na ponta dos pés e o beijou, se afastou e ficou encarando-o com os brilhantes olhos verdes que com toda certeza a ajudaram ganhar o titulo de garota mais linda do escola e o coração do garoto mais bonito da escola.

— Oi Rafa – disse ele sorrindo, seus dentes caninos brilhavam a luz do sol fraco da manha de fevereiro.

— Ah, oi Adam... senti sua falta lá no Rio, queria que você estivesse lá comigo, conhecesse meus primos e meus tios cariocas, o sotaque de lá é muito engraçado... espere você não me traiu não é mesmo? – disse Rafaela sem parar, ele o encarou e ele riu.

- Com toda certeza eu trai a garota mais linda da escola com uma outra qualquer da cidade, que deve ter no máximo três dentes, ou nem isso.

— Ótimo, preparei algo para sábado, meus pais irão sair.

Apenas sorrindo os dois entraram na escola, Rafaela que estava sem o uniforme teve que coloca-lo antes de passar pelo portão pois a inspetora não estava deixando ela passar com uma camiseta decotada. Usava um short que estava dobrado acima do joelhos e teve que desdobrar para poder entrar. Logo que entrou ela se afastou de Adam e foi conversar com as amigas que estavam em um grupinho próximo das escadas.

Adam foi cercado pelos amigos repetentes, como imaginara, havia pessoas diferentes entre eles, mas o garoto não falou nada. Começaram a falar sobre as férias. Quando alguns de seus amigos disseram que fariam uma prova para irem para o terceiro ano, Adam não conseguiu parar de rir.

— Já não foi humilhação demais repetir a oitava serie vocês querem repetir em uma prova para pula de ano também?

Em meio a zombações eles continuaram a conversa até o sinal tocar e irem para a primeira aula do ano. Para Adam, era uma sorte que Rafaela não estivesse em sua sala, ele não iria trai-lá, mas sua namorada as vezes o sufocava, e quando suas amigas estavam por perto ficava pior pois elas começavam a conversar e ele tinha que ouvir tudo, abraçado com a garota loira, sem saber sobre o que falar, ou em que hora falar.

Por um momento antes do professor chegar, ele pensou se ela poderia tê-lo traído no Rio de Janeiro. Um lugar longe de onde ele ficara as férias toda, e um lugar cheio de tentações de vários tipos, idades e outras que ele nem conseguia pensar.

— Como foi a viagem – perguntou Adam para sua namorada antes de entrarem na sala de aula.

Rafaela parecia ter sido pega de surpresa, ela olhou para ele e sorriu com um brilho inocente.

— Foi incrível, o mar é lindo, a cidade é gigante, o Cristo Redentor é tão... diferente do que temos lá no fundo de casa. Fui aos shoppings mais lindo mundo, ou só do país. E morri de medo de andar de bondinho. Você deveria estar lá, ficaria mais segura.

Adam, no fundo duvidava. Era bem possível que ela ficasse com ciúmes de uma pomba que pousasse na calçada, ela ficaria tudo, menos segura. Seu ciúmes chegava a ser obsessivo em varias situações.

Um professor velho e careca entrou, Adam se despediu de sua namorada e entrou logo em seguida. O homem disse ser professor de historia. Por quarenta e cinco minutos, ele falou sobre a matéria, o que poderia e o que não poderia se feito em sua aula, e depois foi embora sem dizer seu nome ou perguntar o nome dos quinze alunos que estavam na sala de aula.

Entres as trocas de professores, Adam deu uma olhada pela sala. Dentre os outros quatorze, havia um garoto estranho. Tatuado e todo de preto. Uma menina crente de olhos grandes e dona de uma longa trança escura. Uma dos quatro filhos dos ricos da cidade, também era de sua sala, e era que ele sabia o nome. Beatriz Pinto , que estava vestida quase toda de vermelho, a única parte branca era do uniforme azul bebe da escola.

Atrás dele sentavam dois garotos que não paravam de falar sobre as novatas e as veteranas. Por vezes ele olhou para o lado e viu a garota Pinto desviar o olhar, deixando-o apenas seu cabelo marrom ondulado ao alcance de sua visão.

Pelas duas seguintes o garoto fez lição de revisão com professores que ele já conhecia do ano anterior. Matemática e geografia foram as matérias seguintes, ele não gostou de nenhuma, mas quando a professora de matemática começou a dar matéria, ele prestou atenção e fez tudo facilmente.

Uma vez olhou para Beatriz e viu que ela conversava animada com a garota de trança e por algumas vezes as duas flagraram ele olhando0as. Somente ele e o garoto tatuado não conversavam com ninguém da sala.

Notas finais
Obrigado por lerem, comentem, digam o que acharam, me corrijam e compartilhem com seus conhecidos.
O próximo capitulo é sobre Beatriz Pinto