Notas iniciais
Ei meus lobitos! Esse capítulo está grande e temos uma série de explicações BDSM. Se alguma coisa deixar dúvida podem perguntar por MP ou nos comentários mesmo! Esperamos que gostem!!

A separação tem sido uma vadia. Depois que Stiles me deixou no apartamento eu sentia que meu mundo ia acabar, que faltava oxigênio na Terra e eu simplesmente ia ruir em pedaços e nunca mais me levantar de novo.

Chris e Allison estavam tentando me ajudar bastante, mas o problema não era esse. Era a presença de outra pessoa que estava me corroendo por dentro, que eu ansiava por ver, sentir e tocar de novo. Stiles. Eu tentei entender o lado dele e mesmo depois de ter feito isso, eu ainda não conseguia aceitar a justificativa.

“Eu não ia desistir dele. Ele vale a pena.”

Bom depois de uma semana me chafurdando em sofrimento o que eu podia tirar de proveito disso é que eu tinha conseguido passar todos os dias no Castelo e fazer meu treinamento com Breaden e a vitória dessa semana tinha sido ter acabado com a parte teórica. Eu estava me esforçando muito, tinha lido tudo que ela me passou e mais.

“Se era um Dom que Stiles queria, era isso que ele teria.”

Quando eu cheguei ao Castelo depois da separação, Breaden me mostrou o porquê ela era realmente uma Mistress.

— Primeiro de tudo, se eu sonhar que você está nesse treinamento só para agradar o seu ex, eu não vou te treinar e ainda farei com que você seja banido do Clube!

Aquilo me pegou de surpresa e desencadeou toda a fúria que estava guardada. Por essa razão, acabei querendo começar uma briga com ela.

— Não acho que meus motivos para o qual estou treinando sejam da sua conta. Você me treina e ponto final. — Disse da forma mais mal-educada que eu podia.

Breaden me olhou de cima a baixo e para minha surpresa me deu um soco na cara.

“Cara, ela acertou em cheio que eu tive que colocar a mão na minha mandíbula para ter certeza que ela não iria cair no chão.”

— Senta! Agora! — Ela rosnou apontando para uma mesa próxima do bar. Ao voltar, ela trazia um copo de uísque em uma mão e na outra um pacote de gelo.

Achei que ela fosse me dar outro soco, mas ela apenas me jogou o gelo e depois fez com que eu tomasse toda minha bebida antes de começar a conversar comigo.

Fiquei impressionado com a capacidade dela de manter a calma, ainda que eu tivesse a tratado com tamanha hostilidade.

— Primeira coisa Derek: nós, seres humanos, somos criaturas de hábitos. E nós temos o péssimo hábito de sermos cruéis quando estamos machucados, só para ter o prazer de fazer o outro sofrer igual a nós. E isso não é certo. E eu não estou dizendo que nós não temos o direito de sofrer e de querer tirar isso do nosso sistema. — Por incrível que pareça a dose de uísque me fez despertar e prestar a tenção no que ela estava falando comigo. — Mas nós aprendemos a fazer isso de outras formas e a melhor delas é não machucar as pessoas ao nosso redor. Eu aposto que se você começasse a discutir com Stiles do jeito que você estava você iria querer machucá-lo da mesma forma que ele fez com você. Não estou certa?

Fiquei em silêncio contemplando um ponto acima da cabeça dela, tentando encontrar uma resposta diferente, mas infelizmente eu não tinha.

— Sim, você está. — Disse por fim.

— Então primeira lição prática, mocinho, nunca discuta no calor das emoções. Você tem que ser capaz de controlar a si mesmo se você quer começar a tentar controlar alguém. Ou seja, quando estiver com raiva e não conseguir se controlar imediatamente, saia, extravase em outra coisa, lutas, esportes, qualquer coisa, depois você volta e conversa, porque mesmo que o seu parceiro quiser uma briga e estiver com raiva, você já vai ter se controlado e será capaz de agir diferente diante da situação.

Como é engraçado como a gente começa a ver por outros ângulos quando nos tranquilizamos e deixamos a raiva e a mágoa ir embora.

— Okay, Mistress. Continue.

— Você está aqui só pelo Stiles, Derek?

Isso me pegou meio desprevenido, porque primeiramente a resposta seria sim. É claro que eu estava ali por ele, foi ele que me levou ali, ele queria um Dom. Mas eu só estava olhando o agora e essa resposta estava mais profunda dentro de mim do que os últimos meses.

É verdade que Stiles me mostrou o Castelo e me colocou a par do verdadeiro mundo BDSM, mas eu já era assim bem antes de conhecer Stiles. Eu sempre fui controlador direto e quase sempre, quis as coisas do meu jeito para o meu prazer. Quando eu comecei a minha vida sexual eu era um verdadeiro puto, homens e mulheres, experimentei de tudo e mais um pouco.

Então conheci uma mulher queria praticar bondage e algumas práticas meio básicas do BDSM, como um pouco de spanking e eu fiquei fascinado. Eu não gostava dela em si, mas eu adorava o poder que eu tinha sobre ela na cama e o que eu podia proporcioná-la, depois disso eu nunca mais fui só o básico. Baunilha. Lógico que depois de um tempo ela queria mais, mas eu realmente tinha percebido que eu não queria mais ficar com mulheres e iria assumir que eu era realmente gay.

Apesar de só ter assumido publicamente minha orientação sexual quando estava com Stiles, tive uma conversa séria com minha família e acabei revelando a eles minhas verdadeiras escolhas. Depois que terminei com essa mulher, tranquei essa parte de mim no fundo do meu ser.

“Já não bastava ser gay, ainda tinha que ser excêntrico na cama.” Bom, era isso que eu pensava na época e até conhecer Stiles eu não tinha deixado esse meu lado aflorar de novo. Eu não tinha sentido esse poder de novo. Na cama logicamente. Porque por mais que eu tivesse escondido essa parte de mim sexualmente eu continuei um dominador em todas as outras áreas da minha vida.

Eu tinha feito negócios e controlado todas as minhas empresas e propriedades da forma que eu queria, e não só por capricho, mas porque eu sabia que era bom e que eu poderia fazer bem mais do que as outras pessoas. Eu senti esse poder emanar de mim, eu gostava até certo ponto ser aquele que detinha o poder para ajudar as outras pessoas, tomar as decisões que elas por si só não conseguiriam fazer, ser em quem elas podiam confiar.

“Eu adorava isso. Adorava o sentimento.”

Então se eu queria ser alguém no futuro do Stiles eu teria que começar a aceitar a mim mesmo. Teria que me desacorrentar das amarras que me rendiam e me libertar, assim eu poderia libertar Stiles e ser para ele não só um Dom que podia fazê-lo gozar horas e horas, mas um homem com quem contar, que ele poderia confiar com toda a sua alma, e mais aceitar ele do jeitinho que ele é. Com todos os gostos e peculiaridades, com todas as fraquezas e inseguranças, estar para ele em qualquer ocasião e poder cuidar dele. E finalmente poder satisfazê-lo como ninguém fez por ele nesse mundo.

“Ele é MEU.”

Ainda estava perdido em meus devaneios quando senti um tapa em minha mão.

— Saia desse mundo paralelo e responda minha pergunta, Senhor Hale! — Breaden disse autoritariamente.

— Não. Não é só por ele. É por mim, muito mais por mim. Porque mesmo que esse seja o nosso fim, eu não posso viver me escondendo mais. Eu preciso de mais. Do mesmo modo que ele. — Eu dei um sorriso sacana de canto de boca e continuei. — Mas é claro que ele também tem uma parcela nessa operação.

Com isso esclarecido Breaden falou que iria me tornar o melhor Dom que os Estados Unidos já viu e começou a me ensinar tudo que ela sabia. É lógico que como amiga do Stiles ela disse que iria me transformar no pior pesadelo do Stiles. Um Dom feito sob medida para ele.

— Ele jamais será capaz de resistir a você, meu caro! Nunca! — Ela disse antes de começar a treinar comigo.

Contudo, nem mesmo a semana agitada e proveitosa no clube era capaz de me fazer esquecer ele. Sempre que chegava em casa, eu ainda sentia uma tristeza muito grande de estar sem ver meu pequeno e às vezes eu ficava no quarto chorando como uma criança que perdeu sua “naninha”.

Passei todo o sábado trancado em meu quarto, revendo todos os filmes que eu havia assistido com ele, repassando nossas fotos que haviam saído na mídia.

Ah Deus! Como eu sinto falta dele!”

Teria feito a mesma coisa durante toda a noite se Allison não tivesse decidido tentar arrombar a porta do meu quarto querendo conversar. Eu não queria sair, mas ela me enganou. Quando eu fui até o quarto dele e a vi com o Scott eu realmente pensei que ela tinha alguma coisa para me dizer, mas na verdade era ela que queria que eu falasse.

Tivemos uma conversa e o casal falou que iria me ajudar a reconquistar Stiles e eu senti a boa-vontade deles. Allison disse que iria conversar com ele e Scott se ofereceu também, eu sabia que não iria ser assim tão fácil, mas eu estava disposto a lutar. E por um motivo estranho a consideração deles pelo meu relacionamento com Stiles me deu força para continuar e a querer ser mais forte.

A partir daquele momento eu decidi não ter mais pena de mim e do que tinha me acontecido, eu iria dar um jeito de arrumar isso. Domingo eu fiz planos, como eu não tinha mais Stiles para cobrir partes do meu dia eu resolvi preencher com outras coisas. Aumentei mais duas horas de exercícios e malhação do meu horário habitual, todas as noites eu iria para o Castelo treinar e o restante que sobrava eu iria praticar mais meu kicking boxing.

Apesar de gostar do meu trabalho na empresa e de malhar, as melhores partes do meu dia era ir treinar com a Breaden. Me fazia sentir mais perto de Stiles e a cada dia eu descobria uma coisa nova tanto no BDSM quanto em mim.

Breaden me ensinava uma prática nova por dia. Eu achava as técnicas de bondage e controle mais fáceis para mim, por isso tirava de letra. Mas a primeira coisa mais fora da minha zona habitual de conhecimento que eu queria praticar era a arte do spanking, tanto com as mãos quanto com outras coisas.

— Spanking nada mais é do que desferir golpes no seu parceiro, mas a forma, intensidade e equipamento que você usa tem diversos significados. Existem basicamente dois tipos de spanking, o preparatório que é mais para excitação e prazer sexual e aquele que é para punição quando você quer ensinar alguma coisa ao seu parceiro e dar uma lição. — Conforme Breaden ia falando, eu tomava notas mentais e tentava memorizar tudo. — Com o mesmo equipamento você pode fazer os dois tipos, ou seja, eu posso excitar ou punir o meu parceiro com as mãos, com um chicote longo, um de nove caudas, com uma pá, ou com um de equitação. Tudo depende da forma, intensidade e lugar.

Era como se fosse uma aula de física misturado com biologia, você tinha que conhecer cada parte do corpo e saber se isso pode causar um dano mais grave ou não, e também saber qual o grau de impacto do objeto que você está usando e o tipo de marca que você vai deixar.

— Basicamente os objetos mais finos, ou de pequeno porte são o que machucam mais, ou deixam marcas mais rápido. Agora quero que você me mostre aqui, quais são eles. — Ela falou e me levou para a bancada onde haviam vários objetos. Conforme foi pedido, apontei para o chicote de equitação, as varas e réguas que estavam ali.

Breaden também explicou que o chicote de nove caudas e pás em geral, apesar do seu tamanho, eram as que causavam um dano menor. Uma vez que a sua área de impacto era maior, por isso espalhava a dor e o ardor mais rápido e em uma maior quantidade de pele. Mas os objetos menores, com a área de impacto menor, concentravam a dor em um espaço pequeno, por isso podia doer bem mais.

“Era quase como uma aula de física brincando sobre o que fura um balão mais rápido, um único prego ou uma tábua cheia deles?”

Ali entendi que spanking era mais do que bater em alguém. Era saber dosar força com o objeto e a região em questão.

Breaden me explicou que cada golpe que você dá existe uma forma para se fazer dependendo do objeto. Basicamente, quando se pratica spanking não é a força do seu golpe, ou do seu braço e muito menos o quanto você se afasta ou enverga o seu corpo e braço, que conta para poder dar um golpe, e sim o movimento do seu pulso.

— Chicotes em geral, réguas, varas, pás e as mãos seguem esse raciocínio, não é muito floreio que vai fazer você dar um tapa ou um golpe perfeito e sim o movimento do seu pulso, a intensidade, o local, tudo depende só disso, sem muito esforço. Com o chicote de nove caudas você aumenta o movimento a partir do seu pulso, ou seja, você usa ele e o seu antebraço para dar o golpe com maestria. E o mais difícil que é o chicote longo você deve ser capaz de controlar o comprimento do seu braço inteiro para desferir um golpe, pois o chicote longo é como se fosse uma extensão do seu próprio braço até chegar ao seu destino. Entraremos no chicote longo em breve. — Ela me disse com um sorriso.

Eu estava muito empolgado em aprender e Breaden podia perceber isso. Depois de estudar todas as nomenclaturas e partes só intelectuais a parte prática estava sendo muito divertida.

Para não chatear Stiles e sabendo que eu iria aceitar só se fosse assim, eu praticava com uma submissa dela. Como o meu treinamento era só sobre práticas puramente de BDSM sem parte sexual envolvida, elas não tiveram nenhum problema, além do mais ela sempre dizia que era muito difícil achar uma submissa que fosse puramente lésbica.

Contudo, ela me ameaçou de uma forma meio brincalhona que se eu roubasse a submissa dela ela iria cortar as minhas bolas. Apesar da brincadeira, eu podia ver aquela faísca de verdade.

“Isso não tem o menor problema! Só existe um submisso que eu quero.” Fiquei tentado a dizer, mas apenas ri de sua ameaça. Eu também não procurava a parte sexual, estava mais interessado no antes e no depois.

Outra prática que me atraiu muito era a da asfixia. Não era algo letal como se costuma ver por aí, feito por pessoas totalmente insanas. Na verdade, eu não praticava a asfixia em si que é a privação de oxigênio do parceiro, a prática que eu aprendi e gostei era “Blood Block”, que consiste em bloquear o fluxo de sangue nas laterais do pescoço em direção ao cérebro e a pessoa ir perdendo as forças e se for o seu desejo o desmaio.

Você não usava apertar a parte frontal do pescoço, pois além de bloquear o ar e acontecer um acidente você pode acabar machucando seriamente o pescoço e até mesmo a traqueia do seu parceiro e possivelmente acontecer um grave acidente. Com a técnica de bloquear o sangue era como se fosse um golpe praticado em artes marciais, e que é usado em muitas delas, como jiu-jitsu, muay thai, etc, só que no BDSM se usava isso para além de ter o poder de controlar a outra pessoa, esse estímulo feito antes ou durante um orgasmo pode intensificá-lo muito mais.

Como eu já praticava artes marciais, aprender isso não foi muito difícil, era muito excitante. Eu aprendi várias técnicas do shibari, que era uma modalidade mais elevada de bondage, você poderia usar uma única corda ou várias, e vários tipos de amarrações e nós diferentes, todos eles dependem do que você planeja e o seu objetivo final.

Eu gostei muito do FirePlay, cenas que envolvem fogo com seu parceiro, mas Breaden me disse que era uma técnica que requeria muito treinamento para sequer começar a pensar sobre, mas como eu tinha me interessado ela disse que iríamos começar pelas TemperaturesPlay mais básicas.

Ela começou com o gelo e depois me ensinou a usar cera. Existia dois tipos de cera, aquela que realmente gruda na pele e você pode fazer desenhos na pele do seu parceiro e aquela que vira óleo em contato com a pele e você pode terminar a cena com uma bela massagem e um ótimo happy ending. A que gruda merece cuidado especiais como a distância que você deixa cair e o local e também o tipo de marca que você deseja ou não deixar no seu parceiro. Para tirar ela também tem todo um cuidado, a melhor forma é tirar com água quente em um banho ou tirar com a mão ou espátula, mas tem que ser ceras específicas para esse tipo de cena.

— Muito cuidado ao querer praticar isso com objetos normais, velas normais que se compra em qualquer lojinha pode causar sérios danos e não ser nada excitante. Elas não foram feitas para isso, por mais que possa parecer legal em livros, cera de vela feita de pura parafina não serve para BDSM e para nenhum tipo de contato sexual. Lembre-se sempre que tudo é são, seguro e consensual. — Ela me alertou.

— Quem é que seria louco a ponto de brincar com velas normais? — Perguntei chocado.

— Você ficaria surpreso com a quantidade de pessoas que acham que velas são apenas velas. — Ela falou sombriamente e tive certeza que ali havia mais história.

Apesar de todas as outras coisas o que eu gostava mais era a dominação pura e o spanking. Por isso eu pedi para que Breaden me ensinasse a usar chicote de cauda única. Como o FirePlay ele era a modalidade superior do spanking. Por isso levou meses para ficar realmente bom.

Ser capaz de usar um objeto que pode ser tão fatal de uma forma correta e ainda proporcionar prazer ao outro, isso era o céu para mim.

Passei semanas a fio praticando em meu quarto. Havia feito um varal onde preguei várias folhas e treinava minha força. No final, eu era capaz de bater em uma folha de seda com o chicote e ainda assim não rompê-la. Quando consegui chegar a esse nível fiquei tão feliz que comecei a pular pelo quarto e a rir sozinho.

Eu sei que é estranho, mas era como se fosse uma criança que ganhou os melhores brinquedos de Natal.

Algumas práticas tinham mais a ver com os objetos do que com a especialização em si, embora seja sempre necessária, como o uso do cavalete, banco de surras, cela, cruz de Santo André, mesa, suspensão e outros.

Haviam várias outras práticas que eu queria aprender e outras que eu queria me aperfeiçoar mais, mas isso era com o tempo e à medida que os desejos, fantasias iam mudando ou se aprofundando.

Depois de três meses treinando, Breaden disse que eu estava pronto para me ‘formar’. Eu seria reconhecido no Castelo como Dom, não seria mais um expectador, ou iniciante, eu era agora por experiência um Dominador sexual. E com o tempo a Breaden disse que eu poderia me tornar um Mestre, que são o nível acima de Dominadores, eles detêm conhecimento, prática e experiência além do básico ao avançado.

É comum você ver alguma pessoa já no início querendo ser chamada de Mestre, mas é um longo caminho a se percorrer para chegar nesse status e além disso você precisa merecer a nomenclatura, não é só o seu desejo de ser. E todas as coisas no BDSM devem ser assim.

Agora que eu tinha terminado meu treinamento, o qual eu me dediquei de corpo e alma, eu teria que dar o próximo passo e seguir em frente. Como meu desejo e paixão por Stiles não acabou, eu queria colocar tudo que eu aprendi em prática com ele. E eu ia conseguir.

Desde que eu estava treinando no clube, Stiles nunca apareceu por lá. Me perguntava se era por minha causa, mas Breaden disse que tinha conversado com ele e que ele estava bem e que não ia mais ao clube por falta de interesse mesmo. Ele precisou de um tempo para poder refletir sobre as consequências de suas escolhas e agora ficou completamente desinteressado de arrumar um novo Dominador.

Fiquei feliz ao ouvir aquilo, pois parte de mim sabia que o desinteresse era apenas porque ele não havia conseguido me superar. Depois dessa noite no Castelo eu era além de membro, um praticante de dominação sexual. A próxima vez que eu voltasse naquele lugar era para fazer uma cena com o cara que me tirou o sono, que me fez lutar por coisas que eu nunca pensei que fosse, aquele homem que me fez me aceitar pelo que eu sou, mesmo com todas diferenças, excentricidades, defeitos e qualidades. Ele que me fez descobrir quem eu realmente sou e quem eu quero ser. Principalmente com quem eu quero estar.

“Ele me libertou. E eu queria fazer o mesmo por ele. E não só sexualmente.”

Pela primeira vez nos últimos meses eu voltei para casa super animado e com um pouco mais de esperança. Agora estava mais do que apto a ter Stiles de volta.

Aproveite que a casa estava silenciosa e comecei a estudar os projetos para as reuniões de amanhã ao som de uma cantora que eu tinha descoberto que ele adorava. Coloquei Broken Ones, da Jacquie Lee e não consegui controlar o sorriso ao me lembrar de como descobri esses detalhes dele.

Okay?! Talvez ficar vigiando meu ex pelo perfil do twitter seja um pouco psicótico.”, admiti para mim mesmo. Olhei para meu computador e para vencer o sono, fui para cozinha.

Preparei uma xicara de café e me sentei de frente ao piano, pensando em como nos divertimos ali, lembrei da sensação das mãos dele passeando pela minha, tentando me ensinar a tocar uma música, de como ele trouxe de volta a felicidade.

Nós tínhamos sido quebrados pelo passado, nos escondemos atrás de máscaras e personagens para sobreviver, mas esquecemos que somos apenas humanos e que nós estamos sujeitos a errar e a nos machucar. Eu estava quebrado e ele também, não só pelo o que já nos aconteceu, mas pela nossa separação. E nada melhor para curar isso do que o amor.

“Ame os Quebrados!”

Notas finais
Estamos esperando pelas opiniões de vocês! Nos deixem saber o que vcs estão achando e o que esperam da história. Beijos de luz, lobitos!