Conforme Stiles havia dito, os paparazzi haviam dado uma trégua depois que ele começou a divulgar nossas fotos. Claro que vez ou outra, um aparecia. Mas no geral, eu podia ir comprar pão sem ser perseguido por eles. Contudo, eu sabia que esses dias de paz estavam próximos do fim. A reforma da mansão havia terminado e esse final de semana teríamos um baile de inauguração e para arrecadar fundos para a manutenção de uma ala do Hospital de Queimados de Seattle.

Contei a Stiles sobre o baile na quarta à tarde quando peguei a chave da mansão e fomos até lá checar os últimos detalhes da reforma. Parte de mim ainda não acreditava que depois de quase quinze anos, finalmente aquela casa onde eu fui criado havia sido completamente reconstruída depois do incêndio criminoso de Peter.

— Eu me lembro que havia uma pergunta relacionada a isso na entrevista... Agora tudo faz sentindo. Eu te disse que seu coração era maior do que você deixava transparecer...

Aquele elogio me deixou sem graça e senti minhas bochechas esquentarem.

— Quem diria que aquela entrevista desastrosa daria nisso... — Disse enquanto ria e abria a porta da frente.

— Ei!! A entrevista tinha tudo para ser boa! Você que ficou me intimidando!

— Então você me achava intimidador?

— Você e sua beleza me deixam desconcertado. Isso sem contar nas mancadas que eu estava dando. Foram o quê? Duas?

— Três. — Disse risonho. — Você caiu logo quando entrou, não sabia que eu faria o discurso na sua formatura e depois me perguntou se eu era gay.

— Você se lembra! — Ele respondeu mortificado. — Eu achei que você fosse me jogar da janela depois daquela!

— Eu queria jogar você na minha cama... — Falei e o empurrei na parede, mantendo-o preso entre meus braços.

— Se comporte, mocinho. Ainda não estamos em casa...

Dei um beijo longo em Stiles e depois continuamos a explorar a casa. Estava quase tudo pronto para que nós nos mudássemos de volta para essa casa.

“Mal sabia ele, que ele também estava sendo incluso na mudança.”

Passamos pelo longo corredor de quartos e o guiei para onde era a localização do meu antigo quarto.

— O que tem aqui? — Ele perguntou, quando tentou abrir a porta, mas ela estava trancada.

— Deve ser a suíte... — Disse, me fazendo de bobo. Aquela porta era uma surpresa para ele. Finalmente teríamos condições de brincar em nosso próprio território. — Agora vamos para casa? Quero chegar lá antes dessa chuva cair. O trânsito vai estar horrível.

Stiles olhou para o céu, que estava escuro ainda que fosse apenas seis da tarde e acenou em concordância. Chegamos em meu apartamento segundos antes daquele temporal cair.

— Gastamos toda a sorte da semana agora! — Ele falou olhando a chuva cair pela janela e deixando a noite mais sugestiva e calma. — Onde estão Chris e Allison?

— Allison está com Scott em seu apartamento e Chris deve ter saído com alguns amigos. Ou com seu pai e Melissa.

— O que vamos fazer agora? — Ele perguntou mal-intencionado. Stiles saiu da sala e foi até o meu quarto e quando voltou estava vestindo um dos meus roupões felpudos pretos.

— Ver um filme. — Disse apenas para contrariá-lo. Stiles fez um bico para minha resposta, mas se jogou no sofá se espalhando.

— Eu escolho então! — Ele passou pelos canais de filmes até achar um que o interessasse. — Quero ver esse.

— Chocolate? — Perguntei, repetindo o nome do filme. — Desde quando você se interessa por amores ciganos?

— Só gosto pela quantidade abusiva de chocolate que eles mostram aqui... O filme é literalmente delicioso. — Ele disse sorrindo.

— Fica melhor se a gente estiver comendo chocolate. – Falei e fui para a cozinha, coloquei uma barra de chocolate meio amargo para derreter e acrescentei Nutella para ficar mais gostoso. Coloquei em uma tigela de cerâmica para não me queimar e fui em direção a sala novamente.

Quando voltei Stiles estava atentamente vendo o filme. Coloquei a tigela na mesa e me sentei do lado dele tirando a blusa que estava vestindo antes de ir fazer a visita em minha mansão e assim ficando só de calça. Vi que Stiles me encarou de cima a baixo, mas ao perceber que eu notei seu olhar, ele fingiu ver o filme.

— Nós vamos mesmo ver esse filme? — perguntei.

— Sim! Você que deu ideia, agora vamos ver até o final.

— Chato! — Eu o puxei para um beijo, mas ele acabou perdendo o equilíbrio e antes que caísse de vez em cima de mim, apoiou as duas mãos em meu peito. Em um gesto de puxo reflexo, me afastei e dei um tapa nas mãos dele em cima de mim.

Pude ver a decepção e a mágoa preencher o olhar dele e aquilo doeu profundamente em mim.

— Desculpa. — Pedi, tentando me aproximar e dar um beijo nele. Mas Stiles se afastou para a outra ponta do sofá e ficou olhando para seu colo.

— Não quero mais. — Ele falou, como uma criança mimada. Apesar de ter ficado profundamente irritado com essa sua atitude, eu entendia ele. Eu sentiria o mesmo se houvesse alguma parte dele, mesmo que minúscula, em que eu não pudesse tocar.

— Eu sei que é frustrante para você... mas acredite, é para mim também. Eu me odeio por causa disso. — Stiles continuou em silêncio, brincando com a cordinha do meu roupão. Ele ficou assim por um longo tempo até que eu não aguentei mais. — Por favor, meu bem... diga o que está pensando.

— Onde são seus limites rígidos? Sabe... onde começa sua aflição ao toque?

— Essa aflição chama-se afefobia, meu bem. E eu tenho essa fobia na área do meu peito, pois foi onde as barras de ferro da minha casa em chamas caíram em cima de mim me impedindo de ir salvar minha família.

Stiles saiu da ponta do sofá e ficou ajoelhado na minha frente encarando as minhas cicatrizes e os seus olhos se encheram de um sentimento que era diferente de pena, compaixão, aquilo era amor, aceitação.

Ele pairou a mão sobre elas e eu prendi a respiração para suprimir a vontade de afastar as mãos deles de lá. Ele vendo que não reagi de forma adversa, abaixou a mão com um sorriso e disse:

— Isso não te define, meu amor. Isso só faz você mais forte, como uma armadura. Mas eu estou disposto a tirar ela de você, pelo menos enquanto você está comigo. — Ele disse com um sorriso sacana no rosto.

— Como assim?

— Me mostra qual é o limite da área que pode ser tocada.

Eu mostrei a ele a área acima da minha barriga e abaixo do meu pescoço, ali eram áreas que eu não suportava o toque. Meus braços, ombros, pescoço, costas e abdômen eram livre dessa minha fobia.

Stiles se levantou do sofá e pegou a tigela de calda de chocolate, mergulhou os dedos no chocolate e estendeu a mão na minha direção.

— Desenhe em você a área de restrição ao toque.

Segurei a sua mão e comecei a traçar uma linha cerca de dois dedos abaixo do meu peito. Ainda que eu estivesse no comando, não pude controlar o leve calafrio que me percorreu ao sentir o toque dele. Movi a mão dele ao redor do meu pescoço, nos limites dos meus braços e na linha da clavícula, logo eu tinha marcado a região exata onde o toque me incomodava.

— Você confia em mim? — Ele perguntou com um sussurro depois que deixei a mão dele livre.

— Com a minha vida. — Respondi imediatamente e aquilo o fez sorrir.

Ele se aproximou de mim ainda sorrindo e começou a me beijar. Enquanto eu o beijava o puxei para mais perto até ele sentar no meu colo e eu encostar no sofá por completo. As mãos de Stiles começaram a percorrer meus braços até alcançar minhas próprias mãos, onde ele entrelaçou nossos dedos. Ele foi levantando os meus braços acima da minha cabeça e então, quando eu menos esperava, senti minhas mãos serem atadas com o cordão do meu roupão.

— O que você está fazendo? — Perguntei assustado com aquela atitude dele.

— Testando seus limites. — Ele disse, saindo do meu colo e dando a volta no sofá. Enquanto fazia esse contorno, Stiles puxou o cinto da minha calça e o usou para terminar de me amarrar.

— Você perdeu o juízo? Como você conseguiu isso tão facilmente? — Estava em choque por Stiles ter conseguido me imobilizar tão facilmente.

— Não fique surpreso... Se existe uma coisa que eu sou ridiculamente bom, são com os nós.

— Espero que o garotinho saiba, que quando me soltar, vai estar muito encrencado. — Disse ameaçadoramente, mas Stiles apenas deu os ombros.

— Se com isso eu puder dormir agarradinho com você, sem a presença daqueles malditos travesseiros, uma bunda vermelha e ardida valerá a pena.

—Stiles... — Rosnei e tentei mover meus pulsos. Claro que foi em vão. Ele dominava o shibari mesmo sendo um sub e eu sabia que eu não sairia dali se ele não me soltasse.

— Seja um bom menino que eu volto já.

Stiles se afastou e me deixou na sala, completamente sozinho. Pude ouvir o barulho do micro-ondas e um minuto mais tarde, ele voltou trazendo a mesma tigela de calda de chocolate.

— O que você tem em mente? — Perguntei sem tirar os olhos dele. Bem lentamente, Stiles se sentou no meu colo, colocando a vasilha entre nós no sofá. Stiles tinha um sorriso bobo e brincava com a colher do chocolate.

— Eu não tenho nada em mente... Quero apenas dividir um pouco de chocolate com meu namorado. — Ele tirou a colher da vasilha e intencionalmente deixou que algumas gotinhas pingassem em mim. Ao sentir o calor causado pelo chocolate bater em minha pele, fechei os olhos e fui tomado por algumas lembranças terríveis.

“Eu estava mobilizado e algo estava quente em minha pele.”

Em um gesto brusco, separei minhas pernas e fiz com que Stiles caísse no sofá de novo, juntamente com a vasilha de chocolate.

— Isso não vai funcionar. — Disse tentando me mover para ajudá-lo a se levantar, contudo de nada adiantou. Stiles se pôs de joelhos em cima do sofá e ficou entre minhas pernas.

— Como você foi malvado, vou começar de novo. — Ele falou como se eu nunca o tivesse feito cair. E conforme o prometido ele realmente começou do zero, derramando chocolate sobre mim. Vi quando ele lambeu a colher e depois me beijou, deixando o gosto doce do chocolate em minha boca.

— Derek... Olhe para mim, meu amor. — Ele me chamou quando fechei meus olhos, ao sentir ele derramar mais algumas gotas do chocolate em meu abdômen. — Eu adoro esses seus olhos. Tão lindos. Mais bonitos do que todo o resto.

Eu enruguei a testa e levantei a sobrancelha para a sua última frase e ele completou:

— Apesar de todo o resto ser realmente incrível e gostoso, — ele deu uma risadinha, — são pelos seus olhos que eu consigo enxergar o mais profundo de você. Sua alma.

Depois de falado isso, Stiles começou a lamber o chocolate que escorria pelo meu umbigo. Sentia o leve roçar de sua barba despontando passear pela minha barriga. Aquilo me causava arrepios e aumentava consideravelmente minha ereção. Ele passou sua língua até onde eu havia demarcado e depois lambeu o chocolate da linha marcada.

Achei que ele fosse continuar a subir, mas quando chegou na “linha” Stiles voltou para baixo. Ele repetiu o ato de jogar chocolate e depois lamber mais duas vezes e parte de mim estava mais confiante. Stiles jamais me machucaria e a ideia de sentir o toque dele já não era tão aterrorizante assim.

Ele jogou pouco do chocolate em meu pescoço e lambeu, traçando todo o meu maxilar e quando chegava perto da minha orelha ele mordia, lambia e chupava o meu lóbulo. Depois de algum tempo acho que ele ficou satisfeito.

Stiles se inclinou sobre mim, para conseguir me desamarrar e aproveitei esse ato para poder dar pequenas mordidas em sua barriga. Quando ele me soltou, movi minhas mãos para sua cintura e o mantive colado a mim. Ficamos nessa posição por alguns segundos, meu olhar preso ao dele.

Delicadamente coloquei as mãos dele em meu peito e depois fechei meus olhos. Eu não queria que Stiles visse a dor preencher meu olhar. Ele permaneceu com as mãos em meu peito, fazendo um pequeno carinho naquelas horríveis cicatrizes. Enterrei minha cabeça no seu pescoço, beijando, chupando e o mordendo.

Stiles soltou um gemido estrangulado e levou suas mãos até minhas costas. Senti ele passar bem de leve as unhas ali, trazendo elas para frente até o início do meu peitoral, mas estava tão excitado que aquele ato, antes pavoroso, apenas me fez querer mais dele. Eu sentia a ereção dele pressionada contra minha barriga e sabia que ele podia sentir a minha. Estávamos tão duros que chegava a doer.

— Stiles... — Gemi. Stiles era como um vício incontrolável. Não importava quanto tempo passávamos juntos, mais eu queria ele.

“Mais eu precisava dele.”

O peguei no colo e fomos para meu quarto.

Senti quando ele me puxou pelo cós da minha calça fazendo com que eu ficasse por cima dele. Mas eu tinha outros planos.

— Você no comando. — Murmurei. Entregando a ele o pacote de preservativo. Ele subiu sobre e mim e retirou a minha calça e cueca de uma vez. Assim quando estávamos os dois nus, Stiles deslizou o preservativo em mim e bem lentamente se montou em mim. Mantive minhas mãos em seu quadril quando ele começou a se movimentar e depois de alguns minutos, pude ver o tédio tomar conta de sua cara. Ele não estava conseguindo.

— Você está entediado. — Afirmei.

— Eu não consigo ficar no controle... — Ele disse num fio de voz. — Eu preciso... Eu preciso que você faça isso por mim. Sozinho eu não consigo.

“Ele precisava que eu assumisse o controle tanto quanto eu precisava de estar no comando. E era por isso que éramos perfeitos um para o outro.”

Então, eu me inclinei sobre ele e o forcei a deitar na cama, ficando por cima. Dei uma estocada profunda e dura, arrancando dele um gemido alto.

— Você gosta dessa forma? — Dei outra estocada e prendi as mãos dele com as minhas acima da sua cabeça. Recebi um gemido alto como resposta e intensifiquei meus movimentos. Stiles gemia descontroladamente e cinco estocadas depois, ele começou a dar sinais de que estava próximo de gozar. Soltei as mãos dele e comecei a masturbá-lo no mesmo ritmo que entrava e sai dele.

— Der... Derek... Por... Fav... — Ouvi a súplica em seu tom e tomei sua boca em um beijo violento.

— Você pode vir, babe. — Disse quando o libertei da minha boca, e também me entreguei ao orgasmo gemendo o seu nome.

Caí ofegante ao lado dele, mas estava mais feliz do que nunca. Eu amava a forma como conduzíamos nosso relacionamento. A forma como o “baunilha” completava perfeitamente o “BDSM”, coisas que não era necessariamente fetichistas, mas completava de formas iguais aquelas que eram. Eu amava a leveza de nossa dureza.

Ficamos deitados por alguns minutos, nos acalmando.

— Você está em sérios problemas, babe. — Sussurrei em seu ouvido enquanto o puxava mais para perto de mim para dormir.

— Valeu a pena. — Ele suspirou, antes de esfregar a bochecha em meu peito, agora livre dos travesseiros e fechar os olhos.

Não era como se eu estivesse livre da minha fobia, mas estava sendo suportável, naquele momento, quando era Stiles me tocando. Além do mais eu não estava pronto para me livrar do contado físico de Stiles depois do que acabamos de compartilhar. Ainda precisávamos percorrer um longo caminho, mas isso já era um começo, um bom começo para ser sincero.

Até sábado tudo foi bastante corrido. As preparações para o baile, a mudança de casa que ocorreria logo depois do mesmo estava tomando mais do meu tempo do que eu tinha em mente.

Stiles estava na última semana de licença e ele já estava mais que entediado ficando só em casa, por isso deixei ele se juntar com a Allison para poder organizar mais algumas coisas que iriam acontecer no Baile.

Quando sábado chegou parecia que o evento tinha virado o dia da entrega do Oscar. O critério de vestimenta para o baile era Black and White e era indispensável a presença de uma máscara. Todos estavam se arrumando para parecer o mais bonito possível.

Todos foram convidados, empregados da empresa, instituições de caridade, colaboradores, a família de Stiles, e sem sombra de dúvida, a imprensa.

Stiles e eu iríamos chegar juntos à mansão por isso ele foi dirigindo até a minha cobertura no seu Jeep velhinho e de lá pegaríamos a limusine que nos levaria. Quando chegou ao hall do apartamento eu já o estava esperando com uma caixa embrulhada na mão.

— Uau! Desse jeito fica difícil te resistir, Senhor Derek Hale. — Ele disse lambendo os lábios.

— Quem disse que você deve resistir, mocinho. — Eu disse o trazendo para mais perto de mim para um beijo.

— Você está tão gostoso... Vou fazer inveja a todos hoje.

Quando terminou de falar isso ele me encarou tão profundamente que parecia que ele estava me despindo mentalmente. Podia até enxergar dentro dos seus olhos ele tirando a minha calça cinza clara, com camisa de linho branca e meu suspensório preto, com sapatos também pretos.

Retribui o seu olhar safado na mesma medida. Ele estava delicioso em sua roupa toda preta, calça, camisa e colete. Mas ainda faltava um detalhe do qual eu mesmo tinha dito que iria providenciar.

O levei até a sala do apartamento e sentamos no sofá, eu com a caixa no colo agora. Estendi na sua direção e disse:

— Abra.

Ele sorriu na minha direção enquanto abria a caixa e encontrava duas máscaras, uma preta e a outra branca. Elas se completavam, como se fossem uma só. Era como o Ying-Yang em formas de máscaras.

Ele suspirou e olhou na minha direção com os olhos emocionados, peguei a máscara branca dentro da caixa e pedi para que ele virasse para eu pudesse colocar nele. Ele fez o mesmo comigo com a máscara preta e estávamos prontos para a noite.

Levantei do sofá peguei o meu paletó cinza par com a minha calça e vesti para que pudéssemos ir.

— Pronto.

— Sempre. — Ele me respondeu me dando um selinho.

O baile estava a todo vapor quando chegamos. Nossa entrada foi digna de reis e rainhas. Posamos para várias fotos, jornalistas nos perguntavam quando iríamos nos casar, se já tínhamos planos para o futuro. Trabalho de praxe deles, e depois de muito esforço conseguimos sair da entrada da mansão e fomos para dentro.

Lá encontramos todos os nossos conhecidos e ficamos fazendo sala como anfitriões do evento. Eu notava alguns olhares hostis vindo de algumas pessoas que trabalhavam na empresa, mas Stiles parecia não se importar.

Antes do jantar oficial começar Allison tinha panejado fazer um leilão, eu ainda não sabia o quê, mas estava perto de descobri já que ela chegou ao meu lado avisando que iria começar.

Quando avistei o Dr. Deathon estava indo na direção dele com Stiles ao meu lado para que assim eu pudesse apresentá-los, mas Allison nos interceptou no meio do caminho e saiu puxando Stiles com ela. A única coisa que consegui escutar era Stiles falando:

— Eu falei que não ia fazer parte...

Mas ele já estava longe com ela e eu não consegui escutar o resto. Me aproximei do Dr. Deathon para nos cumprimentar e colocar o papo em dia, quando eu observava a movimentação em cima do palco principal.

— Nossa consulta está marcada para essa semana mesmo, Derek?

Eu encarei Deathon com um olhar severo e ele continuou:

— Você não ligou confirmando nada. O que não é do seu feitio, por isso perguntei.

— Desculpe, eu me esqueci. — Disse com sinceridade. — Com toda essa correria eu não consegui me lembrar, nem arrumar um tempo para fazer isso. Eu vou sim no seu consultório essa semana.

Ele sorriu em resposta e disse:

— Estarei te esperando, então.

— Posso levar mais uma pessoa? — Disse com algumas ideias em minha mente.

— Claro. Mas posso saber quem é?

Não respondi a sua pergunta porque o Mestre de Cerimônias começou a falar no microfone e eu só conseguia enxergar Stiles em cima daquele palco com um monte de mulheres e alguns rapazes juntos.

Acho que de certa forma respondeu à pergunta de Deathon.

— ... nessa noite estaremos fazendo um leilão de danças. — O MC continuou a falar, mas eu ainda não entendia o que Stiles estava fazendo ali em cima. — Cada homem e mulher aqui nos agraciou com uma dança para aquele que der o valor mais alto. Lembrando é claro que todo o valor será revertido para o Hospital de Queimados de Seattle.

Eu fiquei louco da vida com aquilo. Como Allison coloca Stiles para ser leiloado para alguém. Okay, que era só uma dança, mas Stiles era MEU. Eu não abriria mão dele, nem que fosse só por uma dança. Eu iria comprar ele e isso já era algo mais que decidido.

Quando o MC começou o leilão pude perceber que até era uma ótima ideia, as pessoas estavam realmente pagando bem por uma dança. A cada pessoa na fila ele apresentava com as suas características e qualidades, os embelezando e fazendo algumas piadas também.

Allison estava na fila também e como previsto Scott a comprou sem muita concorrência. Ele foi buscá-la com um sorriso no rosto e os dois saíram do palco sendo aplaudidos.

Quando chegou a vez do meu Stiles eu já estava pronto para dar o maior valor para acabar logo com isso, mas os lances começaram com o mesmo valor.

— Quem dá 5 mil dólares para o Sr. Stilinski.

Antes de me pronunciar uma mulher que trabalhava na empresa levantou a mão e gritou. Stiles fechou a cara para ela e aparente não gostou de nada disso, por isso eu levantei a mão para dar o próximo lance:

— Eu dou 10 mil. — Stiles sorriu quando encontrou meu rosto no meio da pequena multidão e a garota loira fez uma cara emburrada ao me encarar, mas saiu andando logo.

— Quem dá mais?

Eu achei que já estava acabado, mas eu estava enganado.

— 15 Mil pelo garoto. — Eu ouvi e quando encontrei o rosto do indivíduo levei um susto ao perceber que era Deathon perto de mim sorrindo.

— 20 Mil. — Eu gritei.

— 25 Mil. — Deathon falou. Eu não estava entendendo aonde ele queria chegar, mas resolvi gritar o valor que sabia que ninguém mais iria cobrir. Esse valor já ofertado para Stiles foi maior do que todos até agora, e tinha certeza que ia ser o único.

— 50 Mil. — Eu gritei, e houve um pequeno suspiro coletivo de “Oh!”. Quando o MC olhou para Deathon ele se virou para mim sorrindo, deu de ombros e saiu andando.

— Dou-lhe uma, dou-lhe duas.... Vendido o Sr. Stilinski por 50 mil para o Sr. Hale. — Anunciou o locutor batendo o martelo.

Fui buscar Stiles no palco e todos nos aplaudiram. Ele estava sorrindo para mim e disse:

— Obrigado, meu amor.

— Eu nunca deixaria nenhum outro encontrar em você, babe. — Eu disse o acalmando e o dando um beijo rápido.

Ficamos juntos até o final do leilão e logo depois foi anunciado a dança para os vencedores. Abriu-se espaço no centro da pista para os ganhadores e quando estávamos todos lá começou a música. Ela não poderia ter sido melhor e quando visualizo Allison nos braços de Scott, ela sorri e pisca para mim. Love Me Like You Do – Ellie Goulding estava embalando a nossa dança.

You're the light, you're the night

Você é a luz, você é a noite

You're the color of my blood

Você é a cor do meu sangue

You're the cure, you're the pain

Você é cura, você é a dor

You're the only thing I wanna touch

Você é a única coisa que quero tocar

Never knew that it could mean so much, so much

Eu nunca soube que poderia significar tanto, tanto

You're the fear, I don't care

Você é o medo, eu não ligo

'Cause I've never been so high

Porque nunca estive tão fora de mim

Follow me to the dark

Me siga até a escuridão

Let me take you pass you pass the satélites

Me deixe te levar além dos nossos satélites

You can see the world you brought to life, to life

Você pode ver o mundo que trouxe à vida, à vida

So love me like you do, lo-lo-love me like you do

Então me ame como você ama, me ame como você ama

Love me like you do, lo-lo-love me like you do

Me ame como você ama, me ame como você ama

Touch me like you do, to-to-touch me like you do

Me toque como você toca, me toque como você me toca

What are you waiting for?

O que você está esperando?

Estava terminando a música e eu comecei a cantar o último refrão ao pé do ouvido de Stiles, ele começou a me acompanhar. E quando acabou a música eu sussurrei para ele:

— Você quer que eu te toque do jeito que só eu sei fazer, não é?

Ele me encarou com os olhos refletindo o desejo que eu já estava sentindo e acenou a cabeça, suas pupilas já estavam dilatadas.

— Sim, Senhor. — Ele respondeu.

Com isso segurei a mão de Stiles e segui com ele para dentro da mansão. Subimos as escadas e começamos a percorrer o mesmo corredor que nós tínhamos visitado antes na quarta-feira.

— Acho que está na hora de você conhecer o nosso quarto, babe.

Stiles ficou sem palavras e sua expressão de excitação só fazia aumentar o meu fogo. Peguei a chave de dentro do meu paletó e comecei a abrir a porta que eu não tinha deixado Stiles ver antes.

— Esse é o meu antigo quarto quando criança. — Disse me recordando dos bons momentos que eu tinha passado aqui. Só que depois essas lembranças foram tomadas pelas chamas que Peter tinha feito aqui depois da morte da minha mãe.

Acho que Stiles percebeu a minha cara e falou:

— Der, você não precisa fazer isso se isso te traz más recordações.

— Exatamente por isso que eu tenho que fazer Stiles. Eu preciso apagar as más memórias construindo outras. Novas e Boas. Além do mais esse vai ser o nosso quarto. Eu o projetei especialmente para nós dois. — Com isso sai puxando ele para dentro comigo.

Quando entramos Stiles começou a reparar algumas coisas que eu tinha mantido guardados e intactos depois do incêndio e começou a perguntar:

— Derek esses troféus são seus? — Eu agarrei ele e o pressionei na frente da escrivaninha que tinha no quarto, prendi suas mãos atrás das costas e sussurrei em seu ouvido:

— O único troféu que eu quero ganhar agora é o seu orgasmo para mim. Agora. Então nada de papo e mais gemidos, okay?

— Sim, Der. — Eu dei um tapa forte na sua bunda e perguntei:

— Como sub?

— Sim, Senhor. — Ele respondeu gemendo com a sensação de poder e sedução que emanava de cada poro do meu ser. Aquela sensação de dominar preenchia a minha alma como nenhuma outra coisa era capaz e era capaz de me deixar tremendo, necessitando e querendo cada vez mais controlar Stiles.

Tirei a máscara de Stiles e mandei ele continuar com as mãos atrás das costas. Retirei as suas calças e peguei tudo isso e coloquei em cima da escrivaninha para ficar mais fácil para vestir depois. Quando mandei ele ficar de joelhos sobre a cama ele me obedeceu, mas não conseguia se manter calado.

— Senhor, agora é o jantar oficial do seu evento. O senhor irá perder.

— A única coisa que eu quero comer agora está de joelhos em cima da minha cama. Alguma oposição, sub?

— Não, Senhor. — Ele disse corando de excitação e virando para frente ficando na posição exata que eu tinha pedido.

Eu subi atrás dele e segurei o seu cabelo em meu punho, dizendo:

— Isso vai ser rápido, duro.

Stiles gemeu em resposta e empinou a sua bunda em minha direção. Eu disse que seria rápido, mas eu não podia controlar minha vontade de dar uns belos tapas em sua bunda. Dei alguns tapas e ele gemia em resposta se arqueando mais a cada um deles.

— Se coloque sobre as suas mãos, sub.

Com a visão de Stiles de quatro na minha frente eu já estava pronto para explodir. Cheguei até o criado mudo ao lado da cama para pegar o lubrificante e a camisinha e me posicionei atrás dele. Abaixei as minhas calças e fiz todo o procedimento para penetrar Stiles bem rápido, mas sem muito desconforto.

Quando me enterrei até a base nele. Stiles estava gemendo e implorando por mais. Aumentei o ritmo e comecei a tocar Stiles para que ele pudesse gozar junto comigo. Para incentivá-lo dei mais alguns tapas na sua bunda e disse:

— Dê o seu prazer para mim, meu amor.

Nós chegamos ao gozo juntos, gritando nossos nomes pelas quatro paredes daquele quarto.

Depois de 10 minutos, estávamos prontos para sair do quarto e voltar para o baile, quando Stiles notou uma porta como de um elevador que estava em uma das paredes do quarto.

— Para onde essa porta vai, Der? — Ele perguntou curioso, enquanto eu amarrava a sua máscara no lugar de novo.

— Isso é resposta para uma outra hora, babe. Temos que voltar agora. Devem estar sentindo a nossa falta.

Ele me encarou não engolindo muito bem a minha resposta evasiva, mas acenou com a cabeça e fomos saindo do quarto parando só para trancar de novo. O resto do baile foi tranquilo, com conversa jogada fora, conversando com alguns investidores e sobre trabalho. Stiles em nenhum momento se importou e conseguia acompanhar as conversas com uma grande facilidade.

Quando a limusine estacionou na garagem do prédio da minha cobertura recebemos uma grande surpresa na hora em que saímos do carro. Mas ela não foi das mais agradáveis.

Stiles ficou possesso quando viu o seu Jeep todo destruído. As rodas tinham sido cortadas, toda a pintura havia sido riscada, foi jogado tinta sobre ele e no para-brisa tinha um recado:

“Fique longe dele.”

Stiles olhou para mim surpreso com a mão na boca e eu fiquei puto da vida que alguém estava tentando ameaçar ele e o assustando de quebra. Cheguei perto para ver o estado do carro e não gostei do que vi. Principalmente, porque isso não era obra de Peter.

“Se não era ele, quem seria então?”

Notas finais
#RescoeJeep E salvem a Maria Purpurina das condições de trabalho escravo impostas pela Miss Cavendish!! sauhsauhsaushaush Esperando as opiniões de vcs, lobitos!