Notas iniciais
Estou escrevendo às 23:23 (que coincidência). Podem me julgar. Tenho duas provas amanhã. Kkk's. ~ Garota Extraordinária

Acordo assustada.

– Aimee? — Chamo.

– Bea? — Ela aparece na sala segurando um pote de achocolatado.

– Desculpe não quis te assustar.

– Senhor. Fui ao céu e voltei.

– Está fazendo o que?

– Bolo de chocolate para minha bebê. — Ela sorri. Vai para o sofá onde estou e levanta minhas pernas, sentando abaixo delas.

– Está fazendo um trabalho exemplar de babá heim?

– Bom, sua mãe pediu que eu ficasse de olho em você. Estou obedecendo as ordens da chefe.

– Nossa. Eu que deveria ser sua babá. Ainda não se passou um mês.

– Eu sei.

– Louse está onde?

– Saiu com Ellen.

– A tal Ellen que eu ainda não conheci.

– Ela é legal. Não tão legal quando a gente, mas dá pro gasto.

– Eles começaram a namorar faz quanto tempo?

– Tempo? Acho que uma semana nem é considerado ''tempo'' ainda.

– Ele está feliz né?

– Nunca o vi desse jeito.

– Que bom. Quero que ele seja feliz. — Sorrio pensando no Louse.

– Ele disse que ia passar mais tarde aqui.

– Ah é! Tem o cine pipoca hoje. Quase me esqueci.

– Ele vai trazer os filmes. O bolo é para mais tarde então nem venha colocar a mão no meu bolo precioso. — Ela diz se levantando e indo para cozinha.

– Sem chances de eu conseguir sair desse sofá. Me sinto fraca demais.

– Tomou seu remédio das 18h? — Mee volta para sala e me pergunta.

– Não. Deve ser isso. Pode pegar o remédio para mim?

– Está na gavetinha?

– Sim. Fitinha lilás.

– Eu sei. Tenho sua lista de remédio tatuada na minha cabeça.

Ela vai para as escadas e sobe de dois em dois degraus.

x.x.x

– Trouxe pizza e uma convidada! — Louse entra se anunciando.

– Chegou a estrela da noite. Cadê os fotógrafos para tirar foto desse momento épico? — Aimee joga pipoca nele.

– Que convidada? — Pergunto curiosa.

– Ellen? — Ele chama na porta.

Ellen é uma menina baixa e tem cabelos lisos vermelhos (provavelmente pintado). Ela usa óculos e está usando uma blusa dos Ramones. Ela estava com um sorriso, mas era falso. Dava para ver. Não gostei dela.

– Olá, eu sou a Bea. — Digo cumprimentando ela.

– Oi Bea. Louse me falou muito de você.

– Humm. — Pego um bocado de pipoca e enfio na boca.

– Louse podemos conversar? — Aimee fala.

– Claro. Já volto amor. — Ele dá um selinho na Ellen.

Que nojo.

Ela me encara.

– Que foi?

– Você é a menina do câncer né? — Ela pergunta. MENINA DO CÂNCER? Que vaca.

– Eu não sou ''a menina do câncer''. Eu tenho câncer.

– Humm... é tão ruim assim? — Ela é idiota por acaso?

– Não, fazer milhares de exames, ter que tomar 6 remédios diferentes por dia, passar mal frequentemente, ficar careca, sentir toda vez que você faz alguma coisa é bem legal.

– Que grosseria. — Ela resmunga.

– Que babaquice. — Eu falo.

Louse e Aimee chegam. Louse parece atordoado. Provavelmente Mee falou sobre a Ellen, ela não gosta muito dela. Bom, eu não gosto definitivamente dela.

– Estou cansada. Vou me deitar. — Digo.

– Eu te ajudo. — Mee pega os cobertores e coloca de lado. Puxa me braço e me ajuda a levantar.

– Curtem o filme. — Digo com frieza.

– Boa noite Be.

– Boa noite para você também Ellen. — Digo. Ela vira a cabeça com ignorância.

Chegando no meu quarto, Aimee vai até o Armário e pega um cobertor.

– Be você viu como ela é um nojo? Será que só ele que não percebe?

– Ela perguntou se eu sou a ''menina do câncer''. Eu chamei ela de babaca.

– Ela é uma babaca mesmo. Quando o Louse ia me abraçar ela foi e se colocou entre nós.

– Que vaca.

– Pois é. Louse é cego. — Ela coloca o cobertor na cama me cobrindo.

– Minha mãe vai chegar que horas?

– Ela disse 22:00.

– Não sabia que ir no mercado demora tanto.

– Ela foi lá no centro resolver umas coisas.

– De noite? — Eu pergunto.

– Vai entender.

– Quando ela chegar me avisa okay?

– Aham. Vou ficar aqui com você. Não suporto respirar o mesmo ar que aquela menina. — ela deita do meu lado e fecha os olhos.

x.x.x

Notas finais
Boa noite amores