Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)
71 Capítulo 71 - "Meu infinito..."
Notas iniciais
R: Eu não gosto disso! Nunca vou com você! É sempre outra pessoa! Ou você vai só, ou vai com Noah e agora com Santana. Deve preferir chamar algum desconhecido na rua a ter que me levar.
Rachel estava enrolada na toalha de banho, frustrada por ver Quinn se arrumando para sair. A loira havia decidido ter uma conversa com Russel antes do dia do julgamento e aquilo assustou a morena. Ela não achava uma boa ideia, mas diante da insistência da namorada, resolveu que a acompanharia. Só que Quinn não aceitou que ela fosse. Ela não queria Rachel perto dele. A tal conversa era uma necessidade que ela tinha de dar um ponto final naquela história. Para ela, não era o julgamento que daria fim a tudo...
Q: Não exagera, Rachel! [dizia calma enquanto fechava a bota]
R: Não é exagero! É só que... Eu não quero que você sofra mais! [disse preocupada]
Q: Eu só quero que ele veja que não conseguiu me destruir. [disse firme]
R: Ele pode ver isso no julgamento! Por favor, não vá! [pedia preocupada]
Q: A promotoria acha que também será útil para o julgamento. Isso pode influenciar no que ele vai dizer e facilitar a acusação.
R: Isso não me convence! Eu não quero que você vá! [insistia]
Q: Vem cá!
Rachel se aproximou e Quinn a pôs sentada em seu colo:
Q: Vamos fazer assim... Você vai para NYADA e vai se distrair. Mais tarde você me dá seu colo se eu estiver triste... [dizia suavemente]
R: Dane-se NYADA!
Q: Hey! Olha o linguajar! [repreendeu]
R: Você vai perder aula mais uma vez. Eu posso fazer o mesmo!
Q: Não pode! Eu não quero que você perca!
R: Mas eu não vou conseguir me concentrar!
Q: Vai tentar...
Quinn passou a beijar o pescoço de Rachel, sentindo a morena amolecer em seus braços:
Q: É tão difícil me segurar com você só de toalha em meu colo... [sussurrou no ouvido da morena antes de sugar o lóbulo de sua orelha direita]
R: Então não se segure... Arranque minha toalha e faça amor comigo agora! [disse amolecida com o carinho]
A loira deu um pequeno chupão abaixo da orelha da morena e afastou o rosto para olhá-la sorrindo:
Q: Não! Senão você se atrasa para a aula! [moveu-se forçando Rachel a se levantar]
R: Droga, Quinn! [resmungou]
Q: Mais tarde... [beijou-lhe os lábios] Mais tarde faremos o que você quiser...
Enquanto Rachel terminava de se vestir, Quinn organizava alguns papéis que ela não sabia o que era. Mas a loira logo acabou com qualquer dúvida:
Q: Aqui estão seus trabalhos atrasados...
R: Hã? Todos? [perguntou surpresa]
Q: É... [respondeu calma] Pode entregar!
R: Eu... Eu não posso entregar isso agora Quinn! Eles vão saber que eu não fiz sozinha! Ninguém normal faria esses trabalhos com essa quantidade de páginas tão rápido! [olhava para os papéis empilhados]
Q: Oh... Então... Você entrega depois... [disse um pouco encabulada]
Era tudo tão fácil para ela e tão natural, que às vezes ela esquecia que era um gênio. Claro que Rachel tinha razão!
Nos corredores de NYADA o coração de Rachel não permitia que sua mente se concentrasse em qualquer outra coisa que não fosse Quinn frente a frente do pai criminoso...
Mas antes de ver Russel novamente, a loira pediu à Santana para levá-la a um lugar especial. Era a segunda vez que a latina entrava ali. Sorriu ao se lembrar de quando acompanhou Rachel àquele estúdio de tatuagem...
S: Tem certeza de que quer fazer isso?
Q: Absoluta! [disse decidida]
S: A mesma postura da Berry... [sorriu orgulhosa] Posso ver o desenho?
Q: Não!
S: Definitivamente, a mesma postura... [revirou os olhos]
Quinn estava diante do tatuador. O mesmo que havia tatuado Rachel. Chuck era seu nome. E ele tinha boa memória. Lembrava-se perfeitamente do dia em que a morena esteve lá:
C: Então você é a tal namorada da baixinha... [sorria agradável enquanto preparava o material]
Q: Sou... [sorriu educada]
C: Cara, que louco! Ela disse que você estava fazendo uma cirurgia na cabeça e agora eu te vejo aqui como se nunca tivesse feito cirurgia nenhuma! Incrível! [dizia maravilhado] Ela estava bem nervosa...
Q: Estava?
C: Sim... Mas... [olhou o desenho] Tem certeza de que quer isso? A maioria das pessoas que tatuam nomes dos namorados se arrepende.
Q: Eu não tenho porque me arrepender...
C: E se vocês acabarem?
Q: Nunca vamos acabar...
Santana sentava em uma das cadeiras do longo corredor. Russel não estava mais no presídio. Já estava sob custódia da justiça em uma das celas existentes no fórum onde seria seu julgamento. Quinn estava acompanhada do promotor e de dois policiais. Soube ao chegar que Russel havia recusado a proposta de estar acompanhado de advogado.
Quinn respirou fundo. Antes de atravessar a porta à sua frente, ela se perguntou mentalmente se deveria mesmo estar ali. Fechou os olhos por alguns segundos e pensou em Rachel. Levou a mão direita até a região da tatuagem. Era como se ali ela encontrasse a força que precisava para seguir em frente... Reabriu os olhos e assentiu para os policiais, que abriram a porta para ela.
Russel estava sentado atrás de uma mesa de mogno grande. Ele ergueu os olhos assim que ouviu o barulho da porta se abrindo. Algemado, era visível seu nervosismo. Era a primeira vez que ele via Quinn enxergando novamente. Claro que ele soube que ela já não estava mais cega, mas nem em um milhão de anos ele imaginaria que ela iria querer falar com ele de novo. De todos os passos que ela deu até a mesa, apenas um foi hesitante. Todos os outros demonstravam uma firmeza e segurança que ela tentava tornar convincentes...
Quinn se sentou na cadeira em frente à dele, colocando um envelope sobre a mesa. Ele não tirava os olhos dela. Era incrível vê-la enxergando novamente... Sem dizer nada, a loira abriu o envelope e retirou algumas fotos, espalhando-as em fileiras perfeitamente simétricas diante dele. Eram fotos dela criança, fotos da família unida, fotos do casamento dele com Judy... Quinn pigarreou suavemente, limpando a garganta e garantindo que conseguiria falar sem embargar a voz. Ela não podia chorar diante dele. Ela estava tremendo, mas iria se segurar até o fim...
Q: Eu queria que você olhasse para o seu passado e entendesse o quão errado é o caminho você escolheu...
Russel, enfim, desviou o olhar dela, passando a olhar para as fotos dispostas tão organizadamente à frente dele. Quinn bebê, criança, adolescente... Frannie adulta, Judy de noiva... Ele ensinando as filhas a andar de bicicleta...
Q: Durante muito tempo você foi o meu herói. Mas eu não entendia porque você ficava tão bravo quando eu falava sobre as coisas que eu sabia. Eu não entendia que eu era um gênio, até me dizerem que eu era... E você parecia ter orgulho de mim, até o dia em que eu te corrigi sem querer sobre algo que você falou sobre a 2ª guerra mundial. Eu poderia ter sido mais feliz. Eu poderia ter sido menos sozinha... Mas eu passei boa parte da minha vida tentando não te enfrentar. Sendo a filha limitada que você queria que eu fosse. Eu virei líder de torcida para que você pudesse se orgulhar de mim por ser popular. Eu me esforcei para ser a filha que você esperava que eu fosse. E você me colocou para fora de casa quando eu mais precisei de você... [dizia séria, sem fraquejar um segundo] Eu quero que você olhe essas fotos e pense em como tudo poderia ter sido diferente... Você perdeu o amor de minha mãe, de Frannie e o meu.
Russel levantou a cabeça. Ouvir aquilo lhe doeu. Por mais calhorda que ele fosse, ele não queria perdê-las. Mas sua filha caçula estava ali, mostrando a ele a família que ele mesmo destruiu...
Q: Essa família das fotos não é a mesma hoje. Não existe mais! Eu construí uma nova família! Que me ama e que me aceita! Tudo o que você tentou tirar de mim está comigo muito mais forte: o amor da mamãe, da Frannie e Beth... Beth me ama e faz parte da minha vida! E quanto à Rachel...
Uma lágrima... Uma lágrima teimosa acabou escorrendo por seu olho direito, provocando outras lágrimas silenciosas que se seguiram. Mas aquilo não era o suficiente para abalá-la. Mesmo com o choro, ela se mantinha forte:
Q: Com seus crimes, com sua tentativa de nos separar, você só conseguiu nos unir ainda mais. Graças a você o meu amor por ela cresceu mais do que eu poderia imaginar!
Russel: Eu não quero ouvir isso! [disse irritado]
Q: Mas vai ouvir! [disse firme] Eu sou gay! Com Rachel ou sem Rachel, eu sou gay!
Era a primeira vez que Quinn dizia isso. A primeira vez que ela desvinculava sua orientação sexual da figura da namorada. Rachel a fez descobrir, mas não foi Rachel que a fez assim...
Q: Então toda sua ira foi direcionada à pessoa errada. Não era ela quem você deveria odiar. Mas a mim! [bateu no peito] Me odeie! [elevou a voz] Odeie a filha que eu não consegui ser pra você! Me odeie! Eu não me importo mais!
Russel: Eu não te odeio! [rebateu] Você é minha princesinha... [disse com a voz quebrada] Minha Quinnie... [começou a chorar] Minha Quinnie... [baixou a cabeça]
Q: Por sua causa eu fiquei cega e por causa da Rachel eu voltei a enxergar. Você tentou tirar de mim a pessoa mais importante da minha vida. O amor da minha vida. E eu nunca vou conseguir entender que tipo de loucura se apossou de você! Mas o que importa é que você não conseguiu. E nunca vai conseguir! E eu nunca vou te perdoar. Mesmo que você se arrependa...
Russel: Eu não me arrependo! [disse sério, parando de chorar] Eu nunca vou me arrepender. Meu único arrependimento foi ter envolvido aquela imbecil da Jennifer nessa história e ter permitido que você se ferisse. Eu nunca quis que você se machucasse. [dizia sincero] Mas quanto à cantorinha... Eu não me arrependo de nada!
Q: Então por que tentou se matar?
Russel: A clausura não é o meu lugar...
Q: Deveria ter pensado nisso antes...
Russel a olhou de uma maneira que a fez se arrepiar. Era como se ela estivesse vendo seu pai herói de novo. Era como ele a olhava todas as vezes em que ela conseguia pedalar perfeitamente...
Russel: Sob o seu ponto de vista, eu posso não ter sido o melhor pai do mundo... Eu posso não ter lidado bem com sua genialidade. Eu posso ter errado em algumas coisas. Mas você nunca vai poder me acusar de não ter te amado... [deixava escapar algumas lágrimas, mas se mantinha firme] Do meu jeito, mesmo calado, eu sempre te amei e você sempre foi minha princesinha. Ver você grávida de um qualquer e depois namorando uma garota... [bufou] Você me decepcionou! Mas, mesmo assim, eu não deixei de te amar! Mas como eu falei... [enxugou as lágrimas que caíram] Eu só me arrependi de não ter evitado que você se machucasse... Fora isso, nenhum arrependimento... De nada... Eu não... [pigarreou] Eu não te peço perdão porque eu não te criei para perdoar quem te machuca. Eu não te criei para isso! Você vai me odiar por muito tempo ainda... Eu sei que não vamos mais nos falar... [sorriu triste]
Ele voltou a olhar para as fotos... Seu olhar era nostálgico... Aquele sorriso triste ficou ainda mais triste... Então ele murmurou:
Russel: Eu estraguei tudo...
De repente, a feição dele mudou. Para Quinn, era óbvio que ele não estava em seu estado normal. Havia uma certa loucura em tudo o que ele fez, mas principalmente em sua forma de falar e olhar...
Russel: Vá embora! [disse de repente] Está na hora de você ir...
Havia calma na voz dele e Quinn não entendeu o que estava acontecendo...
Russel: Eu já entendi... Você é mais forte do que eu poderia imaginar... Está na hora de você ir...
Ele desviou o olhar das fotos. Não conseguia mais olhar para elas.
Russel: Vá!
Quinn se moveu e começou a juntar as fotos, colocando-as de volta no envelope. Ela já não tremia mais...
Q: Olha pra mim! [ele olhou] Mesmo que você se arrependesse. Mesmo que me pedisse perdão, eu jamais poderia te perdoar. Um dia, talvez, esse ódio que eu sinto vai diminuir e pode até passar, mas ele não vai se transformar em uma coisa boa... Será apenas o fim do único elo que existe entre nós agora: O meu ódio por você ter tentado matar a Rachel. Eu não me importo mais com o pai imperfeito que você foi para mim. Eu não me importo mais com a visão que eu perdi... Nem com a bala que me atingiu... Nada me doeu mais do que meu pai tentar matar a minha namorada. E é por isso que eu não consigo sentir outra coisa por você. Rachel me dá tudo o que sempre faltou em minha vida! Então eu já não preciso mais sofrer pelo que não fui ou não tive. Ela me dá tudo!
Quinn se levantou. Era mesmo a hora de ir embora. Aquele era seu ponto final. Ela precisava dizer a ele que era muito mais do que vítima da loucura dele. Ela era vencedora daquela guerra que ele iniciou. E já não havia mais nada a falar. A loira o olhou rapidamente e se virou para ir embora...
Russel: Hoje você me orgulhou como nunca!
Ela estava mesmo ouvindo aquilo? Ele estava mesmo louco? Ela se virou novamente para tentar entender o que ele queria dizer...
Russel: Vir aqui... Passar por cima de tudo... Hoje você foi mais forte do que eu poderia te ensinar a ser... [sorriu suavemente] Seu ódio vai passar... E eu não passarei de um nome em sua certidão de nascimento... Agora vá! [assentiu com a cabeça] É aqui que nossos caminhos se separam de vez...
Ela queria sair dali, mas não conseguia. Seu corpo inteiro estava gelado. À sua frente havia mais de um Russel Fabray. Ele era muitos em um só. Uma confusão de comportamentos e posturas que a estavam deixando confusa. Quinn só se deu conta de que estava parada quando o policial segurou Russel pelo braço para retirá-lo da sala. Ele sumiu atrás da porta que se fechou...
Santana se levantou rapidamente, assim que viu a amiga no fim do corredor, caminhando com o olhar perdido...
S: Está tudo bem? [perguntou preocupada]
Quinn levantou o olhar para encará-la. Demorou um pouco para entender a pergunta, até que caiu em si:
Q: Acho que... Acho que acabou... [disse baixinho]
Durante todo o caminho a loira nada disse e Santana nada perguntou. Quinn não chorava. Seu olhar era perdido. Era muito estranho, para ela, aquele sentimento de vazio. Era como se Russel estivesse mesmo deixando de existir... Estavam quase chegando ao apartamento, quando a loira finalmente falou:
Q: Eu acho que ele está mesmo louco...
S: O que disse?
Q: Eu não acho que a loucura é apenas uma estratégia de defesa. Ele está sendo completamente contraditório. Como se ele fosse duas pessoas em uma. Ou três... [disse pensativa]
S: E se ele estiver fingindo, Q?
Q: Não está! Aquele era mesmo ele... Ele em mais de uma forma...
Rachel ouviu o barulho da chave e se levantou do sofá bruscamente. Desde que chegou de NYADA não conseguia fazer mais nada além de esperar... Ligou para Quinn e Santana várias vezes, mas ambos os celulares estavam desligados. Protocolo obrigatório do Fórum naquela situação. Quando Quinn entrou no apartamento a morena começou a esbravejar:
R: Por que seus telefones estão desligados? Eu estou aqui louca esperando por você, desesperada por notícia e só cai na caixa-postal! Eu estou quase enlouquecendo aqui, Quinn!
A loira não respondeu. Ela simplesmente acelerou o passo e tomou Rachel em seus braços, num beijo urgente de tirar o fôlego... Tudo o que a morena pôde fazer foi se segurar com força à namorada. Foi retribuir ao beijo faminto. Foi sentir com todo o seu corpo a possessividade ali presente...
Q: Eu te amo mais do que você jamais será capaz de imaginar! [disse intensamente sobre os lábios carnudos recém-beijados]
Rachel a abraçou com força, sentindo o corpo da namorada tremer. Toda a força antes demonstrada ficou para trás. Ali ela poderia ser frágil. Ali, em Rachel, ela poderia realmente sentir... Ela apertou a morena em um abraço forte, sem dizer mais nada... Sentiu as mãos de Rachel deslizarem por suas costas e beijos carinhosos em seu pescoço... Não... Ela não perguntaria como foi. Ela não forçaria Quinn a contar nada... Nada mais importava se ela a tinha em seus braços.
De repente a loira a soltou e lhe direcionou um sorriso suave...
R: Você está bem? [perguntou delicadamente]
Quinn começou a chorar. O choro logo se tornou forte e ela se viu em meio a soluços que não conseguia controlar. Rachel a abraçou novamente, repetindo que a amava incansavelmente.
Apesar de acreditar que tinha dado seu ponto final, era doloroso para Quinn entender finalmente o que aquilo significava. Ela havia, definitivamente, tirado Russel de sua vida. Era como se seu passado tivesse ido embora também...
R: Meu amor... Fala comigo... [pedia carinhosa]
A loira levou as mãos ao rosto e passou a enxugar as lágrimas. Afastou-se de Rachel e a segurou pela mão:
Q: Vem!
A morena a seguiu até o quarto e não entendeu nada quando a loira a colocou sentada na beirada da cama.
Q: Você é tudo o que importa...
As mãos de Quinn se posicionaram na barra da blusa a puxando para cima. Os olhos de Rachel seguiram o movimento da namorada, sem entender suas intenções. Seu coração parecia que iria sair de sua boca quando ela finalmente bateu o olho em algo novo. Na lateral do corpo de Quinn, sobre as costelas do lado esquerdo, havia um plástico transparente sobre a pele branca, cobrindo uma nova marca.
Q: Agora é você quem está em minha pele...
A loira se aproximou um pouco mais, deixando que a morena visse melhor o desenho... Rachel começou a tremer. Era o símbolo do infinito. Mas não era simplesmente o símbolo em si. Ele dava sua volta normal, como um “8” horizontal, mas antes de se fechar, sua linha era interrompida pelo nome “Rachel” escrito na exata caligrafia da morena, com uma pequena estrela ao final da palavra. Quinn havia feito o desenho e decalcado a assinatura da namorada. Ela precisava se sentir marcada literalmente por Rachel...
A morena levou a mão direita à boca, tentando conter o choro que anunciava chegar. De todas as declarações de amor que Quinn já havia feito, aquela era sem dúvida a mais significativa. Ela não havia tatuado “R”, ou algum código delas. Ela havia tatuado o nome de Rachel com todas as letras e exatamente como ela assinava. Era a mais perfeita personalização que ela poderia sonhar...
R: Por que você... Como você... [tentava falar, mas não conseguia]
Ela estava tremendo. Quinn levou as mãos ao rosto dela e a encarou. Os olhos claros estavam vermelhos, mas lindos, repletos de um encantamento que só Rachel era capaz de enxergar...
Q: Porque é isso que você é para mim... Você é o meu infinito...
Em Rachel e com Rachel, Quinn sempre poderia recomeçar. Era nela e com ela que sua vida acontecia. E só havia todo o resto depois dela. Era ela quem realmente importava. Era ela quem preenchia todas as lacunas de sua vida. E com ela Quinn já não precisava de pontos finais...
[CONTINUA...]
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