Notas iniciais
Ei Lobitos!!!! Graças ao feriado conseguimos escrever ao longo da semana! Capítulo está um pouco... digamos assim, "intense" aushaushaushusha Enjoy!

A festa continuava com tudo. A pista de dança estava cada vez mais agitada e ao que tudo indicava, a festa ainda aconteceria por mais algumas horas. Mas para mim, a festa tinha acabado.

“Ou pelo menos, a festa ali em baixo.”

Imaginei algumas coisas que queria fazer com Derek, quando subíssemos para nosso quarto e isso me fez sair a procura dele.

Assim que peguei o elevador para sair do Playground e ir para o nosso quarto, resolvi gastar um pouco do meu tempo no jardim da mansão. Ali embaixo estava abafado e eu tinha certeza de que estava ofegante. Sai do quarto já encarando a cama que me esperava para mais tarde e desci para o jardim. Fiquei alguns minutos olhando para o imenso jardim que havia na mansão e quando passei a mão pelo meu cabelo, um reflexo da luz brilhando me despertou. Balancei a pulseira contra a luz e um sorriso se formou em meu rosto.

“Nunca serei capaz de recompensar Derek por tudo isso.” Pensei. Não havia nenhuma forma de superar isso. Romanticamente, sexualmente... Nada. Nada do que eu fizesse seria capaz de demonstrar a Derek, como ele era importante para mim.

“Você poderia dizer ‘sim’ para ele.” Joe me alfinetou. E de repente, a ideia de passar o resto da vida ao lado de Derek já não me assustava mais. Na verdade, até soava como algo perfeito. Ter Derek só para mim já não era mais um sonho, era uma meta de vida.

“Isso significa um ‘Sim’?”

“Isso significa que você deve ficar caladinho aí Joe.” E mais uma vez eu estava conversando comigo mesmo.

Fiz uma pequena caminhada até a entrada principal da casa e estava a um passo de abrir a porta e entrar quando senti um pano úmido encostar em mim. Tentei lutar e me desvencilhar de quem parecia estar me segurando, mas não estava conseguindo. Eu estava perdendo as forças e não conseguia me manter com os olhos abertos. Segundos depois, tudo escureceu.

Quando acordei, senti meu corpo tenso e aos poucos fui percebendo que eu estava amarrado em uma coluna de madeira. Quando meus olhos se acostumaram com a claridade, vi uma pessoa sentada em uma cadeira, me olhando atentamente.

— Peter! — Eu disse, revirando os olhos, as palavras saindo amargas da minha boca. Tentei puxar as cordas, mas elas apenas apertaram ainda mais meus pulsos.

— O próprio! — Ele riu. — Para alguém tão ameaçado, como você e Derek, a segurança de vocês é muito fraca. Bastou uma máscara, uma blusa branca e lá estava eu, dentro da sua tão perfeita festinha de aniversário.

— Como você pode ver... Não estávamos mesmo nos importando com suas ameaças e presença infame. — Usei a minha melhor arma, o sarcasmo.

Não podia acreditar que aquele verme tinha me sequestrado. Era muita audácia da parte dele fazer isso. E aquele bastardo, tinha planejado isso muito bem, nos pegando em um momento desprevenido.

Peter se levantou da cadeira e ao fazer isso, deixou à mostra um flogger com pontas metálicas.

Ele parou atrás de mim e rasgou minha camisa, depois disso ficou acariciando minhas costas.

— Você deveria ter mais cuidado com suas frases. Você não está com condições de me afrontar.

— Você sabe que precisa de mim vivo para ter o que quer, não sabe? — Rosnei.

— Vivo sim... Mas intacto? — Ele riu e passou as unhas em meus braços, deixando grossos vergões. — Não.

Rezei para de Derek conseguisse me achar antes que Peter decidisse começar a me castigar, porque o simples pensamento dele fazendo uso de um chicote em mim, já me fazia tremer de medo.

— Peça para Derek vir aqui te salvar! — Ele falou, enquanto passeava com o chicote em minhas costas. Os pequenos pregos metálicos aranharam de leve a pele, deixando pequenos vergões.

— Nunca! Você superestima meu valor para ele. — Tentei convencer Peter de que eu não era assim tão importante para Derek. Mas ao sentir a primeira chicotada cortar minhas costas, soube que ele não havia acreditado.

— Você sabe que é precioso para Derek! Sabe que ele viria aqui para te buscar! — Ele gritou enquanto me batia a segunda vez. Senti todo meu corpo travar com o contato das pontas metálicas e a dor explodiu de uma forma intensa.

Peter continuou a me bater por mais algumas vezes. Eu não estava contando os golpes, mas cada vez mais ele aumentava a força. Eu estava travado como uma pedra esperando ele terminar com o seu castigo e depois de alguns minutos ele parou e me soltou. Precisei ficar apoiado na pilastra, pois estava sem condições de me manter de pé por mim mesmo.

Sequei as lágrimas que insistiam em cair pelo meu rosto de deixei que Peter me empurrasse para dentro daquele galpão. Eu cheguei a cogitar começar uma luta corporal com ele, mas no fundo eu sabia que não conseguiria ganhar, a única coisa que iria conseguir é me machucar ainda mais. Peter havia acabado comigo e eu mal conseguia manter meus olhos abertos.

Ele me empurrou para um quarto, fazendo com que eu caísse sobre meus joelhos. Eu estava cansado demais para fazer qualquer movimento, por isso acabei ficando naquela posição por um longo tempo, até que uma pequena tosse me chamou a atenção. Levantei minha cabeça e encontrei uma criança, sentada em um colchão empoeirado, me olhando.

— Olá... — Falei para ela, mas a menina se escondeu no canto. Ela ficou ali encolhida por um longo tempo e acabei desistindo de conversar com ela. A menina parecia estar realmente com medo de mim.

“Como se eu fosse ser capaz de machucá-la.” Pensei amargamente. Com muita dificuldade, fiquei de pé e caminhei até a direção oposta a ela. No outro lado do quarto havia uma janela no alto da parede. Não era o grande para que eu escapasse, mas era o suficiente para permitir que o vento gelado entrasse e acalmasse as minhas feridas. Depois de um longo tempo, a menina se levantou.

— Quem é você? — Ela perguntou de longe.

— Sou Stiles. E você?

— Malia.

— Como você chegou aqui? — Perguntei. Eu queria entender quem era aquela criança e como ela havia chegado até Peter.

— Eu tô de castigo. — Ela murmurou fracamente fazendo beicinho. — Eu peguei um bão, porque tava fome.

Um ruído de indignação escapou do meu peito.

“Mas que filho da puta! Monstro! Quem castiga uma criança por ela ter comido?”

— Tem muito tempo que você está aqui? — Tentei me lembrar de todos os noticiários locais falando sobre crianças desaparecidas. Se Peter havia pego ela, com certeza ela deveria ser filha de algum outro empresário importante. Esperei pela resposta de Malia, mas ela apenas encolheu seus ombros. — Quantos anos você tem? Onde você mora? Quem são seus pais?

— Bais? O que é bais? — Ela perguntou depois de dar os ombros para todas minhas outras perguntas.

— Hum... São... — “Como se explica o que são pais?” Pensei em desespero. — São as pessoas que te fizeram, sabe? Quem cuida de você, te dá banho, coloca para dormir. — Tentei explicar, mas a cara de dúvida dela me fez entender que eu não havia conseguido.

— Não tenho. — Ela disse e se encolheu no canto novamente. O quarto tornou a cair num silêncio profundo e os únicos ruídos que se ouvia era o som do vento entrando na janela.

A medida que a noite avançava, a temperatura começou a abaixar ainda mais, fazendo todo o meu corpo doer. Ouvi Malia tossir e depois tentar se embrulhar no pequeno cobertor.

— Você está com frio? — Perguntei, mesmo sabendo a resposta. O quarto estava frio o suficiente para me fazer tremer. Malia acenou com a cabeça e permaneceu olhando para mim. — Eu tive uma ideia. Mas vou precisar da sua ajuda. — Me levantei e com muita dificuldade, sentei próximo dela, a olhando nos olhos. Ela parecia ser uma criança inteligente, não que eu tivesse tido contato com outras crianças, mas eu precisava acreditar naquilo. — Você está vendo aquela coisa do lado da janela? — Apontei para a alavanca que se destacava no pequeno basculante. — Se eu te levantar, você tenta puxar ela para baixo? Se conseguirmos fechar a janela, o frio vai diminuir.

Ela acenou animadamente a cabeça para mim e deixou que eu a pegasse no colo. Ao fazer isso não pude deixar de perceber alguns hematomas nela. Era óbvio que Peter também batia nela.

“Só um monstro desses para machucar uma criança dessas!”

Tomei cuidado para não apertar nenhum lugar que já estivesse previamente machucado enquanto a levantava.

— Cair! Eu bou cair! — Ela choramingou quando a coloquei sobre meus ombros. Senti o sangue seco nas minhas costas rachar e doer. Segurei firme e mantive a minha postura para segurar Malia direito, apesar da minha dor.

— Não vai não, querida. Eu estou segurando você. — Garanti e apertei seus tornozelos. Com muita dificuldade ela se esticou e alcançou a alavanca. Malia parecia estar fazendo muita força para fechar a janela e depois de um estrondo a corrente de ar frio foi cortada.

— Consegui, consegui. Weeeeeee! — Malia estava genuinamente feliz, como se ter conseguido fechar a janela tivesse sido um grande feito.

“Stiles, ela é uma criança pequena. Escovar os dentes é um grande feito!”

— Sim! Você conseguiu! É a criança mais esperta que eu conheço — Falei, afagando seus cabelos. Malia deu um sorriso tão encantador para mim, que naquela hora eu me senti o cara mais sortudo do mundo.

— Cê tá dodói. — Ela disse, passando seus dedinhos pelos vergões que se destacavam na minha pele.

— Está tudo bem... Eles nem doem tanto assim. — Menti. Peter havia pegado pesado comigo e isso somado ao frio estava me fazendo querer chorar de dor. — E você também está. — Disse enquanto traçava o contorno de um hematoma em seu bracinho. — Ele te bateu?

— Você é bom... Bigada, cê fez o flio ir embola. — Ela falou, mas sua frase foi interrompida por uma outra crise de tosse. Quando ela terminou de tossir, ouvi um pequeno pedido de desculpas. Ela tentou me cobrir com seu pequeno edredom, mas não deu conta. — Fica com ele...

— Não precisa. Você está com mais frio. E aparentemente está doente.

— Cê também tem flio. — Ela disse e jogou o cobertor em mim.

— Já sei! Eu vou usar você para me aquecer. Quando duas pessoas ficam próximas, isso aumenta o calor delas. Venha aqui. — A chamei e ela me obedeceu. A embrulhei no cobertor e depois a puxei para meu colo.

— Isso é bom... Cê é bom — Ela repetiu e senti meu coração inchar e se apertar.

Me ajeitei naquele pedaço de colchão que estava ali e a puxei ainda mais para meu peito. Em questão de segundos, Malia adormeceu.

Olhei para ela dormindo ali, encolhida em meu peito. Malia não perecia ter mais do que cinco anos, talvez até menos. Julgando pelo seu tamanho três no máximo. Ela havia me intrigado.

“Por que Peter estava com ela? Quem seria a família biológica dela?”

Permaneci acordado por mais algumas horas, apenas ouvindo a respiração pesada e as pequenas crises de tosse que Malia tinha.

Depois de um longo tempo assim, acabei adormecendo, para ser acordado horas mais tarde com Malia se escondendo atrás de mim. Quando ela apertou minhas costas, um gemido involuntário de dor escapou da minha boca.

“Ai, merda! Está tudo doendo!” Amaldiçoei internamente.

— O que está acontecendo? — Perguntei ainda sonolento.

— Ele tá chegano. — Ela falou e segundos depois ouvi passos se aproximando.

Violentamente Peter abriu a porta e ficou nos encarando ali.

— Você conheceu meu ratinho... — Peter falou com desprezo, olhando para Malia que ainda estava escondida atrás de mim. — Você vai vir comigo pacificamente ou vamos repetir a dose de ontem?

Com muita dificuldade, me levantei e caminhei até ele. Resistir a Peter só me traria mais problemas.

Peter me levou de volta para o mesmo lugar de ontem e pensei que ele me bateria de novo. Só que dessa vez ele me empurrou em uma cadeira e começou a me amarrar nela.

— Quem é a menina que você está mantendo ali em baixo, monstro?

— Um acidente de percurso. Você sabe... A vida é cheia de coisinhas insignificantes como aquilo... — Ao chegar no meu pulso direito, ele olhou para a pulseira que Derek havia me dado e enganchou um dedo nela — Isso me parece especial... Talvez eu deva...

Ele quebrou a pulseira e a jogou longe. Fechei meus punhos e foi uma péssima ideia, pois Peter acabou vendo minha aliança de compromisso com Derek. Sem o menor cuidado ele a arrancou do meu dedo e também a jogou em algum lugar no galpão.

Depois eu iria procurar cada objeto pessoal meu naquele lugar. Nunca deixaria que esse louco tirasse isso de mim.

— Você é um doente! — Gritei e acabei levando uma bofetada.

— Você não está em condições de me afrontar mocinho! Mais uma dessa e eu juro que acabo com você.

Depois que me amarrou na cadeira, ele me amordaçou e saiu. Ao voltar, ele trazia um notebook nas mãos. Peter me olhava com um sorriso sádico no rosto enquanto ajustava seu notebook para ficar de frente para mim.

— Sabe Stiles... Eu acho que tem uma maneira de deixar tudo isso mais divertido. — Ele parou na frente do computador e começou a mexer nele. Segundos depois ouvi o típico ruído de chamada do Skype.

— Stiles! — Ouvi a voz de Derek ecoar pelo galpão quando a chamada foi atendida. Tentei murmurar alguma coisa, mas a mordaça me impediu. Eu não podia dizer ao certo onde ele estava, mas julguei ser na nossa casa.

— Olá, querido sobrinho... Sentiu falta do seu titio? — O sarcasmo pingava das palavras de Peter.

— Onde você está?! O que você quer? — A voz de Derek soava tão desesperada quanto a minha situação.

— Primeiro, você não precisa se dar ao trabalho de tentar me encontrar com base no IP de conexão... Você sabe... Seu garotão ali não é o único gênio da computação.

— O que você quer? — Derek repetiu pausadamente.

— Eu quero ter uma conversinha em família... Você não acha que é hora de nos encontrarmos? De termos uma reunião de família... — Peter acariciava meu rosto enquanto falava e eu não pude conter a repulsa que crescia dentro de mim ao sentir o toque dele.

— Quanto você quer? — Foi uma pergunta seca, mas eu conseguia sentir a nota de desespero ali. Eu sabia que que ele pagaria qualquer valor que Peter pedisse, não importava o quão exorbitante fosse.

— Não... Eu não quero dinheiro. Seria fácil para você levantar qualquer quantia... Afinal, você viveu tão bem esses últimos anos... No luxo, com tudo do bom e do melhor. Você viveu bem com meu dinheiro! Enquanto EU.. Eu vivi na escória! Vivi no submundo! VOCÊ ME DESTRUIU! Você vai pagar por tudo! Por tudo que sua mamãezinha me fez passar! E não vai ser financeiramente! Você vai se arrepender de não ter morrido naquele incêndio!

— Eu vou te achar Peter! E quando eu te achar, é melhor você estar morto! — Ouvi Derek rosnar.

— Mas é isso que eu quero, sobrinho querido! Eu quero você aqui!

— Você é insano! — Derek gritou.

— Essas foram as mesmas palavras que sua mamãezinha gritou para mim, enquanto assistia suas irmãs queimarem vivas! Sabe... Eu ainda me lembro dos gritos das três... Me lembro de como sua mãe chorava e implorava por ajuda... De como ela chorou quando a casa inteira ficou em silêncio. Ela sabia que todos vocês haviam morrido.

Uma enorme bola se formou no meu peito ao ouvir aquilo. Peter não estava ali para conseguir dinheiro. Ele queria apenas nos fazer sofrer. Vi pelo canto do olho que ele deu as costas para a webcam e saiu do meu lado. Eu ainda estava com o olhar focado em Derek.

— Me desculpe, meu menino... Eu prometo que vou te achar! Não vai demorar. — Derek sussurrava olhando para a tela.

As lágrimas escorriam pelo meu rosto e se acumulavam naquela mordaça improvisada. Eu balançava a cabeça tentando fazer Derek entender que eu não o queria ali.

“Por favor, não venha! Ele vai te matar!”

— Sentiram minha falta, queridos? — A voz de Peter me assustou e fez com que eu desse um pequeno salto da cadeira. Ele parou ao meu lado segurando um atiçador de lenha. A haste metálica estava incandescente e um arrepio percorreu meu corpo.

— Sabe, sobrinho querido... Eu estava planejando uma forma de conseguir sua atenção... O incêndio no seu prédio... A explosão do seu precioso Helicóptero... Eu admito que acabar com vocês foi mais difícil do que eu imaginava. Mas sabe? Teve um lado bom nessa vontade de viver de vocês dois. Agora você, sobrinho amado, vai poder assistir em primeira mão seu companheiro morrer.

— Qual o seu problema comigo? Eu nunca te fiz nada! Costumávamos ser amigos! Peter, deixe Stiles ir. Por Favor, solta ele!

— Depois daquela entrevista tão esclarecedora? Claro que não! Você decretou sua morte quando deu aquela entrevista, meu caro. Dizer para todos que fui eu quem colocou fogo na sua casa? Péssima ideia. — Peter vociferou e depois me deu um tapa. — Eu pensei em matar aquele seu pai adotivo, para te mostrar que eu não estava aqui brincando, mas depois que eu li aquela revista... Suas declarações de amor para esse jovenzinho aqui, eu sabia por onde te pegar. Qual seria seu ponto mais fraco. — Ele ria debochado.

— Peter... Seu... — As palavras de Derek não saiam direito e eu sabia que ele estava sendo consumido pelo medo e pela culpa.

— Então, Derek... Pensou na minha proposta? — Senti o calor do ferro se aproximar do meu rosto e aquilo estava me deixando ainda mais nervoso e com medo. Olhei para a tela do computador e vi que Derek estava desesperado. — O que vai ser? Você vem por bem? Ou por mal?

— Você não se atreveria! — Derek gritou com Peter, que apenas estalou a língua.

— Tsc, tsc... Parece que vai ser por mal! Você deveria saber como negociar de forma mais inteligente, Derek... Afinal, você é uma grande empresário.

— Aprendi desde cedo que não se pode negociar com um louco.

— Olhe o que eu faço com seu amado! — Peter colocou o ferro em meu peito e naquela hora eu não conseguia destingir meu grito com o grito de Derek.

— Não! Seu maldito, desgraçado, filho de uma...

— Você ainda acha que estou brincando?

— Tudo bem, Peter! Eu aceito sua proposta! Eu vou até você.

Era o fim. Peter havia conseguido manipular Derek para fazer exatamente o que ele queria. Mais uma vez, ele se aproximou com o ferro de mim e involuntariamente me encolhi e choraminguei.

— Desculpe docinho, mas preciso incentivar nosso amigo ali a andar rápido. — Novamente ele colocou o ferro em meu peito e aquilo simplesmente foi demais para mim. A última coisa que consegui entender foi a risada doentia de Peter. Um tipo de som que me atormentaria eternamente.

Notas finais
Como dissemos, Peter só veio para causar drama! Esperando pelas opiniões de vocês. Até sábado que vem, amores!