Vivendo ao perigo

3 O inimigo a espreita


Notas iniciais
Depois de saber que era verdade tudo que estava rolando em meus sonhos, tudo começou a piorar, e agora pessoas que amo estão nas garras de psicopatas.

Ao ler essa carta meu coração disparou, eu já não tinha nem mais o que pensar. Na realidade tinha uma pequena duvida, ou alguém queria apenas me zoar, ou de fato entrei num labirinto tecnicamente horripilante, naqueles pesadelos que não acaba sabem? Mantive a calma, guardei o bilhete no bolso da minha calça e decidi ir para o Parque Ibirapuera, nesse dia não tinha evento mas precisava esfriar minha cabeça. Cheguei lá e encostei meu corpo em uma arvore do bosque, nesse dia estava um sol agradável até pensei em tirar toda roupa e meter o f*, mas mantive a minha classe e apenas fiquei olhando para o céu azul e sem nenhuma nuvem, e acabei adormecendo.

Senti algumas mãos em meu corpo, mas meio que não conseguia me mexer, senti que estava amarrado em uma espécie de cativeiro, eu gritava porém ninguém me ouvia. Era horrível a sensação que sentia. De repende acordo e o segurança do parque me cutucando.

– O Muleque, já passa das dez da noite. Se eu fosse você ia pra casa desse horário em diante só tem pessoas estranhas por aqui. – O Segurança foi sincero, alias eu apaguei de uma tal maneira que tive sorte de não ter sido estuprado. Peguei minha mala e sai daquele local, e fui direto para minha casa.

Fiquei pensando no meu sonho, como seria ruim ficar num cativeiro e ninguém poder te ajudar, deve ser a pior sensação do mundo morrer assim. Logo veio o Thomas na minha cabeça, e o Bilhete. O clima já tava tenso, só faltava por uma musica de suspense e começar a investigar, mas como sou desastrado ia acabar morrendo em dois minutos. Deu um minuto e o meu celular começou a tocar.

– Alô ? – Fiquei esperando e ninguém falava, já pensei que era trote – Ai babaca, vai a merda... – já ia desligando.

– Ro?- Uma voz de dor, e de desespero surgiu na outra linha. Uma voz feminina.

– Sim sou eu, quem fala?

– Ro... Sou eu a Th... – Logo mudou a voz, para um homem rindo. – Olá Rodrigo haha, você por acaso leu minha cartinha que te mandei mais cedo?

– Quem é você? Não me diga que é... – Minha voz travou.

– Não preciso falar quem eu sou, é só se lembrar de um beijo na missa de sétimo dia da pessoa que matei. – Ele começou a rir que nem uma galinha quando vai botar um ovo.

– JOHN? – Gritei assustado.

– E thay. – Ele riu de novo.

– Como assim? – Nessa altura eu já tava em total desespero.

– Sim, porque eu sou o cara que mexe nos fantoches, e vocês são os meus Fantoches. Né Thay? – Pude ouvir ela chorando, e pedindo socorro.

– John, não faça nada com ela. O negocio é comigo? Liberte ela e pode me prender. – Fui sincero.

– Cala a boca! – Ele voltou a rir, parecia descontrolado – Você acha mesmo que não será meu prisioneiro? A partir desse momento você também é minha caça, pequeno elfo. Porem a Thay foi burrinha, e caiu na minha lábia. Como disse na carta, que comece o jogo. E ele se chama VIVENDO AO PERIGO. Não pense que estou sozinho nessa, tenho outros amigos na mesma. E vou te falar mais cara eles gostam de comer pessoas vivas. – Gargalhou, e desligou o telefone.

Nesse momento de fato paralisei, o que ia fazer? Eu e todos meus amigos correm grande perigo, como vou contar a eles? Como vou soltar a Thay de lá? Minha cabeça começou a pensar varias coisas, mas nenhuma se concretizava. Peguei o Telefone e liguei para o Fe, contei tudo que aconteceu e ele acreditou na hora. Por essa razão que liguei pra ele antes, ele é meu melhor amigo e sabe que não mentiria com uma coisa tão seria dessa. ( Se bem que tem gente que finge ter AIDS, ou finge que trabalha numa empresa ferrada, mas enfim... ) Nos reunimos, junto com o Fe já veio o Jojo ( Que já estava morrendo de medo). Fomos juntando, juntando,juntando que quando percebi já tinha perdido as contas das pessoas que estavam com medo,revoltadas,confusas.

–Cheguei nessa bagaça, que ta acontecendo aqui? – Anna chegou toda nervosa, beijando o Erick violentamente.

– Senta Anna, vamos contar tudo. – Lyu se pois a frente, e contou cada passo.

– Meu Deus, Rosana! Isso é verdade? – Anna já mais assustada.

– Ah mais pura verdade. — Fui Sincero – Pior... Eles estão com a Thay.

– QUE? QUE? NÃO! CADE ESSES DESGRAÇADOS? — Anna começou a gritar e chorar, nisso o Jojo já foi no embalo e mais umas pessoas acompanharam o bonde do desespero.

– Chega gente! – Marti chegou pondo ordem. – Não podemos ajudar a Thay e ao mesmo tempo nos ajudarmos com essa confusão. – Ele olhou pra Neves – Não vou deixar que machuquem pessoas que amo, eu passo por cima de tudo. – O clima ficou meio ‘’ ek romance’’.

– Quer dizer que todos nos estamos correndo risco de vida? Jura Juradinho? – Lorena só tinha entendido naquele momento.

– Sim. E o que vamos fazer galera? – Não queria muita conversa, queria agir logo.

– Vamos todos nos matar. – Vini tentou ser engraçado, mas não colou.

Estávamos na casa do Caique nesse dia os pais dele não estava la, mas ninguém estava em clima de HP, só o Vini. Meu celular começou a tocar, e meu coração já disparou novamente.

– A Thay esta bem? – Já fui direto.

– Que thay? – Era minha mãe.

– Ah.. mãe! Pensei que era outra pessoa. – Fui sincero

– Ok, to ligando pra falar que tudo bem. Eu deixo você dormir fora hoje, mas por que falar pro seu amigo me ligar?

– Que? Que amigo? – Fiquei surpreso.

– O John e o Castellano ligaram agora pouco falando que hoje tem festa e bla bla bla... – Nesse momento fiquei ouvindo minha mãe falando cada vez mais baixo, e desmaiei.

Acordei com varias pessoas em cima de mim, chamando meu nome e dizendo o que aconteceu. Mas eu estava totalmente sem direção, ate minha mãe podia ser vitima disso? Que pesadelo é esse que nunca acaba? Meu medo era se o pesadelo mesmo nem tivesse começado.

–Ro? Eu falei pra sua mãe que estava tudo bem. O que ela falou? – Fe chegou assustado.

– E.. El... Ela... – Tava mais gago que namorado traindo a mulher em um posto de gasolina.

– Fala logo menino! – Anna me deu um tapa na cara.

– Ela disse que o John e o Castellano ligaram dizendo que ... que... Eu ia dormir fora. Como eles souberam que eu tava aqui? – Todos ficaram apreensivos no momento.

– Vamos todos embora agora então! – Jojo começou a me puxar.

– Calma Jojo, pensa cara. Se eles falaram isso, quer dizer que sabem onde estamos. – Martinato mais uma vez pondo ordem.

–EU não tenho medo dessas coisas, se alguém quiser ir comigo vem. To indo embora. Já cansei dessa palhaçada. –Yash pegou suas coisas e foi indo embora.

– Calma yash! Eu vou com você – Cavi e Petter acompanhou.

O resto preferiu dormir na casa do Caique, todos muito assustados principalmente o Jojo. A Bia Carmo meio que olhava com canto de olho pra mim, e eu ficava meio sem graça alias ela é uma menina muito atraente. Loira, e com um corpo muito seduzente. Já se passava das duas e meia da manha, e ninguém queria dormir com medo e outros bebendo ( Vini), quando de repente ouvimos um grito na rua, um grito de desespero pedindo socorro. Na hora corremos na varanda, e vimos o Yash e o Cavi correndo mais rápido que maratona. Yash gritava pra abrir a porta, no começo todos começaram a rir mas vimos o Cavi todo ensanguentado. (Sim o Cavi tava vermelho naquele momento) O Caique correu pra abrir a porta.

– Meu Deus, meu Deus, meu Deus, Meu Deus... – Yash tava desesperado

– Meus Deus o que senhor? – Anna já ficava estressada.

– Ai... – Cavi estava todo machucado

– Cavii, esquecemos de você amor. – Celly chegou vendo onde tinha cortes no corpo dele.

– Seguinte gente, é verdade. Todos nos vamos morrer. Todos. – Dava pra ver que Yash estava totalmente sem rumo.

– Pera, CADE O PETTA?- Jojo lembrou que tinha três pessoas com eles.

– Não diga que eles estão aqui? Preferi ser direto já.

– Sim, e eles levaram o Petta. Levaram só o corpo, porque eu vi a facada que ele levou. Eram mais ou menos cinco pessoas todas com capa preta, e eu consegui ver a cara do Castellano. E fácil reconhece-lo. – Eu tive vontade de rir, mas não podia fazer isso alias íamos morrer em breve, e um dos assassinos é o Castell.

Cavi estava todo machucado, o yash falou que deram uns murros nele mas libertaram para contar a nós, que a partir desse momento não temos mas pra onde correr. A maioria estava chorando, quando o único inteligente teve uma ideia de chamar a policia.

Notas finais
Meu anjinho meu fiél amiguinho me leve sempre por um bom caminho, nunca pensei que ia passar um dia por isso, eu e meus amigos a beira da morte.